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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA["Muito mais do que um jogo": os embates entre o coi e a Fifa pelo controle do futebol olímpico]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> FUTEBOL/ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>"Muito mais do que um jogo": os embates entre o coi e a Fifa pelo controle do futebol ol&iacute;mpico</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>S&eacute;rgio Settani Giglio</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O futebol &eacute; uma das modalidades mais antigas do programa ol&iacute;mpico. Sua import&acirc;ncia no cen&aacute;rio futebol&iacute;stico sofreu mudan&ccedil;as ao longo da exist&ecirc;ncia dos Jogos Ol&iacute;mpicos da Era Moderna. Sua aus&ecirc;ncia em apenas duas edi&ccedil;&otilde;es (1896 e 1932) revela que durante muito tempo o futebol teve nos Jogos Ol&iacute;mpicos a sua grande competi&ccedil;&atilde;o entre sele&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste texto, tratarei do contexto pol&iacute;tico e algumas restri&ccedil;&otilde;es pelas quais passou essa modalidade desde a sua primeira participa&ccedil;&atilde;o como modalidade exibi&ccedil;&atilde;o em 1900 at&eacute; a &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o ol&iacute;mpica, em 1976, antes da cria&ccedil;&atilde;o da Copa do Mundo de Juniores (1977), atual Sub-20. O ano de 1976 funciona como um marco simb&oacute;lico como forma de delimitar um per&iacute;odo em que o Comit&ecirc; Ol&iacute;mpico Internacional (COI) e a Federa&ccedil;&atilde;o Internacional de Futebol (Fifa) travaram in&uacute;meras disputas em torno do futebol tendo como objetivo estabelecer quem detinha o controle do futebol. Tal fato representa a a&ccedil;&atilde;o da Fifa em enfraquecer o futebol ol&iacute;mpico para valorizar o seu principal produto, a Copa do Mundo de Futebol.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Portanto, o objetivo deste artigo &eacute; analisar como, ao longo da hist&oacute;ria ol&iacute;mpica, o futebol se tornou um ponto de conflito entre o COI e a Fifa. Tal embate se revela nos dias atuais por meio de restri&ccedil;&otilde;es impostas pela Fifa ao futebol ol&iacute;mpico como sendo uma de suas a&ccedil;&otilde;es para enfraquec&ecirc;-lo. Em outras palavras, a Fifa gostaria que o futebol n&atilde;o estivesse no programa ol&iacute;mpico. Para o COI, a presen&ccedil;a do futebol em sua competi&ccedil;&atilde;o &eacute; vista como uma excelente fonte de renda diante das m&eacute;dias de p&uacute;blico obtidas nas recentes competi&ccedil;&otilde;es. Por tr&aacute;s dessa disputa est&aacute; a busca pelo controle do futebol no mundo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O FUTEBOL E OS JOGOS OL&Iacute;MPICOS (1896-1912)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O futebol &eacute; uma das modalidades mais antigas do programa ol&iacute;mpico da Era Moderna. O COI foi criado em 1894, por iniciativa de seu idealizador Pierre de Coubertin, na Confer&ecirc;ncia Internacional na Sorbonne (1). Dois anos depois acontecia em Atenas, na Gr&eacute;cia, a primeira edi&ccedil;&atilde;o dos Jogos Ol&iacute;mpicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa ocasi&atilde;o, o futebol n&atilde;o foi inclu&iacute;do no programa dos Jogos pelo fato de que nenhum pa&iacute;s se interessou em enviar uma equipe para a disputa. Nos Jogos seguintes, Paris (1900) e Saint Louis (1904), os Jogos Ol&iacute;mpicos foram um anexo das Exposi&ccedil;&otilde;es Universais que funcionava como um espa&ccedil;o de divulga&ccedil;&atilde;o da modernidade (2). Nessas duas edi&ccedil;&otilde;es poucos pa&iacute;ses enviaram suas equipes e o futebol foi inclu&iacute;do como modalidade de exibi&ccedil;&atilde;o e por tal fato a Fifa n&atilde;o apresenta essas duas edi&ccedil;&otilde;es em seu site. A aus&ecirc;ncia dessa competi&ccedil;&atilde;o nos arquivos <i>online</i> da Fifa tamb&eacute;m pode ser lida como uma forma de n&atilde;o validar essa competi&ccedil;&atilde;o antes de sua funda&ccedil;&atilde;o, que aconteceu em 1904.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar das competi&ccedil;&otilde;es esportivas terem ficado perdidas diante do grande n&uacute;mero de eventos apresentados nas Exposi&ccedil;&otilde;es (3), essa experi&ecirc;ncia serviu como um processo embrion&aacute;rio que permitiu aos Jogos Ol&iacute;mpicos crescer e criar a sua pr&oacute;pria identidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como forma de comemorar os dez anos da primeira edi&ccedil;&atilde;o ol&iacute;mpica aconteceram, novamente, em Atenas, os Jogos Intermedi&aacute;rios. Essa competi&ccedil;&atilde;o &eacute; considerada de fundamental import&acirc;ncia para o desenvolvimento do COI e como forma de fortalecer os ideais ol&iacute;mpicos (4;5). Mesmo ap&oacute;s dois anos de sua cria&ccedil;&atilde;o, a Fifa n&atilde;o se interessou em participar do torneio ol&iacute;mpico (6).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Somente nos Jogos de Londres de 1908, o futebol foi inclu&iacute;do oficialmente no programa ol&iacute;mpico e a organiza&ccedil;&atilde;o da competi&ccedil;&atilde;o coube &agrave; Fifa. Tendo como suporte a ideia dos princ&iacute;pios ol&iacute;mpicos foi ressaltado que somente poderiam participar atletas amadores, sendo considerado amador aquele que n&atilde;o recebesse remunera&ccedil;&atilde;o ou considera&ccedil;&atilde;o de qualquer esp&eacute;cie a mais do que as despesas necess&aacute;rias para pagar hotel e viagem, ou aquele que n&atilde;o estivesse registrado como profissional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os Jogos de 1908 e 1912, o futebol ganhou espa&ccedil;o em v&aacute;rios pa&iacute;ses do mundo e com isso houve um aumento de praticantes. Dessa forma, com a popularidade do futebol, os trabalhadores passavam a representar uma amea&ccedil;a aos princ&iacute;pios ol&iacute;mpicos. Refor&ccedil;ar a condi&ccedil;&atilde;o do atleta amador como sendo aquele que poderia praticar o esporte em seu tempo livre (os aristocratas) restringia a presen&ccedil;a daqueles que tinham que trabalhar e, consequentemente, praticavam alguma modalidade em seu tempo livre. Portanto, nos Jogos de 1912 apareceu, pela primeira vez, o questionamento sobre a perman&ecirc;ncia do futebol no programa ol&iacute;mpico (7).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>FUTEBOL E POL&Iacute;TICA NOS JOGOS OL&Iacute;MPICOS (1913-1936) </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A eclos&atilde;o da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) provocou o cancelamento dos Jogos de 1916. Ap&oacute;s o fim do conflito os Jogos voltaram a acontecer em 1920 em Antu&eacute;rpia. A d&eacute;cada de 1920 ficou marcada por evidenciar uma s&eacute;rie de elementos pol&iacute;ticos presentes no esporte ol&iacute;mpico e, em especial, no futebol. Se a presen&ccedil;a de reis, pr&iacute;ncipes, bar&otilde;es eram frequentes nos eventos esportivos um outro componente, o nacionalismo, passou a se manifestar com mais clareza nesses espa&ccedil;os. A final do futebol ol&iacute;mpico entre B&eacute;lgica e Tchecoslov&aacute;quia &eacute; relatada por Dietschy (8) como sendo a exacerba&ccedil;&atilde;o do sentimento nacional ap&oacute;s uma diverg&ecirc;ncia em um lance da partida. Para o autor, esse nacionalismo funciona como um dos principais fatores de manifesta&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia, simb&oacute;lica ou real.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os Jogos Ol&iacute;mpicos de Paris (1924) representam uma grande transforma&ccedil;&atilde;o na estrutura do futebol e confirma que o futebol havia se popularizado. O torneio de futebol foi disputado em quatro est&aacute;dios diferentes (Colombes, Pershing, Berger e Paris) e, segundo o Relat&oacute;rio Oficial dos Jogos teve um p&uacute;blico acumulado de 201.324 pessoas (9). Para Vigarello (10), a presen&ccedil;a do est&aacute;dio proporcionou o acesso das massas para acompanhar de perto as competi&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AMADORES VERSUS PROFISSIONAIS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao final dos Jogos de 1924 se iniciou um debate entre o COI e a Fifa que foi crucial para os rumos do futebol dentro dos Jogos Ol&iacute;mpicos. O debate sobre a defini&ccedil;&atilde;o de amadorismo que seria definida envolvia o presidente do COI, Baillet-Latour, e o presidente da Fifa, Jules Rimet.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n2/a17img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um ano depois aconteceu o Congresso de Praga (1925) e a defini&ccedil;&atilde;o de amador foi feita em conjunto com as federa&ccedil;&otilde;es internacionais. Nesse debate, o COI se posicionou contr&aacute;rio &agrave; possibilidade dos atletas receberem compensa&ccedil;&atilde;o por perda de sal&aacute;rio quando ficassem afastados (<i>broken time</i>) de suas atividades laborais para participar de alguma competi&ccedil;&atilde;o esportiva. A Fifa, por sua vez, passou a considerar (a partir de 1º de outubro de 1925) como sendo atletas amadores somente aqueles que n&atilde;o recebiam compensa&ccedil;&atilde;o por perda de sal&aacute;rio. Em 1927, a Fifa anunciou que resolveu estabelecer alguns crit&eacute;rios para o ressarcimento referente aos sal&aacute;rios perdidos ocasionados por conta do afastamento. A Federa&ccedil;&atilde;o Internacional de Futebol queria colocar em igualdade de condi&ccedil;&otilde;es os jogadores-trabalhadores, especialmente, nos casos em que o empregador se recusasse a pagar o atleta pelo seu tempo de afastamento. E para que isso n&atilde;o acontecesse defendia que o empregador fosse reembolsado. Diante das discord&acirc;ncias ficou estabelecido que a decis&atilde;o sobre o afastamento e pagamento por sal&aacute;rio perdido seria decidido em um pr&oacute;ximo congresso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O que estava por tr&aacute;s de todo esse debate era a obten&ccedil;&atilde;o do controle do futebol no mundo. Caso o COI aceitasse as imposi&ccedil;&otilde;es da Fifa n&atilde;o teria como se posicionar diante das outras modalidades e caso a Fifa aceitasse a vis&atilde;o do COI tornar-se-ia uma entidade subordinada. Em suma, o que estava em jogo era o poder e na primeira grande diverg&ecirc;ncia por ele, as quatro federa&ccedil;&otilde;es brit&acirc;nicas se retiraram da Fifa (11).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Logo come&ccedil;aram as sondagens para eliminar o foco do problema: o futebol. Na 27ª sess&atilde;o do COI, realizada poucos dias antes do t&eacute;rmino dos Jogos de Amsterd&atilde;, o comit&ecirc; executivo fez a proposta de retornar ao programa original dos Jogos. O presidente do COI, Baillet-Latour, afirmou que se fosse estabelecida essa decis&atilde;o duas modalidades estariam exclu&iacute;das: o futebol e o t&ecirc;nis. Apesar das diverg&ecirc;ncias, o futebol p&ocirc;de participar dessa edi&ccedil;&atilde;o ol&iacute;mpica, mas o COI resolveu retirar o t&ecirc;nis do programa de 1928 quando a Federa&ccedil;&atilde;o Internacional de T&ecirc;nis de Campo (Filt) proibiu seus atletas de competirem nos Jogos (12).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todos esses embates revelam a crise pela qual passava o amadorismo que tinha, de um lado, o esporte como algo a ser realizado no tempo livre, algo destinado aos aristocratas; na outra ponta estava o trabalho e com ele os assalariados que n&atilde;o eram bem vistos dentro do movimento ol&iacute;mpico. Toda essa tens&atilde;o est&aacute; direcionada para o profissionalismo e as formas de impedir, ao menos pelo COI, que o esporte se tornasse o trabalho principal das pessoas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao final dos Jogos de 1928 ficou decidido que o futebol n&atilde;o faria parte do programa de 1932. Com a sa&iacute;da da modalidade e diante da autonomia que j&aacute; apresentava em rela&ccedil;&atilde;o ao movimento ol&iacute;mpico, em outubro de 1928 a Fifa anunciou que pretendia organizar um campeonato mundial de futebol aberto para amadores e profissionais, mas que esse fato n&atilde;o iria interferir nos Jogos Ol&iacute;mpicos (13).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em Los Angeles 1932, o futebol ficou de fora do programa, mas a discuss&atilde;o em torno das defini&ccedil;&otilde;es de amador e profissional continua</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">ram a acontecer. A Fifa retirou a defini&ccedil;&atilde;o de amador do seu estatuto e tamb&eacute;m as regras sobre o pagamento por perda de sal&aacute;rio, ficando a cargo das federa&ccedil;&otilde;es internacionais a responsabilidade por essas quest&otilde;es. Em 1934, o futebol foi aceito novamente no programa ol&iacute;mpico. A Fifa concordou que os atletas participantes seriam os que n&atilde;o receberam reembolso por tempo de afastamento. Apesar da Fifa em seu congresso ter decidido pela presen&ccedil;a do futebol nos Jogos Ol&iacute;mpicos, do lado do COI havia certa resist&ecirc;ncia por parte de Coubertin que defendia a valoriza&ccedil;&atilde;o das modalidades individuais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O retorno do futebol aos Jogos Ol&iacute;mpicos de 1936, em Berlim, ficou marcado por um conflito pol&iacute;tico entre Peru e &Aacute;ustria. Durante a realiza&ccedil;&atilde;o dessa partida aconteceu a invas&atilde;o de campo de um torcedor que chutou um jogador austr&iacute;aco. Ap&oacute;s o incidente e com a derrota, a &Aacute;ustria entrou com um recurso alegando que havia sido prejudicada. A Fifa montou uma comiss&atilde;o para julgar o caso, mas essa comiss&atilde;o foi composta apenas por membros europeus. A decis&atilde;o dessa comiss&atilde;o indicou que deveria ser realizada uma nova partida entre as sele&ccedil;&otilde;es, fato que desagradou a delega&ccedil;&atilde;o peruana que, por sua vez, acusou a Fifa de ter tomado uma decis&atilde;o ditatorial. O Peru discordou da decis&atilde;o e informou que se fosse mantida tal decis&atilde;o o pa&iacute;s retiraria todos os seus atletas dos Jogos (14). Com a retirada do Peru havia uma expectativa de que outros pa&iacute;ses da Am&eacute;rica do Sul tamb&eacute;m se retirariam em solidariedade. Tal apoio n&atilde;o aconteceu de forma completa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse epis&oacute;dio explicita a vis&atilde;o euroc&ecirc;ntrica das entidades que regiam os Jogos Ol&iacute;mpicos e o torneio de futebol. As decis&otilde;es estavam concentradas nas m&atilde;os de poucos europeus. A a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica em retirar todos os atletas e n&atilde;o somente a equipe de futebol era uma forma de discordar do modelo esportivo estabelecido. Essa coragem de enfrentar os sistemas esportivo e pol&iacute;tico, ainda mais no contexto dos Jogos de Hitler, evidenciava o quanto a Am&eacute;rica do Sul n&atilde;o estava organizada do ponto de vista pol&iacute;tico para conquistar um espa&ccedil;o no campo esportivo e, portanto, acatavam as "decis&otilde;es ditatoriais" que definiam os rumos do esporte no mundo ou nas palavras de Bourdieu (15) como estava constitu&iacute;do o campo esportivo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AP&Oacute;S A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL O NOVO PALCO DO FUTEBOL SER&Aacute; A COPA DO MUNDO E N&Atilde;O MAIS OS JOGOS OL&Iacute;MPICOS (1948-1976)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A interrup&ccedil;&atilde;o provocada pela Segunda Guerra Mundial impediu a realiza&ccedil;&atilde;o de duas edi&ccedil;&otilde;es ol&iacute;mpicas (1940-1944). Em seu retorno, em 1948, o futebol continuou no programa ol&iacute;mpico enquanto a Copa do Mundo caminha para a sua quarta edi&ccedil;&atilde;o e foi nessa nova fase que aconteceu um aumento do interesse pelo evento promovido pela Fifa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os Jogos Ol&iacute;mpicos retornaram a Londres ap&oacute;s 40 anos e o cen&aacute;rio dessa nova edi&ccedil;&atilde;o ol&iacute;mpica era bem diferente de 1908. Algumas sele&ccedil;&otilde;es n&atilde;o participaram do torneio de futebol por alegar que o futebol profissional havia ganhado espa&ccedil;o em seu pa&iacute;s e, por tal fato, n&atilde;o teriam condi&ccedil;&otilde;es de enviar uma sele&ccedil;&atilde;o competitiva para a disputa. Continuavam vigentes as regras do amadorismo que ressaltava o interesse do atleta em praticar o esporte por prazer sem que houvesse algum tipo de ganho financeiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Toda essa estrutura que colocava o amadorismo e o profissionalismo em lados opostos tamb&eacute;m passou a polarizar o mundo esportivo a partir dos pa&iacute;ses capitalistas e socialistas. Como nos pa&iacute;ses socialistas n&atilde;o havia profissionalismo, os atletas eram contratados como funcion&aacute;rios do Estado para poderem participar das competi&ccedil;&otilde;es esportivas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mesclada a essa condi&ccedil;&atilde;o algumas sele&ccedil;&otilde;es, que disputariam os Jogos de Helsinque em 1952, eram acusadas de possuir atletas profissionais em suas equipes. Diante dessa situa&ccedil;&atilde;o, o ent&atilde;o presidente da Fifa, o ingl&ecirc;s Stanley Rous, defendia a sa&iacute;da do futebol do programa ol&iacute;mpico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar desse posicionamento, o futebol passou a integrar o programa obrigat&oacute;rio dos Jogos Ol&iacute;mpicos de Melbourne em 1956. A discuss&atilde;o em torno do amadorismo e profissionalismo continuava a acontecer no COI. O presidente da entidade, o norte-americano Avery Brundage, defensor do amadorismo, procurava de todas as formas impedir que os Jogos Ol&iacute;mpicos funcionassem como um trampolim para os atletas amadores se tornarem profissionais. Em uma de suas a&ccedil;&otilde;es, Brundage queria obrigar os atletas a declararem que n&atilde;o iam se tornar profissionais no futuro. Essa medida pol&ecirc;mica foi desconsiderada pelo COI (16).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O futebol nos Jogos de 1956 ficou marcado pela desist&ecirc;ncia de algumas sele&ccedil;&otilde;es e algumas cr&iacute;ticas foram feitas, especialmente, pela imprensa estrangeira em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dura&ccedil;&atilde;o da competi&ccedil;&atilde;o dessa modalidade e da partida final ter acontecido no &uacute;ltimo dia do evento. Com base nesses argumentos a imprensa colocava-se a favor da sa&iacute;da do futebol do programa ol&iacute;mpico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para os Jogos Ol&iacute;mpicos de Roma em 1960 a Fifa tomou uma decis&atilde;o in&eacute;dita: estava proibida, al&eacute;m dos atletas profissionais, a participa&ccedil;&atilde;o dos jogadores que haviam disputado a Copa do Mundo da Su&eacute;cia de 1958. Essa determina&ccedil;&atilde;o foi apresentada como forma de salvar o torneio ol&iacute;mpico e, consequentemente, restringir o acesso dos atletas pertencentes aos pa&iacute;ses que n&atilde;o reconheciam o profissionalismo (Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica, Su&eacute;cia, Tchecoslov&aacute;quia e Hungria) e tinham um grande &ecirc;xito nessa competi&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quatro anos depois, nos Jogos de T&oacute;quio de 1964, o futebol continuava sem grande prest&iacute;gio dentro do COI. Em uma consulta interna, 83,5% dos 67 membros consultados da entidade defendiam que o futebol deveria ser retirado do programa ol&iacute;mpico. Entre os argumentos destacavam-se: ap&oacute;s a cria&ccedil;&atilde;o da Copa do Mundo o futebol ol&iacute;mpico precisava possuir um maior alcance; diante das regras estabelecidas, ap&oacute;s a Segunda Guerra, os campe&otilde;es foram invariavelmente os pa&iacute;ses que n&atilde;o adotavam o profissionalismo e, pela primeira vez, apareceu o argumento de que seria necess&aacute;rio estabelecer um limite de idade como forma de valorizar os jovens jogadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seguindo as linhas de restri&ccedil;&otilde;es nesse jogo de poder entre as duas entidades, a Fifa estabeleceu que n&atilde;o poderiam participar dos Jogos de T&oacute;quio os atletas amadores da Europa e da Am&eacute;rica do Sul que haviam disputado as eliminat&oacute;rias e/ou a Copa do Mundo de 1962 no Chile.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse cen&aacute;rio as dificuldades passavam, principalmente, por estabelecer (ou fiscalizar) quem era o atleta amador. Embora Rous, presidente da Fifa, declarasse que 99% dos jogadores eram amadores naquele momento o cen&aacute;rio de den&uacute;ncias feitas aos falsos amadores fazia com que Brundage, presidente do COI, pedisse maior fiscaliza&ccedil;&atilde;o por parte da Fifa. E, nesse jogo de poder entre as entidades, Brundage alertava que se houvesse alguma diverg&ecirc;ncia entre as regras da Fifa e do COI que deveriam ser seguidas as do COI.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns anos antes dos Jogos do M&eacute;xico de 1968, a discuss&atilde;o sobre amadores e profissionais continuava na pauta do futebol. Muitos defendiam que o futebol por ser um esporte popular deveria continuar no programa, mas que deveria existir um controle maior sobre os amadores. A Fifa apresentou uma proposta para criar uma comiss&atilde;o amadora encarregada exclusivamente de cuidar do futebol amador. Por&eacute;m, de acordo com Rous, essa nova comiss&atilde;o atuaria somente na Europa e Am&eacute;rica do Sul, pois na &Aacute;frica e na &Aacute;sia o futebol profissional praticamente n&atilde;o existia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O futebol nos Jogos de Munique de 1972 chegava sob a desconfian&ccedil;a de que algumas sele&ccedil;&otilde;es haviam infringido as regras do amadorismo nos Jogos de 1968, pois muitos atletas j&aacute; tinham recebido dinheiro para jogar futebol. Brundage entendia que o futebol tinha conquistado o seu espa&ccedil;o com a Copa do Mundo e o futebol nos Jogos Ol&iacute;mpicos ficava com a parte que sobrava desse interesse. Ainda criticava o excesso do n&uacute;mero de partidas dessa modalidade dentro dos Jogos. Para ele, a &uacute;nica forma de manter intacto os ideais amadores era manter o evento restrito aos amadores e longe da comercializa&ccedil;&atilde;o. Diante do modo como o presidente do COI tratava o futebol, Rous amea&ccedil;ava com a possibilidade de criar uma Copa do Mundo para amadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os Jogos Ol&iacute;mpicos de Montreal em 1976 colocaram na pauta do COI o problema do tamanho do evento. Killanin, presidente do COI que havia assumido ao final dos Jogos de 1972, aos poucos, implantava a sua vis&atilde;o dentro do movimento ol&iacute;mpico. Ap&oacute;s muitos anos de disputas e discord&acirc;ncias, o COI tamb&eacute;m passou a permitir, com o consentimento de alguma entidade esportiva, que o atleta pudesse ser reembolsado. Essa a&ccedil;&atilde;o indicava que o COI estava em busca de uma nova imagem deixando de lado a vis&atilde;o que havia se tornado uma entidade obsoleta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 1974, o brasileiro Jo&atilde;o Havelange assumiu a presid&ecirc;ncia da Fifa e, embora tecesse elogios aos Jogos Ol&iacute;mpicos, teve como proposta de sua gest&atilde;o valorizar o principal produto da entidade - a Copa do Mundo - em detrimento dos Jogos Ol&iacute;mpicos. Para concretizar essa a&ccedil;&atilde;o criou a Copa do Mundo de Juniores, atual Sub20, para incentivar, desde cedo, a vontade dos jovens jogadores em fazerem parte de uma Copa do Mundo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao longo de sua hist&oacute;ria os Jogos Ol&iacute;mpicos se solidificaram como um grande evento esportivo e, atualmente, &eacute; capaz de atrair a aten&ccedil;&atilde;o do mundo inteiro. Devido a esse crescimento in&uacute;meras quest&otilde;es pontuaram as reuni&otilde;es do COI e, diante da dimens&atilde;o que o evento conquistou, tornou-se um espa&ccedil;o para a disputa de poder.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O futebol inserido inicialmente como modalidade exibi&ccedil;&atilde;o nos Jogos de 1900 e 1904 logo conquistou espa&ccedil;o nos Jogos Ol&iacute;mpicos, sob o lema do amadorismo. Foi, no entanto, exatamente pelas diverg&ecirc;ncias entre as defini&ccedil;&otilde;es de amadorismo que se estabeleceu uma s&eacute;rie de debates e diverg&ecirc;ncias entre o COI e a Fifa. O resultado dessas disputas em torno das defini&ccedil;&otilde;es fez com que a Fifa criasse a sua pr&oacute;pria competi&ccedil;&atilde;o, a Copa do Mundo (11).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A modalidade, frequentemente, passou por questionamentos por parte dos pr&oacute;prios membros do COI e de alguns presidentes que n&atilde;o a consideravam como algo importante dentro dos Jogos. Aproveitando-se de todo esse quadro, em 1974, quando Jo&atilde;o Havelange assumiu a Fifa ele tinha outros planos para o futebol.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Havelange, como um excelente estrategista e conhecendo muito bem o campo esportivo (12) do qual fazia parte, montou um plano de a&ccedil;&atilde;o para fortalecer seu principal produto, a Copa do Mundo, e desvalorizar o produto do COI, o futebol ol&iacute;mpico. Para isso, investiu na cria&ccedil;&atilde;o da Copa do Mundo de Juniores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa l&oacute;gica para motivar o desejo dos jovens em participarem da Copa do Mundo e n&atilde;o dos Jogos Ol&iacute;mpicos, estabeleceu que o evento para os juniores deveria acontecer a cada dois anos e suas sedes foram, majoritariamente, em pa&iacute;ses com pouca tradi&ccedil;&atilde;o na Copa do Mundo mas com grande presen&ccedil;a no torneio ol&iacute;mpico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os atletas profissionais do futebol foram aceitos em 1984 dentro do programa ol&iacute;mpico. Oito anos depois ficou decidido que apenas os atletas Sub-23 poderiam participar do torneio ol&iacute;mpico. Ap&oacute;s mais um espa&ccedil;o de discuss&otilde;es entre o COI e a Fifa ficou estabelecido que poderiam participar at&eacute; tr&ecirc;s jogadores acima desse limite de idade. Em suma, nesse jogo pol&iacute;tico entre o COI e a Fifa e diante das in&uacute;meras restri&ccedil;&otilde;es pelas quais passou o futebol pode-se afirmar que ambas entidades estavam em busca do poder e, portanto, do controle do futebol no mundo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Lucas, J. A. "Olympic genesis: the  Sorbonne Conferences of 1892 and 1894". <i>Olympic Review</i>,  n. 85-86, novembro - dezembro de 1974, p. 607-610.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Ortiz, R. <i>Mundializa&ccedil;&atilde;o e cultura</i>.  S&atilde;o Paulo: Brasiliense, 2000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3.  Rubio, K. "Jogos Ol&iacute;mpicos da Era Moderna: uma proposta de periodiza&ccedil;&atilde;o". <i>Revista Brasileira de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte</i>,  S&atilde;o Paulo, v. 24, n. 1, p. 55-68, 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4 Kr&uuml;ger, A. "The unfinished  symphony: a history of the Olympic Games from Coubertin to Samaranch". <i>In: </i>Riordan, J.; Kr&uuml;ger, A. <i>The international  politics of sport in the twentieth century. </i>Londres:  E&amp; FN Spon; Nova  Iorque: Routledge, 1999.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Mathys, F. K. "Those controversial  games of 1906...". <i>Olympic Review</i>, n. 146, p. 694, dez/1979.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Menary, S. <i>GB United?  British Olympic Football and the end of the amateur dream</i>.  Worthing: Pitch, 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7.  Giglio, S.S. "<i>COI x Fifa</i>:  a hist&oacute;ria pol&iacute;tica do futebol nos Jogos Ol&iacute;mpicos". 2013.  518 f. T ese de doutorado em ci&ecirc;ncias defendida na Escola de  Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), S&atilde;o Paulo, 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Dietschy, P. "Violence et  supporters de football en Europe jusqu'au d&eacute;but  des ann&eacute;es 1960 : l'exemple de l'Italie". <i>In: </i>II Simp&oacute;sio Internacional Hooliganismo  e Copa de 2014, 2012, Rio de Janeiro/Campinas: CPDOC/FGV -  PPGEF/FEF/Unicamp, 2012, p. 1-20.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Les Jeux de la VIII Olympiade  Paris 1924, Rapport Officiel. Les recettes et les spectateurs du football (Stade  de Colombes, Stade Pershing, Stade Bergeyre, Stade de Paris), p.  318-319.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10.  Vigarello, G. "Est&aacute;dios: o espet&aacute;culo esportivo das arquibancadas &agrave;s telas". <i>In: </i>Corbin,  A.; Courtine, J.-J.; Vigarello, G. <i>Hist&oacute;ria  do corpo - Muta&ccedil;&otilde;es do olhar: o s&eacute;culo XX</i>.  3ª ed. Petr&oacute;polis: Vozes, 2009. p. 450.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11.  Giglio, S.S. "<i>COI x Fifa</i>:  a hist&oacute;ria pol&iacute;tica do futebol nos Jogos Ol&iacute;mpicos". 2013.  518 f. T ese de doutorado em ci&ecirc;ncias defendida na Escola de  Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), S&atilde;o Paulo, 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. 27th IOC Session, Amsterdam,  1928, p. 146-147.    <!-- ref --> Essas informa&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m est&atilde;o  presentes no <i>Bulletin Officiel du Comit&eacute;  International Olympique</i>, n. 11, outubro  de 1928.    <!-- ref --> T he meeting of friday morning 3rd August.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13.  Giglio, S. S.; Rubio, K. "As rela&ccedil;&otilde;es entre o COI e a Fifa e a forma&ccedil;&atilde;o da Copa  do Mundo de Futebol". <i>In: </i>Giglio,  S. S.; Silva, D. M. M. da. (orgs.). <i>O Brasil e as Copas do Mundo: futebol, hist&oacute;ria e  pol&iacute;tica</i>. S&atilde;o Paulo: Zagodoni, 2014.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14.  Outras not&iacute;cias sobre a XI Olympiada. Ainda o incidente verificado entre  as representa&ccedil;&otilde;es de futebol da A&uacute;stria e do Per&uacute; - Os sulamericanos deixaram  Berlim, com destino &agrave; Col&ocirc;nia - Espera-se uma resolu&ccedil;&atilde;o  favor&aacute;vel para o caso - O remador brasileiro Celestino Palma,  do C. R. Tiet&ecirc;-S&atilde;o Paulo, classifica-se em terceiro lugar nas provas  de esquife. <i>O Estado de S. Paulo</i>,  13 de agosto de 1936, p. 6; Os Jogos  Olympicos de Berlim. Os peruanos abandonam definitivamente o  certame - A japoneza Mayahata triunfa na final dos 200 metros, de  peito - O Brasil obt&eacute;m a segunda coloca&ccedil;&atilde;o numa eliminat&oacute;ria de auterrigues  a 4 - O Jap&atilde;o venceu o revezamente aqu&aacute;tico em 800 metros  - Cresce o vulto do incidente originado pelo embate A&uacute;stria VS. Per&uacute;, de futebol<i>. Folha da Manh&atilde;</i>, 12 de  agosto de 1936, p. 11.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15.  Bourdieu, P. "Como &eacute; poss&iacute;vel ser esportivo?". <i>In: </i>Bourdieu, P. <i>Quest&otilde;es de sociologia</i>.  Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16.  O amadorismo e os Jogos Ol&iacute;mpicos. <i>O  Estado de S. Paulo</i>, 4 de agosto de 1956, p. 11.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i><b>S&eacute;rgio Settani Giglio</b> &eacute; doutor em ci&ecirc;ncias pela Escola de Educa&ccedil;&atilde;o F&iacute;sica e Esporte da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), professor do curso de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica da Universidade Nove de Julho e um dos editores do site Ludop&eacute;dio (<a href="http://www.ludopedio.com.br" target="_blank">www.ludopedio.com.br</a>). </i></font></p>      ]]></body><back>
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