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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> INOVA&Ccedil;&Atilde;O E TRANSFORMA&Ccedil;&Atilde;O    <br> APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Radia&ccedil;&atilde;o de S&iacute;ncrotron no Brasil UVX e Sirius</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Yves Petroff</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ex-professor UC Berkeley, ex-diretor do Laborat&oacute;rio Europeu de Radia&ccedil;&atilde;o S&iacute;ncrotron (ESRF), &eacute; vinculado ao LNLS - Laborat&oacute;rio Nacional de Luz S&iacute;ncrotron</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Conforme predito por Iwanenko e Pomeranchuk, MeV (milh&otilde;es de el&eacute;trons-volt) ou GeV (bilh&otilde;es de el&eacute;trons-volt) el&eacute;trons submetidos a grandes acelera&ccedil;&otilde;es normais &agrave; sua velocidade emitem radia&ccedil;&atilde;o eletromagn&eacute;tica (1). Esta radia&ccedil;&atilde;o &eacute; emitida em um cone estreito tangente &agrave; &oacute;rbita do el&eacute;tron. Dependendo da energia dos el&eacute;trons, a radia&ccedil;&atilde;o produzida vai da regi&atilde;o mm para a regi&atilde;o macia (MeV) ou para a regi&atilde;o de raios X r&iacute;gidos (GeV). An&eacute;is de armazenamento s&atilde;o usados para produzir radia&ccedil;&atilde;o s&iacute;ncrotron (RS). Eles consistem em uma sucess&atilde;o de &iacute;m&atilde;s que s&atilde;o usados para desviar os el&eacute;trons que viajam em uma c&acirc;mara de v&aacute;cuo ultra alto. A radia&ccedil;&atilde;o s&iacute;ncrotron foi observada pela primeira vez no General Electric Laboratory em um pequeno s&iacute;ncrotron de 70 MeV por Elder <i>et al.</i> (2). Objetos astron&ocirc;micos tamb&eacute;m geram RS quando el&eacute;trons relativistas mudam de velocidade em campos magn&eacute;ticos. As vantagens do uso de radia&ccedil;&atilde;o s&iacute;ncrotron para espectroscopia foram demonstradas em 1963 por Madden e Codling observando novos n&iacute;veis de energia at&ocirc;mica auto ionizante em He, Ne e Ar (3). Isso foi feito na SURF, o pequeno anel de armazenamento de 180 MeV da National Bureau of Standards (Gaithersburg, Estados Unidos).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Primeira gera&ccedil;&atilde;o:</b> no in&iacute;cio, os aceleradores foram constru&iacute;dos para a f&iacute;sica de part&iacute;culas e a radia&ccedil;&atilde;o s&iacute;ncrotron foi usada em "modo paras&iacute;tico" com a radia&ccedil;&atilde;o do &iacute;m&atilde; de dobra sendo extra&iacute;da por furos de perfura&ccedil;&atilde;o nas c&acirc;maras de v&aacute;cuo. O brilho dos f&oacute;tons produzidos estava na gama de 10<sup>12</sup> f&oacute;t/seg/mm<sup>2</sup>/mrad<sup>2</sup>, uma grande melhoria em compara&ccedil;&atilde;o com um tubo de raios X (10<sup>8</sup>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Segunda gera&ccedil;&atilde;o:</b> tendo em conta esses resultados muito positivos, as pessoas decidiram construir m&aacute;quinas dedicadas &agrave; entrega de radia&ccedil;&atilde;o s&iacute;ncrotron. O primeiro anel de armazenamento (240 MeV) encomendado como fonte de luz s&iacute;ncrotron foi Tantalus (Wisconsin) em 1968.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Terceira gera&ccedil;&atilde;o:</b> principalmente baseada em onduladores (dispositivos magn&eacute;ticos que permitem ganhar mais de 3 ordens de magnitude em brilho) e emit&acirc;ncia (produto do tamanho do feixe de el&eacute;trons pela diverg&ecirc;ncia) de alguns nan&ocirc;metros.radianos (nm.rad). O brilho atingiu 10<sup>18</sup> e mais tarde 10<sup>20</sup> nas primeiras instala&ccedil;&otilde;es de terceira gera&ccedil;&atilde;o: ESRF (6 GeV, 1994), APS (7 GeV, 1996) e SPRING 8 (8 GeV, 1997). Isso abriu possibilidades completamente novas em muitas &aacute;reas: biologia estrutural, paleontologia, estudos de materiais em condi&ccedil;&otilde;es extremas, imagiologia, permitindo o desenvolvimento de novas t&eacute;cnicas: espalhamento inel&aacute;stico de raios X moles e duros, espalhamento ressonante nuclear, ptycografia, espectroscopia de correla&ccedil;&atilde;o de f&oacute;tons por raios X e outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para ilustrar isso mostro um f&oacute;ssil e a imagem 3D (<a href="#fig1">Figura 1</a>) obtida por imagem de contraste de fase (4): &eacute; um molde de uma toca fossilizada que foi inundada e depois litificada que cont&eacute;m um cynodont therapsid (<i>Thrinaxodon</i>), enterrado junto com um <i>Broomistega</i> (tipo de salamandra). As imagens s&atilde;o obtidas sem destrui&ccedil;&atilde;o da amostra.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v69n3/a07fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Quarta gera&ccedil;&atilde;o:</b> baseada em an&eacute;is de armazenamento de emit&acirc;ncia muito baixa (100 pm.rad), permitem atingir alguns 10<sup>22</sup> f&oacute;t/seg/mm<sup>2</sup>/mrad<sup>2</sup>. Ent&atilde;o, nos &uacute;ltimos 50 anos, passamos de 10<sup>12</sup> para 10<sup>22</sup>! Estas novas fontes s&atilde;o: MAX IV (3 GeV, Su&eacute;cia, em opera&ccedil;&atilde;o), Sirius (3 GeV, Brasil, 2019), ESRF (6 GeV, Fran&ccedil;a, 2020). O termo quarta gera&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m &eacute; usado para designar laser de raios X de el&eacute;trons livres, baseado em aceleradores lineares (8-20 GeV) e onduladores muito longos (100/150 m). XFEL &eacute; um novo tipo de fonte de raios X, complementar &agrave;s fontes RS, mas com um aumento da intensidade de pico em cerca de 10 ordens de grandeza.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SITUA&Ccedil;&Atilde;O MUNDIAL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Hoje, existem cerca de 50 centros de radia&ccedil;&atilde;o s&iacute;ncrotron no mundo e outros novos est&atilde;o em constru&ccedil;&atilde;o. Poder-se-ia esperar satura&ccedil;&atilde;o, mas isso n&atilde;o aconteceu. No ESRF (European Synchrotron Radiation Facility, uma parceria de 22 pa&iacute;ses), o n&uacute;mero de propostas apresentadas foi de 2013 em 2007 e atingiu 2384 em 2016. No entanto, durante esse per&iacute;odo foram constru&iacute;das 5 novas instala&ccedil;&otilde;es na Europa: Soleil (Fran&ccedil;a, 2,7 GeV, 2007), Diamond (UK, 2,7 GeV, 2007), Petra III (Alemanha, 6 GeV, 2009), Alba (Espanha, 3 GeV, 2011), MAX IV (Su&eacute;cia, 3 GeV, 2016). O n&uacute;mero de utilizadores anuais no ESRF aumentou constantemente, atingindo um n&uacute;mero sem precedentes de 7000 em 2016.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>BRASIL E AM&Eacute;RICA LATINA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 1980, a presidente do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico), Lynaldo Albuquerque, perguntou a Roberto Lobo, diretor do CBPF (Centro Brasileiro de Pesquisas F&iacute;sicas) no Rio, sobre a possibilidade de construir um grande centro de pesquisa que forneceria infraestrutura para cientistas de todo o Brasil. Entre as ideias consideradas por Lobo, estava uma proposta para um anel de armazenamento para produzir a radia&ccedil;&atilde;o s&iacute;ncrotron. Em 1982, Lobo visitou o Centro Franc&ecirc;s de Radia&ccedil;&atilde;o S&iacute;ncrotron (Lure) em Orsay, onde Aldo Craievitch era um p&oacute;s-doutorando e estava convencido de que poderia ser um bom projeto para o Brasil, pois muitas comunidades diferentes (f&iacute;sica, qu&iacute;mica, biologia, ci&ecirc;ncias de materiais e outros) poderiam estar interessadas. A proposta foi formalmente apresentada &agrave; comunidade cient&iacute;fica em agosto, em uma reuni&atilde;o patrocinada pelo CNPq com as principais sociedades cient&iacute;ficas do pa&iacute;s. Em setembro de 1982, Roberto Lobo renunciou ao cargo de diretor do CBPF, foi nomeado coordenador do projeto de radia&ccedil;&atilde;o s&iacute;ncrotron e tornou-se respons&aacute;vel pelos estudos de viabilidade discutidos na reuni&atilde;o. Em dezembro de 1984, o Laborat&oacute;rio Brasileiro de Radia&ccedil;&atilde;o S&iacute;ncrotron (LNRS) foi formalmente criado, sob a dire&ccedil;&atilde;o tempor&aacute;ria de Roberto Lobo. Em janeiro, quatro pesquisadores foram enviados para a SLAC (Universidade de Stanford), para trabalhar com Helmut Wiedemann em projetos conceituais para o anel de armazenamento e o sistema de inje&ccedil;&atilde;o. Eles voltaram com uma proposta para uma m&aacute;quina de 2 GeV que, devido a dificuldades financeiras e t&eacute;cnicas, foi reduzida para 1,15 GeV. Em fevereiro, a cidade de Campinas foi escolhida para hospedar as futuras instala&ccedil;&otilde;es do laborat&oacute;rio. Em setembro de 1986, Cylon Gon&ccedil;alves da Silva foi nomeado diretor do laborat&oacute;rio, com Ricardo Rodrigues chefe do grupo de m&aacute;quinas e Aldo Craievitch como diretor cient&iacute;fico. O nome do laborat&oacute;rio foi alterado para LNLS (Laborat&oacute;rio Nacional da Luz S&iacute;ncrotron). Em 1989, uma &aacute;rea de 38 ha foi fornecida pelo estado de S&atilde;o Paulo para a constru&ccedil;&atilde;o do laborat&oacute;rio. As instabilidades econ&ocirc;micas no Brasil no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1990 levaram ao atraso do projeto. Em outubro de 1995, a constru&ccedil;&atilde;o do edif&iacute;cio foi conclu&iacute;da e a equipe do LNLS come&ccedil;ou a se deslocar para o local para iniciar a instala&ccedil;&atilde;o da m&aacute;quina. Em novembro, foi anunciado que a energia dos el&eacute;trons seria aumentada de 1,15 GeV para 1,37 GeV, aumentando o fluxo de radia&ccedil;&atilde;o sincrotr&ocirc;nica produzida pela m&aacute;quina, especialmente na faixa de raios X duros. Em maio de 1996, a primeira volta de el&eacute;trons no anel de armazenamento foi alcan&ccedil;ada. As linhas de luz come&ccedil;aram a ser instaladas na segunda metade daquele ano e, em outubro, a primeira radia&ccedil;&atilde;o s&iacute;ncrotron foi observada em uma das linhas de luz. Em 1º de julho de 1997, a LNLS Synchrotron Light Source, denominada UVX, foi aberta aos primeiros usu&aacute;rios. &Eacute; preciso salientar que esse centro de radia&ccedil;&atilde;o s&iacute;ncrotron, constru&iacute;do em condi&ccedil;&otilde;es muito dif&iacute;ceis (na maioria das vezes o diretor n&atilde;o tinha o or&ccedil;amento para o m&ecirc;s seguinte), &eacute; provavelmente o mais barato j&aacute; constru&iacute;do. Como ele foi constru&iacute;do em casa, caso surgisse algum problema, ele poderia ser corrigido muito rapidamente (e a equipe conhecia a m&aacute;quina de dentro para fora). Isso explica por que a confiabilidade da UVX seja da ordem de 97%, equivalente &agrave;s muito recentes m&aacute;quinas de terceira gera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hoje, existem 15 linhas de luz em opera&ccedil;&atilde;o, utilizadas por uma comunidade de cerca de 1300 usu&aacute;rios anuais (principalmente brasileiros e argentinos, mas tamb&eacute;m em colabora&ccedil;&atilde;o com bons grupos do exterior). Considerada a grande emit&acirc;ncia de 100 nm.rad (em compara&ccedil;&atilde;o com alguns nm.rad para fontes de terceira gera&ccedil;&atilde;o), a baixa energia (1.37 GeV) que n&atilde;o permite onduladores na faixa de raios X duros, acredito que o LNLS est&aacute; se saindo muito bem a n&iacute;vel internacional. Em 2016, uma boa fra&ccedil;&atilde;o das publica&ccedil;&otilde;es foram em revistas de alto perfil como <i>Nano Letters, Nature Communications, Nature Scientific Reports, PNAS, Advanced Electronic Materials, Advanced Functional Materials, ACS Catalysis,</i> entre outras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A radia&ccedil;&atilde;o sincrotr&ocirc;nica de hoje est&aacute; cobrindo tantos campos que tivemos que selecionar arbitrariamente alguns assuntos para serem abordados em artigos deste N&uacute;cleo Tem&aacute;tico, todos muito importantes para a comunidade brasileira. O primeiro artigo apresenta a nova instala&ccedil;&atilde;o brasileira Sirius, o segundo artigo trata da biologia estrutural, o terceiro cobre os estudos de materiais sob condi&ccedil;&otilde;es extremas. Os quatro artigos seguintes abordam o tema materiais e nanomateriais, sendo dedicados, respectivamente, a novos materiais, cat&aacute;lise, imagem e mat&eacute;ria macia. Finalmente, o oitavo artigo descreve experi&ecirc;ncias nos campos da agricultura e dos solos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>I - SIRIUS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Harry Westfahl Jr. e Jos&eacute; Roque da Silva apresentam a nova fonte Sirius, caracterizada por uma emit&acirc;ncia muito pequena (200 pm.rad) e um brilho na faixa de 10<sup>22</sup> f&oacute;t/seg/mm<sup>2</sup>/mrad<sup>2</sup>, um fator 10<sup>6</sup> maior do que o que est&aacute; agora dispon&iacute;vel no LNLS. Este valor de emit&acirc;ncia far&aacute; do Sirius uma das fontes de luz s&iacute;ncrotron mais brilhantes do mundo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>II - BIOLOGIA ESTRUTURAL</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A determina&ccedil;&atilde;o das estruturas tridimensionais das prote&iacute;nas, com as posi&ccedil;&otilde;es espaciais e as intera&ccedil;&otilde;es entre os &aacute;tomos dessas mol&eacute;culas, &eacute; extremamente importante para a compreens&atilde;o de processos biol&oacute;gicos como doen&ccedil;as card&iacute;acas, doen&ccedil;as virais, tuberculose, c&acirc;ncer e outros, podendo levar &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de drogas cada vez mais eficientes com menos efeitos colaterais. Andr&eacute; Luis Berteli Ambrosio e Kleber Gomes Franchini apresentam em artigo um quadro detalhado do desenvolvimento da biologia estrutural e indicam que um ter&ccedil;o dos pr&ecirc;mios Nobel de Qu&iacute;mica, entre 1997 e 2012, foram atribu&iacute;dos a trabalhos realizados essencialmente com radia&ccedil;&atilde;o s&iacute;ncrotron. Hoje, este &eacute; um campo muito bem sucedido e quase todos os laborat&oacute;rios de biologia t&ecirc;m um grupo que trabalha nessa &aacute;rea - mas &eacute; interessante notar que h&aacute; 30 anos, 90% dos bi&oacute;logos eram muito c&eacute;ticos sobre a utilidade da biologia estrutural.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sobre esse artigo, &eacute; importante um acr&eacute;scimo de informa&ccedil;&atilde;o sobre desenvolvimentos recentes, n&atilde;o discutidos pelos autores devido &agrave; falta de espa&ccedil;o:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Cristalografia em s&eacute;rie:</i> hoje, as prote&iacute;nas localizadas nas membranas lip&iacute;dicas das c&eacute;lulas, que constituem cerca de 30% das prote&iacute;nas de organismos eucari&oacute;ticos, n&atilde;o s&atilde;o completamente exploradas. A raz&atilde;o &eacute; que elas s&atilde;o dif&iacute;ceis de cristalizar e os cristais produzidos t&ecirc;m muitas vezes dimens&otilde;es de alguns m&iacute;crons ou menos e s&atilde;o bastante fr&aacute;geis, limitando a aquisi&ccedil;&atilde;o de dados da forma tradicional, mesmo em fontes de terceira gera&ccedil;&atilde;o. Como j&aacute; foi apontado, a UVX, com uma energia de 1,37 GeV, nenhuma possibilidade de onduladores na faixa de raios X duros e uma grande emiss&atilde;o de 100 nm.rad, n&atilde;o &eacute; mais adaptada aos estudos de biologia estrutural. Mas o Sirius se beneficiar&aacute; dos recentes resultados obtidos com o <i>free electron lasers</i>, gra&ccedil;as ao desenvolvimento do m&eacute;todo de "cristalografia em s&eacute;rie" (<i>multi-crystal data collection</i>), no qual milhares de microcristais de prote&iacute;nas s&atilde;o injetados aleatoriamente nos aproximadamente 10<sup>12</sup> f&oacute;tons de pulsos de poucos femtossegundos (fs) do XFEL, permitindo a determina&ccedil;&atilde;o da estrutura de cristais crescidos <i>in vivo</i>. Com os dados sendo coletados com pulsos fs antes da explos&atilde;o da amostra, o resfriamento n&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio, permitindo estudos de m&aacute;quinas moleculares &agrave; temperatura ambiente ou em ambiente qu&iacute;mico controlado. No entanto, a comunidade XFEL continua sendo relativamente pequena, devido &agrave; disponibilidade limitada de dura&ccedil;&atilde;o do feixe XFEL para coleta de dados. A abordagem de cristalografia serial, em alguns s&iacute;ncrotrons de terceira gera&ccedil;&atilde;o, foi bem sucedida, mas novas m&aacute;quinas como o Sirius, com linhas de luz usando &oacute;ptica de focagem permitindo di&acirc;metros de feixe subm&iacute;cron e detectores r&aacute;pidos de contagem de f&oacute;tons de baixo ru&iacute;do, oferecer&atilde;o novas possibilidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Imagem de c&eacute;lulas com imagens de difra&ccedil;&atilde;o coerente (para ptycografia, ver item IV)</i>: se pudermos alcan&ccedil;ar uma resolu&ccedil;&atilde;o de 5 nm, ser&aacute; poss&iacute;vel estudar organelas, estruturas mais finas das membranas celulares e canais de transporte celular. Os fatores que limitam a resolu&ccedil;&atilde;o s&atilde;o a qualidade do padr&atilde;o de manchas e os danos por radia&ccedil;&atilde;o. Isso &eacute; vi&aacute;vel? Recentemente tem sido poss&iacute;vel produzir uma mancha de difra&ccedil;&atilde;o limitada de 12nmx13nm a 33,6 keV com 6.10<sup>9</sup> fot/seg (5) e a configura&ccedil;&atilde;o foi utilizada para realizar experi&ecirc;ncias em c&eacute;lulas de c&acirc;ncer ovariano humano (6). &Eacute; claro que 5 nm ser&aacute; alcan&ccedil;ado nos pr&oacute;ximos anos, mas os principais problemas ser&atilde;o os poss&iacute;veis danos por radia&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento de detectores com menor tamanho de pixel. Estudos recentes sobre o efeito da taxa de dose sobre os danos de radia&ccedil;&atilde;o em cristais de macromol&eacute;culas biol&oacute;gicas mantidas &agrave; temperatura ambiente foram realizados (7). Esses estudos mostraram que o uso de taxas de dose de raios X muito altas, associadas a tempos de coleta de dados muito curtos, pode permitir que a maior parte dos danos de radia&ccedil;&atilde;o causados pela difus&atilde;o de radicais livres induzidos por raios X atrav&eacute;s do cristal seja ultrapassado. Evid&ecirc;ncia de danos de radia&ccedil;&atilde;o torna-se aparente ap&oacute;s cerca de 100 mseg, e isso significa que &eacute; preciso coletar conjuntos completos de dados de difra&ccedil;&atilde;o a partir de monocristais antes desse tempo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Espectroscopia de correla&ccedil;</i>&atilde;o de <i>f</i>&oacute;tons de <i>raios X (XPCS; consulte o item IV sobre materiais moles)</i>: prote&iacute;nas exercem sua fun&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica em um ambiente celular lotado e muitas podem formar clusters din&acirc;micos. A investiga&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica de prote&iacute;nas por espectroscopia de correla&ccedil;&atilde;o de f&oacute;tons de raios X (XPCS) est&aacute; apenas come&ccedil;ando. O XPCS cobre todas as escalas de comprimento relevantes para a din&acirc;mica intra e interprote&iacute;na, mas o acesso &agrave;s escalas de tempo correspondentes foi limitado pelo fluxo coerente pequeno. O aumento de coer&ecirc;ncia com o Sirius colocar&aacute; o XPCS no intervalo de microssegundos e, assim, reduzir&aacute; o hiato com a espectroscopia de eco de spin de n&ecirc;utrons. Isso tornar&aacute; o XPCS adequado para sondagem de comportamento difusivo de longo tempo, din&acirc;mica de clusters, processos de envelhecimento etc., em solu&ccedil;&otilde;es concentradas de prote&iacute;na de complexos relativamente grandes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Dispers&atilde;o de raios X de pequenos &acirc;ngulos (SAXS) e grandes &acirc;ngulos (WAXS)</i>: Os m&eacute;todos s&atilde;o amplamente utilizados para a determina&ccedil;&atilde;o estrutural de baixa resolu&ccedil;&atilde;o de macromol&eacute;culas biol&oacute;gicas em solu&ccedil;&atilde;o. O alto brilho dos s&iacute;ncrotrons continua a contribuir para a compreens&atilde;o mais profunda da regula&ccedil;&atilde;o muscular, especialmente explorando a estrutura fina de interfer&ecirc;ncia dos motores de miosina observada no padr&atilde;o de difra&ccedil;&atilde;o de raios X de &acirc;ngulo pequeno. Novos mecanismos foram revelados no funcionamento dos m&uacute;sculos esquel&eacute;tico (8) e card&iacute;aco (9). Embora os m&eacute;todos de dispers&atilde;o e de difra&ccedil;&atilde;o sejam capazes de proporcionar uma imagem quantitativa estrutural e din&acirc;mica da mat&eacute;ria macia e dos materiais biol&oacute;gicos n&atilde;o cristalinos, a informa&ccedil;&atilde;o espacial real &eacute; necess&aacute;ria numa s&eacute;rie de aplica&ccedil;&otilde;es. A esse respeito, o progresso recente na imagem espacial real usando radia&ccedil;&atilde;o s&iacute;ncrotron tem sido importante. Embora a resolu&ccedil;&atilde;o espacial seja limitada, o desenvolvimento recente na tomografia SAXS &eacute; um passo importante para a obten&ccedil;&atilde;o da estrutura 3D dentro da amostra (10). Esse tipo de abordagem funciona com alto contraste e amostras estruturalmente congeladas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>III. MATERIAIS EM CONDI&Ccedil;&Otilde;ES EXTREMAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As instala&ccedil;&otilde;es de terceira gera&ccedil;&atilde;o foram pioneiras em muitos dos grandes avan&ccedil;os nesse campo. No in&iacute;cio, experimentos de alta press&atilde;o foram feitos em linhas de luz especializadas (uma ou duas por instala&ccedil;&atilde;o): atualmente 300-500 GPa (3-5.10<sup>6</sup> atmosferas) podem ser alcan&ccedil;ados na absor&ccedil;&atilde;o, difra&ccedil;&atilde;o, dispers&atilde;o inel&aacute;stica, espalhamento nuclear ressonante ou linhas de luz com resolu&ccedil;&atilde;o de tempo. Isso &eacute; importante para v&aacute;rios campos: novos materiais, ci&ecirc;ncia da terra e planet&aacute;ria, mat&eacute;ria quente densa em equil&iacute;brio t&eacute;rmico local, estrutura local de l&iacute;quidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Experi&ecirc;ncias est&aacute;ticas:</b> como discutido por Narcizo M. Souza Neto e Ricardo D. dos Reis, para obter press&otilde;es na gama de algumas centenas de Gigapascals (GPa) &eacute; necess&aacute;rio utilizar c&eacute;lulas de bigorna de diamante com um tamanho de culet entre 20-30 &mu;m de di&acirc;metro (o que significa um tamanho do feixe muito menor do que isso) e um bisel para um di&acirc;metro de 300 &mu;m. Apenas recentemente, o desenvolvimento de bigornas de diamante de duplo est&aacute;gio permitiu com &ecirc;xito estudar Osmium a 777 GPa (11) ou um projeto de bigorna diferente (12) para estudar Au a 600 GPa. A capacidade de afetar os el&eacute;trons do n&uacute;cleo sob condi&ccedil;&otilde;es experimentais est&aacute;ticas de alta press&atilde;o, mesmo para metais incompress&iacute;veis como Os, abre oportunidades para procurar novos estados de mat&eacute;ria sob compress&atilde;o extrema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Experi&ecirc;ncias din&acirc;micas:</b> a maior parte das experi&ecirc;ncias de alta press&atilde;o at&eacute; agora t&ecirc;m sido est&aacute;ticas, mas para atingir uma temperatura e press&atilde;o mais elevadas &eacute; necess&aacute;rio passar para o regime din&acirc;mico usando, dependendo da ci&ecirc;ncia a ser feita:</font></p>     <blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v69n3/quad01.jpg"> laser fsec /milliJoule (13);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v69n3/quad01.jpg"> laser nsec / 35 J permitindo obter 500 GPa e 17000 K em ferro e fazer experimentos EXAFS com um &uacute;nico pulso de 100 psec (14). Lasers de alta pot&ecirc;ncia (100/200 J com ns pulsos) como em instala&ccedil;&atilde;o no ESRF e APS. O brilhantismo do Sirius deve possibilitar estudos estruturais nos regimes TPa e 10000K. Isto ser&aacute; complementar a fontes de laser poderosas como Omega, NIF ou ELI e instala&ccedil;&otilde;es de laser de el&eacute;tron de raio-X livre (LCLS, Sacla, European XFEL.).</font></p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>IV. MATERIAIS E NANOMATERIAIS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A -<i> Novos materiais</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Novos materiais precisam ser caracterizados, e a radia&ccedil;&atilde;o s&iacute;ncrotron (muitas vezes acoplado com microscopia eletr&ocirc;nica) oferece uma grande variedade de t&eacute;cnicas para estudar propriedades eletr&ocirc;nicas, magn&eacute;ticas e at&ocirc;micas. Eduardo Granado analisa em artigo alguns dos estudos realizados no LNLS desde 1997. Houve uma evolu&ccedil;&atilde;o das amostras estudadas: cristais grandes no in&iacute;cio e hoje compostos, na maior parte, e nanopart&iacute;culas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>B -<i> Cat&aacute;lise</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cat&aacute;lise desempenha um papel fundamental em muitas &aacute;reas: produtos qu&iacute;micos, pol&iacute;meros, produtos farmac&ecirc;uticos, combust&iacute;veis e ambiente. Os catalisadores est&atilde;o envolvidos em 90% dos processos de fabrica&ccedil;&atilde;o de produtos qu&iacute;micos. Em vista da demanda crescente e da disponibilidade reduzida de mat&eacute;rias-primas, &eacute; necess&aacute;rio que os processos operem de forma muito eficiente. As nanopart&iacute;culas de metal tais como Cr, Ni, Co, Au, Pd, Pt s&atilde;o depositadas em peletes feitos de suportes porosos. Uma vez que a efici&ecirc;ncia do reator depende da efici&ecirc;ncia do corpo do catalisador, o seu design &eacute; de extrema import&acirc;ncia. Correlacionar como os par&acirc;metros que influenciam o desempenho do catalisador, isto &eacute;, o tamanho das nanopart&iacute;culas, a forma, a funcionalidade redox e as intera&ccedil;&otilde;es metal-suporte afetam e evoluem nos processos catal&iacute;ticos do n&uacute;cleo &eacute;, portanto, obrigat&oacute;rio para a melhoria dos processos industriais. Como descrito no artigo de F&eacute;lix G. Requejo, as principais t&eacute;cnicas utilizadas atualmente nas instala&ccedil;&otilde;es de radia&ccedil;&atilde;o s&iacute;ncrotron s&atilde;o t&eacute;cnicas de absor&ccedil;&atilde;o como XANES (absor&ccedil;&atilde;o perto da estrutura da borda), EXAFS (estrutura fina de absor&ccedil;&atilde;o), EXAFS r&aacute;pido fornecendo estudos de tempo resolvidos de rea&ccedil;&otilde;es catal&iacute;ticas. H&aacute; uma forte comunidade de grupos brasileiros e argentinos usando a instala&ccedil;&atilde;o LNLS. Essas medi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o, muitas vezes, complementadas com microscopia eletr&ocirc;nica. Hoje, em instala&ccedil;&otilde;es de terceira gera&ccedil;&atilde;o, bons espectros EXAFS podem ser obtidos em 100 psec! No Sirius, a microtomografia resolvida no tempo poderia fornecer informa&ccedil;&otilde;es sobre as esp&eacute;cies qu&iacute;micas e a evolu&ccedil;&atilde;o do tamanho das part&iacute;culas nanom&eacute;tricas em fun&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o e do tempo.  Mesmo em fontes de terceira gera&ccedil;&atilde;o, essa t&eacute;cnica est&aacute; atualmente limitada ao mapeamento espacial bidimensional e s&oacute; pode ser aplicada a processos relativamente lentos devido ao fluxo de f&oacute;tons limitado dispon&iacute;vel. A nova fonte de raios X, explorando a coer&ecirc;ncia, proporcionar&aacute; um aumento de fluxo em um fator de mais de 100 na regi&atilde;o de raios X de alta energia, em compara&ccedil;&atilde;o com as fontes de gera&ccedil;&atilde;o reais. Esse grande aumento no fluxo permitir&aacute; a caracteriza&ccedil;&atilde;o 3D em tempo resolvido e o estudo de processos qu&iacute;micos muito mais r&aacute;pidos, um tremendo salto para o estudo de processos industriais em materiais industriais de tamanho completo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>C - Imagem</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante a radiografia, os raios X que passam atrav&eacute;s de uma amostra s&atilde;o absorvidos diferencialmente e a intensidade observada no detector registra a distribui&ccedil;&atilde;o de absor&ccedil;&atilde;o das diferentes partes do material. Mas quando os raios X passam atrav&eacute;s de um objeto n&atilde;o s&oacute; a amplitude &eacute; alterada, mas tamb&eacute;m a fase. Para amostras de absor&ccedil;&atilde;o fraca, esse contraste de fase pode ter ordens de grandeza mais fortes. Em 1994, quando os primeiros experimentos come&ccedil;aram em linhas de luz ondulantes, as pessoas ficaram surpresas com o salpico observado, mostrando uma coer&ecirc;ncia parcial do feixe. Rapidamente, os cientistas come&ccedil;aram a usar a coer&ecirc;ncia e o contraste de fase, revolucionando a qualidade das imagens de raios X. Como mostrado na <a href="#fig1">Figura 1</a>, a imagem de contraste de fase &eacute; uma ferramenta fant&aacute;stica para a paleontologia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como descrito por Carlos Sato Baraldi Dias e Mateus Borba Cardoso, a imagem por difra&ccedil;&atilde;o coerente de raios-X (CDI) permite imagens de alta resolu&ccedil;&atilde;o de amostras espessas. Essa t&eacute;cnica baseia-se no fato de os padr&otilde;es de difra&ccedil;&atilde;o coerentes sobre amostrados serem registrados e, ent&atilde;o, diretamente faseados utilizando algoritmos iterativos para obter uma imagem reconstru&iacute;da em espa&ccedil;o real sem ajuda de espelhos ou lentes. Desde a primeira demonstra&ccedil;&atilde;o (15), CDI tem sido aplicada &agrave; imagiologia de uma ampla gama de materiais 2D e 3D em resolu&ccedil;&atilde;o nanom&eacute;trica. Dias e Cardoso discutem em seu artigo alguns exemplos:</font></p>     <blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v69n3/quad01.jpg"> Na regi&atilde;o de raios X suaves, obteve-se uma resolu&ccedil;&atilde;o de 5 nm em nanoplacas de LiFePO<sub>4</sub> (16) e 7 nm em amostras biol&oacute;gicas (17);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v69n3/quad01.jpg"> Na regi&atilde;o de raios X duros, como j&aacute; assinalado (5), foi alcan&ccedil;ado um ponto limitado de difra&ccedil;&atilde;o de 12nmx13nm a 33,6 keV e a configura&ccedil;&atilde;o foi utilizada para realizar experi&ecirc;ncias em c&eacute;lulas de c&acirc;ncer ovariano humano (6). Para objetos n&atilde;o biol&oacute;gicos, imagens tridimensionais de circuitos integrados de desenhos conhecidos e desconhecidos foram obtidas com uma resolu&ccedil;&atilde;o lateral em todas as dire&ccedil;&otilde;es at&eacute; 14,6 nan&ocirc;metros (18). Esse tipo de experi&ecirc;ncia &eacute; imposs&iacute;vel hoje no LNLS, mas o Sirius ser&aacute; um dos melhores lugares para a realiza&ccedil;&atilde;o de imagens 3D, devendo ser obtida resolu&ccedil;&atilde;o menor do que 5nm.</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>D - Materiais moles</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A ci&ecirc;ncia dos materiais moles &eacute; um campo altamente interdisciplinar de investiga&ccedil;&atilde;o, onde as fronteiras entre a f&iacute;sica da mat&eacute;ria condensada, qu&iacute;mica f&iacute;sica, biof&iacute;sica e disciplinas como qu&iacute;mica, biologia e engenharia de materiais desapareceram. Exemplos de mat&eacute;ria mole s&atilde;o suspens&otilde;es de coloides, pol&iacute;meros, surfactantes e macromol&eacute;culas biol&oacute;gicas tais como prote&iacute;nas ou &aacute;cidos nucleicos. A caracter&iacute;stica importante da mat&eacute;ria macia &eacute; o delicado equil&iacute;brio entre intera&ccedil;&otilde;es entr&oacute;picas e ent&aacute;lpicas, tornando-os muito sens&iacute;veis a fracas perturba&ccedil;&otilde;es externas e levando-os para fora do equil&iacute;brio. As t&eacute;cnicas de dispers&atilde;o baseadas em luz laser (DLS), n&ecirc;utrons (SANS) e raios X (dispers&atilde;o de &acirc;ngulo pequeno e grande SAXS e WAXS) s&atilde;o amplamente utilizadas para elucidar essas estruturas e suas din&acirc;micas subjacentes. No artigo sobre mat&eacute;ria condensada macia, Watson Loh e N&aacute;dya Pesce da Silveira revisam a ci&ecirc;ncia realizada nessa &aacute;rea e descrevem as t&eacute;cnicas utilizadas para estudar din&acirc;micas complexas e relaxamento em v&aacute;rios sistemas de mat&eacute;ria condensada. Nos &uacute;ltimos anos, o XPCS (espectroscopia de correla&ccedil;&atilde;o de f&oacute;tons de raios X), utilizando um feixe parcialmente coerente, foi desenvolvido em algumas instala&ccedil;&otilde;es de terceira gera&ccedil;&atilde;o como ESRF, APS e Spring 8. No caso do XPCS, uma nova configura&ccedil;&atilde;o, baseada em fendas para selecionar a parte coerente do feixe, proposta recentemente (19), oferece v&aacute;rias novas possibilidades: SAXS, USAXS, WAXS e XPCS cobrindo a faixa de 10<sup>-3</sup>-60 nm<sup>-1</sup> com 2.10<sup>11</sup> fot /seg. As fun&ccedil;&otilde;es de correla&ccedil;&atilde;o podem ser obtidas com alta resolu&ccedil;&atilde;o, em tempos de medi&ccedil;&atilde;o muito mais curtos em compara&ccedil;&atilde;o com configura&ccedil;&otilde;es anteriores usando uma c&acirc;mera Bonse-Hart USAXS. Esta c&acirc;mera permite estudar sistemas de n&atilde;o equil&iacute;brio e obter fun&ccedil;&otilde;es de correla&ccedil;&atilde;o de duas vezes sobre a gama de vetor de dispers&atilde;o compar&aacute;vel com a dispers&atilde;o de luz de pequeno &acirc;ngulo. Isso deve permitir o estudo da din&acirc;mica de coloides auto propelidos, as flutua&ccedil;&otilde;es de velocidade local em suspens&otilde;es de sedimenta&ccedil;&atilde;o concentradas, o movimento coletivo em g&eacute;is coloidais envelhecidos, a din&acirc;mica de secagem de filmes coloidais. Na linha de luz Caterete do Sirius, o ganho de coer&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; terceira gera&ccedil;&atilde;o deve ser da ordem de 100 (10<sup>13</sup> fot/seg): isto, combinado com novos detectores como o EIGER X com taxas de fotogramas na gama de kilohertz em combina&ccedil;&atilde;o com leitura cont&iacute;nua, abre novos horizontes em experimentos resolvidos no tempo e XPCS. Essas v&aacute;rias t&eacute;cnicas foram recentemente revisadas (20).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>V - AGRICULTURA E SOLO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As t&eacute;cnicas baseadas na radia&ccedil;&atilde;o sincrotr&ocirc;nica t&ecirc;m muitas aplica&ccedil;&otilde;es na agricultura, como a contamina&ccedil;&atilde;o por metais pesados, a an&aacute;lise do solo e o mapeamento de nutrientes nas plantas. A an&aacute;lise de materiais com composi&ccedil;&otilde;es complexas, como o solo, feito de s&oacute;lidos e combina&ccedil;&otilde;es heterog&ecirc;neas de compostos org&acirc;nicos e inorg&acirc;nicos imersos em solu&ccedil;&otilde;es aquosas ou no meio de ra&iacute;zes de plantas, exige a aplica&ccedil;&atilde;o e a combina&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rias t&eacute;cnicas experimentais com alta resolu&ccedil;&atilde;o espacial e qu&iacute;mica para descobrir os processos b&aacute;sicos que ocorrem nos solos, da escala at&ocirc;mica &agrave; microm&eacute;trica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS:</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1.	Iwanenko, D. e Pomeranchuk, I.. Physical Review 71, 11, 829, 1944.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097801&pid=S0009-6725201700030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.	Elder, F. R.; Gurewitsch, A. M.; Langmuir, R. V.; Pollock H.C.. Physical Review 71, 11, 829-830, 1947.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097803&pid=S0009-6725201700030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3.	Madden, R.P. e Codling, K.. Phys. Rev. Lett 10, 516, 1963.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097805&pid=S0009-6725201700030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4.	Fernandez, V. et al. PLoS ONE 8e64978, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097807&pid=S0009-6725201700030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5.	Silva, J. C. da et al. Optica 4, 5, 492, 2017</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097809&pid=S0009-6725201700030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6.	Sanchez-Cano, C.  et al. Chem. Eur. J., 23, 2512, 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097810&pid=S0009-6725201700030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7.	Warkentin, M. et al. JSR 20, 7, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097812&pid=S0009-6725201700030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8.	Linari, M. et al. Nature 528, 276, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097814&pid=S0009-6725201700030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9.	Ait-Mou, Y. et al. PNAS 113, 2306, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097816&pid=S0009-6725201700030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10.	Liebi, M. et al. Nature 527, 349, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097818&pid=S0009-6725201700030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11.	Dubrovinsky, L. et al. Nature 525, 226, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097820&pid=S0009-6725201700030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12.	Loubeyre, P. et al. unpublished</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097822&pid=S0009-6725201700030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13.	F. C. B. Maia, F. C. B.  et al. Scientific Reports 5, 11812, 2015.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097823&pid=S0009-6725201700030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14.	Torchio, R. et al. Scientific Reports 6, 26402, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097825&pid=S0009-6725201700030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15.	Miao, J. et al. Nature 400, 342, 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097827&pid=S0009-6725201700030000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16.	Shapiro, D.A. et al. Nature Photonics 8, 765, 2014.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097829&pid=S0009-6725201700030000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17.	Zhu, X. et al. PNAS DOI: 10.1073/pnas.1610260114.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097831&pid=S0009-6725201700030000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18.	Holler, M. et al. Nature 402, 543, 2017.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097833&pid=S0009-6725201700030000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19.	M&ouml;ller, J. et al. JSR, 23, 929, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097835&pid=S0009-6725201700030000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20.	Naranayan, T. et al. Crystallography Reviews, 2017 DOI: 10.1080/0889311X.2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=097837&pid=S0009-6725201700030000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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