<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252015000300019</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21800/2317-66602015000300019</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Feira de Ciências: Evento britânico é um dos mais tradicionais do mundo]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Klebis]]></surname>
<given-names><![CDATA[Daniela]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A">
<institution><![CDATA[,  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2015</year>
</pub-date>
<volume>67</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>62</fpage>
<lpage>63</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252015000300019&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252015000300019&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252015000300019&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CULTURA    <br> FEIRA DE CI&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Evento brit&acirc;nico &eacute; um dos mais tradicionais do mundo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Daniela Klebis</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre 7 e 10 de setembro, a cidade de Bradford, na Inglaterra, recebe o Festival Brit&acirc;nico de Ci&ecirc;ncia (The British Science Festival), promovido pela British Science Association (BSA). Um dos maiores festivais de ci&ecirc;ncias da Europa, o evento vai reunir mais de 350 cientistas, artistas e jornalistas, com um p&uacute;blico esperado de dez mil visitantes. Segundo o presidente da BSA, Imram Khan, o festival &eacute; "uma oportunidade para ressaltar o papel e import&acirc;ncia da ci&ecirc;ncia e da inova&ccedil;&atilde;o na sociedade". O objetivo do Festival Brit&acirc;nico de Ci&ecirc;ncia &eacute; conectar as pessoas com cientistas, engenheiros, tecn&oacute;logos e cientistas sociais para discutir de que maneira descobertas cient&iacute;ficas e tecnol&oacute;gicas afetam a sociedade e a vida das pessoas. Ser&atilde;o mais de 100 eventos gratuitos programados para acontecer no campus da Universidade de Bradford, mas tamb&eacute;m em outros lugares da cidade, como o Museu Nacional de M&iacute;dia. A extensa programa&ccedil;&atilde;o &eacute; dividida em tr&ecirc;s se&ccedil;&otilde;es: a programa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, parte central do festival, com cientistas de todo o Reino Unido debatendo os resultados de suas pesquisas mais recentes; a programa&ccedil;&atilde;o geral espalhada por toda a cidade de Bradford, que inclui espet&aacute;culos de teatro, musicais e filmes e uma programa&ccedil;&atilde;o de eventos realizados em parceria com as comunidades locais. Um dos pontos altos do festival &eacute; a premia&ccedil;&atilde;o de jovens cientistas, a Award Lecturer, que busca incentivar os pesquisadores a explorar os aspectos sociais de suas pesquisas, provendo maior abertura e melhores debates sobre temas envolvendo ci&ecirc;ncia e tecnologia. O pr&ecirc;mio existe h&aacute; mais de vinte anos e muitos dos vencedores tornaram-se divulgadores cient&iacute;ficos conhecidos, como Brian Cox e Maggie Aderin-Pocock, que apresentam programas sobre ci&ecirc;ncia na televis&atilde;o ou no r&aacute;dio, na Inglaterra.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>184 anos de hist&oacute;ria</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O festival &eacute; um dos mais tradicionais eventos do g&ecirc;nero no mundo. O primeiro aconteceu em 1831, na cidade de York. Realizado sempre no m&ecirc;s de setembro em uma cidade diferente do Reino Unido, j&aacute; passou tamb&eacute;m por outros pa&iacute;ses como Canad&aacute; e Austr&aacute;lia. Esta &eacute; a quarta vez que Bradford recebe o festival - a primeira foi em 1873.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os encontros anuais foram palco para o an&uacute;ncio de grandes avan&ccedil;os cient&iacute;ficos, como os experimentos do f&iacute;sico James Prescott Joule, em 1849, sobre a equival&ecirc;ncia entre trabalho e calor; o processo de Henry Bessemer para fabrica&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;o, em 1856; a descoberta do arg&ocirc;nio, por Wiliam Ramsay e Lord Rayleigh, em 1894. Nesse mesmo ano, sir Oliver Lodge realizou a primeira demonstra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica da telegrafia sem fio. Em 1899, J.J. Thomson anunciou a descoberta do el&eacute;tron. Foi tamb&eacute;m nesses encontros que os dinossauros ganharam esse nome e o termo cientista foi cunhado. Os festivais tamb&eacute;m foram palco de debates hist&oacute;ricos. O mais famoso foi a discuss&atilde;o entre o bi&oacute;logo Thomas Henry Huxley e o bispo Samuel Wilberforce, em 1860, em Oxford. Charles Darwin havia acabado de publicar <i>A origem das esp&eacute;cies</i> (1859), mas n&atilde;o p&ocirc;de comparecer ao encontro. Huxley - conhecido como o "bulldog de Darwin", por ser um dos principais defensores da teoria da evolu&ccedil;&atilde;o na &eacute;poca, foi em seu lugar debater sobre o tema "darwinismo e sociedade". Durante a discuss&atilde;o, o bispo questionou o bi&oacute;logo se a descend&ecirc;ncia s&iacute;mia dele derivava do av&ocirc; ou da av&oacute;. A resposta de Huxley rodou o mundo: "n&atilde;o teria vergonha de ter um macaco como ancestral, mas me envergonharia ter liga&ccedil;&atilde;o com um homem que teria usado seu grande dom para obscurecer a verdade".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para mais informa&ccedil;&otilde;es sobre o festival, visite o site do evento: <a href="http://www.britishscienceassociation.org/the-history-of-the-festival" target="_blank">http://www.britishscienceassociation.org/the-history-of-the-festival</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n3/a19fig01.jpg"></p>      ]]></body>

</article>
