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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   AMAZ&Ocirc;NIA SEM FRONTEIRAS/ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Organismos aqu&aacute;ticos e de &aacute;reas &uacute;midas em uma Amaz&ocirc;nia em transi&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Maria Teresa Fernandez Piedade; Vera Maria Fonseca de Almeida e Val; Aline Lopes; Helen Sadauskas Henrique; Luciana Mara Lopes F&eacute;; Florian Wittmann</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As interven&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas como a constru&ccedil;&atilde;o de estradas, hidroel&eacute;tricas, desmatamento e minera&ccedil;&atilde;o de metais e petr&oacute;leo modificam os ambientes naturais, demandando informa&ccedil;&otilde;es sobre as respostas das popula&ccedil;&otilde;es de plantas e animais a esses novos desafios ambientais, especialmente para subsidiar a&ccedil;&otilde;es de mitiga&ccedil;&atilde;o e conserva&ccedil;&atilde;o ambiental e definir pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. De maneira geral, as perturba&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas levam ao empobrecimento biol&oacute;gico resultante do desaparecimento de parte das esp&eacute;cies da &aacute;rea afetada, e induzem tamb&eacute;m a explora&ccedil;&atilde;o for&ccedil;ada de caracter&iacute;sticas adaptativas por parte dos organismos presentes na regi&atilde;o sob influ&ecirc;ncia do impacto.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As adapta&ccedil;&otilde;es desenvolvidas pelos organismos ao longo do processo evolutivo para enfrentar as modifica&ccedil;&otilde;es ambientais naturais levam &agrave; especializa&ccedil;&atilde;o. Embora vantajosa quando o ambiente &eacute; est&aacute;vel, a especializa&ccedil;&atilde;o pode ter efeitos negativos para a sobreviv&ecirc;ncia em face de desafios agudos, como aqueles causados por humanos (1; 2). O ponto cr&iacute;tico determinando o sucesso na perman&ecirc;ncia dos organismos em um dado ambiente modificado &eacute; sua capacidade adaptativa. Contudo, os ajustes desenvolvidos pelos v&aacute;rios tipos de organismos para permanecerem nos ambientes modificados ainda s&atilde;o pouco conhecidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute;, pois, cada vez mais importante que se reconhe&ccedil;am as similaridades existentes entre os processos adaptativos dos organismos que resultam na sobreviv&ecirc;ncia ou extin&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies e na manuten&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas. Os mesmos mecanismos que promovem a adapta&ccedil;&atilde;o a determinados ambientes podem ser utilizados por esp&eacute;cies invasoras, modificando completamente o caminho evolutivo das esp&eacute;cies e das comunidades de um determinado ecossistema. Processos adaptativos que ocorreram ao longo da hist&oacute;ria evolutiva podem ser prejudiciais a esp&eacute;cies que sofrem com altera&ccedil;&otilde;es ambientais adversas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As &aacute;reas alag&aacute;veis amaz&ocirc;nicas possuem uma grande diversidade de &aacute;rvores, palmeiras, arbustos e herb&aacute;ceas aqu&aacute;ticas, reguladas pelo pulso de inunda&ccedil;&atilde;o (3). As plantas desses ambientes devem superar as restri&ccedil;&otilde;es decorrentes da redu&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica do oxig&ecirc;nio e de luz (4). Assim, a adapta&ccedil;&atilde;o das plantas ao regime de inunda&ccedil;&atilde;o resulta da resposta das esp&eacute;cies &agrave; intera&ccedil;&atilde;o entre frequ&ecirc;ncia, magnitude e previsibilidade dos eventos que podem levar &agrave; mortalidade (5). Nos rios e em suas &aacute;reas alag&aacute;veis, as adapta&ccedil;&otilde;es das plantas refletem respostas &agrave;s mudan&ccedil;as f&iacute;sico-qu&iacute;micas resultantes das oscila&ccedil;&otilde;es entre fases terrestres e aqu&aacute;ticas (6). Elas incluem adapta&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas (redu&ccedil;&atilde;o do tamanho corp&oacute;reo), anat&ocirc;micas (forma&ccedil;&atilde;o de tecidos aer&ecirc;nquima), fisiol&oacute;gicas (redu&ccedil;&otilde;es de taxas de fotoss&iacute;ntese) e da fenologia, podendo ocorrer mudan&ccedil;as nos ciclos de vida e no crescimento e reprodu&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies, devido &agrave; sincronia com o pulso de inunda&ccedil;&atilde;o (7).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma sucess&atilde;o de eventos geol&oacute;gicos ocorreu ap&oacute;s o levantamento dos Andes e definiu as condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas para uma espetacular radia&ccedil;&atilde;o evolutiva de animais e plantas na Amaz&ocirc;nia. A drenagem da bacia, inicialmente orientada para o oceano Pac&iacute;fico voltou-se, aos poucos, para o oceano Atl&acirc;ntico, envolvendo uma &aacute;rea de capta&ccedil;&atilde;o que vai desde o rio Chamaya no Peru, 79ºW, at&eacute; o rio Palma, 46ºW, e do rio Contingo, 5ºN, at&eacute; o alto Araguaia, 17ºS. Esse imenso espa&ccedil;o n&atilde;o &eacute; homog&ecirc;neo. S&atilde;o in&uacute;meros rios de todos os tamanhos, lagos, paran&aacute;s, igarap&eacute;s, praias, v&aacute;rzeas e igap&oacute;s que abrigam uma das mais ricas biotas aqu&aacute;ticas do planeta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, face &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas, qu&iacute;micas e biol&oacute;gicas reinantes em muitas dessas forma&ccedil;&otilde;es aqu&aacute;ticas, somos levados a questionar, n&atilde;o raras vezes, o que permite a vida nesses ambientes. Entre as condi&ccedil;&otilde;es ambientais extremas destacam-se a hipoxia e mesmo a anoxia, pHs extremamente &aacute;cidos, &aacute;guas com reduzida disponibilidade mineral, temperaturas elevadas, intensos processos de decomposi&ccedil;&atilde;o vegetal durante certos per&iacute;odos do ano, intensos processos de competi&ccedil;&atilde;o interespec&iacute;fica, presen&ccedil;a de fungos, bact&eacute;rias e v&iacute;rus patog&ecirc;nicos, n&iacute;veis elevados de di&oacute;xido de carbono, metano e g&aacute;s sulf&iacute;drico, intensa varia&ccedil;&atilde;o nos n&iacute;veis de &aacute;gua, impondo pulsos regulares de inunda&ccedil;&atilde;o, significativas varia&ccedil;&otilde;es temporais e espaciais (8). Algumas dessas varia&ccedil;&otilde;es ocorrem em curtos espa&ccedil;os de tempo, impondo desafios adicionais aos organismos aqu&aacute;ticos. Com certeza, n&atilde;o h&aacute; um mecanismo &uacute;nico suficientemente forte para explicar a manuten&ccedil;&atilde;o da diversidade biol&oacute;gica desses ambientes aqu&aacute;ticos, mas &eacute; muito prov&aacute;vel que muitos organismos tenham moldado ajustes similares para interagir com essas condi&ccedil;&otilde;es ambientais extremas. Que ajustes s&atilde;o esses? Como s&atilde;o desencadeados? Como s&atilde;o regulados?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A respira&ccedil;&atilde;o a&eacute;rea obrigat&oacute;ria e facultativa desenvolvida por v&aacute;rias esp&eacute;cies de peixes, de fam&iacute;lias e mesmo de ordens diferentes, constitui-se em um exemplo a ser analisado com mais detalhes. Essa habilidade permite que muitos peixes permane&ccedil;am nos ambientes de v&aacute;rzea quando condi&ccedil;&otilde;es extremas se instalam. Interessantemente, ao mesmo tempo em que essa habilidade permite a sobreviv&ecirc;ncia em per&iacute;odos de hipoxia e anoxia, permite que os animais n&atilde;o se intoxiquem com &aacute;cido sulf&iacute;drico e metano dissolvidos que ocorrem em per&iacute;odos de intensa decomposi&ccedil;&atilde;o (8). Ainda, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; disponibilidade de oxig&ecirc;nio, v&aacute;rias esp&eacute;cies de peixes s&atilde;o capazes de reduzir drasticamente o metabolismo, como ocorre na esp&eacute;cie acar&aacute;-a&ccedil;u (9), em esp&eacute;cies de plantas aqu&aacute;ticas e insetos. Respostas similares tamb&eacute;m s&atilde;o observadas para peixes insetos e plantas vivendo nas &aacute;guas &aacute;cidas e ionicamente pobres do Rio Negro, onde precisam contornar os problemas com a potencial perda difusa de &iacute;ons. Tamb&eacute;m intrigante &eacute; a habilidade que invertebrados de regi&otilde;es alag&aacute;veis desenvolveram para se antecipar &agrave; inunda&ccedil;&atilde;o, emigrando para posi&ccedil;&otilde;es mais altas nas plan&iacute;cies alag&aacute;veis, como as copas das &aacute;rvores (10; 11).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com certeza, na medida em que estudos de caracter&iacute;sticas funcionais de organismos habitando esses ambientes extremos forem realizados, novos exemplos ser&atilde;o revelados, j&aacute; que a descri&ccedil;&atilde;o de novas esp&eacute;cies avan&ccedil;a quase que exponencialmente relativamente aos estudos acerca da intera&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica, exatamente onde est&atilde;o ocultas as informa&ccedil;&otilde;es que permitem entender como funcionam esses ecossistemas complexos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OS AMBIENTES AMAZ&Ocirc;NICOS NATURAIS E SUAS MODIFICA&Ccedil;&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A bacia amaz&ocirc;nica vive, anualmente, pulsos de inunda&ccedil;&atilde;o que resultam no alagamento de uma grande extens&atilde;o de florestas. Os ambientes formados periodicamente pelo avan&ccedil;o das &aacute;guas brancas e pretas s&atilde;o denominados v&aacute;rzea e igap&oacute;, respectivamente. Os mecanismos de adapta&ccedil;&atilde;o a essas &aacute;reas alag&aacute;veis podem representar uma das principais estrat&eacute;gias de sobreviv&ecirc;ncia &agrave;s mudan&ccedil;as provocadas pelo homem. Conhecer tais mecanismos torna-se de grande import&acirc;ncia quando se busca a conserva&ccedil;&atilde;o ambiental.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Historicamente a coloniza&ccedil;&atilde;o da Amaz&ocirc;nia concentrou os povoados nas calhas dos rios, principalmente nas v&aacute;rzeas do rio Amazonas, devido &agrave; sua maior fertilidade, o que faz com que h&aacute; d&eacute;cadas esses ambientes sejam utilizados para a pesca, agricultura e pecu&aacute;ria pelas popula&ccedil;&otilde;es tradicionais. Contudo, com a pol&iacute;tica desenvolvimentista, em particular das d&eacute;cadas de 1960 e 1970, grandes projetos come&ccedil;aram a ser implantados na regi&atilde;o, como a Zona Franca de Manaus. Com essa pol&iacute;tica, o n&uacute;mero de ind&uacute;strias, moradias e a popula&ccedil;&atilde;o aumentaram nas cidades da Amaz&ocirc;nia, especialmente em Bel&eacute;m (PA) e Manaus (AM). O pre&ccedil;o dessa expans&atilde;o econ&ocirc;mica e humana &eacute; evidenciado nos m&uacute;ltiplos impactos ambientais, especialmente nos corpos de &aacute;gua cortando as cidades. A constru&ccedil;&atilde;o de casas e estradas e a concentra&ccedil;&atilde;o populacional levaram tamb&eacute;m ao aumento da demanda energ&eacute;tica, culminando com a constru&ccedil;&atilde;o de barragens e prospec&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo na Amaz&ocirc;nia. Essas a&ccedil;&otilde;es, al&eacute;m de contribu&iacute;rem para o desmatamento, provocarem fragmenta&ccedil;&atilde;o e perda de habitats, v&ecirc;m comprometendo as &aacute;reas alag&aacute;veis ao longo dos grandes rios e suas popula&ccedil;&otilde;es de animais e plantas, bem como as popula&ccedil;&otilde;es humanas, particularmente os ribeirinhos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">PRINCIPAIS TIPOS DE PERTURBA&Ccedil;&Atilde;O E RESPOSTAS DOS ORGANISMOS</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Polui&ccedil;&atilde;o urbana </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A instala&ccedil;&atilde;o humana &agrave;s margens dos rios acabou resultando em processos de urbaniza&ccedil;&atilde;o intensos em algumas partes da Amaz&ocirc;nia. O ambiente aqu&aacute;tico &eacute; um dos mais afetados por atividades advindas da urbaniza&ccedil;&atilde;o. H&aacute; produ&ccedil;&atilde;o humana de res&iacute;duos que s&atilde;o descartados em ambientes aqu&aacute;ticos, lan&ccedil;ados em &aacute;guas interiores ou em ecossistemas marinhos. Portanto, a biota aqu&aacute;tica &eacute; uma das mais afetadas pelo desenvolvimento urbano. Dentre as in&uacute;meras fontes de polui&ccedil;&atilde;o aqu&aacute;ticas podemos citar o lan&ccedil;amento de esgotos dom&eacute;sticos e industriais em corpos d'&aacute;gua, o que compromete a qualidade da &aacute;gua de in&uacute;meros mananciais. Al&eacute;m disso, a exist&ecirc;ncia de aterros sanit&aacute;rios e lix&otilde;es pr&oacute;ximos a rios, riachos, igarap&eacute;s, ou mesmo nascentes, pode representar uma fonte de contamina&ccedil;&atilde;o bastante perigosa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por mais que existam pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e regulamenta&ccedil;&atilde;o para a atividade de descarte do lixo urbano, um dos principais produtos da disposi&ccedil;&atilde;o inadequada dos res&iacute;duos s&oacute;lidos &eacute; o chorume, um l&iacute;quido percolado gerado a partir da decomposi&ccedil;&atilde;o do lixo, que apresenta alta toxicidade ao ambiente. Este l&iacute;quido tem colora&ccedil;&atilde;o escura e sua composi&ccedil;&atilde;o &eacute; muito t&oacute;xica, contendo metais de transi&ccedil;&atilde;o, hidrocarbonetos e subst&acirc;ncias recalcitrantes. A Ag&ecirc;ncia de Prote&ccedil;&atilde;o Ambiental destaca a exist&ecirc;ncia de cerca de 100 esp&eacute;cies qu&iacute;micas perigosas ao ambiente e &agrave; sa&uacute;de humana no chorume, como exemplo, ars&ecirc;nio, tetracloreto de carbono, metais de transi&ccedil;&atilde;o e hidrocarbonetos polic&iacute;clicos arom&aacute;ticos (HPAs). Al&eacute;m de t&oacute;xico, o chorume n&atilde;o &eacute; facilmente biodegrad&aacute;vel. Ele contamina solos e &aacute;guas interiores, superficiais ou subterr&acirc;neas, como tamb&eacute;m os organismos aqu&aacute;ticos, diminuindo seus ciclos de vida e sua capacidade reprodutiva, causando muta&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas que podem resultar em perda de fertilidade e fecundidade, al&eacute;m de ser altamente cancer&iacute;geno. J&aacute; foi comprovado que esse l&iacute;quido tem a&ccedil;&atilde;o citot&oacute;xica em peixes, al&eacute;m de provocar dist&uacute;rbios respirat&oacute;rios e i&ocirc;nicos, hiperglicemia, disfun&ccedil;&otilde;es hep&aacute;ticas e neuromusculares. Sua a&ccedil;&atilde;o genot&oacute;xica depende do tempo de exposi&ccedil;&atilde;o e da concentra&ccedil;&atilde;o, mas h&aacute; um risco enorme da biota aqu&aacute;tica exposta a este l&iacute;quido em ter seu material gen&eacute;tico danificado ou modificado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outros estudos mostram que h&aacute; mudan&ccedil;as na distribui&ccedil;&atilde;o e diversidade de peixes e insetos em igarap&eacute;s polu&iacute;dos em ambiente urbanos como Manaus e que estes s&atilde;o diferentes daqueles igarap&eacute;s de reservas ambientais onde a a&ccedil;&atilde;o do homem &eacute; praticamente inexistente (12). A polui&ccedil;&atilde;o urbana, portanto, causa muitas altera&ccedil;&otilde;es na fauna e flora presentes nos corpos d'&aacute;gua urbanos e tamb&eacute;m nos adjacentes. Como resultado, ocorrem altera&ccedil;&otilde;es nos animais residentes, perda de tamanho populacional, podendo levar at&eacute; &agrave; extin&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es. Ap&oacute;s certo per&iacute;odo, observa-se a instala&ccedil;&atilde;o de outras esp&eacute;cies mais resistentes aos locais onde h&aacute; interven&ccedil;&atilde;o humana, modificando totalmente a paisagem ali existente anteriormente.</font></p>     <p><i><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Polui&ccedil;&atilde;o por petr&oacute;leo e seus derivados</font></i></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os efeitos do petr&oacute;leo sobre a fauna e flora em ambientes marinhos e terrestres s&atilde;o bem documentados, mas em ambientes aqu&aacute;ticos continentais os trabalhos s&atilde;o escassos. Na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica h&aacute; uma grande lacuna de estudos avaliando os efeitos do petr&oacute;leo sobre a biota. Por isso, o derramamento de petr&oacute;leo pode se tornar um s&eacute;rio problema para as &aacute;reas alag&aacute;veis expostas a esse risco (2; 13).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Derramamentos de petr&oacute;leo de grande ou pequeno porte ocorrem em &aacute;reas continentais, costeiras ou nos manguezais. Em sua maioria eles geram efeitos negativos na flora e fauna das &aacute;reas atingidas (13-16). Na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica j&aacute; ocorreram derramamentos de petr&oacute;leo no Peru e Venezuela, por&eacute;m, inexistem informa&ccedil;&otilde;es sobre seu impacto. Couceiro et al. (15) avaliaram os efeitos do derramamento de petr&oacute;leo no Lago Cururu em Manaus (AM), em 1999, pelo rompimento de um oleoduto. A riqueza da entomofauna litoral no solo do lago polu&iacute;do foi menor que em &aacute;reas n&atilde;o perturbadas pelos efeitos diretos e indiretos dos res&iacute;duos de petr&oacute;leo. Entretanto, n&atilde;o foi poss&iacute;vel avaliar os efeitos sobre as macr&oacute;fitas aqu&aacute;ticas devido ao alto grau de eutrofiza&ccedil;&atilde;o dos igarap&eacute;s analisados, impossibilitando separar esse efeito daquele decorrente da contamina&ccedil;&atilde;o (16; 17).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Os impactos de petr&oacute;leo nas macr&oacute;fitas aqu&aacute;ticas da v&aacute;rzea amaz&ocirc;nica </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se ocorrer um derramamento de petr&oacute;leo, as &aacute;reas mais afetadas ser&atilde;o as plan&iacute;cies de inunda&ccedil;&atilde;o mais populosas e f&eacute;rteis, as v&aacute;rzeas dos rios Solim&otilde;es/Amazonas e Urucu, onde a ciclagem de nutrientes depende do pulso de inunda&ccedil;&atilde;o (2-5), e onde os nutrientes e os poluentes s&atilde;o reincorporados ao ambiente a cada ciclo de inunda&ccedil;&atilde;o do rio. As v&aacute;rzeas concentram, ainda, a maior popula&ccedil;&atilde;o rural, especialmente do estado do Amazonas, e sua contamina&ccedil;&atilde;o prejudicar&aacute; importantes atividades econ&ocirc;micas como a pesca, a agricultura e o turismo, esteios da economia das popula&ccedil;&otilde;es residentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O petr&oacute;leo pode afetar fisicamente as plantas agindo como uma barreira sobre as folhas impedindo a penetra&ccedil;&atilde;o da luz, desencadeando efeitos qu&iacute;micos envolvidos na toxidez derivada de sua absor&ccedil;&atilde;o pelas folhas e ra&iacute;zes (<a href="#fig1">Figura 1</a>). O petr&oacute;leo de Urucu &eacute; considerado leve porque cont&eacute;m 15% de hidrocarbonetos arom&aacute;ticos (pesados), 20,2% de compostos naftal&ecirc;nicos (m&eacute;dios) e 64,8% de compostos paraf&iacute;nicos (leves) (18). Os &oacute;leos leves atuam em n&iacute;vel celular, alterando a permeabilidade da membrana ou interrompendo v&aacute;rios processos do metabolismo da planta. Seus efeitos parecem ser imediatamente t&oacute;xicos &agrave;s plantas, enquanto que &oacute;leos mais pesados causam danos f&iacute;sicos, provocando asfixia e impedindo a troca de gases (19).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n3/a13fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora escassos, os estudos avaliando o impacto do petr&oacute;leo de Urucu sobre as plantas aqu&aacute;ticas mostram sua alta toxicidade. Trabalhos foram feitos com algumas esp&eacute;cies "chave" das v&aacute;rzeas amaz&ocirc;nicas, importantes pela produ&ccedil;&atilde;o de biomassa, e por representarem os h&aacute;bitos predominantes dentre as macr&oacute;fitas aqu&aacute;ticas desses ambientes. S&atilde;o elas a gram&iacute;nea emergente, <i>Echinochloa polystachya </i>(Poaceae), as esp&eacute;cies flutuantes <i>Eichhornia crassipes</i> (Pontederiaceae) e <i>Pistia stratiotes </i>(Araceae), e a esp&eacute;cie submersa <i>Egeria densa </i>(Hydrocharitaceae) que, embora n&atilde;o ocorra no rio Solim&otilde;es, tamb&eacute;m foi exposta ao petr&oacute;leo de Urucu.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Echinochloa polystachya</i> (canarana) &eacute; uma esp&eacute;cie fundamental ao ecossistema de v&aacute;rzea pelos altos valores de produtividade prim&aacute;ria, e por servir de alimento e abrigo para diversas esp&eacute;cies de animais aqu&aacute;ticos (20). Experimentos foram realizados com <i>E. polystachya </i>para avaliar o efeito do &oacute;leo de Urucu na propaga&ccedil;&atilde;o vegetativa da esp&eacute;cie, fundamental em seu ciclo de vida. Foi tamb&eacute;m avaliada a rebrota em diferentes n&iacute;veis de contamina&ccedil;&atilde;o e per&iacute;odos do ano. O petr&oacute;leo de Urucu afetou a capacidade de reprodu&ccedil;&atilde;o vegetativa de <i>E. polystachya</i>, diminuindo em 50% seu rebrotamento, com uma dosagem de 0,46 L m<sup>-2</sup> (litros de petr&oacute;leo por metro quadrado de solo) em rela&ccedil;&atilde;o ao controle. As plantas que rebrotaram reduziram em 50% a biomassa a&eacute;rea no tratamento de 0,12 L m<sup>-2</sup> de solo em rela&ccedil;&atilde;o ao controle. O per&iacute;odo de plantio tamb&eacute;m influenciou a rebrota da planta em solo contaminado; pl&acirc;ntulas estabelecidas em temperaturas mais elevadas (setembro-novembro) apresentaram menores &iacute;ndices de rebrotamento e de biomassa que aquelas estabelecidas em temperaturas mais amenas (julho-setembro). Isso provavelmente deveu-se &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da viscosidade do petr&oacute;leo em fun&ccedil;&atilde;o da temperatura, favorecendo sua absor&ccedil;&atilde;o pelas plantas (21). Plantas jovens, com 30 dias de plantio, tiveram o desenvolvimento prejudicado, tendo sua DL50 (dose necess&aacute;ria de uma dada subst&acirc;ncia para matar 50% dos organismos expostos) estimada em 0,47 L m<sup>-2</sup>, em 4 dias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A herb&aacute;cea aqu&aacute;tica flutuante <i>E. crassipes </i>(mureru, aguap&eacute;) teve sua DL50 estimada em 1,24 L m<sup>-2 </sup>em 91 dias de exposi&ccedil;&atilde;o, o que levou &agrave; desagrega&ccedil;&atilde;o celular observada pela an&aacute;lise morfol&oacute;gica e anat&ocirc;mica da planta nos tratamentos de dosagens 5,29 e 15,89 L m<sup>-2</sup> de petr&oacute;leo de Urucu (22). Esta esp&eacute;cie possui uma grande capacidade de estocar nutrientes em sua biomassa, sendo utilizada no tratamento de &aacute;guas contaminadas com diversos tipos de poluentes. Embora <i>E. crassipes</i> tenha apresentado maior resist&ecirc;ncia que <i>E. polystachya</i>, ela foi bastante sens&iacute;vel, limitando seu uso como fitorremediadora a &aacute;reas com baixas quantidades de petr&oacute;leo de Urucu (2).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A adi&ccedil;&atilde;o do petr&oacute;leo de Urucu em meio contendo <i>Pistia stratiotes </i>(alface d'agua) reduziu em aproximadamente 50% a biomassa ap&oacute;s 21 dias de exposi&ccedil;&atilde;o, e levou &agrave; mortalidade de todos os indiv&iacute;duos ap&oacute;s 98 dias em dosagens de 0,30 L m<sup>-2</sup>, mostrando que <i>P. stratiotes </i>&eacute; mais sens&iacute;vel ao petr&oacute;leo de Urucu que <i>E. crassipes</i>. Essa diferen&ccedil;a de sensibilidade pode estar associada &agrave;s caracter&iacute;sticas foliares de <i>P. stratiotes</i>, pois as folhas cont&ecirc;m cristais de oxalato de c&aacute;lcio que podem facilitar a incorpora&ccedil;&atilde;o de metais t&oacute;xicos do petr&oacute;leo (22).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Finalmente, estudando os efeitos do petr&oacute;leo de Urucu em <i>Egeria densa </i>Vict&oacute;rio et al. (23) observaram um aumento da biomassa total ap&oacute;s a exposi&ccedil;&atilde;o por 20 dias a dosagens de petr&oacute;leo de 0,06L m<sup>-2</sup> e 0,12 L m<sup>-2</sup>. Isto sugere que essa planta &eacute; beneficiada pela exposi&ccedil;&atilde;o, embora a fotoss&iacute;ntese tenha sido interrompida em concentra&ccedil;&otilde;es de 0,12 L m<sup>-2</sup> de petr&oacute;leo. O aumento da biomassa obtido para <i>E. densa pode estar relacionado a seu h&aacute;bito submerso enraizado. Como o petr&oacute;leo forma uma l&acirc;mina na superf&iacute;cie da &aacute;gua, a planta, al&eacute;m de n&atilde;o ter contato direto com o poluente, pode se beneficiar do enriquecimento do meio com carbono inorg&acirc;nico. Entretanto, quando as fases sol&uacute;veis do petr&oacute;leo s&atilde;o liberadas no meio, os compostos t&oacute;xicos ocupam a coluna de &aacute;gua e os sedimentos, levando &agrave; redu&ccedil;&atilde;o metab&oacute;lica. </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Os impactos de petr&oacute;leo sobre peixes na Amaz&ocirc;nia </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como j&aacute; mencionado, a descoberta e consequente minera&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo na regi&atilde;o de Urucu, estado do Amazonas, levaram pela primeira vez &agrave; an&aacute;lise das a&ccedil;&otilde;es da ind&uacute;stria petroleira em ambientes aqu&aacute;ticos interiores de regi&otilde;es tropicais. Um desafio para a ci&ecirc;ncia, j&aacute; que as informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis se referem, em sua quase totalidade, a ambientes marinhos. Em &aacute;guas interiores, al&eacute;m da a&ccedil;&atilde;o direta dos componentes prim&aacute;rios, sol&uacute;veis e insol&uacute;veis do petr&oacute;leo, &eacute; necess&aacute;rio destacar o potencial efeito de compostos secund&aacute;rios e terci&aacute;rios, formados a partir da rea&ccedil;&atilde;o com compostos naturais existentes na &aacute;gua e de modifica&ccedil;&otilde;es estruturais causadas por exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; radia&ccedil;&atilde;o ultravioleta, mais intensa nos tr&oacute;picos. Os efeitos j&aacute; observados incluem profundos dist&uacute;rbios respirat&oacute;rios sobre os peixes, aumento das taxas de rebrotamento de plantas aqu&aacute;ticas e redu&ccedil;&atilde;o de infesta&ccedil;&atilde;o de peixes por fungos (1; 2).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diversos estudos t&ecirc;m sugerido que altera&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas no epit&eacute;lio branquial podem representar estrat&eacute;gias adaptativas para a conserva&ccedil;&atilde;o de algumas fun&ccedil;&otilde;es biol&oacute;gicas quando o animal enfrenta mudan&ccedil;as ambientais, sejam elas naturais ou antr&oacute;picas (24). Altera&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas nas br&acirc;nquias tais como descolamento do epit&eacute;lio causado por edema, diminui&ccedil;&atilde;o da dist&acirc;ncia interlamelar e fus&atilde;o parcial das lamelas promovidas pela hiperplasia das c&eacute;lulas epiteliais do filamento, foram observadas em duas esp&eacute;cies amaz&ocirc;nicas: o tambaqui (<i>Colossoma macropomum</i>) e o tamoat&aacute; (<i>Hoplosternum littorale</i>), expostos durante 24 e 96 h a duas diferentes concentra&ccedil;&otilde;es tanto da fra&ccedil;&atilde;o sol&uacute;vel do petr&oacute;leo (FSA) quanto da fra&ccedil;&atilde;o insol&uacute;vel do petr&oacute;leo (FIA) de Urucu-AM (2,63 ml/L e 3,98 ml/L). Al&eacute;m disso, esp&eacute;cimes de <i>C. macropomum</i> expostos a FSA e FIA do petr&oacute;leo de Urucu-AM durante 30 dias apresentaram altera&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas branquiais mais severas e intensas, tais como fus&atilde;o completa das lamelas secund&aacute;rias e necrose local (Figura 2). J&aacute;, exemplares da esp&eacute;cie amaz&ocirc;nica <i>Glyptopericthys joselimaianus</i> (acari-bod&oacute;), expostos durante 11 dias a uma camada de 5 mm do &oacute;leo de Urucu - AM, tamb&eacute;m apresentaram altera&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas severas nas br&acirc;nquias, como hiperplasia e edema na lamela secund&aacute;ria, al&eacute;m da prolifera&ccedil;&atilde;o de c&eacute;lulas ricas em mitoc&ocirc;ndrias ou c&eacute;lulas cloreto (25). A maioria das respostas observadas nessas esp&eacute;cies &eacute; de defesa (inflamat&oacute;ria) ou compensat&oacute;ria (prolifera&ccedil;&atilde;o celular), sendo que essas respostas podem ser progressivas de acordo com a dose e tempo de exposi&ccedil;&atilde;o aos compostos t&oacute;xicos do petr&oacute;leo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A desestrutura&ccedil;&atilde;o das br&acirc;nquias em peixes expostos a poluentes como o petr&oacute;leo pode ser explicada como uma adapta&ccedil;&atilde;o para barrar a entrada de compostos t&oacute;xicos e evitar que os mesmos alcancem a corrente sangu&iacute;nea promovendo dist&uacute;rbios na homeostase interna dos organismos (26). Contudo, essas altera&ccedil;&otilde;es histopatol&oacute;gicas podem levar a dist&uacute;rbios respirat&oacute;rios e osmorregulat&oacute;rios, que podem ser agravados com o tempo de exposi&ccedil;&atilde;o dos peixes aos poluentes. Como descrito anteriormente, grande parte das esp&eacute;cies de peixes da Amaz&ocirc;nia desenvolveu adapta&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas, bioqu&iacute;micas, fisiol&oacute;gicas e comportamentais para manter a homeostase corp&oacute;rea frente &agrave;s varia&ccedil;&otilde;es naturais extremas da regi&atilde;o. A contamina&ccedil;&atilde;o dos corpos d'&aacute;gua da regi&atilde;o por petr&oacute;leo pode aumentar o contato com a FSA e FIA do petr&oacute;leo em fun&ccedil;&atilde;o das adapta&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-existentes. Assim, esp&eacute;cies de respira&ccedil;&atilde;o a&eacute;rea facultativa, como o <i>Pterygoplichthys pardalis</i>, podem ficar mais expostas tanto &agrave; FSA quanto &agrave; FIA do petr&oacute;leo em situa&ccedil;&otilde;es de hip&oacute;xia ambiental. Quando exposta durante 96 h a 38,86mL/L do petr&oacute;leo de Urucu-AM, essa esp&eacute;cie apresenta ajustes hematol&oacute;gicos que resultam no aumento do transporte de oxig&ecirc;nio para os tecidos, por meio do aumento de par&acirc;metros sangu&iacute;neos como aqueles envolvidos com o aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de hemoglobina. Em outro experimento realizado com essa mesma esp&eacute;cie, animais expostos a camadas de 0, 0,04 e 0,14 mm do petr&oacute;leo de Urucu-AM por um per&iacute;odo menor (24 h) n&atilde;o apresentaram diferen&ccedil;as significativas (P&lt;0,05) nos par&acirc;metros hematol&oacute;gicos, mas foram observadas altera&ccedil;&otilde;es ionoregulat&oacute;rias, ou seja, altera&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o plasm&aacute;tica dos &iacute;ons de s&oacute;dio e pot&aacute;ssio ajustando o equil&iacute;brio osm&oacute;tico do animal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro estudo realizado com a esp&eacute;cie <i>Hoplosternum littorale</i> resultou em aumento progressivo nos n&iacute;veis de metahemoglobina ap&oacute;s exposi&ccedil;&atilde;o a uma camada de &oacute;leo de 0,08 mm de espessura. Al&eacute;m disso, houve hemodilui&ccedil;&atilde;o nos animais expostos a camadas de 0,08; 0,16; 0,64 e 2,56 mm, indicando tamb&eacute;m efeitos do petr&oacute;leo de Urucu- -AM nos par&acirc;metros respirat&oacute;rios dessa esp&eacute;cie (1). A hemodilui&ccedil;&atilde;o do plasma pode ser resultado de uma alta perda de &iacute;ons como s&oacute;dio, pot&aacute;ssio, c&aacute;lcio, cloro atrav&eacute;s dos tecidos (27).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dist&uacute;rbios nos mecanismos de transporte de sais e permeabilidade do epit&eacute;lio branquial tamb&eacute;m foram descritos em peixes amaz&ocirc;nicos expostos ao petr&oacute;leo. Contudo, a forma pela qual as caracter&iacute;sticas naturais extremas dos corpos d'&aacute;gua da Amaz&ocirc;nia, como a reduzida disponibilidade de sais dissolvidos, baixo pH e altas concentra&ccedil;&otilde;es de subst&acirc;ncias h&uacute;micas (SH) afetam esses mecanismos e, consequentemente, o grau de toxicidade dos hidrocarbonetos do petr&oacute;leo, ainda n&atilde;o foram esclarecidos. De fato, a quantidade de carbono org&acirc;nico dissolvido (COD) na &aacute;gua pode modificar o efeito do petr&oacute;leo e outras subst&acirc;ncias sobre os peixes. COD &eacute; composto de subst&acirc;ncias h&uacute;micas, as quais podem tanto agir como quelantes e protetoras junto aos animais, como mais um agente poluente. Matsuo e colaboradores (28) avaliaram os efeitos t&oacute;xicos do petr&oacute;leo de Urucu-AM em esp&eacute;cimes de <i>C. macropomum</i> expostos a uma concentra&ccedil;&atilde;o de 2,8% do &oacute;leo e 22 mgC.l<sup>-1</sup> de subst&acirc;ncias h&uacute;micas durante 24 h, e observaram por imunolocaliza&ccedil;&atilde;o, que os animais expostos ao petr&oacute;leo e ao petr&oacute;leo + subst&acirc;ncias h&uacute;micas apresentaram maior indu&ccedil;&atilde;o de CYP1A, principal biomarcador de HPAs, nas c&eacute;lulas pavimentosas e endoteliais das br&acirc;nquias. Al&eacute;m disso, a indu&ccedil;&atilde;o da CYP1A ocorreu em animais expostos somente &agrave;s subst&acirc;ncias h&uacute;micas. Dessa forma, o papel das subst&acirc;ncias h&uacute;micas ainda n&atilde;o est&aacute; bem compreendido, uma vez que h&aacute; quem sugira que essas subst&acirc;ncias promovem um fator estressante aditivo aos animais a elas expostos (28) e h&aacute; quem sugira um papel protetor dessas subst&acirc;ncias a animais expostos a diversos poluentes (29). As &aacute;guas dos rios da Amaz&ocirc;nia apresentam concentra&ccedil;&otilde;es variadas dessas subst&acirc;ncias conforme o tipo predominante de &aacute;gua. Rios de &aacute;guas pretas s&atilde;o os que mais cont&ecirc;m subst&acirc;ncias h&uacute;micas combinadas, medidas por meio da concentra&ccedil;&atilde;o de carbono org&acirc;nico dissolvido (COD). O papel do COD nas respostas dos peixes expostos a metais como cobre (Cu) tem sido descrito em diferentes trabalhos realizados pela equipe do Laborat&oacute;rio de Ecofisiologia e Evolu&ccedil;&atilde;o Molecular (Leem) do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (Inpa) e mostram que essas subst&acirc;ncias possuem papel protetor, sendo quelantes do metal no meio natural, diminuindo a biodisponibilidade do mesmo aos organismos a ele expostos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Devido &agrave; crescente explora&ccedil;&atilde;o do petr&oacute;leo na regi&atilde;o amaz&ocirc;nica estudos sobre a disponibilidade, tomada, distribui&ccedil;&atilde;o e toxicidade dos hidrocarbonetos s&atilde;o de extrema import&acirc;ncia para o monitoramento da qualidade dos ambientes aqu&aacute;ticos, e para a elabora&ccedil;&atilde;o de planos de conten&ccedil;&atilde;o no caso de contamina&ccedil;&atilde;o dos corpos d'&aacute;gua da regi&atilde;o por hidrocarbonetos do petr&oacute;leo. Contudo, os mecanismos pelos quais a grande heterogeneidade das caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas e qu&iacute;micas dos ambientes aqu&aacute;ticos da Amaz&ocirc;nia pode modular a disponibilidade e toxicidade dos hidrocarbonetos do petr&oacute;leo necessitam ser mais bem compreendidos, visando &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da qualidade e da enorme diversidade de organismos aqu&aacute;ticos da regi&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MUDAN&Ccedil;AS CLIM&Aacute;TICAS: PROGN&Oacute;STICOS DOS EFEITOS EM GRUPOS DE ORGANISMOS AMAZ&Ocirc;NICOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com as previs&otilde;es do 4ºRelat&oacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o do Painel Intergovernamental de Mudan&ccedil;as Clim&aacute;ticas (IPCC, na sigla em ingl&ecirc;s) de 2007, a temperatura m&eacute;dia da superf&iacute;cie do planeta ir&aacute; aumentar de 1,5 a 5,8º C em 2050. As previs&otilde;es para a bacia amaz&ocirc;nica apontam para um aumento na temperatura ao redor de 3ºC, juntamente com uma redu&ccedil;&atilde;o na precipita&ccedil;&atilde;o ao redor de 20% ao longo do s&eacute;culo XXI. Esse aumento da temperatura ir&aacute; provocar fortes perturba&ccedil;&otilde;es nos atuais padr&otilde;es de distribui&ccedil;&otilde;es de plantas e animais em ecossistemas de &aacute;reas &uacute;midas continentais e costeiras. Nas &aacute;reas alag&aacute;veis amaz&ocirc;nicas, al&eacute;m do potencial efeito das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas na temperatura e nos n&iacute;veis de di&oacute;xido de carbono, altera&ccedil;&otilde;es marcantes ocorrer&atilde;o na flutua&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis da &aacute;gua, o que afetar&aacute; adicionalmente a flora e a fauna (30; 31).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; importante salientar, tamb&eacute;m, que tais modelos clim&aacute;ticos projetados para o final do s&eacute;culo XXI preveem uma s&eacute;rie de mudan&ccedil;as nos sistemas geof&iacute;sicos, biol&oacute;gicos e socioecon&ocirc;micos (32). Contudo, a magnitude e as consequ&ecirc;ncias do impacto mundial desses fatores implicam em a&ccedil;&otilde;es preventivas urgentes e demandam estudos detalhados para avaliar os efeitos causados pela desordem clim&aacute;tica global.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos simulando os efeitos das condi&ccedil;&otilde;es de eleva&ccedil;&atilde;o de temperatura e de g&aacute;s carb&ocirc;nico (CO2) nas respostas de organismos podem permitir compreender como os ecossistemas amaz&ocirc;nicos ir&atilde;o responder a essas mudan&ccedil;as ambientais. A Amaz&ocirc;nia possui um relevante papel no ciclo do carbono do planeta (33) sendo considerada uma das regi&otilde;es mais vulner&aacute;veis do ponto de vista das influ&ecirc;ncias das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas (34). Os impactos causados pelo aquecimento do clima global nos ecossistemas terrestres e aqu&aacute;ticos amaz&ocirc;nicos s&atilde;o preocupantes, podendo alterar a precipita&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica, os regimes hidrol&oacute;gicos da bacia e a cobertura da vegeta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>EXPERIMENTOS EM MICROCOSMOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Experimentos em microcosmos (c&acirc;maras ou salas climatizadas onde o controle de temperatura, CO2 e umidade relativa do ar &eacute; realizado em tempo real) v&ecirc;m resultando em informa&ccedil;&otilde;es muito relevantes no que tange aos organismos aqu&aacute;ticos da Amaz&ocirc;nia. Os cen&aacute;rios estudados provocam mudan&ccedil;as no metabolismo, taxa de crescimento, sobreviv&ecirc;ncia, grau de infesta&ccedil;&atilde;o por parasitas, altera&ccedil;&otilde;es na convers&atilde;o alimentar, altera&ccedil;&otilde;es no ciclo de vida, dentre outras tantas caracter&iacute;sticas que podem resultar em mudan&ccedil;as profundas nas comunidades biol&oacute;gicas, biodiversidade e endemias. A seguir, descrevemos dois experimentos realizados que podem ser considerados exemplos dos efeitos que ser&atilde;o causados pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, se n&atilde;o houver corre&ccedil;&atilde;o de rumos por parte do ser humano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">UM EXPERIMENTO EM MICROCOSMOS COM A HERB&Aacute;CEA AQU&Aacute;TICA <i>MONTRICHARDIA ARBORESCENS </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para determinar os efeitos das varia&ccedil;&otilde;es de temperatura e concentra&ccedil;&otilde;es de CO<sub>2</sub> atmosf&eacute;ricas sobre a germina&ccedil;&atilde;o e crescimento inicial de uma macr&oacute;fita aqu&aacute;tica neotropical foi desenvolvido um trabalho com <i>Montrichardia arborescens</i> (Araceae), que cresce em estandes monoespec&iacute;ficos nos igap&oacute;s amaz&ocirc;nicos. Sementes da esp&eacute;cie foram colocadas para germinar em vasos de pl&aacute;stico com &aacute;gua e substratos neutro, e acompanhadas por cinco meses em quatro microcosmos: T1: temperatura ambiente atual (± 30º C) e condi&ccedil;&otilde;es de CO2 (± 380ppm); T2: temperatura T1+1,5º C e CO2 T1 +200 ppm T1; T3: Temperatura T1+ 2,5º C e CO2 T1+400 ppm; T4: Temperatura T1 + 4,5º C e CO2 T1 +850 ppm. Os resultados mostraram que a eleva&ccedil;&atilde;o de g&aacute;s carb&ocirc;nico e da temperatura aceleraram o tempo de germina&ccedil;&atilde;o no microcosmo mais enriquecido (T4; 45 dias), em rela&ccedil;&atilde;o ao controle (T1; 66 dias). A biomassa total dos tratamentos foi afetada em um padr&atilde;o diferente: enquanto nos tratamentos T2 e T3 o crescimento foi estimulado, no microcosmo mais enriquecido, T4, o crescimento de <i>M. arborescens</i> foi limitado (34).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">COMO DUAS ESP&Eacute;CIES CONG&Ecirc;NERES SOBREVIVERIAM A MUDAN&Ccedil;AS CLIM&Aacute;TICAS GLOBAIS PREVISTAS PELO IPCC PARA 2100?</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As esp&eacute;cies cong&ecirc;neres <i>Paracheirodon axelrodi</i> (cardinal tetra) e <i>P. simulans</i> (neon verde) s&atilde;o esp&eacute;cies de peixes ornamentais da Amaz&ocirc;nia, sendo encontradas separadamente em campos alagados que apresentam caracter&iacute;sticas f&iacute;sico-qu&iacute;micas similares, mas que se distinguem quanto &agrave; temperatura. Portanto, na natureza, as popula&ccedil;&otilde;es de <i>P. simulans</i> est&atilde;o aclimatizadas a temperaturas mais elevadas do que as popula&ccedil;&otilde;es de <i>P. axelrodi</i>. Considerando os cen&aacute;rios clim&aacute;ticos propostos para o ano de 2100, &eacute; prov&aacute;vel que essa aclimatiza&ccedil;&atilde;o t&atilde;o peculiar possa levar essas esp&eacute;cies a responder diferencialmente aos impactos das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Ao investigar o efeito dos cen&aacute;rios clim&aacute;ticos previstos pelo 4º Relat&oacute;rio de Avalia&ccedil;&atilde;o do IPCC sobre a sobreviv&ecirc;ncia de cardinal tetra e neon verde, bem como sobre a express&atilde;o dos genes da enzima fermentativa lactato desidrogenase (LDH), mostramos que exemplares adultos de ambas as esp&eacute;cies, mantidos durante 30 dias nos microcosmos, sofreram mortalidade diferencial causada pela inabilidade de uma das esp&eacute;cies em alterar seu metabolismo anaer&oacute;bico de maneira a sustentar maiores taxas metab&oacute;licas impostas pelo aumento de temperatura e CO2. A exposi&ccedil;&atilde;o a tais condi&ccedil;&otilde;es comprometeu a sobreviv&ecirc;ncia da esp&eacute;cie cardinal tetra, enquanto que a esp&eacute;cie neon verde foi 100% tolerante quando exposta aos mesmos cen&aacute;rios. Esta sobreviv&ecirc;ncia diferencial est&aacute; relacionada &agrave; aclimatiza&ccedil;&atilde;o distinta em seus ambientes naturais e se baseia na capacidade de tolerar altera&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas em temperaturas mais altas, ou seja, se baseia na plasticidade fenot&iacute;pica de cada esp&eacute;cie.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Acidentes com derramamento de petr&oacute;leo poder&atilde;o afetar a riqueza de esp&eacute;cies de macr&oacute;fitas aqu&aacute;ticas das &aacute;reas alag&aacute;veis, que &eacute; da ordem de 400 esp&eacute;cies (4). Portanto, &eacute; importante que se ampliem os estudos sobre os efeitos do petr&oacute;leo de Urucu sobre tais esp&eacute;cies. Considerando a ampla distribui&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o de biomassa e papel ecol&oacute;gico das esp&eacute;cies at&eacute; o presente estudadas, em particular <i>Echinochloa polystachya</i> e <i>Eichhornia crassipes</i>, alguns cen&aacute;rios podem ser previstos quanto a uma contamina&ccedil;&atilde;o massiva dessas plantas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m de peixes como o <i>Arapaima gigas</i> (pirarucu), que possui respira&ccedil;&atilde;o a&eacute;rea obrigat&oacute;ria e pode se contaminar com a fra&ccedil;&atilde;o flutuante do &oacute;leo, alguns peixes da Amaz&ocirc;nia se alimentam de invertebrados terrestres que ficam sobre as macr&oacute;fitas aqu&aacute;ticas quando da inunda&ccedil;&atilde;o da v&aacute;rzea, como <i>Parauchenipterus galeatus </i>(cangati), <i>Mylossoma duriventre </i>(pac&uacute;-manteiga) e <i>Triportheus elongatus</i> (sardinha) (36). As ra&iacute;zes de muitas plantas aqu&aacute;ticas, como <i>Eichhornia crassipes </i>s&atilde;o importantes ref&uacute;gios e fontes de alimento para assembleias de peixes da v&aacute;rzea amaz&ocirc;nica (37). A morte massiva dessas plantas, ou sua contamina&ccedil;&atilde;o por petr&oacute;leo, pode comprometer popula&ccedil;&otilde;es de peixes. Outros animais, como o peixe-boi (<i>Trichechus inunguis</i>), utilizam <i>E. polystachya</i> (13,8%), <i>E. crassipes</i> (11,2%) e <i>Pistia stratiotes</i> (6,4%) na dieta alimentar, representando quase um ter&ccedil;o da sua alimenta&ccedil;&atilde;o (38). A morte dessas plantas poder&aacute; reduzir a oferta de alimento para esse mam&iacute;fero j&aacute; vulner&aacute;vel (39; 40). Assim, um derramamento de petr&oacute;leo nas v&aacute;rzeas, al&eacute;m de causar s&eacute;rios danos &agrave; flora, causar&aacute; danos a in&uacute;meros componentes da fauna desses ambientes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Caso sejam confirmados para outras esp&eacute;cies de plantas aqu&aacute;ticas, os efeitos da eleva&ccedil;&atilde;o de CO2 e temperatura j&aacute; observados para as esp&eacute;cies estudadas, o cen&aacute;rio &eacute; preocupante. Apesar da maior quantidade de carbono dispon&iacute;vel no ambiente, o desequil&iacute;brio entre fotoss&iacute;ntese e respira&ccedil;&atilde;o poder&aacute; levar &agrave; redu&ccedil;&atilde;o na capacidade de assimila&ccedil;&atilde;o de carbono em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; atual.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As respostas diferenciadas entre peixes cong&ecirc;neres j&aacute; mostra o potencial efeito que tais mudan&ccedil;as poder&atilde;o causar sobre a ictiodiversidade amaz&ocirc;nica, uma das mais ricas do planeta. Outros estudos com esp&eacute;cies comerciais j&aacute; evidenciam queda na taxa de crescimento quando os animais s&atilde;o expostos aos cen&aacute;rios mais extremos. Assim, a perda de indiv&iacute;duos, diminui&ccedil;&atilde;o do tamanho m&eacute;dio e altera&ccedil;&atilde;o em h&aacute;bitos alimentares poder&atilde;o levar a uma altera&ccedil;&atilde;o na teia alimentar e, consequentemente, na din&acirc;mica das popula&ccedil;&otilde;es de peixes, de grande import&acirc;ncia para a popula&ccedil;&atilde;o da regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Portanto, os riscos causados pelos fatores mencionados acima podem amea&ccedil;ar significativamente a diversidade biol&oacute;gica dos ecossistemas amaz&ocirc;nicos, al&eacute;m de afetar diversos aspectos da vida humana, os quais devem ser levados em considera&ccedil;&atilde;o caso o aquecimento do planeta persistir.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTA E REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Brauner, C.J.; Ballantyne, C.L.;  Vijayan, M.M.; Val, A.L. "Crude oil exposure affects air-breathing frequency, blood phosphate  levels and ion regulation in an air-breathing teleost fish, <i>Hoplosternum  littorale "</i>. <i>Comp. Biochem. Phisiol. C</i>,  1999;123:127-134.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.  Lopes, A. <i>Respostas relativas a dosagem do  petroleo de Urucu (Coari-AM) sobre herbaceas aquaticas da Amazonia</i>,  2007;113pp.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Junk, W. J.; Bayley, P. B. &amp;  Sparks, R. E. "The flood pulse concept in River Floodplain Systems". In: <i>Proceedings  of the International Large River  Symposium </i>(Dodge, D. P.,  ed.), 1989;110-127.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Junk, W. J. &amp; Piedade, M. T.  F. "Plant life in the  floodplain with special reference to herbaceous plants". In: <i>The  central Amazon floodplain: ecological  studies </i>(Junk, W. J.,  ed.), 1997;147-185.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Lytle, D. A &amp; Poff, N. L. "Adaptation to natural flow regimes", <i>Trends Ecol. Evol. </i>2004;19:94-100.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6.  Nogueira, F. &amp; Couto, E.G. "Amostragem em planicies de inundacao". In:  C.E. de M. Bicudo &amp; D. de C. Bicudo (eds.). <i>Amostragem em limnologia</i>. Sao  Carlos, RIMA, 2004:281-293.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Piedade, M.T.F.; Worbes, M.; Junk,  W.J. "Geo-ecological controls on elemental fluxes in communities of  higher plants in Amazonian floodplains". In: McClain, M. E.; Victoria, R.  L.; Richey, J. E. (Ed.) <i>The biogeochemistry of the Amazon Basin</i>.  Oxford University Press, New York. 2001:209-234.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Val, A. L. &amp; Almeida Val, V.  M. F. <i>Fishes of  the Amazon and their environments. Physiological  and biochemical features</i>, 1995; Heidelberg: Springer Verlag.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Sloman, K.A.; Wood, C.M.; Scoot,  G.R.; Wood, S.; Kajimura, M.; Johannsson, O.E.; Almeida-Val, V.N.F. &amp; Val, A.L. "Tribute to R.G. Boutilier: The effect of size on the  physiological and behavioural responses of oscar, <i>Astronotus ocellatus</i>, to hypoxia". <i>Journal of Experimental Biology</i>. 209:1197-1205. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Piedade, M.T.F. &amp; Junk, W.J. "Natural grasslands and herbaceous plants in the Amazon floodplain and  their use". In: <i>The central Amazon floodplain:  actual use and options for a sustainable management</i>. (Junk, W.J.; Ohly, J.J;, Piedade,  M.T.F. &amp; Soares, M.G.M., eds). 269-290. Leiden: Backhuys Publishers. 2000.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Zerm, M.; Walenciak, O.; Val, A.  L. &amp; Adis, J. "Evidence for anaerobic metabolism in the larval tiger  beetle, <i>Phaeoxantha  klugii </i>(Col.  Cicindelidae) from a Central Amazonian floodplain  (Brazil)". <i>Physiological Entomology</i>. 29:483-488.  2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12.  Comunicacao pessoal com Efrem Gondim Ferreira e Neusa Hamada.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Val, A.L. &amp; Almeida-Val, V.M.F. "Crude oil, copper and fish of the Amazon"  In: <i>Behavior, physiology and  toxicology interactions in fish</i>. VI International Congress on the Biology  of Fish (Sloman, K.A.; Wood, C.M. &amp; Mac Kinlay, D., eds.)  2004:1-6.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Matsuo, A. Y. O. and Val A. L. "Acclimation to humic substances  prevents whole body sodium loss and stimulates  branchial calcium uptake capacity in cardinal tetras  Paracheirodon axelrodi (Schultz) subjected to extremely low pH". <i>Journal of Fish Biology </i>2007;70:989-1000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Couceiro, S. R. M.; Forsberg, B.  R.; Hamada, N. &amp; Ferreira, R. L. "The effects of an oil spill and discharge  of domestic sewage on the insect fauna of cururu stream, Manaus, AM,  Brazil". <i>Brazilian Journal of Biology</i> 2006;66:35-44.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16.  Lopes, A.; Piedade, M.T.F. "Estabelecimento de <i>Echynochloa polystachya</i> (H.B.K.)  Hitchcock (Poaceae) em solo de varzea contaminado com  petroleo de Urucu". <i>Acta  Amazonica</i>; 2009, 39-3:583-590.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17.  Forsberg, B. R.; Hamada, N.; Ferreira, R.; Conserva, A.; Frickmann, F.; Couceiro,  S.; Silva, J. <i>Avaliacao da integridade da biota  do ecossistema do Cururu apos o vazamento de petroleo: relatorio  final. </i>Manaus: Fundacao  Djalma Batista, 2001, CD-rom.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18.  Petrobras. 1997. <i>Caracteristicas do petroleo Urucu</i>.  CNPES: Ssepsq: Diquim:  Setav Anexo V.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Pezeshki, S.R.; Hester, M.W.;  Lin, Q.; Nyman, J.A. "The effect of oil spill and cleanup on dominant US Gulf coast  marsh macrophytes: a review". <i>Environment  Pollution</i>, v.180, p.129-139, 2000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Piedade, M. T. F.; Junk, W. J.;  Long, S. P. "The productivity of the C4 grass <i>Echinochloa polystachya </i>on the Amazon floodplain". <i>Ecology</i>, v.72,  n.4, p. 1456-1463, 1991.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21.  Lopes, A.; Piedade, M.T.F. "O periodo da contaminacao com petroleo influencia  a rebrota de <i>Echinochloa polystachya </i>(H.B.K.)  Hitchcock em  solo de varzea da Amazonia Central?" <i>Biota Neotroprotipa </i>2010, 10(4):143-148.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Lopes, A.; Rosa-Osman, S. M.; Piedade, M. T. F. "Effects of crude oil on survival, morphology, and anatomy of  two aquatic macrophytes from the Amazon floodplains". <i>Hydrobiology, </i>2009;  636(1):295-305.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23.  Victorio, S. S.; Camargo, A. F. M.; Henry-Silva, G. G. "Influencia de  diferentes concentracoes  de petroleo sobre macrofita aquatica submersa enraizada <i>Egeria densa</i>".  Livro de Resumos da Reuniao Anual de Avaliacao PRH-ANP 2006 . p.117-120, 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Laurent, P. and Perry, S. F. "Environmental effects on fish gill  morphology". <i>Physiological Zoology </i>1991;64:4-25.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25.  Dados obtidos por M.R. Faria; O.F. Costa e Adalberto L. Val.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Wilson, J.M. &amp; Laurent, P. "Fish gill morphology: inside out". <i>J. Exp. Zool</i>., 2002;293:192-213.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Wood, C.M. "Flux measurements as indices of H+  and metal effects on freshwater fish". <i>Aquatic Toxicology</i>, 1992;22:239-264.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Matsuo, A.Y.O.; Woodin, B.R.;  Reddy, C.M.; Val, A.L.; Stegeman, J.J. "Humic substances and crude oil  induce cytochrome P450 1A expression in the amazonian fish species <i>Colossoma  macropomum </i>(Tambaqui)". <i>Environmental  Science &amp; Technology </i>2006;40:2851-2858.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Matsuo, A.Y.O. &amp; Val, A.L. "Acclimation to humic substances  prevents whole body sodium loss and stimulates  branchial calcium uptake capacity in cardinal tetras Paracheirodon  axelrodi (Schultz) subjected to extremely low pH". <i>Journal of Fish Biology</i>. 2007;70:989-1000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Miles, L., Grainger, A. &amp;  Phillips, O. "The impact of global climate change on tropical forest biodiversity in  Amazonia". <i>Global Ecology and Biogeography </i>2004<i>;</i>13:553-565.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Piedade, M. T. F. ; Schongart, J  ; Wittmann, F ; Parolin, Pia ; Junk, W. "Impactos  da inundacao e seca na vegetacao de areas alagaveis amazonicas". In:  Borma, L.S.; Nobre, C.. (Org.). <i>Secas  na Amazonia: causas e consequencias</i>. 1ed.Sao  Paulo: Oficina de Textos, 2013:268-305.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Schneider, B., Latif, M., &amp;  Schmittner, A. "Evaluation of different methods to assess model projections  of the future evolution of the Atlantic meridional overturning  circulation". <i>Journal of Climate</i>, 2007; 20(10):2121-2132.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. Salati E. "The climatology and hydrobiology of  Amazonia". In: Prance GT, Lovejoy TE. Eds. <i>Key  Environments Amazonia </i>Oxford:Pergamon Press 1985:18-40.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">34.  Nobre, C.A.; Sampaio, G.; Salazar L. "Mudancas climaticas e Amazonia". <i>Ciencia e Cultura </i>2007;  59:22-27.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35.  Lopes, A.; Castro, N. ; Pantoja, P. ; Ferreira, A. B. ; Piedade, M. T. F. . "Effect of elevated CO2 and temperature on germination and initial growth of <i>Montrichardia arborescens </i>(L.)  Schott (Araceae): a microcosm experiment". <i>Congresso Brasileiro de Limnologia</i>,  Bonito-MS; 2013.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36.  Claro-Jr, L.; Ferreira, E.; Zuanon, J.; Araujo-Lima, C. "O efeito da floresta alagada  na alimentacao de tres especies de peixes onivoros em lagos  de varzea da Amazonia Central, Brasil." <i>Acta  Amazonica</i>. 2004; 34(1):133-137.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">37.  Sanchez-Botero, J. I.; Farias, M. L. de; Teresa, M. &amp; Garcez, D. S. Kunth "Eichhornia  crassipes ( Mart .) Solms . no lago Camaleao, Amazonia Central" , Brasil. <i>Sci. York</i>; 2003:369-375 .    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">38. Colares, I. G.; Colares, E. P. "Food plants eaten by amazonian  manatees (<i>Trichechus inunguis</i>, Mammalia: Sirenia)" <i>Brazilian Archives of Biology and Technology</i>;  45.1:67-72, 2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">39.  MMA - Ministerio do Meio Ambiente. "Instrucao Normativa nº  11", de 17 de maio de 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">40. IUCN. "IUCN red list of threatened species". Version 2010.1; Disponivel em: <a href="http://www.iucnredlist.org" target="_blank">www.iucnredlist.org</a> acesso em  05/05/2010.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Maria Teresa Fernandez Piedade</b> &eacute; pesquisadora titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (Inpa). Bi&oacute;loga e l&iacute;der do grupo MAUA, &eacute; tamb&eacute;m vice-coordenadora do INCT Adapta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Vera Maria Fonseca de Almeida e Val</b> &eacute; pesquisadora titular do Inpa. Bi&oacute;loga e l&iacute;der do grupo LEEM, &eacute; tamb&eacute;m coordenadora de programas aplicados do INCT Adapta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Aline Lopes</b> &eacute; doutoranda do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ecologia do Inpa e est&aacute; finalizando sua tese que aborda o estudo das adapta&ccedil;&otilde;es de macr&oacute;fitas aqu&aacute;ticas a modifica&ccedil;&otilde;es ambientais naturais e antr&oacute;picas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Helen Sadauskas Henrique</b> &eacute; doutoranda do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Biologia de &Aacute;gua Doce e Pesca Interior do Inpa e est&aacute; finalizando sua tese que aborda o estudo da influ&ecirc;ncia do petr&oacute;leo e seus derivados sobre esp&eacute;cies de peixes em ambientes naturais e sob condi&ccedil;&otilde;es controladas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Luciana Mara Lopes F&eacute;</b> &eacute; mestre pelo Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Gen&eacute;tica, Conserva&ccedil;&atilde;o e Biologia Evolutiva do Inpa, e sua disserta&ccedil;&atilde;o baseou-se no efeito das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas sobre peixes ornamentais respondendo como duas esp&eacute;cies cong&ecirc;neres suportariam as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas previstas para o ano 2100.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Florian Wittmann </b>&eacute; pesquisador do Instituto Max-Planck de Qu&iacute;mica, Departamento de Biogeoqu&iacute;mica, com atua&ccedil;&atilde;o no Inpa. &Eacute; ge&oacute;grafo e faz parte do quadro dos pesquisadores de programas de pesquisa nacionais e internacionais, tais como Pronex, LBA, ATDN, e Unesco.</font></p>      ]]></body><back>
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