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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>POESIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Nota sobre L&iacute;cofron</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Trajano Vieira</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Doutor em literatura grega pela Universidade de S&atilde;o Paulo e professor de l&iacute;ngua e literatura grega no IEL da Unicamp, onde obteve o t&iacute;tulo de livre-docente em 2008. Foi bolsista da Funda&ccedil;&atilde;o Guggenheim (2001), com est&aacute;gio p&oacute;s-doutoral na Universidade de Chicago (2006) e na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris (2009-2010). Al&eacute;m de ter colaborado, como organizador, na tradu&ccedil;&atilde;o realizada por Haroldo de Campos da Il&iacute;ada de Homero (2002), tem se dedicado a verter poeticamente trag&eacute;dias do repert&oacute;rio grego, como &Eacute;dipo Rei (2001) e Filoctetes (2009), de S&oacute;focles; Agam&ecirc;mnon (2007) e Os persas (2013), deEsquilo; e Medeia (2010), de Eur&iacute;pides. Trajano &eacute; tamb&eacute;m o tradutor das com&eacute;dias Lis&iacute;strata e Tesmoforiantes de Arist&oacute;fanes (2011) e da Odisseia de Homero (2011). Suas vers&otilde;es do Agam&ecirc;mnon e da Odisseia receberam o Pr&ecirc;mio Jabuti de Tradu&ccedil;&atilde;o. Atualmente prepara uma edi&ccedil;&atilde;o do Alexandra de L&iacute;cofron</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">T&atilde;o enigm&aacute;tico quanto o longo poema<i> Alexandra,</i> com seus 1474 versos, &eacute; a identidade de seu autor. A informa&ccedil;&atilde;o mais antiga de que dispomos consta da<i> Suda,</i> a erudita enciclop&eacute;dia hist&oacute;rica bizantina do s&eacute;culo 10 de nossa era. A not&iacute;cia sobre L&iacute;cofron contida nessa obra teria como fonte Hes&iacute;quio. Segundo o verbete, L&iacute;cofron foi um dos sete membros da chamada pl&ecirc;iade alexandrina. Teria escrito um bom n&uacute;mero de trag&eacute;dias, um tratado sobre com&eacute;dia e o &uacute;nico texto integral remanescente,<i> Alexandra, </i>denominado, n&atilde;o sem raz&atilde;o,<i> skotein&oacute;npoiema,</i> "poema obscuro". Segundo a<i> Suda,</i> o autor teria vivido durante o reinado de Ptolomeu Filadelfo II, no s&eacute;culo 3 a. C. Ocorre que os versos 1226-1235 anunciam e louvam o poderio romano, algo que dificilmente poderia ter se dado na corte do renomado fara&oacute;. Por esse motivo, v&aacute;rios comentadores modernos sugerem que o poema foi composto por um segundo L&iacute;cofron, n&atilde;o no s&eacute;culo 3 a. C., mas no seguinte. Ainda hoje n&atilde;o h&aacute; consenso sobre a data&ccedil;&atilde;o do texto.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O poema emprega com maestria o mesmo metro da trag&eacute;dia, o tr&iacute;metro j&acirc;mbico. Por esse motivo, j&aacute; foi lido como um mon&oacute;logo tr&aacute;gico. Contudo, h&aacute; nele aspectos da narrativa &eacute;pica e, embora menos frequentes, tiradas c&ocirc;micas. Sua linguagem &eacute; complex&iacute;ssima e sua sintaxe parece dar vaz&atilde;o a um fluxo delirante. A coer&ecirc;ncia dessa elocu&ccedil;&atilde;o possessa reflete a identidade de Cassandra, ou como o poema prefere denomin&aacute;-la: Alexandra. Como se sabe, sobretudo a partir da trag&eacute;dia<i> Agam&ecirc;mnon</i> de &Eacute;squilo, essa filha de H&eacute;cuba e de Pr&iacute;amo e irm&atilde; de Heitor e P&aacute;ris &eacute; uma sacerdotisa de Apolo, a qual, por recusar o contato amoroso com o deus, n&atilde;o consegue comunicar suas previs&otilde;es. Sua identidade vincula-se ao fen&ocirc;meno da "incomunica&ccedil;&atilde;o", a tens&atilde;o ps&iacute;quica resultante da fala abortada. &Eacute; assim pelo menos que ela &eacute; representada no drama esquiliano. Contribui com essa caracteriza&ccedil;&atilde;o o fato de que o or&aacute;culo era pronunciado, na cultura hel&ecirc;nica, na forma de enigma, que impunha decifra&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise por parte do consultante. Essa constru&ccedil;&atilde;o ret&oacute;rica tem a ver com a concep&ccedil;&atilde;o grega arcaica sobre a natureza amb&iacute;gua da linguagem, cujo sentido n&atilde;o coincide com a express&atilde;o imediata. O exerc&iacute;cio hermen&ecirc;utico impunha-se pela opacidade dos signos. No poema de L&iacute;cofron, deparamo-nos com uma linguagem desconcertante por seu car&aacute;ter alusivo, pela compacta&ccedil;&atilde;o de epis&oacute;dios mitol&oacute;gicos e pela inven&ccedil;&atilde;o vocabular que nos faz pensar na literatura experimental do s&eacute;culo 20. Alguns helenistas preferem entrever nele certos procedimentos barrocos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cabe notar, apenas com o intuito de introduzir o leitor na rica tessitura dessa obra enigm&aacute;tica, de que apresento a tradu&ccedil;&atilde;o dos 85 versos iniciais, que o que lemos &eacute; o relato de um mensageiro a Pr&iacute;amo, do que afirma ter ouvido da boca de sua filha Alexandra.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ALEXANDRA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Relatarei com precis&atilde;o o que me indagas,<a name="1b"></a><a href="#1a"><sup>1</sup></a>     <br>   do pico do princ&iacute;pio. Caso me delongue,    <br>   queiras me desculpar, pois n&atilde;o tranquila a mo&ccedil;a    <br>   franqueou a boca variegada dos or&aacute;culos    <br>   como antes, mas ecoando um grito indiscern&iacute;vel,    <br>   apolizava da laur&iacute;vora garganta,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   reproduzindo a voz da Esfinge enegrecida. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O que ret&ecirc;m minha mem&oacute;ria e cora&ccedil;&atilde;o,    <br>   poderias ouvir e, repisando, rei,    <br>   na mente aguda, segue as vias indiz&iacute;veis    <br>   desenrolando enigmas, onde a trilha l&uacute;cida    <br>   por senda reta nos conduz na escurid&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Rompida a corda no seu ponto mais extremo,    <br>   percorrerei o curso de sua fala obl&iacute;qua,    <br>   alado corredor abalroando o marco. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sobrevoava h&aacute; pouco Aurora o penhasco    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   do F&eacute;gio sobre as asas r&aacute;pidas do P&eacute;gaso,    <br>   deixando adormecido T&iacute;tono em Cerne,    <br>   irm&atilde;o altermaterno. Os nautas afrouxavam    <br>   os cabos do rochedo cavo na estiagem,    <br>   cortando amarras na zarpagem. Tez cegonha,    <br>   escolopendras mo&ccedil;as olhicativantes    <br>   do monte Calvo, golpeavam as esp&aacute;tulas    <br>   em T&eacute;tis, mar virginicida, ilhas C&aacute;lidnas    <br>   para tr&aacute;s, os aplustres n&iacute;tidos, as asas    <br>   brancas, as velas grandes bracidesfraldadas    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   pelo ressopro ap&aacute;rtico do ardor cicl&ocirc;nico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Divapossessa, escancarando a boca b&aacute;quica,    <br>   do Ate novilherrantedificado altivo,    <br>   pelo princ&iacute;pio Alexandra principia:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ai! Infeliz nutriz incendiada outrora<a name="2b"></a><a href="#2a"><sup>2</sup></a>     <br>   tamb&eacute;m por pinhos porta-hostes do le&atilde;o    <br>   trivesperal, a quem o c&atilde;o dentiafilado    <br>   do Trit&atilde;o encerrou um dia na queixada. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mas vivo, trincha as v&iacute;sceras perdendo o pelo    <br>   ao bafo da bacia num braseiro sem    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   flama, caindo um a um os fios do bulbo,    <br>   infanticida t&eacute;trico de meu pa&iacute;s! </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">E da segunda m&atilde;e golpeia o esterno inc&oacute;lume    <br>   pesadamente contra o fuso e na arena    <br>   ergue entre as m&atilde;os um pugilista, o pr&oacute;prio pai,    <br>   rente &agrave; penha de Cronos, onde est&aacute; a tumba    <br>   de Isqueno, ser da Terra que ataranta equinos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> E a cadela enfurecida espreitadora    <br>   do estreito oce&acirc;nico do Aus&ocirc;nio, assassinou,    <br>   quando pescava al&eacute;m caverna, uma leoa    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   tauriletal, que o pai refez carbonizando    <br>   as carnes com as tochas do sarmento, um ser    <br>   que destemia a Escorchadora deusa do &iacute;nfero. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ardil sem lan&ccedil;a, outrora um cad&aacute;ver o    <br>   eliminou, algu&eacute;m que recebera o Hades. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Miro-te, pobre, uma segunda vez em chamas<a name="3b"></a><a href="#3a"><sup>3</sup></a>    <br>   por m&atilde;os e&aacute;cidas e chefes de Letrina,    <br>   ru&iacute;nas de fogo e restos de um infante, prole    <br>   de T&acirc;ntalo, que o fusco ardor dilacerou,    <br>   pelos penachos do boieiro Teutareu.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="1a"></a><a href="#1b">1</a> Versos 1-30: O mensageiro prepara-se para relatar a Pr&iacute;amo o que ouviu de sua filha Alexandra (Cassandra), aprisionada num c&aacute;rcere de pedra, pouco antes da viagem de P&aacute;ris. No original, as palavras de abertura cont&ecirc;m um anagrama de<i> Alexandra: lexlo tiapant/a</i> neltrelkos, em que o pr&oacute;prio discurso ocupa lugar central: "direi tudo com precis&atilde;o". Cabe lembrar que L&iacute;cofron escreveu um livro com inven&ccedil;&otilde;es anagram&aacute;ticas, do qual infelizmente s&oacute; conhecemos dois exemplos. Alexandra nutre-se de louro (6), como os advinhos, antes de pronunciar as palavras inspiradas. Aurora parte de sua morada no monte F&eacute;gio, abandonando o marido (e meio-irm&atilde;o de Pr&iacute;amo) T&iacute;tono em Cerne, ilha situada na costa africana (16-19). P&aacute;ris est&aacute; prestes a abandonar Tr&oacute;ia com sua esquadra, fabricada com madeira do monte Calvo (referida como "filhas", v. 24), de m&uacute;ltiplos remos (aludidos como "escolopendras "), cor de cegonha, golpeando T&eacute;tis (por mar), deixando para tr&aacute;s as ilhas C&aacute;lidnas (25), em T&ecirc;nedos. Inspirada (29), do monte Ate ( "Insensatez", "cegueira do esp&iacute;rito", "ru&iacute;na " enviada pelos deuses), Alexandra inicia sua fala. Not&aacute;vel o composto cunhado no verso 29, que nos d&aacute; uma ideia da compacta&ccedil;&atilde;o mitol&oacute;gica operada frequentemente por L&iacute;cofron: Ilos, seguindo um or&aacute;culo, funda a cidade onde uma de suas vacas se aloja. Isso ocorre no monte Ate, na regi&atilde;o troiana.    <br>   <a name="2a"></a><a href="#2b">2</a> Versos 31-51: Tr&oacute;ia (31: nutriz) foi anteriormente destru&iacute;da por H&eacute;racles (33: le&atilde;o), de tr&ecirc;s noites: dura&ccedil;&atilde;o do tempo da rela&ccedil;&atilde;o entre Zeus e Alcmena, de que H&eacute;racles veio &agrave; luz (33-34). Antes da expedi&ccedil;&atilde;o grega, Tr&oacute;ia foi destru&iacute;da duas vezes: o rei Laomedonte recusou-se a pagar Pos&ecirc;idon, depois da constru&ccedil;&atilde;o da muralha. O deus do mar ordena que o Trit&atilde;o inunde a cidade (34). Pos&ecirc;idon exige o sacrif&iacute;cio de Hes&iacute;one. H&eacute;racles (34: c&atilde;o) sai das entranhas do monstro e o mata, perdendo os cabelos por causa do calor (37). Como compensa&ccedil;&atilde;o, exige os cavalos de Ganimedes, irm&atilde;o de Laomedonte. Com a recusa, H&eacute;racles devasta, pela segunda vez, a cidade de Tr&oacute;ia, matando Laomedonte e seus filhos. H&eacute;racles infanticida (38: conforme o mito central do<i> H&eacute;racles</i> de Eur&iacute;pides). Hera teria amamentado H&eacute;racles (39: segunda m&atilde;e), que a agride durante a guerra contra Pilos. H&eacute;racles, fundador dos jogos ol&iacute;mpicos, derrota o pr&oacute;prio pai, Zeus, que entra na arena sob forma humana (41). Isqueno, gigante que se autossacrificou para fazer cessar a fome dizimadora, estaria enterrado na sede dos jogos, Ol&iacute;mpia, cuja tumba espantava os cavalos no contexto da corrida (42-3). No mar siciliano (Aus&ocirc;nio), H&eacute;racles elimina a cadela Cila, matadora-de-touros (44). O pai a ressuscita, queimando sua carne, a ela que n&atilde;o temia Pers&eacute;fone (49: deusa dos &iacute;nferos). Retomando argumento das<i> Traqu&iacute;nias</i> de S&oacute;focles, H&eacute;racles &eacute; morto por um morto, o centauro Nesso que, agonizante, entrega &agrave; esposa do her&oacute;i, como filtro amoroso, o veneno que o matar&aacute;, "ardil sem lan&ccedil;a " (50).    <br>   <a name="3a"></a><a href="#3b">3</a> Versos 52- 56: Profecias antigas referiam-se a tr&ecirc;s epis&oacute;dios da segunda derrota de Tr&oacute;ia: a&ccedil;&atilde;o de Neopt&oacute;lemo (53: e&aacute;cidas), a transfer&ecirc;ncia do ombro de marfim de P&eacute;lops, de Letrina para Tr&oacute;ia (55), e as flechas de H&eacute;racles entregues a Filoctetes: Teutareu concede a H&eacute;racles suas pr&oacute;prias flechas (56: por sin&eacute;doque: "penachos "), que as doa a Filoctetes.</font></p>      ]]></body>
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