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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br>   ENSAIOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Reciclagem e destina&ccedil;&atilde;o do lixo eletr&ocirc;nico em Goi&acirc;nia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Dagmar Borges da Silva<sup>I</sup>; Cl&aacute;udia Cristina Sousa de Paiva<sup>II</sup>; Julianna Affonso F. Souza<sup>III</sup>; Rodrigo Elias de Rezende<sup>IV</sup>; Sueli Maria Moraes Pacheco<sup>V</sup>; Eline Jonas<sup>VI</sup>; Irmtraut Araci Hoffmann Pfrimer<sup>VII</sup>; Luc Vandenberghe<sup>VIII</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Tecn&oacute;loga em processamento de dados e professora de inform&aacute;tica do Instituto Federal de Goi&aacute;s. &Eacute; acad&ecirc;mica e bolsista do Programa de Suporte &agrave; P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o de Institui&ccedil;&otilde;es de Ensino Particulares (Prosup/Capes) no Mestrado em Ci&ecirc;ncias Ambientais e Sa&uacute;de da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Goi&aacute;s (PUC-GO). Email: <a href="mailto:bs.dagmar@gmail.com">bs.dagmar@gmail.com</a>    <br>   <sup>II</sup>Farmac&ecirc;utica bioqu&iacute;mica e professora da Universidade Paulista e Universidade Est&aacute;cio de S&aacute;, na cidade de Goi&acirc;nia (GO). Atua na &aacute;rea de manipula&ccedil;&atilde;o de produtos farmac&ecirc;uticos e cosm&eacute;ticos. &Eacute; mestranda em ci&ecirc;ncias ambientais e sa&uacute;de da PUC-GO    <br>   <sup>III</sup>Professora e coordenadora pedag&oacute;gica na Anhanguera Educacional em Goi&acirc;nia (GO) na &aacute;rea de gest&atilde;o de empresas. &Eacute; mestranda em ci&ecirc;ncias ambientais e sa&uacute;de da PUC-GO    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>IV</sup>Contador e professor de ci&ecirc;ncias cont&aacute;beis na Universidade Estadual de Goi&aacute;s (UEG). &Eacute; mestrando em ci&ecirc;ncias ambientais e sa&uacute;de da PUC-GO    <br>   <sup>V</sup>Professora de geografia no Col&eacute;gio da Pol&iacute;cia Militar de Porangatu-Goi&aacute;s. &Eacute; mestranda em ci&ecirc;ncias ambientais e sa&uacute;de da PUC-GO    <br>   <sup>VI</sup>Soci&oacute;loga e professora-doutora do Mestrado em Ci&ecirc;ncias Ambientais e Sa&uacute;de da PUC-GO    <br>   <sup>VII</sup>Farmac&ecirc;utica bioqu&iacute;mica e professora doutora do Mestrado em Ci&ecirc;ncias Ambientais e Sa&uacute;de da PUC-GO    <br>   <sup>VIII</sup>Psicoterapeuta e psic&oacute;logo cl&iacute;nico e professor-doutor do Mestrado em Ci&ecirc;ncias Ambientais e Sa&uacute;de da PUC-GO</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A presen&ccedil;a de computadores e materiais eletroeletr&ocirc;nicos est&aacute; totalmente incorporada &agrave; vida cotidiana da atualidade. As m&iacute;dias digitais n&atilde;o cessam de se expandir e, em v&aacute;rios pa&iacute;ses, incluindo-se o Brasil, o n&uacute;mero de celulares chega perto ou j&aacute; &eacute; maior que o n&uacute;mero de habitantes (1). E, em rela&ccedil;&atilde;o ao comportamento social, percebe-se que possuir o aparelho mais moderno &eacute; uma meta quase comum, cuja consequ&ecirc;ncia &eacute; um assustador aumento do lixo eletr&ocirc;nico. Alguns dados impressionantes a esse respeito podem ser descritos. Em janeiro de 2012, o Brasil j&aacute; havia superado a marca de 245 milh&otilde;es de celulares (1). Um cidad&atilde;o brit&acirc;nico produz em m&eacute;dia 3,3 toneladas de lixo eletr&ocirc;nico ao longo da vida. Embora 80% dos componentes de um celular poderiam ser reciclados, em 2009 apenas 3% dos aparelhos tinham esse fim. O tempo de vida m&eacute;dio de um celular &eacute; de 18 meses, e o de um computador tr&ecirc;s anos (2).Em 2011, havia 5,6 bilh&otilde;es de aparelhos celulares, 11% a mais que no ano anterior, segundo a Gartner Newsroom (3).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Herat e Agamuthu (4) destacam dois pa&iacute;ses no cen&aacute;rio global do lixo eletr&ocirc;nico: Estados Unidos, maior gerador de lixo eletr&ocirc;nico do mundo, e &Iacute;ndia, pa&iacute;s com maior taxa mundial de crescimento da ind&uacute;stria eletr&ocirc;nica. Entretanto, n&atilde;o menos importante &eacute; a China, considerada um dos pa&iacute;ses de maior potencial produtor de lixo eletr&ocirc;nico nos pr&oacute;ximos anos, em raz&atilde;o do ritmo crescente de industrializa&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de sediar o maior lix&atilde;o internacional de res&iacute;duos eletr&ocirc;nicos (5). No que se refere &agrave; gest&atilde;o do lixo eletr&ocirc;nico e pioneirismo em legislar sobre o assunto, a Su&iacute;&ccedil;a &eacute; apontada como pa&iacute;s-modelo (6). Nos quatro casos, a preocupa&ccedil;&atilde;o essencial n&atilde;o &eacute; apenas com a gera&ccedil;&atilde;o do lixo eletr&ocirc;nico, mas com sua reciclagem e destina&ccedil;&atilde;o, pois &eacute; indubit&aacute;vel que o seu descarte inapropriado (em lix&otilde;es ou aterros sanit&aacute;rios) gera degrada&ccedil;&atilde;o ambiental. Isso por causa da composi&ccedil;&atilde;o de in&uacute;meros metais pesados que os constituem. A produ&ccedil;&atilde;o de eletr&ocirc;nicos enseja por si s&oacute; o desgaste de recursos naturais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Artigo publicado no site do Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) mostra o Brasil em primeiro lugar na produ&ccedil;&atilde;o de lixo eletr&ocirc;nico derivado de computadores (mais de 0,5 kg per capita/ano), ultrapassando mesmo a &Aacute;frica do Sul, Marrocos e M&eacute;xico, pa&iacute;ses com altos n&iacute;veis de venda de computadores que obtiveram &iacute;ndice um pouco superior a 0,4kg per capita/ano (7). De acordo com estudo da Universidade das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, para se construir um &uacute;nico computador s&atilde;o utilizados cerca de 1800 quilos de materiais dos mais diversos tipos, sendo que, desse total, 1500 quilos somente de &aacute;gua na fabrica&ccedil;&atilde;o, 240 quilos de combust&iacute;veis f&oacute;sseis e 22 de produtos qu&iacute;micos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OPORTUNIDADES NO LIXO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> No Brasil, enquanto uns desconhecem o destino do lixo eletr&ocirc;nico, outros j&aacute; descobriram oportunidades de lucro advindo desse descarte. Em Goi&acirc;nia, a empresa Sucata Eletr&ocirc;nica, criada em 1998, foi a primeira a perceber como tirar proveito do que est&aacute; sendo jogado fora e garante que a maioria dos componentes de um computador &eacute; reaproveit&aacute;vel. Metais preciosos como a prata e o ouro, al&eacute;m de valiosos, podem ser reutilizados. Desafios relacionados ao lixo eletr&ocirc;nico trouxeram &agrave; tona a experi&ecirc;ncia de Rodrigo Baggio que, ao lan&ccedil;ar uma grande campanha de arrecada&ccedil;&atilde;o de computadores, explicitou que n&atilde;o era o caso de disponibilizar equipamentos eletr&ocirc;nicos para pessoas socialmente exclu&iacute;das, pois elas n&atilde;o sabiam como utiliz&aacute;-los. Nasceu assim a primeira Escola de Inform&aacute;tica e Cidadania (EIC), no morro Dona Marta, na cidade do Rio de Janeiro, oferecendo cursos b&aacute;sicos de inform&aacute;tica. Fundada por Baggio em 1995, tornou-se uma da Organiza&ccedil;&atilde;o N&atilde;o-Governamental (ONG) apartid&aacute;ria, utilizando as tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o (TICs) para melhorar a qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o e fomentar o exerc&iacute;cio da cidadania. Depois disso foi criado o Comit&ecirc; para Democratiza&ccedil;&atilde;o da Inform&aacute;tica (CDI) no Brasil e no mundo, a fim de usar a tecnologia e estimular o empreendedorismo e a cidadania. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/cic/v67n4/a18fig01.jpg"><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a18fig01thumb.jpg">    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Clique para ampliar</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em Goi&aacute;s, no ano 2000, foi criado o Comit&ecirc; para Democratiza&ccedil;&atilde;o da Inform&aacute;tica (CDI-GO) que, nessa trajet&oacute;ria, impactou mais de 26 mil pessoas, entre crian&ccedil;as, jovens, adolescentes, adultos, idosos e pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de risco social. Ap&oacute;s o desmonte de computadores e reaproveitamento de componentes eletr&ocirc;nicos, o restante do lixo eletr&ocirc;nico (fios de cobre, placas de metal, alum&iacute;nio, prata, ouro, pl&aacute;stico etc) &eacute; destinado a parceiros como, por exemplo, a empresa Sucata Eletr&ocirc;nica, para nova separa&ccedil;&atilde;o e reciclagem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Conforme se afirmou anteriormente, o lixo eletr&ocirc;nico &eacute; um dos mais novos problemas da modernidade. O quesito ambiental, colocado pela ONG do CDI-GO sobre a reciclagem de lixo eletr&ocirc;nico, tamb&eacute;m vem se configurando para o desenvolvimento da comunidade. Como coletar? Como reciclar? Como destinar? O chamado res&iacute;duo tecnol&oacute;gico come&ccedil;a a ser acumulado de maneira preocupante em aterros e lix&otilde;es tornando-se um dos problemas da modernidade e, assim, um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica.O ac&uacute;mulo de lixo eletr&ocirc;nico n&atilde;o foi previsto pelas ind&uacute;strias e nem mesmo pela sociedade (8), como se percebe pelo tratamento dado &agrave; &aacute;rea de inform&aacute;tica que, por muito tempo, n&atilde;o foi vista como uma ind&uacute;stria poluidora, antes que o crescimento tecnol&oacute;gico acelerado diminu&iacute;sse enormemente o ciclo de vida dos equipamentos, gerando grandes quantidades desse lixo.Evidenciam-se, atualmente, os problemas ambientais produzidos pelo descarte indevido do lixo eletr&ocirc;nico, como a contamina&ccedil;&atilde;o do meio ambiente e o surgimento de v&aacute;rias doen&ccedil;as causadas pela absor&ccedil;&atilde;o de metais pesados como chumbo, c&aacute;dmio e merc&uacute;rio e a absor&ccedil;&atilde;o de dioxinas provenientes de pl&aacute;sticos, muito utilizados nos produtos eletr&ocirc;nicos. Ao serem depositadas na natureza, essas subst&acirc;ncias entram na cadeia alimentar pela base e seguem por toda ela, atingindo diversificadas esp&eacute;cies de animais, inclusive o ser humano. Desta maneira, os consumidores finais s&atilde;o os que acabam ingerindo a maior quantidade de subst&acirc;ncias nocivas e os que mais sofrem com as consequ&ecirc;ncias, estando entre elas doen&ccedil;as graves, como o c&acirc;ncer (9).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a18fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>TECNOLOGIA DO BEM</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Pensando no futuro, o CDI-GO abrigou projetos de inclus&atilde;o digital nos Comit&ecirc;s para Democratiza&ccedil;&atilde;o da Inform&aacute;tica de Goi&aacute;s Comunidade (CDIs Comunidade), oferecendo cursos b&aacute;sicos e avan&ccedil;ados de inform&aacute;tica e cidadania, oficinas planejadas de acordo com a necessidade de segmentos do mercado e projetos espec&iacute;ficos, nacionais e internacionais, elaborados de acordo com as necessidades de cada parceiro/comunidade. Os dados mostram uma crescente integra&ccedil;&atilde;o desses projetos com as comunidades que, paralelamente, utilizam as m&iacute;dias sociais, desempenhando papel revolucion&aacute;rio, para reivindicar ou mobilizar a sociedade contra desigualdades sociais em sua cidade. Os objetivos reais do CDI-GO vislumbram a plataforma de mobiliza&ccedil;&atilde;o social, convidando a sociedade e diferentes comunidades para promover a&ccedil;&otilde;es que usem a "tecnologia do bem", por exemplo para a cria&ccedil;&atilde;o de um aplicativo que tenha a fun&ccedil;&atilde;o de melhorar a coleta seletiva de um determinado bairro (10). Importa destacar, por um lado, que o CDI-GO possui parceiros, doadores, associados colaboradores e volunt&aacute;rios visando manter a ONG e, por outro, que as agress&otilde;es ao meio ambiente afetam, de modo desigual, as pessoas que dele dependem para viver e trabalhar. Desta forma, parte significativa do lixo eletr&ocirc;nico j&aacute; &eacute;, hoje, oferecida em plataformas colaborativas e n&atilde;o remuneradas. O mesmo pode ser dito do uso de materiais reciclados com base na preocupa&ccedil;&atilde;o expl&iacute;cita de reduzir seu impacto nos ecossistemas: reciclagem de materiais eletr&ocirc;nicos e seu reaproveitamento ajudam outras pessoas que precisam, como no caso do CDI-GO.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O que nem todo mundo sabe &eacute; que esses materiais t&ecirc;m quase 100% de aproveitamento em ind&uacute;strias de reciclagem. O pl&aacute;stico da impressora, por exemplo, serve para a produ&ccedil;&atilde;o de sand&aacute;lias, brinquedos e baldes, como acontece na empresa Sucata Eletr&ocirc;nica. E quanto aos outros componentes da impressora, depois de retirados os cartuchos de tinta, alguns s&atilde;o triturados no proces-so de reciclagem. Pl&aacute;sticos e metais s&atilde;o separados de cabos e fios que s&atilde;o revendidos como mat&eacute;ria-prima. O vidro do monitor de v&iacute;deo &eacute; mo&iacute;do para ser vendido como mat&eacute;ria-prima para pisos-cer&acirc;micos, para-brisas e bolinhas de gude. Tamb&eacute;m o pl&aacute;stico, o metal e o silicone do teclado s&atilde;o triturados e vendidos como mat&eacute;rias-primas. O alum&iacute;nio das placas eletr&ocirc;nicas vai para a fabrica&ccedil;&atilde;o de janelas e basculantes. Ouro, prata e n&iacute;quel s&atilde;o extra&iacute;dos de placas eletr&ocirc;nicas para serem reutilizados em novos chips ou vendidos para joalherias. A maior parte dessas impressoras chega &agrave; empresa de maneira informal e tem sua origem desconhecida, configurando uma situa&ccedil;&atilde;o pouco percept&iacute;vel (11) e ainda existem s&eacute;rias lacunas no que diz respeito &agrave; reciclagem e destina&ccedil;&atilde;o do lixo eletr&ocirc;nico em Goi&acirc;nia. Mas, mesmo que haja incertezas e falta de compreens&atilde;o, &eacute; preciso acreditar que o in&iacute;cio est&aacute; acontecendo, ainda que minimamente. E um primeiro resultado &eacute; a constata&ccedil;&atilde;o de uma maior conscientiza&ccedil;&atilde;o entre a sociedade (da menor &agrave; maior idade) quanto ao meio ambiente e &agrave; necessidade de tratamento do lixo eletr&ocirc;nico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com base no exposto, pode-se afirmar que a quest&atilde;o do lixo eletr&ocirc;nico vem se tornando uma realidade cada vez mais palp&aacute;vel e preocupante, o que tem causado reflexos no crescimento e relativo amadurecimento da legisla&ccedil;&atilde;o nacional sobre o assunto. O ritmo acelerado de produ&ccedil;&atilde;o desses res&iacute;duos, aliado &agrave; melhor compreens&atilde;o dos riscos &agrave; sa&uacute;de e ao meio ambiente decorrentes do seu descarte inadequado, confere um car&aacute;ter de urg&ecirc;ncia ainda maior &agrave; tem&aacute;tica. Contudo, a medida real do problema ainda &eacute;, em grande parte, desconhecida. Estat&iacute;sticas confi&aacute;veis ou oficiais s&atilde;o escassas e a cadeia de p&oacute;s-consumo est&aacute; longe de atingir a maturidade. Declara&ccedil;&otilde;es de agentes envolvidos apontam a necessidade de maiores esclarecimentos sobre a reciclagem e sobre a destina&ccedil;&atilde;o, de forma geral, do lixo eletr&ocirc;nico. As concep&ccedil;&otilde;es est&atilde;o, ainda, majoritariamente, associadas a vis&otilde;es simplistas, que apontam para uma compreens&atilde;o m&iacute;nima sobre a prote&ccedil;&atilde;o ao meio ambiente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Anatei, Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/noticia/2343572/celulares-numero-no-vas-linhas-janeiro-maior-dos-ultimos-anos" target="_blank">http://www.infomoney.com.br/minhas-financas/noticia/2343572/celulares-numero-no-vas-linhas-janeiro-maior-dos-ultimos-anos</a>&gt;. Acesso em: 17 nov 2014.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Prizibisczki, C.. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.oeco.org.br/reportagens/2184l--impactos-do-desenvolvimento-tecnologico" target="_blank">http://www.oeco.org.br/reportagens/2184l--impactos-do-desenvolvimento-tecnologico</a>&gt;. Acesso em: 17 nov 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. GartnerNewsroom. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.gartner.com/technology/home.jsp" target="_blank">http://www.gartner.com/technology/home.jsp</a>&gt;. Acessoem: 17 nov 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Herat, S.; Agamuthu, P. "E-waste: a problem or an opportunity? Review ofissues, challenges and solutions in Asian countries".<i> Waste Management &amp; Research, </i>London, v. 30, n. 11, p. 1113-1129, nov. 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Pnuma, Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Meio Ambiente. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.pnuma.org.br" target="_blank">http://www.pnuma.org.br</a>&gt;. Acesso em: 16 fev 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Queiruga, D.; Gonz&aacute;lez, B.G.; Lannelongue, G. "Evolution of the electronic waste management system in Spain".<i> Journal of Cleaner Production,</i> (24), 56-65. 2012.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Schluep, M. et al. "Reciclagem e recursos do lixo eletr&ocirc;nico. Inova&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel e transfer&ecirc;ncia de estudos tecnol&oacute;gicos do setor industrial". Programa de Meio Ambiente das Na&ccedil;&otilde;es Unidas e da Universidade das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 2009. p. 45.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Mattos, K.M. da C.; Mattos, K.M.C.; Perales, W. J. S..  "Os impactos ambientais causados pelo lixo eletr&ocirc;nico e o uso da log&iacute;stica reversa para minimizar os efeitos causados ao meio ambiente". Encontro Nacional de Engenharia de Produ&ccedil;&atilde;o, v. 28, 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Oliveira, B.C., et al. Projeto E-lixo. S&atilde;o Paulo: EACH, 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Pacheco, Q. I.. Comit&ecirc; para Democratiza&ccedil;&atilde;o de Inform&aacute;tica de Goi&aacute;s. In: CDI Goi&aacute;s - Transformando vidas atrav&eacute;s da tecnologia. Goi&acirc;nia, Goi&aacute;s. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cdigoias.org.br" target="_blank">www.cdigoias.org.br</a>. Acesso em 15 nov 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Sucata Eletr&ocirc;nica, empresa. Comunica&ccedil;&atilde;o Oral em 19 nov 2014.    </font></p>     ]]></body>
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