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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> AGROECOLOGIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Seguran&ccedil;a alimentar e nutricional: sistemas agroecol&oacute;gicos s&atilde;o a mudan&ccedil;a que a intensifica&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica n&atilde;o alcan&ccedil;a</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Juliana Schober Gon&ccedil;alves Lima</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Professora da Universidade Federal de Sergipe (UFS), doutora pela Universitat Hohenheim (Alemanha) em planejamento e desenvolvimento rural sustentavel e p&oacute;s-doutoranda na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde desenvolve a pesquisa "Sistemas agroalimentares, territ&oacute;rios, soberania e seguran&ccedil;a alimentar"</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Houve uma longa caminhada, repleta de adapta&ccedil;&otilde;es e lutas, para que a presen&ccedil;a determinante da agricultura se expandisse pelos territ&oacute;rios do globo terrestre, exercendo um poder decisivo na hist&oacute;ria das civiliza&ccedil;&otilde;es humanas. Por volta de 5 mil a.C., a agricultura estava presente em quase todos os continentes, criando novos modos de produ&ccedil;&atilde;o e consumo de alimentos. Roberts (1), enquanto discorre sobre os impactos da agricultura nas muitas dimens&otilde;es do desenvolvimento humano, afirma que a agricultura esteve relacionada &agrave; origem de um fen&ocirc;meno que se tornaria o marco da economia alimentar: o aumento demogr&aacute;fico. Segundo dados do autor, em 10 mil a.C. existiam aproximadamente 5 milh&otilde;es de indiv&iacute;duos em todo o mundo, que aumentaram para talvez cerca de 20 milh&otilde;es em 5 mil a.C. devido &agrave; nova din&acirc;mica de produ&ccedil;&atilde;o e acesso ao alimento viabilizados pelo desenvolvimento da agricultura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, historicamente, a agricultura exerceu uma forte influ&ecirc;ncia sobre a quantidade de alimentos dispon&iacute;veis para o consumo humano no mundo e foi fundamental para elevar a densidade populacional do planeta desde os seus prim&oacute;rdios. Entretanto, apesar de toda a for&ccedil;a civilizat&oacute;ria da agricultura, muitos povos se tornaram vulner&aacute;veis por falta de alimentos e a fome se tornou uma realidade severa e desumana para milh&otilde;es de indiv&iacute;duos. Tal realidade &eacute; uma constru&ccedil;&atilde;o das sociedades humanas que transformaram a agricultura em poder atrav&eacute;s da gera&ccedil;&atilde;o de excedentes e originaram, ao longo do tempo, um sistema agroalimentar global excludente e moldado pelo mercado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s a segunda metade do s&eacute;culo XX, a revolu&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola contempor&acirc;nea e a sua variante, conhecida como revolu&ccedil;&atilde;o verde, foram capazes de elevar a produtividade e a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos no mundo, por&eacute;m, essas revolu&ccedil;&otilde;es causaram um empobrecimento significativo dos camponeses, tornando as popula&ccedil;&otilde;es rurais das regi&otilde;es menos favorecidas do globo vulner&aacute;veis &agrave; fome e &agrave; desnutri&ccedil;&atilde;o, originando realidades surpreendentes, como a citada por Mazoyer e Roudart (2):</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    <blockquote>(...) Enfim, em certos pa&iacute;ses em desenvolvimento, no sudeste asi&aacute;tico particularmente (Tail&acirc;ndia, Vietn&atilde;, Indon&eacute;sia...), o aumento da produ&ccedil;&atilde;o devido &agrave; revolu&ccedil;&atilde;o verde combina-se com altos n&iacute;veis de rendas e de sal&aacute;rios locais t&atilde;o baixos que esses pa&iacute;ses tornaram-se exportadores de arroz enquanto a subnutri&ccedil;&atilde;o arru&iacute;na os campos.</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar do aumento do volume de alimentos, viabilizado pela revolu&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola contempor&acirc;nea e revolu&ccedil;&atilde;o verde, o n&uacute;mero de indiv&iacute;duos subnutridos no mundo ainda &eacute; grande. As estat&iacute;sticas apresentadas pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Agricultura e Alimenta&ccedil;&atilde;o (FAO) (3) mostram que existem ainda cerca de 795 milh&otilde;es de pessoas subnutridas no mundo, indicando que as metas dos Objetivos do Mil&ecirc;nio referentes &agrave; seguran&ccedil;a alimentar e nutricional n&atilde;o foram alcan&ccedil;adas at&eacute; o ano 2015. V&aacute;rios fatores contribuem para a inseguran&ccedil;a alimentar nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas. Estes incluem o crescimento populacional e aumento da demanda por alimentos, a competi&ccedil;&atilde;o pelo uso do territ&oacute;rio para a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, a competi&ccedil;&atilde;o pela &aacute;gua e os conflitos causados pelo m&uacute;ltiplo uso dos recursos naturais necess&aacute;rios &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de alimentos. Al&eacute;m desses fatores, a seguran&ccedil;a alimentar e nutricional ter&aacute; que enfrentar as incertezas da oferta de alimentos causadas pelas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Atualmente, a taxa de crescimento populacional mundial est&aacute; em torno de 1,18% por ano. As estimativas indicam que, com esta taxa de crescimento, a popula&ccedil;&atilde;o mundial de humanos poder&aacute; alcan&ccedil;ar aproximadamente 8,5 bilh&otilde;es de pessoas em 2030 (4).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Evidentemente, a seguran&ccedil;a alimentar e nutricional (SAN) das popula&ccedil;&otilde;es humanas depende tamb&eacute;m da capacidade dos sistemas produtivos transformarem recursos naturais em biomassa destinada &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o humana. Entretanto, isto n&atilde;o &eacute; suficiente e tampouco se trata de um desafio meramente tecnol&oacute;gico. Os m&uacute;ltiplos determinantes da SAN nos n&iacute;veis macro-s&oacute;cio-econ&ocirc;mico - regional e local; e domiciliar - evidenciam que a SAN constitui um conceito abrangente e multidisciplinar. Este envolve quest&otilde;es de acesso a alimentos de qualidade, pr&aacute;ticas alimentares saud&aacute;veis, pr&aacute;ticas sustent&aacute;veis de produ&ccedil;&atilde;o, cidadania e direitos humanos (5).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Toda a complexidade dos determinantes da SAN se manifesta, sobretudo, no mundo rural onde o trabalho &aacute;rduo di&aacute;rio dos camponeses da terra e da &aacute;gua n&atilde;o &eacute; suficiente para que eles pr&oacute;prios vivam livres da fome e da inseguran&ccedil;a alimentar e nutricional. Estima-se que a grande maioria dos indiv&iacute;duos subnutridos no mundo pertence ao mundo rural (2; 3).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A exist&ecirc;ncia desses camponeses, e de muitos outros no mundo rural que vivenciam a inseguran&ccedil;a alimentar, evidenciam que as pol&iacute;ticas de desenvolvimento e alimentares est&atilde;o equivocadas. As de desenvolvimento estimulam a produ&ccedil;&atilde;o de alimentos, segundo os princ&iacute;pios da revolu&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola contempor&acirc;nea e revolu&ccedil;&atilde;o verde. As alimentares consistem em suprir cidades e povoados com g&ecirc;neros aliment&iacute;cios a pre&ccedil;os sempre mais baixos. Ambas empobrecem ainda mais os camponeses e os mais pobres que constituem a maioria das pessoas subnutridas no mundo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No corrente cen&aacute;rio de r&aacute;pido crescimento populacional, novos paradigmas de produ&ccedil;&atilde;o e consumo de alimentos devem ser orientados por modos de produ&ccedil;&atilde;o eficientes que sejam capazes de produzir um volume consider&aacute;vel de biomassa de alimentos, ao mesmo tempo em que a biodiversidade &eacute; conservada e os impactos negativos associados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de alimentos s&atilde;o minimizados (6-7). Neste contexto, o conceito de intensifica&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica de sistemas de produ&ccedil;&atilde;o de alimentos ganha import&acirc;ncia e surge como uma alternativa aos modos de intensifica&ccedil;&atilde;o convencionais que s&atilde;o frequentemente associados a impactos socioambientais negativos (8).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O aumento da produ&ccedil;&atilde;o de alimentos por unidade de &aacute;rea, ao mesmo tempo em que a biodiversidade dos territ&oacute;rios ocupados por sistemas de intensifica&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica &eacute; preservada, &eacute; uma vantagem importante se comparada aos sistemas convencionais de intensifica&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o de alimentos. Ao inserir a dimens&atilde;o da sustentabilidade ambiental nas pr&aacute;ticas alimentares, a Lei Org&acirc;nica de Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional indica que modos de produ&ccedil;&atilde;o de alimentos nos moldes da intensifica&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica s&atilde;o necess&aacute;rios para a garantia da SAN, definida segundo a Lei Org&acirc;nica de Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional (Losan) (Lei no 11.346, de 15 de julho de 2006) como:</font></p> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">    ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>"A realiza&ccedil;&atilde;o do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base pr&aacute;ticas alimentares promotoras de sa&uacute;de, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econ&ocirc;mica e ambientalmente sustent&aacute;veis"</blockquote></font>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, apesar das vantagens ambientais e do impacto positivo sobre a biodiversidade, a ocupa&ccedil;&atilde;o de territ&oacute;rios por sistemas de intensifica&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica n&atilde;o &eacute; garantia de seguran&ccedil;a alimentar e nutricional, cujo conceito abrangente e de natureza interdisciplinar envolve quest&otilde;es de acesso a alimentos de qualidade, pr&aacute;ticas alimentares saud&aacute;veis, pr&aacute;ticas sustent&aacute;veis de produ&ccedil;&atilde;o, cidadania e direitos humanos (5).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; nesse cen&aacute;rio que a ocupa&ccedil;&atilde;o dos territ&oacute;rios por sistemas agroecol&oacute;gicos se mostra mais eficiente para a garantia de seguran&ccedil;a alimentar e nutricional do que a simples intensifica&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica. Os camponeses da terra e da &aacute;gua, ao se apoderarem do territ&oacute;rio pelos caminhos da agroecologia, plantam mudan&ccedil;as no solo do sistema agroalimentar global e fazem desabrochar novos paradigmas de produ&ccedil;&atilde;o e consumo de alimentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A garantia da seguran&ccedil;a alimentar e nutricional para todos, demanda mudan&ccedil;as estruturais profundas na sociedade moderna e a agroecologia segue na dire&ccedil;&atilde;o dessas mudan&ccedil;as, atrav&eacute;s do trabalho da agricultura familiar. Segundo De Schutter (9) a agroecologia &eacute; uma forma de desenvolvimento da agricultura que demonstra conex&otilde;es conceituais com o direito humano &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o, concretizando esse direito humano para muitas popula&ccedil;&otilde;es vulner&aacute;veis espalhadas pelo mundo, al&eacute;m de contribuir para um amplo desenvolvimento econ&ocirc;mico. A agroecologia contribui para a disponibilidade de alimentos elevando a produ&ccedil;&atilde;o no campo, reduz a pobreza rural aumentando o acesso por alimentos de alta qualidade, contribui para as adapta&ccedil;&otilde;es frente &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas, al&eacute;m de permitir a participa&ccedil;&atilde;o dos produtores de base familiar nos processos de produ&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O relat&oacute;rio "O estado da inseguran&ccedil;a alimentar no mundo" (3) mostra que o Brasil n&atilde;o integra mais o mapa da fome no mundo e que o pa&iacute;s alcan&ccedil;ou as metas estabelecidas pelas Na&ccedil;&otilde;es Unidas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; fome nos Objetivos do Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio e nos Objetivos de Desenvolvimento Sustent&aacute;vel (ODS), persistindo a inseguran&ccedil;a alimentar apenas em alguns grupos populacionais. Sem d&uacute;vidas, a agroecologia e a produ&ccedil;&atilde;o familiar desempenharam papel importante nesse contexto. Para garantir o Brasil fora do mapa da fome no mundo, o Plano Nacional de Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional (10) incorporou em suas metas, at&eacute; o ano 2019, a transi&ccedil;&atilde;o agroecol&oacute;gica. A escolha da agroecologia como ferramenta de combate &agrave; fome no Brasil tem sido tamb&eacute;m observada em outras partes do mundo, onde as pol&iacute;ticas de combate &agrave; fome tem priorizado cada vez mais a pr&aacute;tica da agroecologia para a garantia de seguran&ccedil;a alimentar e nutricional das popula&ccedil;&otilde;es humanas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Roberts, P.. <i>O fim dos alimentos</i>. Ed Elsevier. (2009) 364p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097090&pid=S0009-6725201700020001500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Mazoyer, M. e Roudart, L.. <i>Hist&oacute;ria das agriculturas no mundo</i>. Ed. Unesp. (2010) 567 p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097092&pid=S0009-6725201700020001500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. FAO. 2015. State of food insecurity in the world. <i>Food and Agriculture Organization of the United Nations</i>. (2015). 61p. Roma.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097094&pid=S0009-6725201700020001500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. United Nations, Department of Economic and Social Affairs, Population Division (2015). <i>World Population Prospects: The 2015 Revision, Key Findings and Advance</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097096&pid=S0009-6725201700020001500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Kepple, A.W. e Segall-Corr&ecirc;a, A. M.. "Conceituando e medindo seguran&ccedil;a alimentar e nutricional". <i>Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva</i>, (2011) 16(1):187-199.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097098&pid=S0009-6725201700020001500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Thrupp, L. A.. Linking agricultural biodiversity and food security: the valuable role of agrobiodiversity for sustainable agriculture. <i>International affairs </i>76.2 (2000):283-297.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097100&pid=S0009-6725201700020001500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Bommarco, R.; Kleijn, D.; Potts, S. G. "Ecological intensification: harnessing ecosystem services for food security". <i>Trends in Ecology &amp; Evolution </i>28.4 (2013):230-238</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097102&pid=S0009-6725201700020001500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Tscharntke, T. et al. "Global food security, biodiversity conservation and the future of agricultural intensification". <i>Biological Conservation </i>151.1 (2012):53-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097103&pid=S0009-6725201700020001500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. De Schutter, O. "The right of everyone to enjoy the benefits of scientific progress and the right to food: from conflict to complementarity". <i>Human Rights Quarterly </i>33.2 (2011):304-350</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097105&pid=S0009-6725201700020001500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Plansan. 2016-2019. Plano Nacional de Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional. C&acirc;mara Interministerial de Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional. Bras&iacute;lia. (2016) 68p.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097106&pid=S0009-6725201700020001500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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