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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> INOVA&Ccedil;&Atilde;O E TRANSFORMA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Um mundo pequeno  para o homem, um salto gigante para a ci&ecirc;ncia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Carlos Sato Baraldi Dias<sup>I</sup>; Mateus Borba Cardoso<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>F&iacute;sico, pesquisador no Laborat&oacute;rio Nacional de Luz S&iacute;ncrotron (LNLS) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM)    <br> <sup>II</sup>Qu&iacute;mico, pesquisador no Laborat&oacute;rio Nacional de Luz S&iacute;ncrotron (LNLS) e no Laborat&oacute;rio Nacional de Nanotecnologia (LNNano) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O desenvolvimento da ci&ecirc;ncia sempre caminhou lado a lado com a nossa capacidade de ver o nunca visto. Para isso, podemos facilmente nomear in&uacute;meros avan&ccedil;os no desenvolvimento de diferentes microsc&oacute;pios, com seus poderes distintos para observar fen&ocirc;menos diversos do mundo pequeno. No entanto, o pr&ecirc;mio Nobel de qu&iacute;mica de 2014 demonstrou a import&acirc;ncia do desenvolvimento de microsc&oacute;pios capazes de ver o interior do ambiente celular, respondendo dessa forma a quest&otilde;es dos componentes fundamentais da vida. O trabalho desenvolvido pelos laureados empurrou at&eacute; o limite o que conhecemos como microscopia &oacute;ptica e representou um salto gigante na grandeza conhecida como resolu&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Hoje, o avan&ccedil;o mais promissor em dire&ccedil;&atilde;o a uma maior resolu&ccedil;&atilde;o reside no desenvolvimento de microsc&oacute;pios de raios X. Assim como a pr&oacute;pria luz, raios X s&atilde;o ondas eletromagn&eacute;ticas, mas capazes de revelar estruturas menores do que os microsc&oacute;pios &agrave; base de luz atuais. A &uacute;nica desvantagem at&eacute; agora &eacute; que eles ainda est&atilde;o sendo desenvolvidos e constru&iacute;dos, como &eacute; o caso do novo laborat&oacute;rio brasileiro de luz s&iacute;ncrotron, o Sirius, que ter&aacute; o microsc&oacute;pio de raios X mais brilhante do mundo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas de que o desenvolvimento desses microsc&oacute;pios continuar&aacute; empurrando o limite de qu&atilde;o pequeno podemos ver, mas tamb&eacute;m nos dar&aacute; a compreens&atilde;o de qu&atilde;o pequeno podemos construir. Esses microsc&oacute;pios ser&atilde;o os primeiros a nos permitir a visualiza&ccedil;&atilde;o direta do mundo nano e s&atilde;o a ferramenta que falta para o pr&oacute;ximo avan&ccedil;o no nanodesign das coisas. Hoje em dia, somos capazes de produzir e desenvolver nanoestruturas com caracter&iacute;sticas muito precisas e espec&iacute;ficas, mas ver diretamente essas nanoestruturas em a&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; um processo dif&iacute;cil, restrito mais pelo microsc&oacute;pio do que pela nanoestrutura. Um microsc&oacute;pio de raios X, no entanto, ter&aacute; o poder de aumentar a resolu&ccedil;&atilde;o, abrindo essa nova janela para o mundo nano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J&aacute; existem alguns exemplos que demonstram a capacidade de um microsc&oacute;pio de raios X. Em um trabalho realizado por Xiaohui Zhu e colaboradores (1), eles usaram um microsc&oacute;pio de raios X para olhar dentro de uma bact&eacute;ria e caracterizar seu sentido magn&eacute;tico. &Eacute; verdade que esse sentido magn&eacute;tico n&atilde;o tem paralelo com nenhum dos sentidos humanos, mas podemos imaginar que essas bact&eacute;rias carregam uma das mais pequenas b&uacute;ssolas encontradas na natureza, permitindo que ela sinta o campo magn&eacute;tico em seus arredores. Sem d&uacute;vida, ainda estamos longe de desenvolver um sentido magn&eacute;tico nosso, mas essa experi&ecirc;ncia usando um microsc&oacute;pio de raios X permitiu a imagem direta das nano b&uacute;ssolas funcionais chamadas magnetossomas dentro das bact&eacute;rias, como mostrado na <a href="#fig1">Figura 1</a>.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v69n3/a13fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa t&eacute;cnica utilizada pelos pesquisadores &eacute; chamada de pictografia (do grego, que significa dobrar), um tipo de microscopia de raios X conhecido como espalhamento coerente ou imagem sem lente. Isso significa que, em vez de usar a lente para aproveitar a luz espalhada por um objeto, precisamos usar um algoritmo de computador para simular a lente e obter a imagem final. Essa ideia de substituir a lente por um computador pode ser muito simples, mas essa conquista somente foi poss&iacute;vel gra&ccedil;as ao computador de poder sem precedentes que agora temos dispon&iacute;vel. Considere que os computadores usados no programa Apollo eram menos poderosos do que os celulares atuais, ao mesmo tempo que os melhores clusters de computadores de hoje ainda dificultam o trabalho das lentes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, a cada dia, h&aacute; melhorias nos algoritmos tornando-os mais eficientes e alcan&ccedil;ando resultados que s&atilde;o superiores n&atilde;o somente em resolu&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m para a obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es adicionais, como a composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica da imagem. Ou seja, al&eacute;m de uma resolu&ccedil;&atilde;o aumentada, os raios X alcan&ccedil;ou especificidade qu&iacute;mica, o que de maneira pr&aacute;tica significa que pode rastrear elementos espec&iacute;ficos, facilitando a visualiza&ccedil;&atilde;o desses elementos. Explorando essa possibilidade, Xiaohui Zhu e seus colaboradores puderam usar o mesmo microsc&oacute;pio de raios X para ir mais longe e caracterizar a composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica de magnetossomas individuais, conforme mostrado na <a href="#fig2">Figura 2</a>.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v69n3/a13fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com base no mapeamento qu&iacute;mico, ajustando os raios X para rastrear o elemento de ferro, os autores conclu&iacute;ram que os magnetossomos s&atilde;o compostos de nanocristais de &oacute;xido de ferro. Essa capacidade de escolher qualquer elemento abre muitas possibilidades, mas os raios X permitem muito mais.  Por exemplo, um olhar mais apurado, em como esses mesmos raios X interagem com um &aacute;tomo, permite a compreens&atilde;o de seus &aacute;tomos circundantes e vizinhos. Essa t&eacute;cnica, conhecida como espectroscopia de raios X, n&atilde;o &eacute; nova e &eacute; amplamente utilizada. No entanto, a possibilidade de criar um microsc&oacute;pio espectrosc&oacute;pico de raios X de alta resolu&ccedil;&atilde;o capaz de gerar imagens qu&iacute;micas precisas &eacute; algo sem precedentes e, ainda assim, &eacute; apenas um vislumbre do que os microsc&oacute;pios de raios X em desenvolvimento alcan&ccedil;ar&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Agrave; medida que avan&ccedil;amos, aprofundando a imagem do mundo nano, o recente casamento entre espectroscopia e dispers&atilde;o permitiu a visualiza&ccedil;&atilde;o e o desenvolvimento em nanomateriais biol&oacute;gicos (2, 3), qu&iacute;micos (4, 5), magn&eacute;ticos (6), ferroel&eacute;tricos (7), complexidade al&eacute;m de tudo o que temos hoje em dia (8). Eventualmente, o novo s&iacute;ncrotron brasileiro Sirius ser&aacute;, como o nome sugere, o mais brilhante de todos e, assim, representar&aacute; um grande salto ao revelar os pequenos mundos &agrave; nossa volta.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1.	Zhu, X. et al. "Measuring spectroscopy and magnetism of extracted and intracellular magnetosomes using soft X-ray ptychography". <i>Proc. Natl. Acad. Sci. U. S. A.</i> 201610260 (2016). doi:10.1073/pnas.1610260114</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2.	Fan, J. et al. "Single-pulse enhanced coherent diffraction imaging of bacteria with an X-ray free-electron laser". <i>Sci. Rep.</i> 6, 34008 (2016).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3.	Giewekemeyer, K. et al. "Quantitative biological imaging by ptychographic x-ray diffraction microscopy". <i>Proc. Natl. Acad.</i> Sci. 107, 529-534 (2010).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4.	Deng, J. et al. "Simultaneous cryo X-ray ptychographic and fluorescence microscopy of green algae". <i>Proc. Natl. Acad. Sci. U. S. A.</i> 112, 2314-9 (2015).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5.	Shapiro, D. A. et al. "Chemical composition mapping with nanometre resolution by soft X-ray microscopy". <i>Nat. Photonics</i> 8, 765-769 (2014).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6.	Tripathi, A. et al. "Dichroic coherent diffractive imaging". <i>Proc. Natl. Acad. Sci.</i> 108, 13393-13398 (2011).    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7.	Hruszkewycz, S. O. et al. "Imaging local polarization in ferroelectric thin films by coherent X-ray bragg projection ptychography". <i>Phys. Rev. Lett.</i> 110, 1-5 (2013).    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8.	Holler, M. et al. "High-resolution non-destructive three- dimensional imaging of integrated circuits". (2017). doi:10.1038/nature21698</font> ]]></body><back>
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