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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> FUTEBOL/ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O uso do futebol social como ferramenta internacional</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Fernando Segura Mill&aacute;n Trejo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; h&aacute; alguns anos, observa-se em diferentes apari&ccedil;&otilde;es, not&iacute;cias de peri&oacute;dicos, f&oacute;runs, encontros ou fases preparat&oacute;rias de mundiais de futebol, como Alemanha 2006, &Aacute;frica do Sul 2010 ou o que ser&aacute; Brasil 2014, festivais de futebol social. Trata-se de um futebol praticado por jovens de ambos os sexos, e tamb&eacute;m por adultos, em situa&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade social. Al&eacute;m disso, s&atilde;o iniciativas levadas adiante por organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais (ONGs). Reunidas em diferentes redes ou isoladas em sua geografia, estamos falando de outro tipo de futebol: uma pr&aacute;tica a servi&ccedil;o de diferentes problem&aacute;ticas e usos sociais. Consiste, ent&atilde;o, em uma tend&ecirc;ncia internacional que cresce e continuar&aacute; crescendo, de acordo com v&aacute;rios sinais que puderam ser identificados. Isso n&atilde;o apenas tem rela&ccedil;&atilde;o com o pr&oacute;prio desenvolvimento de ONGs, mas tamb&eacute;m atrai, por diferentes raz&otilde;es, patroc&iacute;nios, tanto p&uacute;blicos como privados (funda&ccedil;&otilde;es corporativas, clubes de futebol em alguns casos e empresas de diversos ramos, n&atilde;o apenas esportivos). Revisemos aqui, brevemente, algumas caracter&iacute;sticas comuns ou diferen&ccedil;as em redes internacionais distintas que usam o futebol como ferramenta de desenvolvimento social.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ORIGENS DIVERSAS</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil buscar as origens geogr&aacute;ficas ou algum momento hist&oacute;rico que determine cronologicamente ou nos indique o surgimento dessa tend&ecirc;ncia internacional. &Eacute; prefer&iacute;vel, talvez, observ&aacute;-la como um movimento que tem encontrado conex&otilde;es por diferentes redes, por um lado, e, por outro, que a for&ccedil;a de muitas ONGs tem impulsionado outras organiza&ccedil;&otilde;es por caminhos parecidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Podemos, assim, encontrar antecedentes. Na Argentina, entre o final dos anos 1990 e o in&iacute;cio da d&eacute;cada de 2000, surgiu uma iniciativa em Moreno, na Grande Buenos Aires, chamada "Defensores del Chaco" (1; 2), uma ONG formada para oferecer espa&ccedil;os recreativos a jovens em situa&ccedil;&atilde;o de desemprego e falta de oportunidades, e que posteriormente agregou-se a v&aacute;rias outras organiza&ccedil;&otilde;es locais. Em paralelo, na Col&ocirc;mbia surgiu, nesse per&iacute;odo, o projeto "F&uacute;tbol por la Paz" (3), combinando o uso do futebol entre jovens de ambos os sexos a fim de promover la&ccedil;os humanos em um contexto de grande viol&ecirc;ncia (4). A partir disso come&ccedil;ou a ser gestado o que logo culminaria na rede global de Streetfootballworld, fundada oficialmente em 2002, agrupando ONGs de todos os continentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde o fim da d&eacute;cada 1980, em grande medida produto das crises dos sub&uacute;rbios urbanos, diversos planos de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para os esportes surgiram na Fran&ccedil;a para buscar sanar o descontentamento de jovens em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade (5). Projetos-piloto, pr&aacute;ticas esportivas vinculadas a escolas p&uacute;blicas, espa&ccedil;os recreativos com animadores pagos com dinheiro p&uacute;blico, apoio a associa&ccedil;&otilde;es civis e acordos com clubes esportivos foram desenvolvidos em v&aacute;rios setores do pa&iacute;s (6). Esse tipo de pol&iacute;tica tem sido inclusive motivo de an&aacute;lise e questionamentos para pesquisadores de ci&ecirc;ncias sociais (7).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Anteriormente a tudo o que foi mencionado, fundou-se, inclusive, em 1980, a World Amputtee Football Federation na cidade de Seattle, uma iniciativa independente e talvez precursora na tend&ecirc;ncia de usar o futebol para vetores de integra&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, com o objetivo de reunir delega&ccedil;&otilde;es internacionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, em diferentes contextos, emergiram iniciativas locais, a maioria de associa&ccedil;&otilde;es civis, algumas promovidas por governos locais, embora sempre canalizadas por ONGs. No in&iacute;cio dos anos 2000, ocorreram articula&ccedil;&otilde;es com v&aacute;rias redes internacionais, as quais foram se interconectando com m&uacute;ltiplas ONGs, muitas delas j&aacute; pr&eacute;-existentes, outras surgidas exatamente com o incentivo de participar de alguns desses espa&ccedil;os oferecidos, com distintas temporadas, encontros, festivais e, inclusive, torneios. Entre 2001 e 2003, nasceu um campeonato mundial para pessoas sem-teto, chamado Homeless World Cup (8), cuja primeira edi&ccedil;&atilde;o ocorreu na cidade austr&iacute;aca de Graz, em 2003, impulsionada por dois editores de peri&oacute;dicos de rua, um da Esc&oacute;cia e outro da &Aacute;ustria, que conseguiram unir 18 delega&ccedil;&otilde;es nacionais (9), todas vinculadas, a princ&iacute;pio, &agrave; International Network of Street Papers. Esse mundial tem crescido vertiginosamente em suas sucessivas edi&ccedil;&otilde;es, ano a ano (10), agregando, a cada vez, mais delega&ccedil;&otilde;es em cen&aacute;rios como Melbourne, Mil&atilde;o, Rio de Janeiro, Paris e Cidade do M&eacute;xico (11), recebendo nos &uacute;ltimos eventos mais de 50 pa&iacute;ses. Trata-se de um mundial que, com prop&oacute;sitos sociais de oferecer um espa&ccedil;o esportivo a pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de rua, tem encontrado contradi&ccedil;&otilde;es devido ao aumento da compet&ecirc;ncia de algumas sele&ccedil;&otilde;es nacionais (12).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Algumas iniciativas locais, de diversos horizontes, t&ecirc;m afian&ccedil;ado participa&ccedil;&otilde;es pontuais ou sustentadas nessas redes. Projetos desenvolvidos em diferentes contextos, como cen&aacute;rios de p&oacute;s-guerra em Ruanda, o "Star Project" na Lib&eacute;ria (13), campos de refugiados em Serra Leoa, Qu&ecirc;nia e Uganda, incluindo enfoques de g&ecirc;nero (14), buscam no futebol uma ferramenta com efeitos terap&ecirc;uticos de reconcilia&ccedil;&atilde;o e autoestima para as popula&ccedil;&otilde;es afetadas. Algumas encontram apoio de institui&ccedil;&otilde;es interessadas em desenvolver esse conceito de uma pr&aacute;tica a servi&ccedil;o de fins sociais e humanit&aacute;rios. Por exemplo, a rede de Streetfootballworld, que no ano de 2013 tem conectado mais de 80 projetos em 64 pa&iacute;ses, e, a partir da realiza&ccedil;&atilde;o de um festival paralelo ao mundial da Fifa da Alemanha 2006 (3), chegou a uma alian&ccedil;a estrat&eacute;gica com a Fifa que resultou em transfer&ecirc;ncias econ&ocirc;micas diretas e na realiza&ccedil;&atilde;o conjunta dos festivais do programa "Football for Hope" (15). Essa tend&ecirc;ncia de promover a&ccedil;&otilde;es humanit&aacute;rias vem acontecendo desde os anos 2000 como uma das &aacute;reas estrat&eacute;gicas da Fifa (16). Assim, o futebol entrou em uma fase de complexidade em sua evolu&ccedil;&atilde;o, na qual se mesclam tend&ecirc;ncias de uma ind&uacute;stria multimilion&aacute;ria com o apoio &agrave;s causas das ONGs (17).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Uni&atilde;o Europeia de Futebol Associa&ccedil;&otilde;es (UEFA) tem providenciado tamb&eacute;m diversos aux&iacute;lios a fins sociais e humanit&aacute;rios, entre eles um apoio constante, ainda que <i>ad-hoc</i> (18), &agrave; Homeless World Cup (10), assim como a programas oficiais de escolas de futebol em cen&aacute;rios de p&oacute;s-conflito, como na B&oacute;snia (19) e, mais recentemente, em Kosovo. Nesse sentido, as pr&oacute;prias institui&ccedil;&otilde;es diretoras do futebol t&ecirc;m criado programas de responsabilidade social, enquanto institui&ccedil;&otilde;es como a Unesco, Unicef e a Cruz Vermelha procuram dar assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica, visibilidade e ajuda para conseguir patroc&iacute;nios &agrave;s pr&oacute;prias ONGs (17), que inclusive os t&ecirc;m estendido a campanhas de preven&ccedil;&atilde;o do HIV.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Claro que h&aacute; muito mais redes e muito mais iniciativas do que as aqui apresentadas, por&eacute;m com esse panorama, descrito brevemente, pode-se colocar uma pergunta: qual &eacute; o conte&uacute;do desse tipo de futebol social? Vejamos, de modo geral, algumas caracter&iacute;sticas comuns e diferen&ccedil;as espec&iacute;ficas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>FORMAS DE FUTEBOL SOCIAL </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Est&aacute; claro que n&atilde;o &eacute; o mesmo acompanhar, mediante o uso do futebol, jovens deslocados, ex-crian&ccedil;as-soldados, mulheres que sofreram vexa&ccedil;&otilde;es, pessoas que v&ecirc;m enfrentando o flagelo da rua durante anos, jovens que correm o risco de cair no consumo de drogas, jovens de escolas p&uacute;blicas, entre outras categorias contempladas pelos programas. Cada contexto varia, os n&iacute;veis e desafios s&atilde;o diferentes. Por&eacute;m, diante desse matiz evidente, dois grandes eixos podem ordenar os conte&uacute;dos das m&uacute;ltiplas iniciativas encontradas em festivais ou torneios internacionais desse outro futebol.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa pr&aacute;tica de futebol pode ser usada como uma ferramenta motivacional, ou educativa, ainda que cada uso espec&iacute;fico possa ter in&uacute;meras variantes que se combinam entre si. E se toda iniciativa cont&eacute;m elementos de ambas as dimens&otilde;es, j&aacute; que se encontram imbricadas, h&aacute; algumas que se distinguem de outras por sua &ecirc;nfase nos aspectos educativos, tornando o futebol um mero instrumento, quase sem transcend&ecirc;ncia nos resultados "esportivos" (ou seja, ganhar um torneio mediante compet&ecirc;ncia). Ao passo que outras, mesmo dentro de um marco social para pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade, centram a aten&ccedil;&atilde;o em torno da pr&aacute;tica do futebol, classificando e selecionando equipes em escalas segundo seus desempenhos nos encontros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um exemplo do uso motivacional por meio do futebol se d&aacute; claramente em casos como o mundial Homeless, um cen&aacute;rio de futebol jogado com 4 jogadores em campo (com v&aacute;rias trocas em 2 tempos de 7 minutos). Os efeitos dessa compet&ecirc;ncia apontam para a motiva&ccedil;&atilde;o de pessoas desmotivadas (9), criando objetivos ligados &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o do mundial (8) e sentido de pertencimento tanto para os jogadores como para a equipe que os acompanham (20). Esse torneio se organiza pela participa&ccedil;&atilde;o de delega&ccedil;&otilde;es nacionais, que, logo na primeira fase, ajustam-se em grupos. Algumas equipes podem aspirar ganhar o torneio m&aacute;ximo, enquanto outras jogam por trof&eacute;us menores no ranking do mundial. Assim, apesar de permitir hist&oacute;rias comoventes, a divis&atilde;o entre aqueles que aspiram ganhar o campeonato e as sele&ccedil;&otilde;es fracas, que apenas buscam participar de um encontro internacional, tem sido realmente not&aacute;vel (9; 11; 12; 20). Nesse sentido, pouco tem a ver e h&aacute; pouca comunica&ccedil;&atilde;o entre as delega&ccedil;&otilde;es de "elite" e as de "n&atilde;o elite" nesse mundial (9). Consequentemente, a dimens&atilde;o exacerbada da compet&ecirc;ncia e o desejo de ganhar campeonatos podem produzir rupturas nos projetos ou erodir o eixo integrador que se procura pelo uso do futebol (13).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outros projetos, que implicam em diversos apoios, como o "Football for Peace" (F4P) na Cisjord&acirc;nia, apontam, mais que para o futebol em si, para a promo&ccedil;&atilde;o de valores morais, como a toler&acirc;ncia, o respeito e a amizade. S&atilde;o iniciativas que buscam a reconcilia&ccedil;&atilde;o presente e, principalmente, futura de grupos que por anos t&ecirc;m vivido em contextos de viol&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em uma dire&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m orientada para o vetor educativo, a rede de Streetfootballworld tem estimulado, em seus diversos projetos associados ao plano local, uma metodologia chamada futebol tr&ecirc;s tempos (Futebol 3), que consiste, em uma primeira etapa, em que os participantes se misturem e definam as regras que ser&atilde;o seguidas, junto a uma figura de mediador para orientar a din&acirc;mica, como: o gol feminino vale dois pontos, os saques se fazem com a m&atilde;o ou com o p&eacute;, e outros detalhes que marcar&atilde;o o jogo; a segunda etapa &eacute; o desenvolvimento de um encontro; e a terceira implica em uma revis&atilde;o da aplica&ccedil;&atilde;o das regras definidas e o comportamento geral (21). Um dos aspectos mais interessantes dessa metodologia &eacute; que, durante os festivais, as equipes se unem em um futebol de g&ecirc;nero e delega&ccedil;&otilde;es mistas, uma diferen&ccedil;a not&aacute;vel em rela&ccedil;&atilde;o ao Homeless, j&aacute; que a mistura evita o isolamento por delega&ccedil;&otilde;es nacionais concentradas em ganhar o torneio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">V&aacute;rias dessas iniciativas recorrem a institui&ccedil;&otilde;es diretoras do futebol internacional para receber apoio. O contexto de prepara&ccedil;&atilde;o do Mundial da Fifa 2014 tem beneficiado algumas dessas organiza&ccedil;&otilde;es locais no Brasil, outorgando-lhes um pouco mais de visibilidade e acesso a maiores recursos em alguns casos, como os fundos do programa "Football for Hope", da Fifa, incentivos do governo e alguns outros patroc&iacute;nios privados. Entre essas organiza&ccedil;&otilde;es, distribu&iacute;das pela vasta geografia do Brasil, h&aacute;: na regi&atilde;o do Rio de Janeiro, o Instituto Bola pra Frente, o Centro de Integra&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Sustent&aacute;vel, o Karamba e o Pr&oacute;-Mundo; no estado da Bahia, toda a rede vinculada ao Fazer Acontecer; a Associa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; de Mo&ccedil;os do Rio Grande do Sul; no estado de S&atilde;o Paulo, a Associa&ccedil;&atilde;o Pr&oacute;-Esporte e Cultura; a Cufa no Cear&aacute;; o Instituto de Desenvolvimento, Educa&ccedil;&atilde;o e Cultura da Amaz&ocirc;nia; o Instituto de A&ccedil;&otilde;es, Projetos e Pesquisas Sociais de Bras&iacute;lia; o Instituto Forma&ccedil;&atilde;o, no Maranh&atilde;o; entre muitos outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seja qual for o cen&aacute;rio, essas organiza&ccedil;&otilde;es diferem em n&iacute;veis de solidez institucional quanto &agrave; sua sustentabilidade. Algumas possuem muitos anos de experi&ecirc;ncia e de <i>savoir-faire</i> e inclusive est&atilde;o respaldadas por outras de maior envergadura; e outras s&atilde;o mais jovens e dependem da inje&ccedil;&atilde;o de recursos para funcionar e, em grande medida, existir. V&aacute;rios s&atilde;o os desafios nesse sentido, n&atilde;o apenas das pr&oacute;prias organiza&ccedil;&otilde;es, como tamb&eacute;m da pr&oacute;pria compreens&atilde;o do futebol como nova ferramenta de trabalho social.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DESAFIOS DO FUTEBOL SOCIAL E DE SEU ESTUDO </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda que o uso desse tipo de futebol conte com v&aacute;rios anos de exist&ecirc;ncia e execu&ccedil;&atilde;o em organiza&ccedil;&otilde;es, projetos ou institui&ccedil;&otilde;es, estamos longe de entender de forma cabal a multiplicidade de efeitos que dele decorrem. As pr&oacute;prias organiza&ccedil;&otilde;es necessitam demonstrar impactos positivos nas pessoas que acompanham por meio do futebol, algo razo&aacute;vel e natural. No entanto, a investiga&ccedil;&atilde;o nesse &acirc;mbito n&atilde;o deve concentrar-se somente nos efeitos desejados, mas deve tamb&eacute;m considerar os n&atilde;o desejados. Isso &eacute; importante para compreender melhor o fato de que o futebol produz muito mais efeitos do que busca, inclusive alguns que podem ser negativos em algumas pessoas e, consequentemente, devem ser contemplados na constru&ccedil;&atilde;o e no desenvolvimento dos projetos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A agenda de pesquisa est&aacute; atenta, e continuar&aacute; assim, &agrave;s tens&otilde;es que se configuram no desenvolvimento das a&ccedil;&otilde;es sociais. Isso, no que se refere ao uso social do futebol, implica em v&aacute;rios &acirc;ngulos. Para as ONGs que perseguem objetivos sociais, o futebol tem sido um importante motor para desenvolver a&ccedil;&otilde;es e tamb&eacute;m as pr&oacute;prias organiza&ccedil;&otilde;es. O problema surge quando a dimens&atilde;o competitiva (26) e tamb&eacute;m a ansiedade midi&aacute;tica de conseguir visibilidade como uma urg&ecirc;ncia, come&ccedil;am a diluir os objetivos de base e a ess&ecirc;ncia proclamada. Quando passa a importar mais atrair patrocinadores do que o pr&oacute;prio acompanhamento social, e, ainda pior, quando parece n&atilde;o haver outros canais para existir para al&eacute;m dos patrocinadores e meios de comunica&ccedil;&atilde;o, pode-se produzir um deslocamento de objetivos (27). Quando isso acontece, o campeonato ou a pr&oacute;pria ONG se convertem em um fim e n&atilde;o em um meio para buscar as metas estabelecidas. Essa problem&aacute;tica constitui um desafio maior tanto para os pr&oacute;prios projetos como para a pesquisa, um aspecto que n&atilde;o deve ser subestimado nem escondido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Da mesma forma, outros desafios se apresentam - a quest&atilde;o de g&ecirc;nero est&aacute; entre eles como um dos campos a se explorar nos pr&oacute;ximos anos. Como se utiliza o futebol nesse tipo de projeto para a inclus&atilde;o de g&ecirc;nero? Que efeitos se d&atilde;o com o futebol misto? S&atilde;o essas algumas das perguntas que se colocam nesse mundo das ONGs e do futebol. A pesquisa pode e deve acompanhar esse desenvolvimento, destacando os efeitos positivos, mas tamb&eacute;m seus limites, desafios, contradi&ccedil;&otilde;es, discursos e interesses paralelos, invis&iacute;veis e encobertos. Uma reflex&atilde;o final para este artigo consiste em sublinhar que, talvez, importem menos os resultados esportivos, pelos gols marcados, do que as aprendizagens, viv&ecirc;ncias e percep&ccedil;&otilde;es dos participantes, n&atilde;o apenas daqueles que se apresentam como exemplares, mas tamb&eacute;m daqueles que mostram desacordos no funcionamento dos projetos. Em definitivo, est&atilde;o nos dizendo algo acerca dos impactos gerados. O futebol social &eacute; uma realidade em expans&atilde;o, por&eacute;m seus desafios n&atilde;o s&atilde;o um tema menor em seu desenvolvimento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1.  Chaco &eacute; uma das regi&otilde;es mais pobres de Buenos Aires, localizada a  nordeste da &aacute;rea central (N.T.). Por&eacute;m, a iniciativa surgiu na zona oeste  da Grande Buenos Aires.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.  Thorton, L.; Prest Talbot, J.; &amp; Flores, M. <i>O direito de brincar: guia pr&aacute;tico para criar oportunidades l&uacute;dicas e efetivar o direito  de brincar</i>. S&atilde;o  Paulo, Diadema Hannay Empreendimento Social, 2013. p.81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080480&pid=S0009-6725201400020001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3.  Domenich, M. "Entrevista por Guilherme Yoshida", <i>Universidade do Futebol, on line</i>, 29 nov.  2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080482&pid=S0009-6725201400020001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4.  Domenich explica, em uma entrevista realizada pela Universidade do  Futebol online, a partir do projeto de Streetfootball Brasil, que o embri&atilde;o  do projeto "Futebol pela Paz" foi o assassinato de Andr&eacute;s Escobar,  jogador da sele&ccedil;&atilde;o colombiana que fez um gol contra na Copa  do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, e, em seu regresso &agrave; Col&ocirc;mbia,  foi morto em uma discuss&atilde;o &agrave; sa&iacute;da de uma discoteca.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Anstett, M. &amp; Sachs. <i>Sport,  jeunesses et logiques d'insertion</i>. Paris. La documentation fran&ccedil;aise, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080485&pid=S0009-6725201400020001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Charrier, D. <i>Activit&eacute;s  physiques et sportives et insertion des jeunes: enjeux  &eacute;ducatifs et pratiques institutionnelles</i>. Minist&egrave;re de la  Jeunesse et  des Sports. Paris. La documentation fran&ccedil;aise, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080487&pid=S0009-6725201400020001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7.  Chobeaux, F. "Pratiques et questionnement p&eacute;dagogiques ?" In: <i>Sport, jeunesses et logiques d'insertion. </i>Minist&egrave;re  de la Jeunesse et des Sports. Paris. La documentation  fran&ccedil;aise, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080489&pid=S0009-6725201400020001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Sherry, E. "(Re)engaging  marginalized groups through sport: T he Homeless World Cup". In: <i>International  Review for the Sociology of Sport</i>, 45 (1), 2010, pp. 59-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080491&pid=S0009-6725201400020001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Magee, J. "Disengagement,  de-motivation, vulnerable groups and sport inclusion: a case study of the  Homeless World Cup". In: <i>Soccer &amp;  Society</i>, 2 (12), 2011,  pp.159-173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080493&pid=S0009-6725201400020001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Segura, M.; Trejo, F. "La  gouvernance de la Homeless World Cup". In: Attali, M. <i>Diriger le  Sport</i>. Paris. Centre  National de Recherche Scientifique (CNRS), 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080495&pid=S0009-6725201400020001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Segura, M.; Trejo, F. "Football  experiences to combat social exclusion and a World Cup: what kind of social  capital beyond the tournament?", Documento  de trabajo de la Divisi&oacute;n de Administraci&oacute;n p&uacute;blica,  M&eacute;xico. Cide A.C., 2013b.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080497&pid=S0009-6725201400020001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Magee, J. &amp; Jeanes, R. "Football's  coming home: A critical evaluation of the Homeless World Cup as an  intervention to combat social exclusion". In: <i>International Review for the  Sociology of the Sport</i>, 48 (1), 2013, pp. 3-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080499&pid=S0009-6725201400020001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Rookwood, J. &amp; Palmer C. "Invasion  games on war-torn nations: Can football help to build peace? In: <i>Sport in  Society, </i>12: 2011,  pp.184-200.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080501&pid=S0009-6725201400020001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Achen, M. &amp; Angwech, S. "Allez  les filles envoyez-le" In: <i>La rue: y tomber, y  vivre, s'en sortir et ne pas y retomber</i>, Paris 2011 Homeless World  Cup, Paris: Coll&egrave;ge des Bernardins, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080503&pid=S0009-6725201400020001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15.  O primeiro foi realizado na &Aacute;frica do Sul em 2010 e o segundo est&aacute; previsto  para Rio de Janeiro em 2014, com alguns festivais intermedi&aacute;rios como o de Belo  Horizonte, em 2013, em paralelo &agrave; Copa das Confedera&ccedil;&otilde;es,  com menos pa&iacute;ses, por&eacute;m como uma evidente prepara&ccedil;&atilde;o para Rio 2014.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Eisemberg, C., "Fifa et politique  1945- 2000" In : <i>Le football dans nos soci&eacute;t&eacute;s.  Une culture populaire. 1914-1998</i>. Paris. Ed. Collection M&eacute;moire/ Culture, 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080506&pid=S0009-6725201400020001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Giulianotti, R, "The sport,  development and peace sector: a model of four social policy domains". In: <i>Journal of  Social Policy</i>,  v. 40/ issue 04,  2008, pp. 757-776.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080508&pid=S0009-6725201400020001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18.  Isto &eacute;, renov&aacute;vel ano ap&oacute;s ano.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Gasser, P. &amp; Levisen, A. "Breaking  Post-war Ice, Open Fun Schools, in Bosnia and Herzegovina", In: <i>Sport and  Society 7</i>, nro 3, 2004,  pp. 457-472.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080511&pid=S0009-6725201400020001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Segura, M.; Trejo, F. "A ball  can change the World. Percepciones y situaciones en  el mundial de los <i>de</i>samparados,  la Homeless World Cup:  Una  revisi&oacute;n cr&iacute;tica desde la vivencia <i>y  la mirada de los </i>jugadores". In: <i>Acta Sociol&oacute;gica, </i>Janeiro-Abril,  M&eacute;xico, Unam, 2013a.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080513&pid=S0009-6725201400020001300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21.  O autor deste texto assistiu em Salvador, Bahia, entre 5 e 8 de dezembro de  2013, ao Festival Latino-Americano de Futebol 3, desenvolvido em  conjunto pelo Streetfootball Brasil e o Instituto Fazer Acontecer.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Burnett, C. "Building social  capital through an active community club", <i>International Review for the  Sociology of Sport</i>, 41, (3-4), 2006, pp.283-294.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080516&pid=S0009-6725201400020001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23.  Ver tamb&eacute;m (8) para o caso das equipes australianas no mundial Homeless. A  Austr&aacute;lia &eacute; uma das sele&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o buscam por todos os meios  ganhar esse campeonato, procurando mais oferecer uma experi&ecirc;ncia &agrave;s  pessoas que se recuperam de acidentes sociais da vida.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Mignon, P. "Intervention sur  l'accompagnement", In: <i>La rue: y tomber, y vivre,  s'en sortir et ne pas y retomber</i>. Paris 2011 Homeless World Cup.  Paris. Coll&egrave;ge des Bernardins, 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080519&pid=S0009-6725201400020001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Gasparini, W. and  Vieille-Marchiset, G. <i>Le sport dans les quartiers: pratiques  sociales et politiques publiques, </i>Paris, PUF, 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080521&pid=S0009-6725201400020001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Attali, M. <i>Le sport  et ses valeurs</i>.  Paris. La Dispute, 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080523&pid=S0009-6725201400020001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Hodson, R.; Martin, A., Lopez,  S., &amp; Roscingno, V. "Rules don't apply: Kafka's insights on bureaucracy". In: <i>Organization</i>, published on line, 3 maio 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=080525&pid=S0009-6725201400020001300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Fernando Segura Mill&aacute;n Trejo</i></b> <i>&eacute; soci&oacute;logo, ganhador do Grand Prix de Recherche UCPF (Uni&atilde;o de Clubes Profissionais Franceses), pela melhor tese 2012 na Fran&ccedil;a sobre estudos referidos ao futebol: "A Homeless World Cup e o campeonato de luta contra a exclus&atilde;o social na Fran&ccedil;a. An&aacute;lises de trajet&oacute;rias sociais de exce&ccedil;&atilde;o", sob a orienta&ccedil;&atilde;o de Patrick Mignon. &Eacute; pesquisador filiado ao Centro de Investigaci&oacute;n y Docencias Econ&oacute;micas (Cide) no M&eacute;xico. Realiza um p&oacute;s-doutorado na FGV Rio de Janeiro financiado pelo Conselho de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (Conacyt-M&eacute;xico).</i></font></p>      ]]></body>
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