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</front><body><![CDATA[ <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v66n4/tendencias.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <P ALIGN="CENTER"><font size=5><b>Matriz energ&eacute;tica e o bin&ocirc;mio &aacute;gua vs. energia   para o Brasil</b></font></P>     <P ALIGN="CENTER"><font size="3"><b><i>Jeancarlo Pereira dos Anjos    <br>   Gisele Ol&iacute;mpio da Rocha    <br> Jailson Bittencourt de Andrade</i></b></font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size=5><b>A</b></font><font size="3"> atual necessidade de economia de energia e redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de carbono tem feito com que o tema &aacute;gua <I>versus </I>energia tamb&eacute;m se torne uma grande preocupa&ccedil;&atilde;o mundial. &Aacute;gua e energia est&atilde;o completamente interligadas, visto que, para a produ&ccedil;&atilde;o de energia, uma quantidade significativa de &aacute;gua &eacute; consumida e &eacute; necess&aacute;rio energia para o abastecimento/tratamento de &aacute;gua. Al&eacute;m disso, a &aacute;gua &eacute; requerida para a gera&ccedil;&atilde;o, explora&ccedil;&atilde;o, processamento e transporte de combust&iacute;veis f&oacute;sseis. Outros usos est&atilde;o relacionados &agrave; perfura&ccedil;&atilde;o e fratura para a explora&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo e g&aacute;s, em sistemas de refrigera&ccedil;&atilde;o em usinas termel&eacute;tricas, na produ&ccedil;&atilde;o de eletricidadade em usinas hidrel&eacute;tricas e no cultivo das mat&eacute;rias&#45;primas utilizadas na produ&ccedil;&atilde;o de biocombust&iacute;veis, os quais necessitam de quantidades consideravelmente altas de &aacute;gua para sua obten&ccedil;&atilde;o (1&#45;3). </font></P>     <p><font size="3">A Terra possui cerca de 1,386 bilh&atilde;o de km<SUP>3</SUP> de &aacute;gua, dos quais 97% &eacute; &aacute;gua salina. Dos 3% de &aacute;gua doce do planeta, cerca de 99,7% encontram&#45;se nas geleiras  e solo, o que requer energia para sua remo&ccedil;&atilde;o. Apenas 0,1 milh&atilde;o km<SUP>3</SUP> de &aacute;gua doce s&atilde;o encontrados em lagos e rios, bem como cerca de 13.000 km<SUP>3</SUP> est&atilde;o na atmosfera (4). A agricultura &eacute; um dos setores que mais consome &aacute;gua no Brasil, uma vez que aproximadamente 70% da &aacute;gua doce &eacute; usada em sistemas de irriga&ccedil;&atilde;o. Por outro lado, o setor energ&eacute;tico &eacute; o segundo maior consumidor de &aacute;gua, sendo respons&aacute;vel por 20% das capta&ccedil;&otilde;es de &aacute;gua no mundo. Al&eacute;m do alto consumo de &aacute;gua, a agricultura por si s&oacute; pode provocar efeitos delet&eacute;rios ao ambiente j&aacute; que o uso indiscriminado de fertilizantes e pesticidas provoca polui&ccedil;&atilde;o do ar, solos e &aacute;guas subterr&acirc;neas e superficiais, trazendo riscos aos ecossistemas naturais e &agrave; sa&uacute;de humana (2; 5).</font></P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3">Em rela&ccedil;&atilde;o ao sistema de energia global, o Brasil ocupa uma posi&ccedil;&atilde;o singular, sendo a principal forma de produ&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica no pa&iacute;s por meio de usinas hidrel&eacute;tricas, as quais utilizam a for&ccedil;a das &aacute;guas para a movimenta&ccedil;&atilde;o de turbinas na gera&ccedil;&atilde;o de energia. A maioria das resid&ecirc;ncias brasileiras tem acesso &agrave; eletricidade e a expans&atilde;o do sistema de energia que, em um primeiro momento, possui meios adequados para garantir um r&aacute;pido crescimento econ&ocirc;mico por meio de uma matriz energ&eacute;tica diversificada, pode experimentar algumas mudan&ccedil;as, uma vez que o Brasil tem apresentado um aumento na demanda de energia. Entretanto, se as usinas hidrel&eacute;tricas n&atilde;o estiverem suficientemente dispon&iacute;veis at&eacute; 2035 para cobrir o aumento da demanda por energia el&eacute;trica ou houver longos per&iacute;odos de seca que podem comprometer a produ&ccedil;&atilde;o de eletricidade, outras formas de produ&ccedil;&atilde;o de energia, como esta&ccedil;&otilde;es de energia movidas a g&aacute;s natural, esta&ccedil;&otilde;es de energia e&oacute;lica e a produ&ccedil;&atilde;o de bioenergia devem preencher esta lacuna (6).</font></P>     <p><font size="3">No setor de transportes, desde a crise do petr&oacute;leo de 1970, o Brasil desenvolveu sua matriz energ&eacute;tica por meio de uma importante taxa de contribui&ccedil;&atilde;o do etanol de cana e, mais recentemente, o uso de biodiesel. Em 2005, houve uma mudan&ccedil;a significativa na composi&ccedil;&atilde;o do diesel brasileiro, por meio de programas governamentais, determinando a adi&ccedil;&atilde;o gradual de 2% a 5% de biodiesel (B5) ao diesel convencional, que ocorreu em 2010. Desde ent&atilde;o, o governo brasileiro vinha adotando o uso do B5. Recentemente o percentual foi aumentado para 6%, com planos de aumentar esse &iacute;ndice para 7% de biodiesel (B7) a partir de novembro de 2014 (7; 8). Dessa forma, os biocombust&iacute;veis t&ecirc;m sido implementados na matriz energ&eacute;tica brasileira, juntamente com as formas renov&aacute;veis de gera&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica (tais como usinas hidrel&eacute;tricas e energia e&oacute;lica), dando ao Brasil uma posi&ccedil;&atilde;o &uacute;nica no sistema da matriz energ&eacute;tica global. </font></P>     <p><font size="3">A ampla disponibilidade de ve&iacute;culos <I>flex fuel</I> no pa&iacute;s, combinada com o aumento dos pre&ccedil;os do petr&oacute;leo levou a um r&aacute;pido crescimento na produ&ccedil;&atilde;o de bioetanol desde o ano 2000, tendo hoje uma produ&ccedil;&atilde;o de mais de 80% de autom&oacute;veis movidos a bicombust&iacute;veis (9). Entretanto, apesar dos biocombust&iacute;veis contribu&iacute;rem para a redu&ccedil;&atilde;o nas emiss&otilde;es de gases do efeito estufa, a demanda por &aacute;gua para a produ&ccedil;&atilde;o desses combust&iacute;veis (principalmente para a produ&ccedil;&atilde;o de suas mat&eacute;rias&#45;primas) pode ser maior quando comparada &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de combust&iacute;veis f&oacute;sseis, o que poderia causar escassez de &aacute;gua em grande escala (10; 11) Estimativas mostram que s&atilde;o utilizados at&eacute; 2.516 litros de &aacute;gua para cada litro de etanol de cana produzido enquanto s&atilde;o necess&aacute;rios at&eacute; 13.676 litros de &aacute;gua para cada litro de biodiesel de soja produzido, j&aacute; que a soja representa a principal mat&eacute;ria&#45;prima utilizada na produ&ccedil;&atilde;o deste combust&iacute;vel no Brasil (12). Diante disso, o r&aacute;pido crescimento em grande escala do setor de biocombust&iacute;veis tem implica&ccedil;&otilde;es potencialmente negativas em diferentes setores ligados &agrave; seguran&ccedil;a alimentar, pois pode aumentar a competi&ccedil;&atilde;o por terra e recursos h&iacute;dricos (1; 5; 6).</font></P>     <p><font size="3">Por outro lado, tendo em vista os recentes avan&ccedil;os na explora&ccedil;&atilde;o do petr&oacute;leo do pr&eacute;&#45;sal (estimada em 9&#45;15 milh&otilde;es de barris) e a descoberta de po&ccedil;os de g&aacute;s de xisto (7,5 trilh&otilde;es de dm<SUP>3</SUP>), em conjunto &agrave;s quest&otilde;es sociais e ambientais desfavor&aacute;veis aos biocombust&iacute;veis, haveria a possibilidade da matriz energ&eacute;tica brasileira voltar a ter foco nos combust&iacute;veis f&oacute;sseis novamente (1; 6). Nesse sentido, estes  desafios que o pa&iacute;s enfrenta e as transforma&ccedil;&otilde;es ligadas a todas essas altera&ccedil;&otilde;es de panoramas poder&aacute; trazer implica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&oacute; para o Brasil, mas tamb&eacute;m para a matriz energ&eacute;tica mundial.</font></P>     <p><font size="3">Desta forma, novas maneiras de reduzir as emiss&otilde;es de carbono tem se tornado importantes para o transporte de energia, juntamente com as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas globais. Considerando as alternativas aos combust&iacute;veis f&oacute;sseis, &eacute; necess&aacute;rio compreender n&atilde;o apenas os custos e impactos das emiss&otilde;es de carbono, mas tamb&eacute;m os potenciais impactos sobre o uso da terra, recursos naturais e outros impactos ambientais que a produ&ccedil;&atilde;o de energia pode resultar, como a polui&ccedil;&atilde;o do ar, de &aacute;guas superficiais e subterr&acirc;neas e a eutrofiza&ccedil;&atilde;o (aumento da concentra&ccedil;&atilde;o de nutrientes, especialmente nitrog&ecirc;nio e f&oacute;sforo, em corpos d'&aacute;gua) (13).</font></P>     <p>&nbsp;</P>     <p><font size="3"><i><b>Jeancarlo Pereira dos Anjos</b> &eacute; doutor em qu&iacute;mica e bolsista de p&oacute;s&#45;doutorado no Instituto de Qu&iacute;mica da Universidade Federal da Bahia (UFBA).    <br>   <b>Gisele Ol&iacute;mpio da Rocha </b>&eacute; doutora em qu&iacute;mica, professora adjunta do Departamento de Qu&iacute;mica Anal&iacute;tica do Instituto de Qu&iacute;mica da UFBA e membro afiliado da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias (2011&#45;2015).    <br>   <b>Jailson Bittencourt de Andrade</b> &eacute; doutor em qu&iacute;mica, professor titular do Departamento de Qu&iacute;mica Geral e Inorg&acirc;nica do Instituto de Qu&iacute;mica da UFBA e coordenador do INCT de Energia e Ambiente.  Email: <a href="mailto:jailsondeandrade@gmail.com">jailsondeandrade@gmail.com</a></i></font></P>     <p>&nbsp;</P>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">1. da Rocha, G.O.; De Andrade, J.B.; Guarieiro, A.L.N.; Guarieiro, L.L.N.; Ramos, L.P. <i>Qu&iacute;mica Nova</i> 36, 1540. 2013.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">2. Hadian, S.; Madani, K. <i>Sustainability</i> 5, 4674. 2013.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">3. Zhang, C.; Anadon, L.D. <i>Environmental Science &amp; Technology</i> 47, 14459. 2013.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">4. McMahon, J.E.; Price, S.K. <i>Annual Review Environmental Resources</i> 36, 163. 2011.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">5. FAO &#150; Food and Agriculture Organization of the United Nations. Statistical Yearbook 2013 &#45; World Food and Agriculture. FAO. 2013.     </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">6. EIA &#150; Energy International Agency. World Energy Outlook. 2013.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">7. Martins, L.D.; Silva J&uacute;nior, C.R.; Solci, M.C.; Pinto, J.P.; Souza, D.Z.; Vasconcellos, P.; Guarieiro, A.L.N.; Guarieiro, L.L.N.; Sousa, E.T.; De Andrade, J.B. <i>Environmental Monitoring and Assessment</i> 84, 2663. 2012.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">8. Matoso, F. Governo federal anuncia aumento no percentual de biodiesel no &oacute;leo diesel. Economia &#150; Portal G1 (Internet). Acessado em: 23/07/2014.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">9. Balat, M.; Balat, H. <i>Applied Energy</i> 86, 2273. 2009.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">10. Bernardi, A.; Giarola, S.; Bezzo, F. <i>Ind. &amp; Eng.Chem. Research</i> 52, 7170. 2013.     </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">11. Cai, H.; Hu, X.; Xu, M. <i>Applied Energy</i> 111, 644. 2013.    </font></P>     <!-- ref --><p><font size="3">12. Gerbens&#45;Leenes, W.; Hoekstra, A. Y.; van der Meer, T. H. <i>PNAS</i> 106, 10219. 2009.    </font></P>      ]]></body><back>
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