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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PALEONTOLOGIA    <br>   ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Microfosseis: pequenos organismos que geram grandes informa&ccedil;&otilde;es sobre o passado</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Silane A. F. da Silva Caminha<sup>I</sup>; F&aacute;tima Praxedes R. Leite<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Palin&oacute;loga, professora e respons&aacute;velpelo Laborat&oacute;rio de Paleontologia e Palinologia do Departamento de Geologia Geral da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Atualmente ocupa o cargo de coordenadora pr&oacute;-tempore do curso de geologia    <br>   <sup>II</sup>Palin&oacute;loga, bolsista PNPD do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Geoci&ecirc;ncias da UFMT e pesquisadora do Laborat&oacute;rio de Paleontologia e Palinologia da UFMT</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Microf&oacute;sseis podem ser organismos inteiros ou partes deles, como por exemplo carapa&ccedil;as ou placas, que se preservaram por processos geol&oacute;gicos. Os que formam carapa&ccedil;as s&atilde;o separados pelo tipo de composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica. Podem ser <b>carbon&aacute;ticos,</b> cuja carapa&ccedil;a &eacute; formada por carbono (C) e oxig&ecirc;nio (C) associado a um outro elemento principalmente ao c&aacute;lcio (Ca); ou<b> silicosos,</b> compostos por elementos de sil&iacute;cio (Si) e oxig&ecirc;nio (O).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tamanho varia conforme o grupo estudado de alguns mil&eacute;simos de mil&iacute;metro a poucos cent&iacute;metros. Para observ&aacute;-los &eacute; necess&aacute;rio o uso de equipamentos como microsc&oacute;pios e lupas que ampliam o tamanho original em 10, 100 ou at&eacute; 2000 vezes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O nome microf&oacute;sseis &eacute; usado, ent&atilde;o, para definir o grupo de diminutos organismos que viveram no passado e o conjunto de deles &eacute; estudado pela micropaleontologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A classifica&ccedil;&atilde;o que organiza os microf&oacute;sseis em categorias pode ser artificial, ou seja, sem que haja uma rela&ccedil;&atilde;o de parentesco entre eles ou natural, com rela&ccedil;&otilde;es de parentesco. Os palinomorfos, objeto de estudo da palinologia, formam um grupo artificial. Isso ocorre porque eles s&atilde;o isolados por um m&eacute;todo de prepara&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica que elimina a po&ccedil;&atilde;o carbon&aacute;tica e de silicatos e concentra mat&eacute;ria org&acirc;nica. Significa dizer que todos os pequenos f&oacute;sseis mineralizados s&atilde;o destru&iacute;dos durante a prepara&ccedil;&atilde;o e todos os de parede org&acirc;nica s&atilde;o preservados. Estruturas de plantas vasculares (angiospermas, gim-nospermas e pterid&oacute;fitas), algas, fungos, cistos de protistas, parte org&acirc;nica de foramin&iacute;feros e restos de pequenos animais s&atilde;o comu-mente recuperados por possu&iacute;rem parede org&acirc;nica. Devido a essa natureza heterog&ecirc;nea dos palinomorfos, eles s&atilde;o categorizados em grupos menores de acordo com crit&eacute;rios morfol&oacute;gicos (1).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aqui apresenta-se alguns grupos organizados por reinos de acordo com o sistema de classifica&ccedil;&atilde;o natural.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os representantes do reino Monera apresentam c&eacute;lulas sem n&uacute;cleo organizado. As cianobact&eacute;rias s&atilde;o um exemplo e est&atilde;o presentes no registro f&oacute;ssil desde 3,5 bilh&otilde;es de anos e representam, por isso, o mais antigo registro de vida celular no planeta. Elas s&atilde;o c&eacute;lulas que podem agrupar-se em longos filamentos ou em finas camadas. Vivem em ambientes aqu&aacute;ticos e alguns in&oacute;spitos, com temperaturas extremas, por exemplo. Quando fragmentos inorg&acirc;nicos ficam aprisionados em n&iacute;veis ricos em cianobact&eacute;rias formam os estromat&oacute;li-tos, estruturas laminadas que formam rochas muito comuns no final do Pr&eacute;-cambriano. Algumas cianobact&eacute;rias juntamente com outras algas de afinidade desconhecida s&atilde;o agrupadas dentro dos Acritar-cas. Elas foram os primeiros seres a realizar fotoss&iacute;ntese, processo que transformou completamente a atmosfera primitiva tornando-a rica em oxig&ecirc;nio e permitindo que a vida evolu&iacute;sse posteriormente at&eacute; tornar-se o que hoje conhecemos (2; 3).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No reino Protista todos organismos s&atilde;o eucariotas, ou seja, t&ecirc;m c&eacute;lulas com n&uacute;cleo organizado. Podem ser unicelulares ou multicelulares, mas sem tecidos especializados. Os mais antigos foram encontrados na China e datam 1,8 bilh&atilde;o de anos, ou seja, s&oacute; depois de quase 2 bilh&otilde;es de anos do primeiro registro de procariotas do reino Monera (4). Dentre os protistas, destacam-se para a micropa-leontologia alguns grupos como descrito abaixo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os<b> dinoflagelados</b> s&atilde;o algas unicelulares, em sua maioria marinhas que possuem flagelos e alguns s&atilde;o fotossintetizantes. Eles s&atilde;o preservados no registro f&oacute;ssil devido &agrave; parede interna org&acirc;nica sendo, por isso, considerado como palinomorfos marinhos (5). Com avan&ccedil;o da explora&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo em se&ccedil;&otilde;es marinhas brasileiras, o estudo de dinoflagelados se fortaleceu nos anos 1970 e 1980. Desde ent&atilde;o, tornou-se um dos principais grupos de microf&oacute;sseis analisados em bacias da margem continental brasileira (6). Os dinoflagelados surgiram no final do Tri&aacute;ssico e se tornaram abundantes e com alta diversidade no Cret&aacute;ceo, sendo por isso, usados como f&oacute;sseis guias das principais se&ccedil;&otilde;es cret&aacute;ceas marinhas. Muitas delas com alto potencial petrol&iacute;fero (7).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os<b> foramin&iacute;feros</b> s&atilde;o uma classe de protistas ameb&oacute;ides. Normalmente t&ecirc;m uma carapa&ccedil;a ou testa exterior com uma ou v&aacute;rias c&acirc;maras, feitas de s&iacute;lica, carbonato de c&aacute;lcio ou part&iacute;culas de sedimento aglutinadas. Seus pseud&oacute;podos formam uma fina rede externa para a captura de alimentos. S&atilde;o geralmente aqu&aacute;ticos, principalmente marinhos, e a maioria das esp&eacute;cies vivem sobre ou dentro do sedimento do fundo do mar, com um pequeno n&uacute;mero de esp&eacute;cies pel&aacute;gicas de v&aacute;rias profundidades. As formas mais antigas v&ecirc;m desde o Cambriano (8).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os<b> nanof&oacute;sseis calc&aacute;rios</b> agrupam os elementos de composi&ccedil;&atilde;o carbon&aacute;tica formado pelos coc&oacute;litos, placas calc&aacute;rias dos coccolitofo-r&iacute;deos, e outros grupos n&atilde;o identificados. Coccolit&oacute;for&iacute;deos s&atilde;o algas unicelulares com um esqueleto externo, planct&oacute;nicos e exclusivamente marinhos. Elas podem ser encontradas em grandes quantidades por toda a zona onde a luz solar alcan&ccedil;a dentro do oceano (9). Estes e os foramin&iacute;feros, juntamente com outros organismos que possuem carapa&ccedil;a com carbonato de c&aacute;lcio, s&atilde;o respons&aacute;veis pela forma&ccedil;&atilde;o de extensos dep&oacute;sitos de rochas carbon&aacute;ticas de origem biog&ecirc;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outros protistas tais como<b> radiol&aacute;rios</b> e algumas<b> diatom&aacute;-ceas</b> se diferem dos anteriores por terem o corpo protegido por uma carapa&ccedil;a formada por s&iacute;lica. A s&iacute;lica &eacute; mais resistente ao processo de dissolu&ccedil;&atilde;o em altas profundidades e, por isso, s&atilde;o os principais elementos encontrados em sedimentos de mares profundos, onde a press&atilde;o &eacute; t&atilde;o alta que dissolve o a carapa&ccedil;a formada por carbonato.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; os<b> ostracodes,</b> diferentemente dos outros grupos descritos acima, s&atilde;o invertebrados e, portanto, animais. Eles possuem duas valvas quitinosas impregnadas por carbonato articuladas na regi&atilde;o dorsal. Seu tamanho varia de 0,1 a 32 mm. Existem aproximadamente 20.000 esp&eacute;cies viventes habitando mares, lagos e rios. Algumas esp&eacute;cies s&atilde;o adaptadas a um modo de vida semi-terrestre em solos &uacute;midos e folhas em decomposi&ccedil;&atilde;o. Devido &agrave; sua alta taxa de especia&ccedil;&atilde;o e &agrave; capacidade de preserva&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o utilizados em bioestratigrafia e reconstru&ccedil;&otilde;es ambientais. Estudos de elementos-tra&ccedil;os e is&oacute;topos est&aacute;veis da carapa&ccedil;a desses animais podem indicar varia&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas principalmente dos per&iacute;odos glaciais e interglaciais que ocorreram no globo nos &uacute;ltimos milhares de anos. A origem do grupo est&aacute; bem documentada desde o Ordoviciano (10;11;12).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com h&aacute;bito aqu&aacute;tico, predominante marinho, os microf&oacute;sseis acima d&atilde;o informa&ccedil;&otilde;es somente sobre esses ambientes. Existe, no entanto, um grupo exclusivamente terrestre que s&atilde;o os gr&atilde;os de p&oacute;len e esporos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os gr&atilde;os de p&oacute;len e esporos s&atilde;o c&eacute;lulas reprodutivas de plantas superiores e inferiores, respectivamente. Eles possuem uma prote&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica externa muito resistente composta por esporo-polenina que se fossiliza facilmente desde que n&atilde;o haja oxida&ccedil;&atilde;o no ambiente de deposi&ccedil;&atilde;o. Sua dispers&atilde;o pode ser pelo vento, &aacute;gua e com aux&iacute;lio de polinizadores como p&aacute;ssaros e insetos. A morfologia dos gr&atilde;os de p&oacute;len e esporo &eacute; variada podendo ser diferenciada por simetria, abertura e ornamenta&ccedil;&atilde;o. Atrav&eacute;s do estudo das caracter&iacute;sticas morfol&oacute;gicas &eacute; poss&iacute;vel identificar a fam&iacute;lia da planta que o produziu e, assim, obter dados sobre o habitat e h&aacute;bito e, consequentemente, inferir sobre o ambiente onde vivia (1).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pela sua diversidade, abund&acirc;ncia e ampla distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, os microf&oacute;sseis, de maneira geral, representam uma ferramenta muito importante para o estudo da evolu&ccedil;&atilde;o da vida nas diferentes etapas do planeta ao longo do tempo geol&oacute;gico. Por essa raz&atilde;o s&atilde;o usados, muitas vezes, como a &uacute;nica ferramenta para estabelecer a idade de rochas sedimentares. A ind&uacute;stria do petr&oacute;leo, por exemplo, utiliza a distribui&ccedil;&atilde;o temporal de diversos tipos deles para datar camadas e encontrar n&iacute;veis ricos em petr&oacute;leo e g&aacute;s em suas prospec&ccedil;&otilde;es. No Brasil, estudos micropaleontol&oacute;gicos foram muito &uacute;teis para a descoberta de petr&oacute;leo e g&aacute;s e mais recentemente do pr&eacute;-sal, um dos sistemas petrol&iacute;feros mais conhecidos, e estima-se que com esse achado a reserva de petr&oacute;leo e g&aacute;s aumentar&aacute; nos pr&oacute;ximos anos, incrementando tamb&eacute;m o poder econ&ocirc;mico do pa&iacute;s (13).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os microf&oacute;sseis habitaram os mais diferentes ambientes da Terra e cada um deles foi ocupado por grupos e formas espec&iacute;ficas. Devido a isso, o estudo micropaleontol&oacute;gico associado, algumas vezes, a m&eacute;todos isot&oacute;picos nos d&aacute; informa&ccedil;&otilde;es do paleoclima, salinidade, profundidade de mares antigos, disponibilidade de nutrientes e composi&ccedil;&atilde;o e diversidade da biota do passado (14).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ESTUDO DE CASO: A AMAZ&Ocirc;NIA H&Aacute; MILH&Otilde;ES DE ANOS ATR&Aacute;S</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Rochas sedimentares presentes na Amaz&ocirc;nia s&atilde;o registros da hist&oacute;ria daquela regi&atilde;o. H&aacute; mais de 30 anos um projeto milion&aacute;rio financiado pelo governo federal perfurou em 84 testemunhos de sondagem com profundidade variando de 50 a 411 metros, totalizando um pouco mais de 14 quil&ocirc;metros de rocha. O objetivo dessa explora&ccedil;&atilde;o era conhecer a disponibilidade e qualidade do carv&atilde;o da regi&atilde;o, pois n&iacute;veis com carv&atilde;o s&atilde;o bem comuns na regi&atilde;o de fronteiras entre Brasil, Col&ocirc;mbia e Peru.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma compara&ccedil;&atilde;o a ser feita quando se trabalha com rocha em subsuperf&iacute;cie &eacute; com uma m&aacute;quina do tempo. Quanto mais profundo for perfurado a rocha, maior a chance de se encontrar intervalos mais antigos e, consequentemente, mais antigo &eacute; o "lugar " que se visita. O estudo micropaleontol&oacute;gico dessas se&ccedil;&otilde;es permitiu acessar informa&ccedil;&otilde;es sobre a idade aproximada daquelas rochas e sobre o ambiente em que elas foram formadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sobre a idade das rochas, elas variam entre 23 milh&otilde;es a 3 milh&otilde;es de anos atr&aacute;s em per&iacute;odo conhecido como Ne&oacute;geno. A idade &eacute; estabelecida por meio da associa&ccedil;&atilde;o de gr&atilde;os de p&oacute;len e esporos. Muitos deles t&ecirc;m seu primeiro aparecimento bem conhecido em outras localidades da Am&eacute;rica do Sul e alguns deles j&aacute; se extinguiram, como &eacute; o caso da<i> Grimsdalea magnaclavata</i> (<a href="#fig1">Figura 1)</a>.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a10fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A reconstru&ccedil;&atilde;o paleoambiental do Ne&oacute;geno da Amaz&ocirc;nia mostra 3 tipos ambientes diferenciados pela composi&ccedil;&atilde;o palinol&oacute;gica, s&atilde;o eles: o de<b> plan&iacute;cie de inunda&ccedil;&atilde;o</b> representado por gr&atilde;os de p&oacute;len de &aacute;rvores, arbustos de Malvaceae e Euphorbiaceae principalmente, lianas e samambaias t&iacute;picas de florestas tropicais &uacute;midas. O de<b> p&acirc;ntanos,</b> composto por gr&atilde;os de p&oacute;len de palmeiras, gram&iacute;neas e samambaias t&iacute;picas de ambiente pantanoso e de<b> lagos, </b>representado pela presen&ccedil;a de gram&iacute;neas, plantas herb&aacute;ceas de As-teraceae e muitas algas de ambientes de &aacute;gua doce (15). A <a href="#fig1">figura 1</a> mostra a diversidade de formas de gr&atilde;os usados como marcadores ambientais e de idade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outros microf&oacute;sseis usados para inferir o ambiente naquela regi&atilde;o s&atilde;o os ostracodes. Algumas modifica&ccedil;&otilde;es morfol&oacute;gicas na carapa&ccedil;a deles indicaram mudan&ccedil;as na salinidade em alguns intervalos, fato confirmado tamb&eacute;m pela presen&ccedil;a de foramin&iacute;feros e dinofla-gelados, sugerindo que em determinados momentos a Amaz&ocirc;nia foi coberta por &aacute;gua do mar ocasionada principalmente pelo aumento do n&iacute;vel global do mar (16). Esses epis&oacute;dios de entrada de &aacute;gua marinha podem explicar porque nos rios da Amaz&ocirc;nia, atualmente, encontra-se esp&eacute;cies de origem marinha como peixe-boi, botos e arraias. Esse &eacute; um dos exemplos de como eventos ocorridos no passado afetam, e muito, o que conhecemos do presente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aqui apresentou-se as caracter&iacute;sticas de diversos grupos de microf&oacute;sseis e suas aplica&ccedil;&otilde;es no entendimento de ambientes do passado e como a ind&uacute;stria do petr&oacute;leo utiliza essas informa&ccedil;&otilde;es para datar camadas com potencial para gera&ccedil;&atilde;o de &oacute;leo e g&aacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A escolha do grupo de microf&oacute;sseis a ser estudado &eacute; feita levando-se em conta o tipo de ambiente que se pretende estudar (marinho ou continental), idade estimada da rocha (bilh&otilde;es, milh&otilde;es ou milhares de anos), tipo de amostra (alta ou baixa oxida&ccedil;&atilde;o).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTA E  REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Traverse, A.<i> Paleopalynology.</i> Springer. 2008</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Biello, D.<i> Scientific American,</i> 9. 2009</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Schopf, W.<i> Life's origin: the beginnings of biological evolution.</i> University of California Press. 2002A</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Prothero, D.<i> Bringing fossils to life: an introduction to Paleobiology. </i>Columbia University Press. 2013).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Lana, C.; Beurlen, G.<i> Anu&aacute;rio do Instituto de Geoci&ecirc;ncias.</i> 30 (1) 2007</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Arai, M.; Lana, C.<i> Boletim de Geoci&ecirc;ncias Petrobr&aacute;s,</i> 12, 175-189. 2003.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Arai, M.<i> Arquivos do Museu Nacional, Rio de Janeiro,</i> 63(3). 2005</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Zerfass, G.; Andrade, E.<i> Terrae Didatica</i> 3(1). 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Guerra, R. M.; Tokutake, L. R..<i> Terrae Didatica</i> 7(1). 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Horne, D.; Holmes, J.; Rodriguez-Lazaro, J.; Viehberg, F.<i> Developments in Quaternary Sciences,</i> 17, 2-323. 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Almeida, C.M. "Taxonomia, distribui&ccedil;&atilde;o estratigr&aacute;fica e paleocologia de ostracodes do Cret&aacute;ceo superior, Coniaciano, ao Mioceno da bacia de Santos, margem continental sul do Brasil ". Tese doutoramento, UnB. 2009</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Horne, D.; Holmes, J.; Rodriguez-Lazaro, J.; Viehberg, F.<i> Developments in Quaternary Sciences,</i> 17. 2012</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Riccomini, C.; Santa'Anna, L. G.; Tassinari, C.C..<i> Revista USP,</i> 95. 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Rodrigues, G. B. e Fauth, G.<i> Terrae Didatica,</i> 9, 34-49. 2013</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Jaramillo, C. et al. "The origin of the modern Amazon rainforest: implications of the palynological and paleobotanical record ".<i> In: Amazonia: landscape and species evolution.</i> Wiley-Blackwell. 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Linhares, A. P. et al.<i> Geologia Colombiana.</i>36 (1) - Edici&oacute;n Especial. 2011</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>17. The Archean World,</i> Peter Sawyer, Smithsonian Institute: <a href="http://oce-an.si.edu/slideshow/ocean-throughout-geologic-time-image-gallery" target="_blank">http://oce-an.si.edu/slideshow/ocean-throughout-geologic-time-image-gallery</a></font><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Os autores agradecem ao Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em Geoci&ecirc;ncias, Instituto de Ci&ecirc;ncias Exatas e da Terra, Universidade Federal de Mato Grosso,<i> campus</i> Cuiab&aacute;. Ao CNPq pelo apoio &agrave; pesquisa (processo no. 476020/2013-1). Ao dr. Cl&aacute;udio Magalh&atilde;es, especialista em ostracodes, pela ajuda com a descri&ccedil;&atilde;o dos pequenos crust&aacute;ceos.</font></p>      ]]></body><back>
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