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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MUNDO    <br> BIOLOGIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tirando as corujas da escurid&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Patr&iacute;cia Mariuzzo </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A coruja do campan&aacute;rio ou coruja da igreja (<i>Tito alba</i>) &eacute; uma esp&eacute;cie que ocorre em quase toda Am&eacute;rica Latina. De h&aacute;bitos noturnos, ela prefere fazer ninhos em buracos de &aacute;rvores, fendas em rochas e tamb&eacute;m em torres de igrejas, da&iacute; esse nome popular. Ela se alimenta de pequenos mam&iacute;feros e aves, morcegos, ratos e insetos grandes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v69n2/a08fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para ca&ccedil;ar fica camuflada em galhos de &aacute;rvores. Com vis&atilde;o noturna e audi&ccedil;&atilde;o extremamente agu&ccedil;adas, quando percebe qualquer movimento, ela se aproxima silenciosamente at&eacute; cercar e capturar sua presa entre suas garras. Mais leve do que a de outras aves, a pelagem das corujas permite que ela mova as asas quase sem ru&iacute;do, o que facilita esses ataques sorrateiros e, quase sempre, fatais para as presas. Essa &eacute; uma das caracter&iacute;sticas que, ao longo do tempo, ajudou a alimentar mitos e crendices sobre as corujas, muitos deles associados ao mau agouro e &agrave; morte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para os astecas, incas e maias, essas aves s&atilde;o s&iacute;mbolo da morte e destrui&ccedil;&atilde;o, motivo pelo qual podem ser facilmente encontradas em representa&ccedil;&otilde;es do deus asteca da morte, Miclantecuhtli. At&eacute; hoje, algumas pessoas acreditam que as corujas podem arrancar os olhos e o cora&ccedil;&atilde;o de uma pessoa, enquanto outros ainda acham que as corujas trazem m&aacute; sorte. Como essas hist&oacute;rias s&atilde;o criadas e por que persistem? Para Jack Clinton Eitniear, diretor do Centro de Estudos de Aves Tropicais, sediado no Texas, Estados Unidos, essas hist&oacute;rias t&ecirc;m origem em um certo temor em rela&ccedil;&atilde;o aos animais de h&aacute;bitos noturnos, como as corujas. "Muita gente sabe de alguma hist&oacute;ria de algu&eacute;m que foi atacado por uma coruja ao se aproximar de seu ninho e &eacute; prov&aacute;vel que esses epis&oacute;dios ajudem a perpetuar os mitos", lembra. Tirando essas cren&ccedil;as e mitos, o p&uacute;blico geral t&ecirc;m pouco conhecimento sobre as corujas e mesmo entre os ornit&oacute;logos &eacute; consenso que h&aacute; v&aacute;rias esp&eacute;cies que ainda n&atilde;o foram estudadas, especialmente as que vivem no M&eacute;xico, Am&eacute;rica Central e do Sul.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; essa lacuna que o livro <i>Los b&uacute;hos neotropicales, diversidad y conservaci&oacute;n</i> tenta preencher. Organizado pelos pesquisadores Paula Enr&iacute;quez e Jos&eacute; Luis Rangel-Salazar, do Departamento de Conserva&ccedil;&atilde;o e Biodiversidade do Colegio de la Frontera Sur (Ecosur), no M&eacute;xico, a obra foi publicada em 2015 em formato digital, de acesso livre (<a href="http://bibliotecasibe.ecosur.mx/sibe/book/000012610" target="_blank">http://bibliotecasibe.ecosur.mx/sibe/book/000012610</a>). "O livro re&uacute;ne o conhecimento sobre biologia e ecologia das corujas distribu&iacute;das em cada um dos pa&iacute;ses da regi&atilde;o neotropical (menos Peru, Honduras e Costa Rica). Tamb&eacute;m chama a aten&ccedil;&atilde;o para as amea&ccedil;as a essas esp&eacute;cies presentes em cada pa&iacute;s e as estrat&eacute;gias de conserva&ccedil;&atilde;o para proteg&ecirc;- las", conta Enr&iacute;quez. Esse ano, ap&oacute;s revis&atilde;o e atualiza&ccedil;&atilde;o, a obra ser&aacute; publicada no formato impresso, em ingl&ecirc;s, pela editora Springer Nature, especializada em literatura cient&iacute;fica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o professor Jos&eacute; Carlos Motta Junior, do Laborat&oacute;rio de Ecologia de Aves (Labecoaves) da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), um dos autores do cap&iacute;tulo sobre corujas do Brasil, a import&acirc;ncia da publica&ccedil;&atilde;o &eacute; ser um ve&iacute;culo de divulga&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia sobre um animal ainda sujeito a crendices – os textos adotam uma linguagem acess&iacute;vel ao p&uacute;blico leigo – e, ao mesmo tempo, uma ferramenta para ampliar conhecimentos sobre essas aves: "No Brasil algumas esp&eacute;cies de corujas menos conhecidas podem estar fora de listas de animais amea&ccedil;ados exatamente por n&atilde;o se ter quase nenhuma informa&ccedil;&atilde;o sobre elas", acredita.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v69n2/a08fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>P&Aacute;SSAROS DA NOITE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As corujas s&atilde;o um bom exemplo dos processos de diversifica&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies. Atualmente est&atilde;o descritas um total de 250 esp&eacute;cies em todo o mundo, distribu&iacute;das em todos os ambientes, com exce&ccedil;&atilde;o da Ant&aacute;rtida e das ilhas oce&acirc;nicas. A maioria das esp&eacute;cies s&atilde;o arb&oacute;reas e de h&aacute;bitos noturnos, mas existem esp&eacute;cies terrestres, que ca&ccedil;am e se alimentam durante o dia. Seu tamanho tamb&eacute;m varia consideravelmente. A esp&eacute;cie com menor tamanho tem 14 cent&iacute;metros ou menos (<i>Micrathene whitneyi</i>) e a maior chega a 80 cent&iacute;metros de altura (<i>Bubo bubo</i>). Apesar de estarem dispersas em quase todos os continentes, a maioria vive em &aacute;reas tropicais, sendo que um ter&ccedil;o em &aacute;reas neotropicais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S&atilde;o as &uacute;nicas aves com olhos dirigidos para frente, com vis&atilde;o estereosc&oacute;pica altamente desenvolvida que, a despeito da pequena mobilidade, apresentam um amplo campo visual porque podem mover a cabe&ccedil;a at&eacute; 270 graus. A estrutura dos olhos permite enxergar com baixas intensidades de luz. Algumas esp&eacute;cies desenvolveram um sistema de audi&ccedil;&atilde;o com orelhas assim&eacute;tricas, provavelmente para melhorar as estrat&eacute;gias de localiza&ccedil;&atilde;o de presas em ambientes noturnos com vegeta&ccedil;&atilde;o densa. Podem capturar animais vertebrados de v&aacute;rios tamanhos. No est&ocirc;mago ocorre a separa&ccedil;&atilde;o de pelos e ossos que, em forma de pelotas, s&atilde;o regurgitados e, em geral, ficam depositados debaixo dos ninhos. A coleta e an&aacute;lise dessas pelotas pode gerar valiosas informa&ccedil;&otilde;es sobre a dieta dessas aves. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seus h&aacute;bitos noturnos imp&otilde;em bastante dificuldade de observa&ccedil;&atilde;o e registro, por isso v&aacute;rias esp&eacute;cies ainda n&atilde;o foram suficientemente estudadas. As corujas apresentam grande valor ecol&oacute;gico para os ecossistemas em que habitam porque ocupam o &uacute;ltimo n&iacute;vel da cadeia tr&oacute;fica. O conhecimento sobre essas popula&ccedil;&otilde;es &eacute; uma medida para regular o tamanho das popula&ccedil;&otilde;es de suas presas, informa&ccedil;&atilde;o fundamental para o manejo florestal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AMEA&Ccedil;AS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Tanto no M&eacute;xico quanto nos demais pa&iacute;ses da Am&eacute;rica do Sul e Central, a principal amea&ccedil;a para as corujas &eacute; o desflorestamento, fator que reduz tanto a disponibilidade de locais para constru&iacute;rem seus ninhos como a quantidade de alimento. Al&eacute;m disso, em algumas esp&eacute;cies, a alimenta&ccedil;&atilde;o est&aacute; diretamente relacionada com a reprodu&ccedil;&atilde;o, ou seja, sem a quantidade de alimento suficiente, as f&ecirc;meas deixam de colocar ovos. No caso do M&eacute;xico, Enr&iacute;quez e Salazar apontam que os processos de fragmenta&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas florestadas t&ecirc;m provocado mudan&ccedil;as na distribui&ccedil;&atilde;o e varia&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies. Algumas t&ecirc;m se adaptado a &aacute;reas parcialmente urbanas dependendo de fatores como vegeta&ccedil;&atilde;o, disponibilidade de alimentos e lugares para constru&iacute;rem ninhos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em outras localidades, entretanto, muitas esp&eacute;cies correm risco de extin&ccedil;&atilde;o. A Norma Oficial Mexicana (NOM-059) considera atualmente 18 esp&eacute;cies de corujas em alguma categoria de risco, n&uacute;mero que representa 53% das esp&eacute;cies do pa&iacute;s. Os pesquisadores destacam, entretanto, que ainda h&aacute; pouca informa&ccedil;&atilde;o sobre as tend&ecirc;ncias populacionais dessas esp&eacute;cies em risco. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O avan&ccedil;o da fronteira agr&iacute;cola, causa de desmatamentos em v&aacute;rios pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina, inclusive no Brasil, impacta diretamente na disponibilidade de fontes naturais de alimentos como, por exemplo, insetos que comp&otilde;em a dieta de algumas esp&eacute;cies de corujas. &Eacute; o que tem acontecido mais recentemente no Panam&aacute;, especialmente na vertente do Pac&iacute;fico, onde avan&ccedil;am planta&ccedil;&otilde;es de arroz. O mochuelo ferruginoso &eacute; um cl&aacute;ssico consumidor de insetos diurnos, mas a aplica&ccedil;&atilde;o de inseticidas em &aacute;reas pr&oacute;ximas dos bosques onde essa coruja vive, afeta diretamente a quantidade de alimento. O cultivo extensivo de arroz propicia tamb&eacute;m a prolifera&ccedil;&atilde;o de ratos silvestres e os raticidas utilizados para combat&ecirc;-los afetam a popula&ccedil;&atilde;o de corujas por acumula&ccedil;&atilde;o de praguicidas em seu corpo. Por outro lado, a redu&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o de corujas favorece o aumento da popula&ccedil;&atilde;o de ratos, abrindo espa&ccedil;o para o desenvolvimento de enfermidades como o hantav&iacute;rus, como j&aacute; aconteceu nos distritos de Aguadulce, Parita, Guarar&eacute; e Tonos&iacute;, na Pen&iacute;nsula de Azuero, no Panam&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Individualmente, os fatores que amea&ccedil;am essas aves variam muito. Na Argentina, por exemplo, pesquisadores apontam a ca&ccedil;a, em muitos casos devido a supersti&ccedil;&otilde;es, a eletrocuss&atilde;o em fios de alta tens&atilde;o e, principalmente, o atropelamento em rodovias e estradas. Isso se deve provavelmente ao deslocamento das aves no solo ao perseguirem suas presas e &agrave; vis&atilde;o em t&uacute;nel, que impede as corujas de perceber os ve&iacute;culos se aproximando quando cruzam uma rodovia perpendicularmente. Na Bol&iacute;via &eacute; uma pr&aacute;tica comum indiv&iacute;duos serem capturados para confec&ccedil;&atilde;o de trajes folcl&oacute;ricos como m&aacute;scaras elaboradas com o animal inteiro. "Ainda que estas aves provavelmente sejam parte de ritos e cren&ccedil;as desde muito tempo, com certeza nunca se utilizou a quantidade de animais como atualmente. Como n&atilde;o existem estudos sobre a magnitude real dessas pr&aacute;ticas, nem tampouco sobre a mortalidade das corujas que s&atilde;o eliminadas por serem consideradas de mau agouro, &eacute; poss&iacute;vel que estejamos subestimando o impacto que esses fatores t&ecirc;m sobre a popula&ccedil;&atilde;o dessas aves", afirmou Diego M&eacute;ndez, da Asociaci&oacute;n Armon&iacute;a, uma ONG dedicada ao estudo e prote&ccedil;&atilde;o da fauna boliviana.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Para Enr&iacute;quez, a comunica&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia &eacute; essencial tanto para promover a conserva&ccedil;&atilde;o das esp&eacute;cies que est&atilde;o amea&ccedil;adas, como para aumentar a compreens&atilde;o sobre essas aves pelo p&uacute;blico leigo, diluindo essa aura de mau agouro em torno das corujas que pode, de fato, impactar em suas popula&ccedil;&otilde;es. "A comunidade cient&iacute;fica tem uma responsabilidade social e parte dessa responsabilidade &eacute; a comunica&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia", aponta.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MODIFICANDO PERCEP&Ccedil;&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Estudos recentes indicam que a percep&ccedil;&atilde;o positiva sobre as corujas, especialmente por parte da popula&ccedil;&atilde;o rural, varia conforme a esp&eacute;cie e seus h&aacute;bitos. As que comem ratos, por exemplo, s&atilde;o vistas como ben&eacute;ficas. Um estudo de 2004 avaliou o n&iacute;vel de conhecimento sobre corujas por parte de estudantes, professores e habitantes de uma zona rural em Valdivia, sul do Chile. Os resultados indicaram pouco conhecimento e uma atitude negativa em rela&ccedil;&atilde;o a essas aves. Curiosamente, mais de 80% da popula&ccedil;&atilde;o acredita que as aves trazem benef&iacute;cios porque comem ratos. Por outro lado, outra pesquisa junto a agricultores mostrou que eles consideram as corujas aves de mau agouro. Com isso, muito animais s&atilde;o mortos quando "cantam" perto das casas dessas pessoas. Para Ricardo Figueroa, da Faculdade de Ci&ecirc;ncias Florestais e Recursos Naturais da Universidade Austral, em Valdivia, o fortalecimento de programas de educa&ccedil;&atilde;o ambiental poderia contribuir para desenvolver e consolidar uma percep&ccedil;&atilde;o e atitude positivas para com as corujas em mais habitantes rurais. "Esses programas poderiam basear-se essencialmente nos servi&ccedil;os ecossist&ecirc;micos prestados por essas aves, por exemplo o controle da popula&ccedil;&atilde;o de roedores de import&acirc;ncia zoon&oacute;tica", acredita.</font></p>      ]]></body>
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