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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PALEONTOLOGIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Paleoarte une arte e ci&ecirc;ncia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Chris Bueno</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os vest&iacute;gios encontrados nos s&iacute;tios paleontol&oacute;gicos trazem informa&ccedil;&otilde;es valiosas sobre a pr&eacute;-hist&oacute;ria, possibilitando construir um cen&aacute;rio da evolu&ccedil;&atilde;o da vida no planeta. No entanto, peda&ccedil;os de esqueletos e f&oacute;sseis s&atilde;o geralmente desprovidos de detalhes da morfologia externa, como cor e textura. Dar forma e vida a esse cen&aacute;rio pr&eacute;-hist&oacute;rico &eacute; o trabalho dos paleoartistas. Seu trabalho &eacute; fundamental para os cientistas testarem hip&oacute;teses a respeito de um f&oacute;ssil e ainda uma importante ferramenta de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. "N&atilde;o existe outra forma de representar como foi o passado extinto da Terra a n&atilde;o ser pela recria&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido a paleoarte se torna o rosto da paleontologia para o p&uacute;blico", acredita o paleoartista Rodolfo Nogueira. Por outro lado, segundo o artista Luciano Vidal, &eacute; uma &aacute;rea ainda pouco explorada no Brasil.  "&Eacute; um campo que pode crescer muito", acredita.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a19fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para celebrar o trabalho desses profissionais, duas exposi&ccedil;&otilde;es foram organizadas recentemente. A primeira aconteceu no Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), de abril a julho. A mostra<i> Arte com dinossauros</i> exibiu o trabalho de Maurilio Oliveira, um dos pioneiros da paleoarte no Brasil. Foram expostas ilustra&ccedil;&otilde;es, esculturas em tamanho real e maquetes mostrando dinossauros em seus ambientes. A segunda ainda est&aacute; sendo realizada no Museu de Ci&ecirc;ncias Naturais (MCN) da Univates, localizada em Lajeado (RS). Intitulada<i> Paleontologia: uma aventura muito al&eacute;m dos dinossauros,</i> a mostra traz obras, r&eacute;plicas, ilustra&ccedil;&otilde;es e f&oacute;sseis, al&eacute;m de oficinas para alunos do ensino fundamental. A exposi&ccedil;&atilde;o foi aberta em 03 de setembro e vai at&eacute; o in&iacute;cio de dezembro com entrada gratuita.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MUITO AL&Eacute;M DOS DINOSSAUROS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A paleoarte n&atilde;o retrata apenas dinossauros. Segundo V&iacute;tor Silva, seu trabalho, assim como de outros pa-leoartistas consiste em retratar a vida pr&eacute;-hist&oacute;rica (animais, plantas, ambientes ou mesmo os pr&oacute;prios f&oacute;sseis) unindo t&eacute;cnicas art&iacute;sticas e rigor cient&iacute;fico. "A paleoarte - ou paleontografia (termo mais formal) - consiste na representa&ccedil;&atilde;o visual de hip&oacute;teses cient&iacute;ficas sobre a anatomia, apar&ecirc;ncia ou as rela&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas de esp&eacute;cies f&oacute;sseis. Essas hip&oacute;teses s&atilde;o formuladas a partir do estudo sistem&aacute;tico dos f&oacute;sseis, um campo de dom&iacute;nio da paleontologia", aponta o paleont&oacute;logo e paleoartista Felipe Alves Elias, pesquisador do Museu de Zoologia da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Um trabalho de paleoarte utiliza desde t&eacute;cnicas tradicionais de desenho com nanquim at&eacute; modernos softwares de edi&ccedil;&atilde;o de imagens, al&eacute;m de modelagem/escultura, anima&ccedil;&atilde;o etc. "Uso t&eacute;cnicas digitais e tradicionais. No tradicional, trabalho com ilustra&ccedil;&atilde;o 2D (nanquim ou grafite sobre papel) e com esculturas em escala, utilizando porcelana fria. No digital, fa&ccedil;o ilustra&ccedil;&otilde;es utili-zando uma mesa digitalizadora e o photoshop", conta Silva. O resultado pode ser uma ilustra&ccedil;&atilde;o, uma escultura, uma anima&ccedil;&atilde;o digital e at&eacute; mesmo um rob&ocirc;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando se trata de dinossauros, as obras s&atilde;o desenvolvidas a partir dos ossos provenientes de escava&ccedil;&otilde;es, que geralmente trazem marcas indicando onde havia inser&ccedil;&atilde;o de m&uacute;sculos e ligamentos. Por&eacute;m, geralmente o esqueleto desses animais n&atilde;o est&aacute; completo. Da&iacute; os paleoartistas t&ecirc;m que recorrer a esqueletos de animais semelhantes para tentar completar as informa&ccedil;&otilde;es sobre a anatomia. A compara&ccedil;&atilde;o com animais extintos (como outros dinossauros) e com esp&eacute;cies que vivem hoje (como lagartos e aves) &eacute; fundamental. &Eacute; ela que d&aacute; dicas quanto a textura, padroniza&ccedil;&atilde;o e colora&ccedil;&atilde;o da pele. "A imagina&ccedil;&atilde;o conecta as descobertas e preenche as lacunas e a arte traduz o conhecimento acad&ecirc;mico em imagens pass&iacute;veis de entendimento pela sociedade", explica Nogueira. E, assim, surgem animais nunca vistos por olhos humanos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A aplica&ccedil;&atilde;o da paleoarte &eacute; vasta. As obras criadas por esses artistas podem compor projetos cient&iacute;ficos, servir como ferramentas de divulga&ccedil;&atilde;o para o p&uacute;blico em geral em mostras e exposi&ccedil;&otilde;es, ilustrar livros did&aacute;ticos etc. "Tive o privil&eacute;gio de participar de diversos projetos, abrangendo v&aacute;rios segmentos com diferentes alcances, desde exposi&ccedil;&otilde;es tempor&aacute;rias e projetos em museus, livros, revistas, jornais e at&eacute; mesmo &aacute;lbuns de figurinhas", conta Elias, do Museu de Zoologia da USP.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a19fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTE E CI&Ecirc;NCIA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O material mais importante para se criar uma obra de paleoarte &eacute; a ci&ecirc;ncia. Cada obra depende de vasta e rigorosa pesquisa. "Embora a t&eacute;cnica art&iacute;stica seja fundamental para dar forma &agrave;s ideias, a qualidade de uma produ&ccedil;&atilde;o paleon-togr&aacute;fica depende intrinsecamente da informa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica que a alimenta. Ela precisa estar muito bem embasada pelas evid&ecirc;ncias f&oacute;sseis e deve traduzir as interpreta&ccedil;&otilde;es paleontol&oacute;gicas da maneira mais acurada poss&iacute;vel", explica Elias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Isso porque a paleoarte deve n&atilde;o apenas encantar seu p&uacute;blico, mas tamb&eacute;m inform&aacute;-lo. Profissionais que atuam nessa atividade precisam ser altamente capacitados para extrair o melhor poss&iacute;vel da escassa informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel nos f&oacute;sseis e transform&aacute;-la em um trabalho significativo, que tenha realmente algo a comunicar e ensinar. &Eacute; important&iacute;ssimo estar sempre atualizado quanto &agrave;s descobertas, pois &eacute; comum acontecerem mudan&ccedil;as na paleontologia, seja por novos achados ou por novas an&aacute;lises", afirma Silva.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v67n4/a19fig03.jpg"></p>      ]]></body>
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