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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MUNDO    <br> DIVULGA&Ccedil;&Atilde;O CIENT&Iacute;FICA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Programa brit&acirc;nico traz de gatos &agrave; astrof&iacute;sica</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>L&iacute;via Botin</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Voc&ecirc; sabe o que seu gato faz quando n&atilde;o est&aacute; por perto? Conhece seus h&aacute;bitos e costumes? Foram essas as perguntas que o document&aacute;rio <i>A vida secreta dos gatos,</i> do programa de divulga&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia da rede de televis&atilde;o p&uacute;blica do Reino Unido, Horizon BBC, buscou responder. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Produzido em parceria com os cientistas do Royal Veterinary College, o document&aacute;rio de 2013 alcan&ccedil;ou enorme sucesso. Mas ser&aacute; que programas como esse, sobre a vida dos animais dom&eacute;sticos, por exemplo, s&atilde;o mesmo divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica? Para o atual editor chefe do Horizon, Steve Crabtree, sim.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "Das pesquisas de Mary Higby Schweitzer sobre o DNA dos f&oacute;sseis de dinossauros ao mundo secreto dos gatos, buscamos explorar o universo da ci&ecirc;ncia com suas particularidades", afirmou ele em entrevista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A s&eacute;rie <i>Horizon</i> estreou na televis&atilde;o brit&acirc;nica em 1964 com o document&aacute;rio sobre o teorema de Buckminster Fuller <i>(The world of Buckminter Fuller) </i>e, desde ent&atilde;o, j&aacute; produziu mais de mil epis&oacute;dios. No in&iacute;cio, seu formato era a entrevista, mas, a partir dos anos 1990, adotou o document&aacute;rio, inserindo uma pergunta desafio que mobiliza os pesquisadores e jornalistas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Crabtree, al&eacute;m das mudan&ccedil;as de estilo e narrativa, o programa acompanhou as diferentes concep&ccedil;&otilde;es e vis&otilde;es sobre ci&ecirc;ncia. "Os document&aacute;rios dos anos 1960 tinham um tom entusiasta e confiante no desenvolvimento cient&iacute;fico. Mas, nas d&eacute;cadas seguintes, come&ccedil;aram a aparecer programas mais cr&iacute;ticos, que passaram a apontar, por exemplo, os impactos negativos da tecnologia no meio ambiente".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ainda segundo o editor, programas como o <i>Horizon </i>s&atilde;o necess&aacute;rios na sociedade democr&aacute;tica pois, al&eacute;m de informar, as s&eacute;ries sobre ci&ecirc;ncia, se benfeitas, problematizam e provocam a curiosidade e o envolvimento das pessoas com o tema. "Mais do que o fato, nos interessa contar uma boa hist&oacute;ria. Ela n&atilde;o precisa ser simpl&oacute;ria e pobre, ao contr&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Misturamos depoimentos de especialistas com imagens sobre suas pesquisas em desenvolvimento", completou.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Grande parte da comunidade  cient&iacute;fica brit&acirc;nica, no entanto,  acusa o programa de n&atilde;o citar  devidamente as fontes de  pesquisa e ignorar os passos  de uma descoberta cient&iacute;fica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Ao ser questionado, Crabtree  afirmou: "Evidente que estamos  mais interessados em mobilizar o  telespectador para a curiosidade  do que compreender a din&acirc;mica  da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, o que  n&atilde;o significa que n&atilde;o realizamos  um programa com certo rigor  aos padr&otilde;es pr&oacute;prios da ci&ecirc;ncia,  por exemplo, procuramos em  todo document&aacute;rio apresentar  diferentes vis&otilde;es sobre o tema  abordado", diz ele.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v68n1/a08fig01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>RECEITA DE SUCESSO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil  nem barato produzir esses  document&aacute;rios. A vida secreta  dos gatos, por exemplo, custou  cerca de 300 mil libras. Ao longo  do ano, a equipe de produ&ccedil;&atilde;o faz  cerca de 12 document&aacute;rios de  aproximadamente 50 minutos  sobre tr&ecirc;s grandes tem&aacute;ticas:  comportamento, medicina e  sa&uacute;de e astrof&iacute;sica, sendo dos  dois &uacute;ltimos os temas mais  pedidos. Segundo o editor chefe,  "os programas da <i>Horizon</i> t&ecirc;m  grande repercuss&atilde;o pelo mundo  – atualmente os programas de  maior audi&ecirc;ncia, com exce&ccedil;&atilde;o  de <i>A vida secreta dos gatos</i>, s&atilde;o  os sobre astrof&iacute;sica". Crabtree  possui uma equipe de oito  pessoas, entre pesquisadores e  editores, al&eacute;m disso pode usar  os jornalistas do Departamento  de Ci&ecirc;ncia da BBC, que totalizam  mais de trinta profissionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v68n1/a08fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "Procuramos investigar um  tema a partir de uma pesquisa  atual. Ent&atilde;o, convidamos os  pesquisadores envolvidos e,  juntamente com a nossa equipe,  realizamos um document&aacute;rio  sobre aquele assunto, apontando  as pesquisas que est&atilde;o sendo  realizadas e os primeiros  resultados". Al&eacute;m do Horizon, a  BBC possui um Departamento de  Jornalismo dedicado a pesquisar,  apurar e produzir mat&eacute;rias sobre  ci&ecirc;ncia - "&eacute; um andar inteiro do pr&eacute;dio reservado s&oacute; para eles,  com as melhores condi&ccedil;&otilde;es  que um jornalista da &aacute;rea de  divulga&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia poderia  desejar", conta Crabtree.</font></p>      ]]></body>
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