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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Atividade física e jogos olímpicos: reflexões a partir de Londres 2012 e Rio 2016]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OLIMP&Iacute;ADAS    <br>   ARTIGOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nta"></a><b>Atividade f&iacute;sica e jogos ol&iacute;mpicos: reflex&otilde;es a partir de Londres 2012 e Rio 2016<a href="#nt"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Billy Graeff<sup>I</sup>; Paul Bretherton<sup>III</sup>; Joe Piggin<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professor da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e doutorando na Universidade de Loughborough, Inglaterra. Atualmente suas pesquisas est&atilde;o focadas em megaeventos esportivos e no esporte internacional    <br>   <sup>II</sup>Professor da Universidade de Loughborough, leciona sobre pol&iacute;ticas de esporte e coordena o mestrado em gest&atilde;o esportiva    <br>   <sup>III</sup>Defendeu sua tese de doutorado na Universidade de Loughborough sobre a responsabilidade social corporativa e sua rela&ccedil;&atilde;o com os Jogos Ol&iacute;mpicos de 2012, em Londres. Atualmente suas pesquisas est&atilde;o focadas nas rela&ccedil;&otilde;es entre as Olimp&iacute;adas e aspectos ligados &agrave; sa&uacute;de</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s a inclus&atilde;o do conceito de "legado" na Carta Ol&iacute;mpica em 2002 (1), os pa&iacute;ses anfitri&otilde;es dos Jogos Ol&iacute;mpicos passaram a demonstrar uma expectativa crescente de que o evento deixasse um legado social positivo para a comunidade que o recebe. Cada vez mais, a resposta a tal expectativa baseia-se, pelo menos em parte, no entendimento de que o evento tem a capacidade de aumentar a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica junto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s anfitri&atilde;o. Isso se deve &agrave; suposi&ccedil;&atilde;o de que as disputas esportivas de alto rendimento, exibidas durante os Jogos, ir&atilde;o incentivar - ou "inspirar" - mais pessoas a ter uma pr&aacute;tica regular de atividades f&iacute;sicas e esportivas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo faz uma an&aacute;lise da pol&iacute;tica e da ret&oacute;rica de legado para a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica, empregada em rela&ccedil;&atilde;o aos Jogos Ol&iacute;mpicos de Londres, em 2012, e do Rio de Janeiro, em 2016 - as duas primeiras cidades anfitri&atilde;s dos Jogos Ol&iacute;mpicos de Ver&atilde;o a serem selecionadas ap&oacute;s a incorpora&ccedil;&atilde;o formal do conceito "legado" na Carta Ol&iacute;mpica de 2002. A intera&ccedil;&atilde;o entre os fatores colocados acima e os respectivos contextos sociais e culturais no Reino Unido e no Brasil oferecem uma perspectiva &uacute;til para analisar um aspecto cada vez mais proeminente das raz&otilde;es contempor&acirc;neas para sediar os Jogos Ol&iacute;mpicos -, bem como as implica&ccedil;&otilde;es mais amplas que o caso do legado de pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica pode ter para todas as formas de legado que s&atilde;o enfatizadas pelos anfitri&otilde;es desses eventos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>JOGOS OL&Iacute;MPICOS DE LONDRES 2012: "INSPIRAR UMA GERA&Ccedil;&Atilde;O" </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Citando Londres 2012 como a "melhor oportunidade em uma gera&ccedil;&atilde;o para encorajar as pessoas a serem mais ativas fisicamente" (2), os planos oficiais do governo do Reino Unido para o legado dos Jogos Ol&iacute;mpicos afirmavam que:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>    <p>A primeira prioridade dos Jogos &eacute; fazer do Reino Unido um l&iacute;der mundial nos esportes. Esperamos que as pessoas se tornem cada vez mais ativas, com o objetivo de vermos dois milh&otilde;es de pessoas se tornarem mais ativas at&eacute; 2012, atrav&eacute;s de investimentos focados em nossa infraestrutura esportiva e melhor apoio e informa&ccedil;&atilde;o para os que querem praticar atividade f&iacute;sica (3).</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, Girginov e Hills  alertam que para obter um aumento de participa&ccedil;&atilde;o nessa escala seria necess&aacute;rio lidar de maneira bem sucedida com "estruturas sociais profundamente enraizadas" (4) e, de fato, evid&ecirc;ncias acad&ecirc;micas indicam, cada vez mais, que essas metas s&atilde;o pouco realistas. V&aacute;rios autores, por exemplo, conclu&iacute;ram que n&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncias suficientes para corroborar que Londres 2012 tenha sido um meio de promover a pr&aacute;tica esportiva ou atividade f&iacute;sica (5-7), e que qualquer tentativa de atingir esse objetivo deveria passar por um esfor&ccedil;o coordenado maior em que os Jogos representassem parte de uma estrat&eacute;gia mais ampla de pr&aacute;tica esportiva e atividade f&iacute;sica (7). Mesmo para chegar perto do aumento pretendido de dois milh&otilde;es de pessoas mais ativas em 2012, seria necess&aacute;rio um esfor&ccedil;o coletivo fenomenal, tanto por parte dos organizadores do evento quanto por uma gama consider&aacute;vel de organiza&ccedil;&otilde;es locais, esportivas e de sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tal esfor&ccedil;o n&atilde;o se concretizou, e a diretora executiva de Esportes da Inglaterra, Jennie Price, anunciou, em 2011, o abandono das metas de participa&ccedil;&atilde;o estabelecidas em 2008:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>    <p>Estou muito decepcionada porque temos somente 111.000 pessoas a mais praticando esportes quando cont&aacute;vamos com 1 milh&atilde;o, mas temos de ser realistas sobre o clima em que estamos trabalhando. Jeremy Hunt &#91;o secret&aacute;rio da Cultura&#93; j&aacute; disse que n&atilde;o acredita que a meta de 1 milh&atilde;o seja a medida certa de participa&ccedil;&atilde;o imediatamente ap&oacute;s os Jogos Ol&iacute;mpicos, mas acho que teremos uma boa medida de participa&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s um ano ou dois, e teremos um salto por causa dos Jogos Ol&iacute;mpicos (8).</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O argumento de Price toca em dois fatores importantes, citados acima, para o fracasso do legado da participa&ccedil;&atilde;o em massa da popula&ccedil;&atilde;o. Em primeiro lugar, a men&ccedil;&atilde;o ao "clima" se refere &agrave; crise financeira no final dos anos 2000, com o pressuposto de que ela teve um impacto direto sobre o acesso ao esporte e &agrave; atividade f&iacute;sica. Em segundo lugar, o questionamento da escala de tempo na qual as metas de participa&ccedil;&atilde;o de 2008 foram estabelecidas destaca uma quest&atilde;o mais ampla da avalia&ccedil;&atilde;o do legado ol&iacute;mpico, que para alguns autores requer um per&iacute;odo de 15 a 20 anos para ser medido satisfatoriamente (9).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o abandono oficial dos objetivos de participa&ccedil;&atilde;o em massa de 2008, o foco da proposta de legado esportivo foi restringido aos jovens. Mais uma vez, o contexto econ&ocirc;mico mais amplo teve um papel central na explica&ccedil;&atilde;o dada pelo ent&atilde;o secret&aacute;rio de Cultura Jeremy Hunt:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>    <p>Eu acho que &eacute; razo&aacute;vel perguntar se, com recursos t&atilde;o limitados, focar na participa&ccedil;&atilde;o de adultos seria um uso adequado do dinheiro dos contribuintes, quando na verdade o que queremos &eacute; fazer com que jovens adquiram um h&aacute;bito para a vida toda (10).</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse racioc&iacute;nio logo foi formalizado em janeiro de 2012, quando o Departamento de Cultura, M&iacute;dia e Esporte (DCMS, na sigla em ingl&ecirc;s) publicou seus novos planos para o legado esportivo. O objetivo era usar Londres 2012 para "inspirar a na&ccedil;&atilde;o e ajudar os jovens, particularmente, a come&ccedil;ar um h&aacute;bito esportivo para a vida" e assim "fazer cumprir a promessa original" (10) que Lord Coe e a equipe de candidatura haviam estabelecido em 2005. Essa promessa deveria ter sido cumprida por meio de uma abordagem que promovesse liga&ccedil;&otilde;es na base esportiva entre escolas e clubes e um sistema de coopera&ccedil;&atilde;o com as organiza&ccedil;&otilde;es esportivas nacionais. Embora esse foco na juventude e no futuro possa parecer louv&aacute;vel, uma abordagem de longo prazo dessa natureza coloca problemas significativos para a presta&ccedil;&atilde;o de contas, responsabiliza&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o frente aos compromissos assumidos. Como observado por Wellings, Datta, Wilkinson e Petticrew (11), determinar que medidas pol&iacute;ticas baseadas nos Jogos Ol&iacute;mpicos podem ser avaliadas como tendo feito uma diferen&ccedil;a mensur&aacute;vel &eacute; algo complexo, e qualquer avalia&ccedil;&atilde;o conclusiva se revelar&aacute; excepcionalmente dif&iacute;cil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A confus&atilde;o se torna ainda mais evidente quando se contrasta essa &ecirc;nfase da pol&iacute;tica do DCMS com as declara&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas sobre os dados do governo. Por exemplo, no mesmo m&ecirc;s em que esse foco no esporte juvenil foi formalizado, o primeiro-ministro brit&acirc;nico David Cameron afirmou que:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>O pa&iacute;s inteiro pode se beneficiar do legado dos Jogos por causa da inspira&ccedil;&atilde;o que esses jogos trar&atilde;o para jovens e idosos em todo o pa&iacute;s para que se envolvam, fa&ccedil;am exerc&iacute;cio, aprendam a nadar, aprendam a mergulhar, e tudo o mais (12).</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fato de que Cameron contradisse a estrat&eacute;gia desenvolvida pela DCMS demonstra que &eacute; dif&iacute;cil ver a estrat&eacute;gia global de legado de participa&ccedil;&atilde;o sem suspeita. De forma mais ampla, a necessidade de que o legado ol&iacute;mpico seja coordenado entre todas as entidades organizadoras do evento, bem como um governo anfitri&atilde;o inerentemente caprichoso, demonstra a natureza problem&aacute;tica de todo o processo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m dessas preocupa&ccedil;&otilde;es, &eacute; importante reconhecer que o governo anfitri&atilde;o pode mudar ao longo do per&iacute;odo de prepara&ccedil;&atilde;o para sediar os Jogos. Em 2010, o governo do Partido Trabalhista, que tinha dirigido as etapas iniciais de candidatura e planejamento, foi substitu&iacute;do por uma coaliz&atilde;o conservadora. Embora a abordagem do governo para os Jogos tenha sido, em muitos aspectos, consistente com a de seu antecessor, uma diferen&ccedil;a not&aacute;vel foi sua &ecirc;nfase na redu&ccedil;&atilde;o da despesa p&uacute;blica, procurando transferir responsabilidades para os setores privado e de voluntariado. Em termos do legado de pr&aacute;tica esportiva e atividade f&iacute;sica isso ficou claro, de forma mais direta, pela inten&ccedil;&atilde;o do ent&atilde;o secret&aacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o, Michael Gove, de reduzir o financiamento para parcerias esportivas com escolas – embora, eventualmente, isso n&atilde;o tenha sido cumprido (13). Mais amplamente, a defesa feita pela coaliz&atilde;o conservadora do papel dos neg&oacute;cios na sociedade teve implica&ccedil;&otilde;es importantes para os servi&ccedil;os de sa&uacute;de:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>    <p>A for&ccedil;a de um acordo reside na diversidade de organiza&ccedil;&otilde;es que ele re&uacute;ne - setor p&uacute;blico, comercial, n&atilde;o-governamental e acad&ecirc;mico - para determinar as coisas que os neg&oacute;cios podem fazer para acelerar o progresso em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;s metas de sa&uacute;de p&uacute;blica (...) Simplificando, organiza&ccedil;&otilde;es comerciais podem alcan&ccedil;ar os indiv&iacute;duos de uma forma que outras organiza&ccedil;&otilde;es, governo incluso, n&atilde;o conseguem (14).</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta atitude em rela&ccedil;&atilde;o ao papel dos neg&oacute;cios na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de &eacute; consistente com a convic&ccedil;&atilde;o crescente de que o potencial social do esporte deveria ser explorado por projetos de responsabilidade social empresarial (RSE) (15). Em rela&ccedil;&atilde;o ao legado de pr&aacute;tica esportiva e atividade f&iacute;sica de Londres 2012, v&aacute;rios patrocinadores ol&iacute;mpicos – sob a supervis&atilde;o do Comit&ecirc; Organizador dos Jogos Ol&iacute;mpicos e Paral&iacute;mpicos de Londres (Locog, na sigla em ingl&ecirc;s) – coordenaram iniciativas sociais envolvendo esporte, sa&uacute;de ou atividade f&iacute;sica em v&aacute;rias formas. A National School Sport Week do banco Lloyds TSB, o Spots vs Stripes da Cadbury (marca de chocolate), e a parceria da Coca-Cola com os StreetGames s&atilde;o exemplos de eventos locais que priorizaram a participa&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, como crian&ccedil;as em idade escolar ou comunidades carentes. Outras iniciativas, como Champions of Play do McDonald's e Design my Break da GE tamb&eacute;m pretendiam contribuir para a sa&uacute;de ou a consci&ecirc;ncia sobre atividade f&iacute;sica, incentivando os jovens a se envolverem mais com esses problemas, enquanto a Adidas instalou aparelhos para exerc&iacute;cios chamados adiZones em parques locais para os residentes da regi&atilde;o usarem de gra&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s a conclus&atilde;o dos Jogos em agosto de 2012, o prefeito de Londres, Boris Johnson, declarou:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dir&atilde;o que n&atilde;o haver&aacute; aumento da participa&ccedil;&atilde;o esportiva e nenhum benef&iacute;cio econ&ocirc;mico, e que n&atilde;o teremos sucesso na recupera&ccedil;&atilde;o do leste de Londres. Bem, que todos se lembrem apenas de uma coisa. Foi provado que esses c&eacute;ticos ol&iacute;mpicos estavam redondamente enganados sobre os Jogos. Ser&aacute; provado que eles est&atilde;o errados tamb&eacute;m sobre o legado (16).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O entusiasmo de Johnson tipificava tanto o discurso da m&iacute;dia dominante durante e logo ap&oacute;s os Jogos, quanto a maneira com que esse tom de celebra&ccedil;&atilde;o era tomado, frequentemente, como evid&ecirc;ncia de que os resultados &ldquo;positivos&rdquo; do legado, como o aumento da participa&ccedil;&atilde;o no esporte e atividade f&iacute;sica seria um resultado natural. No entanto, em 2013, o ent&atilde;o ministro do esporte Hugh Robertson j&aacute; adotara uma postura mais cautelosa:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>Acho que vamos precisar de pelo menos cinco anos e, mais provavelmente, uma d&eacute;cada, antes que possamos fazer um julgamento definitivo sobre o sucesso do legado esportivo de Londres 2012, mas os fundamentos s&atilde;o fort&iacute;ssimos. A reputa&ccedil;&atilde;o da Gr&atilde;-Bretanha no esporte mundial certamente se transformou. Em todo lugar que passei, desde Londres 2012, as pessoas felicitaram este pa&iacute;s por ter hospedado jogos maravilhosos (17).</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora o reconhecimento de Robertson de que &eacute; necess&aacute;ria uma avalia&ccedil;&atilde;o de mais longo prazo para tornar consistente as recomenda&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas para a avalia&ccedil;&atilde;o do legado ol&iacute;mpico (9), nota-se que ele confunde aqui essa quest&atilde;o com o reconhecimento internacional recebido pelo Reino Unido para a realiza&ccedil;&atilde;o dos Jogos. No mesmo documento &eacute; observado que, apesar de uma diminui&ccedil;&atilde;o recente, o n&uacute;mero de pessoas que praticavam esporte pelo menos uma vez por semana aumentou em 1,4 milh&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o a 2005, quando Londres foi escolhida como sede para 2012 (18). "Tend&ecirc;ncias subjacentes positivas" (19) tamb&eacute;m s&atilde;o notadas na participa&ccedil;&atilde;o de grupos como jovens, mulheres e deficientes. Embora essas estat&iacute;sticas possam parecer positivas, deve-se notar, em primeiro lugar, que a compara&ccedil;&atilde;o com 2005 &eacute; limitada, dado que nenhuma tentativa formal para aumentar a participa&ccedil;&atilde;o foi anunciada at&eacute; 2008. Em segundo lugar, o foco singular na pr&aacute;tica esportiva aqui contradiz o compromisso assumido anteriormente de incentivar, simultaneamente, a pr&aacute;tica mais ampla de atividade f&iacute;sica. Em terceiro lugar, finalmente, qualquer aumento medido at&eacute; 2013 teria de ser comprovadamente mais sustent&aacute;vel do que os aumentos de curto prazo na participa&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m sido observados em eventos anteriores (7).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda que a discuss&atilde;o atual retrate um objetivo de legado que foi defendido entusiasticamente por representantes do governo e do Locog a partir da fase de candidatura, evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas mostram que, at&eacute; agora, o progresso genu&iacute;no tem sido insignificante, e que as primeiras proje&ccedil;&otilde;es n&atilde;o ser&atilde;o cumpridas. Al&eacute;m disso, a natureza pontual dos Jogos, com a r&aacute;pida dissolu&ccedil;&atilde;o do Locog e troca subsequente de importantes ministros governamentais, sugere que a responsabilidade por seu fracasso, em &uacute;ltima an&aacute;lise, nunca ser&aacute; estabelecida. Isso n&atilde;o significa que um aumento sustentado e tang&iacute;vel de participa&ccedil;&atilde;o no esporte e atividade f&iacute;sica atrav&eacute;s dos Jogos Ol&iacute;mpicos n&atilde;o seja poss&iacute;vel, mas que qualquer tentativa de provar o contr&aacute;rio vai exigir um esfor&ccedil;o muito mais abrangente e coordenado do que foi comentado aqui em rela&ccedil;&atilde;o a Londres 2012.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RIO 2016: &Eacute; A VEZ DO BRASIL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em contraste com os objetivos estabelecidos para Londres 2012, a atividade f&iacute;sica n&atilde;o era, em geral, uma prioridade para os governos brasileiros (as esferas federal, estadual e municipal estavam envolvidas com candidatura e organiza&ccedil;&atilde;o) em rela&ccedil;&atilde;o aos Jogos Ol&iacute;mpicos de 2016 e seu processo de candidatura - uma vez que a &ecirc;nfase foi colocada, desde o in&iacute;cio, no potencial dos Jogos para melhorar o desenvolvimento socioecon&ocirc;mico. Antes da vota&ccedil;&atilde;o final, em que o Rio foi finalmente escolhido como sede dos Jogos de 2016, o ent&atilde;o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva afirmou ao Comit&ecirc; Ol&iacute;mpico Internacional que os Jogos Ol&iacute;mpicos deveriam ser trazidos para a Am&eacute;rica do Sul pela primeira vez (20). Ele ressaltou que tal decis&atilde;o iria corrigir uma distor&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica e que ajudaria no desenvolvimento econ&ocirc;mico do pa&iacute;s e at&eacute; mesmo do continente (21). Assim, para aqueles que seguem a economia pol&iacute;tica do esporte internacional, n&atilde;o foi surpresa que um pa&iacute;s menos desenvolvido (conforme a defini&ccedil;&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas) tenha sido escolhido como sede de um megaevento esportivo, ap&oacute;s edi&ccedil;&otilde;es da Copa do Mundo de Futebol e dos Jogos Ol&iacute;mpicos serem alocadas no chamado Global South e em pa&iacute;ses pobres, por um per&iacute;odo que parece ter come&ccedil;ado antes dos Jogos Ol&iacute;mpicos de Atenas em 2004, e que se estende, pelo menos, at&eacute; Qatar 2022. Al&eacute;m disso, pode-se argumentar que a candidatura do Brasil ajustou-se bem &agrave; narrativa dos Jogos Ol&iacute;mpicos como catalisadores para o desenvolvimento, e pode ter ajudado a candidatura a ser vitoriosa (22) num contexto em que isso havia se tornado parte do discurso oficial (1).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2010, a candidata presidencial Dilma Rousseff enfatizou os aspectos que faziam parte de seus planos em rela&ccedil;&atilde;o ao esporte e aos Jogos Ol&iacute;mpicos - sem mencionar atividade f&iacute;sica:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>    <p>O compromisso que gostaria de reiterar aqui hoje &eacute; de fazer das Olimp&iacute;adas um instrumento para transformar o Brasil numa das maiores e melhores pot&ecirc;ncias esportivas do mundo. Queremos um pa&iacute;s com alto desempenho esportivo e social, que forme e treine atletas e ao mesmo tempo forme cidad&atilde;os com boa educa&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o, e emprego de qualidade (23).</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s sua elei&ccedil;&atilde;o como presidente, Dilma Rousseff assinou uma medida provis&oacute;ria para liberar R$1 bilh&atilde;o para o Plano Brasil Medalhas 2016 (24). O site do governo brasileiro mostra que n&atilde;o apenas R$1 bilh&atilde;o seria gasto na tentativa de garantir que o Brasil terminasse entre as 10 melhores na&ccedil;&otilde;es na tabela de medalhas dos Jogos Ol&iacute;mpicos e entre as 5 melhores dos Jogos Paral&iacute;mpicos do Rio 2016, mas que R$2,5 bilh&otilde;es seriam alocados para outros investimentos em esportes de alto rendimento (25).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por sua vez, o dossi&ecirc; de candidatura (26) salientou o fato de que o Brasil iria investir bilh&otilde;es de d&oacute;lares em um programa de acelera&ccedil;&atilde;o de desenvolvimento, bem como na cria&ccedil;&atilde;o da Autoridade P&uacute;blica Ol&iacute;mpica com uma Divis&atilde;o de Transporte e Tr&aacute;fego Ol&iacute;mpico e uma Divis&atilde;o Ol&iacute;mpica para a Sustentabilidade. Assim, pode-se dizer que as quest&otilde;es relacionadas com o d&eacute;ficit hist&oacute;rico em termos de desenvolvimento econ&ocirc;mico e urbano, bem como em termos de aprimoramento da democracia, eram os mais importantes para o projeto Rio 2016.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O documento tamb&eacute;m acentua os aspectos comemorativos dos Jogos e se concentra na participa&ccedil;&atilde;o dos jovens e no potencial de transforma&ccedil;&atilde;o social atrav&eacute;s do esporte. Al&eacute;m disso, o documento revela que a estrat&eacute;gia seria investir na escola e esportes de alto rendimento, a fim de produzir um legado esportivo. Uma s&eacute;rie de artigos publicados no site oficial do evento descreve como tal pol&iacute;tica seria desenvolvida (27-28). Reuni&otilde;es com professores das redes municipais e estaduais foram as principais estrat&eacute;gias utilizadas pela Comit&ecirc; Organizador dos Jogos Ol&iacute;mpicos no Rio de Janeiro (Cojo). No entanto, um estudo com os professores de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica que vivem no Rio de Janeiro mostrou que eles "n&atilde;o tiveram quase nenhum conhecimento do Dossi&ecirc; da Candidatura Rio 2016" ou de "legados <i>soft</i>" como os poss&iacute;veis legados de atividade f&iacute;sica (29). Al&eacute;m disso, os professores afirmaram que "nunca tinham sido informados de qualquer tentativa de aproveitar os Jogos Ol&iacute;mpicos para aumentar a pr&aacute;tica esportiva ou em atividade f&iacute;sica" (30). Outra estrat&eacute;gia para esse fim seria a realiza&ccedil;&atilde;o de olimp&iacute;adas escolares (31).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por outro lado, recursos consider&aacute;veis foram investidos na aquisi&ccedil;&atilde;o de equipamentos de alta tecnologia e na contrata&ccedil;&atilde;o de pessoal t&eacute;cnico na prepara&ccedil;&atilde;o de atletas brasileiros a fim de melhorar seus desempenhos nos Jogos realizados no Brasil (32). Essa foi uma forte tend&ecirc;ncia na &aacute;rea de financiamento do esporte, o que significa que ela foi especificamente orientada para esportes de alto rendimento, com &ecirc;nfase em esportes ol&iacute;mpicos. Assim, pode-se dizer que, apesar da ret&oacute;rica, sa&uacute;de e atividade f&iacute;sica n&atilde;o s&atilde;o a maior prioridade de financiamento na &aacute;rea de esportes em geral e parece ocorrer o mesmo quando se trata de megaeventos esportivos (33) e que, aparentemente, o evento Rio 2016 foi consistente com essa tend&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Juntamente com o discurso sobre o desenvolvimento econ&ocirc;mico, social e urbano, alguma aten&ccedil;&atilde;o foi dada pelos investidores para  potencial esportivo em termos de mobilidade social. Embora isso tenha sido parte do discurso oficial em rela&ccedil;&atilde;o a quest&otilde;es mais amplas (34), com refer&ecirc;ncia &agrave; atividade f&iacute;sica e &agrave; possibilidade de promov&ecirc;-la em estratos mais desfavorecidos da popula&ccedil;&atilde;o, o discurso, aparentemente, n&atilde;o foi repetido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por exemplo, os resultados de Reis e Sousa-Mast indicam que:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>    <p>As iniciativas (...) propostas e executadas pelos diferentes n&iacute;veis do governo brasileiro, assim como o Cojo, n&atilde;o t&ecirc;m sido percebidas mais amplamente ou tido sucesso em alcan&ccedil;ar as pessoas com mais necessidades: as crian&ccedil;as e jovens que vivem em comunidades de baixa renda e, portanto, mais vulner&aacute;veis e em situa&ccedil;&atilde;o de risco (35).</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, como dito anteriormente, estudos recentes focados no legado na &aacute;rea de sa&uacute;de deixados por megaeventos esportivos foram inconclusivos (5). Corroborando essa evid&ecirc;ncia, um estudo espec&iacute;fico realizado em rela&ccedil;&atilde;o a Rio 2016 confirmou a "atual falta de evid&ecirc;ncias sobre o legado ol&iacute;mpico na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de" (36). Apesar disso, o tema da atividade f&iacute;sica est&aacute; presente no relat&oacute;rio inicial para medir os impactos e o legado dos Jogos produzidos pelo Estudo de Impacto dos Jogos Ol&iacute;mpicos - Rio 2016 (37), localizado na parte do relat&oacute;rio sobre a esfera sociocultural, entre outros 22 subtemas. No entanto, atividade f&iacute;sica n&atilde;o &eacute; um dos principais focos na &aacute;rea de sa&uacute;de dentro do relat&oacute;rio, que s&atilde;o:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>    <p>(...) natalidade, expectativa de vida ao nascer, taxa de mortalidade infantil, percentual de leitos hospitalares per capita, percentual de profissionais de sa&uacute;de per capita e taxa de incid&ecirc;ncia de dengue no estado do Rio de Janeiro; as despesas do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de com servi&ccedil;os de sa&uacute;de per capita em n&iacute;vel federal; e a preval&ecirc;ncia do tabagismo em n&iacute;vel municipal (38).</blockquote></font>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O relat&oacute;rio inclui uma nota que afirma que "a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica de pelo menos 150 minutos por semana, de intensidade leve ou moderada; ou, pelo menos 75 minutos de atividade f&iacute;sica por semana de intensidade vigorosa" (39) seria o alvo da investiga&ccedil;&atilde;o. Essas orienta&ccedil;&otilde;es seriam usadas pelos autores do relat&oacute;rio, a fim de "monitorar a atividade f&iacute;sica, atrav&eacute;s de um '&iacute;ndice de atividade f&iacute;sica'" (39). O relat&oacute;rio destaca uma iniciativa (40) chamada:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>    <p>Rio em Forma Ol&iacute;mpico, um programa municipal criado em 2009, &#91;que&#93; visa melhorar o acesso &agrave; pr&aacute;tica esportiva oferecendo atividade f&iacute;sica gratuita e de alta qualidade, com apoio de profissionais qualificados, de segunda a sexta-feira, nas &aacute;reas urbanas da cidade de Rio de Janeiro. Atualmente, existem mais de 24.000 pessoas que est&atilde;o sendo atendidas em 436 unidades (41).</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, pouca informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel publicamente foi encontrada sobre os efeitos pr&aacute;ticos da iniciativa e os instrumentos a serem utilizados a fim de "recomendar pr&aacute;ticas" dentro do contexto sugerido pelo relat&oacute;rio. Al&eacute;m disso, o relat&oacute;rio tamb&eacute;m d&aacute; import&acirc;ncia &agrave; educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica e ao esporte escolar e apresenta uma lista de indicadores a serem observados quando a &aacute;rea &eacute; focada:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>    <p>Carga hor&aacute;ria semanal destinada ao esporte nas escolas; percentagem de estudantes que se dedicam &agrave; atividade f&iacute;sica no contra-turno; n&uacute;mero de escolas com instala&ccedil;&otilde;es esportivas; investimento em equipamento esportivo; rela&ccedil;&atilde;o entre o or&ccedil;amento e a constru&ccedil;&atilde;o/manuten&ccedil;&atilde;o de instala&ccedil;&otilde;es esportivas e equipamentos nas escolas; profissionais de educa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica (42).</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o obstante essa ser apenas a primeira vers&atilde;o (o grupo de pesquisa tem como objetivo publicar mais 3 relat&oacute;rios), o relat&oacute;rio n&atilde;o conseguiu apresentar resultados quanto aos indicadores devido a dificuldades na coleta de dados na esfera federal. Ademais, tem-se apenas uma expectativa de que a parte de monitoramento do relat&oacute;rio realmente se sustente. Al&eacute;m disso, mesmo que esse seja considerado o estudo mais ambicioso no contexto da Rio 2016, sua fun&ccedil;&atilde;o principal &eacute; somente monitorar estudos a serem realizados por outras institui&ccedil;&otilde;es. Tal atitude parece ignorar o fato de que "h&aacute; atualmente uma escassez de estudos bem delineados que sustentem a no&ccedil;&atilde;o de que sediar os Jogos Ol&iacute;mpicos leve a melhorias na sa&uacute;de ou um aumento na pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica e esportiva" (43). Al&eacute;m do que, deixa de considerar a declara&ccedil;&atilde;o de consenso do Comit&ecirc; Ol&iacute;mpico Internacional sobre a sa&uacute;de e aptid&atilde;o dos jovens atrav&eacute;s da atividade f&iacute;sica e do esporte (44).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ademais, a literatura sugere que os Jogos em geral "geraram uma percep&ccedil;&atilde;o negativa na popula&ccedil;&atilde;o", por raz&otilde;es pol&iacute;ticas ou administrativas, que tamb&eacute;m podem ter, "por sua vez, (...) um efeito negativo sobre a atividade f&iacute;sica e, possivelmente, nos n&iacute;veis de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o" (5; 45). Al&eacute;m disso, muitas evid&ecirc;ncias poderiam estar relacionadas &agrave; percep&ccedil;&atilde;o negativa dos megaeventos esportivos realizados no Brasil e especialmente no Rio de Janeiro (46-49). Consequentemente, pode-se dizer que, al&eacute;m da tend&ecirc;ncia geral que os megaeventos esportivos apresentam de n&atilde;o aumentar os n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica, o contexto brasileiro poderia ter tido essa situa&ccedil;&atilde;o agravada pela dimens&atilde;o, relev&acirc;ncia e impacto social das Jornadas de Junho e manifesta&ccedil;&otilde;es posteriores (50).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ademais, a Rio 2016 parece ser mais uma oportunidade perdida pelos investidores em geral, que insistem em assumir que, pelo simples fato de realizarem um megaevento esportivo (51), a pr&aacute;tica esportiva, a atividade f&iacute;sica e a sa&uacute;de melhorariam, e gerariam melhorias de condi&ccedil;&otilde;es de vida, relegando planejamento espec&iacute;fico, financiamento e avalia&ccedil;&atilde;o da &aacute;rea espec&iacute;fica para outras partes, ao setor privado ou simplesmente ignorando essa necessidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recentemente, os governos envolvidos nas iniciativas descritas acima e o Cojo aparentemente reduziram seus investimentos na parte de atividade f&iacute;sica dos programas e decidiram usar as oportunidades apresentadas para refor&ccedil;ar valores ol&iacute;mpicos e paral&iacute;mpicos, que s&atilde;o definidos como "excel&ecirc;ncia, amizade, respeito, coragem, determina&ccedil;&atilde;o, inspira&ccedil;&atilde;o e igualdade" (52).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m disso, o momento n&atilde;o poderia ser mais dram&aacute;tico para o pa&iacute;s deixar de aproveitar uma oportunidade com grande potencial que os proponentes de tal ideia sugerem. Em junho de 2015, o Minist&eacute;rio do Esporte brasileiro revelou parte de um ambicioso projeto chamado Diagn&oacute;stico Nacional do Esporte. A pesquisa tem como objetivo analisar uma s&eacute;rie de fatores relevantes no contexto da pr&aacute;tica esportiva, e sua primeira parte trata dos n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica da popula&ccedil;&atilde;o nacional. No entanto, os resultados n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o bons quanto se esperava: "Ele revela que quase metade da popula&ccedil;&atilde;o entre 14 e 75 anos, cerca de 45,9%, n&atilde;o pratica qualquer atividade f&iacute;sica" (53).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, outra indica&ccedil;&atilde;o de como quest&otilde;es relacionadas com a sa&uacute;de p&uacute;blica foram abordadas no contexto dos Jogos Ol&iacute;mpicos Rio 2016 diz respeito, por exemplo, ao tratamento dado &agrave;s &aacute;guas que v&atilde;o acolher as competi&ccedil;&otilde;es de remo. Depois de participar no Campeonato Mundial J&uacute;nior de Remo na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, um evento de prepara&ccedil;&atilde;o para os Jogos Ol&iacute;mpicos, 13 dos 40 remadores da equipe dos Estados Unidos voltou para casa com problemas de est&ocirc;mago. Os norte-americanos tiveram v&ocirc;mitos e diarreia. A m&eacute;dica Kathryn Ackerman, que foi respons&aacute;vel pela delega&ccedil;&atilde;o, sugeriu que a contamina&ccedil;&atilde;o aconteceu devido &agrave; polui&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua, que ser&aacute; local das provas da modalidade nos Jogos Ol&iacute;mpicos Rio 2016 (54).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Atilde;O </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dois casos apresentados neste artigo demonstram que, embora o legado de aumento de atividade f&iacute;sica seja considerado como uma parte cada vez mais importante dos Jogos Ol&iacute;mpicos, a sua tradu&ccedil;&atilde;o para a pr&aacute;tica (ou pol&iacute;ticas) ainda &eacute; um desafio para os governos, comit&ecirc;s de candidatura, investidores corporativos, organizadores dos Jogos Ol&iacute;mpicos e para o pr&oacute;prio movimento ol&iacute;mpico. Al&eacute;m disso, eles desafiam pesquisadores que procuram estabelecer protocolos, a fim de avaliar as iniciativas de atividade f&iacute;sica dentro do contexto dos legados ol&iacute;mpicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das primeiras quest&otilde;es a ser considerada &eacute; que a atividade f&iacute;sica pode receber, e (nos casos estudados) de fato tem recebido, diferentes n&iacute;veis de &ecirc;nfase pelos diferentes comit&ecirc;s organizadores dos Jogos, no contexto do papel pol&iacute;tico mais amplo desempenhado pelo processo de candidatura, planejamento e organiza&ccedil;&atilde;o do evento. Al&eacute;m disso, os antecedentes hist&oacute;ricos e pol&iacute;tico-econ&ocirc;micos dos anfitri&otilde;es tamb&eacute;m s&atilde;o cruciais para determinar os resultados desejados de eventos de tal magnitude, incluindo a quantidade de recursos destinados &agrave;s pol&iacute;ticas de aumento de atividade f&iacute;sica, seja pr&aacute;tica ou retoricamente. Referindo-se ao caso do Brasil, por exemplo, o pa&iacute;s tamb&eacute;m sediou a Copa do Mundo da Fifa 2014, o que certamente teve alguma influ&ecirc;ncia no processo de planejamento do legado ol&iacute;mpico para os Jogos de 2016.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto a esse &uacute;ltimo, &eacute; importante destacar que, enquanto o Reino Unido &eacute; uma na&ccedil;&atilde;o altamente desenvolvida, o Brasil vem lutando para superar dificuldades na maioria das &aacute;reas b&aacute;sicas de desenvolvimento humano. Os casos apresentados neste artigo poderiam ser interpretados a partir das diferen&ccedil;as com que a atividade f&iacute;sica foi tratada dentro do discurso pol&iacute;tico. Enquanto para  o Reino Unido, com um dos sistemas de sa&uacute;de mais desenvolvidos do mundo, a atividade f&iacute;sica foi central no discurso do legado ol&iacute;mpico e planejamento, para o Brasil n&atilde;o foi dada qualquer aten&ccedil;&atilde;o s&eacute;ria, uma vez que necessidades mais fundamentais foram enfatizadas em seu lugar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando especificamente a &aacute;rea de pesquisa, um dos principais desafios a ser superado talvez seja a elabora&ccedil;&atilde;o de projetos de investiga&ccedil;&atilde;o capazes de medir, avaliar e melhorar a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica, chegando a uma boa compreens&atilde;o dos contornos complexos e mut&aacute;veis desses processos enquanto fen&ocirc;meno social. Tamb&eacute;m a falta de projetos mais abrangentes e consensuais, a fim de avaliar o legado dos Jogos Ol&iacute;mpicos para o aumento dos n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica, pode ser considerado um dos poucos consensos entre os pesquisadores. Isso talvez pudesse ser feito de forma mais conveniente se a promo&ccedil;&atilde;o da atividade f&iacute;sica assumisse um papel mais integrado e proeminente nas propostas de candidatura, planejamento e hospedagem de megaeventos esportivos</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Isso leva a pelo menos duas preocupa&ccedil;&otilde;es principais: responsabiliza&ccedil;&atilde;o e recursos. Embora o legado tenha se tornado uma constante nos recursos discursivos de megaeventos esportivos e nos Jogos Ol&iacute;mpicos, a promo&ccedil;&atilde;o da atividade f&iacute;sica n&atilde;o &eacute; nem unificada nem consolidada dentro dele. Consequentemente, os pap&eacute;is ainda n&atilde;o s&atilde;o claros e a responsabilidade e presta&ccedil;&atilde;o de contas &eacute; feita de forma difusa entre diversos atores. A implica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica aqui &eacute; que planejamento, promo&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o e financiamento de atividade f&iacute;sica tamb&eacute;m s&atilde;o feitos de forma difusa entre numerosos atores e esse, certamente, &eacute; um fator que pode ser considerado como central para  o fracasso dos casos analisados aqui. Al&eacute;m disso, parece necess&aacute;rio considerar, a fim de aumentar a efic&aacute;cia dos legados de atividade f&iacute;sica em futuras edi&ccedil;&otilde;es dos Jogos, o desequil&iacute;brio hist&oacute;rico e, aparentemente, onipresente em favor dos esportes de alto rendimento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. International Olympic Committee. Olympic Charter. 2013a. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.olympic.org/Documents/olympic_charter_en.pdf" target="_blank">http://www.olympic.org/Documents/olympic_charter_en.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. DCMS - Department for Culture, Media and Sport. <i>Before, during and after: Making the most of the London 2012 Games</i>. London. 2008.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Idem, p.3.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Girginov, V.; Hills, L. "A sustainable sports legacy: creating a link between the London Olympics and sports participation". <i>International Journal of the History of Sport, </i>25(14), 20910-2116. 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Mahtani, K.; Protheroe, J.; Slight, S.; Demarzo, M.; Blakeman, T.; Barton, C.; Brijnath, B.; Roberts, N. "Can the London 2012 Olympics 'inspire a generation' to do more physical or sporting activities? An overview of systematic reviews". <i>BMJ Open</i>, 3(1), pp.e002058. 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. McCartney, G.; Thomas, S.; Thomson, H.; Scott, J.; Hamilton, V.; Hanlon, P.; Morrison, D.S.; Bond, L."The health and socioeconomic impacts of major multi-sport events: systematic review (1978-2008)". <i>British Medical Journal</i>, 340, c2369. 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Department for Health. "A systematic review of the evidence base for developing a physical activity and health legacy from the London 2012 Olympic and Paralympic Games". London: DH. 2009b.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Kelso, P. "London 2012: Sport England to miss legacy target as games fail to inspire youngsters". <i>The Telegraph</i>. pp.9-10. 2011, dec 8.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Gratton, C.; Preuss, H. "Maximizing Olympic impacts by building up legacies". <i>The International Journal of the History of Sport</i>, 25, 1922-1938. 2008.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Gibson, O. "Jeremy Hunt admits London 2012 legacy targets will be scrapped". <i>The Guardian. </i>Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.theguardian.com/sport/2011/mar/28/jeremy-hunt-london2012-legacy" target="_blank">http://www.theguardian.com/sport/2011/mar/28/jeremy-hunt-london2012-legacy</a>. 2011, march 29.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Wellings, K.; Datta, J.; Wilkinson, P.; Petticrew, M. "The 2012 Olympics: assessing the public health effect". <i>The Lancet</i>, 378 (9797), 1193-1195. 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Cameron, D. Cameron hails Olympics legacy as cabinet meets at site. Online v&iacute;deo, 2012. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-16460572" target="_blank">http://www.bbc.co.uk/news/uk-politics-16460572</a> Acessado em: 9/1/2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Helm, T. "School sports: Half a million pupils protest against Michael Gove's cuts". <i>The Guardian</i>,2010, December 5. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.theguardian.com/education/2010/dec/05/school-sport-partnerships-protests-michael-gove" target="_blank">http://www.theguardian.com/education/2010/dec/05/school-sport-partnerships-protests-michael-gove</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Department for Health. <i>The public health responsibility deal</i>. London: DH. 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Smith, A.C.T.; Westerbeek, H.M. "Sport as a vehicle for deploying corporate social responsibility". <i>Journal of Corporate Citizenship</i>, 25, 43-54. 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Johnson, B. "London 2012 Olympics: London and Team GB - take a bow. You've dazzled the world". <i>The Telegraph</i>. 2012, Aug 12.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. UK Government &amp; Mayor of London. "Inspire by 2012: The legacy from the London 2012 Olympic and Paralympic Games". London: UK Government &amp; Mayor of London. p.22. 2013.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. UK Government &amp; Mayor of London, 2013, <i>Op. Cit. </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Idem, p.25.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Maranh&atilde;o, R. "Com refor&ccedil;o de Lula, 'sele&ccedil;&atilde;o' brasileira usa a emo&ccedil;&atilde;o na cartada final por 2016". 2 de outubro de 2009, <i>Globo Esporte.com</i>. 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Aquino, Y. "Lula: Olimp&iacute;adas ser&atilde;o oportunidade &uacute;nica para o Brasil". 2 de outubro de 2009. <i>Rede Brasil Atual</i>. 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Darnell, S. C. "Mega sport for all? Assessing the development promises of Rio 2016". In: Rethinking matters Olympic: investigations into the socio-cultural study of the modern Olympic movement, 10th International Symposium for Olympic Research (pp. 498-507). 2010.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Viga, R.; Bulc&atilde;o Pinheiro, L. "Dilma visita COB e ganha agasalho de equipe brasileira". 2 de agosto de 2010. 13 de setembro de 2009. <i>Portal Terra</i>, especial Jogos Ol&iacute;mpicos 2016. 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Previdelli, A. "O plano do Brasil para ganhar medalhas nas Olimp&iacute;adas". <i>Exame online</i>. 2012.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Minist&eacute;rio do Esporte Plano Brasil Medalhas 2016. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.esporte.gov.br/index.php/institucional/alto-rendimento/plano-brasil-medalhas" target="_blank">http://www.esporte.gov.br/index.php/institucional/alto-rendimento/plano-brasil-medalhas</a> &#91;Acessado em 19 outubro 2015&#93;. 2012.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Brasil. Dossi&ecirc; de candidatura. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.rio2016.com/sites/default/files/parceiros/dossie_de_candidatura_v1.pdf" target="_blank">http://www.rio2016.com/sites/default/files/parceiros/dossie_de_candidatura_v1.pdf</a> &#91;Acessado: em 9 outubro 2015&#93;. 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Rio 2016. "Rio 2016<sup>TM</sup> comemora marco de tr&ecirc;s anos para os Jogos de olho na educa&ccedil;&atilde;o". 6 de agosto de 2015. Site do Comit&ecirc; Ol&iacute;mpico Rio 2016. 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Rio 2016. "Transforma, programa de educa&ccedil;&atilde;o Rio 2016, &eacute; ampliado e vai chegar a 19 munic&iacute;pios do Rio". 4 de mar&ccedil;o de 2015. Site do Comit&ecirc; Ol&iacute;mpico Rio 2016. 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Reis, A.; de Sousa-Mast, F.; Gurgel, L. "Rio 2016 and the sport participation legacies". <i>Leisure Studies</i>, 33(5), pp.437-453. 2013.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Idem, p.449.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Rio 2016. "Projeto das Olimp&iacute;adas Escolares &eacute; apresentado em congresso mundial". 31 de agosto de 2012. Site do Comit&ecirc; Ol&iacute;mpico Rio 2016. 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Brum, A. "Sonho do top 10 no Rio faz Brasil se curvar a gringos". <i>Gazeta do Povo</i>. 4 de janeiro de 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. Hogan, K.; Norton, K. "The 'price' of Olympic gold". <i>Journal of Science and Medicine in Sport 3 </i>(2): 203-218. 2000.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">34. Chahad, A. "Sim, n&oacute;s podemos e vamos realizar essa Olimp&iacute;ada", diz Lula. Portal <i>Terra: Esportes</i>. 1 de outubro de 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35. Reis, A. C.; Sousa-Mast, F. R. "Rio 2016 and sport legacies. The legacies of the Olympic Games for youth at-risk in Rio de Janeiro". (IOC Olympic Studies Centre Postgraduate. Research Grant Programme 2012). 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36. Demarzo, M. M. P.; Mahtani, K. R.; Slight, S. P.; Barton, C. A.; Blakeman, T.; Protheroe, J. "The Olympic legacy for Brazil: is it a public health issue?". <i>Cad. Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, Rio de Janeiro, 30 (1): 8-10, jan, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">37. OGI 2016, The OGI - Sage/Coppe/UFRJ Research team for: the organising committee for the Rio 2016 Olympic and Paralympic Games (Rio 2016<sup>TM</sup>). <i>Olympic Games Impact (OGI) Study - Rio 2016 Initial report to measure the impacts and the legacy of the Rio 2016 Games</i>. 2014.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">38. Idem, p.124.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">39. OGI 2016, 2014. Op.cit. p.137.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">40. <a href="http://www.rioemformaolimpico.com.br" target="_blank">http://www.rioemformaolimpico.com.br</a></font><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">41. OGI 2016, 2014. <i>Op.cit.</i> p.139.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">42. Idem, p.140.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">43. Demarzo et al, 2014. <i>Op.Cit</i>. p.9.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">44. Mountjoy, M. et al. "International Olympic Committee consensus statement on the health and fitness of young people through physicalactivity and sport". <i>British Journal of Sports Medicine</i>, 45(11), pp.839-848. 2011.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">45. Demarzo et al, 2014. <i>Op.Cit</i>. p.8.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">46. Saad-Filho, A.." Mass protests under 'left neoliberalism': Brazil, june-july 2013". <i>Critical Sociology</i>, 39 (5), pp.657-669. 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">47. Saad-Filho, A.; Morais, L. "Mass protests: Brazilian spring or Brazilian malaise?". <i>Socialist Register</i>, v.50. 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">48. Braga, R.. "As jornadas de junho no Brasil: cr&ocirc;nica de um m&ecirc;s inesquec&iacute;vel". Observatorio Social de Am&eacute;rica Latina (Osal), a&ntilde;o XIV nº.34. Clacso. 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">49. Ruediger, M.; de Souza, R.; Grassi, A.; Ventura, T.; Ruediger, T. "June Journeys in Brazil: from the networks to the streets". <i>Social Science Research Network </i>(SSRN). 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">50. Harvey, D.; Vainer, C.; Zizek, S. et. al. <i>Cidades rebeldes : Passe Livre e as manifesta&ccedil;&otilde;es que tomaram as ruas do Brasil</i>. Boitempo Editorial, S&atilde;o Paulo, 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">51. Murphy, N. M.; Bauman, A. "Mass sporting and physical activity events: are they bread and circuses or public health interventions to increase population levels of physical activity?" <i>Journal of Physical Activity and Health</i>, 4. pp. 193-202. 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">52. Rio 2016. Rio 2016 video festival spreads Olympic and Paralympic values in city's schools. 2013b. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.rio2016.com/en/news/news/rio-2016-video-festival-spreads olympic-and-pa-ralympic-values-in-citys-schools" target="_blank">http://www.rio2016.com/en/news/news/rio-2016-video-festival-spreads olympic-and-pa-ralympic-values-in-citys-schools</a>&gt;.&#91;Acessado 17 outubro 2015&#93;    .</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">53. Portal Brasil. Diagn&oacute;stico Nacional do Esporte mapeia atividade f&iacute;sica. 2015. Dispon&iacute;vel online.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">54. <i>Zero Hora</i>. "Treze atletas americanos adoecem ap&oacute;s evento-teste de remo no Rio". 10 de agosto de 215, jornal <i>Zero Hora </i>online: ZH Olimp&iacute;ada 2016. 2015.    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tradu&ccedil;&atilde;o de Gilberto Stam    <br> <a name="nt"></a>(<a href="#nta">*</a>) Artigo traduzido por Gilberto Stam do original em ingl&ecirc;s.</font></p>      ]]></body><back>
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