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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MUNDO    <br> ROB&Oacute;TICA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Eles, rob&ocirc;s cada vez mais perto de n&oacute;s</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Enio Rodrigo </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1980 a f&aacute;brica japonesa Honda iniciou suas pesquisas em uma &aacute;rea que, na &eacute;poca, parecia pertencer ao ramo da fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica: o projeto de um rob&ocirc; que andasse e se movimentasse como um ser humano. Mas foi apenas vinte anos depois, em 2000, que o primeiro modelo, com pouco mais de um metro de altura, foi apresentado ao p&uacute;blico. Quando o rob&ocirc; Asimo subiu ao palco pela primeira vez ele ainda parecia apenas um brinquedo muito grande e caro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O nome dado pela Honda ao projeto foi escolhido a dedo. Era uma homenagem a Isaac Asimov, autor de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e pai do conceito do rob&ocirc; moderno, um humanoide servil que auxilia o homem nas tarefas mais pesadas, &eacute; consciente da sua exist&ecirc;ncia como objeto e sempre protege os seres dotados de vida. Asimo era tamb&eacute;m uma sigla que significava algo como "passo avan&ccedil;ado em mobilidade inovadora" (advanced step in innovative mobility, em ingl&ecirc;s). O projeto, entretanto, era visto por muitos como estrat&eacute;gia de marketing, ou seja, uma forma da Honda demonstrar seu portf&oacute;lio tecnol&oacute;gico, mas n&atilde;o um produto economicamente vi&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2013, quando os projetos Petman e Atlas, da empresa americana Boston Dynamics, vieram a p&uacute;blico, algo aconteceu: as pessoas descobriram que a ideia por tr&aacute;s do Asimo n&atilde;o era apenas um sonho tecnol&oacute;gico. Os modelos est&atilde;o bem mais pr&oacute;ximos do cen&aacute;rio que estamos acostumados a ver em filmes de fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. O rob&ocirc; Atlas, por exemplo, tem um avan&ccedil;ado sistema de vis&atilde;o, habilidade motora fina nas m&atilde;os e pode caminhar em terrenos acidentados. Ele est&aacute; sendo desenvolvido sob a supervis&atilde;o do Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Darpa). No in&iacute;cio de 2014, a gigante Google comprou a Boston Dynamics em um neg&oacute;cio que inclui seus contratos com o ex&eacute;rcito americano. O que vir&aacute; a seguir, possivelmente, ser&atilde;o rob&ocirc;s cada vez mais humanizados e mais inteligentes tamb&eacute;m.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Os chamados <i>legged robots</i>, ou rob&ocirc;s com pernas, j&aacute; s&atilde;o uma realidade e uma tend&ecirc;ncia de mercado, seja para ambientes dom&eacute;sticos, auxiliando no trabalho pesado e como acompanhantes de pessoas idosas - um problema real em pa&iacute;ses com alta taxa de envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o, como o Jap&atilde;o e Europa - seja no &acirc;mbito militar, onde projetos como o Wild Cat e Big Dog prop&otilde;em <i>legged robots</i> que auxiliem no carregamento de cargas em ambientes hostis e terrenos acidentados", diz Samuel Bueno, pesquisador do Centro de Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o (CTI) Roberto Archer, em Campinas, um dos polos de excel&ecirc;ncia em pesquisa em rob&oacute;tica, mantidos pelo Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o (MCTI). Os <i>legged robots</i>, entretanto, s&atilde;o apenas uma das diversas formas em que sistemas automatizados estar&atilde;o presentes na vida cotidiana. V&aacute;rios tipos de rob&ocirc;s j&aacute; fazem parte do dia a dia de diversos p&uacute;blicos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ROB&Ocirc;S DO DIA A DIA</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Quatro grandes &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o desses sistemas automatizados est&atilde;o em evid&ecirc;ncia atualmente. No ambiente dom&eacute;stico - especialmente nos Estados Unidos, Jap&atilde;o e Europa - j&aacute; existem v&aacute;rios tipos de rob&ocirc;s no mercado. Eles executam tarefas como cortar grama, limpar piscinas e janelas e tamb&eacute;m est&atilde;o presentes nas casas na forma de brinquedos complexos" elenca Bueno.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n2/a09img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na medicina, os equipamentos que auxiliam interven&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas e a tele presen&ccedil;a tamb&eacute;m s&atilde;o realidade para muitos profissionais de sa&uacute;de. "Al&eacute;m disso, j&aacute; h&aacute; projetos de rob&ocirc;s que interagem com o p&uacute;blico, como recepcionistas rob&oacute;ticos, e rob&ocirc;s que auxiliam em diversos afazeres dos hospitais como limpeza e entrega de medicamentos", complementa o pesquisador. Em ambientes externos, o aux&iacute;lio de sistemas automatizados em empresas e mesmo na agricultura tamb&eacute;m &eacute; cada vez mais presente. "A ind&uacute;stria automotiva foi pioneira na &aacute;rea. Desde a d&eacute;cada de 1980 ela investe na automa&ccedil;&atilde;o das linhas de produ&ccedil;&atilde;o. Na agricultura os rob&ocirc;s, chamados popularmente de drones, tamb&eacute;m ganham espa&ccedil;o, assim como na &aacute;rea ambiental", completa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AUTONOMIA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os drones - avi&otilde;es n&atilde;o tripulados, sistemas aqu&aacute;ticos e subaqu&aacute;ticos e ve&iacute;culos terrestres - fazem parte da categoria que mais recebeu investimento nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas na &aacute;rea de rob&oacute;tica. Apesar das considera&ccedil;&otilde;es morais que seu uso militar implica (as discuss&otilde;es chegaram at&eacute; mesmo ao cinema, como pode ser visto no filme <i>Robocop</i>, em <i>remake </i>dirigido pelo cineasta brasileiro Jos&eacute; Padilha), o investimento gerou frutos tamb&eacute;m na &aacute;rea civil. Em fevereiro deste ano, por exemplo, a empresa brit&acirc;nica Rolls-Royce, mais conhecida pelos carros luxuosos e turbinas de avi&atilde;o, divulgou um projeto para criar uma frota de navios automatizados. A Uni&atilde;o Europeia tem investido na ideia para diminuir os custos de transporte mar&iacute;timo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"No Brasil optou-se por investir em pesquisas com ve&iacute;culos a&eacute;reos n&atilde;o tripulados (VANTs), especialmente para monitoramento de fronteiras. J&aacute; existem v&aacute;rios dispositivos rob&oacute;ticos auxiliando no mapeamento e geoprocessamento de dados na agroind&uacute;stria e no levantamento ambiental de &aacute;reas remotas", explica Bueno. "Outra tend&ecirc;ncia &eacute; que esses dispositivos rob&oacute;ticos se comuniquem entre si. Esses sistemas rob&oacute;ticos homog&ecirc;neos, como os chamamos, compartilham informa&ccedil;&otilde;es e complementam suas fun&ccedil;&otilde;es. Um VANT pode enviar informa&ccedil;&otilde;es para um Ve&iacute;culo Rob&oacute;tico Terrestre de Exterior (VERO) e dar coordenadas ou dados do terreno em que ele est&aacute; se movimentando", diz o especialista, que faz parte de uma equipe que estuda esse tipo de dispositivo rob&oacute;tico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda segundo Bueno, os VEROs tamb&eacute;m podem ser usados no ambiente urbano, auxiliando a condu&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos. "A autonomia de dispositivo rob&oacute;tico se baseia em dois pilares principais: autoavalia&ccedil;&atilde;o - checar sua integridade - e saber como est&aacute; o ambiente ao seu redor. Isso facilita que um rob&ocirc; tome decis&otilde;es simples, liberando o operador para escolhas mais estrat&eacute;gicas. A vis&atilde;o rob&oacute;tica auxilia na segunda parte dessa tarefa, a mais complexa, melhorando sua no&ccedil;&atilde;o do ambiente que o cerca", diz.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AUT&Ocirc;MATOS E CIBORGUES</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A autonomia desses sistemas &eacute; o pr&oacute;ximo passo na &aacute;rea de rob&oacute;tica. Com a compra da Boston Dynamics pelo Google a grande aposta &eacute; que a intelig&ecirc;ncia artificial embarcada nesses dispositivos rob&oacute;ticos tenha grande impulso. Essa tend&ecirc;ncia &eacute; refor&ccedil;ada pelo fato do Google tamb&eacute;m ter adquirido o DeepMind, um programa de intelig&ecirc;ncia artificial usado originalmente em videogames e cujo diferencial &eacute; aprender com as jogadas do oponente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra vertente da rob&oacute;tica &eacute; a integra&ccedil;&atilde;o entre m&aacute;quina e c&eacute;rebro. "H&aacute; diversas pesquisas envolvendo rob&oacute;tica na &aacute;rea de neuroci&ecirc;ncia. As mais conhecidas s&atilde;o aquelas relacionadas ao controle de pr&oacute;teses mec&acirc;nicas", aponta Bueno. "Um ponto muito importante tamb&eacute;m &eacute; a interface humano-rob&ocirc;. Como as pessoas lidar&atilde;o com o fato de terem que se relacionar com dispositivos rob&oacute;ticos que andam, falam e interpretam o que voc&ecirc; diz? E como esses rob&ocirc;s interpretar&atilde;o as emo&ccedil;&otilde;es, as mensagens e respostas das pessoas", questiona o especialista do CTI.</font></p>      ]]></body>

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