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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise de tendência de citologia oncótica e mamografia das capitais brasileiras]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n1/artigos.jpg" /></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>An&aacute;lise de tend&ecirc;ncia     de citologia onc&oacute;tica     e mamografia das     capitais brasileiras</b></font></p>     <p><font size="3">Deborah Carvalho Malta<br /> Alzira de Oliveira Jorge</font></p>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><font size=5><B></b>O</font> c&acirc;ncer de mama permanece como o segundo tipo de c&acirc;ncer mais frequente no mundo e o primeiro entre as mulheres, seguido do c&acirc;ncer de colo de &uacute;tero (1). Tamb&eacute;m no Brasil esses s&atilde;o os tipos de c&acirc;ncer mais frequentes em mulheres. As taxas de mortalidade por c&acirc;ncer de colo do &uacute;tero, no pa&iacute;s, v&ecirc;m apresentando tend&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o na &uacute;ltima d&eacute;cada, enquanto que para o c&acirc;ncer de mama vem apresentando eleva&ccedil;&atilde;o (2). Ambos s&atilde;o pass&iacute;veis de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento, sendo importante avan&ccedil;ar no acesso a essas pr&aacute;ticas.</font></P>     <p><font size="3">O c&acirc;ncer de colo do &uacute;tero apresenta um dos mais altos potenciais de cura, podendo chegar a 100%, quando diagnosticado e tratado em est&aacute;dios iniciais ou em fases precursoras, o que justifica o rastreamento populacional em mulheres (3). O m&eacute;todo de rastreamento preconizado no Brasil &eacute; o exame citopatol&oacute;gico, ou tamb&eacute;m chamado de exame de Papanicolau, e a popula&ccedil;&atilde;o&#45;alvo s&atilde;o mulheres entre 25 a 64 anos e que j&aacute; tiveram atividade sexual (4).  A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS) destaca que a incid&ecirc;ncia desse c&acirc;ncer aumenta nas mulheres entre 30 e 39 anos de idade, atingindo seu pico na quinta ou sexta d&eacute;cadas de vida. Os exames antes dos 25 anos n&atilde;o se justificam por predominarem as infec&ccedil;&otilde;es por HPV, que tendem a regredir espontaneamente e, ap&oacute;s os 65 anos, o risco de desenvolvimento do c&acirc;ncer cervical &eacute; reduzido dada &agrave; sua lenta evolu&ccedil;&atilde;o. Essas evid&ecirc;ncias justificam a faixa et&aacute;ria de 25 a 64 anos de escolha para o rastreamento (3,4). Esse protocolo tem sido adotado pela maioria dos pa&iacute;ses com programa de rastreamento organizado e justifica&#45;se pela aus&ecirc;ncia de evid&ecirc;ncias de que o rastreamento anual seja mais efetivo (3).</font></P>     <p><font size="3">O exame mamogr&aacute;fico &eacute; uma das principais medidas preventivas para a detec&ccedil;&atilde;o precoce do c&acirc;ncer de mama. No Brasil, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de recomenda, como principais estrat&eacute;gias de rastreamento populacional, a mamografia, pelo menos a cada dois anos, para mulheres de 50 a 69 anos de idade, uma vez que as evid&ecirc;ncias da efetividade desse exame para a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade por c&acirc;ncer de mama s&atilde;o mais fortes nessa faixa et&aacute;ria (4). Al&eacute;m disso, &eacute; preconizado o exame cl&iacute;nico da mama em todas as mulheres que procuram o servi&ccedil;o de sa&uacute;de, independentemente da faixa et&aacute;ria, como parte do atendimento &agrave; sa&uacute;de da mulher. Para mulheres de grupos populacionais considerados de risco elevado para o c&acirc;ncer de mama (com hist&oacute;ria familiar de c&acirc;ncer de mama em parentes de primeiro grau), recomenda&#45;se o exame cl&iacute;nico da mama e a mamografia, anualmente, a partir de 35 anos de idade (4). </font></P>     <p><font size="3">Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lio (PNAD) levantado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) mostraram que, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mamografia, nos anos de 2003 e 2008, em mulheres entre 50 e 69 anos de idade, as taxas autorreferidas aumentaram de 42,5% para 54,8% e a frequ&ecirc;ncia de mulheres entre 25 e 59 anos de idade que relataram ter feito pelo menos um teste de Papanicolau nos tr&ecirc;s anos anteriores aumentou 25%, alcan&ccedil;ando 84,6% em 2008. No entanto, h&aacute; uma grande varia&ccedil;&atilde;o entre n&iacute;veis de renda e baixas coberturas nas regi&otilde;es Norte e Nordeste (5).</font></P>     <p><font size="3">O Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) realiza os exames para detec&ccedil;&atilde;o precoce do c&acirc;ncer de colo uterino, em mulheres entre 25 a 64 anos, em todas as Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de e a mamografia &eacute; realizada em servi&ccedil;os de refer&ecirc;ncia. Em 2011 foi lan&ccedil;ado o Plano de Enfrentamento de Doen&ccedil;as Cr&ocirc;nicas, 2011&#45;2022, que prev&ecirc; o aumento da cobertura do exame de Papanicolau para 85% e de chegar a mamografia em 70% de cobertura, bem como a melhoria da qualidade dos exames de Papanicolau e mamografia. Dentre as a&ccedil;&otilde;es para acelerar o diagn&oacute;stico est&atilde;o previstos investimentos em capacidade diagn&oacute;stica e infraestrutura, em especial, nas regi&otilde;es Norte e Nordeste do Brasil (6,7).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A partir de 2007, o sistema de vigil&acirc;ncia de fatores de risco para doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis por inqu&eacute;rito telef&ocirc;nico (Vigitel), inseriu perguntas sobre exames preventivos de c&acirc;ncer de colo de &uacute;tero no seu question&aacute;rio, tornando poss&iacute;vel o monitoramento das coberturas autorreferidas nas capitais brasileiras e no Distrito Federal (8). O estudo atual descreve as tend&ecirc;ncias de cobertura dos exames preventivos de c&acirc;ncer de colo de &uacute;tero e mamografia nas capitais brasileiras.</font></P>     <p><font size="3"><b>M&Eacute;TODOS</b> Foram analisadas informa&ccedil;&otilde;es de inqu&eacute;rito telef&ocirc;nico sobre exames preventivos de c&acirc;ncer, realizados entre 2007 a 2012 junto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o adulta (<U>&gt;</u> 18 anos de idade), residente nas capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal. O Vigitel utiliza amostras probabil&iacute;sticas da popula&ccedil;&atilde;o adulta a partir do cadastro das linhas de telefone fixo das cidades, disponibilizadas anualmente pelas principais operadoras de telefonia fixa no pa&iacute;s. Foram sorteadas 5 mil linhas telef&ocirc;nicas de cada cidade, as quais foram divididas em r&eacute;plicas (ou subamostras) de 200 linhas cada, para identifica&ccedil;&atilde;o das linhas eleg&iacute;veis, ou seja, linhas residenciais ativas. Depois de confirmada a elegibilidade da linha foi realizada a sele&ccedil;&atilde;o do morador a ser entrevistado. </font></P>     <p><font size="3">Foram utilizados pesos p&oacute;s&#45;estratifica&ccedil;&atilde;o que objetivam a infer&ecirc;ncia estat&iacute;stica dos resultados do sistema para a popula&ccedil;&atilde;o adulta de cada cidade. O peso final atribu&iacute;do a cada indiv&iacute;duo entrevistado pelo sistema Vigitel visa igualar a composi&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica estimada para a popula&ccedil;&atilde;o de adultos com telefone a partir da amostra Vigitel em cada cidade &agrave; composi&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica que se estima para a popula&ccedil;&atilde;o adulta total da mesma cidade, no mesmo ano de realiza&ccedil;&atilde;o do levantamento. </font></P>     <p><font size="3">O peso atribu&iacute;do inicialmente a cada indiv&iacute;duo entrevistado pelo Vigitel, em cada uma das 27 cidades, leva em conta dois fatores. O primeiro desses fatores &eacute; o inverso do n&uacute;mero de linhas telef&ocirc;nicas no domic&iacute;lio do entrevistado, o qual corrige a maior chance de indiv&iacute;duos de domic&iacute;lios com mais de uma linha telef&ocirc;nica serem selecionados para a amostra. O segundo fator &eacute; o n&uacute;mero de adultos no domic&iacute;lio do entrevistado, o qual corrige a menor chance de indiv&iacute;duos de domic&iacute;lios habitados por mais pessoas serem selecionados para a amostra. O produto desses dois fatores fornece um peso amostral que permitiria a obten&ccedil;&atilde;o de estimativas confi&aacute;veis para a popula&ccedil;&atilde;o adulta com telefone em cada cidade. As vari&aacute;veis consideradas na composi&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica da popula&ccedil;&atilde;o total e da popula&ccedil;&atilde;o com telefone s&atilde;o: sexo, faixa et&aacute;ria e n&iacute;vel de instru&ccedil;&atilde;o. </font></P>     <p><font size="3">A partir de 2012, o peso p&oacute;s&#45;estratifica&ccedil;&atilde;o de cada indiv&iacute;duo da amostra Vigitel foi calculado pelo m&eacute;todo "<I>rake</I>" (9) utilizando rotina espec&iacute;fica do programa SAS (10).  Esse m&eacute;todo utiliza procedimentos interativos que levam em conta sucessivas compara&ccedil;&otilde;es entre estimativas da distribui&ccedil;&atilde;o de cada vari&aacute;vel sociodemogr&aacute;fica na amostra Vigitel e na popula&ccedil;&atilde;o total da cidade. Essas compara&ccedil;&otilde;es culminam no encontro de pesos que, aplicados &agrave; amostra, igualam suas distribui&ccedil;&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o estimada para a popula&ccedil;&atilde;o total da cidade. O peso p&oacute;s&#45;estratifica&ccedil;&atilde;o &eacute; empregado para gerar todas as estimativas fornecidas pelo sistema para cada uma das 27 cidades e para o conjunto dessas cidades.</font></P>     <p><font size="3">O question&aacute;rio do Vigitel engloba aproximadamente 94 quest&otilde;es, divididas em m&oacute;dulos: (i) caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas e socioecon&ocirc;micas dos indiv&iacute;duos; (ii) padr&atilde;o de alimenta&ccedil;&atilde;o e atividade f&iacute;sica; (iii) peso e altura referidos; (iv) consumo de cigarro e de bebidas alco&oacute;licas; (v) avalia&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria do seu estado de sa&uacute;de, morbidade referida e para mulheres realiza&ccedil;&atilde;o de exames preventivos de c&acirc;ncer. A entrevista do Vigitel se baseia no sistema de entrevistas telef&ocirc;nicas assistidas por computador, em que as perguntas s&atilde;o lidas na tela do computador e suas respostas registradas diretamente em meio eletr&ocirc;nico, permitindo pulos autom&aacute;ticos de quest&otilde;es n&atilde;o v&aacute;lidas decorrentes das respostas anteriores (8).</font></P>     <p><font size="3">A realiza&ccedil;&atilde;o de exames de citologia onc&oacute;tica para detec&ccedil;&atilde;o precoce de c&acirc;ncer de colo de &uacute;tero em mulheres &eacute; feita a partir da seguinte pergunta: "Quanto tempo faz que a sra. fez exame de Papanicolau?" Desta forma se calcula o percentual de mulheres (de 25 a 64 anos) que realizaram o exame nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos conforme o c&aacute;lculo: mulheres entre 25 a 64 anos de idade que realizaram citologia onc&oacute;tica nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s  anos/n&uacute;mero de mulheres entre 25 a 64 anos de idade entrevistadas. </font></P>     <p><font size="3">A realiza&ccedil;&atilde;o de exames de mamografia para detec&ccedil;&atilde;o precoce de c&acirc;ncer de mama em mulheres &eacute; feita a partir da seguinte pergunta: "Quanto tempo faz que a sra. fez mamografia?" Desta forma se calcula o percentual de mulheres (de 50 a 69 anos) que realizaram exame de mamografia nos &uacute;ltimos dois anos conforme o c&aacute;lculo: mulheres entre 50 e 69 anos de idade que realizaram mamografia nos &uacute;ltimos dois anos/n&uacute;mero de mulheres entre 50 e 69 anos de idade entrevistadas. </font></P>     <p><font size="3">A an&aacute;lise de tend&ecirc;ncia da s&eacute;rie temporal para os dois indicadores foi estratificada segundo a escolaridade das mulheres. A t&eacute;cnica utilizada para estimar a tend&ecirc;ncia foi o modelo de regress&atilde;o linear simples, cuja vari&aacute;vel resposta (Y<SUB>i</SUB>) &eacute; a propor&ccedil;&atilde;o do indicador e a vari&aacute;vel explicativa (X<SUB>i</SUB>) no tempo (ano do levantamento). O sinal negativo do coeficiente angular (b) da reta ajustada pelo modelo indica que a rela&ccedil;&atilde;o entre o indicador e o tempo &eacute; decrescente, caso contr&aacute;rio a rela&ccedil;&atilde;o &eacute; crescente. O valor do coeficiente angular positivo representa o aumento m&eacute;dio anual na propor&ccedil;&atilde;o do indicador para cada unidade de tempo, caso contr&aacute;rio representa a queda m&eacute;dia anual na propor&ccedil;&atilde;o. </font></P>     <p><font size="3">Para o processamento dos dados e an&aacute;lises estat&iacute;sticas utilizou&#45;se o aplicativo "Stata" vers&atilde;o 12.1 (Stata Corp., College Station, EUA) (11). Foram empregados os comandos indicados para propor&ccedil;&otilde;es levando em conta os fatores de pondera&ccedil;&atilde;o atribu&iacute;dos a cada indiv&iacute;duo entrevistado nos inqu&eacute;ritos do Vigitel (8). Este estudo foi aprovado pela Comiss&atilde;o Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa em Seres Humanos (Conep).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><B>RESULTADOS </b>Os dados da <a href="/img/revistas/cic/v66n1/a12tab01.jpg">Tabela 1</a> apontam aumento da cobertura dos exames de mamografia de 71,4% para 74,7% entre 2007 a 2012. Os dados foram estatisticamente significantes para Brasil e para mulheres com escolaridade de 0 a 8 anos e 9 a 11 anos, nas regi&otilde;es Norte e Sudeste. Mesmo com o crescimento, persistem diferen&ccedil;as segundo escolaridade; em 2012, mulheres com 0 a 8 anos de estudo tiveram cobertura de 71,4%, com 9 a 11 anos de 81,8% e com 12 anos e mais, 90% de cobertura de exame. Tamb&eacute;m foram achadas diferen&ccedil;as segundo regi&otilde;es, sendo a preval&ecirc;ncia mais elevada de 84,5% na regi&atilde;o Sul e, a mais baixa, a regi&atilde;o Norte foi de 70,7%, seguida da Nordeste com 73.4%.</font></P>     <p><font size="3">As capitais com tend&ecirc;ncia de crescimento de mamografia foram: Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Palmas, Salvador e S&atilde;o Paulo. A maior preval&ecirc;ncia ocorreu em 2012 em Curitiba e a menor em Macap&aacute; 61,3% (<a href="/img/revistas/cic/v66n1/a12tab02.jpg">Tabela 2</a>).</font></P>     <p><font size="3">Os dados da <a href="/img/revistas/cic/v66n1/a12tab01.jpg">Tabela 1</a> apontam estabilidade na tend&ecirc;ncia da cobertura dos exames de Papanicolau de 82% em 2007 e 82,3% em 2012. Houve decl&iacute;nio na cobertura em mulheres de escolaridade entre 9 a 11 anos (de 83,9% para 81,7%). Foram mantidas as tend&ecirc;ncias segundo regi&otilde;es. A preval&ecirc;ncia mais elevada, em 2012, foi de 88% no Sudeste e a mais baixa na regi&atilde;o Norte de 75,3%. Todas as capitais mantiveram estabilidade nas coberturas de Papanicolau, exceto Goi&acirc;nia e Rio de Janeiro que reduziram (<a href="/img/revistas/cic/v66n1/a12tab01.jpg">Tabelas 1</a> e <a href="/img/revistas/cic/v66n1/a12tab02.jpg">2</a>).</font></P>     <p><font size="3"><B>DISCUSS&Atilde;O </b>Os dados apontam para o aumento da cobertura de mamografia nas capitais brasileiras, sobretudo em mulheres com escolaridade at&eacute; 11 anos de estudo e que habitem as regi&otilde;es Norte e Sudeste. A cobertura dos exames de Papanicolau est&aacute; est&aacute;vel e permanece em patamar elevado, acima de 82%, com decl&iacute;nio na cobertura de exames preventivos do c&acirc;ncer cervical em mulheres de escolaridade entre 9 a 11 anos. Foram mantidas as tend&ecirc;ncias segundo regi&otilde;es e em todas as capitais, exceto Goi&acirc;nia e Rio de Janeiro que reduziram essa cobertura. </font></P>     <p><font size="3">Conforme a OMS, as estrat&eacute;gias e detec&ccedil;&atilde;o precoce s&atilde;o fundamentais na identifica&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es sugestivas de c&acirc;ncer (3) e, em pa&iacute;ses desenvolvidos, ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o de programas de rastreamento de base populacional, ocorreu redu&ccedil;&atilde;o na morbimortalidade de c&acirc;ncer de colo uterino e de mamas (3,12).</font></P>     <p><font size="3">Segundo a OMS, com uma cobertura de exame citopatol&oacute;gico do colo do &uacute;tero da ordem de 80% na popula&ccedil;&atilde;o&#45;alvo e a garantia de diagn&oacute;stico e tratamento adequados dos casos alterados, &eacute; poss&iacute;vel reduzir, em m&eacute;dia, de 60 a 90% a incid&ecirc;ncia do c&acirc;ncer cervical invasivo (13). O rastreamento do c&acirc;ncer do colo do &uacute;tero se baseia na hist&oacute;ria natural da doen&ccedil;a e no reconhecimento de que o c&acirc;ncer invasivo evolui a partir de les&otilde;es precursoras (les&otilde;es intraepiteliais escamosas de alto grau e adenocarcinoma <I>in situ</I>), que podem ser detectadas e tratadas adequadamente, impedindo a progress&atilde;o para o c&acirc;ncer (3). </font></P>     <p><font size="3">Alguns crit&eacute;rios para a utiliza&ccedil;&atilde;o de testes no rastreamento se baseiam na seguran&ccedil;a, na f&aacute;cil aceita&ccedil;&atilde;o pela popula&ccedil;&atilde;o, na sensibilidade e especificidade comprovadas e na rela&ccedil;&atilde;o custo&#45;efetividade favor&aacute;vel (14,15). Essas caracter&iacute;sticas, al&eacute;m da facilidade de coleta, fazem do Papanicolau um exame bem implantado na rede b&aacute;sica de sa&uacute;de e a cobertura m&eacute;dia nas capitais ser elevada. O que pode justificar o decl&iacute;nio do c&acirc;ncer de colo de &uacute;tero no pa&iacute;s, exceto em zonas rurais das regi&otilde;es Norte e Nordeste, &aacute;reas estas com acesso ainda restrito ao rastreamento (2). Mesmo com esses avan&ccedil;os, a incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer do colo do &uacute;tero ainda permanece alta, compar&aacute;vel a alguns pa&iacute;ses africanos, o que pode ser consistente com a preval&ecirc;ncia elevada do v&iacute;rus do papiloma humano (2). </font></P>     <p><font size="3">As metas do Plano de Enfrentamento de DCNT do Brasil 2011&#45;2022 consistem em aumentar a cobertura de exames de mamografia e Papanicolau para, no m&iacute;nimo, 70% e 85%, respectivamente (6,7,16). Resultado este que j&aacute; foi superado nas capitais em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; mamografia e praticamente alcan&ccedil;ado em rela&ccedil;&atilde;o ao Papanicolau. Entretanto, as m&eacute;dias escondem desigualdades regionais, por renda e escolaridade.</font></P>     <p><font size="3">A cobertura de exame mamogr&aacute;fico pode ser avaliada sob tr&ecirc;s aspectos: n&uacute;mero de aparelhos distribu&iacute;dos no pa&iacute;s, sua distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica e sua capacidade operacional. Existe ainda uma distribui&ccedil;&atilde;o desigual dos aparelhos de mamografia no Brasil, o que resulta nas diferen&ccedil;as regionais encontradas. Esse problema pode explicar, em parte, o aumento de mortes por c&acirc;ncer de mama no Brasil (2). Outros fatores seriam a falta de acesso a tratamentos oportunos em algumas regi&otilde;es, al&eacute;m da qualidade dos exames diagn&oacute;sticos, que ainda precisam ser melhorados.</font></P>     <p><font size="3">As coberturas de exames de colo de &uacute;tero e mamografia s&atilde;o mais elevadas na popula&ccedil;&atilde;o com mais escolaridade, o que tamb&eacute;m foi identificado na PNAD (5).  Sem d&uacute;vida essas diferen&ccedil;as devem ser superadas, propiciando acesso a essas tecnologias por todas as mulheres. O Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) no Brasil tem avan&ccedil;ado no campo da aten&ccedil;&atilde;o oncol&oacute;gica em todos os n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o. Em mar&ccedil;o de 2011, foi lan&ccedil;ado o Plano de Fortalecimento da Rede de Preven&ccedil;&atilde;o, Diagn&oacute;stico e Tratamento do C&acirc;ncer. O plano prev&ecirc; a expans&atilde;o da radioterapia com a cria&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o de radioterapia em 48 hospitais e a moderniza&ccedil;&atilde;o de 32 servi&ccedil;os j&aacute; existentes, totalizando a aquisi&ccedil;&atilde;o de 80 equipamentos de radioterapia (aceleradores lineares) pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Esses equipamentos ser&atilde;o prioritariamente distribu&iacute;dos no Norte e Nordeste, atualmente com d&eacute;ficit de capacidade instalada.  O plano prev&ecirc; tamb&eacute;m a reforma dos hospitais e os equipamentos (17). </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Foi ampliada a faixa et&aacute;ria de rastreamento do c&acirc;ncer de colo para mulheres de 25 a 64 anos e estabelecidas diretrizes para a amplia&ccedil;&atilde;o do acesso ao exame citopatol&oacute;gico. Foi ainda criado o Programa Nacional de Qualidade em Citopatologia, e de Qualifica&ccedil;&atilde;o dos Exames Diagn&oacute;sticos para o C&acirc;ncer de Mama (17). Em 2012, foram realizados pelo SUS mais de 530 mil procedimentos cir&uacute;rgicos de c&acirc;ncer, mais de 10 milh&otilde;es de procedimentos de radioterapia e mais de 2,6 milh&otilde;es de procedimentos de quimioterapia, cerca de 4 milh&otilde;es de mamografias e cerca de 12 milh&otilde;es de exames de Papanicolau (17). </font></P>     <p><font size="3">Em conclus&atilde;o, esses dados mostram que os est&iacute;mulos e pol&iacute;ticas desenvolvidas que promovam o refor&ccedil;o de indu&ccedil;&atilde;o a um melhor acompanhamento das mulheres em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; preven&ccedil;&atilde;o do c&acirc;ncer de mama e de colo de &uacute;tero t&ecirc;m contribu&iacute;do para o aumento da cobertura de mamografia. Entretanto, sabe&#45;se que h&aacute; muito ainda o que aperfei&ccedil;oar em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; aten&ccedil;&atilde;o e &agrave; preven&ccedil;&atilde;o, em todo o pa&iacute;s, para reduzir efetivamente a preval&ecirc;ncia do c&acirc;ncer e para melhorar a aten&ccedil;&atilde;o quando diagnosticada a patologia, dando melhor qualidade de vida a essas mulheres.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><a href="/img/revistas/cic/v66n1/a12tab03.jpg"><font size="3">Tabela 3</font></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><I><b>Deborah Carvalho Malta</b> &eacute; diretora do Departamento de Vigil&acirc;ncia de Doen&ccedil;as e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis e Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia (DF). &Eacute; professora adjunta da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Email: </i><a href="mailto:deborah.malta@saude.gov.br">deborah.malta@saude.gov.br</a><br /> <i><b>Alzira de Oliveira Jorge</b> &eacute; professora adjunta da Faculdade de Medicina da UFMG, m&eacute;dica sanitarista, com doutorado em sa&uacute;de coletiva pela Unicamp. Email: </i><a href="mailto:alzira.o.jorge@gmail.com">alzira.o.jorge@gmail.com</a></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Parkin, D.M.; Bray, F.I.; Ferlay, J.; Pisani, P. "Global cancer statistics", 2002. <I>CA Cancer J. Clin.</I>, 2005; 55: 74&#45;108.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">2. Schmidt, M.I.; Duncan, B.B.; Azevedo e Silva, G.; Menezes, A.M.; Monteiro, C.A.; Barreto, S.M. <I>et al</I>. "Chronic non&#45;communicable diseases in Brazil: burden and current challenges". <I>The Lancet</I> 2011; 377(9781):1949&#45;61.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">3. World Health Organization. Cancer Control. Knowledge into Action. WHO Guide for Effective Programmes. Switzerland: WHO, 2007. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.who.int/cancer/modules/Prevention Module.pdf" target="_blank">www.who.int/cancer/modules/Prevention%20Module.pdf</a>&gt;.  Acesso em: 2 abr. 2009.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">4. Instituto Nacional de C&acirc;ncer (Brasil). Diretrizes Brasileiras para o Rastreamento do C&acirc;ncer do Colo do &Uacute;tero. Rio de Janeiro: Inca, 2011. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/Titulos/Nomenclatura_colo_do_utero.pdf" target="_blank">http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/Titulos/Nomenclatura_colo_do_utero.pdf</a>. Acesso em: 06 jul. 2011.     </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">5. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios. Panorama da Sa&uacute;de no Brasil: acesso e utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os, condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de (PNAD, 2008). Rio de Janeiro: IBGE, 2010.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">6. Malta, D.C.; Morais Neto, O.L.; Silva Junior, J.B. "Apresenta&ccedil;&atilde;o do plano de a&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas para o enfrentamento das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis no Brasil, 2011 a 2022". <I>Epidemiol. Serv. Sa&uacute;de</I> &#91;online&#93;. 2011, vol.20, n.4, pp. 425&#45;438. ISSN 1679&#45;4974</font><!-- ref --><p><font size="3">7. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Plano de a&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas para o enfrentamento das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis (DCNT) no Brasil, 2011&#45;2022. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2011. <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1818" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1818</a></font><!-- ref --><p><font size="3">8. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Vigitel Brasil 2012: Vigil&acirc;ncia de fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o para doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas por inqu&eacute;rito telef&ocirc;nico. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2013.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">9. Graham, K. <I>Compensating for missing survey data.</I> Institute for Social Research, The University of Michigan. Michigan: Ann Arbor, 1983.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">10. Izrael, D.; Hoaglin, D.C. and Battaglia, M.P. "A SAS macro for balancing a weighted sample"<I>. Proceedings of the Twenty&#45;Fifth Annual SAS Users Group International Conference</I>, Paper 275, 2000.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">11. Stata Corporation. Stata Statistical Software: Release 12.1. Stata Corporation: College Station, TX, 2012.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">12. World Health Organization. International Agency for Research on Cancer. Globocan 2008. Lyon, 2008. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://globocan.iarc.fr/" target="_blank">http://globocan.iarc.fr/</a>&gt;. Acesso em: 10 set. 2010.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">13. World Health Organization. <I>National Cancer Control Programmes: policies and managerial guidelines</I>. 2.ed. Geneva: WHO, 2002.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">14. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Instituto Nacional do C&acirc;ncer. Programa Nacional de Controle do C&acirc;ncer do Colo do &Uacute;tero. <a href="http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/PROGRAMA_UTERO_internet.PDF" target="_blank">http://www1.inca.gov.br/inca/Arquivos/PROGRAMA_UTERO_internet.PDF</a> Acessado em 4 setembro de 2013.    </font></P>     <p><font size="3">15. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Instituto Nacional do C&acirc;ncer. Programa Nacional de Controle do C&acirc;ncer de Mama. <a href="http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa_controle_cancer_mama/deteccao_precoce" target="_blank">http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/acoes_programas/site/home/nobrasil/programa    <!-- ref --><br> _controle_cancer_mama/deteccao_precoce</a> acessado em 4 setembro de 2013.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">16. Malta, D.C. &amp; Silva, J.B. O Plano de A&ccedil;&otilde;es Estrat&eacute;gicas para o Enfrentamento  das Doen&ccedil;as Cr&ocirc;nicas N&atilde;o Transmiss&iacute;veis no Brasil e a defini&ccedil;&atilde;o das metas globais para o enfrentamento dessas doen&ccedil;as at&eacute; 2025: uma revis&atilde;o. <I>Epidemiol. Serv. Sa&uacute;de</I>, Bras&iacute;lia, 22(1):151&#45;164, jan&#45;mar 2013</font><!-- ref --><p><font size="3">17. Barbosa Silva, J. &amp; Magalh&atilde;es, H.J. "Initiatives in cancer control from Brazil's Ministry of Health". <I>The Lancet Oncology</I>, volume 14, issue 5, pages 385 &#45; 386, april 2013 doi:10.1016/S1470&#45;2045(13)70094&#45;9</font> ]]></body><back>
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