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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> INOVA&Ccedil;&Atilde;O E TRANSFORMA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Novos materiais</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Eduardo Granado</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Docente do Instituto de F&iacute;sica "Gleb Wataghin" da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), foi pesquisador do Laborat&oacute;rio Nacional de Luz S&iacute;ncrotron (LNLS) entre 2002 e 2003, atuando tamb&eacute;m como pesquisador colaborador do LNLS entre 2004 e 2014</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Uma parte relevante da pesquisa com luz s&iacute;ncrotron &eacute; realizada em novos materiais. Desde os tempos mais remotos at&eacute; a atualidade, o progresso de civiliza&ccedil;&otilde;es e na&ccedil;&otilde;es tem sido em boa parte ancorado na descoberta ou desenvolvimento de materiais que permitam a cria&ccedil;&atilde;o de tecnologias visando ganhos de efici&ecirc;ncia em processos j&aacute; existentes ou ainda de novos processos que sequer poderiam ser vislumbrados anteriormente. Alguns exemplos cl&aacute;ssicos s&atilde;o o desenvolvimento do bronze no mil&ecirc;nio 4 a.C., possibilitando ferramentas e armas mais duras e resistentes; e do concreto na Roma Antiga, que permitiu a constru&ccedil;&atilde;o de novas estruturas. Exemplo mais recente foi a descoberta, com a participa&ccedil;&atilde;o do f&iacute;sico brasileiro M&aacute;rio Baibich, da magnetorresist&ecirc;ncia gigante - em outras palavras, de uma resist&ecirc;ncia el&eacute;trica fortemente dependente do campo magn&eacute;tico, em multicamadas de filmes finos magn&eacute;ticos de Fe e Cr (1). Esse achado desencadeou uma intensa atividade de pesquisa que culminou no desenvolvimento de dispositivos de mem&oacute;ria magn&eacute;tica mais compactos, levando &agrave; atual miniaturiza&ccedil;&atilde;o de dispositivos eletr&ocirc;nicos cujo s&iacute;mbolo mais emblem&aacute;tico s&atilde;o os <i>smartphones</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No desenvolvimento de novos materiais modernos, a caracteriza&ccedil;&atilde;o das estruturas geom&eacute;tricas formadas pelas liga&ccedil;&otilde;es dos &aacute;tomos com seus vizinhos e a din&acirc;mica de vibra&ccedil;&atilde;o dessas liga&ccedil;&otilde;es qu&iacute;micas na escala at&ocirc;mica (da ordem de  10<sup>-10</sup> m), seus agrupamentos e conforma&ccedil;&otilde;es moleculares em escala nanom&eacute;trica (10<sup>-8</sup>-10<sup>-9</sup> m), sua microestrutura (10<sup>-5</sup>-10<sup>-7</sup> m), bem como o conhecimento das energias dos el&eacute;trons que comp&otilde;em o material (i.e., sua estrutura eletr&ocirc;nica), s&atilde;o de grande import&acirc;ncia para a compreens&atilde;o das propriedades dos materiais e otimiza&ccedil;&atilde;o para uma determinada aplica&ccedil;&atilde;o. Para isso, experimentos envolvendo t&eacute;cnicas de espalhamento, difra&ccedil;&atilde;o e absor&ccedil;&atilde;o da luz s&iacute;ncrotron pelos materiais s&atilde;o essenciais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde o in&iacute;cio da opera&ccedil;&atilde;o do laborat&oacute;rio em 1997, usu&aacute;rios do LNLS (Laborat&oacute;rio Nacional de Luz S&iacute;ncroton) t&ecirc;m produzido um grande n&uacute;mero de estudos em novos materiais. Tais pesquisas envolvem, por exemplo, materiais bidimensionais ou com superf&iacute;cie nanoestruturada, &oacute;xidos cer&acirc;micos, ligas met&aacute;licas, compostos intermet&aacute;licos, bem como nanopart&iacute;culas de diversas composi&ccedil;&otilde;es, formas e tamanhos, apresentando uma gama de propriedades com potenciais aplica&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas e/ou fen&ocirc;menos interessantes que em muitos casos ainda n&atilde;o foram inteiramente compreendidos. Considerando o grande n&uacute;mero de materiais estudados e grupos de pesquisa envolvidos, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel neste texto fazer justi&ccedil;a e mencionar todos, ou sequer um n&uacute;mero significativo de contribui&ccedil;&otilde;es relevantes feitas por usu&aacute;rios do LNLS nos &uacute;ltimos anos. Ainda assim, uma pequena amostra de estudos publicados em 2016 nos permite ter uma vis&atilde;o, mesmo que limitada, das atividades na &aacute;rea.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MEMBRANAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Materiais na forma de membranas podem ter importantes aplica&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas. Exemplos s&atilde;o estruturas &agrave; base de antim&ocirc;nio, que t&ecirc;m propriedades &oacute;pticas e eletr&ocirc;nicas espec&iacute;ficas com poss&iacute;veis aplica&ccedil;&otilde;es na fabrica&ccedil;&atilde;o de detetores ou c&acirc;meras de radia&ccedil;&atilde;o infravermelha ou mesmo em eletr&ocirc;nica de alta velocidade. Para que tais aplica&ccedil;&otilde;es se concretizem, membranas de compostos com antim&ocirc;nio devem ser "transportadas" do substrato sobre o qual foram originalmente produzidas para um outro substrato conveniente para cada aplica&ccedil;&atilde;o. Por exemplo, para uso em sensores de infravermelho, &eacute; conveniente que o substrato empregado seja sil&iacute;cio, que &eacute; transparente para esse tipo de radia&ccedil;&atilde;o. Recentemente, Zamiri e colaboradores demonstraram, pela primeira vez, a possibilidade de se transportar membranas a base de Sb para novos substratos (2). Entretanto, ao se soltar as membranas sobre um novo substrato, considera-se a possibilidade delas enrugarem ou dobrarem, produzindo tens&otilde;es locais que podem alterar significativamente as propriedades do material. Para averiguar esse ponto, medidas de difra&ccedil;&atilde;o de raios X com luz s&iacute;ncrotron foram realizadas no LNLS em algumas membranas transferidas para diferentes substratos. Com base nesses resultados, concluiu-se que as transfer&ecirc;ncias das membranas ocorrem com um m&iacute;nimo de relaxa&ccedil;&atilde;o el&aacute;stica e sem modificar a estrutura ou degradar a qualidade cristalina dos filmes estudados (2).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&Oacute;XIDOS CER&Acirc;MICOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> comp&otilde;em uma vasta classe de materiais com propriedades fascinantes que v&atilde;o desde isolantes ferroel&eacute;tricos utilizados, por exemplo, em chips de cart&atilde;o de cr&eacute;dito, at&eacute; supercondutores, que podem conduzir eletricidade sem nenhuma perda e "expulsar" qualquer campo magn&eacute;tico do interior do material. A rica gama de fen&ocirc;menos encontrada nesse tipo de material &eacute; consequ&ecirc;ncia da variedade de c&aacute;tions que podem ser misturados ao oxig&ecirc;nio e das v&aacute;rias e flex&iacute;veis estruturas at&ocirc;micas que podem se formar. Uma estrutura particularmente comum e flex&iacute;vel &eacute; chamada de perovskita (Figura 1), com f&oacute;rmula qu&iacute;mica ABO<sub>3</sub>, onde A e B s&atilde;o c&aacute;tions. Nessa estrutura, o s&iacute;tio B geralmente &eacute; ocupado por &iacute;ons de metal de transi&ccedil;&atilde;o (Ti, V, Cr, Mn, Fe, Co, Ni, etc) e cercado por um octaedro de oxig&ecirc;nios, enquanto o s&iacute;tio A &eacute; ocupado por c&aacute;tions maiores, como alcalinos terrosos (Ca, Sr, Ba, etc). A flexibilidade dessa estrutura deriva do fato dos octaedros de oxig&ecirc;nio poderem se rotacionar ou distorcer acomodando da melhor maneira poss&iacute;vel c&aacute;tions A e B de diferentes tamanhos. Diversos grupos de pesquisa t&ecirc;m utilizado as t&eacute;cnicas dispon&iacute;veis no LNLS para investigar os detalhes da estrutura at&ocirc;mica ou eletr&ocirc;nica de &oacute;xidos com estrutura-base do tipo perovskita ou alguma de suas variantes. Por exemplo, algumas perovskitas com defici&ecirc;ncia de oxig&ecirc;nio possuem alta mobilidade desses &iacute;ons em sua estrutura e podem ser utilizadas no desenvolvimento das chamadas c&eacute;lulas de combust&iacute;vel em estado s&oacute;lido, fornecendo uma alternativa vi&aacute;vel para produ&ccedil;&atilde;o de energia el&eacute;trica a partir da convers&atilde;o de gases hidrog&ecirc;nio e oxig&ecirc;nio em &aacute;gua. Alguns compostos nessa categoria estudados recentemente no LNLS foram La<sub>6.4</sub>Sr<sub>1.6</sub>Cu<sub>8</sub>O<sub>20±</sub>, La<sub>0.6</sub>Sr<sub>0.4</sub>Co<sub>1-y</sub>Fe<sub>y</sub>O<sub>3</sub> e La<sub>0.6</sub>Sr<sub>0.4</sub>CoO<sub>3-</sub> (3). Outros estudos de usu&aacute;rios do LNLS s&atilde;o realizados, por sua vez, em perovskitas com propriedades magn&eacute;ticas complexas e em alguns casos tamb&eacute;m acopladas a propriedades el&eacute;tricas, como Sr<sub>2</sub>CrReO<sub>6</sub>, La<sub>2</sub>NiMnO<sub>6</sub>, Sr<sub>2</sub>FeIrO<sub>6</sub> e La<sub>0.225</sub>Pr<sub>0.4</sub>(Ca<sub>1-x</sub>Sr<sub>x</sub>)<sub>0.375</sub>MnO<sub>3</sub> (4).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v69n3/a11fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NANOPART&Iacute;CULAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Vale mencionar a intensa e cont&iacute;nua atividade no desenvolvimento de novos materiais sintetizados na forma de nanopart&iacute;culas, cujas formas e tamanhos podem ser investigados com luz s&iacute;ncrotron e suas propriedades moldadas &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o desejada. Por exemplo, Souza e colaboradores mostraram que nanopart&iacute;culas de NbO<sub>2</sub>OH, cuja forma foi investigada a partir de experimentos de espalhamento de raios X a baixos &acirc;ngulos, podem ser preparadas de forma a absorver radia&ccedil;&atilde;o UV eficientemente, sendo utilizado como um protetor solar para o polipropileno, um pol&iacute;mero vastamente utilizado na ind&uacute;stria.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1.	Baibich, M. et al. <i>Phys. Rev. Lett.</i> 61, 2472 (1988).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.	Zamiri, M. et al. <i>PNAS</i> 16, E1 (2016).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3.	Macias, M. A. et al. <i>Solid State Ionics</i> 288, 68 (2016).    <!-- ref --> G&oacute;mez, A. M. ; Sacanell, J. ;  Levya, A. G. ; Lamas, D.G. <i>Ceramics International</i> 42, 3145 (2016).    <!-- ref --> Acu&ntilde;a, L.M. ;  Mu&ntilde;oz, F. F. ;  Fuentes, R.O.<i> J. Phys. Chem.</i> C 120, 20387 (2016).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4.	Orlando, M. T. D.  e<i>t al. J. All. Comp</i>. 687, 463 (2016).    <!-- ref --> Barbosa, D. A. B. <i>et al., J. All. Comp</i>. 663, 899 (2016).    <!-- ref --> Bufai&ccedil;al, L. <i>et al., Mat. Chem. Phys</i>. 182, 459 (2016);    <!-- ref -->  Eslava, G.G. <i>et al. Phys. Lett</i>. A 380, 3107 (2016).    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5.	S.D. Souza et al. RSC Adv. 6, 5040 (2016).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6.	Kaneko, U.F. "Transi&ccedil;&otilde;es de fase e flutua&ccedil;&otilde;es eletr&ocirc;nicas em pnict&iacute;deos a base de ferro" Tese de doutorado, IFGW/Unicamp (2017).    </font></p>      ]]></body><back>
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