<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252014000100014</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21800/S0009-67252014000100014</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise crítica da qualidade dos centros de pesquisa clínica de Belo Horizonte]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[Karine Sampaio]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vidal]]></surname>
<given-names><![CDATA[Bruna Bastos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lage]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Paula Drummond]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Wainstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[Alberto Julius Alves]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,FCMMG  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,FCMMG  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A04">
<institution><![CDATA[,FHEMIG  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>00</month>
<year>2014</year>
</pub-date>
<volume>66</volume>
<numero>1</numero>
<fpage>34</fpage>
<lpage>37</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252014000100014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252014000100014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252014000100014&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n1/artigos.jpg" /></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>An&aacute;lise cr&iacute;tica da qualidade dos centros de pesquisa cl&iacute;nica de Belo Horizonte</b></font></p>     <p><font size="3">Karine Sampaio Lima<br />   Bruna Bastos Vidal<br /> Ana Paula Drummond Lage<br /> Alberto Julius Alves Wainstein</font></p>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><font size=5><b>O</b></font> desenvolvimento de novos f&aacute;rmacos e a pesquisa de novas tecnologias tem se tornado atividade estrat&eacute;gica, movimentando dezenas de bilh&otilde;es de d&oacute;lares e empregando centenas de milhares nas redes de sa&uacute;de e tecnologia, com crescimento constante nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas e acentuado impacto cient&iacute;fico, econ&ocirc;mico e estrat&eacute;gico mundial. Isso &eacute; ainda mais relevante quando aplicado ao c&acirc;ncer, onde a pesquisa cl&iacute;nica pode significar o acesso a drogas inovat&oacute;rias. N&atilde;o raro, os tratamentos padronizados e em uso para alguns tumores, tanto no sistema p&uacute;blico como privado s&atilde;o baseados em drogas desenvolvidas h&aacute; mais de 30 anos.  Dezenas de novos conhecimentos e plataformas tecnol&oacute;gicas est&atilde;o revolucionando os tratamentos oncol&oacute;gicos. O n&uacute;mero de candidatos a produtos &eacute; t&atilde;o extenso, que n&atilde;o apenas pacientes, mas mesmo profissionais de sa&uacute;de ficam inseguros quanto &agrave;s indica&ccedil;&otilde;es e benef&iacute;cios.  Dessa maneira, fazem&#45;se necess&aacute;rios, portanto, testes rigorosos para que seja garantida de maneira eficaz a seguran&ccedil;a dos pacientes. Nesse contexto, a pesquisa cl&iacute;nica desempenha importante papel na avalia&ccedil;&atilde;o dos processos. &Eacute; pautada no princ&iacute;pio das boas pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas (Good Clinical Practice &#45; GCP), que s&atilde;o um conjunto de regulamenta&ccedil;&otilde;es, diretrizes e padr&otilde;es de qualidade &eacute;tica e cient&iacute;fica por meio dos quais os estudos envolvendo seres humanos devem ser desenhados, planejados, implementados, monitorados, auditados, analisados e conclu&iacute;dos. Os ensaios cl&iacute;nicos s&atilde;o sempre conduzidos de forma que os direitos e o bem&#45;estar dos sujeitos da pesquisa, assim como a credibilidade dos dados dos ensaios cl&iacute;nicos, estejam sempre garantidos (1). &Eacute; importante que os centros envolvidos em todos os pa&iacute;ses sigam os mesmos padr&otilde;es de seguran&ccedil;a e qualidade de maneira a proteger e garantir a seguran&ccedil;a do sujeito de pesquisa. Isso permite tamb&eacute;m assegurar que todos os dados e informa&ccedil;&otilde;es colhidos possam ser avaliados e validados de maneira uniforme.</font></P>     <p><font size="3">De forma bem abrangente, definem&#45;se os centros de pesquisa cl&iacute;nica como locais que exercem papel de grande relev&acirc;ncia na condu&ccedil;&atilde;o dos estudos cl&iacute;nicos, sendo respons&aacute;veis pela administra&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o e condu&ccedil;&atilde;o de estudos. A Resolu&ccedil;&atilde;o de Diretoria Colegiada (RDC) nº 39 de 05 de junho de 2008 (2) define os centros de pesquisa como organiza&ccedil;&otilde;es privadas ou p&uacute;blicas, legitimamente constitu&iacute;das, nas quais s&atilde;o realizadas pesquisas cl&iacute;nicas. Um centro de pesquisa pode ou n&atilde;o estar inserido em um hospital ou em uma cl&iacute;nica m&eacute;dica. Para a Resolu&ccedil;&atilde;o, o termo "Institui&ccedil;&atilde;o de Pesquisa" &eacute; utilizado como sin&ocirc;nimo de "Centro de Pesquisa". Essas institui&ccedil;&otilde;es podem ser de pequeno, m&eacute;dio ou grande porte, vinculadas ou n&atilde;o a universidades e, em muitos casos, a hospitais universit&aacute;rios.</font></P>     <p><font size="3">No Brasil, a pesquisa cl&iacute;nica passou a ter de fato normas regulamentadoras a partir de 1996, com a publica&ccedil;&atilde;o da Resolu&ccedil;&atilde;o nº 196 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de (CNS) (3), um marco na hist&oacute;ria da pesquisa cl&iacute;nica no nosso pa&iacute;s, que incorpora os aspectos dos quatro princ&iacute;pios <I>prima facie</I> da pesquisa em seres humanos &#150; autonomia, n&atilde;o malefic&ecirc;ncia, benefic&ecirc;ncia e justi&ccedil;a &#150; e visa a assegurar direitos e deveres dos sujeitos de pesquisa. Essa Resolu&ccedil;&atilde;o baseia&#45;se nos principais documentos internacionais que tratam da &eacute;tica de pesquisa envolvendo seres humanos: C&oacute;digo de Nuremberg (1947), Declara&ccedil;&atilde;o de Helsinque (1964 e demais vers&otilde;es de 1975, 1983 e 1989) e Propostas de Diretrizes &Eacute;ticas Internacionais para Pesquisas Biom&eacute;dicas Envolvendo Seres Humanos (CIOMS/OMS 1982 e 1993). </font></P>     <p><font size="3">Grande parte da pesquisa m&eacute;dica e biom&eacute;dica do pa&iacute;s se fazia em cerca de duas dezenas de institui&ccedil;&otilde;es fortemente centradas nas regi&otilde;es Sul e Sudeste (4). Por&eacute;m, houve significativo crescimento e cont&iacute;nua ascens&atilde;o da implementa&ccedil;&atilde;o de novos centros de pesquisa e estudos em diversas &aacute;reas terap&ecirc;uticas.</font></P>     <p><font size="3">Devido ao grande progresso da pesquisa cl&iacute;nica nos &uacute;ltimos anos, foi criada, na d&eacute;cada de 1990, a Confer&ecirc;ncia Internacional de Harmoniza&ccedil;&atilde;o &#150; International Conference on Harmonisation (ICH) (5) &#150;, que fez com que principalmente a Comunidade Europeia, Estados Unidos e o Jap&atilde;o harmonizassem padr&otilde;es para as boas pr&aacute;ticas na pesquisa cl&iacute;nica. Ap&oacute;s a elabora&ccedil;&atilde;o do Guia de Boas Pr&aacute;ticas Cl&iacute;nicas, pelo ICH, os pa&iacute;ses das Am&eacute;ricas que dele n&atilde;o faziam parte, incluindo o Brasil, elaboraram um documento an&aacute;logo ao GCP&#45;ICH, conhecido como "Boas pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas: documento das Am&eacute;ricas" (6). Esse documento, assinado em 2005 pelos pa&iacute;ses da Organiza&ccedil;&atilde;o Pan&#45;Americana da Sa&uacute;de (Opas), passou a ser aceito pelas legisla&ccedil;&otilde;es brasileiras e utilizado como padr&atilde;o para atividades envolvendo a condu&ccedil;&atilde;o de pesquisa cl&iacute;nica em todo o pa&iacute;s. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">A normatiza&ccedil;&atilde;o brasileira para estudos que envolvam seres humanos foi institu&iacute;da pela Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa), CNS e outras inst&acirc;ncias do governo. Atualmente no pa&iacute;s, o fluxo do processo regulat&oacute;rio da pesquisa cl&iacute;nica envolve as seguintes inst&acirc;ncias regulat&oacute;rias: Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em Pesquisa (CEP), Comiss&atilde;o Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa (Conep) e Anvisa. Esses &oacute;rg&atilde;os asseguram a condu&ccedil;&atilde;o adequada dos estudos desenvolvidos no Brasil.</font></P>     <p><font size="3">Com o objetivo de avaliar a condu&ccedil;&atilde;o de estudos cl&iacute;nicos, a Anvisa, os patrocinadores e ag&ecirc;ncias regulat&oacute;rias internacionais, como a FDA (ag&ecirc;ncia que regula medicamentos e alimentos nos Estados Unidos) e a Ag&ecirc;ncia Europeia de Medicamentos, (EMA), podem realizar auditorias. A auditoria &eacute; um exame cuidadoso e sistem&aacute;tico das atividades desenvolvidas nos locais onde s&atilde;o conduzidos os estudos cl&iacute;nicos cujos objetivos principais s&atilde;o averiguar se estes est&atilde;o em conformidade com os padr&otilde;es &eacute;ticos, determinar a validade e integridade dos dados e certificar a qualidade da condu&ccedil;&atilde;o dos estudos. As auditorias s&atilde;o comuns em casos de den&uacute;ncias, suspeitas de fraude nos dados gerados, alto n&uacute;mero de viola&ccedil;&otilde;es ao protocolo, notifica&ccedil;&atilde;o &agrave;s ag&ecirc;ncias regulat&oacute;rias e suspeita de viola&ccedil;&atilde;o dos direitos dos sujeitos de pesquisa. Inspe&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m podem ser realizadas pelos CEPs e Conep e buscam conformidade aos regulamentos, boas pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas, normas ou especifica&ccedil;&otilde;es e o subsequente relato de resultados. </font></P>     <p><font size="3">J&aacute; os centros de pesquisa podem realizar autoavalia&ccedil;&otilde;es, a fim de fornecer uma vis&atilde;o global do desempenho da organiza&ccedil;&atilde;o e ajudar a identificar &aacute;reas que requeiram melhorias e determinar prioridades (7). Para a pesquisa cl&iacute;nica &eacute; fundamental que os estudos sejam desenvolvidos de forma a garantir a acur&aacute;cia e qualidade dos dados, bem como sua integridade, confiabilidade e reprodutibilidade, garantindo a seguran&ccedil;a dos sujeitos de pesquisa e a confiabilidade dos dados gerados (8).</font></P>     <p><font size="3">Precisamente em 11 de maio de 2009, foi criada no Brasil, pela Anvisa, a Instru&ccedil;&atilde;o Normativa nº 4 (IN4) (9), com o prop&oacute;sito de obter melhorias no &acirc;mbito da pesquisa cl&iacute;nica no pa&iacute;s. A IN4 sumariza um novo marco legal para adequa&ccedil;&atilde;o da condu&ccedil;&atilde;o de estudos cl&iacute;nicos ao grande desenvolvimento do mercado atual, para tentar garantir a qualidade dos estudos desenvolvidos, assim como seus resultados, preservando&#45;se tamb&eacute;m a seguran&ccedil;a dos sujeitos de pesquisa. Atrav&eacute;s desse roteiro, poss&iacute;veis erros e car&ecirc;ncias podem ser diagnosticados a fim de corrigi&#45;los ou adequ&aacute;&#45;los.</font></P>     <p><font size="3">A uniformiza&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es de qualidade relacionados &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o de estudos, opera&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o, capacita&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de estudos cl&iacute;nicos &eacute; muito importante para atingir excel&ecirc;ncia em pesquisa cl&iacute;nica. Isso tamb&eacute;m pode gerar visibilidade e novos investimentos para os centros de pesquisa, assim como a permeabilidade desse sistema e a capacidade de troca de informa&ccedil;&otilde;es entre os pesquisadores, visando diretamente &agrave; efici&ecirc;ncia do sistema como um todo. </font></P>     <p><font size="3"><B>PESQUISA CL&Iacute;NICA EM BELO HORIZONTE </b>O presente estudo buscou diferentes tipos de institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa para avalia&ccedil;&atilde;o regional fidedigna da qualidade dos centros de pesquisa cl&iacute;nica de Belo Horizonte. Trata&#45;se de um estudo prospectivo do tipo transversal descritivo, onde foram abordadas institui&ccedil;&otilde;es privadas e/ou p&uacute;blicas e/ou acad&ecirc;micas, envolvendo diferentes especialidades m&eacute;dicas.</font></P>     <p><font size="3">Foram avaliados centros de pesquisa cl&iacute;nica com participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria, mediante autoriza&ccedil;&atilde;o das institui&ccedil;&otilde;es envolvidas e assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE). </font></P>     <p><font size="3">Os crit&eacute;rios de elegibilidade para inclus&atilde;o dos centros de pesquisa foram: </font></P>     <p><font size="3">Crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: </font></P> <ul type="square">       <li><font size="3"> Centros de pesquisa cl&iacute;nica situados em Belo Horizonte que forneceram carta de autoriza&ccedil;&atilde;o para coleta de dados.</font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="3"> Centros de pesquisa cl&iacute;nica situados em Belo Horizonte que concordaram em assinar o TCLE e que responderam voluntariamente ao question&aacute;rio do estudo at&eacute; data predeterminada ou conclus&atilde;o do estudo.</font></li>       <li><font size="3"> Centros de pesquisa cl&iacute;nica em diversas &aacute;reas da sa&uacute;de, sem restri&ccedil;&atilde;o. </font></li>       <li><font size="3"> Centros de pesquisa cl&iacute;nica com atua&ccedil;&atilde;o no mercado e experi&ecirc;ncia m&iacute;nima de tr&ecirc;s anos ou pelo menos experi&ecirc;ncia na condu&ccedil;&atilde;o de cinco estudos cl&iacute;nicos.</font></li>     </ul>     <p><font size="3">A avalia&ccedil;&atilde;o foi realizada atrav&eacute;s do preenchimento de question&aacute;rio <I>autoaplic&aacute;vel, </I>elaborado com base na IN4 da Anvisa, normas e regulamenta&ccedil;&otilde;es preestabelecidas para pesquisa cl&iacute;nica. </font></P>     <p><font size="3">As quest&otilde;es aplic&aacute;veis &agrave; IN4 foram classificadas de acordo com o documento da Anvisa, como: cr&iacute;ticas (C), maiores (M) e menores (Me). As observa&ccedil;&otilde;es cr&iacute;ticas s&atilde;o relacionadas diretamente &agrave; seguran&ccedil;a do sujeito, podendo resultar em &oacute;bito, risco de morte ou condi&ccedil;&otilde;es inseguras e invalida&ccedil;&atilde;o dos dados da pesquisa. As observa&ccedil;&otilde;es maiores podem resultar em risco &agrave; sa&uacute;de do sujeito de pesquisa ou invalida&ccedil;&atilde;o dos dados. As observa&ccedil;&otilde;es menores indicam defici&ecirc;ncia e/ou desvio e devem ser citadas para realiza&ccedil;&atilde;o de melhorias na condu&ccedil;&atilde;o de estudos.</font></P>     <p><font size="3"><B>O PERFIL  DOS CENTROS DE ESTUDOS CL&Iacute;NICOS ANALISADOS </b>Foram contatados 16 centros de pesquisa cl&iacute;nica de Belo Horizonte, sendo que, destes, sete foram inclu&iacute;dos no estudo, um n&atilde;o aceitou participar do estudo, cinco n&atilde;o retornaram aos contatos efetuados e tr&ecirc;s foram exclu&iacute;dos devido a n&atilde;o apresentarem os crit&eacute;rios de elegibilidade preestabelecidos.</font></P>     <p><font size="3">Os centros avaliados dividiram&#45;se entre institui&ccedil;&otilde;es privadas (4), p&uacute;blicas (1) e acad&ecirc;micas (2), de pequeno (3), m&eacute;dio (1) e grande porte (3). Por&eacute;m, apesar das diferen&ccedil;as estruturais, log&iacute;sticas e burocr&aacute;ticas entre essas institui&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o foram registradas diferen&ccedil;as significativas na avalia&ccedil;&atilde;o dos question&aacute;rios aplicados em cada uma. </font></P>     <p><font size="3">As &aacute;reas terap&ecirc;uticas, sob investiga&ccedil;&atilde;o, observadas com alto n&uacute;mero de estudos foram oncologia (25%) e infectologia (25%), seguidas pela cardiologia, parasitologia, cl&iacute;nica m&eacute;dica, pneumologia, reumatologia e endocrinologia, com cerca de 8% cada. </font></P>     <p><font size="3">Dos centros avaliados, os estudos cl&iacute;nicos dividiram&#45;se principalmente entre fase II (39%) e fase III (58,4%). Grande parte dos patrocinadores investe em estudos de fase III no Brasil. Essa &eacute; uma tend&ecirc;ncia nacional que corresponde &agrave; tend&ecirc;ncia mundial, em que apenas quando se adquire excel&ecirc;ncia em estudos de fase III &eacute; que o pa&iacute;s come&ccedil;a a ser considerado para estudos mais complexos como fase II e mesmo fase I. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Por se tratar de uma &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o com profissionaliza&ccedil;&atilde;o e regulamenta&ccedil;&atilde;o recente, a pesquisa cl&iacute;nica vem se desenvolvendo nos &uacute;ltimos anos em Belo Horizonte e por esse motivo muitos centros de pesquisa est&atilde;o em fase de matura&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o possuem ainda em seu hist&oacute;rico n&uacute;mero representativo de estudos conduzidos. Por&eacute;m, apurou&#45;se que alguns desses centros est&atilde;o em r&aacute;pida ascens&atilde;o, devido ao alto n&iacute;vel cient&iacute;fico de seus investigadores e interesse na &aacute;rea. Entre os sete centros avaliados, foram identificados dois com 60 estudos cada (estudos abertos e fechados); dentre estes, um deles possu&iacute;a 20 estudos em fase de recrutamento de sujeitos de pesquisa. </font></P>     <p><font size="3">Entre os estudos com a inclus&atilde;o de sujeitos de pesquisa aberta, ou seja, que demandam mais trabalho e esfor&ccedil;o da equipe, constata&#45;se alto n&uacute;mero de estudos sendo conduzidos por cada coordenador e investigador principal, o que pode vir a sobrecarregar as atividades e prejudicar o desempenho do centro (<a href="#grf01">Gr&aacute;ficos 1</a> e <a href="#grf02">2</a>). O question&aacute;rio de inspe&ccedil;&atilde;o da IN4 aborda o n&uacute;mero de estudos conduzidos por cada investigador principal, por&eacute;m n&atilde;o especifica qual n&uacute;mero &eacute; considerado adequado ou ideal. Acreditamos que a defini&ccedil;&atilde;o da capacidade ou n&uacute;mero ideal de estudos por investigador principal e/ou coordenador de pesquisa dependa da complexidade e demanda de cada estudo.</font></P>     <p><a name="grf01"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n1/a14img01.jpg" /></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><a name="grf02"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n1/a14img02.jpg" /></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">O n&uacute;mero de pesquisadores envolvidos ainda n&atilde;o &eacute; satisfat&oacute;rio para um crescimento mais significativo no setor. Nos sete centros avaliados, foram identificados apenas um a oito investigadores principais por centro.</font></P>     <p><font size="3">Os pontos positivos identificados em todos os centros de pesquisa foram:</font></P> <ul type="square">       <li><font size="3"> Todos os comit&ecirc;s de &eacute;tica em pesquisa envolvidos est&atilde;o registrados na Conep;</font></li>       <li><font size="3"> Conformidade com os princ&iacute;pios &eacute;ticos vigentes na pesquisa cl&iacute;nica no atendimento aos sujeitos de pesquisa;</font></li>       <li><font size="3"> Protocolos, documentos gerais e emendas foram previamente aprovados pelas ag&ecirc;ncias regulat&oacute;rias;</font></li>       <li><font size="3"> Todos os documentos regulat&oacute;rios e de condu&ccedil;&atilde;o dos estudos est&atilde;o dispon&iacute;veis para as ag&ecirc;ncias regulat&oacute;rias;</font></li>       <li><font size="3"> Taxa anual de recrutamento geral de sujeitos de pesquisa nos centros avaliados est&aacute; entre 0 e 20 pacientes para um centro, entre 21 e 50 pacientes para cinco centros e acima de 50 pacientes para outro centro. Esta taxa varia de acordo com a complexidade dos crit&eacute;rios de elegibilidade;</font></li>       <li><font size="3"> Sujeitos de pesquisa possuem alta ades&atilde;o aos procedimentos dos estudos;</font></li>       <li><font size="3"> Equipe treinada em boas pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas, nos procedimentos dos estudos e procedimentos de emerg&ecirc;ncia;</font></li>       <li><font size="3"> Centros adequados ao armazenamento de medicamento com controle de temperatura, controle da validade e elabora&ccedil;&atilde;o das documenta&ccedil;&otilde;es para controle e dispensa&ccedil;&atilde;o do mesmo;</font></li>       ]]></body>
<body><![CDATA[<li><font size="3"> Randomiza&ccedil;&atilde;o dos sujeitos de pesquisa e condu&ccedil;&atilde;o do protocolo s&atilde;o seguidos de acordo com as instru&ccedil;&otilde;es do patrocinador, bem como a ado&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo de estudo duplo&#45;cego;</font></li>       <li><font size="3"> Armazenamento e manipula&ccedil;&atilde;o das amostras biol&oacute;gicas para os estudos s&atilde;o validados com controle de temperatura dos equipamentos e transporte adequados;</font></li>       <li><font size="3"> Equipamentos utilizados para os estudos possuem registros de calibra&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica;</font></li>       <li><font size="3"> Preenchimento correto das fichas cl&iacute;nicas ou Case Report Forms (CRF) de acordo com os documentos&#45;fonte de cada paciente, com envio ao patrocinador no tempo previsto (24&#45;72 horas);</font></li>       <li><font size="3"> Centros est&atilde;o de acordo com as normas para gerenciamento de res&iacute;duos coordenados pela pr&oacute;pria estrutura hospitalar ou por servi&ccedil;o terceirizado.</font></li>     </ul>     <p><font size="3">Por&eacute;m a avalia&ccedil;&atilde;o dos dados obtidos da an&aacute;lise dos question&aacute;rios revelou diversas n&atilde;o conformidades perante a IN4.</font></P>     <p><font size="3">Em suma, considera&#45;se o achado significativo, uma vez que, em um total de 66 quest&otilde;es classific&aacute;veis pela IN4, foram encontradas: tr&ecirc;s observa&ccedil;&otilde;es menores, que correspondem a 3/4 das quest&otilde;es com esta classifica&ccedil;&atilde;o (75%); seis maiores, que correspondem a 6/40 (15%); e quatro cr&iacute;ticas (C), que correspondem a 4/19 (21,05%). De acordo com a IN4 da Anvisa (7), o n&atilde;o atendimento &agrave;s observa&ccedil;&otilde;es maiores e cr&iacute;ticas, e a consequente n&atilde;o conformidade no parecer final da Anvisa, poder&atilde;o levar &agrave; conclus&atilde;o de que o centro n&atilde;o apresenta n&iacute;vel satisfat&oacute;rio, de acordo com as boas pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas. O centro de pesquisa poder&aacute; ter o estudo em quest&atilde;o interrompido ou ter suspensas as atividades do investigador envolvido no estudo em quest&atilde;o ou mesmo o cancelamento definitivo da condu&ccedil;&atilde;o do protocolo cl&iacute;nico. </font></P>     <p><font size="3">Apesar das quest&otilde;es que abordam o controle da qualidade nos centros de pesquisa serem consideradas observa&ccedil;&otilde;es menores perante a Anvisa, o Sistema de Gest&atilde;o de Qualidade (SGQ) nos centros &eacute; primordial. O SGQ aborda a elabora&ccedil;&atilde;o, aplica&ccedil;&atilde;o e treinamento em procedimentos operacionais padr&atilde;o (POP); a estrutura organizacional do centro; as responsabilidades; os procedimentos, processos e recursos; a identifica&ccedil;&atilde;o e sele&ccedil;&atilde;o de investigadores; o fluxo de aprova&ccedil;&atilde;o regulat&oacute;ria; a elabora&ccedil;&atilde;o adequada de TCLE; a capacita&ccedil;&atilde;o de profissionais; as ferramentas para coleta de dados; as instru&ccedil;&otilde;es sobre monitoria e auditoria; a condu&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de resultados e o desenvolvimento de novas ferramentas. </font></P>     <p><font size="3">Com o objetivo de avaliar os padr&otilde;es de qualidade para cada atividade exercida na condu&ccedil;&atilde;o dos estudos e buscar um padr&atilde;o de excel&ecirc;ncia nos processos do centro de pesquisa, auto inspe&ccedil;&otilde;es e auditorias externas ou internas devem ser realizadas, nos diversos setores, a fim de buscar melhorias para todo o sistema na condu&ccedil;&atilde;o dos estudos cl&iacute;nicos. </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b> Visto o interesse dos coordenadores e pesquisadores dos centros avaliados em se adequar &agrave;s normas vigentes e expandir as atividades, apesar do achado significativo, considera&#45;se que o cen&aacute;rio atual da pesquisa cl&iacute;nica em Belo Horizonte &eacute; promissor. Para uma gest&atilde;o de excel&ecirc;ncia e padr&atilde;o de qualidade satisfat&oacute;rio, &eacute; imperativo que os centros tomem as devidas provid&ecirc;ncias para corre&ccedil;&atilde;o das n&atilde;o conformidades encontradas, de forma a se adequarem plenamente &agrave;s ag&ecirc;ncias regulat&oacute;rias e n&atilde;o prejudicarem a condu&ccedil;&atilde;o dos estudos.</font></P>     <p><font size="3">Fica evidente a import&acirc;ncia da inser&ccedil;&atilde;o de novas ferramentas e estrat&eacute;gias para melhor controle dos processos e da qualidade, uma vez que as atividades dos centros de pesquisa possuem importante, complexo e decisivo papel na condu&ccedil;&atilde;o dos estudos cl&iacute;nicos, principalmente no que se refere &agrave; seguran&ccedil;a, prote&ccedil;&atilde;o e atendimento dos sujeitos de pesquisa, boas pr&aacute;ticas cl&iacute;nicas e aspectos regulat&oacute;rios. &Eacute; imprescind&iacute;vel manter a qualidade para gerar confiabilidade e acur&aacute;cia dos resultados e agilidade nos procedimentos. A qualidade dos dados gerados em um estudo &eacute; uma exig&ecirc;ncia priorit&aacute;ria da pesquisa cl&iacute;nica para o uso e aplica&ccedil;&atilde;o dessas informa&ccedil;&otilde;es. O monitoramento de todos os processos, internos ou externos, bem como a forma&ccedil;&atilde;o profissional e a melhor capacita&ccedil;&atilde;o evitam erros, desvios, viola&ccedil;&otilde;es e questionamentos. </font></P>     <p><font size="3">Avaliar a qualidade dos centros em seus diferentes aspectos contribui para a adequa&ccedil;&atilde;o e padroniza&ccedil;&atilde;o de normas nacionais e internacionais e auxilia na preserva&ccedil;&atilde;o da credibilidade dos centros diante de ag&ecirc;ncias regulat&oacute;rias, ag&ecirc;ncias de fomento, dos sujeitos de pesquisa e patrocinadores de estudos em geral. Nesse contexto, a utiliza&ccedil;&atilde;o de um roteiro bem estruturado por parte de auditorias internas ou externas e inspe&ccedil;&otilde;es facilita o processo de avalia&ccedil;&atilde;o e permite discuss&atilde;o sobre o que deve ser revisto a fim de melhorar ou manter a qualidade. </font></P>     <p><font size="3">As conclus&otilde;es dessa pesquisa, bem como a an&aacute;lise dos question&aacute;rios e achados desta investiga&ccedil;&atilde;o, foram disponibilizadas de maneira sigilosa a cada centro avaliado, com o intuito de contribuir de forma construtiva para o processo de detec&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o conformidades e aprimoramento da qualidade.</font></P>     <p><font size="3">O processo de valida&ccedil;&atilde;o e registro de novo f&aacute;rmacos e biol&oacute;gicos &eacute; longo em todo o mundo e mais ainda no Brasil, onde al&eacute;m da efic&aacute;cia e seguran&ccedil;a, o custo &eacute; uma pend&ecirc;ncia considerada de acordo com a realidade do sistema de sa&uacute;de brasileiro. Em muitas doen&ccedil;as, com grande prem&ecirc;ncia no c&acirc;ncer, a maioria dos pacientes n&atilde;o tem tempo para esperar essas longas aprova&ccedil;&otilde;es. Neste contexto, os protocolos cl&iacute;nicos s&atilde;o uma ferramenta democr&aacute;tica para que pacientes com c&acirc;ncer, que n&atilde;o tem como se deslocar ao exterior, possam ter acesso no Brasil a inova&ccedil;&otilde;es que precisam como uma esperan&ccedil;a imediata. Neste contexto, garantir a seguran&ccedil;a e proteger esses pacientes &eacute; mister para um acesso &eacute;tico e cient&iacute;fico a essas inova&ccedil;&otilde;es. Neste ambiente os pacientes e familiares t&ecirc;m acesso a informa&ccedil;&otilde;es de maneira muito &aacute;gil e podem pressionar a equipe assistencial mesmo n&atilde;o conseguindo entender porque este acesso no Brasil &eacute; muito mais dif&iacute;cil do que em muitos outros pa&iacute;ses. </font></P>     <p><font size="3">Espera&#45;se, com esses resultados, relatar a nossa realidade na condu&ccedil;&atilde;o de estudos cl&iacute;nicos a partir do levantamento dos principais pontos deficientes e dificuldades em rela&ccedil;&atilde;o ao gerenciamento de estudos e controle de qualidade dos centros de pesquisa cl&iacute;nica em Belo Horizonte, Minas Gerais.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b><i>Karine Lima</i></b> <i>&eacute; biom&eacute;dica, especialista em pesquisa cl&iacute;nica pela FCMMG, mestre em ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<br />     <b>Bruna Bastos</b> &eacute; biom&eacute;dica e especialista em pesquisa cl&iacute;nica pela Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas de Minas Gerais (FCMMG).<br />       <b>Ana Paula Drummond Lage</b> &eacute; farmac&ecirc;utica, mestre e doutora em fisiologia pela UFMG, professora adjunta da FCMMG, diretora cient&iacute;fica da Trymed Pesquisa Cl&iacute;nica. Email:</i> <a href="mailto:anapdru@gmail.com">anapdru@gmail.com<br /> </a><b><i>Alberto Wainstein</i></b> <i>&eacute; m&eacute;dico, cirurgi&atilde;o oncol&oacute;gico da Oncad, mestre e doutor em medicina, professor adjunto da FCMMG, coordenador do servi&ccedil;o de oncologia da FHEMIG, presidente do Grupo Brasileiro de Melanoma.</i></font></P>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">1. European Medicines Agency (EMEA). About us.. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ema.europa.eu/ema/index.jsp?curl=pages/about_us/general/general_content_000235.jsp&amp;murl=menus/about_us/about_us.jsp&amp;mid" target="_blank">http://www.ema.europa.eu/ema/index.jsp?curl=pages/about_us/general/general_content_000235.jsp&murl=menus/about_us/about_us.jsp&mid</a> (acesso em 24/06/2011).    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Brasil. Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa). Resolu&ccedil;&atilde;o &#45; RDC nº 39 de 05 de junho de 2008.     </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Brasil. Conselho Nacional de Sa&uacute;de (CNS). Resolu&ccedil;&atilde;o &#45; RDC nº 196 de 10 de outubro de 1996.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">4. Zago, M. A. "A pesquisa cl&iacute;nica no Brasil". Rio de Janeiro, <I>Cienc Sa&uacute;de Colet 9</I>, 2, 2004.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">5. International Conference on Harmonisation of Technical Require­ments for Registration of Pharmaceuticals for Human Use. <I>ICH Harmonised Tripartite Guideline for Good Clinical Practice E6(R1)</I>. 1996.    </font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="3">6. Brasil. Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa). <I>Documento das Am&eacute;ricas</I>. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan&#45;Americana da Sa&uacute;de. 2010.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">7. Lima, J. S.; La Reza, D.; Teixeira, S.; Costa, C. "Pesquisa cl&iacute;nica: fundamentos, aspectos &eacute;ticos e perspectivas". <I>Rev Socerj</I> 16, 225, 2003.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">8. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Normas T&eacute;cnicas (ABNT). NBR ISO 9000:2005 Sistemas de Gest&atilde;o da Qualidade: fundamentos e vocabul&aacute;rio. <I>ABNT</I> 2006.     </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">9. Brasil. Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa). Instru&ccedil;&atilde;o Normativa nº 4, de 11 de maio de 2009.     </font></P>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>European Medicines Agency</collab>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)</collab>
<source><![CDATA[Resolução - RDC nº 39 de 05 de junho de 2008]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Conselho Nacional de Saúde (CNS)</collab>
<source><![CDATA[Resolução - RDC nº 196 de 10 de outubro de 1996]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Zago]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["A pesquisa clínica no Brasil"]]></article-title>
<source><![CDATA[Cienc Saúde Colet]]></source>
<year>2004</year>
<volume>9</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="confpro">
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<conf-name><![CDATA[ International Conference on Harmonisation of Technical Require­ments for Registration of Pharmaceuticals for Human Use. ICH Harmonised Tripartite Guideline for Good Clinical Practice E6(R1)]]></conf-name>
<conf-date>1996</conf-date>
<conf-loc> </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)</collab>
<source><![CDATA[Documento das Américas]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-name><![CDATA[Organização Pan-Americana da Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[La Reza]]></surname>
<given-names><![CDATA[D.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[S.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[C.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Pesquisa clínica: fundamentos, aspectos éticos e perspectivas"]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Socerj]]></source>
<year>2003</year>
<volume>16</volume>
<page-range>225</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Associação Brasileira de Normas Técnicas</collab>
<source><![CDATA[NBR ISO 9000:2005 Sistemas de Gestão da Qualidade: fundamentos e vocabulário]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-name><![CDATA[ABNT]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)</collab>
<source><![CDATA[Instrução Normativa nº 4, de 11 de maio de 2009]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
