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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MUNDO    <br> APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Novas &oacute;ticas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&aacute;rcio Barreto</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Professor da Faculdade de Ci&ecirc;ncias Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Programa de Mestrado em Divulga&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica e Cultural (IEL/Labjor), membro dos grupos de pesquisa CTeMe (IFCH/Unicamp) e CHS (FCA/Unicamp). Email: <a href="mailto:marcio.barreto@fca.unicamp.br">marcio.barreto@fca.unicamp.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Assembleia Geral das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) e a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Educa&ccedil;&atilde;o, a Ci&ecirc;ncia e a Cultura (Unesco) proclamaram o ano de 2015 como Ano Internacional da Luz, propondo reflex&otilde;es sobre tecnologias associadas &agrave; luz para o desenvolvimento sustent&aacute;vel. Neste sentido, as potencialidades da luz, encerradas em seus mist&eacute;rios que desafiam a ci&ecirc;ncia contempor&acirc;nea a explor&aacute;-los, invocam um novo alinhamento dos vetores que orientam a produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Talvez seja preciso salvar a tecnoci&ecirc;ncia de seu tradicional distanciamento de quest&otilde;es que supostamente n&atilde;o pertencem ao seu dom&iacute;nio para, assim, salvar o desenvolvimento de sua insustentabilidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conscientizar o mundo da import&acirc;ncia da luz na cria&ccedil;&atilde;o de um futuro sustent&aacute;vel &eacute; o principal objetivo da proclama&ccedil;&atilde;o do Ano Internacional da Luz. Para tanto, &eacute; preciso, de sa&iacute;da, colocar a quest&atilde;o da natureza como pano de fundo para uma s&eacute;rie de reflex&otilde;es que conduzam a pesquisa cient&iacute;fica no sentido de enfrentarmos os desafios que despontam no horizonte deste s&eacute;culo; ao mesmo tempo, &eacute; preciso repensar as rela&ccedil;&otilde;es estabelecidas entre ci&ecirc;ncia, natureza, sociedade e capital, cuja voracidade est&aacute; em rota de colis&atilde;o com a finitude dos recursos naturais. Pr&aacute;ticas que ignoram a pertin&ecirc;ncia de plantas, animais e m&aacute;quinas &agrave; sociedade, da qual os seres humanos fazem parte, parecem estar obsoletas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; preciso repensar o que foi considerado progresso nos &uacute;ltimos s&eacute;culos para que seja poss&iacute;vel decidir o futuro do humano, da t&eacute;cnica e da biosociodiversidade, processo atrav&eacute;s do qual a natureza e a tecnologia formariam um sistema, uma "inven&ccedil;&atilde;o cultural do humano acordando de seu sonho faustiano de domina&ccedil;&atilde;o da natureza e que realizaria sua condi&ccedil;&atilde;o como agente informacional que permite ao mundo e ao homem vir a ser" (1).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fil&oacute;sofo franc&ecirc;s Gilbert Simondon &eacute; particularmente interessante para a concep&ccedil;&atilde;o de uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre a tecnologia e a natureza.</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote> O objeto t&eacute;cnico, pensado e constru&iacute;do pelo homem, n&atilde;o se limita apenas a criar uma media&ccedil;&atilde;o entre o homem e a natureza; ele &eacute; um misto est&aacute;vel do humano e do natural, cont&eacute;m o humano e o natural; ele confere a seu conte&uacute;do humano uma estrutura semelhante a dos objetos naturais, e permite a inser&ccedil;&atilde;o no mundo das causas e dos efeitos naturais dessa realidade humana (...) A atividade t&eacute;cnica (...) vincula o homem &agrave; natureza (2). </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Podemos ainda recorrer ao fil&oacute;sofo japon&ecirc;s Keiji Nishitani: se por um lado as m&aacute;quinas representam o supremo do artif&iacute;cio, um controle sobre a natureza mais abrangente do que o autocontrole da pr&oacute;pria natureza, por outro, "na m&aacute;quina, a natureza &eacute; trazida de volta a si mesma de uma maneira mais apurada (abstra&iacute;da) do que na pr&oacute;pria natureza" (3). Talvez seja preciso invocar, tal como faz o xam&atilde;, os esp&iacute;ritos da natureza e redescobrir como as pesquisas de ponta da ci&ecirc;ncia entram em sintonia com as for&ccedil;as que d&atilde;o sentido &agrave; exist&ecirc;ncia humana na Terra.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas En&eacute;adas, o fil&oacute;sofo neoplat&ocirc;nico Plotino insinua a comunh&atilde;o entre homem e cosmo ao postular que o olho de cada animal &eacute; um representante do sol na superf&iacute;cie terrestre: "Se olho n&atilde;o fosse o Sol como poder&iacute;amos ver a luz? Se a pr&oacute;pria for&ccedil;a de Deus n&atilde;o existisse em n&oacute;s, como poderia o divino nos encantar?" (4). Mas em nosso tempo, o sol de Plotino est&aacute; muito distante de sua resson&acirc;ncia com o olho. Nesse sentido, o escritor David H. Lawrence &eacute; incisivo: "n&atilde;o pense que vemos o sol tal como o viam as antigas civiliza&ccedil;&otilde;es. Tudo o que vemos &eacute; uma pequena lumin&aacute;ria cient&iacute;fica, reduzida a uma bola de g&aacute;s incandescente"(5).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hoje, a embalagem de um protetor solar exposto na prateleira de um supermercado estampa uma imagem ilustrativa do sol, sedutora e amea&ccedil;adora a um s&oacute; tempo: o feiti&ccedil;o da publicidade apresenta a mercadoria como imprescind&iacute;vel para a prote&ccedil;&atilde;o do consumidor contra a luz do sol. Lawrence continua:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nosso sol &eacute; coisa muito diferente do sol c&oacute;smico dos antigos, muito mais trivial. Ainda vemos aquilo que denominamos sol, mas perdemos o H&eacute;lio para sempre. Perdemos o cosmo porque perdemos a nossa rela&ccedil;&atilde;o reativa com ele, e esta &eacute; a nossa maior trag&eacute;dia. O que &eacute; nosso mesquinho amor &agrave; natureza - &agrave; natureza! - em compara&ccedil;&atilde;o com esta magn&iacute;fica conviv&ecirc;ncia dos antigos com o cosmo que tanto os honrara? (6)</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">     <blockquote>       ]]></body>
<body><![CDATA[<p>A ci&ecirc;ncia moderna, em sua pretens&atilde;o de lan&ccedil;ar sobre a natureza um golpe de vista dominador, atribuiu racionalidade &agrave; distin&ccedil;&atilde;o entre ela e o homem. O uso do protetor solar traz ao pensamento a rarefa&ccedil;&atilde;o da camada de oz&ocirc;nio, os raios ultravioletas etc. O mesmo ocorre quando usamos um aerossol. Assim, como observou Bruno Latour, pela via do terror, somos reinseridos no mundo dos fen&ocirc;menos naturais e o meio ambiente deixa a artificialidade de seu status de complementar ao homem, avalizado pelo m&eacute;todo cient&iacute;fico, para reassumir a unidade com ele.</p>       <p>A camada de oz&ocirc;nio era uma parte de nossos meios ambientes &#91;no sentido da complementaridade&#93; enquanto estava infinitamente distante do ato pr&aacute;tico de apertar um aerossol; ela tornou-se agora uma parte do nosso meio ambiente &#91;no sentido da unidade&#93; porque n&atilde;o podemos mais apertar um aerossol sem nos inquietarmos com a influ&ecirc;ncia assim exercida (7).  </blockquote> </font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dos inumer&aacute;veis opostos que existem em constante tens&atilde;o, amor e &oacute;dio, frio e quente, dia e noite, masculino e feminino, atra&ccedil;&atilde;o e repuls&atilde;o, vida e morte, talvez o par luz-treva seja o mais significativo para a cultura, especialmente para a cultura ocidental, na qual a vis&atilde;o goza de um privil&eacute;gio sobre os demais sentidos. Talvez o &oacute;dio n&atilde;o seja a nega&ccedil;&atilde;o do amor, mas sim a indiferen&ccedil;a. A treva n&atilde;o &eacute; a nega&ccedil;&atilde;o da luz, mas sim a cegueira, cegueira de um tempo em que o olhar est&aacute; polu&iacute;do pelas imagens desgastadas de sucesso e de progresso, enquanto uma nova luz passa despercebida. A ci&ecirc;ncia chama.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tomando a complementaridade entre opostos como positividade a ser explorada, os artigos a seguir oferecem ao leitor a possibilidade de construir seu pr&oacute;prio caminho nos m&uacute;ltiplos horizontes que se abrem em suas intertextualidades, de despoluir o olhar atrav&eacute;s de uma reflex&atilde;o sem fronteiras disciplinares, com abordagens que se interpenetram em incont&aacute;veis combina&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Santos, L. "Tecnologia, natureza e a 'redescoberta' do Brasil". In: Ara&uacute;jo, H. (org). Tecnoci&ecirc;ncia e cultura. Ensaios sobre o tempo presente. S&atilde;o Paulo, Esta&ccedil;&atilde;o Liberdade, 1998.    <!-- ref --> In: Ara&uacute;jo, H. 1998. p. 44.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Simondon, G. "L'individu et as g&eacute;n&egrave;se physico-biologique". Coll. &Eacute;pim&eacute;th&egrave;e. Paris, PUF, 1964. p. 250.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Nishitani, K. Religion and nothingness. Berkley, University of California Press, 1982. p. 83.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Plotino apud Goethe, J. W. Theory of colours. London, Murray, 1970. p. 80.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Lawrence, D. H. (1990). Apocalipse, seguido de O homem que morreu. S&atilde;oPaulo: Cia das Letras, 1990. p. 34.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. ibidem: p. 34.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Latour, B. "Crises dos meios ambientes: desafios &agrave;s ci&ecirc;ncias humanas". In: Ara&uacute;jo, H. (org). Tecnoci&ecirc;ncia e cultura. Ensaios sobre o tempo presente. S&atilde;o Paulo, Esta&ccedil;&atilde;o Liberdade, 1998. p. 92.    </font></p>     ]]></body>
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