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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n1/artigos.jpg" /></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>Rela&ccedil;&atilde;o entre estresse oxidativo, altera&ccedil;&otilde;es epigen&eacute;ticas e c&acirc;ncer</b></font></p>     <p><font size="3">Camila Tainah da Silva<br />   Miriam Galvonas Jasiulionis</font></p>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><font size=5><b>Q</b></font>uando respiramos fornecemos a todas as c&eacute;lulas do nosso corpo oxig&ecirc;nio necess&aacute;rio para produzir energia atrav&eacute;s de um processo conhecido como metabolismo oxidativo. Em suma, o oxig&ecirc;nio &eacute; reduzido e as liga&ccedil;&otilde;es covalentes da glicose s&atilde;o quebradas liberando g&aacute;s carb&ocirc;nico, &aacute;gua e energia. A principal organela celular envolvida &eacute; a mitoc&ocirc;ndria, onde atuam diversas enzimas respons&aacute;veis por catalisar as etapas desse processo. Em cada uma dessas etapas h&aacute; a forma&ccedil;&atilde;o de subprodutos que, em sua maioria, s&atilde;o ben&eacute;ficos. No entanto, aproximadamente 5% podem ser t&oacute;xicos para a c&eacute;lula quando em altas concentra&ccedil;&otilde;es.</font></P>     <p><font size="3">O oxig&ecirc;nio, por exemplo, durante o transporte de el&eacute;trons na mitoc&ocirc;ndria pode ser reduzido parcialmente gerando esp&eacute;cies reativas de oxig&ecirc;nio (EROs), tais como &acirc;nion super&oacute;xido (O<SUB>2</SUB><SUP>&#45;</SUP>), per&oacute;xido de hidrog&ecirc;nio (H<SUB>2</SUB>O<SUB>2</SUB>) e radical hidroxila (OH<SUP>&#45;</SUP>). Quando ocorre a perda do equil&iacute;brio entre produ&ccedil;&atilde;o e elimina&ccedil;&atilde;o de EROs, o que &eacute; chamado de <B>estresse oxidativo</B>, podem ocorrer danos ao DNA, RNA, lip&iacute;dios e prote&iacute;nas. Al&eacute;m de fragmenta&ccedil;&atilde;o do DNA, as EROs podem causar o mal funcionamento do sistema de reparo do DNA, contribuindo para o desenvolvimento de doen&ccedil;as, como o c&acirc;ncer (1). </font></P>     <p><font size="3"><B>ANTIOXIDANTES, ALIMENTA&Ccedil;&Atilde;O E FATORES AMBIENTAIS </b>A c&eacute;lula conta com um arsenal de antioxidantes para a manuten&ccedil;&atilde;o da homeostasia oxidativa (<a href="#fig01">Figura 1</a>). Eles fazem parte do sistema de defesa e podem ser produzidos pela pr&oacute;pria c&eacute;lula (glutationa ou GSH, &aacute;cido alfa&#45;lipoico, coenzima Q, ferritina, &aacute;cido &uacute;rico, bilirrubina, etc) ou obtidos pela dieta (&aacute;cido asc&oacute;rbico ou vitamina C, tocofenol ou vitamina E, betacaroteno ou vitamina A, etc). Existem ainda os antioxidantes enzim&aacute;ticos (super&oacute;xido dismutase ou SOD, catalase ou CAT, glutationaperoxidase, etc), que atuam na produ&ccedil;&atilde;o ou elimina&ccedil;&atilde;o das EROs.</font></P>     <p><a name="fig01"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n1/a15fig01.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">A qualidade dos alimentos ingeridos pode influenciar no estado oxidativo das c&eacute;lulas. A ingest&atilde;o de frutas e vegetais, ricos em vitaminas, aumenta o potencial antioxidante, principalmente no sangue (2). A vitamina C &eacute; um dos principais antioxidantes oriundos da dieta. Os n&iacute;veis de ingest&atilde;o recomendados para a dieta s&atilde;o de 75 a 125 mg por dia, dependendo de caracter&iacute;sticas individuais, como idade, peso e sexo. O consumo exagerado de vitamina C &eacute; desnecess&aacute;rio, j&aacute; que o m&aacute;ximo de absor&ccedil;&atilde;o &eacute; de aproximadamente 200 mg por dia (3). Entre os alimentos ricos em vitamina C est&atilde;o a goiaba, o caju, a laranja, a manga, entre outros.</font></P>     <p><font size="3">A pr&aacute;tica de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos est&aacute; relacionada ao aumento e ativa&ccedil;&atilde;o de enzimas antioxidantes, por exemplo, a SOD, levando &agrave; redu&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis de EROs. J&aacute; foi mostrado que a pr&aacute;tica regular de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos pode atuar retardando o envelhecimento e reduzindo o risco de doen&ccedil;as cardiovasculares (4). No entanto, a pr&aacute;tica deve ser moderada em quantidade e intensidade, j&aacute; que os n&iacute;veis de EROs podem aumentar durante exerc&iacute;cios muito intensos, principalmente quando realizados de maneira n&atilde;o peri&oacute;dica (5).</font></P>     <p><font size="3">Um bom exemplo de fator ambiental que leva ao desbalan&ccedil;o oxidativo para o lado danoso &eacute; a polui&ccedil;&atilde;o do ar. As part&iacute;culas inaladas geram resposta inflamat&oacute;ria nos alv&eacute;olos, podendo at&eacute; mesmo causar inflama&ccedil;&atilde;o sist&ecirc;mica com efeitos cardiovasculares. Part&iacute;culas geradas por rea&ccedil;&otilde;es de combust&atilde;o s&atilde;o altamente oxidantes e causam grandes danos ao serem inaladas por seres humanos e animais (6).</font></P>     <p><font size="3">A obesidade, que representa um crescente problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, parece ter uma rela&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua com o estresse oxidativo. Se, por um lado, o aumento de EROs pode ser um pr&eacute; fator para a obesidade, por outro as citocinas inflamat&oacute;rias geradas pela pr&oacute;pria doen&ccedil;a tamb&eacute;m levam ao aumento de EROs, criando um c&iacute;rculo vicioso. O estresse oxidativo estabelecido pode tamb&eacute;m contribuir com o desenvolvimento de outras doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, como resist&ecirc;ncia &agrave; insulina e s&iacute;ndrome metab&oacute;lica (7).</font></P>     <p><font size="3">O estresse psicol&oacute;gico cr&ocirc;nico tamb&eacute;m &eacute; fonte de EROs. Como tentativa para recuperar o balan&ccedil;o homeost&aacute;tico, o sistema nervoso aut&ocirc;nomo, sistema renina&#45;angiotensina e eixo hipot&aacute;lamo&#45;hip&oacute;fise&#45;adrenal s&atilde;o estimulados. A ativa&ccedil;&atilde;o prolongada dessas vias pode resultar em disfun&ccedil;&atilde;o imune cr&ocirc;nica e no aumento da produ&ccedil;&atilde;o de EROs, com consequentes danos ao DNA. Tais processos podem contribuir, por exemplo, para o envelhecimento precoce da pele (8).</font></P>     <p><font size="3"><B>FUN&Ccedil;&Otilde;ES FISIOL&Oacute;GICAS CONTROLADAS POR EROS </b>&Eacute; importante lembrar que diversas fun&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas s&atilde;o controladas por vias que envolvem sinaliza&ccedil;&atilde;o redox (aquelas envolvidas em rea&ccedil;&otilde;es de troca de el&eacute;trons por redu&ccedil;&atilde;o e oxida&ccedil;&atilde;o, como no caso da produ&ccedil;&atilde;o de O<SUB>2</SUB><SUP>&#45;</SUP>). Um exemplo &eacute; a produ&ccedil;&atilde;o aumentada de EROs por leuc&oacute;citos durante os processos inflamat&oacute;rios, representando uma importante defesa contra pat&oacute;genos. Tamb&eacute;m se observa a participa&ccedil;&atilde;o de EROs em processos que envolvem ades&atilde;o celular, como embriog&ecirc;nese, diferencia&ccedil;&atilde;o, reparo e cicatriza&ccedil;&atilde;o. A apoptose, morte celular programada que regula o tempo de vida de c&eacute;lulas normais, pode ser induzida por danos ao DNA causados por EROs (9). Esses s&atilde;o apenas alguns dos exemplos em que a presen&ccedil;a de concentra&ccedil;&otilde;es adequadas de EROs pode ser importante para a manuten&ccedil;&atilde;o de estados celulares normais.</font></P>     <p><font size="3">A participa&ccedil;&atilde;o do estresse oxidativo no envelhecimento tamb&eacute;m j&aacute; &eacute; bem conhecida. O envelhecimento se trata de um evento multifatorial que acontece depois da fase reprodutiva da vida, onde se observa um progressivo decl&iacute;nio das fun&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas do organismo. Uma das teorias &eacute; baseada no fato de que danos celulares causados por EROs s&atilde;o cumulativos e delet&eacute;rios ao longo do tempo. Um dado interessante &eacute; que danos oxidativos no DNA podem ser monitorados pela urina e foi observado que a composi&ccedil;&atilde;o da dieta pode modular esses danos. A longevidade poderia, portanto, ser dependente n&atilde;o apenas de fatores intr&iacute;nsecos, como hereditariedade, mas tamb&eacute;m de fatores externos, como a dieta e a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos (9).</font></P>     <p><font size="3"><B>ESTRESSE OXIDATIVO, EPIGEN&Eacute;TICA E C&Acirc;NCER </b>Entre os processos patol&oacute;gicos em que j&aacute; foi descrita a participa&ccedil;&atilde;o do estresse oxidativo est&atilde;o as doen&ccedil;as cardiovasculares, neurol&oacute;gicas, o diabetes e o c&acirc;ncer. Diversos tumores humanos, incluindo melanoma, leucemias, carcinomas g&aacute;strico, prost&aacute;tico, mam&aacute;rio e de c&oacute;lon, apresentam n&iacute;veis elevados de EROs (10). C&eacute;lulas tumorais est&atilde;o comumente expostas a condi&ccedil;&otilde;es de estresse, como hip&oacute;xia (baixos n&iacute;veis de oxig&ecirc;nio), perda de ades&atilde;o c&eacute;lula&#45;c&eacute;lula e c&eacute;lula&#45;matriz extracelular, desbalan&ccedil;o no metabolismo oxidativo e diversos fatores ambientais (11).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">As EROs s&atilde;o reguladores de diversas vias de transdu&ccedil;&atilde;o de sinais, podendo participar de diversas etapas da transforma&ccedil;&atilde;o e progress&atilde;o tumoral, como a autossufici&ecirc;ncia em sinais de crescimento, insensibilidade a sinais antiproliferativos, evas&atilde;o da apoptose, potencial replicativo ilimitado, angiog&ecirc;nese sustentada, invas&atilde;o e met&aacute;stase, metabolismo e inflama&ccedil;&atilde;o (12). </font></P>     <p><font size="3">Dentre as vias reguladas por EROs destacam&#45;se a das prote&iacute;nas quinase ativada por mit&oacute;geno (MAPK) e fosfoinosit&iacute;deo&#45;3&#45;quinase(PI3K). A primeira possui papel importante na tumorig&ecirc;nese, principalmente por ativar fatores de transcri&ccedil;&atilde;o como c&#45;Jun e c&#45;Fos, que regulam a express&atilde;o de genes envolvidos em prolifera&ccedil;&atilde;o celular, diferencia&ccedil;&atilde;o, transforma&ccedil;&atilde;o, inflama&ccedil;&atilde;o, entre outros (11). J&aacute; a PI3K est&aacute; relacionada &agrave; via de RAS, que possui papel fisiol&oacute;gico importante na sobreviv&ecirc;ncia celular. No entanto, diversos mecanismos podem levar a sua desregula&ccedil;&atilde;o, contribuindo diretamente para o desenvolvimento de tumores (13).Outra fun&ccedil;&atilde;o j&aacute; descrita do estado oxidativo no controle da viabilidade celular &eacute; a regula&ccedil;&atilde;o do ciclo celular. Antes da mitose, a c&eacute;lula passa por um processo de checagem do DNA para averiguar poss&iacute;veis danos e, se necess&aacute;rio, realizar seu reparo. Uma prote&iacute;na de papel fundamental nessa etapa &eacute; a quinase ataxia&#45;telangiectasiamutada (ATM), da mesma fam&iacute;lia da PI3K. Apesar de sua principal fun&ccedil;&atilde;o ser responder &agrave; quebra na dupla fita do DNA, alguns estudos mostram que ela tamb&eacute;m pode ser ativada pelo estresse oxidativo. Nessa situa&ccedil;&atilde;o, ela ativa uma das principais prote&iacute;nas reguladoras do metabolismo oxidativo, p53, que est&aacute; relacionada a in&uacute;meros tipos de tumores (14) (<a href="#fig02">Figura 2</a>).</font></P>     <p><a name="fig02"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n1/a15fig02.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Infec&ccedil;&otilde;es virais podem ser fonte de estresse oxidativo para c&eacute;lulas hospedeiras e, em alguns casos, contribuir para o desenvolvimento do c&acirc;ncer. O v&iacute;rus da hepatite C (HCV), por exemplo, desencadeia uma s&eacute;rie de respostas celulares mediadas por EROs, representando risco para doen&ccedil;as hep&aacute;ticas, como esteatose, cirrose e carcinoma hepatocelular. Algumas das vias envolvidas parecem ser as mesmas descritas anteriormente (MAKP e PI3K) (15). De forma semelhante, o v&iacute;rus do papiloma humano (HPV), fator de risco para o c&acirc;ncer de colo de &uacute;tero, parece tamb&eacute;m levar ao desbalan&ccedil;o de EROs nas c&eacute;lulas hospedeiras. O estresse oxidativo poderia agir em sinergia com o HPV, criando condi&ccedil;&otilde;es ideais para a inicia&ccedil;&atilde;o e a progress&atilde;o tumoral (16).</font></P>     <p><font size="3">Um elo muito interessante entre ambiente e estresse oxidativo no processo de carcinog&ecirc;nese &eacute; a <B>epigen&eacute;tica</B>. O termo epigen&eacute;tica foi criado h&aacute; aproximadamente 70 anos na tentativa de explicar os m&uacute;ltiplos fen&oacute;tipos celulares oriundos de um mesmo gen&oacute;tipo. O conceito cl&aacute;ssico define epigen&eacute;tica como mudan&ccedil;as qu&iacute;micas na cromatina que n&atilde;o envolvem mudan&ccedil;as na sequ&ecirc;ncia de nucleot&iacute;deos do DNA. Hoje o termo tomou propor&ccedil;&otilde;es maiores e compreende diversos mecanismos que participam da regula&ccedil;&atilde;o de express&atilde;o g&ecirc;nica, tais como metila&ccedil;&atilde;o de DNA, modifica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s&#45;traducionais em histonas, RNAs n&atilde;o codificadores, entre outros. Um fato que desperta muito interesse nos cientistas &eacute; que os processos epigen&eacute;ticos s&atilde;o potencialmente revers&iacute;veis, diferente de altera&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas, e s&atilde;o consequentemente pass&iacute;veis de tratamento (17).</font></P>     <p><font size="3">A metila&ccedil;&atilde;o do DNA &eacute; um dos mecanismos epigen&eacute;ticos mais bem estudados at&eacute; hoje. Trata&#45;se da adi&ccedil;&atilde;o de um grupamento metila no carbono 5 de citosinas adjacentes a guaninas (dinucleot&iacute;deosCpG). A metila&ccedil;&atilde;o em promotores est&aacute; associada ao silenciamento g&ecirc;nico. Diversas regi&otilde;es g&ecirc;nicas que se encontram silenciadas por metila&ccedil;&atilde;o em c&eacute;lulas normais, como por exemplo <I>transposons</I>, tornam&#45;se frequentemente desmetiladas no c&acirc;ncer (18). </font></P>     <p><font size="3">Os promotores g&ecirc;nicos, regi&otilde;es regulat&oacute;rias localizadas pr&oacute;ximas ao s&iacute;tio de in&iacute;cio de transcri&ccedil;&atilde;o, servem como s&iacute;tio de liga&ccedil;&atilde;o para fatores transcricionais e para a RNA polimerase. Aproximadamente 60% dos genes humanos apresentam alta concentra&ccedil;&atilde;o de dinu­cleot&iacute;deos CpG, ilhas de CpGs, em seus promotores. Nessas regi&otilde;es, a metila&ccedil;&atilde;o do DNA tem papel importante, j&aacute; que define o <I>status</I> de transcri&ccedil;&atilde;o g&ecirc;nica. De maneira geral, promotores contendo ilha de CpGs n&atilde;o metilada s&atilde;o pass&iacute;veis de transcri&ccedil;&atilde;o, enquanto que promotores metilados s&atilde;o transcricionalmente inativos (19). Em c&eacute;lulas tumorais, muitos promotores de genes supressores tumorais tornam&#45;se metilados, resultando em seu silenciamento e contribuindo com a perda do controle celular.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Fatores ambientais podem regular diretamente mecanismos epigen&eacute;ticos. O folato, importante substrato para rea&ccedil;&otilde;es de metila&ccedil;&atilde;o (incluindo a do DNA), deve ser adquirido pela alimenta&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que nossas c&eacute;lulas n&atilde;o o sintetizam. Outro cofator fundamental &eacute; a S&#45;adenosilmetionina (SAM), tamb&eacute;m essencial para a manuten&ccedil;&atilde;o dos padr&otilde;es de metila&ccedil;&atilde;o das c&eacute;lulas. Tanto o folato quanto a SAM participam do ciclo da metionina e este est&aacute; intimamente relacionado com o estado oxidativo da c&eacute;lula. A produ&ccedil;&atilde;o de glutationa (GSH), antioxidante mencionado anteriormente, est&aacute; conectada bioquimicamente a essa via. A homociste&iacute;na &eacute; o subproduto gerado pela metila&ccedil;&atilde;o de DNA e est&aacute; relacionada com aumento de estresse oxidativo (20). </font></P>     <p><font size="3"><B>ESTRESSE OXIDATIVO, ALTERA&Ccedil;&Otilde;ES EPIGEN&Eacute;TICAS E MELANOMA </b>O melanoma &eacute; um tipo de c&acirc;ncer de pele proveniente da transforma&ccedil;&atilde;o maligna de melan&oacute;citos, c&eacute;lulas respons&aacute;veis pela produ&ccedil;&atilde;o de melanina. Sua incid&ecirc;ncia &eacute; baixa quando comparada com a de outros tipos de tumores de pele, representando apenas 4% destes, mas &eacute; o mais letal de todos eles. Al&eacute;m disso, a incid&ecirc;ncia do melanoma tem aumentado mais do que qualquer outro tipo de c&acirc;ncer (21). Embora apresente taxa de sobrevida maior que 90% quando detectado precocemente, esta diminui para 60% em formas mais avan&ccedil;adas como melanoma est&aacute;gio II, para 10% em melanoma est&aacute;gio III, ou at&eacute; para completa fatalidade em casos de melanoma est&aacute;gio IV. Esse panorama reflete a falta de tratamentos para melanomas avan&ccedil;ados (22). </font></P>     <p><font size="3">O estresse causado por agentes como radia&ccedil;&atilde;o ultravioleta (UV) e inflama&ccedil;&atilde;o cr&ocirc;nica &eacute; um importante fator de risco para o desenvolvimento de tumores de pele, incluindo o melanoma (23). Diversos autores j&aacute; mostraram que os n&iacute;veis de EROs est&atilde;o elevados no melanoma (24&#45;25). Apesar de melan&oacute;citos conseguirem suprimir o aumento de EROs, o melanoma n&atilde;o possui essa habilidade (26). As c&eacute;lulas de melanoma possuem redu&ccedil;&atilde;o nos n&iacute;veis de glutationa e da atividade das enzimas CAT e SOD (27&#45;28). J&aacute; foi observado que o aumento nos n&iacute;veis de O<SUB>2</SUB><SUP>&#45;</SUP> e diminui&ccedil;&atilde;o de H<SUB>2</SUB>O<SUB>2</SUB> eleva o potencial proliferativo e tamb&eacute;m a resist&ecirc;ncia ao tratamento quimioter&aacute;pico (29).</font></P>     <p><font size="3">A exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; radia&ccedil;&atilde;o UV representa um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento do melanoma, causando importantes altera&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas e epigen&eacute;ticas (30). Pode causar estresse oxidativo, inflama&ccedil;&atilde;o, eritema, quebra da matriz extracelular, enrugamento e c&acirc;ncer de pele. No entanto, poucos estudos foram feitos at&eacute; hoje para entender a conex&atilde;o entre estresse oxidativo e altera&ccedil;&otilde;es epigen&eacute;ticas nessa doen&ccedil;a. Um dos motivos &eacute; a falta de material biol&oacute;gico em est&aacute;gios iniciais do melanoma, onde &eacute; poss&iacute;vel observar as primeiras altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas e epigen&eacute;ticas das c&eacute;lulas. Al&eacute;m disso, entender e diagnosticar os primeiros eventos da transforma&ccedil;&atilde;o &eacute; de suma import&acirc;ncia, j&aacute; que nessa fase as chances de sobrevida s&atilde;o grandes. Nosso grupo de pesquisa da Universidade Federal de S&atilde;o Paulo (Unifesp) desenvolveu um modelo linear de progress&atilde;o do melanoma a partir de melan&oacute;citos murinos, denominados melan&#45;a (31). Tais melan&oacute;citos foram submetidos a um ciclo de bloqueio de ades&atilde;o por 96 horas em placas contendo agarose para impedir o contato c&eacute;lula&#45;matriz. A maioria das c&eacute;lulas morreu por um processo conhecido como <I>anoikis</I> (apoptose por falta de contato c&eacute;lula&#45;matriz). As poucas c&eacute;lulas sobreviventes foram plaqueadas em condi&ccedil;&otilde;es aderentes, ou seja, em placas que h&aacute; contato entre c&eacute;lula e matriz. Essas c&eacute;lulas foram chamadas de 1C. O ciclo de desades&atilde;o e ades&atilde;o foi repetido por mais tr&ecirc;s vezes, gerando as linhagens 2C, 3C e 4C e no quinto ciclo de desades&atilde;o foi realizada dilui&ccedil;&atilde;o limitante dos esfer&oacute;ides sobreviventes para obten&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es clonais. Diversos clones, entre eles os nomeados 4C11&#45; e 4C11+, foram injetados em camundongos singen&eacute;icos e todos se mostraram tumorig&ecirc;nicos. Desta forma, obtivemos um modelo linear de progress&atilde;o do melanoma, representado por melan&oacute;citos n&atilde;o tumorais (melan&#45;a), pr&eacute;&#45;malignos (1C a 4C), tumorais n&atilde;o metast&aacute;ticos (4C11&#45;) e metast&aacute;ticos (4C11+) (32).</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><font size="3"><img src="/img/revistas/cic/v66n1/a15img01.jpg" /></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">Nesse modelo, constatamos n&iacute;veis aumentados de EROs (como o O<SUB>2</SUB><SUP>&#45;</SUP>), de metila&ccedil;&atilde;o global do DNA e da enzima DNA metiltransferase 1 (Dnmt1), respons&aacute;vel por catalisar a metila&ccedil;&atilde;o do DNA, desde as primeiras horas do primeiro ciclo de bloqueio de ades&atilde;o dos melan&oacute;citos (33) (<a href="#fig03a">Figura 3A</a>).</font></P>     <p><a name="fig03a"></a></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n1/a15fig3a.jpg">    <br>   <a name="fig03b"></a><img src="/img/revistas/cic/v66n1/a15fig3b.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3">O tratamento dos melan&oacute;citos melan&#45;a antes de cada ciclo de bloqueio de ades&atilde;o com agente desmetilante de DNA (5&#45;aza&#45;2'&#45;deoxicitidina) ou com depletor de O<SUB>2</SUB><SUP>&#45; </SUP>(Mn(III)TBAP) resultou no comprometimento evidente da transforma&ccedil;&atilde;o maligna. Isso sugere que tanto o estresse oxidativo quanto as altera&ccedil;&otilde;es na metila&ccedil;&atilde;o do DNA s&atilde;o eventos iniciais e fundamentais para a transforma&ccedil;&atilde;o maligna dos melan&oacute;citos. O tratamento com o depletor de O<SUB>2</SUB><SUP>&#45;</SUP> durante o processo de desades&atilde;o impede tanto o aumento de Dnmt1 quanto da metila&ccedil;&atilde;o global do DNA, sugerindo que essas altera&ccedil;&otilde;es epigen&eacute;ticas podem ser reguladas pelo estresse oxidativo (<a href="#fig03b">Figura 3b</a>) (34). Essa hip&oacute;tese j&aacute; havia sido sugerida por Johnstone e Baylin (35) e Hitchler e Domann (20), importantes pesquisadores da &aacute;rea de epigen&eacute;tica. Os mecanismos pelos quais o estresse oxidativo regula as altera&ccedil;&otilde;es epigen&eacute;ticas encontram&#45;se em investiga&ccedil;&atilde;o em nosso laborat&oacute;rio na Unifesp.</font></P>     <p><font size="3"><B>TERAPIA </b>Trabalhos cient&iacute;ficos t&ecirc;m mostrado diversos benef&iacute;cios do uso de terapias antioxidantes para o tratamento de doen&ccedil;as como Alzheimer, diabetes e c&acirc;ncer. Grande parte desses estudos mostra a import&acirc;ncia de nutrientes oriundos da alimenta&ccedil;&atilde;o. O sel&ecirc;nio, por exemplo, pode ser incorporado em algumas prote&iacute;nas evitando sua oxida&ccedil;&atilde;o, ou seja, possui fun&ccedil;&atilde;o antioxidante. Estudos mostram que o sel&ecirc;nio tem efeitos antitumorais, prevenindo angiog&ecirc;nese e met&aacute;stase em c&acirc;ncer de mama, pr&oacute;stata, colorretal, melanoma, f&iacute;gado, pulm&atilde;o, entre outros (36).</font></P>     <p><font size="3">O alho &eacute; conhecido por possuir diversos compostos antioxidantes e j&aacute; foi relacionado com a preven&ccedil;&atilde;o do c&acirc;ncer. Seus componentes podem afetar diversos processos celulares, como prolifera&ccedil;&atilde;o e diferencia&ccedil;&atilde;o. O tratamento de c&eacute;lulas tumorais com alguns desses compostos, incluindo o pr&oacute;prio sel&ecirc;nio, foi eficaz em inibir seu crescimento e ainda aumentar sua taxa de apoptose (37).O ch&aacute; verde tamb&eacute;m &eacute; utilizado pela medicina popular para diversos fins terap&ecirc;uticos. Dentre seus compostos, h&aacute; antioxidantes que podem proteger a pele contra danos causados por radia&ccedil;&atilde;o ultravioleta quando aplicados topicamente, ou seja, sobre a pele. Foi proposto que tais efeitos fotoprotetores s&atilde;o mediados por intera&ccedil;&otilde;es com mol&eacute;culas envolvidas em respostas inflamat&oacute;rias (38).</font></P>     <p><font size="3">Apesar dos dados serem promissores, muito cuidado deve ser tomado no que se refere a terapias com antioxidantes n&atilde;o obtidos pela dieta, por exemplo, por f&aacute;rmacos. Alguns ensaios cl&iacute;nicos randomizados mostram falhas no tratamento com o uso da vitamina E, que para o tratamento de diabetes n&atilde;o apresentou nenhum efeito (39). Al&eacute;m disso, a suplementa&ccedil;&atilde;o com vitamina E resultou em aumento do risco de c&acirc;ncer de pulm&atilde;o em fumantes (40). Estudos comparativos mostram que antioxidantes oriundos da dieta e da pr&aacute;tica de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos s&atilde;o mais eficazes para os tratamentos testados do que qualquer outra interven&ccedil;&atilde;o farmacol&oacute;gica (41).</font></P>     <p><font size="3"><B>CONCLUS&Atilde;O E PERSPECTIVAS </b>Fatores ambientais ajudam a modular os n&iacute;veis de EROs celulares dependendo de sua natureza pr&oacute; ou antioxidante. Estudos apontam a participa&ccedil;&atilde;o do estresse oxidativo em diversas doen&ccedil;as, como o c&acirc;ncer, especialmente em etapas iniciais (33). J&aacute; se sabe que in&uacute;meras vias de sinaliza&ccedil;&atilde;o intracelulares ligadas ao c&acirc;ncer s&atilde;o reguladas por EROs, mas ainda pouco se sabe como evitar os danos causados pelo seu excesso. Os antioxidantes s&atilde;o alvo de estudo terap&ecirc;utico na preven&ccedil;&atilde;o e cura do c&acirc;ncer, apesar de n&atilde;o haver ainda um completo consenso sobre seu uso. A inter&#45;rela&ccedil;&atilde;o do estresse oxidativo com a epigen&eacute;tica tamb&eacute;m &eacute; de grande interesse, j&aacute; que ambos parecem estar intimamente conectados com processos de progress&atilde;o tumoral. H&aacute;, certamente, um grande campo a ser estudado, no que se refere a uma melhor compreens&atilde;o de todos os mecanismos reguladores e regulados pelo estresse oxidativo e sua poss&iacute;vel aplica&ccedil;&atilde;o em preven&ccedil;&atilde;o, diagn&oacute;stico precoce e tratamento do c&acirc;ncer.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b><i>Camila Tainah da Silva</i></b> <i>&eacute; biotecnologista, mestre em ci&ecirc;ncias e doutoranda do Departamento de Farmacologia da Universidade Federal de S&atilde;o Paulo (Unifesp).<br />   <b>Miriam Galvonas Jasiulionis</b> &eacute; biom&eacute;dica, doutora em ci&ecirc;ncias e professora adjunta do Departamento de Farmacologia da Unifesp. Email:</i> <A HREF="mailto:mjasiulionis@gmail.com">mjasiulionis@gmail.com</A> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="3">1. Sosa, V.<I> et al.</I> "Oxidative stress and cancer: an overview"<I>. Ageing Res Rev</I>, vol. 12, nº 1. 2013.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Wahlqvist, M.L. "Antioxidant relevance to human health"<I>. Asia Pac J Clin Nutr</I>, vol. 22, nº 2. 2013.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Harrison, F.E. "A critical review of vitamin C for the prevention of age&#45;related cognitive decline and Alzheimer's disease"<I>. J Alzheimers Dis</I>, vol. 29, nº 4. 2012.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">4. Corbi, G.<I> et al.</I> "Is physical activity able to modify oxidative damage in cardiovascular aging?"<I>. Oxid Med Cell Longev</I>, vol. 2012. 2012.    </font></P>     ]]></body>
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