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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MUNDO    <br> SA&Uacute;DE</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sabores e dissabores da gordura</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Luciene Zanchetta</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n3/a08img01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De meados de maio at&eacute; o final de junho de 2014, a exposi&ccedil;&atilde;o <i>Fat: it is delicious </i>esteve aberta ao p&uacute;blico na Gallery Science Dublin, na Irlanda, e buscou seguir a linha de museu inovador, instalado numa universidade fundada h&aacute; 400 anos, a Trinity College Dublin. A Science Gallery aproxima o conceito de divulga&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia e sua metodologia ao cotidiano, &agrave;s experi&ecirc;ncias e aos interesses do p&uacute;blico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os visitantes tinham &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o desde medidas de &iacute;ndice de massa corporal (IMC) at&eacute; o convite a uma reflex&atilde;o bem-humorada sobre o preconceito associado &agrave; obesidade, passando tamb&eacute;m por instala&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas pouco convencionais. Entretecendo arte e ci&ecirc;ncia, a exposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas ofereceu um banquete de ideias ao visitante como tamb&eacute;m foi &uacute;til &agrave; comunidade cient&iacute;fica, que p&ocirc;de coletar informa&ccedil;&otilde;es e amostras de sangue para serem usadas em pesquisas com temas t&atilde;o diversos como ci&ecirc;ncias do metabolismo e psicologia da percep&ccedil;&atilde;o corporal. Logo na entrada, o visitante era recepcionado em um balc&atilde;o que lembra o de uma lanchonete norte-americana dos anos 1950. Uma rea&ccedil;&atilde;o instintiva seria a de pedir hamb&uacute;rguer e milk shake, por&eacute;m os participantes s&atilde;o servidos com o programa da exposi&ccedil;&atilde;o no formato de um card&aacute;pio do dia. As op&ccedil;&otilde;es de entrada inclu&iacute;am medidas de peso, percentagem de gorduras corporal e visceral, medida do &iacute;ndice de massa corporal e uma estimativa do &iacute;ndice metab&oacute;lico basal. Medidas do n&uacute;mero de batimentos card&iacute;acos, press&atilde;o arterial e circunfer&ecirc;ncia da cintura tamb&eacute;m estavam &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o dos participantes, ap&oacute;s a assinatura de um termo de autoriza&ccedil;&atilde;o para a utiliza&ccedil;&atilde;o dos dados em pesquisas cient&iacute;ficas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No quesito de experi&ecirc;ncia inusitada, os participantes mais aventureiros tiveram a oportunidade de "degustar" a gordura de porco marinada na cacha&ccedil;a de batatas, durante o jantar de encerramento da exposi&ccedil;&atilde;o. A <i>Fat </i>foi inaugurada de maneira n&atilde;o menos curiosa: um seleto n&uacute;mero de participantes teve a chance &uacute;nica de lavar as m&atilde;os com um sabonete nada convencional: feito a partir de gordura abdominal humana extra&iacute;da durante um procedimento de lipossuc&ccedil;&atilde;o. A instala&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica realizada por Oreste de La Paz, que vive em Miami,</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ESTIGMA SOB A &Oacute;TICA DA ARTE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A mostra incluiu, ainda, uma cr&iacute;tica bem-humorada na instala&ccedil;&atilde;o da artista pl&aacute;stica norte-americana Rachel Herrick. Em seu trabalho intitulado <i>Obeast </i>(jogo de palavras em ingl&ecirc;s que significa animal obeso), a artista apresenta uma vasta cole&ccedil;&atilde;o de artefatos pseudocient&iacute;ficos que satirizam o estigma associado &agrave; obesidade t&atilde;o eficientemente disseminado pela cultura de massas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Museum for the Obeast Conservation Studies (MOCS), &eacute; um falso museu de ci&ecirc;ncia itinerante que viaja pelos EUA e Europa incitando o debate sobre a necessidade de preserva&ccedil;&atilde;o de uma suposta esp&eacute;cie de mam&iacute;fero em vias de extin&ccedil;&atilde;o, o "obeso norte-americano".</font></p>      ]]></body>
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