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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>TEND&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Lan&ccedil;ando luz sobre a dengue</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Denise Valle<sup>I</sup>; Raquel Aguiar<sup>II</sup>; Denise Pimenta<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Bi&oacute;loga, pesquisadora titular do Instituto Oswaldo Cruz, Fiocruz/RJ, do Laborat&oacute;rio de Biologia Molecular de Flaviv&iacute;rus    <br> <sup>II</sup>Jornalista do Instituto Oswaldo Cruz, Fiocruz/RJ, doutoranda do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Informa&ccedil;&atilde;o e Comunica&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de do ICICT/Fiocruz    <br> <sup>III</sup>Antrop&oacute;loga, pesquisadora do Centro de Pesquisas Ren&eacute; Rachou, Fiocruz/MG; do Laborat&oacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de e Ambiente</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Poucas quest&otilde;es de sa&uacute;de p&uacute;blica no Brasil recebem tanta aten&ccedil;&atilde;o quanto a dengue. Por&eacute;m, a doen&ccedil;a &eacute; um desafio da sa&uacute;de global: uma virose t&iacute;pica de cidades, principalmente aquelas marcadas por urbaniza&ccedil;&atilde;o desorganizada, m&aacute; gest&atilde;o do lixo e da distribui&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua. Diferentemente de outras doen&ccedil;as negligenciadas ou "da pobreza", a dengue &eacute; democr&aacute;tica - acomete pessoas com os perfis socioecon&ocirc;micos mais variados. No entanto, ainda s&atilde;o pouco compreendidas as influ&ecirc;ncias de caracter&iacute;sticas sociais, econ&ocirc;micas e pol&iacute;ticas, hoje denominadas de "determinantes sociais da sa&uacute;de", sobre a distribui&ccedil;&atilde;o e o impacto da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; transmitida principalmente por <i>Aedes aegypti</i>, mosquito que acompanha os h&aacute;bitos e o <i>habitat</i> dos humanos. Do ponto de vista biom&eacute;dico, para que a dengue se manifeste s&atilde;o necess&aacute;rios tr&ecirc;s elementos: o v&iacute;rus, a pessoa e o mosquito. Mesmo em ocasi&otilde;es de intensa transmiss&atilde;o, somente uma pequena fra&ccedil;&atilde;o de <i>Ae. aegypti</i> est&aacute; infectada. Destes, uma fra&ccedil;&atilde;o ainda menor &eacute; capaz de transmitir o v&iacute;rus para outra pessoa (ou seja, est&aacute; infectiva).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, o clima tropical favorece a prolifera&ccedil;&atilde;o do mosquito e, em consequ&ecirc;ncia, a dissemina&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus. Embora o ovo de <i>Ae. aegypti</i> possa resistir no seco, quando as chuvas de ver&atilde;o chegam, o contato com a &aacute;gua permite que a larva do mosquito ecloda. Bastam sete a dez dias para que um mosquito adulto esteja formado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A conex&atilde;o com o calor e as chuvas faz com que a dengue se manifeste de forma c&iacute;clica e sazonal, com muitos casos no ver&atilde;o. O car&aacute;ter de novidade com que uma temporada de dengue &eacute; tratada a cada ano, na pr&aacute;tica, &eacute; um aspecto da epidemiologia da doen&ccedil;a. Como todos os outros agravos n&atilde;o deixam de acontecer, vemos uma sobrecarga dos sistemas de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maior ou menor gravidade da dengue pode estar relacionada com caracter&iacute;sticas fisiol&oacute;gicas pessoais, infec&ccedil;&otilde;es repetidas, quantidade e varia&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas do v&iacute;rus, entre outros fatores. Por outro lado, muitos contraem dengue sem saber. S&atilde;o os chamados assintom&aacute;ticos, que carregam o v&iacute;rus, que pode ser passado adiante pelo mosquito, alimentando o ciclo da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil hoje &eacute; hiperend&ecirc;mico para dengue: os quatro sorotipos circulam aqui. Uma pessoa pode ter dengue at&eacute; quatro vezes, uma com cada sorotipo. Pensando nisso, poder&iacute;amos perguntar: se todos no Brasil contra&iacute;rem os quatro sorotipos, a dengue deixaria de existir? Na &Aacute;sia, onde a dengue tamb&eacute;m &eacute; um grave problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, &eacute; comum ouvir que &eacute; uma doen&ccedil;a de crian&ccedil;a. Isto porque l&aacute; praticamente n&atilde;o h&aacute; mais pessoas adultas suscept&iacute;veis ao v&iacute;rus.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O enfrentamento da dengue ocorre em tr&ecirc;s esferas: a) cuidado com os doentes, fundamental em tempos de epidemia; b) medidas de preven&ccedil;&atilde;o direcionadas para o controle do vetor, que dependem da a&ccedil;&atilde;o cidad&atilde; e da gest&atilde;o das cidades e dos sistemas de sa&uacute;de e c) a&ccedil;&otilde;es intersetoriais continuadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, a dengue &eacute; um grande problema, mas tamb&eacute;m temos enorme compet&ecirc;ncia t&eacute;cnico-cient&iacute;fica no assunto. No entanto, nem sempre solu&ccedil;&otilde;es estritamente t&eacute;cnicas s&atilde;o suficientes (1). O pa&iacute;s trabalhou em v&aacute;rias iniciativas de cuidado com os doentes. Um exemplo foi a inclus&atilde;o, pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, j&aacute; em 2007, de uma nova categoria, a dengue com complica&ccedil;&otilde;es, e a participa&ccedil;&atilde;o na defini&ccedil;&atilde;o da nova classifica&ccedil;&atilde;o de casos da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS). As duas iniciativas contribuem para evitar mortes porque permitem identificar no in&iacute;cio casos potencialmente graves. Notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria de grupos especiais, como as gestantes, avan&ccedil;os no diagn&oacute;stico e esfor&ccedil;os de treinamento e mobiliza&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dicos s&atilde;o outros movimentos relevantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; tamb&eacute;m a vigil&acirc;ncia e o controle do mosquito, como o monitoramento da resist&ecirc;ncia e a op&ccedil;&atilde;o de se fazer rod&iacute;zio de inseticidas, preservando sua atividade. Duas alternativas complementares de controle de <i>Ae. aegypti</i>, desenvolvidas em &acirc;mbito global, est&atilde;o atualmente em estudo no pa&iacute;s: a substitui&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es naturais por outras com a bact&eacute;ria intracelular <i>Wolbachia</i>, que tem o potencial de reduzir a capacidade de transmiss&atilde;o do v&iacute;rus da dengue pelo mosquito; e a utiliza&ccedil;&atilde;o de mosquitos machos transg&ecirc;nicos est&eacute;reis que, ao copularem com as f&ecirc;meas, geram prole invi&aacute;vel.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das a&ccedil;&otilde;es mais eficientes &eacute; a &ecirc;nfase crescente - compartilhada por gestores e v&aacute;rios setores da m&iacute;dia -, no controle mec&acirc;nico do mosquito como forma de preven&ccedil;&atilde;o da dengue - o que &eacute; simplesmente a remo&ccedil;&atilde;o manual de focos potenciais de ovos do mosquito. Reconhece-se que a responsabilidade por essas a&ccedil;&otilde;es, antes atribu&iacute;das quase que exclusivamente aos agentes de sa&uacute;de, &eacute; de todos, uma vez que uma grande parte dos locais que servem &agrave; prolifera&ccedil;&atilde;o dos mosquitos est&aacute; no interior das habita&ccedil;&otilde;es e outras instala&ccedil;&otilde;es urbanas. Como em diversos temas em sa&uacute;de, a dist&acirc;ncia entre o que as pessoas <i>sabem</i> sobre a doen&ccedil;a e o que <i>fazem</i> para control&aacute;-la (o <i>"know-do gap"</i>) permanece uma barreira. Em outras palavras, trata-se da dificuldade de associar conhecimento a uma mudan&ccedil;a de comportamento, problema que n&atilde;o &eacute; trivial em sa&uacute;de e que carece de aprofundamento. Para dengue, mesmo que tenhamos uma vacina eficaz, barata e acess&iacute;vel a todos, o controle de <i>Ae. aegypti</i> n&atilde;o deveria ser negligenciado: este mosquito &eacute; vetor de outros v&iacute;rus que come&ccedil;am a se instalar no Brasil, como o chikungunya e o zika, trazidos pelo intenso fluxo entre pa&iacute;ses. &Eacute; necess&aacute;rio redirecionar o foco para a sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es - e n&atilde;o apenas para as doen&ccedil;as. Para isso, &eacute; vital olhar, se inspirar e dialogar com outros campos do conhecimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um primeiro passo importante &eacute; o entendimento de que a intera&ccedil;&atilde;o dos pesquisadores, "produtores de ci&ecirc;ncia", com a sociedade n&atilde;o &eacute; meramente uma presta&ccedil;&atilde;o de contas, mas a base do controle eficiente da dengue, com foco na a&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, em todas as esferas. Afinal, como n&atilde;o depender da a&ccedil;&atilde;o de cada um quando falamos de um mosquito que na verdade &eacute; um "inquilino": ele mora dentro das nossas casas, onde se alimenta de sangue e coloca seus ovos. Por isso, o aperfei&ccedil;oamento ainda maior da informa&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio. Como disse Calvo Hernando em entrevista &agrave; revista <i>Ci&ecirc;ncia e Cultura</i>, "se queremos realmente uma sociedade democr&aacute;tica, &eacute; preciso que todos entendam a ci&ecirc;ncia" (2).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por outro lado, compreender que a dengue extrapola a esfera da sa&uacute;de, e necessita de abordagem interdisciplinar e intersetorial, &eacute; essencial tanto para a ci&ecirc;ncia quanto para o poder p&uacute;blico. O reconhecimento de que o desafio n&atilde;o &eacute; apenas t&eacute;cnico, mas essencialmente pol&iacute;tico, tamb&eacute;m &eacute; central. Ora, quem &eacute; o "respons&aacute;vel" pelas epidemias de dengue? O mosquito? A falta ou inadequa&ccedil;&atilde;o de saneamento? O abastecimento irregular e desigual de &aacute;gua, que obriga os moradores a armazenar este recurso? Os problemas na coleta e no gerenciamento do lixo?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Imaginemos um futuro em que um conjunto de vacinas capazes de proteger contra a dengue e v&aacute;rios outros agravos ditos "negligenciados" esteja facilmente dispon&iacute;vel. O que ter&iacute;amos? Uma popula&ccedil;&atilde;o imune a essas doen&ccedil;as, por&eacute;m vivendo nas mesmas condi&ccedil;&otilde;es insalubres (3).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A dengue &eacute; uma vitrine iluminada onde s&atilde;o exibidas mazelas que a ultrapassam e que nos obrigam a refletir: que sa&uacute;de estamos almejando?</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Valle, D.; Pimenta, D.N.; Cunha, R.V. (orgs.) <i>Dengue: teorias e pr&aacute;ticas</i>. Rio de Janeiro: Ed. Fiocruz. 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Massarani, L.; Moreira, I.de C. "Divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica: um grande desafio para este s&eacute;culo". <i>Ci&ecirc;ncia e Cultura</i>, vol.57, no.2 pp.18-20. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Brice&ntilde;o-Le&oacute;n, R. "To prevent diseases of poverty or to overcome poverty? When equity matters in research". In: Matlin, <i>S. Global Forum Update on Research for Health</i>, Vol.2: Poverty, social determinants and health research. London: Pro-Brook Publishing, 2005.    </font></p>      ]]></body><back>
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