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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O bambu é um desafio para a conservação e o manejo de florestas no sudoeste da Amazônia]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   AMAZ&Ocirc;NIA SEM FRONTEIRAS/ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>O bambu &eacute; um desafio para a conserva&ccedil;&atilde;o e o manejo de florestas no sudoeste da Amaz&ocirc;nia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Evandro Jos&eacute; Linhares Ferreira</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No sudoeste da Amaz&ocirc;nia ocorrem extensas &aacute;reas de florestas nativas com o subosque (interior da mata) dominado por algumas esp&eacute;cies de bambu do g&ecirc;nero <i>Guadua</i> (Foto 1). Localmente conhecidas como "tabocais" no Brasil e "pacales" no Peru, essas florestas ocupam uma &aacute;rea estimada em 161.500 km<sup>2</sup> (1) (<a href="#fig1">Figura 1</a>) no sudoeste da Amaz&ocirc;nia brasileira, nos estados do Acre e Amazonas, norte da Amaz&ocirc;nia boliviana, no Departamento de Pando, e quase toda a Amaz&ocirc;nia central do Peru, nos Departamentos de Madre de Dios e Ucayali. Estima-se que 59% da cobertura vegetal do Acre &eacute; composta por florestas prim&aacute;rias nas quais o bambu se apresenta como elemento principal ou secund&aacute;rio do subosque (2; 3).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n3/a15fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O g&ecirc;nero <i>Guadua</i> est&aacute; amplamente distribu&iacute;do nas Am&eacute;ricas e caracteriza-se pelo h&aacute;bito arborescente, porte mediano a grande, colmos e ramos com espinhos recurvados que auxiliam a sua fixa&ccedil;&atilde;o em outras plantas (4). Assim como outros bambus, <i>Guadua</i> possui florescimento monoc&aacute;rpico, ou seja, cada popula&ccedil;&atilde;o individual apresenta um &uacute;nico evento com flora&ccedil;&atilde;o e frutifica&ccedil;&atilde;o maci&ccedil;as e sincr&ocirc;nicas (5; 6) seguidas de mortalidade de toda a popula&ccedil;&atilde;o. A longevidade das popula&ccedil;&otilde;es de <i>Guadua</i> no sudoeste da Amaz&ocirc;nia &eacute; estimada entre 27 e 28 anos (1). A sincronia na flora&ccedil;&atilde;o, frutifica&ccedil;&atilde;o e morte do bambu acontece por ser uma planta clonal, suportada por uma extensa teia rizomatosa subterr&acirc;nea. Estudo recente estimou que o tamanho m&eacute;dio das popula&ccedil;&otilde;es de bambu no sudoeste da Amaz&ocirc;nia &eacute; de 330 km<sup>2</sup>, mas em uma delas a extens&atilde;o ocupada era de 2.750 km<sup>2</sup> (1).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As esp&eacute;cies de bambu mais frequentes nos tabocais do sudoeste da Amaz&ocirc;nia s&atilde;o <i>Guadua sarcocarpa </i>Londo&ntilde;o &amp; P. M. Peterson e <i>G. weberbaueri</i> Pilg. Ambas s&atilde;o lenhosas de h&aacute;bito arborescente, sarmentosas e podem atingir at&eacute; 20 m de altura e 10 cm di&acirc;metro (4). Embora eretos no in&iacute;cio de seu crescimento, os colmos adultos dessas esp&eacute;cies se apoiam em outras &aacute;rvores para atingir o dossel da floresta. Nesse processo as copas das &aacute;rvores de pequeno e m&eacute;dio porte (DAP <u>&lt;</u> 30 cm) nas quais os colmos se apoiam s&atilde;o danificadas (7). A grande concentra&ccedil;&atilde;o de colmos que se estabelece nas &aacute;reas mais prop&iacute;cias para a esp&eacute;cie exerce uma carga de peso excessiva sobre as &aacute;rvores apoio, que, em algumas situa&ccedil;&otilde;es, terminam por cair. Sem sustenta&ccedil;&atilde;o, os colmos maiores inclinam-se ou se quebram e caem sobre as plantas menores do subosque florestal abrindo uma clareira e formando uma massa que bloqueia a passagem da luz e suprime fisicamente o recrutamento de outras &aacute;rvores. As clareiras abertas s&atilde;o rapidamente ocupadas por novos colmos de bambu (8) e esse ciclo quase perp&eacute;tuo de dist&uacute;rbios no dossel florestal &eacute; uma das estrat&eacute;gias que os bambus do sudoeste da Amaz&ocirc;nia usam para manter, de forma perene, a ocupa&ccedil;&atilde;o de extensas &aacute;reas florestais na regi&atilde;o (7).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n3/a15img01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De uma maneira geral, florestas dominadas por bambus apresentam-se estruturalmente alteradas, especialmente nos estratos intermedi&aacute;rios e no dossel. Possuem menor riqueza flor&iacute;stica e densidade de &aacute;rvores, e a redu&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea basal arb&oacute;rea total varia entre 30 e 50% (8-11). A presen&ccedil;a do bambu tamb&eacute;m reduz entre 29 e 39% a biomassa a&eacute;rea da floresta (12; 13) e entre 30-50% o potencial de armazenamento de carbono (2). Ele pode afetar ainda o influxo de outras esp&eacute;cies arb&oacute;reas, enfraquecer a habilidade competitiva das esp&eacute;cies com baixa capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o quando o ambiente passa a ser dominado pelo bambu, alterar a composi&ccedil;&atilde;o flor&iacute;stica, reduzir em quase 40% o n&uacute;mero de esp&eacute;cies na amostra de um hectare, e causar uma redu&ccedil;&atilde;o na diversidade a ponto de a mesma ser considerada uma das mais baixas da Amaz&ocirc;nia (2; 14).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A EXPLORA&Ccedil;&Atilde;O MADEIREIRA E O RISCO DA INVAS&Atilde;O DO BAMBU</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mesmo restritas ao sudoeste da Amaz&ocirc;nia, as florestas com bambu s&atilde;o relevantes biologicamente em raz&atilde;o de sua ampla ocorr&ecirc;ncia na referida regi&atilde;o. Apesar disso, a insufici&ecirc;ncia de estudos cient&iacute;ficos para compreender a din&acirc;mica dessas florestas pode comprometer os esfor&ccedil;os locais de explora&ccedil;&atilde;o florestal sustent&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O caso da explora&ccedil;&atilde;o madeireira &eacute; o mais emblem&aacute;tico porque esta atividade &eacute; praticada de forma seletiva e a retirada das &aacute;rvores deixa como legado imediato centenas de clareiras no dossel da floresta. Essas clareiras, com abundante espa&ccedil;o f&iacute;sico e luminosidade, s&atilde;o extremamente favor&aacute;veis ao desenvolvimento do bambu, que tem ampliada as condi&ccedil;&otilde;es para se expandir em &aacute;reas onde antes n&atilde;o existia. &Eacute; preciso, portanto, descobrir as condi&ccedil;&otilde;es que favorecem o aparecimento do bambu, sua velocidade de crescimento e o tempo que leva para dominar uma determinada &aacute;rea florestal. Para o Acre, a resposta a essas quest&otilde;es &eacute; muito importante e urgente porque &eacute; nas regi&otilde;es central e leste do estado, onde se concentram as florestas com bambu, que a explora&ccedil;&atilde;o madeireira &eacute; mais intensa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos recentes mostram que a explora&ccedil;&atilde;o manejada de madeira em florestas com bambu &eacute; mais complexa (15; 16) e limitada pelo fato de elas apresentarem menor &aacute;rea basal e densidade de &aacute;rvores, resultando quase sempre em um menor volume de madeira explorado. Uma das sugest&otilde;es para garantir a explora&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel nessas florestas envolve a combina&ccedil;&atilde;o de ciclos curtos de cortes, baixa intensidade de explora&ccedil;&atilde;o e rota&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies a serem exploradas em cada ciclo (17).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma avalia&ccedil;&atilde;o do manejo de madeira em floresta com bambu no leste do Acre demonstrou que o volume de madeira remanescente ap&oacute;s a primeira explora&ccedil;&atilde;o se reduziu em 2/3, indicando que, no longo prazo, o manejo das esp&eacute;cies comerciais fica comprometido pela pouca quantidade de &aacute;rvores pass&iacute;veis de explora&ccedil;&atilde;o futura. Isso levou os autores do estudo a duvidar se a explora&ccedil;&atilde;o de madeira em florestas com bambu pode ser sustent&aacute;vel, especialmente nos casos que envolvem grupos de pequenos propriet&aacute;rios que realizam a explora&ccedil;&atilde;o de forma comunit&aacute;ria (15). Para eles, a melhor alternativa de manejo seria restringir a retirada das &aacute;rvores ao per&iacute;odo imediatamente posterior aos eventos de mortalidade natural das popula&ccedil;&otilde;es de bambu, preferencialmente durante a esta&ccedil;&atilde;o seca que se segue a esses eventos (17), quando as pl&acirc;ntulas da esp&eacute;cie ainda est&atilde;o muito vulner&aacute;veis e o sistema de rizoma ainda n&atilde;o est&aacute; completamente desenvolvido (18).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Existe uma incerteza e preocupa&ccedil;&atilde;o sobre o que acontecer&aacute; com as florestas da Amaz&ocirc;nia sul-ocidental ap&oacute;s a explora&ccedil;&atilde;o seletiva de milhares de &aacute;rvores. Sabe-se que as florestas dominadas por bambu s&atilde;o floristicamente muito heterog&ecirc;neas no sudoeste da Amaz&ocirc;nia (15) e isso torna dif&iacute;cil prever se as &aacute;reas exploradas seguir&atilde;o seu curso natural de regenera&ccedil;&atilde;o ou se o bambu, com sua agressividade exagerada, e ajuda humana via abertura de clareiras, ir&aacute; promover mudan&ccedil;as estruturais e biol&oacute;gicas de resultados imprevis&iacute;veis. Pode parecer exagerado, mas no contexto atual de desconhecimento cient&iacute;fico e da intensa atividade de explora&ccedil;&atilde;o florestal, existe a possibilidade de grandes extens&otilde;es florestais da Amaz&ocirc;nia sul-ocidental se transformarem em tabocais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AS FLORESTAS COM BAMBU E OS RISCOS DE INC&Ecirc;NDIOS FLORESTAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O perigo da invas&atilde;o do bambu na Amaz&ocirc;nia ocidental n&atilde;o decorre apenas da explora&ccedil;&atilde;o madeireira. Outra amea&ccedil;a &eacute; a ocorr&ecirc;ncia de fogo de origem natural ou decorrente de atividades humanas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; poss&iacute;vel que as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas em curso tenham contribu&iacute;do de forma significativa para a seca que afetou severamente o sudoeste da Amaz&ocirc;nia em 2005, considerada como uma das mais intensas dos &uacute;ltimos 100 anos (19; 20). Este evento pode ter sido um pr&oacute;logo do que dever&aacute; acontecer nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas, pois mais de 75% dos modelos clim&aacute;ticos propostos para a regi&atilde;o sugerem que, at&eacute; 2100, uma faixa na extremidade leste e sul da Amaz&ocirc;nia, atualmente ocupada por florestas, se tornar&aacute; climaticamente impr&oacute;pria para essas florestas, que ser&atilde;o substitu&iacute;das por um tipo de vegeta&ccedil;&atilde;o parecido com as savanas (21).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A alta suscetibilidade dessa regi&atilde;o &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, revelada pelos modelos clim&aacute;ticos (20), se deve, em parte, ao fato da tipologia florestal predominante no local ser do tipo "aberta", como s&atilde;o as florestas com bambu do sudoeste da Amaz&ocirc;nia. Essas florestas s&atilde;o consideradas, no &acirc;mbito do sistema brasileiro de classifica&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o, do tipo "floresta ombr&oacute;fila aberta" (22). Elas predominam na parte sul da Amaz&ocirc;nia e s&atilde;o consideradas como transi&ccedil;&atilde;o entre a floresta amaz&ocirc;nica e &aacute;reas extra-amaz&ocirc;nicas. As florestas abertas se distinguem fisionomicamente das florestas densas por apresentar dossel com &aacute;rvores mais espa&ccedil;adas (aberto) e ocorrer em regi&otilde;es com climas sazonais onde a esta&ccedil;&atilde;o seca varia entre 2 e 4 meses (23).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O dossel mais aberto das florestas do sul da Amaz&ocirc;nia favorece a predomin&acirc;ncia de alguns grupos de plantas no subosque, com destaque para as palmeiras (v&aacute;rias esp&eacute;cies) e o bambu (principalmente <i>G. sarcocarpa </i>e <i>G. weberbaueri</i>), resultando na ocorr&ecirc;ncia generalizada de florestas com palmeiras e bambu por toda a regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A explora&ccedil;&atilde;o madeireira, especialmente das &aacute;rvores de maior porte, abre clareiras nessas florestas e contribui para ampliar a abertura do dossel florestal (24). Essa altera&ccedil;&atilde;o antropog&ecirc;nica, al&eacute;m de contribuir para aumentar a domin&acirc;ncia do bambu nos locais em que j&aacute; est&aacute; presente e favorecer a sua expans&atilde;o para &aacute;reas onde estava ausente (25; 26), tamb&eacute;m aumenta a suscetibilidade ao fogo (26-28), pois o microclima no interior das florestas abertas &eacute; mais seco e a serrapilheira que se acumula sobre o solo n&atilde;o conserva a umidade da mesma forma que nas florestas densas, onde o dossel &eacute; mais compacto (29; 30).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pesquisadores que estudam florestas com bambu na Amaz&ocirc;nia e em outras regi&otilde;es j&aacute; alertaram que a remo&ccedil;&atilde;o de &aacute;rvores madeireiras de grande porte &eacute; problem&aacute;tica n&atilde;o apenas porque elas tem naturalmente baixo volume de madeira e &aacute;rea basal, mas tamb&eacute;m porque isso aumenta os riscos de inc&ecirc;ndios florestais (27-28; 31-32), especialmente ap&oacute;s a explora&ccedil;&atilde;o da madeira (16).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A seca de 2005 no sudoeste da Amaz&ocirc;nia proporcionou condi&ccedil;&otilde;es para a ocorr&ecirc;ncia de numerosos inc&ecirc;ndios florestais espont&acirc;neos (33-35) e contribuiu para tornar as florestas da regi&atilde;o ainda mais suscet&iacute;veis ao fogo (36-38). As florestas impactadas pelo fogo tiveram sua estrutura alterada, pois o fogo afetou severamente as plantas do subosque, diminuiu a diversidade flor&iacute;stica e causou a mortalidade de &aacute;rvores de grande porte (39-42). Nessas condi&ccedil;&otilde;es, &eacute; poss&iacute;vel que tenha havido uma expans&atilde;o do bambu para o interior dessas florestas. A recorr&ecirc;ncia da ocorr&ecirc;ncia de inc&ecirc;ndios florestais causados pelo homem na regi&atilde;o, especialmente os derivados da queima de &aacute;reas agr&iacute;colas adjacentes &agrave;s &aacute;reas florestais, &eacute; outro fator que deve contribuir para a expans&atilde;o e domin&acirc;ncia do bambu no sudoeste da Amaz&ocirc;nia (26).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>FLORESTAS COM BAMBU S&Atilde;O ESTACIONAIS?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre 2005 e 2008 diversos sobrevoos foram realizados entre as cidades de Rio Branco e Santa Rosa do Purus, no Acre, por ocasi&atilde;o da elabora&ccedil;&atilde;o do plano de manejo do Parque Estadual (PE) Chandless, que fica localizado no centro da "prov&iacute;ncia" de bambu no sudoeste da Amaz&ocirc;nia. Fotografias a&eacute;reas da floresta tomadas no auge do per&iacute;odo seco (julho-agosto) durante esses sobrevoos revelaram algo intrigante para os pesquisadores: em todas as ocasi&otilde;es, mais de 50% dos indiv&iacute;duos arb&oacute;reos emergentes ou integrantes do dossel da floresta encontravam-se desprovidos de folhas ou mostravam apenas folhas novas, expondo a maior parte do subosque florestal dominado por bambu e/ou palmeiras abaixo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n3/a15img02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os primeiros ind&iacute;cios do car&aacute;ter estacional das florestas naquela regi&atilde;o remontam ao trabalho de caracteriza&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o da Esta&ccedil;&atilde;o Ecol&oacute;gica (EERA) Rio Acre, localizada nas cabeceiras do rio Acre, no extremo leste do estado. Durante a esta&ccedil;&atilde;o seca de 2005 observou-se que a maioria dos indiv&iacute;duos arb&oacute;reos nas florestas de encostas e topos de eleva&ccedil;&otilde;es na EERA Rio Acre estava desprovida de folhas (43). Como 2005 foi climaticamente at&iacute;pico em raz&atilde;o da seca severa que atingiu a Amaz&ocirc;nia Ocidental (20), se pensou que o comportamento estacional observado era consequ&ecirc;ncia desse fen&ocirc;meno. Entretanto, estudo flor&iacute;stico realizado no per&iacute;odo chuvoso que se seguiu constatou que 61% dos indiv&iacute;duos arb&oacute;reos encontrados correspondiam a esp&eacute;cies deciduais (44).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A EERA Rio Acre e o PE Chandless est&atilde;o separados por uma faixa de floresta com cerca de 40 km de largura e por isso compartilham condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas semelhantes, com pluviosidade de 1.900 mm em anos normais, mas que pode cair para menos de 1.500 mm em anos muito secos (45). A sazonalidade da precipita&ccedil;&atilde;o &eacute; bastante pronunciada e o per&iacute;odo seco pode se estender por at&eacute; cinco meses (meados de abril a meados de setembro), mesmo nos anos considerados climaticamente normais (40; 45). Dessa forma, a poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o para o comportamento caducif&oacute;lio das &aacute;rvores emergentes e integrantes do dossel das florestas com bambu no Acre &eacute; clim&aacute;tica, pois as plantas, especialmente as de maior porte, perdem as folhas em resposta &agrave; falta de &aacute;gua no solo durante a longa estiagem evitando, dessa forma, estresse h&iacute;drico e poss&iacute;vel colapso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sem ter como manter a copa enfolhada, os indiv&iacute;duos arb&oacute;reos, especialmente os emergentes, tendem a entrar em repouso fisiol&oacute;gico por um curto per&iacute;odo de tempo e o seu crescimento, especialmente o radial, diminui ou para por completo dependendo da intensidade e da dura&ccedil;&atilde;o da estiagem. A retomada do crescimento ap&oacute;s o surgimento de novas folhas resulta na forma&ccedil;&atilde;o de an&eacute;is de crescimento, fato observado em algumas esp&eacute;cies nativas do leste do Acre como a copa&iacute;ba (<i>Copaifera </i>sp.). Esta condi&ccedil;&atilde;o tem levado pesquisadores locais (46) a tentar desenvolver modelos matem&aacute;ticos para estimar o crescimento de esp&eacute;cies madeireiras locais com base em seus an&eacute;is de crescimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ocorr&ecirc;ncia de florestas com comportamento caducif&oacute;lio no sudoeste da Amaz&ocirc;nia n&atilde;o est&aacute; citada na literatura. Entretanto, as caracter&iacute;sticas dessas florestas se enquadram na defini&ccedil;&atilde;o de floresta tropical caducif&oacute;lia (22; 47): forma&ccedil;&otilde;es ocorrentes em regi&otilde;es onde a esta&ccedil;&atilde;o chuvosa &eacute; seguida por um longo per&iacute;odo seco e com o estrato superior (dossel) formado de macro e mesofaner&oacute;f&iacute;tos predominantemente caducif&oacute;lios, com mais de 50% dos indiv&iacute;duos despidos de folhagem no per&iacute;odo desfavor&aacute;vel. &Eacute; interessante notar, no entanto, que o estrato inferior das florestas com comportamento caducif&oacute;lio no sudoeste da Amaz&ocirc;nia - dominado por bambu e/ou palmeiras - s&atilde;o perenif&oacute;lios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As florestas com comportamento caducif&oacute;lio do sudoeste da Amaz&ocirc;nia est&atilde;o no limite sul do dom&iacute;nio da floresta ombr&oacute;fila aberta da Amaz&ocirc;nia e devem representar uma transi&ccedil;&atilde;o para outras forma&ccedil;&otilde;es pr&eacute;-andinas e de regi&otilde;es mais secas como o cerrado. Entretanto, se elas forem apenas enclaves n&atilde;o &eacute; incomum a ocorr&ecirc;ncia de florestas estacionais em meio a forma&ccedil;&otilde;es de florestas ombr&oacute;filas na Amaz&ocirc;nia (48). Um indicador que refor&ccedil;a o car&aacute;ter estacional das florestas com bambu no Acre &eacute; a ocorr&ecirc;ncia anormalmente elevada da palmeira <i>Syagrus sancona</i> e a quase aus&ecirc;ncia da palmeira a&ccedil;a&iacute; (<i>Euterpe precatoria</i>) (49). <i>Syagrus</i> &eacute; um g&ecirc;nero mais diversificado e abundante em regi&otilde;es de cerrado ou em florestas de transi&ccedil;&atilde;o entre a Amaz&ocirc;nia e o cerrado, e raro em florestas prim&aacute;rias da Amaz&ocirc;nia (50).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ESTACIONALIDADE DA FLORESTA FAVORECE O BAMBU</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A admiss&atilde;o da ocorr&ecirc;ncia de florestas estacionais no sudoeste da Amaz&ocirc;nia implica na reclassifica&ccedil;&atilde;o de parte consider&aacute;vel das florestas acreanas, consideradas em sua quase totalidade como dos tipos "ombr&oacute;fila densa" e "ombr&oacute;fila aberta" (3; 51), e suscita uma importante quest&atilde;o fitoecol&oacute;gica relacionada com a domin&acirc;ncia do bambu na regi&atilde;o: ser&aacute; que existe um favorecimento clim&aacute;tico para o estabelecimento e a manuten&ccedil;&atilde;o das extensas &aacute;reas de florestas com bambu na regi&atilde;o? Nenhuma das hip&oacute;teses at&eacute; aqui levantadas para explicar a presen&ccedil;a do bambu na regi&atilde;o considerou a sazonalidade clim&aacute;tica e sua influ&ecirc;ncia sobre a vegeta&ccedil;&atilde;o local: (i) a&ccedil;&otilde;es antropog&ecirc;nicas (52), (ii) eventos naturais catastr&oacute;ficos como inc&ecirc;ndios florestais massivos ocorridos no passado (53), (iii) oportunismo da esp&eacute;cie na coloniza&ccedil;&atilde;o de clareiras e supress&atilde;o da regenera&ccedil;&atilde;o de outras esp&eacute;cies (7; 8), (iv) danos c&iacute;clicos-permententes no dossel da floresta (7) e (v) ocorr&ecirc;ncia associada a tipos espec&iacute;ficos de solo (1).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um fator que limita a aceita&ccedil;&atilde;o da primeira hip&oacute;tese &eacute; o fato dos registros hist&oacute;ricos indicarem que a presen&ccedil;a de assentamentos ind&iacute;genas pr&eacute;-colombianos na Amaz&ocirc;nia est&aacute; mais concentrada nas &aacute;reas de v&aacute;rzeas e florestas adjacentes do que nas florestas de terra firme dos interfl&uacute;vios, onde as florestas com bambu do sudoeste da Amaz&ocirc;nia s&atilde;o mais frequentes (7). Uma exce&ccedil;&atilde;o a isso talvez sejam os povos de terra firme respons&aacute;veis pela constru&ccedil;&atilde;o de centenas de geoglifos em &aacute;reas de terra firme da Amaz&ocirc;nia ocidental (54). As demais hip&oacute;teses s&atilde;o v&aacute;lidas, mas individualmente n&atilde;o explicam a resili&ecirc;ncia do bambu na regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Se for considerado que o fator clim&aacute;tico desencadeia o comportamento caducif&oacute;lio das florestas com bambu, condi&ccedil;&otilde;es ideais de luminosidade e espa&ccedil;o f&iacute;sico no dossel da floresta estar&atilde;o dispon&iacute;veis em bases anuais para o crescimento do bambu durante o per&iacute;odo de estiagem. &Eacute; importante ressaltar que mesmo com restri&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua no solo na estiagem, os colmos de <i>Guadua weberbaueri</i> s&atilde;o capazes de crescer 1,2 m/m&ecirc;s (2) porque acumulam &aacute;gua em seu interior (7). Dessa forma, independente de a&ccedil;&otilde;es antropog&ecirc;nicas, eventos naturais catastr&oacute;ficos, oportunismo para ocupar clareiras abertas na floresta pela queda natural de &aacute;rvores ou por <i>blowdowns</i> (rajadas de ventos muito fortes), e abertura de espa&ccedil;o no dossel da floresta via danos f&iacute;sicos causados na copa de &aacute;rvores de sustenta&ccedil;&atilde;o, a estacionalidade das florestas do sudoeste da Amaz&ocirc;nia funciona em favor da manuten&ccedil;&atilde;o do bambu como o elemento dominador do subosque das florestas locais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fator clim&aacute;tico tamb&eacute;m deve ser um dos principais fatores que limitam a expans&atilde;o do bambu para &aacute;reas florestais adjacentes &agrave; sua atual zona de ocorr&ecirc;ncia no sudoeste da Amaz&ocirc;nia, pois em todas essas &aacute;reas adjacentes se verificam aberturas de milhares de clareiras por raz&otilde;es naturais (queda de &aacute;rvores e <i>blowdowns</i>) ou decorrentes da a&ccedil;&atilde;o humana (desmatamento, explora&ccedil;&atilde;o seletiva de madeira).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As florestas com bambu no sudoeste da Amaz&ocirc;nia s&atilde;o forma&ccedil;&otilde;es que demandam extremo cuidado durante as interven&ccedil;&otilde;es para a explora&ccedil;&atilde;o de seus recursos florestais, especialmente a explora&ccedil;&atilde;o madeireira, pois o bambu, por sua agressividade e rapidez na coloniza&ccedil;&atilde;o de novos espa&ccedil;os no interior da floresta, pode comprometer a regenera&ccedil;&atilde;o natural de outras esp&eacute;cies e alterar a estrutura e a composi&ccedil;&atilde;o flor&iacute;stica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fato das florestas com bambu serem do tipo abertas as tornam naturalmente muito mais suscet&iacute;veis ao fogo do que outras forma&ccedil;&otilde;es florestais amaz&ocirc;nicas, como as florestas densas. Al&eacute;m disso, a mortalidade sincr&ocirc;nica e em massa do bambu, cujas popula&ccedil;&otilde;es podem ocupar extens&otilde;es superiores a 2.700 km<sup>2</sup>, aumenta de forma dram&aacute;tica o risco de inc&ecirc;ndios florestais na regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A seca de 2005 favoreceu a ocorr&ecirc;ncia de numerosos inc&ecirc;ndios florestais no sudoeste da Amaz&ocirc;nia que alteraram a estrutura e a diversidade das florestas locais. Essas modifica&ccedil;&otilde;es estruturais e flor&iacute;sticas tornaram as florestas impactadas pelos inc&ecirc;ndios florestais mais suscet&iacute;veis ao fogo e, provavelmente, favoreceram a expans&atilde;o do bambu para novas &aacute;reas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O longo per&iacute;odo de estiagem que ocorre no sudoeste da Amaz&ocirc;nia induz a maioria dos indiv&iacute;duos arb&oacute;reos das florestas com bambu a se comportar de forma estacional, perdendo as folhas anualmente. Essa condi&ccedil;&atilde;o, independente de outras estrat&eacute;gias de crescimento e expans&atilde;o que o bambu possui, &eacute; um dos fatores determinantes para a sua perpetua&ccedil;&atilde;o nas florestas da regi&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Carvalho, A. L. et al. "Bamboo-dominated forests of the Southwest Amazon: detection, spatial extent, life cycle length and flowering waves". <i>Plos One </i>8: p.e54852. 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Silveira, M. <i>A floresta aberta com bambu no sudoeste da Amazonia: padroes e processos em multiplas escalas</i>. Rio Branco: Ediufac. 127 pp. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Acre. Governo do Estado do Acre. Zoneamento Ecologico-Economico do Acre, Fase II: documento sintese-escala 1:250.000. Rio Branco: Sema. 356pp. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. 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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Smith, M.; Nelson, B. W. "Fire favors expansion of bamboo-dominated forests in the south-west Amazon". <i>Journal of Tropical Ecology </i>27:59-64. 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Veldman, J. W.; Mostacedo, B.; Pena-Claros, M.; Putz, F. E. "Selective logging and fire as drivers of alien grass invasion in a bolivian tropical dry forest". <i>Forest Ecology and Management </i>258:1643-1649. 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Larpkern P.; Moe, S. R.; Totland, S. R. "Bamboo dominance reduces tree regeneration in a disturbed tropical forest". <i>Oecologia </i>165:161-168. 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Mendoza, E. R. h. "Susceptibilidade da floresta primaria ao fogo em 1998 e 1999: Estudo de caso no Acre, Amazonia sul-ocidental, Brasil". Dissertacao de mestrado. Universidade Federal do Acre - UFAC, Rio Branco-AC. 2003.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Ray, D.; Nepstad, D.; Brando, P. "Predicting moisture dynamics of fine understory fuels in a moist tropical rainforest system: results of a pilot study undertaken to identify proxy variables useful for rating fire danger". <i>New Phytologist </i>187: 720-732. 2010.    </font></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36. Aragao, L. E. O. C. et al. "Spatial patterns and fire response of recent Amazonia droughts". <i>Geophysical Research Letters </i>34:1-5. 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">37. Marengo, J. A.; Nobre, C. A.; Tomasella, J.; Cardoso, M. F.; Oyama, M. D. "Hydro-climatic and ecological behavior of the drought of Amazonia in 2005". <i>Philosophical Transactions of The Royal Society </i>363:1773-1778. 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">38. Alverga, D. P. P.; Brown, I. F.; Galvao, A. S.; Nakamura, J. C. S.; Oliveira, V. D. "Analise exploratoria das cicatrizes de incendios florestais de 2010 no estado do Acre, Brasil". Anais XVI Simposio Brasileiro de Sensoriamento Remoto, Foz do Iguacu-PR, Inpe. 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">39. Araujo, H. J. B.; Oliveira, L. C.; Vasconcelos, S. S. V.; Correia, M. F. "Danos provocados pelo fogo sobre a vegetacao natural em uma floresta primaria no estado do Acre, Amazonia brasileira". <i>Ciencia Florestal</i> 23:297-308. 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">40. Brando, P. M. et al. "Abrupt increases in Amazonian tree mortality due to drought-fire interactions". <i>PNAS</i>, April 14, 2014, doi:10.1073/pnas.1305499111. 2014.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">41. Brown, I. F. et al. "Monitoring fires in southwestern Amazonia rain forest". <i>EOS</i>, <i>Transaction American Geophysical Union </i>87:253-264. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">42. Saatchi, S. "Persistent effects of a severe drought on Amazonian forest canopy". <i>PNAS </i>110:565-570. 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">43. Ferreira, E. J. L.; Oliveira, E. C. "Estudos floristicos da AER para elaboracao do Plano de Manejo da Estacao Ecologica Rio Acre". (Vegetacao - Relatorio Tecnico da 1a. Expedicao). Rio Branco-AC: Fundacao SOS Amazonia. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">44. Silveira, M.; Oliveira, E. C. &amp; Bandeira, J. R. "Estudos floristicos da AER para elaboracao do Plano de Manejo da Estacao Ecologica do Rio Acre". (Vegetacao - Relatorio Tecnico da 2a. Expedicao). Rio Branco- -AC: Fundacao SOS Amazonia. 2006.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">45. Duarte, A. F. "Aspectos da climatologia do Acre, Brasil, com base no intervalo 1971-2000". <i>Revista Brasileira de Meteorologia </i>21:308-317. 2006.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">46. Evandro Orfano, Embrapa-Acre, comunicacao pessoal.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">47. IBGE. <i>Manual Tecnico da Vegetacao Brasileira</i>. Rio de Janeiro: IBGE, 1992. 92 p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">48. Zappi, D. C. et al. "Plantas vasculares da regiao do Parque Estadual Cristalino, norte de Mato Grosso, Brasil". <i>Acta Amazonica </i>41:29-38. 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">49. Ferreira, E. J. L. "Avaliacao ecologica rapida do Parque Estadual Chandless" (Relatorio Tecnico - Componente Vegetacao). Rio Branco-AC: Fundacao SOS Amazonia. 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">50. Henderson, A.J. <i>The palms of the Amazon</i>. New York: Oxford University Press. 1995. 362 pp.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">51. RadamBrasil. <i>Levantamento de Recursos Naturais</i>. Vols. 12-13. Ministerio das Minas e Energia. Departamento Nacional de Producao Mineral, Rio de Janeiro. 1976-1977.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">52. Balee, W. "The culture of Amazonian forests". <i>Advances in Economic Botany </i>7:1-21. 1989.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">53. Nelson, B. W. "Natural forest disturbance and change in the Brazilian Amazon". <i>Remote Sensing Reviews </i>10:105-125. 1994.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">54. Schaan, D. P.; Parssinen, M.; Ranzi, A.; Piccoli, J. C. "Geoglifos da Amazonia Ocidental: Evidencia de complexidade social entre povos da terra firme". <i>Revista de Arqueologia </i>20:67-82. 2007.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Evandro Jos&eacute; Linhares Ferreira</b> &eacute; doutor em bot&acirc;nica pela City University of New York (Cuny) &amp; The New York Botanical Garden (NYBG). Atualmente &eacute; pesquisador e chefe do N&uacute;cleo de Apoio &agrave; Pesquisa no Acre do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz&ocirc;nia (Inpa).</font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[A. L.]]></given-names>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Bamboo-dominated forests of the Southwest Amazon: detection, spatial extent, life cycle length and flowering waves]]></article-title>
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<year>2013</year>
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<surname><![CDATA[Silveira]]></surname>
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<source><![CDATA[A floresta aberta com bambu no sudoeste da Amazonia: padroes e processos em multiplas escalas]]></source>
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<volume>127</volume>
<publisher-loc><![CDATA[Rio Branco ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ediufac]]></publisher-name>
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<source><![CDATA[Zoneamento Ecologico-Economico do Acre, Fase II: documento sintese-escala 1:250.000]]></source>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Guadua sarcocarpa (Poaceae: Bambuseae), a new species of Amazonian bamboo with fleshy fruits]]></article-title>
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