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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> PSICAN&Aacute;LISE E FILOSOFIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>O infinito campo hermen&ecirc;utico</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Oswaldo Giac&oacute;ia Junior</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Um di&aacute;logo entre Nietzsche e a psican&aacute;lise n&atilde;o pode prescindir de uma men&ccedil;&atilde;o &agrave; eros&atilde;o por este fil&oacute;sofo do campo tradicional da <i>psich&eacute;.</i> Com efeito, a cr&iacute;tica disruptiva a que Nietzsche submete a modernidade cultural e a hist&oacute;ria da filosofia tem como alvo privilegiado o n&uacute;cleo espiritual da metaf&iacute;sica, isto &eacute;, a subjetividade e os processos de subjetiva&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o se trata, de modo algum, de simplesmente inverter a valora&ccedil;&atilde;o que sempre foi dada &agrave; alma (ao esp&iacute;rito ou intelecto) em rela&ccedil;&atilde;o ao corpo e &agrave; carne. Trata-se de subverter inteiramente a pr&oacute;pria ideia de uma oposi&ccedil;&atilde;o entre mente e corpo, fazendo deste a "grande raz&atilde;o" e daquele um instrumento e um brinquedo - um efeito de superf&iacute;cie - um signo, ou melhor, uma cadeia semi&oacute;tica da prodigiosa racionalidade corporal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">"O corpo humano, no qual torna-se de novo vivo e corp&oacute;reo o passado inteiro e remoto de todo vir-a-ser org&acirc;nico, por meio do qual, por sobre o qual, para al&eacute;m do qual, parece fluir uma imensa e insond&aacute;vel corrente: o corpo &eacute; um pensamento mais admir&aacute;vel do que a antiga 'alma'" (1). Nesse sentido, o corpo &eacute;, para Nietzsche, n&atilde;o um mero objeto dispon&iacute;vel e sujeitado &agrave; curiosidade te&oacute;rica; ele &eacute;, antes, "um pensamento admir&aacute;vel". Insond&aacute;vel em sua natureza labir&iacute;ntica, o corpo &eacute;, ao mesmo tempo, o fio de Ariadne, que nos guia pelos percursos mais abissais e inauditos, pelo labirinto do universo entendido como feixe de configura&ccedil;&otilde;es e ramifica&ccedil;&otilde;es da infinitamente proteiforme vontade de poder. Em Nietzsche, o corpo n&atilde;o pode, pois, ser adequadamente tomado no mero registro do f&iacute;sico-som&aacute;tico, biol&oacute;gico, daquilo que <i>stricto sensu</i> se determina como o objeto da fisiologia. O corpo tem a impalp&aacute;vel concretude de um campo de for&ccedil;as, ou de uma superf&iacute;cie de cruzamento entre m&uacute;ltiplas perspectivas. No corpo fala a linguagem do inconsciente, sua natureza &iacute;ntima &eacute; apresentar-se como semiose infinita.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Como unidade de organiza&ccedil;&atilde;o, o corpo nos abre a perspectiva para a compreens&atilde;o da totalidade do org&acirc;nico, pois o homem n&atilde;o &eacute; sen&atilde;o essa mesma totalidade continuando a viver numa determinada dire&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Com isso, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, tamb&eacute;m se tornaram inutiliz&aacute;veis as antigas oposi&ccedil;&otilde;es entre "natureza" e "esp&iacute;rito", e at&eacute; mesmo as diferencia&ccedil;&otilde;es meramente formais entre "org&acirc;nico" e "inorg&acirc;nico"; a saber: na medida em que encontramos no homem todo org&acirc;nico j&aacute; como s&iacute;ntese incorporada de for&ccedil;as inorg&acirc;nicas, e com isso - para al&eacute;m de causa e efeito - sempre reencontramos novamente tudo aquilo que em n&oacute;s est&aacute; t&atilde;o "firmemente incorporado". "Que o gato homem sempre de novo recaia sobre suas quatro pernas - eu quis dizer sobre sua &uacute;nica perna "Eu" -, isso &eacute; apenas um sintoma de sua unidade <i>fisiol&oacute;gica</i>, mais corretamente, de sua "reuni&atilde;o": nenhum motivo para se crer numa "unidade an&iacute;mica".</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Este si mesmo corporal, de que o "Eu/consci&ecirc;ncia" <i>&eacute; apenas uma proje&ccedil;&atilde;o mental,</i> n&atilde;o &eacute; o <b>contr&aacute;rio</b> da racionalidade, mas sua verdadeira figura, mesmo que ignorada. A pequena raz&atilde;o &eacute; apenas instrumento da "grande" raz&atilde;o, cuja extens&atilde;o, fronteiras e possibilidades permanecem desconhecidas para a consci&ecirc;ncia. Um dos efeitos da invers&atilde;o operada pela genealogia nietzscheana vai consistir, pois, em indicar essa dimens&atilde;o inaudita, sobre cujo pano de fundo a consci&ecirc;ncia (a pequena raz&atilde;o) aparece como uma ilha pequena e fr&aacute;gil num oceano infinito. Nessa indica&ccedil;&atilde;o, podemos encontrar um ponto de apoio para nossa aproxima&ccedil;&atilde;o com Freud, uma vez que tamb&eacute;m para este o ego forma parte da superf&iacute;cie do corpo, sendo ele pr&oacute;prio proje&ccedil;&atilde;o de uma superf&iacute;cie. E, nesse sentido, uma aproxima&ccedil;&atilde;o com a metapsicologia de Freud torna-se prodigiosamente fecunda.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">O ego &eacute; sobretudo um ego corporal; ele n&atilde;o &eacute; apenas uma entidade de superf&iacute;cie, sen&atilde;o que &eacute;, ele pr&oacute;prio, a proje&ccedil;&atilde;o de uma superf&iacute;cie. Se procurarmos uma analogia anat&ocirc;mica para ele, poderemos identific&aacute;-lo antes de tudo com o "hom&uacute;nculo cortical" dos anatomistas, que fica de cabe&ccedil;a para baixo no c&oacute;rtex, estende os calcanhares para cima, olha para tr&aacute;s e, como sabemos, possui a zona da fala no lado esquerdo. Dedicou-se aten&ccedil;&atilde;o repetidamente &agrave; rela&ccedil;&atilde;o do ego com a consci&ecirc;ncia, todavia existem aqui alguns fatos importantes que devem ser novamente descritos. Acostumados como estamos a levar conosco, por toda parte, nossa escala social ou &eacute;tica de valores, n&atilde;o ficamos surpresos em ouvir que a cena das atividades das paix&otilde;es inferiores se acha no inconsciente; esperamos, ademais, que quanto mais alto uma fun&ccedil;&atilde;o mental se coloque em nossa escala de valores, mais facilmente encontrar&aacute; acesso seguro &agrave; consci&ecirc;ncia. Aqui, contudo, a experi&ecirc;ncia psicanal&iacute;tica nos desaponta. Por um lado, temos provas de que mesmo opera&ccedil;&otilde;es intelectuais sutis e dif&iacute;ceis, que ordinariamente exigem reflex&atilde;o vigorosa, podem igualmente ser executadas pr&eacute;-conscientemente e sem chegarem &agrave; consci&ecirc;ncia. Outra experi&ecirc;ncia, por&eacute;m, &eacute; muito mais estranha. Em nossas an&aacute;lises, aprendemos que existem pessoas nas quais as faculdades de autocr&iacute;tica e consci&ecirc;ncia moral (<i>Gewissen</i>) - portanto, atividades mentais que s&atilde;o avaliadas como extremamente elevadas - s&atilde;o inconscientes e inconscientemente produzem efeitos da maior import&acirc;ncia (3).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Trata-se, portanto, em Freud, como j&aacute; em Nietzsche, de interpretar o "ego/consci&ecirc;ncia" a partir do corpo e corporalmente, e faz&ecirc;-lo tanto do ponto de vista topol&oacute;gico quanto, sobretudo, din&acirc;mico e econ&ocirc;mico. Se, para Nietzsche, um indiv&iacute;duo &eacute; um prodigioso campo de for&ccedil;as, esse indiv&iacute;duo, em sentido psicanal&iacute;tico, deve ser considerado como um "id ps&iacute;quico desconhecido e inconsciente, sobre cuja superf&iacute;cie assenta-se o ego, desenvolvido a partir do sistema percep&ccedil;&atilde;o-consci&ecirc;ncia. Se desejarmos uma apresenta&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica, ent&atilde;o acrescentaremos que o ego n&atilde;o envolve completamente o id, mas apenas na medida em que o sistema percep&ccedil;&atilde;o forma a sua &#91;do ego&#93; superf&iacute;cie; portanto, como a gema fica instalada no ovo. O ego n&atilde;o est&aacute; pronunciadamente separado do id, mas mistura-se com ele, fluindo para baixo. Mas tamb&eacute;m o recalcado mistura-se com o id, &eacute; apenas uma parte dele. O recalcado &eacute; pronunciadamente separado do ego por meio das resist&ecirc;ncias do recalque, e pode comunicar-se com ele por meio do id (4).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Encontramos, como em Nietzsche, rela&ccedil;&otilde;es din&acirc;micas entre for&ccedil;as somato-ps&iacute;quicas, jogos de oposi&ccedil;&otilde;es e resist&ecirc;ncias, correntes energ&eacute;ticas investidas em sistemas, que neles se especificam espacialmente (profundidade, superf&iacute;cie), deslocam-se entre os mesmos, neles desempenham fun&ccedil;&otilde;es (percep&ccedil;&atilde;o, consci&ecirc;ncia, registro de qualidades ps&iacute;quicas), inst&acirc;ncias que recebem aportes e sofrem subtra&ccedil;&otilde;es de quantidades de energia (investimentos, contra-investimentos etc); mas que tamb&eacute;m se deixam interpretar em termos de escalas valorativas (alto e baixo, superior e inferior), inclusive em termos de estimativas de valor &eacute;tico-pol&iacute;tico (dominantes e dominados).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">O mais not&aacute;vel, por&eacute;m, nessa aproxima&ccedil;&atilde;o te&oacute;rica entre a hermen&ecirc;utica nietzscheana e a metapsicologia de Freud, &eacute; que as categorias ontol&oacute;gicas que servem de base para a constru&ccedil;&atilde;o das respectivas teorias acabam por perder seu teor de substancialidade, mesmo tamb&eacute;m a aparente unidade que lhes deve ser ficcionalmente atribu&iacute;da, para fins heur&iacute;sticos, dissolvendo-se em processos interpretativos sem sujeito fixo:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Nos prim&oacute;rdios origin&aacute;rios (<i>uranf&auml;nglich</i>), na primitiva fase oral do indiv&iacute;duo, o investimento de objeto (<i>objektbesetzung</i>) e a identifica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o bem separ&aacute;veis um do outro. Mais tarde, pode-se apenas admitir que os investimentos de objeto partem do id, que sente as press&otilde;es (<i>strebungen</i>) er&oacute;ticas como car&ecirc;ncias (<i>bed&uuml;rfnisse</i>). O ego, inicialmente ainda t&iacute;bio, toma conhecimento dos investimentos de objeto, toma agrado por eles, ou procura defender-se deles por meio do processo de repress&atilde;o (<i>verdr&auml;ngung</i>) (5).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Percebemos, portanto, que aqui n&atilde;o existem unidades est&aacute;veis, subst&acirc;ncias ou sujeitos, em sentido ontol&oacute;gico, o que h&aacute; s&atilde;o sistemas que se formam, com suas energias e suas fun&ccedil;&otilde;es de reservat&oacute;rio ou de descarga, processos de identifica&ccedil;&atilde;o, ou, ao contr&aacute;rio, de separa&ccedil;&atilde;o; uni&atilde;o, assimila&ccedil;&atilde;o ou rejei&ccedil;&atilde;o comandadas inteiramente n&atilde;o por sujeitos substanciais ou unidades l&oacute;gicas, como a apercep&ccedil;&atilde;o transcendental em Kant; o que temos, nesses sistemas, s&atilde;o atua&ccedil;&otilde;es de quanta de energia fisio-ps&iacute;quica, for&ccedil;as e press&otilde;es,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   impulsos e resist&ecirc;ncias sentidas (o verbo empregado por Freud na cita&ccedil;&atilde;o acima &eacute; <i>empfinden</i>), isto &eacute;, <b>interpretadas como car&ecirc;ncias</b> - a saber, significadas, tomadas em estruturas de sentido, <b>colhidas em perspectivas,</b> que justamente n&atilde;o s&atilde;o referidas a interpretantes &uacute;ltimos com o estatuto de sujeitos ou unidades, sen&atilde;o como unidades plurais de organiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Em virtude do <i>esquecimento</i> de que s&oacute; existe um avaliar perspectivo, fervilham mir&iacute;ades de avalia&ccedil;&otilde;es contradit&oacute;rias e <i>consequentemente de impulsos contradit&oacute;rios em um</i> homem. Isso &eacute; a <i>express&atilde;o da enfermidade no homem</i>; ao contr&aacute;rio do animal, no qual todos os instintos presentes prestam-se a tarefas totalmente determinadas; - aquela criatura repleta de contradi&ccedil;&otilde;es tem, por&eacute;m, em seu ser (wesen) um grande m&eacute;todo de conhecimento: ele sente muitos pr&oacute;s e contras - ele se eleva &agrave; <i>justi&ccedil;a</i> - ao compreender <i>para al&eacute;m do avaliar em termos de bem e mal.</i> O homem mais s&aacute;bio seria <i>o mais rico em contradi&ccedil;&otilde;es</i>, o que tem como que &oacute;rg&atilde;os do tato para todas as esp&eacute;cies de homem: e, em meio a isso, tem seus grandes instantes de <i>enorme conson&acirc;ncia</i> - o elevado <i>acaso</i> tamb&eacute;m em n&oacute;s! - Uma esp&eacute;cie de movimento planet&aacute;rio (6).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Portanto, tanto para Nietzsche quanto para Freud, aquilo que a tradi&ccedil;&atilde;o confundia com a estrutura nuclear da subjetividade - a consci&ecirc;ncia, raz&atilde;o, ou esp&iacute;rito, a alma (<i>psich&eacute;</i>) - nada mais &eacute; que a t&ecirc;nue superf&iacute;cie de uma profundidade insond&aacute;vel, daquela grande raz&atilde;o, que &eacute; o corpo. Ao contr&aacute;rio da ilus&atilde;o subjetiva da consci&ecirc;ncia, que &eacute; um efeito induzido pela gram&aacute;tica da linguagem (um "eu" que &eacute; meramente discursivo, portanto, que &eacute; apenas <b>dito</b>), o corpo, como unidade produzida a partir da multiplicidade n&atilde;o &eacute; apenas discurso, mas um <b>fazer</b> (o corpo <b>faz</b> "eu").</font></p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">Nesse movimento do pensamento, o "eu/ego/consci&ecirc;ncia" pode ser comparada a uma fr&aacute;gil embarca&ccedil;&atilde;o, permanentemente amea&ccedil;ada, que se mant&eacute;m na superf&iacute;cie do oceano infinito e in&oacute;spito, confiante em sua possibilidade de manter-se &agrave; tona. E, no entanto, &eacute; a essa forma&ccedil;&atilde;o ps&iacute;quica vulner&aacute;vel que se deve a epopeia da cultura. Se retirarmos agora o foco da aten&ccedil;&atilde;o da subjetividade insubsistente para a rela&ccedil;&atilde;o entre sujeito e interpreta&ccedil;&atilde;o, atingiremos um extrato ainda mais profundo da cr&iacute;tica nietzscheana da metaf&iacute;sica, na qual se opera uma dissolu&ccedil;&atilde;o integral da subjetividade, tal como foi pensada pela tradi&ccedil;&atilde;o filos&oacute;fica. A divisa freudiana "<i>Wo es war, sol ich werden</i>" ("Onde estava o id, ali deve advir o ego") (7), bem poderia ter sido tamb&eacute;m o lema de Nietzsche.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b><i>Oswaldo Giac&oacute;ia Junior</i></b> <i>&eacute; professor titular de filosofia do Instituto de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Autor de</i> Nietzsche: o humano como mem&oacute;ria e como promessa. Petr&oacute;polis: Vozes, 2014 e Heidegger urgente. S&atilde;o Paulo: Tr&ecirc;s Estrelas, 2013.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>Notas e Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">1. Nietzsche, F. "Nachlass fragment", no. 36&#91;35&#93;, de junho - julho de 1885. In: <i>S&auml;mtliche Werke</i>. Kritische Studienausgabe (KSA). Ed. G. Colli und M. Montinari. Berlin, New York, M&uuml;nchen: de Gruyter, DTV. 1980, vol. 11, p. 565.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=091655&pid=S0009-6725201500010001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">2. Schipperges, H. <i>Am leitfaden des leibes. Zur anthropologik und therapeutik Fr. Nietzsches</i>. Stuttgart: Ernst Klett Verlag, 1975, p. 62s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=091657&pid=S0009-6725201500010001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">3. Freud, S. "Das ich und das es". In: Freud, S. <i>Studienausgabe</i>. Band III. Ed. A. Mitscherlich; A. Richard; J. Strachey. Frankfurt/M: Fischer Verlag, 1982, p. 294.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=091659&pid=S0009-6725201500010001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">4. Freud, S. "Das ich und das es". In: Freud, S. <i>Studienausgabe</i>. Band III. Ed. A. Mitscherlich; A. Richard; J. Strachey. Frankfurt/M: Fischer Verlag, 1982, p. 292s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=091661&pid=S0009-6725201500010001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">5. Freud, S. "Das ich und das es". In: Freud, S. <i>Studienausgabe</i>. Band III. Ed. A. Mitscherlich; A. Richard; J. Strachey. Frankfurt/M: Fischer Verlag, 1982, p. 296s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=091663&pid=S0009-6725201500010001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">6. Nietzsche, F. <i>Fragmento p</i>&oacute;stumo do ver&atilde;o-outono de 1884, n&uacute;mero 26 &#91;119&#93;. In: KSA, vol. 11, p. 181s.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=091665&pid=S0009-6725201500010001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif">7. Freud, S. "Novas confer&ecirc;ncias introdut&oacute;rias sobre psican&aacute;lise". In: S. Freud, <i>Edi&ccedil;&atilde;o standard brasileira das obras psicol&oacute;gicas completas de Sigmund Freud</i> (J. Salom&atilde;o, Trad., Vol. 22). Rio de Janeiro: Imago. p. 102. 1933.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=091667&pid=S0009-6725201500010001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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