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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b> ARTIGOS    <br>   ENSAIOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Panorama das pesquisas em ci&ecirc;ncia, sa&uacute;de e espiritualidade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Alexander Moreira-Almeida<sup>I</sup>; Giancarlo Lucchetti<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professor associado de psiquiatria e diretor do N&uacute;cleo de Pesquisas em Espiritualidade e Sa&uacute;de (Nupes) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Coordenador das Se&ccedil;&otilde;es de Espiritualidade e Psiquiatria da Associa&ccedil;&atilde;o Mundial de Psiquiatria e da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Psiquiatria. Email: <a href="mailto:alex.ma@ufjf.edu.br">alex.ma@ufjf.edu.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Professor adjunto de geriatria e co-diretor do Nupes da Faculdade de Medicina da UFJF</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As rela&ccedil;&otilde;es conflituosas ou amistosas entre religi&atilde;o/espiritualidade (R/E) e ci&ecirc;ncia t&ecirc;m sido uma &aacute;rea de crescente interesse acad&ecirc;mico e do p&uacute;blico em geral. Frequentemente &eacute; reafirmado que R/E e ci&ecirc;ncia/raz&atilde;o s&atilde;o, necessariamente, incompat&iacute;veis, estando em um eterno e inevit&aacute;vel conflito. Muitas vezes tamb&eacute;m se assume ser imposs&iacute;vel uma investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica da R/E. Ao longo do s&eacute;culo XX foi muitas vezes predito que a R/E desapareceria com o avan&ccedil;o da ci&ecirc;ncia e da raz&atilde;o. No entanto, essas cren&ccedil;as t&ecirc;m sido questionadas por uma ampla gama de bons estudos recentes no tema (1). Investiga&ccedil;&otilde;es populacionais pelo mundo mostram que a R/E se modificou, mas permanece sendo importante para a maioria da humanidade. No Brasil, 95% dos brasileiros declaram ter religi&atilde;o, 83% consideram religi&atilde;o muito importante para suas vidas e 37% frequentam um servi&ccedil;o religioso pelo menos uma vez por semana (2). Ao contr&aacute;rio do que se imagina, o n&iacute;vel educacional, a renda e a ra&ccedil;a n&atilde;o se associam de modo independente a indicadores de religiosidade. Em linha com o sincretismo brasileiro, 10% frequentam mais de uma religi&atilde;o (2).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos hist&oacute;ricos recentes de alta qualidade que investigaram fontes prim&aacute;rias t&ecirc;m mostrado, de modo convincente, que a ideia de um perene e inevit&aacute;vel conflito entre ci&ecirc;ncia e religi&atilde;o foi um mito hist&oacute;rico criado no final do s&eacute;culo XIX. As rela&ccedil;&otilde;es entre R/E e ci&ecirc;ncia s&atilde;o muito mais complexas, interessantes e frequentemente positivas do que muitas vezes se assume. Entre os "fatos" que se mostraram mitos hist&oacute;ricos est&atilde;o: a Idade M&eacute;dia como uma per&iacute;odo das trevas em que se proibia a dissec&ccedil;&atilde;o de cad&aacute;veres por raz&otilde;es religiosas e se acreditava que a Terra era plana, que Giordano Bruno foi morto por suas cren&ccedil;as cient&iacute;ficas e que a revolu&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica foi uma rea&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica materialista antirreligiosa. Ao longo da hist&oacute;ria, pelo menos desde a Gr&eacute;cia antiga, a explora&ccedil;&atilde;o filos&oacute;fica e cient&iacute;fica tem se mostrado intricada de modo complexo com a R/E. Essas rela&ccedil;&otilde;es foram por vezes tensas, mas foram sobretudo neutras ou harm&ocirc;nicas, havendo apoio e est&iacute;mulo a pesquisas por parte das cren&ccedil;as e institui&ccedil;&otilde;es religiosas (1; 3). Por exemplo a ampla maioria dos fundadores da ci&ecirc;ncia moderna (p.ex.: Bacon, Descartes, Galileu, Kepler Newton, Boyle) eram n&atilde;o apenas religiosos, como tinham motiva&ccedil;&otilde;es religiosas para promover a revolu&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e conduzirem suas pesquisas. Viam o estudo cient&iacute;fico da natureza como uma via privilegiada para conhecer "a sabedoria e intelig&ecirc;ncia do criador" (4). Dentro de uma vis&atilde;o hist&oacute;rica mais ampla, a predomin&acirc;ncia da postura de conflito entre R/E e ci&ecirc;ncia parecer ser uma exce&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica de um per&iacute;odo, que vai do final do s&eacute;culo XIX ao final do XX, em que houve um grande crescimento de investiga&ccedil;&otilde;es nessa &aacute;rea, que ser&atilde;o abordadas mais profundamente na se&ccedil;&atilde;o seguinte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse contexto, a conceitua&ccedil;&atilde;o de religi&atilde;o e espiritualidade &eacute; de grande import&acirc;ncia para essas pesquisas, proporcionando constantes debates. Para este artigo adotaremos as seguintes defini&ccedil;&otilde;es (5; 6): espiritualidade: rela&ccedil;&atilde;o com o sagrado, o transcendente (Deus, poder superior, realidade &uacute;ltima). Referente ao dom&iacute;nio do esp&iacute;rito, &agrave; dimens&atilde;o n&atilde;o material ou extraf&iacute;sica da exist&ecirc;ncia (Deus ou deuses, almas, anjos, dem&ocirc;nios); religi&atilde;o: sistema organizado de cren&ccedil;as e pr&aacute;ticas desenvolvidos para facilitar a proximidade com o transcendente. &Eacute; o aspecto institucional da espiritualidade. Religi&otilde;es s&atilde;o institui&ccedil;&otilde;es organizadas em torno da ideia de esp&iacute;rito. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos estudos em R/E e sa&uacute;de, s&atilde;o investigadas diversas dimens&otilde;es. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; espiritualidade pode-se avaliar o bem-estar religioso, estado de espiritualidade, experi&ecirc;ncias espirituais di&aacute;rias, necessidades espirituais, dentre outros. J&aacute; as dimens&otilde;es de religiosidade mais comumente investigadas e habitualmente associadas a melhores indicadores de sa&uacute;de s&atilde;o (7; 8): a)organizacional: frequ&ecirc;ncia a servi&ccedil;os religiosos p&uacute;blicos como missas e cultos; b) privada: pr&aacute;ticas privadas como ora&ccedil;&otilde;es e leituras religiosas; c) <i>coping </i>religioso: estrat&eacute;gias R/E utilizadas por uma pessoa para se adaptar a circunst&acirc;ncias adversas ou estressantes de vida. O <i>coping</i> pode ser positivo ou negativo, conforme estiver associado a indicadores de melhor ou de pior sa&uacute;de. Diversos estudos mostram que o <i>coping</i> religioso positivo &eacute; usado bem mais frequentemente que o negativo; d) orienta&ccedil;&atilde;o religiosa: pode ser intr&iacute;nseca, onde as pessoas t&ecirc;m na religi&atilde;o seu bem maior, outras necessidades s&atilde;o vistas como de menor import&acirc;ncia e colocadas em harmonia com sua cren&ccedil;a religiosa. A orienta&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca est&aacute; habitualmente associada &agrave; personalidade e estado mental saud&aacute;veis. Ou pode ser extr&iacute;nseca, onde a religi&atilde;o &eacute; um meio utilizado para obter outros fins ou interesses, para obter seguran&ccedil;a e consolo, sociabilidade e distra&ccedil;&atilde;o, status e auto-absolvi&ccedil;&atilde;o. Nesse caso, abra&ccedil;ar uma cren&ccedil;a &eacute; uma forma de apoio ou obten&ccedil;&atilde;o de necessidades imediatas ou mais prim&aacute;rias. Como afirmou Gordon Alport, psic&oacute;logo de Harvard que criou essas categorias, enquanto na religiosidade intr&iacute;nseca o indiv&iacute;duo busca servir a Deus, na extr&iacute;nseca ele busca ser servido por Ele (9).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PESQUISAS E CEN&Aacute;RIO MUNDIAL EM SA&Uacute;DE E ESPIRITUALIDADE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas v&ecirc;m corroborando com a influ&ecirc;ncia da R/E em desfechos em sa&uacute;de em geral. Em um levantamento bibliom&eacute;trico recente do banco de artigos Pubmed (10), foram encontrados mais de 30 mil artigos publicados com os unitermos (spiritual* ou religio*) nos &uacute;ltimos 15 anos, sendo estimado que pelo menos 7 artigos novos sobre a tem&aacute;tica s&atilde;o publicados por dia. Da mesma forma, Koenig (5) encontrou um grande crescimento nas publica&ccedil;&otilde;es de artigos originais em R/E, sendo que apenas na &uacute;ltima d&eacute;cada (2000 a 2010) foram publicados mais artigos que antes do ano 2000.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas, as pesquisas sobre R/E evidenciam grande influ&ecirc;ncia dessa dimens&atilde;o na sa&uacute;de f&iacute;sica e mental dos indiv&iacute;duos (5). No intuito de fazer um breve resumo sobre esse campo de pesquisa, optamos por colocar resultados de algumas revis&otilde;es sistem&aacute;ticas e meta-an&aacute;lises que compilaram as principais evid&ecirc;ncias (5; 11-19). A grande maioria dos estudos mostra que a R/E possui efeitos favor&aacute;veis nos desfechos em sa&uacute;de, como melhor qualidade de vida, maior sobrevida, melhor sa&uacute;de mental, maior preocupa&ccedil;&atilde;o com a pr&oacute;pria sa&uacute;de e menor preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as em geral (5; 11). Entretanto, &eacute; necess&aacute;rio lembrar que a R/E pode tamb&eacute;m ser negativa e estar associada a piores desfechos (como pior sa&uacute;de mental e maior mortalidade), principalmente se estiver associada a pensamentos punitivos ("Deus est&aacute; me castigando", "Deus n&atilde;o me ama", dentre outros)(20). A identifica&ccedil;&atilde;o da forma com que o paciente utiliza sua R/E (positiva ou negativa) &eacute; essencial para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica do profissional de sa&uacute;de (21).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nota-se, ainda, que a maior parte dos estudos avalia temas relacionados a sa&uacute;de mental e bem-estar, fato este j&aacute; constatado por alguns autores que apontam que pelo menos 80% dos estudos publicados s&atilde;o dessa tem&aacute;tica (5). As evid&ecirc;ncias nessa &aacute;rea contrastam a vis&atilde;o de alguns psiquiatras famosos do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX que acreditavam que a religi&atilde;o estaria associada a neuroses (7). Os estudos apontam para menores preval&ecirc;ncias de depress&atilde;o, tentativas de suic&iacute;dio, uso e abuso de subst&acirc;ncias, delinqu&ecirc;ncia, estresse, ansiedade, dentre outros (21). Da mesma forma, estudos indicam maiores taxas de remiss&atilde;o em doen&ccedil;as psiqui&aacute;tricas para pessoas com maiores cren&ccedil;as religiosas e espirituais e um grande n&uacute;mero de estudos sustenta a evid&ecirc;ncia de que a R/E teria efeitos ben&eacute;ficos em medidas de bem-estar, como autoestima, esperan&ccedil;a, felicidade e otimismo (5). Existem ainda evid&ecirc;ncias de que pessoas com maior R/E s&atilde;o mais cuidadosas com sua sa&uacute;de e tendem a participar mais de rastreios e campanhas preventivas, al&eacute;m de geralmente adotarem comportamentos mais saud&aacute;veis (5).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o a estudos na &aacute;rea de sa&uacute;de f&iacute;sica, as principais evid&ecirc;ncias est&atilde;o relacionadas a menor mortalidade em pessoas com maiores n&iacute;veis de R/E. De acordo com tr&ecirc;s revis&otilde;es sistem&aacute;ticas recentes, estima-se que essa redu&ccedil;&atilde;o possa ser de 18 a 25% (14; 15; 22) e que esse efeito seria compar&aacute;vel a outras interven&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de (22). Entretanto, destaca-se que mesmo outras morbidades como hipertens&atilde;o, acidentes vasculares encef&aacute;licos, s&iacute;ndromes demenciais, desfechos em cirurgias card&iacute;acas e diabetes ainda apresentam mais resultados favor&aacute;veis que desfavor&aacute;veis (11).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos &uacute;ltimos anos existe uma preocupa&ccedil;&atilde;o dos autores na &aacute;rea em transpor os dados dos estudos observacionais para a pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Entretanto, ainda existem questionamentos quanto &agrave; aplicabilidade desses dados e &agrave;s reais evid&ecirc;ncias de interven&ccedil;&otilde;es que estimulem a dimens&atilde;o espiritual ou religiosa (23). Revis&otilde;es sistem&aacute;ticas que avaliaram interven&ccedil;&otilde;es religiosas e espirituais tiveram resultados promissores como, por exemplo, menor ansiedade e menor depress&atilde;o (em alguns contextos espec&iacute;ficos)(17), menos dor, melhor funcionalidade (18) e melhor qualidade de vida em pacientes com c&acirc;ncer (19), refor&ccedil;ando o papel da R/E na pr&aacute;tica cl&iacute;nica. Entretanto, apesar de j&aacute; existir um grande n&uacute;mero de estudos e evid&ecirc;ncias sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre R/E e sa&uacute;de, os mecanismos que seriam mediadores dessa associa&ccedil;&atilde;o ainda n&atilde;o s&atilde;o totalmente compreendidos. Apresentamos alguns dos poss&iacute;veis mecanismos para os desfechos encontrados: pessoas com maiores n&iacute;veis de R/E tiveram menores n&iacute;veis de cortisol, de prote&iacute;na C reativa e de fibrinog&ecirc;nio, maiores n&iacute;veis e menores decr&eacute;scimos de CD4 e carga viral em portadores do v&iacute;rus HIV, maior controle auton&ocirc;mico (simp&aacute;tico e parassimp&aacute;tico) e menor reatividade press&oacute;rica (24).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Esses mecanismos parecem ser mediadores parciais da rela&ccedil;&atilde;o R/E e desfechos em sa&uacute;de, sendo necess&aacute;rios mais estudos para uma maior compreens&atilde;o dessa rela&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com base nos achados das investiga&ccedil;&otilde;es em R/E e sa&uacute;de, diversas institui&ccedil;&otilde;es como a Associa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica Americana e a Comiss&atilde;o Conjunta de Acredita&ccedil;&atilde;o de Hospitais (JCAHO), dos Estados Unidos, reconhecem que a R/E deve ser levada em conta para uma boa pr&aacute;tica cl&iacute;nica, interessada em uma avalia&ccedil;&atilde;o global do paciente. Neste sentido, as associa&ccedil;&otilde;es mundial, americana, brasileira, alem&atilde;, brit&acirc;nica e sulafricana de psiquiatria, bem como a Associa&ccedil;&atilde;o Americana de Psicologia possuem se&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas de R/E e ressaltam a import&acirc;ncia de reconhecer e avaliar a R/E do paciente (21). Diversos centros universit&aacute;rios possuem grupos de pesquisa que investigam esse tema (como as universidades de Duke, Harvard, e de Johns Hopkins) e diversas escolas m&eacute;dicas internacionais trazem esse conte&uacute;do em seu curr&iacute;culo (90% nos Estados Unidos e 59% na Gr&atilde;-Bretanha) (25).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PANORAMA NO BRASIL E TRABALHO DO NUPES </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil tem se destacado no cen&aacute;rio internacional da pesquisa em R/E. Enquanto o pa&iacute;s est&aacute; em 13º lugar no ranking internacional de publica&ccedil;&otilde;es na base Scopus (<a href="http://www.scimagojrcom" target="_blank">www.scimagojrcom</a>), se destaca em 5º lugar nos artigos em medicina, psicologia e enfermagem com a tem&aacute;tica R/E nos &uacute;ltimos cinco anos. Atr&aacute;s apenas dos EUA, Reino Unido, Canad&aacute; e Austr&aacute;lia (conforme levantamento realizado pelos autores no dia 14 de outubro de 2015). A medicina aparece com mais artigos, 139, seguida da enfermagem, 85, e psicologia, 44. As universidades com mais publica&ccedil;&otilde;es foram USP, UFJF, Unifesp, UFSC, Unifenas, UFRGS, UFPB e UFC. Este interesse acad&ecirc;mico brasileiro em R/E se reflete tamb&eacute;m no impacto de publica&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea. Um suplemento especial em espiritualidade e sa&uacute;de publicado pela <i>Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica</i> em 2007 (26) j&aacute; foi acessado mais de 330 mil vezes no SciELO (biblioteca eletr&ocirc;nica de revistas cient&iacute;ficas), sendo o fasc&iacute;culo mais acessado dentre os publicados nos &uacute;ltimos dez anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tem havido, tamb&eacute;m, um crescimento de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o com disciplinas em R/E. Em um levantamento recente, 10.4% das escolas m&eacute;dicas brasileiras possu&iacute;am cursos eletivos ou obrigat&oacute;rios de R/E e mais de 40% vinculavam esse conte&uacute;do para a gradua&ccedil;&atilde;o (25). Dos diretores das escolas m&eacute;dicas brasileiras 54% acreditavam que esse assunto &eacute; importante para ser ensinado em faculdades de medicina (25). Uma vez que se trata de uma tem&aacute;tica cuja abordagem costuma ser fortemente interdisciplinar, diversos grupos de pesquisa brasileiros t&ecirc;m reunido pesquisadores das mais diversas &aacute;reas. Nesse sentido, compartilhamos a experi&ecirc;ncia dos autores do presente artigo &agrave; frente do N&uacute;cleo de Pesquisas em Espiritualidade e Sa&uacute;de da Faculdade de Medicina (Nupes) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Esse n&uacute;cleo foi criado em 2006 e re&uacute;ne pesquisadores da medicina, psicologia, neuroci&ecirc;ncia, enfermagem, fisioterapia, hist&oacute;ria, filosofia e sociologia, sendo respons&aacute;vel por orienta&ccedil;&otilde;es de mestrado e doutorado nas &aacute;reas de medicina, sa&uacute;de coletiva e psicologia. Basicamente atua em tr&ecirc;s linhas de pesquisa: Epidemiologia da Religiosidade e Sa&uacute;de, Experi&ecirc;ncias Religiosas e Espirituais, Hist&oacute;ria e Filosofia das Pesquisas sobre Espiritualidade (<a href="http://www.ufjf.br/nupes" target="_blank">www.ufjf.br/nupes</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recentemente, o Nupes, impulsionado pelo debate p&uacute;blico sobre ci&ecirc;ncia e religi&atilde;o, que muitas vezes &eacute; tomado por posi&ccedil;&otilde;es extremadas (religiosos anticient&iacute;ficos e cientistas antirreligiosos), que n&atilde;o refletem o melhor da discuss&atilde;o acad&ecirc;mica na &aacute;rea, optou pela cria&ccedil;&atilde;o da TV Nupes, um canal bil&iacute;ngue (ingl&ecirc;s e portugu&ecirc;s) no YouTube (<a href="http://www.youtube.com/nupesufjf" target="_blank">www.youtube.com/nupesufjf</a>) que, semanalmente, divulga v&iacute;deos curtos (3 a 5 minutos) com informa&ccedil;&otilde;es de qualidade e acess&iacute;veis ao p&uacute;blico sobre pesquisas na interface ci&ecirc;ncia e R/E. Em pouco mais de um ano, j&aacute; ultrapassou 90 mil visualiza&ccedil;&otilde;es em mais de 130 pa&iacute;ses. O principal objetivo desse canal &eacute; proporcionar uma maior divulga&ccedil;&atilde;o dos debates acad&ecirc;micos de qualidade sobre as m&uacute;ltiplas, complexas e muitas vezes frut&iacute;feras inter-rela&ccedil;&otilde;es entre ci&ecirc;ncia e religi&atilde;o, que podem auxiliar a melhorar o n&iacute;vel do entendimento p&uacute;blico do tema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de atualmente existir um robusto e consistente corpo de evid&ecirc;ncia sobre o impacto (habitualmente positivo, mas tamb&eacute;m, por vezes, negativo) sobre a sa&uacute;de, ainda h&aacute; v&aacute;rios desafios que se colocam como &aacute;reas priorit&aacute;rias de investiga&ccedil;&atilde;o, podendo-se destacar (27): i) expandir os estudos para uma maior diversidade cultural e geogr&aacute;fica, j&aacute; que a maioria deles foi realizada na Am&eacute;rica do Norte e Europa; ii) investigar os mecanismos pelos quais a R/E impacta a sa&uacute;de; iii) desenvolver m&eacute;todos eficazes e eticamente adequados para a integra&ccedil;&atilde;o da R/E na pr&aacute;tica cl&iacute;nica e nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento em sa&uacute;de; iv) investigar as experi&ecirc;ncias espirituais, suas origens e diferencia&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos transtornos mentais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Brasil tem se consolidado como um ator relevante nesse vasto campo de investiga&ccedil;&atilde;o e, gra&ccedil;as &agrave; sua popula&ccedil;&atilde;o com diversidade e altos n&iacute;veis de R/E e um crescente n&uacute;mero de pesquisadores bem treinados, tem condi&ccedil;&otilde;es de auxiliar de modo significativo na explora&ccedil;&atilde;o dessa fascinante e desafiadora faceta da experi&ecirc;ncia humana.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Numbers, R. L.. "Mitos e verdades em ci&ecirc;ncia e religi&atilde;o: uma perspectiva hist&oacute;rica". <i>Rev. Psiquiatr. Cl&iacute;n.,</i> vol.36. 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Moreira-Almeida, A.; Pinsky, I.; Zaleski, M.; Laranjeira, R. "Religious involvement and sociodemographic factors: a Brazilian national survey". <i>Rev. Psiquiatr. Cl&iacute;n,</i> vol. 37, pp.12-15. 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Harrison, P. <i>The Cambridge companion to science and religion.</i> Cambridge University Press, 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Osler, M. In: <i>Galileo goes to jail and other myths about science and religion,</i> R. L. Numbers, Ed. Harvard University Press, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Koenig, H.G. "Religion, spirituality, and health: the research and clinical implications". <i>ISRN Psychiatry,</i> 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Hufford, D.I. An analysis of the field of spirituality, religion and health (S/RH). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.metanexus.net/archive/templetonadvancedresearchprogram/pdf/TARP-Hufford.pdf" target="_blank">www.metanexus.net/archive/templetonadvancedresearchprogram/pdf/TARP-Hufford.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Moreira-Almeida, A.; Stroppa, A. "Espiritualidade e sa&uacute;de mental: o que as evid&ecirc;ncias mostram?". <i>Revista Debates em Psiquiatria</i> vol. 2, pp.34-41. 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Lucchetti, G.; Lucchetti, A. L.; Vallada, H. "Measuring spirituality and religiosity in clinical research: a systematic review of instruments available in the portuguese language". <i>S&atilde;o Paulo Medical Journal,</i> vol. 131, pp.112-122. 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Allport, G. W. "The religious context of prejudice". <i>J. Sci. Study Relig.,</i> Vol.5, pp.447-457. 1966.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Lucchetti, G.; Lucchetti, A. L. "Spirituality, religion, and health: over the last 15 years of field research (1999-2013)". <i>Int. J. Psychiatry Med.,</i> vol. 48:199-215. 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Lucchese, F. A.; Koenig, H. G. "Religion, spirituality and cardiovascular disease: research, clinical implications, and opportunities in Brazil". <i>Revista Brasileira de Cirurgia Cardiovascular: &oacute;rg&atilde;o oficial da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular</i>, vol.28, pp.103-128. 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Bai, M.; Lazenby, M. "A systematic review of associations between spiritual well-being and quality of life at the scale and factor levels in studies among patients with cancer". <i>J.Palliat. Med.,</i> vol. 18, pp.286-298. 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Sawatzky, R.; Ratner, P. A.; Chiu, L. "A meta-analysis of the relationship between spirituality and quality of life". <i>Social Indicators Research,</i> vol. 72, pp.153-188. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Chida, Y.; Steptoe, A.; Powell, L. H. "Religiosity/spirituality and mortality". <i>Psychotherapy and Psychosomatics,</i> vol. 78, pp.81-90. 2009.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. McCullough, M. E.; Hoyt, W. T.; Larson, D. B.; Koenig, H. G.; Thoresen, C. "Religious involvement and mortality: a meta-analytic review". <i>Health Psychology,</i> vol.19, pp.211-222. 2000.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Jim, H. S.; <i>etal.</i> "Religion, spirituality, and physical health in cancer patients: a meta-analysis". <i>Cancer,</i> vol.121 (21). 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Goncalves, J. P.; Lucchetti, G.; Menezes, P. R.; Vallada, H. "Religious and spiritual interventions in mental health care: a systematic review and meta-analysis of randomized controlled clinical trials". <i>Psychological Medicine</i>, pp.1-13. 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Oh, P. J.; Kim, Y. H. "Meta-analysis of spiritual intervention studies on biological, psychological, and spiritual outcomes". <i>J. Korean Acad. Nurs.,</i> vol. 42, pp.833-842. 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Kruizinga, R.; Hartog, I. D.; Jacobs, M.; Daams, J. G.; Scherer-Rath, M.; Schilderman, J. B.; Sprangers, M. A.; Van Laarhoven, H. W. "The effect of spiritual interventions addressing existential themes using a narrative approach on quality of life of cancer patients: a systematic review and meta-analysis". <i>Psychooncology.</i> 2015.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Pargament, K. I.; Koenig, H.G.; Tarakeshwar, N.; Hahn, J. "Religious struggle as a predictor of mortality among medically ill elderly patients: a 2-year longitudinal study". <i>Archives of Internal Medicine,</i> vol. 161, pp.1881-1885. 2001.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Moreira-Almeida, A.; Koenig, H.G.; Lucchetti, G. "Clinical implications of spirituality to mental health: review of evidence and practical guidelines". <i>Rev.Bras. Psiq</i>., vol. 36, pp.176-182. 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Lucchetti, G.; Lucchetti, A. L.; Koenig, H. G. "Impact of spirituality/religiosity on mortality: comparison with other health interventions". <i>Explore,</i> vol.7, pp. 234-238. 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Sloan, R. P.; Bagiella, E.; Powell, T. "Religion, spirituality, and medicine". <i>Lancet, </i>vol. 353, pp.664-667. 1999.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Lucchetti, G.; Granero, A.L.; Bassi, R.M.; Latorraca, R.; Nacif, S.A. P.. "Espiritualidade na pr&aacute;tica cl&iacute;nica: o que o cl&iacute;nico deve saber? <i>Rev. Bras. Clin. Med.,</i> vol.8 (2), pp.154-158. 2010.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Lucchetti, G.; Lucchetti, A. L.; Espinha, D. C.; Oliveira, L. R. de; Leite, J. R; Koenig, H. G." Spirituality and health in the curricula of medical schools in Brazil". <i>BMC Medical Education</i>, vol. 12, 78. 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Moreira-Almeida, A. "Espiritualidade e sa&uacute;de: passado e futuro de uma rela&ccedil;&atilde;o controversa e desafiadora". <i>Rev. Psiquiat. Cl&iacute;n.,</i> vol. 34, pp.3-4. 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Moreira-Almeida, A. "Religion and health: the more we know the more we need to know". <i>World Psychiatry (WPA),</i> vol. 12, pp.37-38. 2013.    </font></p>      ]]></body><back>
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