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<article-id pub-id-type="doi">10.21800/2317-66602016000200017</article-id>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS &amp; ENSAIOS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana, arial, helvetica, sans-serif"><b>A pesca do camar&atilde;o-da-amaz&ocirc;nia, perspectivas futuras no litoral paraense </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Bianca Bentes<sup>I</sup>; Jussara M. Martinelli-Lemos<sup>II</sup>; Camila Ara&uacute;jo<sup>III</sup>; Victoria Isaac<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professora adjunta do Instituto de Estudos Costeiros da Universidade Federal do Par&aacute; (UFPA). Email: <a href="mailto:bianca_bl@yahoo.com.br">bianca_bl@yahoo.com.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Professora associada do Instituto de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas e coordenadora do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ecologia Aqu&aacute;tica e Pesca da UFPA    <br>   <sup>III</sup>Mestranda do curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em biologia ambiental do Instituto de Estudos Costeiros da UFPA e membro do Grupo de Pesquisas em Ecologia de Crust&aacute;ceos da Amaz&ocirc;nia    <br>   <sup>IV</sup>Professora associada do Instituto de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas e coordenadora do Laborat&oacute;rio de Biologia Pesqueira e Manejo de Recursos Aqu&aacute;ticos da UFPA</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os camar&otilde;es Palaemonidae s&atilde;o conhecidos popularmente como camar&otilde;es-de-&aacute;gua-doce (1). Os g&ecirc;neros Palaemon, Palaemonetes e Macrobrachium s&atilde;o os mais representativos no Brasil, sendo este &uacute;ltimo o que mais se destaca  por abranger 19 esp&eacute;cies (2), dentre as quais o camar&atilde;o-da-Amaz&ocirc;nia, Macrobrachium amazonicum, desperta  interesse comercial principalmente nos estados do Par&aacute;, Amap&aacute; e Maranh&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora j&aacute; se tenha um pacote tecnol&oacute;gico desenvolvido especialmente para o cultivo de M. amazonicum, h&aacute; uma car&ecirc;ncia muito grande de estudos voltados para a compreens&atilde;o da din&acirc;mica populacional e das rela&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas deste camar&atilde;o em ambiente natural (3).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O crescente esfor&ccedil;o das capturas de M. amazonicum na regi&atilde;o Norte do Brasil j&aacute; foi alertado por Lucena-Fr&eacute;dou e colegas (4), onde os autores chamam aten&ccedil;&atilde;o para a falta de manejo de pesca para a esp&eacute;cie, bem como para o estabelecimento m&iacute;nimo de tamanho para sua comercializa&ccedil;&atilde;o. Para haver um manejo dos recursos pesqueiros &eacute; fundamental que esse processo ocorra de forma colaborativa e integrando todos os atores e setores de interesse, isto &eacute;, tanto o governo, como o setor produtivo. Nesse contexto o presente artigo traz algumas abordagens a respeito da pesca do camar&atilde;o-da-Amaz&ocirc;nia, levando em considera&ccedil;&atilde;o os aspectos biol&oacute;gicos, econ&ocirc;micos e sociais, a fim de discutir as quest&otilde;es sobre o futuro do estoque desse importante recurso pesqueiro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PESCA E ESTUDOS SOBRE A ESP&Eacute;CIE </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O camar&atilde;o-da-Amaz&ocirc;nia &eacute; capturado de v&aacute;rias maneiras na zona costeira e &aacute;guas interiores do estado do Par&aacute;. Entretanto, a utiliza&ccedil;&atilde;o de armadilhas popularmente conhecidas como matapis parecem ser as mais utilizadas. Este petrecho &eacute; confeccionado com varetas finas de talas das palmeiras juba (Astrocaryum spp. e Atrix spp.) ou jupati (Raphia vinifer), amarradas com um tra&ccedil;ado de cip&oacute;, formando uma arma&ccedil;&atilde;o cil&iacute;ndrica que &eacute; fechada em cada extremidade em forma de funil (5). A isca utilizada para a pesca &eacute; o fruto da palmeira baba&ccedil;u (Orbignya speciosa), vendida na forma de farinha nos mercados regionais (6). &Eacute; importante que haja um manejo adequado quanto &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o dessa armadilha, uma vez que, em fun&ccedil;&atilde;o da dist&acirc;ncia entre as talas, os matapis podem ser pouco seletivos dado que capturam camar&otilde;es de diferentes tamanhos e faixas et&aacute;rias, al&eacute;m do impacto da extra&ccedil;&atilde;o da palmeira nativa da floresta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A reprodu&ccedil;&atilde;o de M. amazonicum &eacute; do tipo cont&iacute;nua ou peri&oacute;dica, com um aumento gradativo nos meses mais chuvosos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os locais mais abrigados, como por exemplo as cabeceiras de canais-de-mar&eacute; ou furos (comuns no estu&aacute;rio amaz&ocirc;nico), s&atilde;o os locais preferencialmente procurados por f&ecirc;meas maduras para a desova e crescimento dos juvenis (7; 8).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos de crescimento e de avalia&ccedil;&atilde;o do status de explota&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea mostraram que esses camar&otilde;es crescem rapidamente, embora n&atilde;o atinjam grandes tamanhos. As taxas de mortalidade e explota&ccedil;&atilde;o obtidas apontam para um estado de sobreexplota&ccedil;&atilde;o do recurso, ou seja, em muito, j&aacute; foi superada a taxa m&aacute;xima de explora&ccedil;&atilde;o sustent&aacute;vel (9).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PESCADORES E MANEJO PESQUEIRO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A situa&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica dos pescadores n&atilde;o &eacute; diferente dos demais sistemas pesqueiros do litoral do Par&aacute; (3). Bentes e colegas (10), ao entrevistarem 25 pescadores na Ilha de Mosqueiro em 2009, observaram a falta de n&iacute;veis adequados de escolaridade; um manejo inexistente; dificuldade de obten&ccedil;&atilde;o e/ou administra&ccedil;&atilde;o dos financiamentos obtidos para a compra de petrechos e/ou embarca&ccedil;&otilde;es; atua&ccedil;&atilde;o deficiente das entidades de classe em representar a categoria; a exist&ecirc;ncia de uma cadeia de comercializa&ccedil;&atilde;o difusa e pouco eficiente, uma vez que n&atilde;o valoriza os seus principais atores - os pescadores; e, por &uacute;ltimo, a falta de recolhimento de impostos  oriundos da atividade de captura de M. amazonicum.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda n&atilde;o existem pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas ao ordenamento pesqueiro do camar&atilde;o-da-Amaz&ocirc;nia, entretanto, algumas iniciativas, com algum sucesso, t&ecirc;m sido realizadas. O camar&atilde;o-da-Amaz&ocirc;nia &eacute;, acima de tudo, mais um recurso tratado com descaso que tem mostrado sinais de  sobreexplota&ccedil;&atilde;o. A atividade de captura descontrolada, mesmo por pescadores artesanais, j&aacute; est&aacute; comprometendo os estoques pesqueiros (14).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste sentido, o que se observa s&atilde;o problem&aacute;ticas de ordem social, ecol&oacute;gica e econ&ocirc;mica que deveriam ser tratadas com maior cuidado. O problema social adv&eacute;m da introdu&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o de obra infantil na atividade, pois os filhos de escadores, muitas vezes, diante da aus&ecirc;ncia de recursos, s&atilde;o obrigados a trabalhar na pesca cada vez mais cedo, seja na captura ou num primeiro "beneficiamento" - como &eacute; chamada a atividade de separa&ccedil;&atilde;o dos esp&eacute;cimes em "classes" (grandes, m&eacute;dios e pequenos) e a limpeza da produ&ccedil;&atilde;o. A quest&atilde;o ecol&oacute;gica se coloca dado o pouco conhecimento sobre a biologia dessa esp&eacute;cie e ainda pelo h&aacute;bito do consumidor em comprar produtos com tamanho abaixo do estabelecido por lei, o que vem garantindo a sustenta&ccedil;&atilde;o desse mercado ilegal (venda de camar&otilde;es jovens a menores pre&ccedil;os). E a problem&aacute;tica econ&ocirc;mica est&aacute; no fato da atividade gerar rendimentos que s&atilde;o desconhecidos quanto &agrave; parte exportada para outros locais do Brasil, pois n&atilde;o s&atilde;o gerados impostos nem para o munic&iacute;pio, nem para o estado (3).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa situa&ccedil;&atilde;o &eacute; comum entre a maioria dos recursos pesqueiros do Par&aacute; e gera, tamb&eacute;m, um outro problema econ&ocirc;mico, pois, normalmente, esses recursos s&atilde;o exportados para  outros locais (do Brasil e do mundo) como mat&eacute;ria-prima, sem nenhum tipo de beneficiamento que vise &agrave; agrega&ccedil;&atilde;o de valor ao produto como forma de converter rendimentos para todos os envolvidos na cadeia produtiva. Desta forma, o Par&aacute; permanece como mero exportador de mat&eacute;ria bruta e, al&eacute;m dos impostos n&atilde;o serem recolhidos no estado, o lucro jamais chega ao fornecedor prim&aacute;rio - o pescador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trabalhos cient&iacute;ficos contribuem para a gera&ccedil;&atilde;o de conhecimento sobre a esp&eacute;cie, por&eacute;m &eacute; sabido que os recursos p&uacute;blicos para esse fim s&atilde;o de dif&iacute;cil acesso ou demandam tempo para a divulga&ccedil;&atilde;o dos resultados. Adicionalmente, a coleta de informa&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o de camar&atilde;o &eacute; deficiente, face aos in&uacute;meros gargalos de sua cadeia de comercializa&ccedil;&atilde;o. Essa dificuldade se vale da grande quantidade de portos pesqueiros e dos volumes desembarcados. Esse fato, aliado &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de metodologias de extrapola&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cuja aplicabilidade n&atilde;o condiz aos sistemas pesqueiros paraenses, ainda culminam em dados pouco precisos da atividade pesqueira local. Desta forma, parece evidente a necessidade de um controle mais coerente da produ&ccedil;&atilde;o do camar&atilde;o-da-Amaz&ocirc;nia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DIRETRIZES PARA UM MODELO BIOECON&Ocirc;MICO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, v&ecirc;m sendo utilizadas t&eacute;cnicas sofisticadas com excelente aplicabilidade no manejo pesqueiro. Essas ferramentas, conhecidas como modelos bioecon&ocirc;micos ou an&aacute;lise de coortes, permitem delinear formas mais acuradas de manejo e delimitar poss&iacute;veis cen&aacute;rios futuros, mediante a introdu&ccedil;&atilde;o de dados biol&oacute;gicos e/ou econ&ocirc;micos (3).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para que um ideal de manejo seja atingido, a elabora&ccedil;&atilde;o de um modelo bioecon&ocirc;mico precisa ser necessariamente validada. Esta valida&ccedil;&atilde;o, em se tratando do camar&atilde;o-da-Amaz&ocirc;nia, deve ser baseada nas consequ&ecirc;ncias econ&ocirc;micas e biol&oacute;gicas da varia&ccedil;&atilde;o no esfor&ccedil;o de pesca. Esses modelos s&atilde;o considerados instrumentos anal&iacute;ticos e v&ecirc;m sendo utilizados no ordenamento de algumas esp&eacute;cies de peixes capturadas em pa&iacute;ses como o Chile e o Peru (12).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o camar&atilde;o-da-Amaz&ocirc;nia, assim como para as demais esp&eacute;cies nas quais se pretende utilizar essa ferramenta, o modelo bioecon&ocirc;mico elaborado deve ser relativamente f&aacute;cil de compreender e manejar e, ao mesmo tempo, ser bastante flex&iacute;vel, podendo adaptar-se facilmente ao volume de dados dispon&iacute;veis. &Eacute; importante, tamb&eacute;m, que todos os par&acirc;metros possam mudar para que sejam mostrados os cen&aacute;rios/condi&ccedil;&otilde;es desse sistema pesqueiro, de modo que possam ser previstos cen&aacute;rios futuros das pescarias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse modelo - baseado em submodelos ecol&oacute;gicos, econ&ocirc;micos, tecnol&oacute;gicos e sociais - seria elaborado como mapa conceitual para o entendimento global do sistema pesqueiro. Para o camar&atilde;o-da-Amaz&ocirc;nia, um modelo bioecon&ocirc;mico deveria pelo menos compreender os aspectos mostrados na <a href="/img/revistas/cic/v68n2/a17fig01.jpg">Figura 1</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A avalia&ccedil;&atilde;o dos efeitos econ&ocirc;micos, por exemplo, de um aumento ou diminui&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o em um determinado setor, uma expans&atilde;o ou contra&ccedil;&atilde;o da pescaria, poderia ser realizada mediante uma an&aacute;lise de insumo/produto (IP), que n&atilde;o se aplicaria somente &agrave; atividade de captura, mas a todas as outras etapas, uma vez que todas estariam conectadas. Por conseguinte, todos os demais efeitos poderiam ser previstos. O principal desfecho da an&aacute;lise seria, ent&atilde;o, avaliar a efic&aacute;cia de uma pescaria. Certamente, essas an&aacute;lises s&atilde;o muito pertinentes ao setor pesqueiro, onde os recursos s&atilde;o de uso comum e tendem a causar uma distribui&ccedil;&atilde;o desigual (ou sub-&oacute;tima) dos fatores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O modelo permitiria avaliar um n&iacute;vel &oacute;timo de atua&ccedil;&atilde;o do esfor&ccedil;o para aumentar ao m&aacute;ximo os benef&iacute;cios totais das capturas. Entretanto, para que isso aconte&ccedil;a &eacute; preciso, necessariamente, ter os dados claramente definidos. Outro importante papel para a otimiza&ccedil;&atilde;o das pescarias e, consequentemente, de todo o sistema pesqueiro, &eacute; o da administra&ccedil;&atilde;o de todo o processo que, segundo Bossier e Wolff (16), deve se apoiar primeiramente a) na conserva&ccedil;&atilde;o, em longo prazo, dos recursos; b) na maximiza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o e da receita total das capturas ou da entrada de divisas; c) na maximiza&ccedil;&atilde;o do lucro; d) na diminui&ccedil;&atilde;o dos custos de produ&ccedil;&atilde;o; e) na melhoria da condi&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e social da m&atilde;o de obra, para uma melhor oportunidade de emprego e redistribui&ccedil;&atilde;o dos benef&iacute;cios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Certamente, esses seriam os princ&iacute;pios b&aacute;sicos para uma administra&ccedil;&atilde;o pesqueira ideal, entretanto, &eacute; sabido que, no caso espec&iacute;fico de camar&otilde;es, como ressaltam Isaac e colegas (17), existem peculiaridades que dificultam esse processo, em particular o fato de que os camar&otilde;es apresentam elevados valores na comercializa&ccedil;&atilde;o – o que j&aacute; pode ser observado tamb&eacute;m para <i>M. amazonicum</i> nas feiras de mercados populares de Bel&eacute;m (PA) – fato que aumenta extraordinariamente o incentivo para aumento de esfor&ccedil;o de pesca. Assim, a falta de uma adequada administra&ccedil;&atilde;o da atividade, desde seu princ&iacute;pio, pode vir a possibilitar esse incremento demasiadamente elevado do esfor&ccedil;o de pesca, conduzindo &agrave; rentabilidade nula e at&eacute; a uma redu&ccedil;&atilde;o dos valores de capturas totais. Fortalece-se a necessidade da administra&ccedil;&atilde;o dessas pescarias, o que pode ser viabilizado utilizando-se os modelos bioecon&ocirc;micos supracitados, que convergem para a visualiza&ccedil;&atilde;o desses poss&iacute;veis cen&aacute;rios futuros mediante a introdu&ccedil;&atilde;o de dados biol&oacute;gicos ou da gera&ccedil;&atilde;o de divisas no modelo, por exemplo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A ba&iacute;a do Guajar&aacute; &eacute; um ambiente de f&aacute;cil acesso &agrave; fiscaliza&ccedil;&atilde;o e monitoramento da atividade, tendo vista a proximidade desta com a capital e a temporalidade dos desembarques que seguem o ritmo das mar&eacute;s. Sendo assim, a normaliza&ccedil;&atilde;o das capturas de camar&atilde;o-da-Amaz&ocirc;nia certamente teria sucesso, por&eacute;m, a limita&ccedil;&atilde;o do acesso para a pescaria como, por exemplo, um licenciamento dos pescadores artesanais que pudessem atuar na &aacute;rea, tenderia a provocar a transfer&ecirc;ncia do excesso do esfor&ccedil;o para as pescarias ou estoques de &aacute;reas vizinhas e, provavelmente, teria que ser limitado tamb&eacute;m o acesso em todas as pescarias pr&oacute;ximas, com o objetivo de controlar essa transfer&ecirc;ncia. Esta problem&aacute;tica j&aacute; havia sido discutida por Garcia e Le Reste (18). Al&eacute;m disso, para essa ba&iacute;a em particular, a falta de um cadastro de pescadores, que viabilizasse um monitoramento das pescarias, &eacute; um impedimento significativo para se implantar as tentativas de controle direto do esfor&ccedil;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma alternativa favor&aacute;vel &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da press&atilde;o dos estoques naturais seria o incentivo ao cultivo da esp&eacute;cie, o que j&aacute; vem sendo observado entre os pr&oacute;prios pescadores que fazem um certo &ldquo;controle&rdquo; do pescado, mantendo os menores esp&eacute;cimes em viveiros, sendo um indicativo de que, se fossem orientados corretamente, poderiam ajudar no manejo do recurso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma necessidade imediata &eacute; o financiamento para a realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisas que contemplem estudos b&aacute;sicos da biologia dessa esp&eacute;cie em outras &aacute;reas do estado ou da Amaz&ocirc;nia como um todo, como forma de integrar conhecimentos e avaliar a repercuss&atilde;o de investimentos no manejo in situ e ex situ. Como um primeiro passo, a Secretaria de Estado de Pesca e Aquicultura (Sepaq/PA) aprovou, em 2009, uma rede de pesquisa com algumas institui&ccedil;&otilde;es de todo o Brasil, com tem&aacute;ticas voltadas &agrave; pesquisa em ambiente natural e no cultivo de M. amazonicum, denotando novamente a import&acirc;ncia do recurso. Os trabalhos consistem no desenvolvimento de pesquisas para otimizar a produ&ccedil;&atilde;o da larvicultura, pois essa &eacute; a fase mais complexa do cultivo. As expectativas, at&eacute; ent&atilde;o, s&atilde;o positivas uma vez que os avan&ccedil;os alcan&ccedil;ados objetivam viabilizar a intera&ccedil;&atilde;o entre a pesquisa e o setor produtivo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Holthuis, L.B. "A general revision of the Palaemonidae (Crustacea Decapoda Natantia) of the Americas." Allan Hancock Foundation Publications. Occasional Paper. <i>The subfamily Palaemoninae</i>. University of Southern California, p 1-395. 1952.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Bauer, R.T. <i>Remarkable shrimps: adaptations and natural history of the Carideans</i>. University of Oklahoma Press, Norman, 316p. 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Bentes, B. S. "Ecologia, pesca e din&acirc;mica populacional do camar&atilde;o-da-Amaz&ocirc;nia - <i>Macrobrachium amazonicum</i> (Heller, 1862) (Decapoda: Palaemonidae) - capturado na regi&atilde;o das ilhas de Bel&eacute;m - Par&aacute; - Brasil". Tese de doutorado. Universidade Federal do Par&aacute;, Bel&eacute;m. 256p. 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Lucena-Fr&eacute;dou, F.; Rosa, J. S.; Silva, M. C. N &amp; Azevedo E.F. "Population dynamics of the River Prawn, <i>Macrobrachium amazonicum</i> (Heller, 1862) (Decapoda, Palaemonidae) on Combu island (Amazon estuary)". <i>Crustaceana</i>, pp. 277-290. 2010.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Odinetz Collart,  O. &amp; Magalh&atilde;es, C. "Ecological constraints and life history strategies of <i>Palaemonidae Prawns</i> in Amazonia". <i>Verhandlungen Internationale Vereinigung fur theoretische und angewandte limnologie</i>, 25: 2460-2467. 1994.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Azevedo, E. F. "Biologia reprodutiva do camar&atilde;o regional <i>Macrobrachium amazonicum</i> (Heller, 1862) (Decapoda; Palaemonidae), na ilha do Combu (Bel&eacute;m, PA)". Trabalho de conclus&atilde;o de curso. Universidade Federal do Par&aacute;. 28p. 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Bentes, B.; Martinelli-Lemos, J. M.; Cardoso, C. N. A.; Nascimento, M. S.; Isaac, V. J. N. <i>Reproductive biology of</i> Macrobrachium amazonicum <i>(Heller, 1862) in an estuary in the Brazilian Amazonian</i>. 2016. (no prelo).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Bentes, B. S.; Martinelli, J. M.; Souza, L. S.; Cavalcante, D.V.; Almeida, M. C.; Isaac, V. "Spatial distribution of the amazon river prawn <i>Macrobrachium amazonicum</i> (Heller, 1862) (Decapoda, Caridea, Palaemonidae) in two perennial creeks of an estuary on the Northern coast of Brazil (Guajar&aacute; Bay, Bel&eacute;m, Par&aacute;)". <i>Brazilian Journal of Biology</i>, 71(4): 925-935. 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Peixoto, S. N. B. "Caracteriza&ccedil;&atilde;o molecular e biologia reprodutiva de <i>Macrobrachium amazonicum</i> (Crustacea, Decapoda, Palaemonidae)". Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado. Universidade Federal do Par&aacute;, 71p. 2002.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Bentes, B.; Ca&ntilde;ete, V. R.; Pereira, L. J. G.; Martinelli-Lemos, J. M.; Isaac, V. "Descri&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica da pesca do camar&atilde;o <i>Macrobrachium amazonicum </i>(Heller, 1862) (Decapoda: Palaemonidae) em um estu&aacute;rio da costa Norte do Brasil: o caso da ilha de Mosqueiro (PA)". <i>Boletim do Laborat&oacute;rio de Hidrobiologia</i>, 25: 21-30. 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Bentes, B. S.; Isaac, V. J.; Martinelli-Lemos, J. M. <i>Din&acirc;mica populacional do camar&atilde;o-da-Amaz&ocirc;nia - </i>M. amazonicum <i>(Heller, 1862) (Decapoda: Palaemonidae) - no estu&aacute;rio Guajar&aacute; - Bel&eacute;m - Brasil. 2016</i>. (no prelo).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Bossier, S.; Wolff, M.; Soetaert, K. "Causes of performace differences between scallop culture in Peru and Chile: a bio-economical modeling approach." <i>In: </i>Mees, J. et al. (Ed.) (2015). <i>Book of abstracts - VLIZ young scientists' day, Brugge. </i>VLIZ Special Publication, 26p. 2015.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Isaac, V. J.; Dias Neto, J.; Damasceno, F. G. "Camar&atilde;o rosa da costa Norte. Biologia, din&acirc;mica e administra&ccedil;&atilde;o pesqueira". <i>Cole&ccedil;&atilde;o Meio Ambiente</i>. Ibama. S&eacute;rie Estudos Pesca. 187p. 1992.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Garcia, S.; Le Reste, L. "Life cycles, dynamics, explotation and management of coastal penaeid shrimp stocks". <i>FAO Fisheries Technology Papers</i>, pp. 203-215. 1981.    </font></p>     ]]></body>
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