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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Para paciente de câncer o que muda é ser tratada como pessoa única]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n1/noticias.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>E<small>NTREVISTA</small></P>     <p><img src="/img/revistas/cic/v66n1/line_blk.jpg"></P>     <P><font size=5><b>Para paciente de c&acirc;ncer o que muda &eacute; ser tratada como pessoa &uacute;nica </b></font></P>     <P>&nbsp;</P>     <p><font size="3">O c&acirc;ncer ainda &eacute; uma doen&ccedil;a que assusta pacientes e mant&eacute;m um batalh&atilde;o de profissionais pelo mundo afora dedicados a estudos focados na cura definitiva. Muitas perguntas continuam sem respostas, mas, em se tratando de c&acirc;ncer de mama, os avan&ccedil;os no tratamento s&atilde;o significativos. Segundo o Instituto Nacional do C&acirc;ncer (Inca), se diagnosticado e tratado oportunamente, o progn&oacute;stico &eacute; relativamente bom."No Brasil, as taxas de mortalidade por c&acirc;ncer de mama, o segundo tipo mais frequente no mundo, continuam elevadas, muito provavelmente porque a doen&ccedil;a ainda &eacute; diagnosticada em est&aacute;gios avan&ccedil;ados. Na popula&ccedil;&atilde;o mundial, a sobrevida m&eacute;dia ap&oacute;s cinco anos &eacute; de 61%", informa o Inca.</font></P>     <p><font size="3">A farmac&ecirc;utica e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Andrea Siqueira Haibara, 45 anos, engrossou as estat&iacute;sticas a partir de 2012. Desde o in&iacute;cio ela viveu os medos e os efeitos de um tratamento agressivo. Hoje n&atilde;o h&aacute; detec&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e ela realiza exames de controle. Nesta entrevista, a especialista em fisiologia cardiovascular conta a experi&ecirc;ncia que a levou para o lado positivo das estat&iacute;sticas brasileiras. </font></P>     <p><font size="3"><i>Voc&ecirc; se considera uma mulher cuidadosa com a sua sa&uacute;de?</i></font></P>     <p><font size="3">Atualmente, tenho todos os exames agendados. Mas n&atilde;o foi sempre assim. Eu era extremamente relapsa com os exames peri&oacute;dicos e s&oacute; procurava um m&eacute;dico quando sentia alguma coisa. Era a procura pelo servi&ccedil;o m&eacute;dico para tratar uma doen&ccedil;a e n&atilde;o como m&eacute;todo preventivo. Ou seja, fazia exatamente o contr&aacute;rio do que &eacute; preconizado.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n1/a17img01.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i>Como descobriu que estava com c&acirc;ncer?</i></font></P>     <p><font size="3">Eu mesma detectei o n&oacute;dulo, durante um autoexame. Fazia a mamografia com alguma frequ&ecirc;ncia, mas os resultados nunca mostraram problema algum.</font></P>     <p><font size="3"><i>Qual foi a sua primeira rea&ccedil;&atilde;o ao perceber o n&oacute;dulo?</i></font></P>     <p><font size="3">Foi um "sustinho" e pensei: amanh&atilde; eu vejo isso melhor. Mas passou uma, duas semanas e ele continuou do mesmo jeito... Comecei a ficar mais preocupada, e ent&atilde;o marquei uma consulta com um mastologista, mas sempre com aquela esperan&ccedil;a enorme de que n&atilde;o seria nada grave. Mas a express&atilde;o no rosto da m&eacute;dica, durante a consulta cl&iacute;nica, me deixou assustada, principalmente, quando ela pediu uma s&eacute;rie de exames &#150; mamografia, ultrassom, resson&acirc;ncia magn&eacute;tica, bi&oacute;psia... Ainda assim eu tinha a d&uacute;vida: pode ser ou n&atilde;o.</font></P>     <p><font size="3"><i>Foram muitos exames antes da confirma&ccedil;&atilde;o. Uma "longa" espera?</i></font></P>     <p><font size="3">Entre a primeira consulta no mastologista e o resultado da bi&oacute;psia se passaram apenas um m&ecirc;s e meio, o que, infelizmente, n&atilde;o &eacute; a realidade para a maioria das mulheres que dependem do sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de. Entretanto, a espera pela confirma&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico foi muito aflitiva. A mamografia apresentou um resultado inconclusivo, o que era pior, porque eu queria uma defini&ccedil;&atilde;o. Depois vieram o ultrassom e a resson&acirc;ncia, que n&atilde;o determinavam claramente se era ou n&atilde;o um c&acirc;ncer. Apenas indicavam algum problema. Eu ainda me agarrava na esperan&ccedil;a. Por fim, a bi&oacute;psia confirmou tudo, inclusive, o tipo do c&acirc;ncer &#150; carcinoma ductal invasivo. A partir daquele momento, n&atilde;o tinha mais o "pode ser". Era um fato. </font></P>     <p><font size="3"><i>Em algum momento voc&ecirc; se sentiu sem ch&atilde;o?</i></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Logo que tive o diagn&oacute;stico sim, fiquei totalmente perdida. N&atilde;o lembro direito de nada dessa &eacute;poca, porque estava focada apenas na doen&ccedil;a. Em v&aacute;rios momentos, ao longo desse per&iacute;odo, senti muito medo... "mas, e se..." Entretanto, depois que iniciei a conversa com o oncologista, mudou&#45;se o foco da preocupa&ccedil;&atilde;o: n&atilde;o falamos mais do c&acirc;ncer em si, mas sim do seu tratamento.</font></P>     <p><font size="3"><i>Voc&ecirc; &eacute; professora e pesquisadora, com acesso a informa&ccedil;&otilde;es que a maioria das pessoas n&atilde;o tem. Isso contou ponto a seu favor?</i></font></P>     <p><font size="3">Tinha um tumor raro e agressivo, chamado de triplo&#45;negativo, que n&atilde;o tem um tratamento espec&iacute;fico, al&eacute;m do convencional (cir&uacute;rgico, radioter&aacute;pico e quimioterapia). Quando fiquei sabendo que era triplo&#45;negativo, busquei mais informa&ccedil;&otilde;es na internet e recorri a revistas especializadas, mas para mim isso foi ruim. Naquele momento, eu n&atilde;o era pesquisadora e sim paciente. O meu olho de paciente fez leituras erradas em busca de palavras e express&otilde;es como "curva de sobrevida", "met&aacute;stase", "n&atilde;o tem tratamento"... Ou seja, fixava nas coisas negativas e que, na maioria das vezes, nem se aplicavam ao meu quadro. Uma avalia&ccedil;&atilde;o incorreta me fez pensar que teria apenas poucos meses de vida. Fiquei totalmente desestabilizada e isso custou a passar, por mais que o meu m&eacute;dico tentasse me orientar.</font></P>     <p><font size="3"><i>Voc&ecirc; ent&atilde;o n&atilde;o recomendaria a outros pacientes buscarem informa&ccedil;&otilde;es na internet?</i></font></P>     <p><font size="3">Podemos usar a internet para obtermos mais informa&ccedil;&atilde;o sobre a doen&ccedil;a, mas n&atilde;o podemos achar que vamos nos tornar  especialistas a ponto de ter compet&ecirc;ncia para questionar se o tratamento prescrito &eacute; o melhor ou n&atilde;o. As minhas pesquisas geraram essa d&uacute;vida, at&eacute; que chegou a um ponto em que dei um basta. &Eacute; extremamente importante a rela&ccedil;&atilde;o de confian&ccedil;a com os m&eacute;dicos. Procurei v&aacute;rios mastologistas, at&eacute; achar aquela com a qual me sentisse confort&aacute;vel e confiante. O mesmo vale para a rela&ccedil;&atilde;o com o oncologista, o cirurgi&atilde;o&#45;pl&aacute;stico, o radioterapeuta etc. </font></P>     <p><font size="3">&Agrave; medida que fui convivendo com outras pessoas com problemas semelhantes, comecei a perceber que a maioria n&atilde;o tinha a m&iacute;nima ideia do subtipo de c&acirc;ncer de mama que as acometia. Pensei ent&atilde;o: eu n&atilde;o vou mudar a minha hist&oacute;ria se souber as caracter&iacute;sticas moleculares do c&acirc;ncer triplo&#45;negativo e as implica&ccedil;&otilde;es disso. Ler demais, &agrave;s vezes, n&atilde;o &eacute; bom. </font></P>     <p><font size="3">Existem alguns sites que s&atilde;o muito informativos, contendo reportagens e v&iacute;deos de entrevistas com pacientes e m&eacute;dicos, bem acess&iacute;veis ao p&uacute;blico leigo. Mas &eacute; melhor parar por a&iacute;. Resultados de estudos cl&iacute;nicos s&atilde;o para pesquisadores dessa &aacute;rea.</font></P>     <p><font size="3"><i>As estat&iacute;sticas oficiais ajudam ou atrapalham?</i></font></P>     <p><font size="3">Estat&iacute;sticas valem para pesquisas e n&atilde;o para o paciente. Estat&iacute;sticas nessa hora n&atilde;o resolvem nada. O que a gente quer &eacute; algu&eacute;m que cuide do nosso caso como uma pessoa &uacute;nica e n&atilde;o um n&uacute;mero. Outro problema da estat&iacute;stica &eacute; que a gente sempre se coloca no lado ruim. Se os n&uacute;meros mostram que 60% das pessoas que t&ecirc;m c&acirc;ncer conseguem a cura, voc&ecirc; se enxerga apenas entre os 40% que n&atilde;o chegaram l&aacute;.</font></P>     <p><font size="3"><i>Voc&ecirc; encontrou conforto na internet, n&atilde;o em revistas especializadas, mas nos blogs...</i></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">&Eacute; verdade. O apoio da fam&iacute;lia e dos amigos ajuda e muito. Mas s&oacute; quem est&aacute; passando pelo mesmo problema consegue entender os nossos medos e ang&uacute;stias. Por que o medo? Onde d&oacute;i? Por que cansa doer? A gente n&atilde;o quer ficar o tempo todo reclamando, ent&atilde;o, com quem est&aacute; vivenciando situa&ccedil;&atilde;o semelhante, conseguimos at&eacute; fazer piada de tudo isso, rir um pouco. A gente lava a alma. Nesse aspecto, os blogs foram interessantes e bons, at&eacute; mesmo porque a maioria dos relatos ali &eacute; positiva. </font></P>     <p><font size="3"><i>Por que voc&ecirc; optou pela mastectomia logo no in&iacute;cio do tratamento?</i></font></P>     <p><font size="3">Existiam duas possibilidades: fazer a cirurgia e depois a quimioterapia ou o esquema inverso. Nas duas op&ccedil;&otilde;es, existem pr&oacute;s e contras, claramente pontuados pela mastologista e oncologista. Mas a decis&atilde;o foi minha. Optei por iniciar com a cirurgia por considerar que a quimioterapia debilitaria meu organismo, o que poderia complicar depois o processo cir&uacute;rgico. N&atilde;o tinha met&aacute;stase e, na cirurgia, os m&eacute;dicos removeram o tumor completamente. Ent&atilde;o a sensa&ccedil;&atilde;o de "aquilo que n&atilde;o me pertencia" foi logo retirado, tamb&eacute;m foi muito boa.</font></P>     <p><font size="3"><i>Voc&ecirc; foi informada corretamente sobre o tratamento?</i></font></P>     <p><font size="3">Sim. Desde o in&iacute;cio o oncologista deixou claro que o tratamento curativo seria a cirurgia. A quimioterapia atuaria apenas como um recurso preventivo, para acabar de vez com alguma c&eacute;lula cancer&iacute;gena que porventura tivesse sobrado. Isso me deu uma seguran&ccedil;a enorme.</font></P>     <p><font size="3"><i>A mastectomia e os efeitos da quimioterapia podem afetar a autoestima e a sexualidade da mulher. Como voc&ecirc; encarou essa situa&ccedil;&atilde;o?</i></font></P>     <p><font size="3">&Agrave;s vezes, n&atilde;o me reconhecia no espelho. Fiquei inchada por causa dos medicamentos e perdi o cabelo, sobrancelhas e c&iacute;lios. N&atilde;o me sentia feia, mas me via meio esquisita. Ent&atilde;o, a mastectomia e a quimioterapia afetam sim. Mas uma coisa &eacute; certa: entre ter a mama e os cabelos e ter a minha vida de volta, n&atilde;o tive d&uacute;vida. Escolhi viver. </font></P>     <p><font size="3"><i>Como sua filha, de apenas 10 anos de idade, enfrentou essa situa&ccedil;&atilde;o? </i></font></P>     <p><font size="3">Contei para minha filha L&iacute;via, que eu tinha c&acirc;ncer de mama e que o tratamento seria tomar um rem&eacute;dio que faria meu cabelo cair. Ela achou engra&ccedil;ada a ideia da m&atilde;e careca. Abordamos o assunto de forma positiva e como as crian&ccedil;as n&atilde;o t&ecirc;m preconceito em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; doen&ccedil;a isso ajudou. Na &eacute;poca em que meus cabelos come&ccedil;aram a cair, eu estava internada. Para diminuir o impacto, pedi que ela mesma raspasse o meu cabelo no hospital. Para L&iacute;via, isso foi muito divertido.</font></P>     <p><font size="3">Na &eacute;poca da quimioterapia, eu passava muito mal. O cheiro de tudo me incomodava e n&atilde;o tinha a mesma disposi&ccedil;&atilde;o.  Eu n&atilde;o conseguia fazer tudo como antes, como passear, brincar, cuidar e dar aten&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m dos altos e baixos do humor. Sei que, nesses momentos, a minha filha sentiu a minha aus&ecirc;ncia. E eu tive muito medo de faltar para ela.</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><i>Voc&ecirc; recorreu a algum outro artif&iacute;cio para se manter firme durante o tratamento?</i></font></P>     <p><font size="3">O tratamento n&atilde;o &eacute; s&oacute; a quimioterapia, radioterapia e a cirurgia. &Eacute; extremamente importante o tratamento do corpo e do lado espiritual e mental. E, nesse caso, n&atilde;o dependemos somente dos m&eacute;dicos e pesquisadores. Est&aacute; em nossas m&atilde;os tamb&eacute;m. Depende de acreditar, de ter f&eacute;. F&eacute; em Deus, em outras energias, nos profissionais, nos rem&eacute;dios &#150; no exato momento em que ele est&aacute; entrando em nossas veias... &Eacute; o acreditar com todas as for&ccedil;as e formas para encarar o medo e um tratamento longo e agressivo. &Agrave;s vezes, precisamos de mais uma ajudinha extra tamb&eacute;m. Durante um tempo, logo no in&iacute;cio, fiz tratamento com antidepressivo. Relutei um pouco. Mas foi necess&aacute;rio e importante. Eu tamb&eacute;m tinha &agrave; minha disposi&ccedil;&atilde;o, na cl&iacute;nica de oncologia em que me tratava, outros profissionais, al&eacute;m do oncologista, que cuidam do paciente oncol&oacute;gico de forma integral, entre eles, psic&oacute;logos, nutricionistas e enfermeiros.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n1/a17img02.jpg"></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i>Qual a import&acirc;ncia da fam&iacute;lia durante o tratamento?</i></font></P>     <p><font size="3">Nossos companheiros s&atilde;o os que mais sofrem com tudo isso. Eu podia externar meus medos, minhas fraquezas, porque as pessoas entenderiam. Mas o meu marido n&atilde;o. Ubirajara se manteve forte, segurando a barra o tempo todo, inclusive, com a nossa filha. &Eacute; sem d&uacute;vida uma carga enorme e, por isso, o m&eacute;rito dessa vit&oacute;ria &eacute; dele tamb&eacute;m.</font></P>     <p><font size="3"><i>Voc&ecirc; est&aacute; curada?</i></font></P>     <p><font size="3">O oncologista disse que sim, mas ainda tenho que fazer exames a cada tr&ecirc;s meses. Cada exame d&aacute; um medo enorme, porque uma simples manchinha, que em outras pessoas seria algo n&atilde;o muito preocupante, no meu caso &eacute; motivo para se vasculhar mais. E isso gera estresse. Por&eacute;m, quando recebo o laudo negativo, &eacute; uma alegria.</font></P>     <p><font size="3"><i>Depois de tudo o que passou, voc&ecirc; se considera vitoriosa?</i></font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">As pessoas dizem que sou uma vencedora... Mas eu acredito que todos vencemos. Meu marido, minha filha, minha m&atilde;e que sofreu calada com o meu drama. Os parab&eacute;ns n&atilde;o s&atilde;o para mim, mas para as outras pessoas. Meus m&eacute;dicos (Dra. Juliana Joukhadar, Dr. Leandro Ramos, Dr. Marcelo Versiani), explicando&#45;me e orientando&#45;me, as pessoas que est&atilde;o ao meu lado, segurando a bola. Passar por todo esse caminho sem o apoio da fam&iacute;lia, amigos e m&eacute;dicos seria muito mais dif&iacute;cil. Ent&atilde;o, esses s&atilde;o tamb&eacute;m vencedores. Ao final das contas, pondo tudo na balan&ccedil;a, sa&iacute; ganhando. Porque o c&acirc;ncer foi embora, mas o carinho que recebi dessas pessoas ficou marcado para sempre.</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p align="right"><font size="3"><i>Tereza Leite    <br>     Carlos Parolini</i></font></P>      ]]></body>
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