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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cinodontes fósseis brasileiros revelam os primeiros passos da evolução dos mamíferos]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PALEONTOLOGIA    <br>   ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cinodontes f&oacute;sseis brasileiros revelam os primeiros passos da evolu&ccedil;&atilde;o dos mam&iacute;feros</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Marina Bento Soares</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Professora associada do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituto de Geoci&ecirc;ncias da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Dedica-se &agrave; &aacute;rea de paleontologia de vertebrados, desenvolvendo pesquisas em anatomia, filogenia, paleoecologia e tafonomia de tetr&aacute;podes f&oacute;sseis do Permo-Tri&aacute;ssico, com &ecirc;nfase nos cinodontes. E-mail: <a href="mailto:marina.soares@ufrgs.br">marina.soares@ufrgs.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A diferencia&ccedil;&atilde;o dos primeiros mam&iacute;feros ocorreu pr&oacute;ximo ao limite entre os per&iacute;odos Tri&aacute;ssico e Jur&aacute;ssico, cerca de 215 milh&otilde;es de anos atr&aacute;s. Seus ancestrais diretos foram pequenos cinodontes de h&aacute;bitos in-set&iacute;voros da fam&iacute;lia Brasilodontidae, reconhecida recentemente a partir da descoberta de numerosos exemplares muito bem conservados, coletados na forma&ccedil;&atilde;o Caturrita do estado do Rio Grande do Sul". (1)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esta cita&ccedil;&atilde;o foi feita por Jos&eacute; Fernando Bonaparte, renomado paleont&oacute;logo argentino, em seu livro intitulado<i> A origem dos mam&iacute;feros</i> (1) e evidencia a import&acirc;ncia do papel dos cinodontes brasileiros como f&oacute;sseis-chave na elucida&ccedil;&atilde;o de quest&otilde;es relacionadas &agrave; aurora da hist&oacute;ria evolutiva dos mam&iacute;feros, um dos temas de maior interesse na paleontologia de vertebrados (2; 3; 4).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cinodontes e mam&iacute;feros s&atilde;o membros da linhagem mamaliana, formalmente denominada de linhagem Synapsida, a qual evoluiu independentemente da outra linhagem de tetr&aacute;podes (vertebrados com quatro membros), a linhagem reptiliana, ou Sauropsida. Esta &uacute;ltima inclui tartarugas, crocodilos, lagartos, dinossauros e aves, entre outros. Assim como os saur&oacute;psidos, os sin&aacute;psidos s&atilde;o tetr&aacute;podes amniotas que, diferente dos anf&iacute;bios, apresentam fecunda&ccedil;&atilde;o interna e n&atilde;o dependem da &aacute;gua para sua reprodu&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Synapsida &eacute; um grupo monofil&eacute;tico, ou seja, um grupo natural que re&uacute;ne todos os descendentes de um ancestral comum, incluindo as formas extintas e as viventes. Apesar de bastante diversa no passado, sendo constitu&iacute;da por v&aacute;rios subgrupos, como pelicossauros, dinocef&aacute;lios, anomodontes, terocef&aacute;lios e cinodontes, os &uacute;nicos representantes atuais da linhagem Synapsida s&atilde;o os mam&iacute;feros (<a href="#fig1b">Figura 1</a>). Exagerando um pouco, podemos dizer que os mam&iacute;feros s&atilde;o a ponta do<i> iceberg</i> da linhagem Synapsida. A hist&oacute;ria evolutiva dos sin&aacute;psidos inicia-se com os pelicossauros (Pelycosauria) (<a href="#fig1a">Figura 1A</a>), que s&atilde;o os membros mais primitivo do grupo, e que, posteriormente, foram substitu&iacute;dos por formas mais avan&ccedil;adas, os te-r&aacute;psidos (Therapsida). Cinodontes e mam&iacute;feros (<a href="#fig1b">Figura 1B a D</a>) fazem parte deste &uacute;ltimo grupo. Em uma analogia bem simples, podemos ver esse agrupamento monofil&eacute;tico como uma s&eacute;rie de ma-trioscas, aquelas bonecas russas de madeira, colocadas umas dentro das outras. Os mam&iacute;feros (Mammalia) seriam a menor boneca da sequ&ecirc;ncia, que seria englobada pela boneca Cynodontia. Esta seria envolvida pela boneca Therapsida, que por sua vez estaria inserida dentro de uma boneca maior, denominada de Synapsida.</font></p>     <p><a name="fig1b"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a14fig01b.jpg">    <br>   <a name="fig1a"></a><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a14fig01a.jpg">    <br>   <a name="fig1c"></a><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a14fig01c.jpg">    <br>   <a name="fig1d"></a><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a14fig01d.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A caracter&iacute;stica osteol&oacute;gica distintiva que re&uacute;ne todos os sin&aacute;psidos &eacute; a presen&ccedil;a de uma abertura (ou fenes-tra), destinada &agrave; fixa&ccedil;&atilde;o da musculatura mandibular, localizada na regi&atilde;o temporal do cr&acirc;nio (<a href="#fig1b">Figura 1</a>). Esta configura&ccedil;&atilde;o &eacute; diferente da dos r&eacute;pteis, que possuem duas aberturas de cada lado do cr&acirc;nio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os pelicossauros surgiram no final do Carbon&iacute;fero (~320 milh&otilde;es de anos atr&aacute;s) e durante a maior parte do Permiano seus membros foram os mais abundantes e not&aacute;veis tetr&aacute;podes terrestres (5). Eles foram os primeiros amnio-tas carn&iacute;voros a surgir no planeta (mas tamb&eacute;m existiam formas herb&iacute;voras) e alguns atingiram mais de 3 metros. Compartilhavam muitas caracter&iacute;sticas anat&ocirc;micas com seus "primos " r&eacute;pteis, como um grande n&uacute;mero de ossos no cr&acirc;nio e na mand&iacute;bula, e um esqueleto p&oacute;s-craniano com a postura abduzida dos membros, ou seja, &uacute;mero e f&ecirc;mur posicionados paralelos ao solo (como nos lagartos). Algumas formas, como <i>Dimetrodon</i> Cope, 1877 (<a href="#fig1a">Figura 1A</a>) desenvolveram longos prolongamentos em suas v&eacute;rtebras, formando uma "vela", que, segundo alguns autores, poderia atuar na regula&ccedil;&atilde;o t&eacute;rmica corporal como superf&iacute;cie de troca de calor (6). A grande maioria dos pelicossauros &eacute; proveniente da Am&eacute;rica do Norte, mas f&oacute;sseis s&atilde;o tamb&eacute;m encontrados na R&uacute;ssia e Europa, com registros pontuais no hemisf&eacute;rio sul (&Aacute;frica do Sul e Uruguai) (5). Ao longo do Permiano, os pelicos-sauros declinaram em diversidade, sendo substitu&iacute;dos nos ecossistemas terrestres pelos mais avan&ccedil;ados ter&aacute;psidos (Therapsida).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentro de Therapsida s&atilde;o reconhecidos seis subgrupos, incluindo formas herb&iacute;voras e carn&iacute;voras: Biarmosuchia, Dinocephalia, Ano-modontia (incluindo os dicinodontes), Gorgonopsia, Therocepha-lia e Cynodontia (incluindo os mam&iacute;feros) (7) (<a href="#fig1b">Figura 1B a D</a>). A hist&oacute;ria evolutiva dos ter&aacute;psidos documenta com bastante detalhe os passos anat&ocirc;micos envolvidos na transi&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o amniota basal dos pelicossauros (compartilhado com os r&eacute;pteis), pouco eficiente em termos energ&eacute;ticos, para formas mais ativas metabolicamente, cada vez mais similares ao padr&atilde;o mamaliano. Comparados aos pelicossau-ros, os ter&aacute;psidos mostram redu&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de ossos que formam cr&acirc;nio e mand&iacute;bula, redu&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de dentes, aumento na fe-nestra temporal do cr&acirc;nio e do osso dent&aacute;rio da mand&iacute;bula onde os m&uacute;sculos adutores se fixam (<a href="#fig1b">Figura 1</a>). Isso conferiu uma for&ccedil;a maior de mordida, o que tamb&eacute;m &eacute; atestado pelo aumento de tamanho dos dentes caninos. Em termos de esqueleto p&oacute;s-craniano, este se tornou, em geral, mais gr&aacute;cil, nas formas mais avan&ccedil;adas, com membros mais delgados e alongados, e especialmente as pernas passaram a ter uma postura mais verticalizada (<a href="#fig1c">Figura 1C</a> e E) do que aquela dos peli-cossauros (<a href="#fig1b">Figura 1</a>). "Equipados " com essas novidades evolutivas, os ter&aacute;psidos experimentaram uma ampla dispers&atilde;o ao longo do supercontinente Pangeia, ainda no Permiano, incluindo &aacute;reas continentais situadas acima (Laur&aacute;sia) e abaixo (Gonduana) do Equador (8).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil, que no Permiano fazia parte da Gonduana, possui registros de ter&aacute;psidos, at&eacute; o momento, restritos &agrave; forma&ccedil;&atilde;o Rio do Rasto da bacia do Paran&aacute;, que aflora no sul do Brasil. Ainda &eacute; um registro bastante escasso quando comparado ao da &Aacute;frica do Sul, por exemplo. Apenas um dicinodonte,<i> Endothiodon</i> Owen 1876, foi encontrado no Paran&aacute; (9); no Rio Grande do Sul foram registrados um dinocef&aacute;lio carn&iacute;voro<i> (Pampaphoneus biccai</i> Cisneros, Abdala, Atayman-G&uuml;ven, Rubidge, Sengor &amp; Schultz, 2012), um anomodonte aparentado aos dicinodontes<i> (Tiarajudens eccentricus </i>Cisneros, Abdala, Rubidge, Dentzien-Dias &amp; Bueno, 2011) e um dicinodonte ainda n&atilde;o descrito (10; 11; 12).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De forma geral, os sin&aacute;psidos foram muito afetados pela grande extin&ccedil;&atilde;o em massa que ocorreu no final do Permiano, h&aacute; 250 mi-lh&otilde;es de anos. Das 37 fam&iacute;lias de tetr&aacute;podes presentes, 27 foram extintas, sendo que 15 delas eram de sin&aacute;psidos (13). Nesse cen&aacute;rio, nenhum pelicossauro e apenas tr&ecirc;s grupos de ter&aacute;psidos sobreviveram: os anomodontes (na forma de dicinodontes), os terocef&aacute;lios e os cinodontes (14). Foi no Tri&aacute;ssico que os sobreviventes dicino-dontes e cinodontes atingiram seu maior grau de cosmopolitismo. Especialmente o grupo dos cinodontes experimentou intensa diversifica&ccedil;&atilde;o, com diversas fam&iacute;lias reconhecidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma vez que mam&iacute;feros se originaram dentro de Cynodontia, e o foco deste artigo &eacute; a origem dos mam&iacute;feros, devemos conhecer melhor os cinodontes. Mas antes disso, s&atilde;o necess&aacute;rios alguns coment&aacute;rios nomenclaturais. Pensando na analogia das bonecas russas &eacute; f&aacute;cil compreender que quando usamos o termo cinodonte estamos automaticamente incluindo a&iacute; n&atilde;o s&oacute; formas f&oacute;sseis, como tamb&eacute;m todos os mam&iacute;feros f&oacute;sseis e atuais. Neste artigo, ser&atilde;o enfocados, sobretudo, os cinodontes extintos, que n&atilde;o s&atilde;o considerados parte do grupo Mammalia. O registro f&oacute;ssil dos cinodontes &eacute; temporalmente amplo, compreendendo um intervalo que vai desde o final do Per-miano (~255 milh&otilde;es de anos atr&aacute;s) at&eacute; o Cret&aacute;ceo (~130 milh&otilde;es de anos atr&aacute;s). Seus mais antigos f&oacute;sseis s&atilde;o provenientes da &Aacute;frica do Sul e R&uacute;ssia (8). No per&iacute;odo Tri&aacute;ssico (entre 248 e 205 milh&otilde;es de anos atr&aacute;s), eles s&atilde;o encontrados em todos os continentes, com exce&ccedil;&atilde;o da Oceania, mas com representatividade maior na &Aacute;frica do Sul e na Am&eacute;rica do Sul (Brasil e Argentina). A partir da metade do Tri&aacute;ssico, os cinodontes atingiram o auge de sua diversifica&ccedil;&atilde;o, com v&aacute;rias fam&iacute;lias bem estabelecidas, como Traversodontidae, Chiniquodontidae, Probainognathidae, Tritheledontidae, Tritylodontidae e Brasilodon-tidae. Assim como outros grupos de tetr&aacute;podes, os cinodontes foram afetados novamente por um evento de extin&ccedil;&atilde;o em massa, este, no final do Tri&aacute;ssico. Apenas duas fam&iacute;lias de cinodontes, Tritheledontidae e Tritylodontidae, romperam o limite Tri&aacute;ssico-Jur&aacute;ssico e, somente a &uacute;ltima sobreviveu at&eacute; o Cret&aacute;ceo (8).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em termos de dimens&otilde;es, os cinodontes variavam desde o tamanho de um c&atilde;o de grande porte, como, por exemplo,<i> Exaeretodon riograndensis</i> Abdala, Barberena &amp; Dornelles, 2002 (um traversodon-t&iacute;deo) at&eacute; tamanhos bastante diminutos, como<i> Riograndia guaibensis </i>Bonaparte, Ferigolo &amp; Ribeiro, 2001 (um triteledont&iacute;deo), que tinha o porte de um camundongo (<a href="#fig2b">Figuras 2C</a>, <a href="#fig2b">D</a> e <a href="#fig2c">F</a>).</font></p>     <p><a name="fig2a"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a14fig02a.jpg">    <br>   <a name="fig2b"></a><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a14fig02b.jpg">    <br>   <a name="fig2c"></a><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a14fig02c.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante a evolu&ccedil;&atilde;o dos cinodontes ocorreram v&aacute;rias modifica&ccedil;&otilde;es anat&ocirc;micas que culminaram no aparecimento das caracter&iacute;sticas t&iacute;picas dos mam&iacute;feros, como complexas mudan&ccedil;as na denti&ccedil;&atilde;o, na fun&ccedil;&atilde;o mastigat&oacute;ria, no palato &oacute;sseo secund&aacute;rio, na articula&ccedil;&atilde;o cr&acirc;nio-man-dibular, no aparelho auditivo e no esqueleto p&oacute;s-cranial (15; 16; 17).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O completo fechamento do palato secund&aacute;rio (c&eacute;u da boca) permitiu uma maior habilidade para o processamento nutricional do alimento na boca antes da degluti&ccedil;&atilde;o e a explora&ccedil;&atilde;o de novos itens alimentares (18) e, tamb&eacute;m, propiciou o ato de mamar (19). Nas formas mais avan&ccedil;adas de cinodontes como chiniquodont&iacute;deos, triteledont&iacute;deos e brasi-lodont&iacute;deos, o palato &oacute;sseo secund&aacute;rio &eacute; t&atilde;o alongado quanto o dos mam&iacute;feros. Tamb&eacute;m &eacute; observado um aumento progressivo no volume das cavidades que alojam o sistema nasofaringeal e o c&eacute;rebro, atestando um aumento crescente na capacidade de percep&ccedil;&atilde;o de est&iacute;mulos do meio (20). Acompanhando esse aumento no volume dos &oacute;rg&atilde;os internos da cabe&ccedil;a, o cr&acirc;nio foi atingindo um maior grau de ossifica&ccedil;&atilde;o, com maior fus&atilde;o de ossos. Ainda no cr&acirc;nio, a fenestra temporal sin&aacute;psida tornou-se mais dorsalizada e cada vez mais ampla, ficando confluente com a &oacute;rbita nos cinodontes mais avan&ccedil;ados, devido &agrave; perda da barra p&oacute;s-or-bital (como nos mam&iacute;feros) (<a href="#fig1c">Figura 1C</a> e <a href="#fig1d">D</a>). Tamb&eacute;m &eacute; observado um aumento gradual no osso dent&aacute;rio da mand&iacute;bula com concomitante diminui&ccedil;&atilde;o dos demais ossos (em conjunto chamados ossos p&oacute;s-dent&aacute;-rios) (<a href="#fig2c">Figura 2F</a>). Nos cinodontes mais basais, al&eacute;m do dent&aacute;rio, os ossos p&oacute;s-dent&aacute;rios ocupavam um espa&ccedil;o consider&aacute;vel na mand&iacute;bula, padr&atilde;o observado tamb&eacute;m nos demais sin&aacute;psidos e nos saur&oacute;psidos (r&eacute;pteis). Nessas formas mais basais, a articula&ccedil;&atilde;o entre o cr&acirc;nio e a mand&iacute;bula se dava por um dos ossos p&oacute;s-dent&aacute;rios, o articular, e pelo osso quadrado do cr&acirc;nio. Tal articula&ccedil;&atilde;o quadrado-articular &eacute; o tipo comum de articula&ccedil;&atilde;o de todos os saur&oacute;psidos e dos demais sin&aacute;psidos. Nas formas mais avan&ccedil;adas de cinodontes, como triteledont&iacute;deos e brasilodont&iacute;deos, a articula&ccedil;&atilde;o quadrado-articular ainda foi mantida, mas, adicionalmente, o dent&aacute;rio passou a fazer contato com o osso esquamosal do cr&acirc;nio. A articula&ccedil;&atilde;o dent&aacute;rio-esquamosal vai se estabelecer definitivamente, como &uacute;nica articula&ccedil;&atilde;o entre cr&acirc;nio e mand&iacute;bula, nos mam&iacute;feros. Nestes, a articula&ccedil;&atilde;o dent&aacute;rio-esquamosal &eacute; mais elaborada do que nos cinodontes avan&ccedil;ados, j&aacute; que a extremidade posterior do dent&aacute;rio forma uma protuber&acirc;ncia esferoidal, chamada c&ocirc;ndilo, que se encaixa em uma cavidade (chamada glenoide) do osso esquamosal do cr&acirc;nio. Nos mam&iacute;feros, acompanhando esse processo, quadrado e o articular passaram a assumir fun&ccedil;&atilde;o de audi&ccedil;&atilde;o, sendo, ent&atilde;o, conhecidos como martelo e bigorna, que junto com o estribo formam os tr&ecirc;s oss&iacute;culos da orelha m&eacute;dia. Esse trio de oss&iacute;culos &eacute; respons&aacute;vel pela propaga&ccedil;&atilde;o das ondas sonoras para a orelha interna. Por sua vez, a c&oacute;clea, que comp&otilde;e a orelha interna, sofre um alongamento nos mam&iacute;feros e passa a ser alojada em uma regi&atilde;o &oacute;ssea arredondada chamada promont&oacute;rio, localizada na por&ccedil;&atilde;o posterior da regi&atilde;o ventral, de cada lado do cr&acirc;nio (basicr&acirc;nio). O promont&oacute;rio se origina pela fus&atilde;o dos ossos pro&oacute;tico e opist&oacute;tico, que passam a ser chamados de petrosal. Em pelo menos uma fam&iacute;lia de cinodontes avan&ccedil;ados, os brasilodont&iacute;deos, j&aacute; pode ser observado um promont&oacute;rio incipiente (<a href="#fig2a">Figura 2B</a>) (4). Outra inova&ccedil;&atilde;o dos cinodon-tes refere-se &agrave; &aacute;rea dos c&ocirc;ndilos occipitais (proje&ccedil;&atilde;o na parte posterior do cr&acirc;nio onde a primeira v&eacute;rtebra da coluna se articula), os quais passaram a ser um par (caracter&iacute;stica observada nos mam&iacute;feros), contrastando com o c&ocirc;ndilo &iacute;mpar dos demais sin&aacute;psidos e saur&oacute;psidos (20; 21).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os cinodontes s&atilde;o o primeiro grupo de ter&aacute;psidos a apresentar heterodontia, ou seja, dentes com formas e fun&ccedil;&otilde;es distintas. Em um cinodonte &eacute; poss&iacute;vel identificar os dentes incisivos, os caninos e a s&eacute;rie de dentes p&oacute;s-caninos. Mas, diferente dos mam&iacute;feros, esses dentes p&oacute;s-caninos ainda s&atilde;o todos muito semelhantes, n&atilde;o podendo ser reconhecidos como pr&eacute;-molares e molares. As diferentes morfologias dent&aacute;rias exibidas pelos membros do grupo mostram que os cinodontes estavam adaptados a explorar diversos recursos alimentares, como plantas, vertebrados e artr&oacute;podes. Dois padr&otilde;es b&aacute;sicos de dentes p&oacute;s-caninos s&atilde;o observados nos cinodontes: dentes setoriais, comprimidos lateralmente, com uma s&eacute;rie de c&uacute;spides alinhadas &acirc;n-tero-posteriormente, t&iacute;picos de formas carn&iacute;voras e inset&iacute;voras; dentes gonfodontes, com coroas baixas, retangulares, t&iacute;picos de formas herb&iacute;voras. Tamb&eacute;m contrastando com os mam&iacute;feros, os cinodontes ainda n&atilde;o apresentavam denti&ccedil;&atilde;o de leite e permanente (o que &eacute; chamado difiodontia). Seu padr&atilde;o de substitui&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria era polifiodonte, ou seja, dentes podiam ser substitu&iacute;dos constantemente ao longo da vida. Este &eacute; o padr&atilde;o observado tamb&eacute;m nos r&eacute;pteis e em todos os demais sin&aacute;psidos. Entretanto, alguns autores sugerem que as formas mais avan&ccedil;adas de cinodontes, como triteledont&iacute;deos e brasilodont&iacute;-deos, poderiam apresentar menor n&uacute;mero de substitui&ccedil;&otilde;es ao longo da vida, convergindo para um padr&atilde;o mais mamaliano, o que seria atestado pelo alto grau de desgaste no esmalte dos dentes (8; 20).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por fim, transforma&ccedil;&otilde;es no esqueleto p&oacute;s-cranial implicaram em mudan&ccedil;as posturais nos membros e na forma de locomo&ccedil;&atilde;o, especialmente nas formas mais avan&ccedil;adas de cinodontes. A postura passou a ser mais aduzida (ereta), ocorrendo tamb&eacute;m uma regionaliza&ccedil;&atilde;o da coluna vertebral, que passa a ser dividida em regi&atilde;o cervical, dorsal, lombar, sacral e caudal, caracter&iacute;sticas tipicamente mamalianas. O n&uacute;mero de costelas se reduziu, ficando estas confinadas &agrave; regi&atilde;o tor&aacute;cica, o que sugere a presen&ccedil;a de um m&uacute;sculo diafragma dividindo as regi&otilde;es tor&aacute;cica e lombar (8; 22).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maior parte das reconstru&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas de cinodontes apresentadas em trabalhos cient&iacute;ficos e de divulga&ccedil;&atilde;o retratam esses animais com o corpo revestido por pelos, &agrave; semelhan&ccedil;a dos mam&iacute;feros. De fato, v&aacute;rias fei&ccedil;&otilde;es anat&ocirc;micas como musculatura tor&aacute;cica desenvolvida, presen&ccedil;a de um poss&iacute;vel diafragma, palato &oacute;sseo secund&aacute;rio totalmente fechado e presen&ccedil;a de ossos turbinais na cavidade nasal sugerem que a endotermia (capacidade de produzir calor corporal atrav&eacute;s do pr&oacute;prio metabolismo) foi sendo adquirida ao longo da hist&oacute;ria evolutiva dos cinodontes, n&atilde;o se constituindo, portanto, em uma caracter&iacute;stica exclusivamente mamaliana. O mesmo teria ocorrido com os pelos que nos cinodontes j&aacute; deveriam estar presentes (23), mas restritos a algumas regi&otilde;es do corpo, servindo para capta&ccedil;&atilde;o de est&iacute;mulos do meio ou prote&ccedil;&atilde;o contra abras&atilde;o, sendo ainda insuficientes para propiciar isolamento t&eacute;rmico efetivo. Ruben e Jones (24) sugeriram que a pelagem de cobertura, com fun&ccedil;&atilde;o eficiente de isolamento t&eacute;rmico, deve ter surgido, de fato, somente dentro de Mammalia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de muitas dessas e de outras modifica&ccedil;&otilde;es estruturais que culminaram no padr&atilde;o mamaliano terem evolu&iacute;do de modo gradual dentro de Cynodontia, s&atilde;o as formas mais avan&ccedil;adas do final do Tri-&aacute;ssico, os Probainognathia, que compartilham o maior n&uacute;mero de caracter&iacute;sticas com os mam&iacute;feros. Desde a d&eacute;cada de 1960, a partir do trabalho de refer&ecirc;ncia de Hopson e Crompton (25), passou a ser consensual a ideia de que os mam&iacute;feros se originaram a partir de algum grupo de cinodontes probainogn&aacute;tios. Os Probainognathia eram, de modo geral, cinodontes de pequeno porte (tamanho de um camundongo), com uma denti&ccedil;&atilde;o carn&iacute;vora/inset&iacute;vora formada por dentes setoriais, com c&uacute;spides alinhadas &acirc;ntero-posteriormente, um completo e longo palato secund&aacute;rio, arco zigom&aacute;tico mais delgado e fenestra temporal ampla e confluente com a &oacute;rbita. Dentro dos Pro-bainognathia, entre outros, est&atilde;o inseridas as fam&iacute;lias Tritheledon-tidae e Brasilodontidae j&aacute; mencionadas. Esses cinodontes avan&ccedil;ados s&atilde;o anatomicamente t&atilde;o semelhantes aos mam&iacute;feros basais que fica bastante dif&iacute;cil estabelecer o limite mam&iacute;fero-n&atilde;o mam&iacute;fero.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo Kielan-Jaworowska e colaboradores (20), basicamente as seguintes caracter&iacute;sticas exclusivas separam os mam&iacute;feros dos cinodontes probainogn&aacute;tios: (2) uma articula&ccedil;&atilde;o cr&acirc;nio-mandibu-lar formada por um c&ocirc;ndilo globoso do dent&aacute;rio que se encaixa na cavidade glenoide do esquamosal e; (3) presen&ccedil;a de um petrosal promont&oacute;rio para acomodar o canal coclear (orelha interna).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os primeiros t&aacute;xons de mam&iacute;feros, que apresentam as caracter&iacute;sticas acima citadas, ocorrem no registro fossil&iacute;fero entre 220 e 200 milh&otilde;es de anos atr&aacute;s. S&atilde;o formas bem pequenas, n&atilde;o ultrapassando 15 cent&iacute;metros de comprimento cabe&ccedil;a-cauda. Esses s&atilde;o considerados os mam&iacute;feros mais basais:<i> Sinoconodon</i> Patterson &amp; Olson, 1961 e<i> Morganucodon</i> K&uuml;hne, 1949. O primeiro &eacute; proveniente do Jur&aacute;ssico inicial da China e o segundo, do Tri&aacute;ssico tardio e Jur&aacute;ssico inicial do Reino Unido e do Jur&aacute;ssico inicial da China (21). Assim, Mammalia pode ser definido como o grupo monofil&eacute;tico que re&uacute;ne o &uacute;ltimo ancestral comum de<i> Sinoconodon eMorganucodon,</i> e todos os seus descendentes f&oacute;sseis e viventes (20).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de esses dois mam&iacute;feros basais ainda exibirem a articula&ccedil;&atilde;o primitiva quadrado-articular coexistindo com a articula&ccedil;&atilde;o entre dent&aacute;rio e esquamosal, esta &uacute;ltima j&aacute; &eacute; essencialmente mamaliana, uma vez que o dent&aacute;rio exibe o c&ocirc;ndilo globoso que se encaixa na cavidade glenoide do esquamosal. Al&eacute;m disso, o petrosal promont&oacute;rio &eacute; bem projetado e arredondado, atestando o aumento da regi&atilde;o da c&oacute;clea, t&iacute;pico dos mam&iacute;feros. Esses mam&iacute;feros basais apresentam os dentes com o conhecido padr&atilde;o triconodonte, ou seja, dentes setoriais com tr&ecirc;s c&uacute;spides principais alinhadas &acirc;ntero-posteriormente, sendo a central mais desenvolvida. Tamb&eacute;m, as ra&iacute;zes dos dentes p&oacute;s-caninos (agora chamados de molares e molares) se apresentam bifurcadas. &Eacute; assumido que<i> Morganucodon</i> j&aacute; seria difiodonte, ou seja, com denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua (de leite) seguida por denti&ccedil;&atilde;o permanente;<i> Sinoconodon, </i>por sua vez, ainda teria o padr&atilde;o poliofiodonte primitivo de substitui&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria (21; 22).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>BRASILODONTIDAE: O GRUPO-IRM&Atilde;O DOS MAM&Iacute;FEROS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi a partir da d&eacute;cada de 1980 que a descoberta de novos t&aacute;xons f&oacute;sseis de cinodontes probainogn&aacute;-tios avan&ccedil;ados e f&oacute;sseis mais completos de mam&iacute;feros basais (incluindo<i> Sinoconodon</i> e<i> Morganucodon) </i>provenientes, principalmente, do Tri&aacute;ssico superior e do Jur&aacute;ssico inferior da Europa, &Aacute;sia, &Aacute;frica do Sul e Am&eacute;rica do Sul (Brasil e Argentina) conferiu um substancial avan&ccedil;o ao conhecimento sobre os passos anat&ocirc;micos envolvidos na origem dos mam&iacute;feros, bem como sobre as rela&ccedil;&otilde;es de parentesco (filogen&eacute;ticas) dentro de Cynodontia. Com isso, an&aacute;lises filogen&eacute;ticas abrangentes e bem fundamentadas come&ccedil;aram a ser publicadas, interpretando as rela&ccedil;&otilde;es entre cinodontes e mam&iacute;feros basais. O corpo de conhecimento que se acumulou gerou duas fortes correntes que defendiam distintas hip&oacute;teses sobre qual grupo de cino-dontes seria mais pr&oacute;ximo aos primeiros mam&iacute;feros. Assim, duas fam&iacute;lias de probainogn&aacute;tios avan&ccedil;ados - Tritheledontidae e Tritylodontidae - foram "eleitas " para disputar a posi&ccedil;&atilde;o de grupo-irm&atilde;o dos mam&iacute;feros, cada uma sendo defendida por um bom n&uacute;mero de pesquisadores (26). Os triteledont&iacute;deos (&Aacute;frica, Am&eacute;rica do Sul e Am&eacute;rica do Norte) apresentavam um n&uacute;mero maior de caracter&iacute;sticas compartilhadas com mam&iacute;feros, principalmente no que se refere &agrave; articula&ccedil;&atilde;o cr&acirc;nio-man-dibular, ao arco estreito zigom&aacute;tico, ao palato &oacute;sseo secund&aacute;rio e ao basicr&acirc;nio (por&ccedil;&atilde;o ventral posterior do cr&acirc;nio). Os tritilodont&iacute;deos (Europa, China, Am&eacute;rica do Norte), por sua vez, compartilhavam com mam&iacute;feros um maior n&uacute;mero de caracteres relativos &agrave; parede lateral do cr&acirc;nio (caixa cerebral) e &agrave; anatomia do osso quadrado. Em termos de esqueleto p&oacute;s-craniano, ambos os grupos se assemelhavam bastante com os mam&iacute;feros basais. Segundo Luo (22), apesar das duas hip&oacute;teses filogen&eacute;ticas estarem bem suportadas por grande n&uacute;mero de caracter&iacute;sticas derivadas compartilhadas entre cada uma das duas fam&iacute;lias e os primeiros mam&iacute;feros, ambas ainda permaneciam fr&aacute;geis em certos aspectos anat&ocirc;micos, principalmente no que se referia &agrave; denti&ccedil;&atilde;o. Nenhuma dessas duas fam&iacute;lias apresentava um padr&atilde;o de denti&ccedil;&atilde;o que as aproximaria do padr&atilde;o triconodonte dos primeiros mam&iacute;feros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; na elucida&ccedil;&atilde;o desse debate que o registro f&oacute;ssil brasileiro vem desempenhando um importante papel. No Brasil, f&oacute;sseis de cinodontes probainogn&aacute;tios proximamente aparentados aos mam&iacute;feros ocorrem apenas no Rio Grande do Sul, &uacute;nico estado que tem rochas preservadas do per&iacute;odo Tri&aacute;ssico. As rochas fossil&iacute;feras dessa idade s&atilde;o encontradas na supersequ&ecirc;ncia Santa Maria, unidade geol&oacute;gica que aflora na regi&atilde;o central do estado, em uma faixa leste-oeste de 300 km de extens&atilde;o por 30 km de largura. A supersequ&ecirc;ncia Santa Maria abrange as tradicionais forma&ccedil;&otilde;es Santa Maria e Caturrita, que representam antigos sistemas lacustres/fluviais, com idades entre 240 e 208 milh&otilde;es de anos atr&aacute;s (27). Al&eacute;m de cinodontes probainogn&aacute;tios, os ter&aacute;psidos tamb&eacute;m est&atilde;o representados por cinodontes traversodont&iacute;deos e dicinodontes; r&eacute;pteis, como rincossauros, rauiss&uacute;quios e dinossauros, entre outros, tamb&eacute;m tem sido recuperados nessas rochas (28). A riqueza taxon&oacute;mica de cinodontes probainogn&aacute;tios no Tri&aacute;ssico do Rio Grande do Sul j&aacute; contabiliza mais de 12 esp&eacute;cies descritas, evidenciando a diversidade morfol&oacute;gica e ecol&oacute;gica que o grupo alcan&ccedil;ou, com formas in-set&iacute;voras e carn&iacute;voras, principalmente de pequeno porte. Cabe salientar que essa diversidade observada no Rio Grande do Sul &eacute; &iacute;mpar, n&atilde;o ocorrendo em nenhuma outra parte do planeta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O interesse pelos probainogn&aacute;tios brasileiros cresceu substancialmente a partir dos anos 2000, quando uma nova fauna foi descoberta em rochas da forma&ccedil;&atilde;o Caturrita (~220 milh&otilde;es de anos atr&aacute;s). Essa descoberta se deveu a uma s&eacute;rie de trabalhos de campo, financiados pela National Geographic Society, coordenados por Jos&eacute; Bonaparte e com a participa&ccedil;&atilde;o de paleont&oacute;logos da Funda&ccedil;&atilde;o Zoobo-t&acirc;nica do Rio Grande do Sul e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Dessa fauna, foram descritos, at&eacute; o momento, seis novos t&aacute;xons proximamente aparentados aos mam&iacute;feros, de dimens&otilde;es muito reduzidas e espl&ecirc;ndida preserva&ccedil;&atilde;o:<i> Riograndia guaibensis, Irajatherium hernandezi</i> Martinelli, Bonaparte, Schultz &amp; Rubert, 2005,<i> Botucaraitherium belarminoi</i> Soares, Martinelli &amp; Oliveira, 2014,<i> Brasilodon quadrangularis, Brasilitherium riograndensis</i> Bonaparte, Martinelli, Schultz &amp; Rubert, 2003 e<i> Minicynodon maieri</i> Bonaparte, Schultz, Soares &amp; Martinelli, 2010 (29; 30; 31; 32). Os dois primeiros s&atilde;o representantes da j&aacute; mencionada fam&iacute;lia Tritheledonti-dae.<i> Riograndia</i> (<a href="#fig2b">Figuras 2C</a>, <a href="#fig2b">D</a> e <a href="#fig2c">F</a>) o mais completo triteledont&iacute;deo conhecido, e seu estudo, bem como o de<i> Irajatherium,</i> contribu&iacute;ram na amplia&ccedil;&atilde;o do conhecimento anat&ocirc;mico da fam&iacute;lia. Os &uacute;ltimos tr&ecirc;s probainogn&aacute;tios citados,<i> Brasilodon, Brasilitherium</i> (<a href="#fig2a">Figuras 2A</a>, <a href="#fig2a">B</a> e <a href="#fig2c">E</a>) e<i> Minicynodon,</i> comp&otilde;em a fam&iacute;lia Brasilodontidae.<i> Botucaraitherium </i>&eacute; uma forma com afinidades pr&oacute;ximas a essa fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os brasilodont&iacute;deos foram descritos e reconhecidos por Bonaparte (4; 32), como os probainogn&aacute;tios que compartilham o maior n&uacute;mero de caracter&iacute;sticas derivadas com os mam&iacute;feros basais<i> Sinoco-nodon</i> e<i> Morganucodon.</i> Dentre essas caracter&iacute;sticas, podemos citar: articula&ccedil;&atilde;o entre dent&aacute;rio e esquamosal, presen&ccedil;a de um promont&oacute;rio (por&eacute;m ainda n&atilde;o globoso), dentes p&oacute;s-caninos com ra&iacute;zes incipientemente bifurcadas e denti&ccedil;&atilde;o com padr&atilde;o triconodonte (<a href="#fig2c">Figura 2E</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A nova hip&oacute;tese filogen&eacute;tica Brasilodontidae-Mammalia proposta por Bonaparte e colaboradores (4; 32) mostrou que o n&uacute;mero de caracter&iacute;sticas derivadas compartilhadas por brasilodont&iacute;deos e mam&iacute;feros supera, em grande parte, aquelas que suportavam as hip&oacute;teses baseadas nos Tritheledontidae e Tritylodontidae, ilustrando bem o dinamismo da investiga&ccedil;&atilde;o sobre a origem das etapas iniciais da evolu&ccedil;&atilde;o dos mam&iacute;feros. A rela&ccedil;&atilde;o Brasilodontidae-Mammalia &eacute; t&atilde;o bem suportada que acabou por desbancar as propostas anteriores, tornando-se consensual entre os pesquisadores que investigam a origem dos mam&iacute;feros. Nessa perspectiva, brasilodont&iacute;deos e mam&iacute;feros s&atilde;o considerados grupos-irm&atilde;os, compartilhando um ancestral comum. Essa rela&ccedil;&atilde;o refor&ccedil;a o fato de que caracteres essencialmente mamalianos estabeleceram-se dentro de Probainognathia, na base do grupo que re&uacute;ne brasilodont&iacute;deos e mam&iacute;feros.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A descoberta dos Brasilodontidae colocou o Brasil no palco do cen&aacute;rio mundial da transi&ccedil;&atilde;o cinodonte-mam&iacute;fero. Mas mesmo com esse aporte de relevantes evid&ecirc;ncias trazidas pelos brasilodont&iacute;deos, a quest&atilde;o sobre a origem dos mam&iacute;feros ainda est&aacute; longe de se esgotar. Assim, dar continuidade &agrave; coleta e prospec&ccedil;&atilde;o de f&oacute;sseis de cinodontes probainogn&aacute;tios reveste-se de fundamental import&acirc;ncia, visto que o estudo de novos materiais pode trazer contribui&ccedil;&otilde;es ainda mais significativas para a elucida&ccedil;&atilde;o dos passos anat&ocirc;micos envolvidos na transi&ccedil;&atilde;o cinodonte-mam&iacute;fero. Nesse sentido, os afloramentos do Tri&aacute;ssico da regi&atilde;o central do Rio Grande do Sul se configuram como um campo de estudo cada vez mais f&eacute;rtil, com perspectivas de brindar a paleontologia de vertebrados com novidades ainda mais instigantes sobre o tema. Quem sabe em breve n&atilde;o sair&aacute; de l&aacute; o mais antigo mam&iacute;fero brasileiro?</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Tradu&ccedil;&atilde;o da autora.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Bonaparte, J. F.<i> El origen de los mam&iacute;feros.</i> Buenos Aires: Fundaci&oacute;n de Historia Natural Felix de Azara, 2014. 28p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Rougier, G. "Los mam&iacute;feros mesozoicos".<i> Ciencia Hoy,</i> 6(32):1-9. 1996.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Cifelli, R. "Early mammmalian radiations".<i> Journal of Paleontology, </i>75(6):1214-1226. 2001.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Bonaparte, J. F.; Martinelli, A.; Schultz, C. L.; Rubert, R. "The sister group of mammals: small cynodonts from the late Triassic of southern Brazil".<i> Revista Brasileira de Paleontologia,</i> 5:5-27. 2003.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Reizs, R. "The Pelycosauria: a review of phylogenetic relationships".<i> In: </i>A.L. Panchen (ed.).<i> The terrestrial environment and the origin of land vertebrates,</i> Syst. Assoc. Sp. Vol. 15. London, Academic Press. 1980.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Bennet, A. F. "The evolution of activity capacity".<i> Journal of Experimental Biology,</i> 160:1-23. 1991.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Olson, E. C. 1986. "Relationships and ecology of the early therapsids and their predecessors".<i> In:</i> Hotton III, N.; Maclean, P.; Roth, J.; Roth, E. (eds.)<i> The ecology and biology of mammal-like reptiles.</i> Smithsonian Inst. Press. P. 83-106. 1986.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Kemp, T. S.<i> The origin and evolution of Mammals.</i> Oxford University Press, New York, 331 p. 2005</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Boos, A. S.; Schultz, C. L.; Vega, C. S.; Aumond, J. J. "On the presence of the late Permian dicynodont<i> Endothiodon</i> in Brazil".<i> Palaeontology. </i>v. 56, p. 837-848. 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Cisneros, J. C.; Abdala, F.; Rubidge, B. S.; Dentzien-Dias, P. C.; Bueno, A. O. "Dental occlusion in a 260-million-year-old therapsid with saber canines from the Permian of Brazil".<i> Science,</i> 331, p. 1603-1605. 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Cisneros, J. C.; Abdala, F.; Atayman-Guven, S.; Rubidge, B. S.; Sengor, A. M. C.; Schultz, C. L. "Carnivorous dinocephalian from the middle Permian of Brazil and tetrapod dispersal in Pangaea".<i> Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America.</i> 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Dias-da-Silva, S. "Middle-late Permian tetrapods from the Rio do Rasto formation, southern Brazil: a biostratigraphic reassessment".<i> Lethaia.</i> v. 45, p. 109-120. 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Benton M. J.<i> When life nearly died: the greatest mass extinction of all time.</i> London: Thames &amp; Hudson. 2003.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Kemp, T. S.<i> Mammmal-like reptiles and the origin of mammals.</i> London: Academic Press, 363 p. 1982.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Crompton, A. W. "Evolution of the jaw articulation in cynodonts". In: Joysey, K. A.; Kemp, T. S. (eds.)<i> Studies in vertebrate evolution. </i>Edinburgh: Oliver &amp; Boyd. p. 231-253. 1972.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Crompton, A. W.; Hylander, W. L. "Changes in mandibular function following the acquisition of a dentary-squamosal jaw articulation". <i>In:</i> Hotton III, N.; Maclean, P. ; Roth, J.; Roth, E. (eds.)<i> The ecology and biology of mammal-like reptiles.</i> Smithsonian Inst. Press. p.263-282. 1986.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Allin, E. F.; Hopson, J. A. "Evolution of the auditory system in Synapsida ( "Mammal-like Reptiles " and primitive Mammals) as seen in the fossil record". In: Wester, D. B.; Fay, R. R., Popper, A. N. (eds.)<i> The evolutionary biology of hearing.</i> New York: Springer-Verlag, p. 587-614. 1992.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Barghusen, H. "On the evolutionary origin of the therian sensor veli palatini and tensor tympani muscles".<i> In:</i> Hotton III, N.; MacLean, P.; Roth, J.; Roth, E. (eds.)<i> The ecology and biology of mammal-like reptiles.</i> Smithsonian Inst. Press. p. 253-262. 1986.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Maier, W.; Van Der Heever, J.; Durand, F. "New therapsid specimens and the origin of the secondary hard and soft palate of mammals".<i> J. Zoo. Syst. Research</i> 34: 9-19. 1996.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Kielan-Jaworowska, Z.; Cifelli, R. L.; Luo, Z.<i> Mammals from the age of dinosaurs: origins, evolution and structure.</i> Columbia University Press, New York. 630p. 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Luo, Z. "Sister-group relationships of mammals and transformation of diagnostic mammalian characters".<i> In:</i> N. C. Fraser; H. D. Sues (eds.)<i> In the shadow of the dinosaurs.</i> Cambridge University Press, p. 98-128. 1994.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Crompton, A. W.; Jenkins, F.A. "Origin of mammals".<i> In:</i> J. A. Lillegraven; Z. Kielan-Jaworowska; W. A. Clemens (eds.)<i> Mesozoic mammals: the first two-thirds of Mammalian history.</i> Berkeley: University of California Press. p. 59-72. 1979.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Bennet, A. F.; Ruben, J. A. "The metabolic thermoregulatory status of Therapsids". In: Hotton III, N.; MacLean, P.; Roth, J.; Roth, E. (eds.)<i> The ecology and biology of mammal-like reptiles.</i> Smithsonian Inst. Press. p. 207-218. 1986.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Ruben, J.A.; Jones, T. D. "Origin of feathers".<i> American Zoologist, </i>40:585-596. 2000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Hopson, J. A.; Crompton, A. W. 1969. "Origin of mammals".<i> In:</i> T. Dob-zhansky; M.K. Hecht; W.C. Steere (eds.),<i> Evolutionary Biology,</i> vol. 3, New York, Appleton-Century-Crofts. p. 15-72.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Soares, M. B.; Dornelles, J. E. "Cinodontes, a chave para a origem dos mam&iacute;feros". In: Da-Rosa, A. S. (org.)<i> Vertebrados f&oacute;sseis de Santa Maria e regi&atilde;o.</i> Santa Maria: Palloti, p. 153-208. 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Zerfass, H.; Lavina, E. L.; Schultz, C. L.; Garcia, A. J. V.; Faccini, U. F.; Chemale Jr., F. "Sequence stratigraphy of continental Triassic strata of southernmost Brazil : a contribution to southwestern Gondwana palaeogeography and palaeoclimate".<i> Sedimentary Geology,</i> 161: 85-105. 2003.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Schultz, C. L.; Scherer, C. M. S.; Barberena, M. C. 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