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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>BRASIL    <br>   AQUICULTURA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Brasil investe em pesquisas para aumentar    a produtividade do pirarucu em cativeiro</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Juliana Lima</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="/img/revistas/cic/v66n3/a06img01.jpg"><img src="/img/revistas/cic/v66n3/a06img01thumb.jpg" border="0">    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Clique para ampliar</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diz a lenda que pirarucu era um &iacute;ndio bravo e guerreiro que foi castigado pelo Deus Tup&atilde; e transformado em um peixe gigante. A fama desse grande carn&iacute;voro que vive em &aacute;guas calmas dos rios e lagos amaz&ocirc;nicos confirma a lenda. Conhecido como um peixe bravo e lutador, o pirarucu (<i>Arapaima gigas</i>) est&aacute; sendo considerado uma grande promessa para a aquicultura nacional, motivo pelo qual tem sido foco de pesquisas para aumentar a produtividade em cativeiro. Esse &eacute; o objetivo do projeto Pirarucu da Amaz&ocirc;nia, coordenado pela Embrapa e financiado pelo Sebrae e pelo Minist&eacute;rio da Pesca e Aquicultura. O pirarucu &eacute; o maior peixe de &aacute;gua doce fluvial do Brasil. Ele pode atingir tr&ecirc;s metros de comprimento e pesar at&eacute; 250 quilos. A for&ccedil;a e a colora&ccedil;&atilde;o avermelhada das suas escamas, principalmente na regi&atilde;o da cauda, que se acentua no per&iacute;odo reprodutivo, al&eacute;m da respira&ccedil;&atilde;o a&eacute;rea (que acontece pela boca), conferem &agrave; esp&eacute;cie caracter&iacute;sticas &uacute;nicas. "A respira&ccedil;&atilde;o a&eacute;rea &eacute; uma caracter&iacute;stica evolutiva que permitiu ao pirarucu sobreviver em ambientes mais hostis. Al&eacute;m disso, as escamas formam um escudo protetor contra predadores", explica a engenheira de pesca Adriana Ferreira Lima, pesquisadora da Embrapa que coordena o Projeto Pirarucu da Amaz&ocirc;nia. "&Eacute; um peixe instigante por v&aacute;rios aspectos. Um deles, que costuma chamar a aten&ccedil;&atilde;o da maior parte das pessoas, principalmente dos produtores, &eacute; o porte que este animal alcan&ccedil;a em ambiente de cativeiro. Na piscicultura de &aacute;gua doce &eacute; o &uacute;nico peixe brasileiro que atinge 10 quilos com apenas um ano de cultivo" afirma a pesquisadora.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n3/a06img02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CRESCIMENTO CONTROLADO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m do crescimento acelerado, a rusticidade e elevada qualidade da carne tamb&eacute;m s&atilde;o est&iacute;mulos ao estudo da esp&eacute;cie. O pirarucu &eacute; uma esp&eacute;cie que se reproduz de forma natural e aleat&oacute;ria. Isto significa que a fertiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; influenciada por diferentes fatores, como o clima, a temperatura da &aacute;gua e a alimenta&ccedil;&atilde;o. O projeto Pirarucu da Amaz&ocirc;nia est&aacute; sendo desenvolvido nos sete estados da regi&atilde;o Norte. O objetivo geral &eacute; desenvolver e transferir tecnologias para a cadeia produtiva do pirarucu visando aumentar a produtividade e a competitividade dessa cadeia produtiva, desde a base de reprodu&ccedil;&atilde;o at&eacute; a engorda. O projeto tem vig&ecirc;ncia at&eacute; 2015 e conta com recursos de R$4,5 milh&otilde;es, que est&atilde;o sendo gerenciados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico, CNPq. Entre as pesquisas que est&atilde;o sendo realizadas no &acirc;mbito do projeto est&aacute; an&aacute;lise do DNA dos reprodutores para identificar parasitas do pirarucu e, com isso, prevenir doen&ccedil;as potenciais nas &aacute;reas de cultivo. Tamb&eacute;m est&atilde;o sendo feitos estudos para melhorar o manejo nutricional dos peixes com objetivo de obter um melhor desempenho na engorda e no rendimento da carne do pirarucu. Este ano foi iniciada a marca&ccedil;&atilde;o eletr&ocirc;nica dos peixes, com o uso de chips, para monitoramento dos animais. A ideia &eacute; fazer o rastreamento da reprodu&ccedil;&atilde;o do pirarucu para a identifica&ccedil;&atilde;o dos plant&eacute;is (casais) que geram alevinos (filhotes) de maior qualidade e possam, consequentemente, aumentar a produ&ccedil;&atilde;o do peixe cultivado. Al&eacute;m dos benef&iacute;cios para o setor da aquicultura, vale lembrar que estudos cient&iacute;ficos voltados ao aumento do desempenho da esp&eacute;cie em cativeiro contribuem indiretamente para a manuten&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o dos estoques naturais do pirarucu, esp&eacute;cie que vem sofrendo crescente press&atilde;o pela atividade pesqueira em &aacute;guas amaz&ocirc;nicas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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