<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0009-6725</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência e Cultura]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cienc. Cult.]]></abbrev-journal-title>
<issn>0009-6725</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0009-67252017000200010</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.21800/2317-66602017000200010</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Agroecologia: abordagens na busca da autonomia do campesinato brasileiro]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Curado]]></surname>
<given-names><![CDATA[Fernando Fleury]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="AFF"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tavares]]></surname>
<given-names><![CDATA[Edson Diogo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="AFF"/>
<xref ref-type="aff" rid="AAF"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="AF1">
<institution><![CDATA[,Embrapa Tabuleiros Costeiros  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<aff id="AF2">
<institution><![CDATA[,Associação Brasileira de Agroecologia  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>04</month>
<year>2017</year>
</pub-date>
<volume>69</volume>
<numero>2</numero>
<fpage>26</fpage>
<lpage>28</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0009-67252017000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0009-67252017000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0009-67252017000200010&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> AGROECOLOGIA    <br> APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agroecologia:  abordagens na busca da autonomia  do campesinato brasileiro</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Fernando Fleury Curado<sup>I</sup>;  Edson Diogo Tavares<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Pesquisador na Embrapa Tabuleiros Costeiros, doutor em desenvolvimento sustent&aacute;vel pela Universidade de Bras&iacute;lia (UnB). Email: <a href="mailto:fernando.curado@embrapa.br">fernando.curado@embrapa.br</a>    <br> <sup>II</sup>Pesquisador na Embrapa Tabuleiros Costeiros, doutor em desenvolvimento sustent&aacute;vel pela UnB, membro da diretoria da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia). Email: <a href="mailto:edson.diogo@embrapa.br">edson.diogo@embrapa.br</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A trajet&oacute;ria de ascens&atilde;o da agroecologia est&aacute; associada ao conjunto de respostas ao modelo de agricultura baseado na revolu&ccedil;&atilde;o verde, implementado a partir dos anos 1950 e 1960 no Brasil, e se materializou com contribui&ccedil;&otilde;es de diversos campos de interven&ccedil;&atilde;o. Assim, no campo da ci&ecirc;ncia, alguns estudos forneceram novas perspectivas sobre os impactos da moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura nos agroecossistemas, contribuindo para uma compreens&atilde;o mais ampla sobre os efeitos do uso dos agrot&oacute;xicos, a complexidade do manejo dos solos, as intera&ccedil;&otilde;es solo-insetos-plantas em suas diversas rela&ccedil;&otilde;es ecol&oacute;gicas, al&eacute;m da influ&ecirc;ncia do ambiente nessas rela&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Aacute;reas de conhecimento como a geografia, a sociologia rural, a biologia, as ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias e, principalmente, a ecologia, garantiram, a partir das pesquisas desenvolvidas, a amplia&ccedil;&atilde;o das abordagens que contribu&iacute;ram no entendimento sobre as paisagens, os territ&oacute;rios, os sistemas de produ&ccedil;&atilde;o, a agrobiodiversidade, o funcionamento dos campos de produ&ccedil;&atilde;o, o papel da mat&eacute;ria org&acirc;nica e da nutri&ccedil;&atilde;o das plantas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tamb&eacute;m no campo da pesquisa, estudos relacionados com o desenvolvimento rural, sobre as consequ&ecirc;ncias dos estilos de produ&ccedil;&atilde;o, sobre o processo de industrializa&ccedil;&atilde;o da agricultura e a concentra&ccedil;&atilde;o do capital, permitiram a reflex&atilde;o sobre as rela&ccedil;&otilde;es sociais e econ&ocirc;micas que se evidenciavam nesse modelo capitalista e excludente, quando analisado sob a perspectiva do campesinato no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No campo dos movimentos sociais destacam-se duas frentes de grande import&acirc;ncia na consolida&ccedil;&atilde;o da agroecologia tamb&eacute;m como um movimento social que emerge dos interesses populares: o movimento ambientalista e os movimentos sociais no campo. Ambos est&atilde;o inseridos no amplo e plural processo de reflex&atilde;o pol&iacute;tica e ambiental que se destaca a partir dos anos 1970, mas principalmente nos anos 1980, e que aponta para uma nova postura da sociedade civil na luta pelos direitos sociais, econ&ocirc;micos, ambientais e pol&iacute;ticos, neste caso, na luta pela participa&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica (1).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O movimento agroecol&oacute;gico (2) foi inicialmente denominado agricultura alternativa (3), reunindo diversas correntes como a agricultura biodin&acirc;mica, a agricultura org&acirc;nica, a permacultura, a agricultura ecol&oacute;gica, dentre outras, que, desde ent&atilde;o, apesar das diferentes origens, concep&ccedil;&otilde;es e especificidades, contribu&iacute;ram na constru&ccedil;&atilde;o das chamadas "agriculturas sustent&aacute;veis", convergindo no sentido da conforma&ccedil;&atilde;o de um estilo de agricultura que se contrap&otilde;e ao modelo agroqu&iacute;mico e concentrador de capitais, mas dissonantes no sentido da dimens&atilde;o social, seja nas cr&iacute;ticas aos impactos sociais desse modelo hegem&ocirc;nico baseado na revolu&ccedil;&atilde;o verde, seja na aus&ecirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o do campesinato nos processos decis&oacute;rios, seja na assessoria t&eacute;cnica, ou no processo de experimenta&ccedil;&atilde;o e interc&acirc;mbio de conhecimentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesta dire&ccedil;&atilde;o, as a&ccedil;&otilde;es da Igreja Cat&oacute;lica de cunho progressista, fundamentadas na teologia da liberta&ccedil;&atilde;o e, mais tarde, nas teologias da terra e da &aacute;gua, com as a&ccedil;&otilde;es mobilizadoras das Comunidades Eclesiais de Bases (CEBs), as reflex&otilde;es sobre a educa&ccedil;&atilde;o popular, e a conforma&ccedil;&atilde;o do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), proporcionando o desenho de diversas experi&ecirc;ncias de reforma agr&aacute;ria no pa&iacute;s, tamb&eacute;m conferiram, ao longo dos anos seguintes, mais efetivamente nos anos 1990, outra perspectiva de desenvolvimento com profundo di&aacute;logo entre os movimentos sociais no campo (Movimento dos Atingidos por Barragens - MAB, MST, Movimento Sindical de Trabalhadores Rurais, mulheres trabalhadoras, pastorais rurais, Movimento dos Pequenos Agricultores- MPA, dentre outros), e o movimento agroecol&oacute;gico, fortalecido pela cria&ccedil;&atilde;o da Articula&ccedil;&atilde;o Nacional de Agroecologia (ANA) e da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Agroecologia (ABA-Agroecologia) em 2002 e 2003, respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro campo de an&aacute;lise da estrutura&ccedil;&atilde;o da agroecologia tamb&eacute;m se destaca gradativamente no contexto em quest&atilde;o. Trata-se da leitura que concede visibilidade &agrave;s pr&aacute;ticas das camponesas e dos camponeses e que compreende a agroecologia como o conjunto das experi&ecirc;ncias de resist&ecirc;ncia desses atores sociais ao ide&aacute;rio da agricultura moderna e de todas as consequ&ecirc;ncias advindas da sua propaga&ccedil;&atilde;o no meio rural. Assim, a agroecologia, al&eacute;m de ci&ecirc;ncia e movimento social, passa tamb&eacute;m a ser reconhecida como o resultado das pr&aacute;ticas do campesinato nos diversos agroecossistemas, estruturadas por seus conhecimentos e viv&ecirc;ncias hist&oacute;ricas, pelas rela&ccedil;&otilde;es sociais e culturais que as sustentam ao longo de v&aacute;rias gera&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na atualidade, essa leitura permite a compreens&atilde;o da presen&ccedil;a marcante de temas como educa&ccedil;&atilde;o do campo, feminismo, rela&ccedil;&otilde;es de reciprocidade no campo, autonomia na conserva&ccedil;&atilde;o das variedades crioulas e da agrobiodiversidade em geral, di&aacute;logo de conhecimentos, seguran&ccedil;a alimentar e nutricional (soberania alimentar), comunica&ccedil;&atilde;o popular, sistematiza&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias agroecol&oacute;gicas, assim como da presen&ccedil;a dos camponeses e camponesas na pesquisa (agricultores/as experimentadores/as). Da mesma forma, explica as articula&ccedil;&otilde;es em torno do papel estrat&eacute;gico das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, seja no apoio &agrave; estrutura&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias locais de comercializa&ccedil;&atilde;o (como as feiras agroecol&oacute;gicas) ou na participa&ccedil;&atilde;o desses atores no mercado institucional (Programa de Aquisi&ccedil;&atilde;o de Alimentos, PAA, e Programa Nacional de Alimenta&ccedil;&atilde;o Escolar, PNAE) ou em redes locais de comercializa&ccedil;&atilde;o solid&aacute;ria, tamb&eacute;m com a certifica&ccedil;&atilde;o dos produtos org&acirc;nicos, assim como da assist&ecirc;ncia t&eacute;cnica e extens&atilde;o rural (ATER) agroecol&oacute;gica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Da mesma forma, tem permitido a conforma&ccedil;&atilde;o de alguns projetos de pesquisa de base ecol&oacute;gica (pela Embrapa) (4) e de n&uacute;cleos de agroecologia (Neas) em institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior e de pesquisa a partir de editais do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq), al&eacute;m da cria&ccedil;&atilde;o de diversos cursos e grupos de agroecologia e tamb&eacute;m das diferentes express&otilde;es da educa&ccedil;&atilde;o do campo como as Escolas Fam&iacute;lia Agr&iacute;cola, Resid&ecirc;ncias Agr&aacute;rias, Projovem Campo, dentre outras que dialogam profundamente com os princ&iacute;pios agroecol&oacute;gicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mais recentemente, a partir de 2012, a Pol&iacute;tica Nacional de Agroecologia e Produ&ccedil;&atilde;o Org&acirc;nica (Pnapo) (5) garantiu a presen&ccedil;a do Estado na proposi&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es institucionalizadas direcionadas para a integra&ccedil;&atilde;o, articula&ccedil;&atilde;o e adequa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas, programas e a&ccedil;&otilde;es que promovam a transi&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gica, a produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica e de base ecol&oacute;gica. A conquista n&atilde;o se deu, no entanto, sem a press&atilde;o e contribui&ccedil;&otilde;es da sociedade civil organizada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir desta breve contextualiza&ccedil;&atilde;o que abarca apenas alguns aspectos da diversidade de perspectivas que o tema apresenta, a revista <i>Ci&ecirc;ncia e Cultura, </i>por meio deste N&uacute;cleo Tem&aacute;tico, estimula a reflex&atilde;o sobre a agroecologia, disponibilizando algumas abordagens que n&atilde;o esgotam o assunto, mas que evidenciam a centralidade da busca da autonomia do campesinato brasileiro no processo plural de constru&ccedil;&atilde;o desse campo de conhecimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O primeiro artigo foi elaborado pelo engenheiro agr&ocirc;nomo Romier da Paix&atilde;o Sousa, professor do Instituto Federal de Educa&ccedil;&atilde;o, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Par&aacute;, campus Castanhal, e vice-presidente norte da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Agroecologia. O autor analisa o avan&ccedil;o da educa&ccedil;&atilde;o em agroecologia no Brasil, advinda das pautas dos movimentos sociais e consubstanciada no paradigma da educa&ccedil;&atilde;o do campo, situando-a como um processo de resist&ecirc;ncia contra-hegem&ocirc;nica de educa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O segundo artigo tem a autoria da agroec&oacute;loga Maria Jos&eacute; Ramos da Silva, do agr&ocirc;nomo e professor Felipe Silveira Marini, da mestranda Aline Carneiro Cunha de Paula (todos da Universidade Federal da Para&iacute;ba), do tecn&oacute;logo em agroecologia e agricultor experimentador Alexsandro Alves Coelho e do agr&ocirc;nomo Amaury da Silva dos Santos, pesquisador da Embrapa Tabuleiros Costeiros. O texto aborda o papel estrat&eacute;gico da pesquisa participativa, alicer&ccedil;ada no di&aacute;logo de saberes (t&eacute;cnicocient&iacute;fico e popular) a partir da experimenta&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gica relacionada com a conserva&ccedil;&atilde;o da agrobiodiversidade no semi&aacute;rido paraibano, valorizando e impulsionando a autonomia camponesa por meio do uso e interc&acirc;mbio de variedades crioulas de milho no estado da Para&iacute;ba.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No terceiro artigo, a agr&ocirc;noma Ana Paula Lopes Ferreira, coordenadora do programa de direitos das mulheres na ActionAid Brasil e o agr&ocirc;nomo Luis Cl&aacute;udio Mattos, doutorando em ci&ecirc;ncias sociais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) refletem sobre a aproxima&ccedil;&atilde;o crescente nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas entre a agroecologia e os processos emancipat&oacute;rios das mulheres camponesas, analisando a realidade ainda marcante no meio rural no que diz respeito &agrave;s aus&ecirc;ncias da autonomia e do poder feminino, assim como da sua invisibilidade diante de uma sociedade ainda fortemente marcada pelo patriarcalismo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No quarto artigo, as jornalistas Maria Clara Guaraldo Notaroberto, assessora de imprensa da Embrapa Informa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica, Fernanda Cruz de Oliveira Falc&atilde;o, coordenadora de comunica&ccedil;&atilde;o da Articula&ccedil;&atilde;o Semi&aacute;rido Brasileiro (ASA), Nat&aacute;lia Almeida Souza, mestre em ci&ecirc;ncias sociais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), o radialista e jornalista Daniel Lamir de Freitas Ferreira, integrante do Coletivo Terral de Comunica&ccedil;&atilde;o e a pedagoga Juliana Andrea Oliveira Batista, analista da Embrapa Informa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica, mostram a import&acirc;ncia da reflex&atilde;o acerca do protagonismo e da autonomia individual e coletiva do campesinato na comunica&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento, ao apresentarem o contexto das oficinas de comunica&ccedil;&atilde;o popular e comunit&aacute;ria realizadas nos estados de Sergipe e Alagoas. O texto afirma como as experi&ecirc;ncias agroecol&oacute;gicas desenvolvidas pelo campesinato fortalecem os processos comunicativos nas comunidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O N&uacute;cleo Tem&aacute;tico se encerra com o artigo da engenheira de pesca Juliana Schober Gon&ccedil;alves Lima, professora da Universidade Federal de Sergipe, que discorre sobre a seguran&ccedil;a alimentar e nutricional no mundo, demonstrando a import&acirc;ncia dos sistemas agroecol&oacute;gicos em processos end&oacute;genos, que n&atilde;o passam pela simples decis&atilde;o sobre as pr&aacute;ticas ou t&eacute;cnicas agr&iacute;colas ou pela valoriza&ccedil;&atilde;o de indicadores que estejam pautados exclusivamente na produtividade, como aponta a perspectiva da intensifica&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Padula, J.; Cardoso, I. M.; Ferrari, E. A.; Dal Soglio, F. K. "Os caminhos da agroecologia no Brasil". In: <i>Agroecologia: princ&iacute;pios e reflex&otilde;es conceituais</i>. Bras&iacute;lia: Embrapa, 2013. 245 p.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Tavares de Lima, J. R. <i>Agroecologia e movimentos sociais</i>. Recife: Edi&ccedil;&otilde;es Baga&ccedil;o, 2011. 272 p.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Altiere, M. A. <i>Agroecologia: as bases cient&iacute;ficas da agricultura alternativa</i>. Rio de Janeiro: PTA/Fase, 1989. 240 p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. Embrapa. Marco referencial em agroecologia Bras&iacute;lia, DF: Embrapa Informa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica, 2006.70 p. A partir deste documento a Embrapa confere o car&aacute;ter cient&iacute;fico para a agroecologia, o que favoreceu a implementa&ccedil;&atilde;o de projetos de pesquisa e desenvolvimento relacionados a esta &aacute;rea do conhecimento.     </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Brasil. <i>Decreto n. 7.794, de 20 de agosto de 2012</i>. Institui a Pol&iacute;tica Nacional de Agroecologia e Produ&ccedil;&atilde;o Org&acirc;nica (Pnapo). Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia: C&acirc;mara dos Deputados, 2012.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Padula]]></surname>
<given-names><![CDATA[J.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cardoso]]></surname>
<given-names><![CDATA[I. M.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferrari]]></surname>
<given-names><![CDATA[E. A.]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dal Soglio]]></surname>
<given-names><![CDATA[F. K.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Os caminhos da agroecologia no Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Agroecologia: princípios e reflexões conceituais]]></source>
<year>2013</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Embrapa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tavares de Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[J. R.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Agroecologia e movimentos sociais]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Recife ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Edições Bagaço]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Altiere]]></surname>
<given-names><![CDATA[M. A.]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Agroecologia: as bases científicas da agricultura alternativa]]></source>
<year>1989</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[PTA/Fase]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Embrapa</collab>
<source><![CDATA[Marco referencial em agroecologia Brasília, DF: Embrapa Informação Tecnológica]]></source>
<year>2006</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Brasil</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Decreto n. 7.794, de 20 de agosto de 2012: Institui a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Pnapo)]]></article-title>
<source><![CDATA[Diário Oficial da União]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Câmara dos Deputados]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
