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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PALEONTOLOGIA    <br>   ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o: para onde caminha a paleontologia brasileira?</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Alexander Kellner</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Professor titular do Laborat&oacute;rio de Sistem&aacute;tica e Tafonomia de Vertebrados F&oacute;sseis do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro da Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o &eacute; um exagero enfatizar que o trabalho realizado pelos paleont&oacute;logos desperta enorme interesse na sociedade. E n&atilde;o apenas no Brasil, bastando, para isso, ter-se em mente o espantoso sucesso da quarta vers&atilde;o do filme da franquia<i> Jurassic Park. O mundo dos dinossauros. O</i> filme chegou ao circuito nacional de cinemas como um dos tr&ecirc;s longas-metragens com maior arrecada&ccedil;&atilde;o j&aacute; produzido (1).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todo esse interesse relacionado aos f&oacute;sseis (todas as evid&ecirc;ncias de vida de &eacute;pocas geol&oacute;gicas passadas que foram preservados nas rochas) rendeu frutos para a pesquisa paleontol&oacute;gica nacional, particularmente nestes &uacute;ltimos 15 anos. Desde a exposi&ccedil;&atilde;o "No tempo dos dinossauros", realizada em 1999 e que pode ser considerada como um divisor de &aacute;guas para o estudo dos f&oacute;sseis no Brasil j&aacute; que despertou enorme interesse da m&iacute;dia (e consequentemente da sociedade),pelas atividades dos cientistas que militam na &aacute;rea (p.ex., 2), a quantidade de verbas alocadas para esse ramo da ci&ecirc;ncia b&aacute;sica aumentou gradativamente. At&eacute; pouco tempo, editais com temas relacionados ao estudo de dinossauros, tartarugas, microf&oacute;sseis e invertebrados extintos haviam sido contemplados em maior ou menor escala em forma de bolsas ou aux&iacute;lios pelo CNPq - principal ag&ecirc;ncia financiadora em n&iacute;vel federal - e pelas funda&ccedil;&otilde;es de amparo &agrave; pesquisa estaduais (p. ex., Faperj, Fapesp, Facepe, Fapemig, Fapese e Funcap). Mesmo n&atilde;o chegando aos valores despendidos por pa&iacute;ses mais desenvolvidos e at&eacute; mesmo por pa&iacute;ses sul-americanos como a vizinha Argentina (que tradicionalmente investe mais na paleontologia do que o Brasil, mesmo em tempos de crise), o maior fluxo de verbas para a &aacute;rea propiciou significativos avan&ccedil;os da pesquisa paleontol&oacute;gica nacional. Esse investimento se refletiu, inclusive, em importantes achados que foram publicados nas principais revistas cient&iacute;ficas do mundo, muitas vezes realizados em pareceria com pesquisadores do exterior (p. ex., 3-10), contribuindo para o incremento cient&iacute;fico e internacionaliza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia brasileira.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesta presente edi&ccedil;&atilde;o da revista<i> Ci&ecirc;ncia e Cultura,</i> est&atilde;o sendo abordados &aacute;reas e aspectos distintos da paleontologia. A proposta foi apresentar diversas linhas de pesquisa que s&atilde;o realizadas com v&aacute;rios tipos de f&oacute;sseis, inclusive procurando mostrar ao leitor que n&atilde;o apenas de dinossauros vive o paleont&oacute;logo!</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O texto sobre microf&oacute;sseis (11) apresenta uma panor&acirc;mica da &aacute;rea, mostrando n&atilde;o apenas a import&acirc;ncia desses diminutos organismos encontrados nas rochas, mas tamb&eacute;m apresentando a caracteriza&ccedil;&atilde;o dos grupos principais. Nunca &eacute; demais relembrar a aplica&ccedil;&atilde;o direta desse tipo de f&oacute;ssil na geologia do petr&oacute;leo, em data&ccedil;&atilde;o de camadas e nas reconstitui&ccedil;&otilde;es paleoambientais. Talvez essa seja a &aacute;rea da paleontologia que possa ser considerada a mais aplicada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O artigo sobre paleobot&acirc;nica (12) apresenta o potencial cient&iacute;fico que o estudo das plantas f&oacute;sseis oferece. Enfocando nos macro-f&oacute;sseis (j&aacute; que muitos restos de vegetais como os esporos e p&oacute;lens s&atilde;o tratados como microf&oacute;sseis), o texto mostra as dificuldades do estudo dos vegetais, particularmente pelo fato de que s&atilde;o compostos de estruturas bem distintas como os troncos e as folhas. Por possu&iacute;rem caracter&iacute;sticas anat&ocirc;micas e composicionais diversas, essas partes das plantas raramente s&atilde;o preservadas juntas. Assim, muitas vezes existe a especializa&ccedil;&atilde;o, com paleobot&acirc;nicos se dedicando apenas ao estudo dos troncos e outros &agrave; pesquisa das folhas. Esse artigo tamb&eacute;m menciona algumas das principais descobertas realizadas nos &uacute;ltimos anos, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para a pluralidade de perguntas cient&iacute;ficas que o estudo das plantas pode responder.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a09fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um outro assunto abordado neste N&uacute;cleo Tem&aacute;tico dedicado &agrave; paleontologia s&atilde;o as pesquisas sobre peixes f&oacute;sseis, com aten&ccedil;&atilde;o para a ictiofauna encontrada em dep&oacute;sitos da era Mesozoica (13). Esse per&iacute;odo geol&oacute;gico &eacute; muito importante para a evolu&ccedil;&atilde;o dos peixes, particularmente para elucidar quest&otilde;es de cunho biogeogr&aacute;fico. Nunca &eacute; demais relembrar que, ao longo do tempo profundo, oceanos e mares se abriram e se fecharam, e rios mudaram de dire&ccedil;&atilde;o devido a fatores geol&oacute;gicos como a movimenta&ccedil;&atilde;o das placas tect&ocirc;-nicas. Naturalmente, nesses eventos de grande magnitude a fauna (e flora) s&atilde;o afetados, o que pode ser verificado particularmente na distribui&ccedil;&atilde;o dos peixes f&oacute;sseis que tendem a ser mais comumente preservados do que outros vertebrados. Justamente no Brasil, temos diversos dep&oacute;sitos que t&ecirc;m fornecido exemplares relevantes para um melhor conhecimento da distribui&ccedil;&atilde;o das ictiofaunasmesozoicas, em especial as encontradas no per&iacute;odo Cret&aacute;ceo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O artigo sobre r&eacute;pteis f&oacute;sseis (14) foca nos avan&ccedil;os que ocorreram na paleoherpetologia no mundo e como tem-se dado a contribui&ccedil;&atilde;o brasileira. Abordando tr&ecirc;s dos principais grupos desses vertebrados - os dinossauros, os pterossauros e os crocodilomorfos - o artigo apresenta os progressos da pesquisa nacional que envolve desde novas descobertas realizadas no pa&iacute;s at&eacute; a atividade conjunta com cientistas de outros pa&iacute;ses que possuem dep&oacute;sitos de interesse paleontol&oacute;gico destacado. O trabalho tamb&eacute;m apresenta as &aacute;reas onde a ci&ecirc;ncia brasileira poderia atuar mais pelo importante material fossil&iacute;fero que disp&otilde;e, como a pesquisa de tecidos moles, que inclui a busca por biomol&eacute;culas em material excepcionalmente bem preservado, que, diga-se de passagem, n&atilde;o &eacute; apenas limitado a r&eacute;pteis f&oacute;sseis.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Poucos sabem, mas uma das principais contribui&ccedil;&otilde;es fornecidas pela paleontologia brasileira nestes &uacute;ltimos anos est&aacute; na pesquisa dos primeiros est&aacute;gios evolutivos dos mam&iacute;feros, conforme &eacute; apresentado no artigo seguinte desta colet&acirc;nea (15). Nos dep&oacute;sitos tri&aacute;ssicos do Rio Grande do Sul foram encontrados diversos exemplares que mostram os passos evolutivos seguidos pelos proto-mam&iacute;feros (que s&atilde;o os cinodontes basais) at&eacute; o surgimento dos primeiros representantes de Mammalia. Nunca &eacute; demais relembrar que s&atilde;o justamente os mam&iacute;feros que, ap&oacute;s a extin&ccedil;&atilde;o em massa ocorrida no limite Cre-t&aacute;ceo-Pale&oacute;geno, passaram a dominar os diferentes ecossistemas. Poucas regi&otilde;es do mundo possuem dep&oacute;sitos com condi&ccedil;&atilde;o da fossiliza&ccedil;&atilde;o desse tipo de vertebrado, que tende a ser de diminutas propor&ccedil;&otilde;es e, por isso, detentor de um esqueleto extremamente fr&aacute;gil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dois &uacute;ltimos trabalhos deste N&uacute;cleo Tem&aacute;tico se dedicam a diferentes aspectos da paleontologia: as novas t&eacute;cnicas e quest&otilde;es relacionadas &agrave; legisla&ccedil;&atilde;o sobre f&oacute;sseis. Existe uma tend&ecirc;ncia de empregar metodologias e t&eacute;cnicas cada vez mais sofisticadas para procurar responder &agrave;s perguntas de complexidade crescente que s&atilde;o feitas com rela&ccedil;&atilde;o aos f&oacute;sseis. Tomografia computadorizada, emprego do microsc&oacute;pio eletr&ocirc;nico de varredura e estudos paleohistol&oacute;gicos s&atilde;o apenas algumas das novas linhas de pesquisa que est&atilde;o sendo desenvolvidas e aplicadas com maior frequ&ecirc;ncia em n&iacute;vel mundial, e tamb&eacute;m pelos paleont&oacute;logos brasileiros (16).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; as quest&otilde;es envolvendo legisla&ccedil;&atilde;o de f&oacute;sseis t&ecirc;m estado em voga nos &uacute;ltimos anos. N&atilde;o &eacute; desconhecido da sociedade brasileira que muitos esp&eacute;cimes deixam o pa&iacute;s apesar da ilegalidade desse processo. Assim, pe&ccedil;as de import&acirc;ncia cient&iacute;fica destacada acabam integrando o acervo de institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa do exterior e sendo descritas por pesquisadores estrangeiros. Sempre lembrando que a ci&ecirc;ncia n&atilde;o deve ter fronteiras, existe um sentimento de perda por parte da comunidade cient&iacute;fica nacional e n&atilde;o h&aacute; como negar que a sa&iacute;da desse tipo de material acaba empobrecendo as cole&ccedil;&otilde;es brasileiras. No entanto, n&atilde;o &eacute; apenas o Brasil que sofre com o problema e outros pa&iacute;ses t&ecirc;m maneiras diferentes de tratar o assunto. No &uacute;ltimo artigo desta edi&ccedil;&atilde;o de<i> Ci&ecirc;ncia e Cultura</i> &eacute; abordada, de forma resumida, a situa&ccedil;&atilde;o brasileira e a do Canad&aacute; (17). Pesso-almente,acredito que mais artigos como esse deveriam ser escritos para que possamos tra&ccedil;ar um paralelo do que ocorre no mundo e eventualmente aprender sobre formas bem sucedidas de resolver ou mitigar essa situa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A composi&ccedil;&atilde;o desses artigos nos conduz a uma reflex&atilde;o de como est&aacute; o desenvolvimento da paleontologia nacional. Que as condi&ccedil;&otilde;es, at&eacute; o final de 2014, melhoraram, n&atilde;o resta d&uacute;vidas, sobretudo pelo fato de que houve um expressivo aumento de vagas nas universidades (particularmente nas federais e estaduais) ocupadas por paleont&oacute;logos (felizmente, n&atilde;o apenas por aqueles que estudam vertebrados). Mas existem situa&ccedil;&otilde;es estruturais que n&atilde;o apenas impedem o avan&ccedil;o da pesquisa cient&iacute;fica, mas que, se n&atilde;o forem sanadas, podem proporcionar um significativo retrocesso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A quest&atilde;o legal &eacute; um problema. Por um lado, deve haver um esfor&ccedil;o sadio de procurar manter os principais f&oacute;sseis encontrados no pa&iacute;s. Como j&aacute; foi v&aacute;rias vezes levantado, um bom acervo atrai bons pesquisadores, que tendem a fazer bons trabalhos e, por isso, conseguem ter um curr&iacute;culo melhor e ter mais chances de obter melhores apoios &agrave; pesquisa, que envolve atividade de campo com coleta de novas cole&ccedil;&otilde;es, que terminam por aumentar a import&acirc;ncia e o tamanho do acervo da respectiva institui&ccedil;&atilde;o, e o ciclo se renova. O Museu Americano de Hist&oacute;ria Natural de Nova Iorque e o Museu de Hist&oacute;ria Natural de Londres (antigamente ligado ao British Museum) n&atilde;o seriam as institui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas que s&atilde;o se n&atilde;o fosse pelo seu acervo, onde a cole&ccedil;&atilde;o de f&oacute;sseis &eacute; reconhecidamente um dos componentes principais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como manter os f&oacute;sseis brasileiros no territ&oacute;rio nacional? As leis s&atilde;o vagas (17) e problem&aacute;ticas. E o Departamento Nacional de Produ&ccedil;&atilde;o Mineral (DNPM), a quem compete regulamentar a extra&ccedil;&atilde;o de f&oacute;sseis no pa&iacute;s, se revelou inoperante para a quest&atilde;o do tr&aacute;fico (p. ex., 18). Ademais, ficou evidente durante o &uacute;ltimo Congresso Brasileiro de Paleontologia realizado na cidade do Crato (Cear&aacute;), onde foi apresentado o document&aacute;rio<i> Peixeiros</i> (de acesso livre no YouTube, 19), que funcion&aacute;rios do DNPM adotam procedimentos no m&iacute;nimo suspeitos, que em nada beneficiam a situa&ccedil;&atilde;o do f&oacute;ssil na regi&atilde;o. Mais surpreendente foram as justificativas apresentadas pelos envolvidos dessa autarquia federal nesses procedimentos aparentemente "pouco republicanos", durante a mesa redonda sobre dep&oacute;sitos fossi-l&iacute;feros ocorrida durante esse mesmo congresso (tamb&eacute;m dispon&iacute;vel no YouTube, 20). Parte dos depoimentos filmados s&atilde;o estarrecedores, o que por si s&oacute; dep&otilde;e contra os servidores em quest&atilde;o. N&atilde;o apenas causa esp&eacute;cie a resist&ecirc;ncia por parte da dire&ccedil;&atilde;o geral do DNPM em realizar uma investiga&ccedil;&atilde;o rigorosa sobre as a&ccedil;&otilde;es desses funcion&aacute;rios, mas tamb&eacute;m demonstra um descaso por parte dessa autarquia federal para com o patrim&ocirc;nio paleontol&oacute;gico nacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mesmo que houvesse um amparo legal efetivo, a mais eficaz forma de melhorar as cole&ccedil;&otilde;es paleontol&oacute;gicas no Brasil &eacute; investir na coleta de f&oacute;sseis. Apesar da sa&iacute;da ilegal de muitos exemplares para o exterior, que parece ter diminu&iacute;do em face da a&ccedil;&atilde;o de conscientiza&ccedil;&atilde;o realizada por parte dos pesquisadores que militam nessa &aacute;rea do saber, podemos dizer que os dep&oacute;sitos fossil&iacute;feros brasileiros est&atilde;o muito longe de serem exauridos, havendo um enorme potencial para novos achados. Por&eacute;m, para isso, &eacute; necess&aacute;ria uma a&ccedil;&atilde;o do poder p&uacute;blico, destinando recursos mais expressivos e de forma cont&iacute;nua aos grupos de pesquisa nacionais j&aacute; estabelecidos e tamb&eacute;m incentivar os n&uacute;cleos emergentes, particularmente aqueles que atuam em regi&otilde;es pr&oacute;ximas a dep&oacute;sitos de interesse paleontol&oacute;gico. Nesse particular, infelizmente, j&aacute; se sente, h&aacute; algum tempo, uma certa diminui&ccedil;&atilde;o no volume de recursos destinados pelas ag&ecirc;ncias de fomento a projetos e bolsas destinados ao estudo dos f&oacute;sseis, em especial por parte da principal ag&ecirc;ncia de apoio &agrave; pesquisa, que &eacute; o CNPq. Tal fato levou, inclusive, &agrave; cria&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio de 2015, de um movimento (S.O.S. Dinossauros) que procura alertar as autoridades sobre a necessidade de investimento na &aacute;rea para que os avan&ccedil;os realizados a duras penas n&atilde;o sejam perdidos (p. ex., 21-23). At&eacute; o momento, n&atilde;o houve nenhum resultado concreto dessa iniciativa e existe o temor que, com a situa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica negativa pela qual passa o pa&iacute;s, o cen&aacute;rio possa se complicar, sem solu&ccedil;&atilde;o a curto prazo (24).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro ponto importante que deve estar no radar dos paleont&oacute;logos (e no de outros pesquisadores que militam nas chamadas ci&ecirc;ncias b&aacute;sicas) &eacute; a situa&ccedil;&atilde;o geral do financiamento da pesquisa por parte do poder p&uacute;blico. N&atilde;o h&aacute; como negar a tend&ecirc;ncia mundial em favorecer a ci&ecirc;ncia aplicada em detrimento da "ci&ecirc;ncia-pela-ci&ecirc;n-cia", uma vez que a primeira produz resultados que s&atilde;o diretamente aproveitados para a melhoria da condi&ccedil;&atilde;o geral da sociedade (25). Essas melhorias podem variar desde avan&ccedil;os em procedimentos na ind&uacute;stria como para a cura de doen&ccedil;as. Essa cobran&ccedil;a j&aacute; chegou a muitas ag&ecirc;ncias de fomento no Brasil, que passaram a solicitar regularmente em seus editais uma explica&ccedil;&atilde;o por parte do proponente sobre qual o impacto que o desenvolvimento do respectivo projeto pode gerar para a sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como a paleontologia responde particularmente a essa pergunta? A resposta mais &oacute;bvia est&aacute; ligada ao produto que o estudo dos f&oacute;sseis pode oferecer: uma melhor compreens&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o e diversifica&ccedil;&atilde;o da vida no nosso planeta. Sem os paleont&oacute;logos, a sociedade n&atilde;o saberia nada de como os diversos grupos de organismos surgiram e se modificaram ao longo do tempo. Tampouco teriam uma no&ccedil;&atilde;o de porqu&ecirc; certos organismos vivem atualmente em um ponto do planeta e n&atilde;o em outro (por exemplo o urso polar no &Aacute;rtico e o le&atilde;o na &Aacute;frica). Sem contar com a compreens&atilde;o do aparecimento da nossa pr&oacute;pria esp&eacute;cie, que obrigatoriamente passa pelo estudo dos f&oacute;sseis. Muitos pesquisadores defendem que esses motivos j&aacute; s&atilde;o mais do que suficientes para justificar a aplica&ccedil;&atilde;o de recursos na pesquisa paleontol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, existem outras vertentes que s&atilde;o pouco exploradas pelos cientistas brasileiros. A principal delas est&aacute; relacionada &agrave; educa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o existe necessidade de apontar a situa&ccedil;&atilde;o extremamente negativa do ensino em nosso pa&iacute;s. Nesse sentido, a paleontologia, por sua natureza multidisciplinar, pode apresentar ao p&uacute;blico diferentes aspectos de diversas ci&ecirc;ncias b&aacute;sicas. A aplica&ccedil;&atilde;o da matem&aacute;tica e estat&iacute;stica para compreender quest&otilde;es como o estabelecimento do tamanho, massa e potencial de locomo&ccedil;&atilde;o de esp&eacute;cies extintas, &eacute; um exemplo. A composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica dos f&oacute;sseis e como estes se preservaram &eacute; outro. Sem contar com as no&ccedil;&otilde;es ligadas aos ecossistemas e como estes mudaram ao longo do tempo profundo, ocasionando extin&ccedil;&otilde;es que podem ser locais ou em escala mundial. Estes s&atilde;o apenas alguns dos temas que o estudo dos f&oacute;sseis pode apresentar para os estudantes, auxiliando na sua forma&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ademais, &eacute; fundamental que o paleont&oacute;logo apresente as mudan&ccedil;as no foco das pesquisas paleontol&oacute;gicas que est&atilde;o cada vez mais sofisticadas. Um bom exemplo &eacute; a tomografia computadorizada que possibilita uma reconstru&ccedil;&atilde;o detalhada de &oacute;rg&atilde;os e tecidos moles nos organismos. Essa &eacute; uma (n&atilde;o a &uacute;nica) boa porta de entrada para apresentar diversos conceitos relacionados &agrave; f&iacute;sica. Sem contar com a busca de biomol&eacute;culas - uma tecla na qual tenho batido h&aacute; algum tempo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro ponto, que &eacute; cada vez mais fundamental para a sobreviv&ecirc;ncia da paleontologia nestes tempos "bicudos " de restri&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria, est&aacute; ligado a divulga&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o cient&iacute;fica. De nada adianta para o desenvolvimento dessa (e de outras) ci&ecirc;ncia b&aacute;sica que o pesquisador se encastele em seu laborat&oacute;rio e converse apenas com os seus pares! Existe uma demanda (at&eacute; mesmo parcialmente reconhecida pelo CNPq e pelas ag&ecirc;ncias de fomento estaduais) que o cientista venha a p&uacute;blico e procure conversar com a sociedade sobre o seu trabalho. Nesse particular, apesar de melhorias, ainda h&aacute; muito o que fazer. Uma mat&eacute;ria (pelo menos eletiva, sen&atilde;o obrigat&oacute;ria) nos cursos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o na qual o aluno tenha que realizar atividades de divulga&ccedil;&atilde;o junto ao p&uacute;blico j&aacute; seria um grande passo para a conscientiza&ccedil;&atilde;o dos futuros pesquisadores sobre a necessidade de uma maior intera&ccedil;&atilde;o com a sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao mesmo tempo, existe uma for&ccedil;a de trabalho que pode atuar na paleontologia que &eacute; praticamente inexistente no pa&iacute;s: os volunt&aacute;rios. Em diversas institui&ccedil;&otilde;es do exterior existe a possibilidade de pessoas - muitas vezes aposentadas com enorme interesse e tempo dispon&iacute;vel - em auxiliar o desenvolvimento da pesquisa cient&iacute;fica. Isso varia desde a atividade de catalogar material at&eacute; mesmo em quest&otilde;es envolvendo a prepara&ccedil;&atilde;o e participa&ccedil;&atilde;o (juntamente com paleont&oacute;logos) na coleta de f&oacute;sseis. N&atilde;o &eacute; preciso enfatizar que a atua&ccedil;&atilde;o de volunt&aacute;rios n&atilde;o est&aacute; restrita &agrave; paleontologia. Infelizmente, n&atilde;o h&aacute; maiores iniciativas para atividades de amadores no Brasil, o que tamb&eacute;m parte de uma certa desconfian&ccedil;a da academia. Entre as exce&ccedil;&otilde;es est&aacute; o Grupo Fos-silis de Minas Gerais e os Colecionadores de Ossos no Rio Grande do Sul, cada um com caracter&iacute;sticas e prop&oacute;sitos distintos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por &uacute;ltimo, gostaria de frisar a fundamental import&acirc;ncia do apoio por parte do poder p&uacute;blico e da sociedade &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es que se enquadram na categoria de museu de hist&oacute;ria natural (26). Sem me alongar muito, &eacute; justamente esse tipo de institui&ccedil;&atilde;o que, al&eacute;m de ter a responsabilidade de proteger e guardar pe&ccedil;as de import&acirc;ncia cient&iacute;fica e cultural ( os acervos) para gera&ccedil;&otilde;es futuras, tem um enorme potencial para atuar na educa&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico. &Eacute; desnecess&aacute;rio alocar exemplos do apoio que os pa&iacute;ses verdadeiramente comprometidos com o desenvolvimento cient&iacute;fico e cultural de sua popula&ccedil;&atilde;o dispendem para os seus museus de hist&oacute;ria natural. Internacionalmente, esse apoio tem aumentado bastante, sobretudo pelo fato do avan&ccedil;o de quest&otilde;es religiosas (como o criacionismo) sobre a pesquisa, em muitos casos procurando desacredit&aacute;-la junto &agrave; sociedade, impactando negativamente na quest&atilde;o de aloca&ccedil;&atilde;o de recursos. S&atilde;o as exposi&ccedil;&otilde;es, tanto permanentes como tempor&aacute;rias (estas vitais para a renova&ccedil;&atilde;o do interesse na visita&ccedil;&atilde;o, como tamb&eacute;m para possibilitar a informa&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as cient&iacute;ficas ocorridas em uma determinada &aacute;rea), que acabam por proporcionar uma efetiva democratiza&ccedil;&atilde;o do conhecimento cient&iacute;fico (27).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Finalizando, apesar de uma ineg&aacute;vel melhoria das condi&ccedil;&otilde;es para o desenvolvimento da paleontologia nacional nos &uacute;ltimos anos, existe, hoje em dia, uma "nuvem negra " sobre essa &aacute;rea de pesquisa que se n&atilde;o for dissipada (ou ao menos mitigada) poder&aacute; gerar perdas dos avan&ccedil;os alcan&ccedil;ados nos &uacute;ltimos anos. Se isso ocorrer, temo que os emblem&aacute;ticos 7:1 da &uacute;ltima copa mundial de futebol acabem, comparativamente, sendo pouco para a quest&atilde;o do retrocesso da pesquisa e, mais uma vez, o nosso pa&iacute;s perder&aacute; uma excepcional chance de se destacar no cen&aacute;rio cient&iacute;fico mundial.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Kellner, A. W. A. "Problemas no mundo jur&aacute;ssico".<i> Ci&ecirc;ncia Hoje,</i> 55 (329): 52-53, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Vieira, M. "Campe&atilde;o de p&uacute;blico".<i> Veja Rio:</i> 82 (15/09/1999), 1999.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Kellner, A. W. A. &amp; Campos, D. A. "Form, function, and the flight of the pterosaur - response".<i> Science,</i> 297: 2207-2208, 2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Wang, X.; Kellner, A. W. A.; Zhou, Z. &amp; Campos, D. A. "Pterosaur diversity and faunal turn over in Cretaceousterrestrialeco systems in China". <i>Nature,</i> 437: 875-879, 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Cabreira, S. F. et al. "New stem-sauropodomorph (Dinosauria, Saurischia) from theTriassic of Brazil".<i> Naturwissenschaften</i> 98: 1035-1040, 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Mori, A. L. O.; Marques, J.C.; Souza, P.A. &amp; Lopes, R.C. "A new U-Pbzircon age dating and palynological data from a Lower Permian section of the southern most Paran&aacute; Basin, Brazil: biochronostrati graphical and geochronological implications for Gondwana correlations".<i> Gondwana Research,</i> 21: 654-669, 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Cisneros, J. C.; Abdala, F.; Atayman-Guven, S.; Rubidge, B. S.; Sengar, A. M. C. &amp; Schultz, C. L. "Carnivorous dinocephalian from the Middle Permian of Brazil and tetrapod dispersal in Pangea".<i> Proceedings of the National Academy of Sciences,</i> 109, p. 10.1073/pnas.11, 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Pferrerkorn, H. W.; Alleman, V. &amp; Iannuzzi, R. " A green house interval between icehouse times: climate change, long-distance plant dispersal, and plate motion in the Mississipian (late Visean - earliest Serpukhovian) of Gondwana.<i> Gondwana Research</i> 15: 1338-1347, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Carvalho, I. S. et al. "A Mesozoic bird from Gondwana preserving feathers".<i> Nature Communication,</i> 6: 7141-7146, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Sim&otilde;es, T. R.; Wilner, E.; Caldwell, M.W.; Weinschutz, L.C. &amp; Kellner, A.W.A. "A stemacrodontanlizard in the Cretaceous of Brazil, revises earlylizar devolution in Gondwana".<i> Nature Communication</i> 6:8149, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Caminha, S. A. F. da &amp; Leite, F. P. R.. "Microf&oacute;sseis: pequenos organismos que geram grandes informa&ccedil;&otilde;es sobre o passado do planeta". <i>Ci&ecirc;ncia&amp; Cultura,</i> vol.67, no.4, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. De Souza, J. M. "Paleobot&acirc;nica - o que os f&oacute;sseis vegetais revelam? " <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura,</i> vol.67, no.4, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Gallo. V. "O estado da arte sobre a ictiofauna mesozoica do Brasil". <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura,</i> vol.65, no.4, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Kellner, A. W. A. "O estudo dos r&eacute;pteis f&oacute;sseis - cresce a contribui&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia brasileira".<i> Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura,</i> vol.67, no.4, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Soares, M. B. "Cinodontes brasileiros revelam os primeiros passos na evolu&ccedil;&atilde;o dos mam&iacute;feros".<i> Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura,</i> vol.67, no.4, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Say&atilde;o, J.M. &amp;Bantim, R. "A paleontologia do s&eacute;culo XXI: novas t&eacute;cnicas e interpreta&ccedil;&otilde;es".<i> Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura</i> vol.67, no.4, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Sim&otilde;es, T. R. &amp; Caldwell, M.W. "F&oacute;sseis e legisla&ccedil;&atilde;o - breve compara&ccedil;&atilde;o entre Brasil e Canad&aacute;".<i> Ci&ecirc;ncia &amp; Cultura,</i> vol.67, no.4, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Lopes, R.J. "Cobra com quatro patas viveu no Cear&aacute; h&aacute; 120 milh&otilde;es de anos".<i> Folha de S. Paulo,</i> 23/07/2015 <a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2015/07/1659491-cobra-com-quatro-patas-viveu-no-ce-ara-ha-120-milhoes-de-anos.shtml" target="_blank">http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2015/07/1659491-cobra-com-quatro-patas-viveu-no-ce-ara-ha-120-milhoes-de-anos.shtml</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Document&aacute;rio<i> Peixeiros - a hist&oacute;ria do tr&aacute;fico de f&oacute;sseis no Cariri.</i> TV Natureza Cariri, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=hjqvD50BhWI" target="_blank">https://www.youtube.com/watch?v=hjqvD50BhWI</a>, capturado em 06/10/2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Congresso Brasileiro de Paleontologia - Mesa Redonda sobre Prote&ccedil;&atilde;o dos Dep&oacute;sitos Fossil&iacute;feros. (<a href="https://www.youtube.com/watch?-v=8ZWMXvLhA2U" target="_blank">https://www.youtube.com/watch?-v=8ZWMXvLhA2U</a>; capturado em 06/10/2015).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Grandelle, R. "SOS Dinossauros: sem recursos, paleontologia nacional corre perigo de extin&ccedil;&atilde;o".<i> O Globo,</i> 02/01/2015 (<a href="http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/sos-dinossauros-sem-recursos-pale-ontologia-nacional-corre-perigo-de-extincao-14950400" target="_blank">http://oglobo.globo.com/sociedade/ciencia/sos-dinossauros-sem-recursos-pale-ontologia-nacional-corre-perigo-de-extincao-14950400</a>, capturado em 06/10/2015).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Lopes, R. J. "Cientistas 'ca&ccedil;adores de dinossauros' pedem mais verba ao governo federal".<i> Folha de S. Paulo,</i> 07/02/2015 (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2015/02/1586540-cientisas-cacadores-de-dinossauros-pedem-mais-verba-ao-governo-federal.shtml" target="_blank">http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2015/02/1586540-cientisas-cacadores-de-dinossauros-pedem-mais-verba-ao-governo-federal.shtml</a>, capturado em 06/10/2015).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Kellner, A. W. A. "SOS dinossauros".<i> Ci&ecirc;ncia Hoje On-Line</i> (13/02/2015), Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 2015. (<a href="http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/cacadores-de-fosseis/sos-dinossauros" target="_blank">http://cienciahoje.uol.com.br/colunas/cacadores-de-fosseis/sos-dinossauros</a>, capturado em 06/10/2015).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Pivetta, M. "Nas asas do passado".<i> Pesquisa Fapesp,</i> 232: 22-27, 2015 (tamb&eacute;m dispon&iacute;vel on-line - <a href="http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/06/16/alexander-wilhelm-armin-kellner-nas-assas-do--passado/" target="_blank">http://revistapesquisa.fapesp.br/2015/06/16/alexander-wilhelm-armin-kellner-nas-assas-do--passado/</a>).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Poppy, G. "Science must prepare for impact".<i> Nature,</i> 526: 7, 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Kellner, A. W. A. "Exemplos de exposi&ccedil;&otilde;es de geologia e paleontologia e a divulga&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia". In: Massarani, L. (Ed.).<i> Ci&ecirc;ncia &amp; Crian&ccedil;a: a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica para o p&uacute;blico infanto-juvenil,</i> p.71-75, 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Kellner, A. W. A. "Museus e a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica no campo da paleontologia". Anu&aacute;rio do Instituto de Geoci&ecirc;ncias - UFRJ, 28(1): 116-130, 2005.    </font></p>      ]]></body><back>
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