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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>MUNDO    <br> ENERGIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Desafios para gera&ccedil;&atilde;o de energia na Am&eacute;rica Latina</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">O uso das fontes de energia renov&aacute;veis ser&aacute; cada vez mais importante para o desenvolvimento sustent&aacute;vel na Am&eacute;rica Latina. O Brasil, por exemplo, mesmo dispondo de fontes de gera&ccedil;&atilde;o de energia hidrel&eacute;trica, ter&aacute; que lidar com mudan&ccedil;as ambientais que afetam a disponibilidade da &aacute;gua.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Segundo pesquisadores do Painel Intergovernamental sobre Mudan&ccedil;a do Clima (IPCC) j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel observar altera&ccedil;&otilde;es no fluxo e disponibilidade de &aacute;gua na Am&eacute;rica do Sul, o que dever&aacute; afetar regi&otilde;es j&aacute; vulner&aacute;veis. No Brasil, a recente seca da nascente do Rio S&atilde;o Francisco, na Serra da Canastra, em Minas Gerais, e a diminui&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel do Sistema Cantareira, em S&atilde;o Paulo, parecem apontar nessa dire&ccedil;&atilde;o. Para o professor da Faculdade de Engenharia El&eacute;trica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Carlos Alberto Mariottoni, "per&iacute;odos de seca dever&atilde;o se tornar mais frequentes no mundo nos pr&oacute;ximos anos". "Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas a Cordilheira dos Andes encolheu quase metade de sua camada de gelo e isso tem a ver com a disponibilidade de &aacute;gua pot&aacute;vel", diz ele.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Karin Kemper, conselheira s&ecirc;nior do Banco Mundial para Am&eacute;rica Latina e Caribe, afirma que uma combina&ccedil;&atilde;o de dois fatores deve nortear as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; &aacute;gua e &agrave; energia. "Em certas bacias hidrogr&aacute;ficas haver&aacute; uma diminui&ccedil;&atilde;o das chuvas e da vaz&atilde;o. Mas, mesmo nas bacias em que isso n&atilde;o ocorrer, o padr&atilde;o sazonal mudou - temos epis&oacute;dios de secas mais longos e picos de cheia mais intensos", disse ela, que apresentou o relat&oacute;rio do Banco Mundial "Turn Down The Heat - Confronting the New Climate Global" em dezembro de 2014, em Washington (EUA).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Adapta&ccedil;&atilde;o</b> Karin ainda menciona que a maioria das obras de infraestrutura, para gerar energia ou n&atilde;o, &eacute; planejada de acordo com padr&otilde;es observados de comportamento clim&aacute;tico. Nos &uacute;ltimos anos, entretanto, o comportamento do clima tem se tornado cada vez mais imprevis&iacute;vel.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Por exemplo, uma usina de gera&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica a g&aacute;s precisa de &aacute;gua para resfriamento de suas turbinas. Essa &aacute;gua geralmente &eacute; retirada de um rio, voltando para ele depois de completar o ciclo na usina termel&eacute;trica. "No entanto, se a temperatura da &aacute;gua do rio aumentar acima de certo n&iacute;vel, a usina vai ter que parar, pois, do contr&aacute;rio, ir&aacute; despejar &aacute;gua quente demais no rio, o que teria um impacto desastroso para o ecossistema", explica Karin no relat&oacute;rio do Banco Mundial.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, segundo a analista, pa&iacute;ses latino-americanos deveriam "complementar a gera&ccedil;&atilde;o de energia hidrel&eacute;trica investindo na gera&ccedil;&atilde;o de energia t&eacute;rmica baseada em fontes mais alternativas como lixo ou biomassa, energia e&oacute;lica e solar, criando matrizes energ&eacute;ticas diversificadas, cada uma com vantagens e desvantagens".</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">O pesquisador da Unicamp, Alberto Mariottoni, tamb&eacute;m defende o desenvolvimento de fontes diversas para gera&ccedil;&atilde;o de energia. Segundo ele, "os pa&iacute;ses devem bus-car diminuir a emiss&atilde;o de gases de efeito estufa, em todas as atividades econ&ocirc;micas, incluindo a gera&ccedil;&atilde;o de energia".</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Ele lembra, no entanto, que o desenvolvimento dessas fontes n&atilde;o &eacute; barato e que elas exigem investimentos em infraestrutura elevados. "O Brasil j&aacute; est&aacute; recuperando o atraso em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; energia e&oacute;lica e solar. Em 2014 vimos leil&otilde;es importantes nessa &aacute;rea no pa&iacute;s", comenta.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">O desenvolvimento sustent&aacute;vel depende de mudan&ccedil;as relacionadas &agrave; gera&ccedil;&atilde;o de energia. Essas mudan&ccedil;as, como notam os especialistas, passam n&atilde;o apenas pela oferta, mas tamb&eacute;m pela demanda energ&eacute;tica. O Brasil est&aacute; em uma posi&ccedil;&atilde;o privilegiada para coordenar esse processo, tem uma matriz energ&eacute;tica razoavelmente limpa e &eacute; um dos l&iacute;deres nas negocia&ccedil;&otilde;es globais sobre meio ambiente. Mais mudan&ccedil;as e investimentos, por&eacute;m, s&atilde;o necess&aacute;rios.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><i>Ricardo Manini</i></font></p>      ]]></body>

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