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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CULTURA    <br> LITERATURA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nta"></a><b>Antonio Candido na Unicamp<a href="#nt"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Carlos Vogt</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Poeta e linguista. &Eacute; professor em&eacute;rito da Unicamp e coordenador do Laborat&oacute;rio de Estudos Avan&ccedil;ados em Jornalismo (Labjor), na mesma universidade</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Acho que, de um ponto de vista mais subjetivo, as coisas aconteceram - quero dizer, as coisas relacionadas com o tema em quest&atilde;o -, quando eu vim de Sales Oliveira para Ribeir&atilde;o Preto, depois para S&atilde;o Paulo para fazer o curso de letras, na antiga Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras da USP, &agrave; rua Maria Antonia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi l&aacute;, em 1962, que conheci o professor Antonio Candido, no curso de teoria liter&aacute;ria e literatura comparada que ele oferecia para os alunos do primeiro ano do curso de letras. Segui seu aluno, regular, ouvinte, irregular, em toda a gradua&ccedil;&atilde;o e, nos anos 1968 e 1969, fui tamb&eacute;m seu estudante no programa do curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em que, al&eacute;m dele, brilhavam os astros e as estrelas de Gilda de Mello e Souza, Paulo Em&iacute;lio Sales Gomes, Rui Coelho e Oswaldo Elias Xidieh.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Isso tudo acontecendo no cen&aacute;rio pol&iacute;tico da ditadura militar que recrudescia no pa&iacute;s e que, na cena da FFCL, se manifestava na a&ccedil;&atilde;o violenta da pol&iacute;cia, abrigada pelo Comando de Ca&ccedil;a aos Comunistas (CCC) no vizinho Mackenzie, e que resultou na destrui&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de funcionamento e no consequente fechamento dos pr&eacute;dios, al&eacute;m da morte do estudante secundarista Jos&eacute; Carlos Guimar&atilde;es, do ferimento, tamb&eacute;m por bala, de estudantes universit&aacute;rios e de uma grande quantidade de feridos entre os participantes do que ficou conhecido como "A batalha da Maria Antonia".</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v69n3/a17fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PROGRAMA DE LINGU&Iacute;STICA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em agosto de 1969, o professor Albert Audubert, da antiga cadeira de franc&ecirc;s, deu-me a not&iacute;cia de que a Universidade Estadual de Campinas - a Unicamp -, criada tr&ecirc;s anos antes, em 1966, estava desenvolvendo um programa para a implanta&ccedil;&atilde;o, no Instituto de Filosofia e Ci&ecirc;ncias Humanas (IFCH), de um Departamento de Lingu&iacute;stica. Queria indicar o meu nome para integrar um grupo de quatro pessoas que seriam contratadas pela Unicamp e seguiriam para Besan&ccedil;on, com uma bolsa da Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo (Fapesp), para fazerem uma licenciatura e um mestrado em lingu&iacute;stica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Convite aceito, fui a Campinas, com uma carta de apresenta&ccedil;&atilde;o do professor Audubert, procurar o professor Fausto Castilho, coordenador e um dos fundadores do IFCH, al&eacute;m de respons&aacute;vel pela cria&ccedil;&atilde;o do programa de lingu&iacute;stica na universidade, tendo estado ele pr&oacute;prio em Besan&ccedil;on onde fortaleceu o seu entusiasmo intelectual e acad&ecirc;mico com as possibilidades epistemol&oacute;gicas da boa conviv&ecirc;ncia da lingu&iacute;stica com a l&oacute;gica e com a matem&aacute;tica. Essa conviv&ecirc;ncia, que certamente ajudou a embasar o apodo de ci&ecirc;ncia-piloto com que a lingu&iacute;stica foi apresentada durante um bom tempo, principalmente na efervesc&ecirc;ncia do estruturalismo europeu nas d&eacute;cadas de 1960 e de 1970, aliada &agrave;s circunst&acirc;ncias de ter o professor Castilho convivido com a experi&ecirc;ncia viva dos estudos que ent&atilde;o se produziam na Fran&ccedil;a, tudo isso contribuiu para que o modelo te&oacute;rico e metodol&oacute;gico a ser implantado na Unicamp buscasse reproduzir, em Campinas, o que vinha acontecendo no cen&aacute;rio internacional no campo da lingu&iacute;stica e das ci&ecirc;ncias humanas, em geral.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao conversar com o professor Castilho, informei-lhe tamb&eacute;m ser aluno do professor Candido, o que o deixou bastante satisfeito, j&aacute; que, como eu viria a saber na sequ&ecirc;ncia de nosso di&aacute;logo, era ele um dos respons&aacute;veis pela orienta&ccedil;&atilde;o do processo de forma&ccedil;&atilde;o do que viria, mais tarde, a ser chamado "grupo de Campinas".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quando falei com o professor Candido que tinha estado em Campinas com o professor Fausto Castilho por recomenda&ccedil;&atilde;o do professor Audubert, recebi dele a aprova&ccedil;&atilde;o imediata e firme, logo concretizada numa carta de refer&ecirc;ncia que passou a ser para mim como que um documento de minha identidade acad&ecirc;mica, institucional e intelectual que por ele se constitu&iacute;a e se fundava, restando para a frente a responsabilidade de lhe fazer jus e a satisfa&ccedil;&atilde;o de t&ecirc;-lo obtido para o desafio de poder merec&ecirc;-lo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AVAL DO MESTRE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O professor Antonio Candido indicou ou avalizou todos os nomes dos que constitu&iacute;ram o grupo de Campinas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fato &eacute; que o professor Zeferino Vaz tinha pelo professor Candido um enorme apre&ccedil;o intelectual, pessoal e existencial e j&aacute; havia feito, desde sua vinda para Campinas, algumas tentativas de sedu&ccedil;&atilde;o institucional para traz&ecirc;-lo para a Unicamp.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O professor Antonio Candido n&atilde;o vinha, mas se mantinha reciprocamente atencioso para com o professor Zeferino Vaz, para com a Unicamp e, especialmente, para com o projeto do grupo de Campinas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Unicamp crescia e j&aacute; passara por sua primeira crise de adolesc&ecirc;ncia institucional. O n&uacute;mero de alunos aumentava, com o n&uacute;mero de cursos de gradua&ccedil;&atilde;o e de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o oferecidos, e os departamentos discutiam suas necessidades de aumento das cargas hor&aacute;rias para as disciplinas espec&iacute;ficas de cada curso de bacharelado e de licenciatura. Aos poucos, a concep&ccedil;&atilde;o de curso que suponha o conjunto de disciplinas b&aacute;sicas comuns para as grandes &aacute;reas acad&ecirc;micas ia perdendo for&ccedil;a e fortalecendo a tend&ecirc;ncia para o nascimento de institutos e faculdades do que at&eacute; ent&atilde;o se organizava como departamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No estatuto da Unicamp e em seu plano diretor estava prevista a cria&ccedil;&atilde;o de uma Faculdade de Letras, cujo desenho geral era coincidente com o que tradicionalmente caracteriza as institui&ccedil;&otilde;es da &aacute;rea: v&aacute;rios departamentos, tantos quantos forem as press&otilde;es internas e externas para a sua cria&ccedil;&atilde;o e prolifera&ccedil;&atilde;o. Uma estrutura institucional feita, portanto, de justaposi&ccedil;&atilde;o de pe&ccedil;as.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para tentar evitar que o mesmo ocorresse na Unicamp e fugir, assim, do que o seu plano diretor previa e na &eacute;poca amea&ccedil;ava desencadear, o Departamento de Lingu&iacute;stica, do qual me tornei chefe logo em seguida &agrave; obten&ccedil;&atilde;o do doutorado, em 1974, prop&ocirc;s-se, ainda no IFCH, a come&ccedil;ar a oferecer cursos de bacharelado e de licenciatura em letras (l&iacute;ngua portuguesa e literaturas brasileira e portuguesa).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para isso era preciso, al&eacute;m do que o Departamento de Lingu&iacute;stica j&aacute; oferecia, oferecer latim e as literaturas da grade curricular. O professor de latim foi contratado e deu-se in&iacute;cio, com o apoio e a orienta&ccedil;&atilde;o do professor Candido, ao processo de contrata&ccedil;&atilde;o dos professores que viriam atender &agrave;s necessidades relativas &agrave;s aulas de literatura brasileira e literatura portuguesa, constituindo-se, assim, um grupo que marcou &eacute;poca na hist&oacute;ria da Unicamp e que seria o n&uacute;cleo inicial do futuro Departamento de Teoria Liter&aacute;ria.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Convers&aacute;vamos muito com o professor Zeferino Vaz a respeito da conveni&ecirc;ncia da cria&ccedil;&atilde;o da unidade de letras, tal como prevista no plano diretor e da oportunidade de se criar na Unicamp algo novo, a partir do que j&aacute; se desenvolvia no Departamento de Lingu&iacute;stica que, agora, agregava tamb&eacute;m o grupo de teoria liter&aacute;ria, oferecendo, al&eacute;m do bacharelado em lingu&iacute;stica, a licenciatura em letras -portugu&ecirc;s, l&iacute;ngua e literatura.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>OPORTUNIDADE &Uacute;NICA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O professor Zeferino Vaz mostrava-se sens&iacute;vel aos argumentos que lhe eram apresentados e penso que aquele que de fato o convenceu, e mesmo persuadiu, foi o da possibilidade de termos o professor Antonio Candido como coordenador dos trabalhos para a cria&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o da nova unidade, concebida fora do modelo tradicional e sobre a experi&ecirc;ncia que ent&atilde;o se desenvolvia no pr&oacute;prio Departamento de Lingu&iacute;stica, cujas fei&ccedil;&otilde;es institucionais e acad&ecirc;micas j&aacute; se modificavam pela presen&ccedil;a do grupo de teoria liter&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pude, nessa ocasi&atilde;o, dizer ao professor Zeferino Vaz que est&aacute;vamos diante da oportunidade &uacute;nica de trazer o professor Candido para dirigir o novo instituto, desde que este evitasse a tradicional segmenta&ccedil;&atilde;o das faculdades de letras e refletisse as experi&ecirc;ncias que j&aacute; se realizavam na Unicamp, tanto do ponto de vista das pr&aacute;ticas de ensino, que associavam lingu&iacute;stica e literatura, como do ponto de vista te&oacute;rico, que fundamentava as referidas pr&aacute;ticas dando-lhes organicidade estrutural e funcional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em outubro de 1975, encaminh&aacute;vamos ao professor Zeferino Vaz um anteprojeto para a implanta&ccedil;&atilde;o do Instituto de Letras que, al&eacute;m dos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o e p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o j&aacute; oferecidos pelo Departamento de Lingu&iacute;stica, ainda no IFCH, propunha a cria&ccedil;&atilde;o de uma gradua&ccedil;&atilde;o, licenciatura em portugu&ecirc;s e literatura de l&iacute;ngua portuguesa, e de uma p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em teoria liter&aacute;ria, com liga&ccedil;&otilde;es em &aacute;reas conexas da lingu&iacute;stica e das ci&ecirc;ncias humanas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOVOS MODELOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Caminhava-se, desse modo, para a formaliza&ccedil;&atilde;o do Instituto de Letras sob uma nova configura&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica que, ent&atilde;o, j&aacute; superava a possibilidade de se ver na Unicamp a ado&ccedil;&atilde;o do modelo tradicional das faculdades de letras que todos quer&iacute;amos evitar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fato decisivo para essa mudan&ccedil;a de rota deu-se com a aceita&ccedil;&atilde;o, pelo professor Candido, do convite que mais uma vez lhe fazia o professor Zeferino Vaz para dirigir a nova unidade de ensino e pesquisa da Unicamp.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tive a honra, a distin&ccedil;&atilde;o e, sobretudo, o prazer e a alegria de ter recebido do professor Zeferino Vaz a tarefa de tentar convencer o professor Candido a aceitar o convite, o desafio e a aventura acad&ecirc;mica da cria&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o apenas de uma nova unidade na Unicamp, mas de uma totalmente nova concep&ccedil;&atilde;o da unidade que se iria implantar. Num fim de tarde, j&aacute; anoitecendo, fui, como havia combinado com ele, &agrave; casa do professor Candido, &agrave; rua Bryaxis, antiga rua Alice, no Itaim Bibi, para voltarmos, na conversa, ao assunto unicampense.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ali, na sala de estar, cont&iacute;gua &agrave; sala de jantar, onde a mesa, tamb&eacute;m de trabalho, emoldurada pelas estantes que traziam parte da biblioteca de dona Gilda e do professor Candido, onde estivera v&aacute;rias outras vezes para os encontros amigos e de orienta&ccedil;&atilde;o, enfatizei, na conversa, o argumento de que a &uacute;nica possibilidade de altera&ccedil;&atilde;o do modelo de letras, a ser implantado em Campinas, era a de que o professor Candido aceitasse dirigir o novo projeto e coordenasse a equipe a que seria dado conceb&ecirc;-lo e desenh&aacute;-lo para substituir o que estava previsto no estatuto da universidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o era s&oacute; um argumento; era tamb&eacute;m um fato, pois o reitor da Unicamp dizia, com convic&ccedil;&atilde;o e firmeza, que a condi&ccedil;&atilde;o para aceitar e encaminhar a mudan&ccedil;a era ter o professor Candido a conduzi-la. Do contr&aacute;rio, dizia ele, nada feito!</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o seu jeito cort&ecirc;s, af&aacute;vel, bem-humorado, seguro na d&uacute;vida e na certeza, o professor Antonio Candido, chamando-me Carlinhos, como sempre fez, no carinho protetor e habitual do tratamento com os seus alunos, estudantes e amigos, disse-me, ent&atilde;o, que aceitava. E a conversa seguiu, j&aacute; ali mesmo, antecipando, no que ele dizia, as linhas mestras que dariam sustenta&ccedil;&atilde;o ao que depois viria ser, logo no futuro imediato, o Instituto de Estudos da Linguagem (IEL), com uma proposta que consolidava a que estava contida no anteprojeto do Instituto de Letras, acima mencionado, avan&ccedil;ando-a no sentido de uma supera&ccedil;&atilde;o, e da realiza&ccedil;&atilde;o de uma grande novidade acad&ecirc;mica no cen&aacute;rio institucional da educa&ccedil;&atilde;o superior no estado de S&atilde;o Paulo e no pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PROFESSOR DA UNICAMP</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em dezembro de 1976, criava-se o Instituto de Estudos da Linguagem na Unicamp.  O professor Candido foi designado seu primeiro diretor tendo como seu associado o professor Carlos Franchi, que o sucedeu, quando o professor Zeferino Vaz, depois de 12 anos na condu&ccedil;&atilde;o da universidade, deixou a reitoria e foi substitu&iacute;do pelo professor Pl&iacute;nio Alves de Moraes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O compromisso do professor Candido com o professor Zeferino estava cumprido: o novo Instituto de Estudos da Linguagem estava fundado e implantado. Fic&aacute;vamos n&oacute;s com o compromisso de dar seguimento acad&ecirc;mico e institucional ao que o professor Candido havia criado. Fic&aacute;vamos tamb&eacute;m com saudades bem fundadas de sua s&aacute;bia e generosa presen&ccedil;a no cotidiano da juventude do IEL, que cresceu, amadureceu, vingou, guardando o desafio constante de fazer jus &agrave; inventividade intelectual, acad&ecirc;mica e institucional da origem de sua cria&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="nt"></a><a href="#nta">*</a> Este texto &eacute; uma vers&atilde;o reduzida do artigo de mesmo t&iacute;tulo publicado originalmente na revista Literatura e Sociedade, nº 11, 2009, p.264-273, vinculada ao Departamento de Teoria Liter&aacute;ria e Literatura Comparada da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP).</font></p>      ]]></body>

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