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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOT&Iacute;CIAS DO BRASIL    <br>   URBANISMO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ciclovias ajudam a humanizar espa&ccedil;o urbano</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Juan Costa</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na Alemanha nazista, no auge da Segunda Guerra Mundial, surgiu a necessidade de abrir mais espa&ccedil;o para os ve&iacute;culos automotivos. Com muitos ciclistas, as bicicletas viraram um empecilho, for&ccedil;ando a cria&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o exclusivo para elas - talvez as primeiras ciclovias do mundo. Mas, se na d&eacute;cada de 1940 os ve&iacute;culos eram prioridade, hoje, o uso de bicicletas -e as ciclovias - surge como uma das principais alternativas para melhorar a qualidade de vida nas grandes metr&oacute;poles. Para se ter uma ideia, dados da Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) revelam que, em 2014, a frota do estado de S&atilde;o Paulo (com mais de 15 milh&otilde;es de ve&iacute;culos) foi respons&aacute;vel pela emiss&atilde;o de 417 mil toneladas de mon&oacute;xido de carbono (CO), entre outros poluentes. A quantidade de emiss&otilde;es tem diminu&iacute;do ao longo dos &uacute;ltimos anos, mas ainda representa um forte impacto na qualidade do ar, especialmente na regi&atilde;o metropolitana de S&atilde;o Paulo, que comporta aproximadamente metade da frota do estado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando pol&iacute;ticas p&uacute;blicas incentivam o uso de bicicletas como meio de transporte para curtas e m&eacute;dias dist&acirc;ncias, um novo panorama se abre. Para o ciclista Roberson Miguel, as ciclovias s&atilde;o uma forma de colocar mais pessoas nas ruas, permitindo reocupar um espa&ccedil;o que &eacute; de todos, mas que &eacute; tomado quase que exclusivamente pelos carros. Para ele, que utiliza a bicicleta como meio de transporte h&aacute; cinco anos, as ciclovias colaboram com um resgate da cidadania, integrando uma parcela da popula&ccedil;&atilde;o em uma pol&iacute;tica p&uacute;blica que at&eacute; ent&atilde;o privilegiava uma classe social. Entretanto, "o ideal seria levar as ciclovias at&eacute; a periferia, onde o uso de bicicleta sempre foi mais intenso", afirma.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/cic/v68n2/a05fig01.jpg"><img src="/img/revistas/cic/v68n2/a05fig01thumb.jpg">    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Clique para ampliar</font></a><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa tamb&eacute;m &eacute; opini&atilde;o de Camila D'Ottaviano, arquiteta e urbanista da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP). Segundo ela, &eacute; importante pensar numa malha ciclovi&aacute;ria que cubra toda a &aacute;rea urbanizada da cidade, de norte a sul e de leste a oeste, n&atilde;o apenas nas regi&otilde;es mais centrais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESIST&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a cidade de S&atilde;o Paulo buscam ampliar a malha ciclovi&aacute;ria e incrementar a ocupa&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os p&uacute;blicos pela popula&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o sem resist&ecirc;ncias. A inaugura&ccedil;&atilde;o da ciclovia em junho de 2015 e o fechamento da avenida Paulista para carros aos domingos dividiram os paulistanos. "Penso que, como qualquer coisa nova, as ciclovias devem passar por ajustes depois de algum tempo de funcionamento", acredita D'Ottaviano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a ciclovia da Paulista s&atilde;o 307 quil&oacute;metros de corredores para bicicletas na capital, boa parte deles constru&iacute;da na gest&atilde;o do atual prefeito Fernando Haddad. Al&eacute;m de S&atilde;o Paulo, outras cidades do pa&iacute;s que tamb&eacute;m investiram em malhas ciclovi&aacute;rias s&atilde;o Bras&iacute;lia, com 450 quil&oacute;metros de ciclovias, a maior pa&iacute;s, e o Rio de Janeiro, com 400 quil&oacute;metros.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na opini&atilde;o do especialista em mobilidade urbana, editor do portal <i>Mobilize Brasil,</i> Marcos Sousa, quando qualquer prefeito, em qualquer cidade do mundo, come&ccedil;a a tirar espa&ccedil;o do carro e estimular outras formas de mobilidade - coletivos, ciclovias, cal&ccedil;adas mais largas e, portanto, ruas mais estreitas - as rea&ccedil;&otilde;es s&atilde;o sempre pol&ecirc;micas, mesmo que os dados estat&iacute;sticos mostrem as vantagens de tais mudan&ccedil;as. "Isso aconteceu na Holanda dos anos 1970, na Dinamarca dos anos 1990, em Nova York agora em 2010-2014, e est&aacute; ocorrendo em toda a parte", exemplifica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MAIS HUMANAS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Sousa, a cidade mais humana &eacute; aquela na qual as pessoas podem trabalhar, estudar e se divertir sem a necessidade de usar sistemas de transportes que demandem energia externa, como carros, &oacute;nibus, trens e metr&oacute;s. "O ideal seria ter todas as suas necessidades atendidas num raio de, no m&aacute;ximo, tr&ecirc;s a cinco quil&oacute;metros, de forma que as viagens cotidianas pudessem ser feitas a p&eacute; ou de bicicleta", explica Sousa. Na opini&atilde;o dele, as cidades seriam mais limpas, emitiriam menos poluentes, menos ru&iacute;do e teriam mais espa&ccedil;o para que as pessoas possam desfrutar, com ruas e pra&ccedil;as para descansar, brincar e at&eacute; mesmo trabalhar ao ar livre. "Cidades assim s&atilde;o tamb&eacute;m mais competitivas, atraem as melhores empresas e os profissionais mais brilhantes", faz quest&atilde;o de ressaltar o especialista.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DIVIDINDO O ESPA&Ccedil;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pelo C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito brasileiro, carros e bicicletas t&ecirc;m os mesmos direitos quando se trata de ocupar as ruas das cidades. A exce&ccedil;&atilde;o &eacute; feita apenas quando a pista for de alta velocidade ou se houver um espa&ccedil;o destinado &agrave;s bicicletas, como ciclovias, ciclofaixas ou ciclorrotas. A ciclovia &eacute; um espa&ccedil;o f&iacute;sico separado da rua. A ciclofaixa &eacute; uma pintura na rua, geralmente em vermelho, com algum tipo de sinaliza&ccedil;&atilde;o separando seu limite da pista. J&aacute; a ciclorrota n&atilde;o possui nenhuma demarca&ccedil;&atilde;o especial, consiste em um conjunto de informa&ccedil;&otilde;es sobre rotas mais favor&aacute;veis para a locomo&ccedil;&atilde;o de ciclistas na pista comum.</font></p>      ]]></body>

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