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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS     <br> CI&Ecirc;NCIA E AGRICULTURA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agronomia: vicissitudes de ser ci&ecirc;ncia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Am&iacute;lcar Baiardi</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Professor da Universidade Cat&oacute;lica do Salvador e professor titular aposentado da Universidade Federal do Rec&ocirc;ncavo da Bahia, engenheiro agr&ocirc;nomo e doutor em ci&ecirc;ncias humanas pela Universidade Estadual de Campinas. E-mail:&nbsp;<a href="mailto:amilcar.baiardi@ucsal.br">amilcar.baiardi@ucsal.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DESDE QUANDO EXISTE CONHECIMENTO CIENT&Iacute;FICO?</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O debate sobre ser ou n&atilde;o ser ci&ecirc;ncia &eacute; tratado h&aacute; muito pelos historiadores da ci&ecirc;ncia, os quais se dividem entre aqueles que defendem a continuidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; filosofia e ao conhecimento antigo e aqueles que veem uma ruptura na constru&ccedil;&atilde;o do edif&iacute;cio do saber e definem um per&iacute;odo da hist&oacute;ria como sendo o da revolu&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, no qual teria nascido a ci&ecirc;ncia, nitidamente marcada pelo m&eacute;todo de Galileu Galilei (1564 - 1642).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por mais que se deva reconhecer os avan&ccedil;os cient&iacute;ficos que t&ecirc;m in&iacute;cio no s&eacute;culo XVII, entre eles as contribui&ccedil;&otilde;es de Francis Bacon, Nicolaus Cop&eacute;rnico, Johannes Kepler, Isaac Newton e Galileu, n&atilde;o &eacute; justo abstrair o conhecimento grego-hel&ecirc;nico e helen&iacute;stico e o que o precedeu, com os fil&oacute;sofos da envergadura de Tales, Arist&oacute;teles, Epicuro, Pit&aacute;goras, Arquimedes, Euclides, entre outros. Tampouco se deve negligenciar eventos que ocorreram na bacia do Mediterr&acirc;neo e entornos, em cidades e localidades como Atenas, Mileto, Alexandria, Sum&eacute;ria, Crot&atilde;o e Siracusa. Pensar que os sum&eacute;rios j&aacute; concebiam o sistema solar e o heliocentrismo h&aacute; cerca de 2000 a. C. e datar o in&iacute;cio do conhecimento astron&ocirc;mico com Cop&eacute;rnico, como faz Thomas Kuhn &#91;1&#93;, &eacute; discut&iacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o h&aacute; tamb&eacute;m como n&atilde;o registrar o que se passava nos mosteiros medievais espalhados pela Europa Ocidental. Nesses ambientes, pensadores como Robert Grosseteste, Beda, Roger Bacon, Alberto Magno, John Duns Scot, Nicole d' Oresme e Guilherme de Ockam j&aacute; haviam reiterado suas cren&ccedil;as na experi&ecirc;ncia, afastando-se do entendimento de Plat&atilde;o de que os sentidos jamais forneceriam um conhecimento genu&iacute;no porque a experi&ecirc;ncia estaria em constante mudan&ccedil;a. No limite, ela poderia oferecer uma <i>doxa, </i>uma opini&atilde;o, mas nunca uma <i>episteme</i>, dizia Plat&atilde;o. Durante a Idade M&eacute;dia, a vida intelectual sobreviveu sob a prote&ccedil;&atilde;o da Igreja Cat&oacute;lica, monote&iacute;sta, com princ&iacute;pios de in&iacute;cio e fim e fiel a dogmas que restringiam a divulga&ccedil;&atilde;o, por quaisquer meios, de conhecimentos que conflitassem com as Sagradas Escrituras. Diferentemente do polite&iacute;smo grego, que legitimava o conhecimento sobre a natureza, a Igreja Cat&oacute;lica era dogm&aacute;tica, intolerante e, no limite, ignorava as poss&iacute;veis heresias decorrentes das contribui&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas ocorridas na sua &aacute;rea de influ&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os fil&oacute;sofos citados acima, religiosos que incursionavam na observa&ccedil;&atilde;o da natureza e na experimenta&ccedil;&atilde;o, demonstraram coragem e sabedoria &iacute;mpares para entender que chegara o momento no qual deveriam seguir o exemplo de Arist&oacute;teles. Passaram ent&atilde;o a buscar o porqu&ecirc; das coisas da natureza (<i>physis</i>) e da vida, n&atilde;o mais em dimens&otilde;es transcendentes, externas &agrave; pr&oacute;pria realidade f&iacute;sica - fossem elas m&iacute;tica, m&aacute;gica ou religiosa -, mas por meio de uma explica&ccedil;&atilde;o externa e distante da coisa em si. Era o momento de se tentar explicar o porqu&ecirc; no interior da realidade do mundo f&iacute;sico, por meio de um caminho, um m&eacute;todo, que viria a ser o m&eacute;todo cient&iacute;fico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No elenco de te&oacute;logos e fil&oacute;sofos medievais, coube a John Duns Scotus (1266 - 1308), um dos mais importantes intelectuais da Idade M&eacute;dia, afirmar que "...as verdades da f&eacute; n&atilde;o poderiam ser compreendidas pela raz&atilde;o". A filosofia, assim, deveria adquirir autonomia e deixar de ser uma serva da teologia, como vinha ocorrendo ao longo de todo o per&iacute;odo &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todas essas preliminares valem para os v&aacute;rios ramos do conhecimento cient&iacute;fico, nele incluindo o conhecimento agron&ocirc;mico, cuja g&ecirc;nese &eacute; bem recuada no tempo, j&aacute; nascendo como conhecimento aplicado. A historiografia e a antropologia informam que os sum&eacute;rios, que habitaram a Mesopot&acirc;mia, destacaram-se na arte de cultivar plantas em sistemas de irriga&ccedil;&atilde;o, com &aacute;gua aduzida de canais, e na arte de domesticar animais, sobretudo ovinos e bovinos. O esplendor da civiliza&ccedil;&atilde;o sumeriana, que se destacava no conhecimento cosmol&oacute;gico e sobre outros ramos da ci&ecirc;ncia, se d&aacute; em torno de 3000 a.C. Contudo, segundo Giordani &#91;3&#93;, n&atilde;o foram encontrados, nas cidades da Sum&eacute;ria, escritos com preceitos agron&ocirc;micos e autoria identificada. O c&oacute;digo de Hamurabi, uma compila&ccedil;&atilde;o supostamente feita pelo rei com mesmo nome, cont&eacute;m apenas elementos que permitem intuir as formas de gest&atilde;o e o estado da arte da produ&ccedil;&atilde;o vegetal e animal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A AGRONOMIA NASCE BASEADA EM EVID&Ecirc;NCIAS E N&Atilde;O EM CREN&Ccedil;AS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> J&aacute; no s&eacute;culo III a.C. &eacute; poss&iacute;vel encontrar preceitos agron&ocirc;micos escritos e com autoria definida. A historiografia, contudo, n&atilde;o &eacute; categ&oacute;rica sobre quem foi pioneiro no falar documentado ou no escrever sobre a agronomia. H&aacute; duas hip&oacute;teses: a primeira, de que seria o fil&oacute;sofo grego S&oacute;crates (469 a.C. - 399 a.C.), na obra <i>Oeconomicon </i>de Senofonte, no conhecido di&aacute;logo com Iscimaco. A segunda, que teria sido Mago (ou Mag&atilde;o) de Cartago, em seu tratado de agronomia, referido por Pl&iacute;nio, o Velho (23 - 79 d.C.), em seu livro <i>Naturalis Historia. </i>Ambas s&atilde;o de dif&iacute;cil comprova&ccedil;&atilde;o porque S&oacute;crates e Mago&nbsp;foram contempor&acirc;neos e tamb&eacute;m porque n&atilde;o existe exatid&atilde;o nas refer&ecirc;ncias aos mesmos &#91;4&#93;. Em favor de Mago h&aacute; uma recente obra que reconstr&oacute;i e amplia a historiografia das guerras p&uacute;nicas (264 a.C e 146 a.C.), de autoria de Adrian Goldsworthy &#91;5&#93;, que escreve:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"O com&eacute;rcio n&atilde;o era a &uacute;nica fonte de prosperidade da cidade. &Eacute; importante n&atilde;o esquecer que a riqueza de Cartago derivava tamb&eacute;m de uma base agr&iacute;cola extremamente organizada e eficiente. O manual sobre a agricultura escrito por um nobre cartagin&ecirc;s de nome Mag&atilde;o, provavelmente em finais do s&eacute;culo IV a.C., viria a exercer uma enorme influ&ecirc;ncia sobre o resto do mundo depois de traduzido para o grego e latim posteriormente a 146 a.C." (p. 32)</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com tal recuo no tempo, e aceitando o ponto de vista dos historiadores da ci&ecirc;ncia que defendem a continuidade da ci&ecirc;ncia contempor&acirc;nea em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; filosofia e ao conhecimento antigo, entende-se como poss&iacute;vel que a agronomia tenha surgido como uma arte decorrente de conhecimento sistematizado que nasce comprometido com o equil&iacute;brio com a natureza, mantendo-se assim at&eacute; que problemas externos a esse relacionamento imponham a ado&ccedil;&atilde;o de outros paradigmas. O conceito que mudou o curso do conhecimento agron&ocirc;mico &eacute; aquele que Karl Marx denominou de segunda revolu&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola, influenciado intensamente pelas pesquisas de Justus Von Liebig &#91;6&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mazoyer e Roudartem &#91;7&#93;, em obra sobre a hist&oacute;ria da agricultura, admitem que os sistemas agr&iacute;colas nascem e se difundem como um processo evolutivo que se constituiu na mem&oacute;ria e na cultura das popula&ccedil;&otilde;es envolvidas. Segundo os autores, os sistemas n&atilde;o resultam de observa&ccedil;&otilde;es sistem&aacute;ticas e de experi&ecirc;ncias, sendo produto de conhecimento t&aacute;cito sobre como produzir:</font></p>     <blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Como escreveu J. R. Harlan (1972), 'a agricultura nunca foi descoberta ou inventada'. No estado atual dos conhecimentos, ela aparece como o resultado de um longo processo de evolu&ccedil;&atilde;o que afetou muitas sociedades de <i>Homo sapiens</i> no fim da pr&eacute;-hist&oacute;ria, na &eacute;poca neol&iacute;tica. As sociedades de predadores que se transformaram em sociedades de agricultores estavam dentre as mais avan&ccedil;adas da &eacute;poca. Elas dispunham de instrumentos sofisticados de pedra, exploravam os recursos vegetais bastante abundantes para lhes permitir viver de forma sedent&aacute;ria agrupadas em vilarejos, praticando, sem d&uacute;vida, o culto a seus ancestrais" (p. 126)</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Destarte, faz todo sentido propor que esse processo evolutivo n&atilde;o tenha sido uniforme, ou seja, n&atilde;o se deu igualmente em todos os centros de irradia&ccedil;&atilde;o de sistemas agr&iacute;colas propostos por Mazoyer e Roudart &#91;7&#93;. Al&eacute;m disso, h&aacute; que se reconhecer que no mundo grego-hel&ecirc;nico, e posteriormente helen&iacute;stico, implantado em boa parte da bacia do Mediterr&acirc;neo, a expans&atilde;o dos sistemas agr&iacute;colas se deu acompanhada de interven&ccedil;&otilde;es racionais que j&aacute; encontravam amparo em conhecimento agron&ocirc;mico obtido de observa&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica e de interven&ccedil;&otilde;es conduzidas em bases emp&iacute;ricas, com tentativas e erro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa fase da g&ecirc;nese do pensamento agron&ocirc;mico, era imanente &agrave; conduta dos fil&oacute;sofos naturalistas conceber pr&aacute;ticas que fossem absolutamente harm&ocirc;nicas com o ritmo e com os ciclos da natureza. A totalidade dos agr&ocirc;nomos do per&iacute;odo cl&aacute;ssico, gregos e romanos, e por extens&atilde;o tamb&eacute;m os cartagineses, n&atilde;o s&oacute; do norte da &Aacute;frica, mas de suas col&ocirc;nias na Hisp&acirc;nia, se pautavam por essa conduta, o que tem registro nas obras de Dem&oacute;crito, Crateuas, Chartrodas, Clidemo, Epicarmo e Teofrasto, durante a fase grego-cl&aacute;ssica, e por Cat&atilde;o, Varr&atilde;o, Lucr&eacute;cio, Columella e Pl&iacute;nio, na fase romana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os agr&ocirc;nomos da antiguidade cl&aacute;ssica visavam o aprimoramento do conhecimento aplicado, pois, al&eacute;m de suas convic&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; gest&atilde;o mais eficiente que levasse a uma maior produtividade, j&aacute; eram constatados problemas que comprometiam a oferta de alimentos, entre eles os decorrentes do mau uso do solo ou a aus&ecirc;ncia de tratos culturais recomendados. N&atilde;o obstante o fato de que a maioria dos fil&oacute;sofos naturalistas, que se dedicava a pensar a agronomia, o fizesse mais por compromisso com o saber que por profiss&atilde;o de agricultor - n&atilde;o se expondo dessa forma &agrave;s consequ&ecirc;ncias no caso de seus aconselhamentos ou preceitos n&atilde;o fossem eficazes -, eram criteriosos e compromissados com o progresso e o bem-estar. Nada tinham de diletantes. Ademais de repetidas observa&ccedil;&otilde;es, baseavam-se na leitura dos mais antigos, faziam registros sistem&aacute;ticos e, em alguns casos, estavam tamb&eacute;m atentos &agrave;s teorias ou princ&iacute;pios que come&ccedil;avam a irradiar dos "centros de pesquisa" da &eacute;poca.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa foi uma conduta comum durante o per&iacute;odo helen&iacute;stico tardio, que se situa, <i>grosso modo</i>, entre 200 anos a.C. e o in&iacute;cio da era crist&atilde;. Nesses mais de dois s&eacute;culos, a Escola de Alexandria funcionava como centro cultural irradiador de saberes e de m&eacute;todos de como obt&ecirc;-los. Epicuro, em Atenas, se destacava em sua escola, denominada Jardim, pelas li&ccedil;&otilde;es epistemol&oacute;gicas, valorizadoras da percep&ccedil;&atilde;o e contr&aacute;rias aos ensinamentos da Academia de Plat&atilde;o, que j&aacute; n&atilde;o atra&iacute;a pensadores por ser excessivamente te&oacute;rica. Em sua obra <i>De rerum natura </i>(s&eacute;culo I a.C.), Lucr&eacute;cio transcreve a afirma&ccedil;&atilde;o de Epicuro: "&#91;...&#93; que nenhum ju&iacute;zo deveria contradizer os sentidos", contida em sua teoria do conhecimento denominada can&ocirc;nica, na qual ressalta a import&acirc;ncia da experi&ecirc;ncia para refutar ou confirmar as impress&otilde;es obtidas pelo pensamento &#91;6, 8&#93;. As obras dos agr&ocirc;nomos daquele per&iacute;odo inseriam-se nessas refer&ecirc;ncias epistemol&oacute;gicas, adotando um amplo paradigma que pode ser definido como o momento epistemol&oacute;gico hegem&ocirc;nico da Escola de Alexandria. As concep&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas dominantes nesse ambiente acad&ecirc;mico, n&atilde;o obstante referenciadas pelas contribui&ccedil;&otilde;es de Plat&atilde;o, Arist&oacute;teles, Euclides, Arquimedes, Erast&oacute;tenes, Aristarco, Ptlomeu etc., recebiam influ&ecirc;ncia mais marcante de Epicuro e sua referida teoria can&ocirc;nica, que tinha na percep&ccedil;&atilde;o sensorial a pedra angular da verdade. Em certo sentido, somente uma vis&atilde;o de mundo diferente daquela professada na idade cl&aacute;ssica da filosofia grega poderia amparar os avan&ccedil;os t&eacute;cnico-cient&iacute;ficos que viriam acontecer na agronomia da antiguidade &#91;9&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse paradigma de investiga&ccedil;&atilde;o visando o conhecimento &uacute;til, a "arte agron&ocirc;mica" resultaria das in&uacute;meras no&ccedil;&otilde;es adquiridas e melhoradas por meio de tentativa e erro, produzindo conclus&otilde;es generalizantes acerca de classes de objetos semelhantes. Uma pr&aacute;tica ou procedimento bem-sucedido em v&aacute;rios casos em uma determinada lavoura sugeriria a consagra&ccedil;&atilde;o da mesma, dando ensejo a que fosse considerado um preceito. V&aacute;rios preceitos constituiriam uma arte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma interpreta&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel e amparada na historiografia cient&iacute;fica seria que a agronomia se alinha, desde o seu nascimento, ao que havia de mais avan&ccedil;ado na busca do conhecimento. Ademais, estabelece continuidade com a trajet&oacute;ria cient&iacute;fica que alcan&ccedil;a o s&eacute;culo XVII, sempre em harmonia com a natureza, respeitando seus ciclos e favorecendo a resili&ecirc;ncia dos recursos naturais renov&aacute;veis. O conhecimento gerado na agronomia da antiguidade foi de utilidade at&eacute; meados do s&eacute;culo XIX, quando o m&eacute;todo cient&iacute;fico p&oacute;s-revolu&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica se aprimorou e se imp&ocirc;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DA AGRONOMIA CL&Aacute;SSICA PARA AS AGRONOMIAS MODERNAS E CONTEMPOR&Acirc;NEAS: AS METAMORFOSES INDUZIDAS E TRAJET&Oacute;RIA CIENT&Iacute;FICA </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o somente a agronomia, mas tamb&eacute;m conhecimentos aplicados nas engenharias, na medicina e em outros campos do saber, beneficiaram-se de certas contribui&ccedil;&otilde;es que resultaram de observa&ccedil;&otilde;es e experimenta&ccedil;&otilde;es na antiguidade. Ultrapassado o per&iacute;odo mais dif&iacute;cil para a pr&aacute;tica cient&iacute;fica no Ocidente, da queda do Imp&eacute;rio Romano at&eacute; o Renascimento, os fil&oacute;sofos da natureza que pesquisavam a agronomia come&ccedil;am a se beneficiar de uma s&eacute;rie de avan&ccedil;os que ocorriam na biologia, na qu&iacute;mica, na geologia, na f&iacute;sica e na mec&acirc;nica, em decorr&ecirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todo que se consagrou p&oacute;s-revolu&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. Esse m&eacute;todo trazia um novo tipo de racionalidade filos&oacute;fico/cient&iacute;fica e se apresentava como alternativa &agrave;s formas de racionalidade anteriores, consideradas mais "teol&oacute;gicas", visto recorrerem a elementos explicativos transcendentes. O novo m&eacute;todo para a ci&ecirc;ncia, ainda que incorporando elementos da epistemologia can&ocirc;nica, avan&ccedil;ou em muitos aspectos a ponto de ser considerado delimitador do que seria verdadeiramente ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diante das numerosas defini&ccedil;&otilde;es do que seja ci&ecirc;ncia, as quais podem variar ao longo da hist&oacute;ria, no espa&ccedil;o geogr&aacute;fico e dependendo de culturas, o pr&oacute;prio mundo da ci&ecirc;ncia, os fil&oacute;sofos da natureza e posteriormente os cientistas, propuseram que mereceriam ser denominadas cient&iacute;ficas aquelas atividades &agrave;s quais, <i>mutatis mutandis, </i>fossem aplicados os mesmos m&eacute;todos de observa&ccedil;&atilde;o e infer&ecirc;ncia utilizados para o conhecimento de fen&ocirc;menos naturais e sociais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa proposi&ccedil;&atilde;o, entretanto, n&atilde;o foi pac&iacute;fica e nem eliminou d&uacute;vidas. Quais seriam esses m&eacute;todos? Desde a etapa de abordagem do objeto, passou-se a enfrentar problemas conceituais em rela&ccedil;&atilde;o ao grau, &agrave; qualidade e &agrave; subjetividade do observador e &agrave; conex&atilde;o entre a percep&ccedil;&atilde;o e a observa&ccedil;&atilde;o. Da mesma maneira, na fase de coleta de dados, organiza&ccedil;&atilde;o e infer&ecirc;ncia, passou-se a enfrentar dificuldades de generaliza&ccedil;&atilde;o do uso da l&oacute;gica matem&aacute;tica e da raz&atilde;o e de estabelecer uma estrutura geral de relacionamento de todas as vari&aacute;veis envolvidas. O consenso ou quase consenso entre os que defendiam o m&eacute;todo como demarcador da ci&ecirc;ncia n&atilde;o veio facilmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os sinais inequ&iacute;vocos de cientificidade foram se afirmando e consolidando a partir das contribui&ccedil;&otilde;es de Francis Bacon relativas ao exerc&iacute;cio da objetividade, expressa na aus&ecirc;ncia de preconceitos e na purifica&ccedil;&atilde;o dos dados, seguidas das de Galileu, que em a&ccedil;&otilde;es sucessivas retirou dos racionalistas o privil&eacute;gio do uso da matem&aacute;tica. Este foi al&eacute;m da matematiza&ccedil;&atilde;o da filosofia natural, praticada por Cop&eacute;rnico e Isaque Newton, e fundou o experimentalismo, ou seja, a fus&atilde;o dos recursos da matem&aacute;tica com o experimento, tudo isso potencializado pelo uso da instrumenta&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, permitindo, segundo o pr&oacute;prio Galileu "...perceber que a mat&eacute;ria apresenta apenas determina&ccedil;&otilde;es quantitativas e espa&ccedil;o-temporais" &#91;10, 11, 12&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nascia ent&atilde;o, com Galileu, o m&eacute;todo da ci&ecirc;ncia moderna, que permitiu sucessivos avan&ccedil;os do conhecimento cient&iacute;fico a partir do s&eacute;culo XVIII. O mesmo foi aperfei&ccedil;oado epistemologicamente, ao longo dos anos, em decorr&ecirc;ncia do empenho em buscar maior afastamento da <i>doxa </i>na produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento e tamb&eacute;m permitir maior valida&ccedil;&atilde;o dos resultados. Os aperfei&ccedil;oamentos epistemol&oacute;gicos tornaram contempor&acirc;neo o m&eacute;todo cient&iacute;fico, assim como os avan&ccedil;os nos recursos instrumentais deram ao mesmo maior potencial, resolu&ccedil;&atilde;o e velocidade na obten&ccedil;&atilde;o das evid&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como exemplo desse aperfei&ccedil;oamento no campo da sa&uacute;de, na avalia&ccedil;&atilde;o de f&aacute;rmacos, por exemplo, tem-se a introdu&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo da dupla oculta&ccedil;&atilde;o, duplo cego, que reduziria o sugestionamento dos pacientes e a subjetividade dos terapeutas. No campo das ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias, procedimento equivalente foi a introdu&ccedil;&atilde;o da parcela-testemunha, ou o tratamento diferente das demais parcelas. O m&eacute;todo tamb&eacute;m se aprimorou no pr&oacute;prio delineamento do experimento, na etapa anterior &agrave; an&aacute;lise, que com recursos da estat&iacute;stica tornaria a escolha dos objetos mais representativa e, se conveniente, aleat&oacute;ria. O avan&ccedil;o prosseguiu com os progressos da modelagem e da simula&ccedil;&atilde;o, que trouxeram expressiva economia de recursos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, sobretudo com os avan&ccedil;os na f&iacute;sica qu&acirc;ntica, abriu-se a possibilidade de questionamentos do experimentalismo, considerado demasiadamente positivista e ing&ecirc;nuo no que tange &agrave; objetividade e &agrave;s certezas. A cr&iacute;tica tamb&eacute;m salientava que as antecipa&ccedil;&otilde;es no m&eacute;todo, desde que controladas, n&atilde;o se constitu&iacute;am amea&ccedil;a ao mesmo.  A cr&iacute;tica ao experimentalismo, ou ao empirismo caricaturado, exagerado, apontava que t&atilde;o importante quanto obter fatos experimentais &eacute;, no limite, testar a sua veracidade, pois uma s&oacute; prova contr&aacute;ria aos fatos seria suficiente para desconstruir teorias provis&oacute;rias. Estas cr&iacute;ticas provenientes de um expoente do racionalismo cr&iacute;tico, Karl Popper &#91;13&#93;, foram em geral aceitas por pesquisadores, que incorporaram em seus protocolos repeti&ccedil;&otilde;es e amplia&ccedil;&otilde;es das evid&ecirc;ncias experimentais nos testes conjuntos das teorias provis&oacute;rias obtidas pelo sujeito pesquisador e de outras alternativas, tudo visando manter assimetria entre a verificabilidade e a falseabilidade. As contribui&ccedil;&otilde;es de Popper &#91;13&#93; foram mais longe ao atenuar a pseudo rivalidade entre o empirismo e o racionalismo, ao afirmar a impossibilidade de come&ccedil;ar qualquer observa&ccedil;&atilde;o sem uma antecipa&ccedil;&atilde;o, uma teoria pr&eacute;via, e ao definir com clareza o escopo da ci&ecirc;ncia. No campo cient&iacute;fico, entra-se no s&eacute;culo XXI com mais incertezas que nos s&eacute;culos anteriores, mas com menores chance de errar. Se isso vale para as ci&ecirc;ncias em geral, vale tamb&eacute;m para as ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> As teorias, os paradigmas compartilhados, os recursos humanos dispon&iacute;veis e em forma&ccedil;&atilde;o, as bibliotecas, a infraestrutura de pesquisa, o conhecimento t&aacute;cito, os resultados obtidos em termos de difus&atilde;o do conhecimento e impactos gerados, entre outros indicadores, mostram que a agronomia contempor&acirc;nea &eacute; uma ci&ecirc;ncia aplicada que, no caso do Brasil, cumpriu seu papel de garantir seguran&ccedil;a alimentar para o abastecimento interno e gerar excedentes export&aacute;veis que est&atilde;o alavancando toda a economia. Um olhar sobre os principais centros de pesquisa em ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias - nas universidades, na administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica e no setor privado - revela a sua inequ&iacute;voca compet&ecirc;ncia. Alguns deles est&atilde;o bem ranqueados internacionalmente, como a Esalq-USP (Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" da Universidade de S&atilde;o Paulo),&nbsp;5º lugar em 2016 no&nbsp;<i>ranking</i>&nbsp;produzido pela editora&nbsp;U.S. News and World Report, &nbsp;que classificou as melhores faculdades do mundo em ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seus pesquisadores buscam incessantemente sistemas produtivos menos desorganizadores da natureza, mediante uma vis&atilde;o multidisciplinar, amparada em conhecimentos cient&iacute;ficos atuais, entre eles a modifica&ccedil;&atilde;o gen&eacute;tica, que propicia cultivares menos dependentes de insumos qu&iacute;micos, e o desenvolvimento em escala industrial de biocidas, inseticidas e fungicidas biol&oacute;gicos. A verdadeira ci&ecirc;ncia agr&aacute;ria persegue com determina&ccedil;&atilde;o novos caminhos produtivos que possam alcan&ccedil;ar "mais com menos", ou seja, maior produ&ccedil;&atilde;o de alimentos e mat&eacute;rias-primas de origem agropecu&aacute;ria, com qualidade, com menor utiliza&ccedil;&atilde;o de terra, &aacute;gua, nutrientes, energia, trabalho e capital. &Eacute; o compromisso de g&ecirc;nese com a preserva&ccedil;&atilde;o da natureza, que nunca foi negligenciado. Na medida em que ocorram novos avan&ccedil;os em modifica&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ticas e mudan&ccedil;as populacionais e/ou de consumo de alimentos e de combust&iacute;veis, que impliquem em redu&ccedil;&atilde;o da demanda de alimentos e mat&eacute;rias-primas, e que novos estudos sobre a produtividade total dos fatores (PTF) se tornem dispon&iacute;veis, as ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias acelerar&atilde;o o ritmo de concep&ccedil;&atilde;o de sistemas produtivos mais fechados, com menor entropia, e mais sustent&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">E a agroecologia? Que dizer de uma suposta &aacute;rea de conhecimento que abstrai problemas como abastecimento da popula&ccedil;&atilde;o e obten&ccedil;&atilde;o de saldos de alimento export&aacute;veis? Que define entre seus objetivos interferir na correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as de uma luta de classe imagin&aacute;ria entre o Leviat&atilde; mal-intencionado, que seria o agroneg&oacute;cio, e um "campesinato", que s&oacute; adquire express&atilde;o num&eacute;rica e social em hip&oacute;teses jamais testadas? Que defende uma paridade em parcerias de pesquisa entre homens de ci&ecirc;ncia e habitantes do meio rural, demonstrando incapacidade de perceber os limites e a import&acirc;ncia do senso comum para a pesquisa cient&iacute;fica? Que se recusa a proceder qualquer avalia&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica de seus sistemas &agrave; luz do mercado e considerando os custos de oportunidade? Que refuta a ideia de apresentar crit&eacute;rios de valida&ccedil;&atilde;o de suas "pesquisas", descrevendo o m&eacute;todo e os limites de aproxima&ccedil;&atilde;o que permitam julgar o significado?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Essas condutas retiram da agroecologia qualquer valor universal e toda a possibilidade de se apresentar claramente como ci&ecirc;ncia, pelo menos pelos crit&eacute;rios globalmente aceitos do que seja ci&ecirc;ncia. </i>N&atilde;o obstante a agroecologia pretender se definir como um enfoque cient&iacute;fico destinado a apoiar a transi&ccedil;&atilde;o dos atuais modelos de desenvolvimento rural e de agricultura convencionais para estilos de desenvolvimento rural e de agriculturas sustent&aacute;veis, que se proponha a proceder reflex&otilde;es te&oacute;ricas para conformar um corpus te&oacute;rico e metodol&oacute;gico a subsidiar essa transi&ccedil;&atilde;o e at&eacute; estabele&ccedil;a etapas ou n&iacute;veis de transi&ccedil;&atilde;o que poderiam parecer l&oacute;gicos e sensatos, na pr&aacute;tica se conduz de forma confusa, uma vez que d&aacute; peso desproporcional &agrave; atua&ccedil;&atilde;o dos agentes sociais e econ&ocirc;micos nessa transi&ccedil;&atilde;o, visto que os mesmos deveriam internalizar cren&ccedil;as inabal&aacute;veis nas possibilidades da agroecologia sem questionar os princ&iacute;pios da mesma. Inobstante as boas inten&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; biodiversidade, ao aquecimento global etc., a agroecologia est&aacute; mais pr&oacute;xima de uma seita que de uma ci&ecirc;ncia. Neste sentido, em rela&ccedil;&atilde;o a ela, deve-se ser tolerante visto que jardins e hortas, como sistemas mais fechados, autossuficientes, tipo o "sistema mandala", podem ser aceitos como experi&ecirc;ncias est&eacute;ticas, mas de impacto econ&ocirc;mico extremamente limitado, e vistos como utopia, da mesma forma que Francis Bacon &#91;14&#93; descreveu e desenhou na "Nova Atl&acirc;ntida", prov&aacute;vel fonte de inspira&ccedil;&atilde;o da agroecologia. Contudo, o que n&atilde;o deve ser acolhido &eacute; o pleito da agroecologia ser aceita como ci&ecirc;ncia e nem tolerado o apoio do Estado a essas fantasiosas experi&ecirc;ncias de ajudar a agricultura brasileira, sobretudo os produtores rurais mais pobres.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Kuhn, T. S. <i>A revolu&ccedil;&atilde;o copernicana</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70, 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099204&pid=S0009-6725201700040001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Santos, A. V.; Baiardi, A.; Baiardi, D. <i> Uma breve hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia, a aventura do conhecimento cient&iacute;fico ao longo dos s</i>&eacute;culos. Salvador: Assembleia Legislativa; Academia de Ci&ecirc;ncias da Bahia, 2016.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099206&pid=S0009-6725201700040001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Giordani, M. C. <i>Hist&oacute;ria da antiguidade oriental</i>. Petr&oacute;polis: Editoras Vozes, 1969.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099208&pid=S0009-6725201700040001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Baiardi, A. "A agronomia brasileira visita a terra dos duendes" coment&aacute;rio ao artigo do pesquisador Zander Navarro. <i>Col&oacute;quio (Taquara)</i>, v. 10, p. 201-208, 2013.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099210&pid=S0009-6725201700040001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Goldsworthy, A. <i>A queda de Cartago, as guerras p</i>&uacute;nicas 265-146 a. <i>C.</i>. Edi&ccedil;&otilde;es 70, 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099212&pid=S0009-6725201700040001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Foster, J. B. <i>A ecologia de Marx, materialismo e natureza</i>. Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira, 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099214&pid=S0009-6725201700040001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Mazoyer, M.; Roudart, L. <i>Hist&oacute;ria das agriculturas no mundo, do neol&iacute;tico &agrave; crise contempor&acirc;nea</i>. Bras&iacute;lia: Editora Unesp; Nead/Mapa. 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099216&pid=S0009-6725201700040001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Kunzmann, P.; Burkhard, F. P.; Wiedmann, F. <i>Atlante di filosofia</i>. Milano: Sperling &amp; Kupfer Editori, 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099218&pid=S0009-6725201700040001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Baiardi, A. "Evolu&ccedil;&atilde;o das ci&ecirc;ncias agr&aacute;rias nos momentos epistemol&oacute;gicos da civiliza&ccedil;&atilde;o ocidental". In: Martins, A. R. A.; Pereira, L. A.; Silva, C. C.; Ferreira, J. M. H. (orgs.). <i>Filosofia e hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia do Cone Sul. 2ªed.</i>Campinas: Associa&ccedil;&atilde;o de Filosofia e Hist&oacute;ria da Ci&ecirc;ncia, AFHIC, 2008, v. 1, p. 22-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099220&pid=S0009-6725201700040001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Hessen, J. <i>Teoria do conhecimento</i>. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099222&pid=S0009-6725201700040001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Henry, J. <i>A revolu&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e as origens da ci&ecirc;ncia moderna. </i> Rio de janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099224&pid=S0009-6725201700040001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Palmarini, M. P. "Antecipa&ccedil;&atilde;o". In: Enciclop&eacute;dia Einaudi. M&eacute;todo - teoria/modelo. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, V. 21, 1992, p. 11-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099226&pid=S0009-6725201700040001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Popper, K. R. <i>Los copo dela scienza</i>. Roma: Armando Editore, 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099228&pid=S0009-6725201700040001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Bacon, F. <i>Novum Organum, ou verdadeiras indica&ccedil;&otilde;es acerca da interpreta&ccedil;&atilde;o da natureza, Nova Atl&acirc;ntida</i>. S&atilde;o Paulo: Abril Cultural, 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=099230&pid=S0009-6725201700040001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body>
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