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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MUNDO    <br> TECNOLOGIA DA INFORMA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Servi&ccedil;os alternativos de transporte e loca&ccedil;&atilde;o de im&oacute;veis aumentam op&ccedil;&otilde;es de consumo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ricardo Manini</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na d&eacute;cada de 1930, a cidade de Nova York criou a obrigatoriedade de licen&ccedil;as para taxistas. Cerca de 12 mil licen&ccedil;as foram expedidas. Em 2010, a cidade era 1 milh&atilde;o de habitantes maior, mas o n&uacute;mero de licen&ccedil;as cresceu pouco - para 13 mil. Durante 80 anos, a oferta de t&aacute;xis n&atilde;o cresceu como a demanda.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse descompasso entre demanda e oferta, vis&iacute;vel nas ruas, fez com que muitos habitantes passassem a oferecer o servi&ccedil;o com seus pr&oacute;prios carros por meio do aplicativo Uber, criado em 2009. O Uber n&atilde;o diz que faz o servi&ccedil;o de t&aacute;xi, mas a similaridade &eacute; grande. Em pouco tempo, o n&uacute;mero de carros com esse servi&ccedil;o praticamente dobrou, chegando a 25 mil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os taxistas sentiram no bolso o aumento da oferta, j&aacute; que encontrar passageiros ficou mais dif&iacute;cil. O dono da maior cooperativa de t&aacute;xi da cidade, com mais de 860 licen&ccedil;as, assinou um pedido de fal&ecirc;ncia. Em 2015, em cidades como Rio de Janeiro, S&atilde;o Paulo, Londres e outras houve protestos, alguns violentos, de taxistas contra o aplicativo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para os passageiros, o Uber ajuda a encontrar transporte a um pre&ccedil;o mais acess&iacute;vel. Por meio do aplicativo, eles podem ler pequenos coment&aacute;rios sobre motoristas espec&iacute;ficos e, assim, contratar quem oferece um servi&ccedil;o de qualidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"&Eacute; imposs&iacute;vel que os taxistas e donos de cooperativas de t&aacute;xi pro&iacute;bam o Uber para sempre", afirma o economista e professor da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas Roberto Kanter. "O que pode acontecer s&atilde;o as cooperativas passarem a ter um servi&ccedil;o melhor, com maior qualidade, e assim conseguirem manter uma fatia desses consumidores", explica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre os grupos que ganham com o Uber e servi&ccedil;os similares est&atilde;o os que investiram para que o aplicativo fosse desenvolvido e funcionasse bem. Entre eles, est&atilde;o o Google, o site de busca chin&ecirc;s Baidu e o banco de investimentos Goldman Sachs. A cada corrida realizada por meio do aplicativo, uma parte do pagamento vai para esses investidores. Na pr&aacute;tica, portanto, o Uber transfere dinheiro dos donos das cooperativas de t&aacute;xis para os investidores da plataforma, grandes conglomerados que t&ecirc;m neg&oacute;cios em diversas &aacute;reas da economia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"O investidor est&aacute; atr&aacute;s de rentabilidade", diz Kanter. "Eles apostam em uma inova&ccedil;&atilde;o, e quem n&atilde;o inova, no caso os propriet&aacute;rios de cooperativas, tende a perder dinheiro". O mesmo se passa com o AirBNB, um site e aplicativo por meio do qual &eacute; poss&iacute;vel alugar apartamentos ou quartos em outras cidades por um pre&ccedil;o mais em conta do que em hot&eacute;is. Criado em agosto de 2008, o AirBNB foi inspirado no site CouchSurfing, no qual &eacute; poss&iacute;vel conseguir um lugar para dormir em diversas cidades sem ter que pagar por isso. Apesar da gratuidade da estadia, o site tamb&eacute;m &eacute; bancado por grandes investidores e n&atilde;o &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o sem fins lucrativos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de alguns protestos dos propriet&aacute;rios de redes hoteleiras em fun&ccedil;&atilde;o de seu surgimento, como a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira da Ind&uacute;stria de Hot&eacute;is (Abih), a repercuss&atilde;o esteve longe de ser t&atilde;o violenta como a dos taxistas em rela&ccedil;&atilde;o ao Uber. A raz&atilde;o talvez seja que o impacto do AirBNB sobre os hot&eacute;is foi muito menor do que o ocorrido no mercado dos t&aacute;xis. O AirBNB tem hoje cerca de um milh&atilde;o de quartos e apartamentos para serem alugados em diversos pa&iacute;ses. O n&uacute;mero de quartos de hot&eacute;is no mundo &eacute; de 21 milh&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">De acordo com artigo da soci&oacute;loga norte-americana Juliet Schor de 2015, "o &uacute;nico ponto novo dessa nova economia do compartilhamento &eacute; que ela mobiliza a tecnologia, os mercados e a 'sabedoria das multid&otilde;es' para fazer com que estranhos se encontrem".</font></p>      ]]></body>
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