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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Quem filma faz a hora, não espera acontecer: Želimir Žilnik]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CULTURA    <br>   NOVO CINEMA IUGOSLAVO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Quem filma faz a hora, n&atilde;o espera acontecer: &#381;elimir &#381;ilnik</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="/img/revistas/cic/v66n3/a19img01.jpg"><img src="/img/revistas/cic/v66n3/a19img01thu.jpg" border="0">    <br>   Clique para ampliar</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De 19 de maio a 1º de junho, o cinema da Universidade de S&atilde;o Paulo, Cinusp Paulo Em&iacute;lio organizou a mostra &#381;elimir &#381;ilnik e a Black Wave do Cinema Iugoslavo, em evento apoiado pela Escola de Comunica&ccedil;&otilde;es e Artes da Universidade de S&atilde;o Paulo, pelo Laborat&oacute;rio de Investiga&ccedil;&atilde;o em Cinema e Audiovisual (Laica) e pelo Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Multimeios da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Por ocasi&atilde;o da mostra, &#381;ilnik veio pela segunda vez ao Brasil, para palestras e workshop entre os dias 24 e 20 de maio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#381;elimir &#381;ilnik foi um jovem expoente do movimento cinematogr&aacute;fico iugoslavo mundialmente conhecido como Black Wave - e um dos cineastas mais criativos de sua gera&ccedil;&atilde;o ainda em atividade. Ganhou o Urso de Ouro na 19ª edi&ccedil;&atilde;o do Festival de Berlim com seu longa de estreia, <i>Early works </i>(<i>Rani radovi</i>, 1969), e, a partir de ent&atilde;o, consolidou uma carreira em cinema e televis&atilde;o que viria a ser reconhecida internacionalmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Onda Negra iugoslava, ou simplesmente Black Wave (no original, Crni Talas), &eacute; um movimento cinematogr&aacute;fico que eclodiu na Iugosl&aacute;via por volta de 1963, permanecendo ativo at&eacute; meados de 1972. Dentre os filmes mais representativos da Black Wave iugoslava em longa-metragem, podemos citar <i>Three </i>(1966) e <i>I even met happy gypsies </i>(<i>Feather gatherers</i>, 1967), ambos de Aleksandar "Sa&scaron;a" Petrovi'c; <i>WR: Mysteries of the organism</i> (1971), de Du&scaron;an Makavejev, e <i>Early works </i>(1969), de &#381;elimir &#381;ilnik. O termo Black Wave surge pela primeira vez para designar (negativamente) uma parcela da produ&ccedil;&atilde;o cinematogr&aacute;fica iugoslava no artigo "A onda negra no nosso cinema" ("Crni talas' u nasem filmu"), de Vladimir Jovi&#711;ci'c, jornalista alinhado ao Estado. Publicado no peri&oacute;dico <i>Borba</i> em 3 de agosto de 1969, o artigo de Jovi&#711;ci'c etiquetava de forma sentenciosa uma verdadeira "tarja preta" sobre filmes contempor&acirc;neos realizados por uma gera&ccedil;&atilde;o de novos cineastas. Jovi&#711;ci'c escrevia em rea&ccedil;&atilde;o direta ao <i>Early works</i> de &#381;ilnik, um filme exemplar das tend&ecirc;ncias da Black Wave iugoslava, contendo a maioria das desconfian&ccedil;as e quest&otilde;es emergentes no mundo socialista no final dos anos 1960, ap&oacute;s a Primavera de Praga, e os v&aacute;rios movimentos estudantis internacionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOVO CINEMA IUGOSLAVO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na verdade, n&atilde;o havia nada de "negro" no cinema iugoslavo daquele per&iacute;odo. Ele e seus colegas chamavam seu trabalho de Novo Cinema Iugoslavo, uma ruptura com o realismo socialista (o estilo oficial ainda por volta do fim dos anos 1950) em busca de um cinema mais cr&iacute;tico e genuinamente engajado com a realidade de seu pa&iacute;s - e livre da propaganda pol&iacute;tica estatal. Segundo &#381;ilnik, "Black Wave significa que voc&ecirc; &eacute; muito cr&iacute;tico e que observa a realidade atrav&eacute;s de '&oacute;culos escuros', uma percep&ccedil;&atilde;o completamente falsa do movimento".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#381;elimir &#381;ilnik estreou como cineasta profissional com o curta document&aacute;rio <i>Journal on village youth, winter</i> (<i>Zurnal o omladini na selu, zimi</i>, 1967), no qual registra as formas de divers&atilde;o dos jovens do interior durante o inverno em seu pa&iacute;s. Em 1969 &#381;ilnik lan&ccedil;a o document&aacute;rio observativo <i>June turmoil </i>(<i>Lipanjska gilbanja</i>), no qual registra manifesta&ccedil;&otilde;es estudantis em Belgrado, em 1968, subsequentes ao Maio de 68 em Paris.  Os anseios por liberdade de express&atilde;o e reformas do Estado presentes em <i>June turmoil </i>serviram como inspira&ccedil;&atilde;o para a estreia de &#381;ilnik em longa-metragem com o aclamado <i>Early works</i>, filme que pode ser visto como um divisor de &aacute;guas na carreira do cineasta e no pr&oacute;prio movimento Black Wave.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Realizado ainda na Iugosl&aacute;via,<i> Filme negro</i> (<i>Black film </i>/ <i>Crni film</i>), de 1971, talvez seja o curta mais emblem&aacute;tico do "m&eacute;todo Zilnik" de fazer cinema. Neste document&aacute;rio participativo, o cineasta resgata seis moradores de rua de Novi Sad, levando-os para passar a noite em seu pr&oacute;prio apartamento de 48m<sup>2</sup> e dois quartos, onde tamb&eacute;m vivem sua mulher e sua filha pequena. Em paralelo, Zilnik entrevista pessoas na rua perguntando o que fazer com os sem-teto sob sua guarda. As respostas s&atilde;o evasivas, vagas ou ut&oacute;picas. O humor negro e a ironia (caracter&iacute;sticos da Black Wave iugoslava, mas em particular do cinema de &#381;ilnik) orientam a t&ocirc;nica de <i>Filme negro</i>, no qual se evidencia o recurso do diretor a uma estrat&eacute;gia pr&oacute;xima da <i>reductio ad absurdum </i> - a "redu&ccedil;&atilde;o ao absurdo" ou prova por contradi&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m conhecida como argumento apag&oacute;gico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INFLU&Ecirc;NCIA BRASILEIRA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Perto do fim dos anos 1980, &#381;ilnik realizava filmes no contexto de uma cooperativa para cinema e televis&atilde;o. Seus trabalhos nesse per&iacute;odo prenunciavam as crescentes tens&otilde;es e mudan&ccedil;as sociopol&iacute;ticas que viriam a se abater sobre o pa&iacute;s, notadamente os t&iacute;tulos <i>The second generation</i> (<i>Druga generacija</i>, 1983), <i>Pretty women walking through the city</i> (<i>Lijepe zene prolaze kroz grad</i>, 1986) e <i>The way steel was tempered</i> (<i>Tako se kalio celik</i>, 1988). <i>The way steel was tempered</i> oferece uma vis&atilde;o ir&ocirc;nica do confronto entre o proletariado (e tamb&eacute;m o lumpenproletariado) e a elite burguesa, com foco sobre as aventuras amorosas e profissionais do metal&uacute;rgico Misel (Relja Ba&scaron;i'c). Guardadas as devidas propor&ccedil;&otilde;es e caracter&iacute;sticas de entorno, um substrato cr&iacute;tico comum a filmes como <i>A opini&atilde;o p&uacute;blica</i> (1967), de Arnaldo Jabor, ou ainda <i>Macuna&iacute;ma</i> (1969), de Joaquim Pedro de Andrade, parece subsistir nesse filme de &#381;ilnik, assim como em outros t&iacute;tulos de sua filmografia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A rela&ccedil;&atilde;o com o cinema brasileiro n&atilde;o &eacute; gratuita. O pr&oacute;prio &#381;ilnik relembra seu primeiro contato com o Cinema Novo brasileiro quando, ainda jovem, assistiu a filmes como o j&aacute; citado <i>A opini&atilde;o p&uacute;blica</i>, de Jabor, e <i>Terra em transe</i> (1967), de Glauber Rocha, apresentados por Lino Micciche em Pesaro, na It&aacute;lia. Nos anos 1990, com uma carreira independente consolidada, &#381;ilnik realizou uma s&eacute;rie de longas de fic&ccedil;&atilde;o e document&aacute;rios sobre os eventos que aconteciam nos B&aacute;lc&atilde;s. O pol&ecirc;mico e celebrado <i>Marble ass</i>, por exemplo, ganhou o Pr&ecirc;mio Teddy na Berlinale, em 2005. Este filme independente de &#381;ilnik investiga o homossexualismo em Belgrado, mostrando uma realidade negada pelas classes reacion&aacute;rias do pa&iacute;s. O colapso de todo um sistema de valores e os problemas enfrentados por refugiados e imigrantes na nova realidade da Uni&atilde;o Europeia tornaram-se o foco de interesse de &#381;ilnik em seus filmes mais recentes exibidos em mais de 250 festivais internacionais. Atualmente, &#381;ilnik tem trabalhado num projeto de document&aacute;rio sobre a imigra&ccedil;&atilde;o africana na S&eacute;rvia contempor&acirc;nea.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>FILMES PARA QUEM</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em seu estilo, &#381;ilnik recorre sempre ao improviso, buscando autenticidade em produ&ccedil;&otilde;es que mesclam imagens document&aacute;rias a trechos encenados. A op&ccedil;&atilde;o por trabalhar com atores n&atilde;o profissionais tamb&eacute;m &eacute; frequente O cineasta atribui seu m&eacute;todo de trabalho n&atilde;o s&oacute; a inten&ccedil;&otilde;es est&eacute;ticas e pol&iacute;ticas, mas tamb&eacute;m a conting&ecirc;ncias da pr&oacute;pria realidade da produ&ccedil;&atilde;o cinematogr&aacute;fica iugoslava. "Voc&ecirc; n&atilde;o pode pedir a algu&eacute;m envolvido num protesto nas ruas que exponha todas as fraquezas de sua posi&ccedil;&atilde;o e de seus problemas familiares, os quais s&atilde;o causados pela pobreza em que se encontram. Ent&atilde;o uso a fic&ccedil;&atilde;o para criar o conflito dram&aacute;tico", disse. Ele afirma, no entanto, que n&atilde;o utiliza um m&eacute;todo &uacute;nico, porque seus filmes s&atilde;o na verdade muito diferentes. "Muitas vezes tenho de trabalhar como numa <i>collage</i>, reunindo materiais diversos numa &uacute;nica obra, como em <i>Old school capitalism </i>(<i>Stara skola capitalisma</i>, 2009), uma cr&iacute;tica poderosa &agrave; incomunicabilidade pol&iacute;tica e social na S&eacute;rvia contempor&acirc;nea p&oacute;s-comunista, realizado ao longo de um ano e em diferentes locais do planeta. Em outras ocasi&otilde;es, como um escultor, retiro o material que preciso de uma &uacute;nica pedra bruta. Por exemplo, como em <i>Marble ass</i>, que realizamos em 11 dias vivendo em comunidade", explica o diretor. "Mas, se h&aacute; algo que eu possa resumir num m&eacute;todo pessoal, seria meu interesse em evitar uma suposta abordagem convencional, a qual sofre o peso de restri&ccedil;&otilde;es externas ao trabalho art&iacute;stico. Dentre essas restri&ccedil;&otilde;es, destaco os grandes or&ccedil;amentos, quando voc&ecirc; n&atilde;o tem o tema, nem os atores nem a est&oacute;ria apropriados ao grande p&uacute;blico, de Nova York &agrave; Indon&eacute;sia. E eu nunca tenho esse tipo de est&oacute;ria", completa &#381;ilnik. O cineasta esclarece ainda que essa &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica: "percebi que depender de grandes or&ccedil;amentos vai de encontro &agrave;s est&oacute;rias que me interessam, portanto prefiro trabalhar de forma mais independente e cooperativa. Minha segunda op&ccedil;&atilde;o metodol&oacute;gica consiste em ser completamente aberto em termos de <i>casting</i>. Para mim esse &eacute; o segundo fator mais importante na realiza&ccedil;&atilde;o de um filme. O primeiro &eacute; o conceito, ou o roteiro, a est&oacute;ria na qual se est&aacute; interessado - e salvo uma ou duas ocasi&otilde;es, nunca trabalhei com um conceito ou est&oacute;ria no qual n&atilde;o confiasse plenamente". E para quem &#381;ilnik faz seus filmes? Segundo o pr&oacute;prio cineasta, para ele mesmo e para os participantes de sua obra em primeiro lugar - o que inclui o elenco, frequentemente formado por atores n&atilde;o profissionais. Em seu corpo-a-corpo com a realidade das ruas e das comunidades an&ocirc;nimas, o cinema de &#381;ilnik captura o atropelo do homem comum pela hist&oacute;ria com h mai&uacute;sculo - como em <i>One woman one century </i>(<i>Jedna &#382;ena - jedan vek</i>, 2011), document&aacute;rio cuja personagem central &eacute; Dragica Vitolovi'c-Srzenti'c, uma bem-humorada senhora de mais de 100 anos que testemunhou a ascens&atilde;o e queda de diferentes regimes (monarquia, comunismo, p&oacute;s-comunismo), e cuja hist&oacute;ria pessoal se confunde com a mem&oacute;ria coletiva de seu pr&oacute;prio pa&iacute;s. Os filmes de &#381;ilnik ilustram com propriedade essa micro-hist&oacute;ria dos an&ocirc;nimos e, por mais dura e chocante que possa ser essa realidade, o relato nunca &eacute; sisudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CAPTURANDO O FLUXO DA VIDA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com uma extensa filmografia de mais de quarenta t&iacute;tulos em sua carreira ao longo de mais de quatro d&eacute;cadas, &#381;ilnik continua filmando e percorrendo o mundo em workshops e palestras. "Meu esfor&ccedil;o principal &eacute; encorajar os jovens a usar as novas tecnologias n&atilde;o com a pretens&atilde;o de realizar apenas grandes filmes comerciais, mas com o objetivo de tentar capturar o fluxo da vida a seu redor. Imagens em movimento s&atilde;o hoje a principal fonte da hist&oacute;ria recente, de nosso conhecimento sobre tempos passados mais confi&aacute;vel que a palavra escrita. Em sua palestra aos alunos da Unicamp e no workshop gratuito oferecido na ECA-USP, &#381;ilnik deixou uma mensagem aos jovens aspirantes a diretores de cinema: "desenvolvam bem seu conceito, acreditem nele e trabalhem com paix&atilde;o, mas n&atilde;o sacrifiquem suas ideias esperando por grandes financiamentos, p&uacute;blicos ou privados". O cinema de &#381;ilnik est&aacute; na rua, pertencendo &agrave;queles que fazem a hora - e n&atilde;o esperam acontecer.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Alfredo Suppia </i></font></p>      ]]></body>
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