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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PALEONTOLOGIA    <br>   ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Paleobot&acirc;nica: o que os f&oacute;sseis vegetais revelam?</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Juliane Marques-de-Souza</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Bi&oacute;loga, doutora em geoci&ecirc;ncias, na &aacute;rea de concentra&ccedil;&atilde;o da paleobot&acirc;nica, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Professora da Universidade Estadual de Roraima (UERR), sendo professora permanente do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ensino de Ci&ecirc;ncias no qual atua na linha de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A paleobot&acirc;nica &eacute; uma &aacute;rea da paleontologia que, como tal, articula saberes de outras &aacute;reas do conhecimento, tais como a biologia e a geologia, para localizar, analisar e interpretar registros de organismos vegetais em rochas sedimentares formadas h&aacute; milhares ou milh&otilde;es de anos atr&aacute;s. Para compreender, por exemplo, as din&acirc;micas ambientais que contribu&iacute;ram para tamanha diversidade da flora atual, ou mesmo as novidades evolutivas associadas &agrave; sa&iacute;da do ambiente marinho e &agrave; conquista do ambiente terrestre, &eacute; preciso olhar para o passado. As rochas sedimentares s&atilde;o como fotografias desse passado e guardam com elas as mem&oacute;rias daquele tempo. Os paleont&oacute;logos e aqui, especificamente, os paleo-bot&acirc;nicos s&atilde;o os profissionais treinados para olhar para essas rochas e decifrar seus registros, quando esses se referem a organismos do reino vegetal. De maneira geral, pode-se dizer que os paleobot&acirc;nicos s&atilde;o como historiadores das plantas que buscam organizar a complexa pintura da hist&oacute;ria do reino vegetal (1).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os restos vegetais fossilizados, objetos de estudo da paleobot&acirc;nica, podem ser categorizados em macrof&oacute;sseis e microf&oacute;sseis vegetais (2). De maneira geral, pode-se dizer que o primeiro &eacute; representado por restos ou vest&iacute;gios de estruturas vegetais macrosc&oacute;picas, ou seja, vis&iacute;veis a olho nu, tais como as folhas, os ramos, os lenhos, as sementes, as flores, os frutos, entre outras. O &uacute;ltimo &eacute; representado por estruturas microsc&oacute;picas como gr&atilde;os-de-p&oacute;len, esporos, cut&iacute;culas etc, cuja visualiza&ccedil;&atilde;o depende de aparelhos de magnifica&ccedil;&atilde;o como os microsc&oacute;pios e as lupas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a11fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, o estudo do registro f&oacute;ssil associado aos estudos morfol&oacute;gicos e moleculares realizados em plantas atuais tem contribu&iacute;do sobremaneira na compreens&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o da vida desde a proposi&ccedil;&atilde;o da teoria da sele&ccedil;&atilde;o natural por Darwin (3). Contudo, mesmo diante de muitas gera&ccedil;&otilde;es de pesquisadores que se dedicaram e se dedicam ao estudo das plantas f&oacute;sseis, estas, diferentemente dos vertebrados (principalmente dos dinossauros), n&atilde;o s&atilde;o amplamente conhecidas pela popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mesmo dentre os estudantes de biologia ou geologia, seu potencial cient&iacute;fico &eacute; muitas vezes desconhecido. Nos curr&iacute;culos escolares, e at&eacute; mesmo no ensino superior, esse conte&uacute;do &eacute; frequentemente negligenciado, mesmo persistindo o estudo da disciplina de bot&acirc;nica. E, se conte&uacute;dos como anatomia e morfologia vegetal de plantas atuais s&atilde;o elementos contidos no curr&iacute;culo, ent&atilde;o o conhecimento sobre a paleobot&acirc;nica passa a ser tamb&eacute;m fundamental para a compreens&atilde;o l&oacute;gica desses conceitos (4), visto que a paleobot&acirc;nica, em suas v&aacute;rias formas, permanece como o &uacute;nico m&eacute;todo pelo qual a hist&oacute;ria dos grupos vegetais pode ser visualizada e documentada (5).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A PALEOBOT&Acirc;NICA NA PR&Aacute;TICA </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sabe-se, hoje, que as plantas foram as respons&aacute;veis por "preparar " o ambiente terrestre para que a evolu&ccedil;&atilde;o da vida animal fosse poss&iacute;vel, contribuindo, por exemplo, com a oxigena&ccedil;&atilde;o da atmosfera primitiva (6;7). J&aacute; se conhece o momento na hist&oacute;ria da vida na Terra em que os grandes grupos vegetais se originaram, o momento da m&aacute;xima diversifica&ccedil;&atilde;o desses grupos e, em alguns casos, quando eles foram extintos (8). No entanto, n&atilde;o somente aos estudos evolutivos serve a paleobot&acirc;nica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das primeiras e mais dif&iacute;ceis tarefas dos paleobot&acirc;nicos est&aacute; no reconhecimento e na reconstru&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios organismos vegetais. Isso porque a maior parte do registro f&oacute;ssil de plantas cont&eacute;m restos desarticulados desses organismos, ou seja, folhas desconectadas de ramos, ramos desconectados de caules e estruturas reprodutivas dispersas (frutos, sementes, gr&atilde;os de p&oacute;len e esporos). Diante desse cen&aacute;rio, muitos pesquisadores dedicam-se anos a recompor esses organismos. Para isso, buscam nos registros amostras que contenham partes conectadas e, como um grande quebra-cabe&ccedil;a, re-constroem a planta em sua totalidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um exemplo bem sucedido de reconstru&ccedil;&atilde;o vegetal &eacute; o da <i>Glossopteris.</i> A flora<i> Glossopteris</i> &eacute; indicadora global de um momento espec&iacute;fico da hist&oacute;ria da Terra em que os continentes estiveram unidos em uma &uacute;nica massa continental chamada Pangea. Em dep&oacute;sitos formados no per&iacute;odo Permiano, em pa&iacute;ses como Brasil, &iacute;ndia, Austr&aacute;lia e &Aacute;frica do Sul e na Ant&aacute;rtica &eacute; poss&iacute;vel encontrar abundantes registros de partes representantes dessa flora. E, em virtude da sua import&acirc;ncia na compreens&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o do reino vegetal, muitos pesquisadores do mundo dedicam-se ao estudo desse material. Essa abund&acirc;ncia de registro associada ao esfor&ccedil;o coletivo no estudo dessa planta permitiu, j&aacute; em 1977, a primeira proposi&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o estrutural da<i> Glossopteris</i> (9).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro aspecto a se destacar &eacute; que a preserva&ccedil;&atilde;o de restos vegetais, assim como de outros organismos, depende da sua resist&ecirc;ncia &agrave; decomposi&ccedil;&atilde;o, ao transporte e a fatores f&iacute;sicos e qu&iacute;micos associados &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o desse organismo em um f&oacute;ssil (fossildiag&ecirc;nese). Assim, ela varia enormemente dependendo da estrutura do &oacute;rg&atilde;o vegetal e do tipo de ambiente ao qual foi exposto (10). Comparativamente, lenhos lignificados e gr&atilde;os de p&oacute;len, estes &uacute;ltimos em virtude da presen&ccedil;a da esporopolenina, tendem a ser mais resistentes ao transporte e ao retrabalhamento do que folhas as quais, dependendo da esp&eacute;cie, podem ser mais delicadas, por&eacute;m normalmente s&atilde;o produzidas em abund&acirc;ncia pelas "plantas-m&atilde;e " (11). Um dep&oacute;sito fossil&iacute;fero contendo registro dessas estruturas menos resistentes ou de plantas preservadas em posi&ccedil;&atilde;o de vida s&atilde;o excelentes indicativos do local em que esses organismos viviam.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a11fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Portanto, uma vez preparados para identificar e interpretar esses registros, os paleont&oacute;logos s&atilde;o capazes de, por vezes, sugerir reconstru&ccedil;&otilde;es paleoambientais e compreender como as paisagens evolu&iacute;ram ao longo dos milh&otilde;es de anos de exist&ecirc;ncia das plantas na Terra. Um caso interessante para exemplificar a aplica&ccedil;&atilde;o da paleobot&acirc;nica em reconstru&ccedil;&otilde;es paleoambientais &eacute; o estudo desenvolvido por pesquisadores russos com o esp&eacute;cime de mamute pleistoc&ecirc;nico<i> (Mammuthus primigenius</i> Blumenbach, 1799) apelidado de "Yuka", descoberto em 2010 na Sib&eacute;ria. Por meio da an&aacute;lise de gr&atilde;os de p&oacute;len e de macrof&oacute;sseis vegetais, encontrados na mesma &aacute;rea de onde o esp&eacute;cime de mamute foi coletado, os pesquisadores reconstru&iacute;ram a vegeta&ccedil;&atilde;o &agrave; &eacute;poca sugerindo tratar-se de um mosaico tundra-estepe combinado com prados enriquecidos por vegeta&ccedil;&atilde;o de estepe (12).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A biologia e a ecologia de muitos grupos vegetais do passado tamb&eacute;m podem ser conhecidas a partir das an&aacute;lises desses registros f&oacute;sseis. Estruturas caulinares lignificadas, por exemplo, sugerem resist&ecirc;ncia e crescimento secund&aacute;rio (altura); o tamanho do limbo foliar pode sugerir, entre outras coisas, a posi&ccedil;&atilde;o no estrato florestal; a presen&ccedil;a de estruturas reprodutivas aladas pode dar ind&iacute;cios da sua estrat&eacute;gia de dispers&atilde;o. E, o conjunto dessas informa&ccedil;&otilde;es permite reconstruir os ambientes ou a biologia de grupos que h&aacute; muito deixaram de existir. Vale ressaltar, por outro lado, que essa tarefa n&atilde;o &eacute; simples e acaba tornando-se mais dif&iacute;cil justamente quando se trata de grupos que n&atilde;o apresentam representantes vivos atuais (13).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A descoberta de uma floresta de esfen&oacute;fitas do tipo<i> Calamites </i>Suckow, 1784, preservada em posi&ccedil;&atilde;o de vida, &eacute; um exemplo recente da aplicabilidade ecol&oacute;gica dos estudos paleobot&acirc;nicos. Tendo sido encontrados em dep&oacute;sitos sedimentares do Carbon&iacute;fero superior do Reino Unido, os quais foram interpretados como provenientes de ambientes de plan&iacute;cie costeira com influ&ecirc;ncia marinha, as mais de uma centena de esp&eacute;cimes sugerem certa toler&acirc;ncia desse grupo de plantas a ambientes salinos. Essa toler&acirc;ncia pode ser observada a partir de sucessivos registros de recoloniza&ccedil;&atilde;o, por meio da produ&ccedil;&atilde;o de uma regenera&ccedil;&atilde;o advent&iacute;cia ap&oacute;s uma s&eacute;rie de epis&oacute;dios de incurs&otilde;es salobras no ambiente de vida desses organismos (14).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por fim, um &uacute;ltimo exemplo da aplica&ccedil;&atilde;o da paleobot&acirc;nica, escolhido dentre tantos outros que n&atilde;o foram abordados neste artigo, &eacute; na paleoclimatologia. Da mesma maneira que a partir dos registros f&oacute;sseis vegetais &eacute; poss&iacute;vel reconstruir um ambiente, &eacute; tamb&eacute;m poss&iacute;vel reconstruir o clima do planeta no passado, bem como reconhecer suas mudan&ccedil;as ao longo do tempo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As plantas s&atilde;o excelentes indicadores das condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas &agrave;s quais foram submetidas em vida. Isso porque al&eacute;m de serem sens&iacute;veis &agrave;s modifica&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas em escala continental (15), algumas estruturas morfo-anat&ocirc;micas espec&iacute;ficas evidenciam mecanismos de sobreviv&ecirc;ncia em diferentes condi&ccedil;&otilde;es de umidade, incid&ecirc;ncia solar, temperatura, entre outros. A densidade de es-t&ocirc;matos presentes na superf&iacute;cie foliar, por exemplo, &eacute; utilizada para inferir mudan&ccedil;as nas concentra&ccedil;&otilde;es atmosf&eacute;ricas de CO<sub>2</sub> em diferentes per&iacute;odos geol&oacute;gicos (16). Ou, a ocorr&ecirc;ncia de paleoin-c&ecirc;ndios, que tamb&eacute;m fica marcada no registro f&oacute;ssil vegetal, por ser importante indicadora das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas ocorridas no passado (17), tem sido ferramenta para proposi&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave;s altera&ccedil;&otilde;es nos n&iacute;veis de oxig&ecirc;nio atmosf&eacute;rico global (18) ao longo da hist&oacute;ria da Terra.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, longe de tentar abordar neste artigo todas as aplica&ccedil;&otilde;es e interfaces da paleobot&acirc;nica, o que se pretendeu foi dar ao leitor uma vis&atilde;o ampla da complexidade dessa disciplina e o quanto ela pode contribuir na compreens&atilde;o da din&acirc;mica ambiental terrestre. Diante do exposto, fica evidente que as mudan&ccedil;as no reino vegetal, ao longo da hist&oacute;ria da vida na Terra, guardam ainda muitas surpresas, as quais ser&atilde;o conhecidas pouco a pouco, &agrave; medida que os estudos avancem.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Taylor, T.N.; Taylor, E.L. &amp; Krings, M.<i> Paleobotany: the biology and evolution of fossil plants.</i> 2 ed. Editora Elsevier. 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Martin, R. E.<i> Taphonomy: a process approach.</i> Reino Unido: Cambridge. (Cambrige Paleobiology Serie; 4), 1999.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Willis, K. J. &amp; McElwain, J. C.<i> The evolution of plants.</i> New York: Oxford University Press. 2002</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Giebel, K. P. "Plant fossils in the laboratory". Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ableweb.org/volumes/vol-3/9-giebel.pdf" target="_blank">http://www.ableweb.org/volumes/vol-3/9-giebel.pdf</a></font><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Taylor, T.N.; Taylor, E.L. &amp; Krings, M. Op.cit., p. 2.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Spicer, R. A. "Plant taphonomic process".<i> In:</i> Allison, P. A. &amp; Brigs, D. E. "Taphonomy: realeasing the data locked in the fossil record".<i> Topics in Geobiology.</i> New York: Plenum Press. 1999, p.71-95.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Gensel, P. "Introduction".<i> In:</i> Gensel, P. &amp; Edwards, D.<i> Plants invade the land: evolutionary and environmental perspectives,</i> 2001, p.1.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Taylor, T.N.; Taylor, E.L. &amp; Krings, M. O.cit.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Gould, R. E. &amp; Delevoryas, T. "The biology of<i> Glossopteris:</i> evidence form petrified seed-bearing and pollen-bearing organs".<i> Alcheringa </i>1: 387-399, 1977.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Spicer, R. A. Op. cit., p.76.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Martin, R. E. Op. cit., p.93.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Rudaya, N.; Protopopov, A.; Trofimova, S.; Plotinikov, V.; Snezhana, Z. "Landscape of the 'Yuka' mammoth habitat: a palaeobotanical approach".<i> Review of Palaeobotany and Palynology,</i> 2015, 214, pp. 1-8.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. lannuzzi, R. &amp; Vieira, C. E. L.<i> Paleobot&acirc;nica.</i> Editora da UFRGS, 2005</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Falcon-Lang, H. J. "A calamitalean forest preserved in growth position in the Pennsylvanian coal measures of South Wales: implications for palaeoecology, ontogenyand taphonomy".<i> Review of Palaeobotany and Palynology,</i> 2015,214:51-67.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Guerra-Sommer, M. &amp; Pires, E. T. "Conceitos e perspectivas".<i> In: </i>Carvalho, I. S (org.)<i> Paleontologia: paleovertebrados, paleobot&acirc;nica. </i>Volume 3. 3. ed. Rio de Janeiro: Interci&ecirc;ncia, 2011, pp. 217-218.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Schmidt, I. D.; Guerra-Sommer, M.; Bernardes-de-Oliveira, M. E. "Variation in stomatal numbers of<i> Glossopteris</i> leaves from the lower Permian of Paran&aacute; Basin, Brazil".<i> Revista Brasileira de Paleontologia </i>14(2):137-148, maio/agosto 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Jasper, A.; Guerra-Sommer, M.; Uhl, D.; Bernardes-de-Oliveira, M.E.C.; Ghosh, A. K.; Tewari, R. &amp; Secchi, M. I. "Palaeobotanical evidence of wildfire in the upper Permian of India: macroscopic charcoal remains from the Raniganj formation, Damodar basin".<i> The Palaeobotanist, </i>2012,61:75-82</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Abu Hamad A. M. B.; Jasper, A.; Uhl, D. "The record of Triassic charcoal and other evidence for palaeo-wildfires: signal for atmospheric oxygen levels, taphonomic biases or lack of fuel?".<i> International Journal of Coal Geology,</i> 2012,(96-97):60-71</font> ]]></body><back>
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