<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252015000200006</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21800/2317-66602015000200006</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fatores distintos, como eventos naturais ou crises economicas e sociais, podem esvaziar uma cidade]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Piacentini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Patrícia]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>06</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>67</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>12</fpage>
<lpage>13</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252015000200006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252015000200006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252015000200006&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>NOT&Iacute;CIAS DO MUNDO    <br> CIDADES FANTASMAS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Fatores distintos, como eventos naturais ou crises economicas e sociais, podem esvaziar uma cidade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Patr&iacute;cia Piacentini</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n2/a06fig01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n2/a06fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">O filme<i> Tomates verdes fritos,</i> produ&ccedil;&atilde;o norte-americana de 1991, se passa em uma cidade fantasma Whistle Stop, no estado do Alabama, Estados Unidos. Embora Whistle Stop seja uma cria&ccedil;&atilde;o do cinema, as cidades fantasmas existem na vida real e h&aacute; exemplos em todos os cantos do planeta. &Eacute; o caso de Detroit, nos Estados Unidos, Pryipat (Ucr&acirc;nia), Ouradour Sur Gl&acirc;ne (Fran&ccedil;a), Gunkanjima (Jap&atilde;o), Kolmanskop (Nam&iacute;bia), Epecu&eacute;n (Argentina), Humberstone (Chile), e Fordl&acirc;ndia (Brasil). Segundo Jos&eacute; Eust&aacute;quio Diniz Alves, professor da Escola Nacional de Ci&ecirc;ncias Estat&iacute;sticas (Ence/IBGE), s&atilde;o muitos os fatores que podem transformar um local em cidade fantasma. "A hist&oacute;ria da humanidade est&aacute; repleta n&atilde;o s&oacute; de cidades mas tamb&eacute;m de civiliza&ccedil;&otilde;es que desapareceram devido &agrave;s crises econ&ocirc;micas, sociais e ambientais". </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">Para Fabr&iacute;cio Gallo, professor do Departamento de Planejamento Territorial e Geoprocessamento da Universidade Estadual Paulista (Unesp), tanto os eventos naturais, como grandes secas ou terremotos, quanto as a&ccedil;&otilde;es antr&oacute;picas podem ser os motores desse processo. Ele destaca, no entanto, que &eacute; dif&iacute;cil comparar situa&ccedil;&otilde;es distintas entre pa&iacute;ses. "As realidades e motivos que levaram cada localidade a ser considerada 'fantasma' s&atilde;o bem diferentes. Inclusive, na forma como o Estado pode intervir ou n&atilde;o para mudar essa realidade. Por exemplo, a Fran&ccedil;a &eacute; um pa&iacute;s unit&aacute;rio, por isso o governo central, se quiser, pode injetar recursos financeiros em Ouradour Sur Gl&acirc;ne para melhorar os acessos a essa cidade, que &eacute; mantida em ru&iacute;nas para preservar a hist&oacute;ria daqueles que morreram na Segunda Guerra Mundial". No Brasil, por ser uma federa&ccedil;&atilde;o, isso n&atilde;o acontece. "A administra&ccedil;&atilde;o local de um munic&iacute;pio como Aveiro, no Par&aacute;, pode ou n&atilde;o investir na &aacute;rea de Fordl&acirc;ndia. Entretanto, em geral, esses recursos s&atilde;o insuficientes e h&aacute; a depend&ecirc;ncia de recursos do estado e da Uni&atilde;o, ou seja, h&aacute; a necessidade de uma articula&ccedil;&atilde;o para obten&ccedil;&atilde;o do dinheiro para transformar um lugar", compara Gallo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>GUERRA DE LUGARES</b> O tipo de atividade econ&ocirc;mica tamb&eacute;m deve ser considerado. "Creio que o grande capital tem poder de a&ccedil;&atilde;o na escala das cidades, que pode impor e determinar que tipo de atividade econ&ocirc;mica ser&aacute; exercida naquele ponto do planeta. Algumas correntes da geografia chamam isso de especializa&ccedil;&atilde;o funcional dos lugares, capaz de criar sinergias entre as empresas instaladas no lugar e, com isso, potencialmente fazer a atividade produtiva florescer", analisa. Por&eacute;m, caso n&atilde;o ocorra a prosperidade econ&ocirc;mica esperada, toda uma cidade pode deixar de ser atraente ao capital e ser abandonada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> "O poder de a&ccedil;&atilde;o das grandes empresas internacionais na escala dos lugares &eacute; muito elevado. O que se tem que levar em conta &eacute; que a escolha da implanta&ccedil;&atilde;o de um empreendimento atende uma l&oacute;gica. Se um dia essa l&oacute;gica mudar, o lugar originalmente escolhido pode ser abandonado para ser substitu&iacute;do por outro mais atrativo - &eacute; o que chamamos, tamb&eacute;m, de guerra dos lugares", explica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> &Eacute; dif&iacute;cil tra&ccedil;ar o futuro da popula&ccedil;&atilde;o que foi obrigada a deixar uma cidade fantasma. "A popula&ccedil;&atilde;o pode ter uma redu&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida se n&atilde;o conseguir se inserir produtivamente em outro lugar ou pode ter uma melhor qualidade de vida se for para uma cidade que ofere&ccedil;a melhores perspectivas", conta Alves. No mesmo sentido, Gallo concorda que n&atilde;o h&aacute; como prever tal condi&ccedil;&atilde;o. "Se uma popula&ccedil;&atilde;o saiu de um lugar (que deixou de ser atrativo) ela pode ter encontrado condi&ccedil;&otilde;es melhores em outros pontos. Neste caso, o retorno ser&aacute; pouco prov&aacute;vel".</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>RECUPERA&Ccedil;&Atilde;O AMBIENTAL</b> As cidades fantasma podem ter um lado ben&eacute;fico. "Do ponto de vista ecoc&ecirc;ntrico pode ser um grande avan&ccedil;o para as demais esp&eacute;cies vivas do local. H&aacute; v&aacute;rios exemplos de civiliza&ccedil;&otilde;es e cidades que desapareceram e o meio ambiente se recuperou rapidamente dos danos causados pelas atividades antr&oacute;picas". Exemplo disso &eacute; Igatu, na Chapada Diamantina (BA), uma cidade fantasma que j&aacute; foi povoada por garimpeiros e familiares em busca de diamantes, mas hoje &eacute; um destino tur&iacute;stico. "O fim das atividades mineradoras foi &oacute;timo para o meio ambiente. Em geral, as atividades de garimpo e minera&ccedil;&atilde;o degradam muito a natureza. Entretanto, o turismo, se n&atilde;o for bem controlado e planejado, tamb&eacute;m pode ter impacto degradador. Ecossistemas ricos, como o da Chapada Diamantina, deveriam ficar o mais longe poss&iacute;vel dos efeitos delet&eacute;rios da atividade humana", opina Alves.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n2/a06fig03.jpg" usemap="#Map" border="0">   <map name="Map">     <area shape="rect" coords="14,781,215,799" href="http://www.buildingdetroit.org/" target="_blank">   </map> </p>      ]]></body>

</article>
