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<article-id pub-id-type="doi">10.21800/2317-66602015000200016</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Migração: as relações migratórias entre Brasil e Paraguai]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>NOT&Iacute;CIAS     <br> DESLOCAMENTOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Migra&ccedil;&atilde;o: as rela&ccedil;&otilde;es migrat&oacute;rias entre Brasil e Paraguai</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Carolina Medeiros</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">O Paraguai teve a maior contribui&ccedil;&atilde;o de migrantes para o Brasil na d&eacute;cada de 1990, dos quais 80% eram brasileiros regressos, sendo a proximidade geogr&aacute;fica e as condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas os principais fatores atrativos. As migra&ccedil;&otilde;es, e as estat&iacute;sticas produzidas a partir delas, geralmente se referem ao pa&iacute;s de origem para o destinat&aacute;rio, mas pouco se sabe sobre os fluxos internos depois da entrada no Brasil. Fernando Gomes Braga, do Instituto Federal de Minas Gerais e Dimitri Fazito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), autores de artigo publicado na<i> Revista GeoUsp - Espa&ccedil;o e Tempo</i> (vol. 18, nº 3, 2014), prop&otilde;em metodologia que permite verificar um subssistema interno com as microrregi&otilde;es de maior concentra&ccedil;&atilde;o de migrantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> A an&aacute;lise foi feita baseada em dados do Censo Demogr&aacute;fico de 2010 e tra&ccedil;a os caminhos percorridos pelos migrantes vindos do Paraguai. "As informa&ccedil;&otilde;es sobre a condi&ccedil;&atilde;o dos brasiguaios no retorno deixam claro que boa parte dessa popula&ccedil;&atilde;o continua migrando internamente como estrat&eacute;gia de sobreviv&ecirc;ncia, j&aacute; que muitos perdem os v&iacute;nculos com o local de origem no Brasil quando da primeira migra&ccedil;&atilde;o em dire&ccedil;&atilde;o ao Paraguai", pontuam os autores.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> A partir da regi&atilde;o transnacional os autores do estudo identificam quatro etapas de migra&ccedil;&atilde;o. As duas primeiras (redes 1 e 2) refletem a migra&ccedil;&atilde;o internacional entre Brasil e Paraguai; a 3 e a 4 mapeiam os fluxos internos e o "padr&atilde;o geral", num fluxo crescente de migra&ccedil;&atilde;o. Na rede 1 est&atilde;o os migrantes que moravam no Brasil em 1995, mudaram para o Paraguai em algum momento at&eacute; 2000 e retornaram ao Brasil no per&iacute;odo (6.784 migrantes em 243 microrregi&otilde;es). &Agrave; rede 2 se somam outros migrantes que dividem a mesma resid&ecirc;ncia (17.728 em 279 microrregi&otilde;es).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"> Na rede 3 est&atilde;o os migrantes que se movimentaram pelas 279 microrregi&otilde;es da rede 2, num total que supera 6 milh&otilde;es. E a rede 4 engloba as 558 microrregi&otilde;es em que foram identificados migrantes Paraguai-Brasil, com mais de 14,5 milh&otilde;es de pessoas de 1995 a 2000. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif">As redes de migrantes internos que declaram o Paraguai como a &uacute;ltimo destino mostrou maior concentra&ccedil;&atilde;o nos estados de fronteira, definido como locus transnacional. Outras manchas com mais de 100 migrantes aparecem em estados agr&iacute;colas: Mato Grosso, Par&aacute; e Rond&ocirc;nia. "Pesquisas futuras podem caracterizar essas comunidades a partir de estudos de caso mais detalhados ou explorar vari&aacute;veis censit&aacute;rias de educa&ccedil;&atilde;o, inser&ccedil;&atilde;o no mercado de trabalho e fecundidade, entre outras. Tamb&eacute;m se indicaram aqui as bases para um procedimento metodol&oacute;gico &uacute;til para comprovar a exist&ecirc;ncia de sistemas migrat&oacute;rios complementares em &aacute;reas de fronteira, pass&iacute;vel de futuras replica&ccedil;&otilde;es", concluem.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Nome: </b>Centro de Estudos em Direito e Pol&iacute;tica de Imigra&ccedil;&atilde;o e Ref&uacute;gio     <br>   <b>L&iacute;der:</b> Charles Gomes     <br>   <b>&Aacute;rea Predominante:</b> Direito    <br>   <b>Linhas de pesquisa:</b> Pol&iacute;ticas migrat&oacute;rias; Migra&ccedil;&otilde;es internacionais; Pol&iacute;ticas de ref&uacute;gio    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b> Institui&ccedil;&atilde;o:</b> Funda&ccedil;&atilde;o Casa de Rui Barbosa    <br>   <b>Contato:</b> Email: <a href="mailto:cgomes@rb.gov.br">cgomes@rb.gov.br</a> - Homepage: <a href="http://www.casaruibarbosa.gov.br/interna.php?ID_S=119&amp;ID_M=268" target="_blank">http://www.casaruibarbosa.gov.br/interna.php?ID_S=119&amp;ID_M=268</a>8</font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Nome do Grupo: </b>Centro de Estudos de Migra&ccedil;&otilde;es Internacionais    <br>   <b>L&iacute;der:</b> Bela Feldman-Bianco    <br>   <b>&Aacute;rea Predominante:</b> Antropologia     <br>   <b>Linhas de pesquisa: </b>Na&ccedil;&atilde;o e di&aacute;spora; Pol&iacute;ticas migrat&oacute;rias; Migra&ccedil;&otilde;es e deslocamentos sociais     <br>   <b>Institui&ccedil;&atilde;o:</b> Unicamp    <br>   <b>Contato:</b> Email: <a href="mailto:bfb@uol.com.br">bfb@uol.com.br</a> - Homepage: <a href="http://www.unicamp.br/cemi/" target="_blank">http://www.unicamp.br/cemi/</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Nome do grupo:</b> Grupos de Estudos Migrat&oacute;rios na Amaz&ocirc;nia <b>    <br>   L&iacute;deres:</b> Sidney Antonio da Silva; M&aacute;rcia Maria de Oliveira     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>&Aacute;rea Predominante:</b> Antropologia    <br>   <b>Linhas de pesquisas:</b> Mobilidades; Migra&ccedil;&otilde;es; Amaz&ocirc;nia    <br>   <b>Instituti&ccedil;&atilde;o:</b> Ufam     <br>   <b>Endere&ccedil;o:</b> Av Gal. Rodrigo Ot&aacute;vio Jord&atilde;o Ramos, 3000 – Aleixo, Manaus (AM) Email: <a href="mailto:sidsilva@ufam.edu.br">sidsilva@ufam.edu.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Nome do Grupo:</b> Laborat&oacute;rio de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento    <br>   <b>L&iacute;deres:</b> Jo&atilde;o Pacheco de Oliveira; Antonio Carlos de Souza Lima     <br>   <b>&Aacute;rea predominante:</b> Antropologia    <br>   <b>Linhas de pesquisa: </b>Antropologia do Estado; Povos ind&iacute;genas; Etnicidade; Migra&ccedil;&atilde;o    <br>   <b>Institui&ccedil;&atilde;o:</b> Museu Nacional/UFRJ    <br>   <b>Contato:</b> Homepage: <a href="http://laced.etc.br" target="_blank">http://laced.etc.br</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Nome do Grupo:</b> Laborat&oacute;rio de Estudos Migrat&oacute;rios - LEM     <br>   <b>L&iacute;der:</b> Igor Jos&eacute; de Ren&oacute; Machado    <br>   <b>&Aacute;rea Predominante:</b> Antropologia    <br>   <b>Linhas de pesquisa:</b> Parentesco e fam&iacute;lia japonesa no Brasil; Parentesco e imigra&ccedil;&atilde;o no Vale do Rio Doce; Parentesco e migra&ccedil;&otilde;es internacionais    <br>   <b>Institui&ccedil;&atilde;o:</b> UFSCar    <br>   <b>Contato:</b> Homepage: <a href="https://lemufscar.wordpress.com/" target="_blank">https://lemufscar.wordpress.com/</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana,Arial,Helvetica,sans-serif"><b>Nome do grupo:</b> N&uacute;cleo de Estudos de Popula&ccedil;&atilde;o    <br>   <b>L&iacute;der:</b> Estela Maria Garcia Pinto da Cunha     <br>   <b>&Aacute;rea Predominante:</b> Demografia     <br>   <b>Linhas de pesquisa:</b> Sa&uacute;de reprodutiva e sexualidade; Mobilidade espacial da popula&ccedil;&atilde;o; Fam&iacute;lia, g&ecirc;nero e demografia; Demografia das etnias; Demografia e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>Institui&ccedil;&atilde;o:</b> Unicamp    <br>   <b>Contato:</b> Homepage: <a href="http://www.nepo.unicamp.br/" target="_blank">http://www.nepo.unicamp.br/</a></font></p>      ]]></body>
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