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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MUNDO    <br> DIVULGA&Ccedil;&Atilde;O CIENT&Iacute;FICA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A ci&ecirc;ncia em p&uacute;blico na Inglaterra</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jessica Norberto Rocha </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quem j&aacute; foi &agrave; Europa em julho sabe que quando chega o ver&atilde;o as cidades se enchem de cor, alegria e que os parques e pra&ccedil;as s&atilde;o ocupados pelas pessoas. &Eacute; tamb&eacute;m nesse momento que a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica vai para as ruas. Todos os anos acontece no centro de Londres, Inglaterra, o Summer Science Exhibition, evento gratuito organizado pela The Royal Society (Real Sociedade de Londres). Este ano o evento aconteceu entre os dias 04 e 10 de julho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante uma semana, por meio de exposi&ccedil;&otilde;es interativas, palestras e debates, cientistas e alunos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o das mais reconhecidas institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa e de sociedades cient&iacute;ficas do Reino Unido e de outros pa&iacute;ses da Europa mostraram para a popula&ccedil;&atilde;o da capital inglesa o que est&atilde;o desenvolvendo nas suas investiga&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As exposi&ccedil;&otilde;es deste ano possibilitaram dialogar com o p&uacute;blico sobre diversos assuntos, desde o combate a c&eacute;lulas cancer&iacute;genas &agrave; sismologia vulc&acirc;nica, de aplica&ccedil;&otilde;es do diamante &agrave; preven&ccedil;&atilde;o e tratamento de infec&ccedil;&otilde;es f&uacute;ngicas, do entendimento da antimat&eacute;ria no universo e do que aconteceu instantes depois do Big Bang, at&eacute; a produ&ccedil;&atilde;o de vibra&ccedil;&otilde;es em nano escala para estimular c&eacute;lulas tronco.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v68n4/a08fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ORIGEM DO MUNDO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na mostra "Galaxy makers: how do you build a galaxy?", organizada conjuntamente pelas Universidades de Durham e Newcastle, do Reino Unido, pela Universidade de Leiden, da Holanda, e pelo Instituto de Estudos Te&oacute;ricos Heidelberg, da Alemanha, o visitante podia criar a sua pr&oacute;pria gal&aacute;xia e ainda lev&aacute;-la para casa. Usando supercomputadores que fazem simula&ccedil;&otilde;es, ele tinha que escolher uma determinada quantidade de elementos, como g&aacute;s, poeira, estrelas, buracos negros, mat&eacute;ria escura, energia e eventos do universo, para configurar uma "nova" gal&aacute;xia. Depois de criada, ela era projetada holograficamente e seus dados analisados por um astr&ocirc;nomo. Como recorda&ccedil;&atilde;o, o visitante ganhava um mini cubo de holografia com o c&oacute;digo da sua gal&aacute;xia para que, atrav&eacute;s do web-site do grupo, pudesse visualiz&aacute;-la e introduzir novas configura&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em outra experi&ecirc;ncia imersiva, por meio de dois grandes rob&ocirc;s, o p&uacute;blico pode visualizar e simular em 3D os cortes, pontos e movimentos que os m&eacute;dicos fazem nas opera&ccedil;&otilde;es. Fruto de uma parceria entre o Royal Free Hospital, as universidades de Oxford, University College London e University College Hospital e as empresas Intuitive Surgical Inc. e InnersightLabs, a ideia era mostrar como tecnologia e inova&ccedil;&atilde;o est&atilde;o unidas nos procedimentos cir&uacute;rgicos complexos e de alta precis&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tamb&eacute;m em julho, aconteceu outro evento de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica na capital inglesa: a "The Big Bang: UK young scientists and engineers fair" (O Big Bang: feira para jovens cientistas e engenheiros do Reino Unido). Nessa feira, alunos da educa&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica apresentaram seus trabalhos de tem&aacute;ticas variadas. Havia pesquisas sobre como os videogames podem afetar o organismo; como modelar pe&ccedil;as de xadrez com personagens do <i>Game of thrones</i> em impressoras 3D; como a envergadura das asas afeta o voo de um avi&atilde;o de papel e como diferentes l&iacute;quidos afetam a massa e a textura dos dentes. A feira, distribu&iacute;da em tr&ecirc;s localidades de Londres, &eacute; uma etapa que serve para selecionar doze trabalhos para a feira nacional que acontecer&aacute; em Birmigham, em mar&ccedil;o de 2017. Em cada uma das localidades foram apresentados aproximadamente 40 trabalhos, julgados a partir de crit&eacute;rios como metodologia e rigor cient&iacute;fico, criatividade e potencial de aplica&ccedil;&atilde;o e/ou desenvolvimento do projeto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas caracter&iacute;sticas n&atilde;o faltaram na pesquisa "Como o mundo vai acabar?". De previs&otilde;es vindas de hist&oacute;rias em quadrinhos at&eacute; problemas contempor&acirc;neos, como o terrorismo, ebola, c&acirc;ncer, guerra nuclear e aquecimento global, foram v&aacute;rias as hip&oacute;teses levantadas para discutir a rela&ccedil;&atilde;o entre ci&ecirc;ncia e sociedade. "Estamos desenvolvendo essa pesquisa para refletir e, ao mesmo tempo, conscientizar nossos colegas sobre como as quest&otilde;es da ci&ecirc;ncia t&ecirc;m impacto na nossa vida. Afinal, n&atilde;o &eacute; porque somos jovens que n&atilde;o podemos ter uma concep&ccedil;&atilde;o e uma vis&atilde;o cr&iacute;tica do mundo. Temos que questionar aqueles pol&iacute;ticos que tomam as decis&otilde;es por n&oacute;s", afirmou um dos alunos do grupo de apenas 13 anos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fomentar nos jovens o pensamento cr&iacute;tico e reflexivo sobre a ci&ecirc;ncia e seus impactos na sociedade &eacute; apenas um dos objetivos das feiras de ci&ecirc;ncias. A Big Bang Fair tem como papel vital inspirar futuros cientistas e engenheiros em n&iacute;vel local e nacional, come&ccedil;ando com um trabalho nas escolas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rose Russel, professora da escola Ursuline Academy Ilford, orientou trabalhos sobre sustentabilidade e engenharia para pa&iacute;ses pobres e em desenvolvimento, que foram selecionados por tr&ecirc;s anos consecutivos para a feira nacional, e acredita que "participar da feira tem uma influ&ecirc;ncia significativa na vida dos jovens, mesmo que n&atilde;o sigam carreiras em STEM (sigla em ingl&ecirc;s para ci&ecirc;ncia, tecnologia, engenharia e matem&aacute;tica), porque ajuda a definir a &aacute;rea que eles querem seguir". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na feira, al&eacute;m de expor seus trabalhos, os alunos participam de oficinas, palestras e cursos ministrados por cientistas e engenheiros de universidades, institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa, museus e empresas de tecnologia e engenharia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INICIATIVA BRASILEIRA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Enquanto na Inglaterra a efervesc&ecirc;ncia da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica acontece em julho, no Brasil &eacute; no m&ecirc;s de outubro. A Semana Nacional de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (SNCT) h&aacute; 12 anos vem mobilizando a comunidade cient&iacute;fica brasileira, empresas p&uacute;blicas, escolas, funda&ccedil;&otilde;es de apoio, institutos de pesquisa, minist&eacute;rios, museus, secretarias estaduais e universidades para a organiza&ccedil;&atilde;o de eventos de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e feiras de ci&ecirc;ncias em todas as regi&otilde;es brasileiras. Organizada pelo Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Inova&ccedil;&otilde;es e Comunica&ccedil;&otilde;es (MCTIC), em 2015, a Semana atingiu a marca hist&oacute;rica de mil munic&iacute;pios onde institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e as universidades foram &agrave;s ruas ou abriram suas portas para mostrar e dialogar com a popula&ccedil;&atilde;o sobre suas pesquisas. Em 2016, a SNCT aconteceu entre os dias 17 e 23 de outubro, com a tem&aacute;tica "Ci&ecirc;ncia alimentando o Brasil". As atividades podem ser conferidas no website: <a href="http://semanact.mcti.gov.br/" target="_blank">http://semanact.mcti.gov.br/</a>.</font></p>      ]]></body>
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