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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS     <br> CI&Ecirc;NCIA E AGRICULTURA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Meio ambiente: a salva&ccedil;&atilde;o pela lavoura</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Evaristo Eduardo de Miranda</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Doutor em ecologia pela Universidade de Montpellier (Fran&ccedil;a) e chefe geral da Embrapa Monitoramento por Sat&eacute;lite. E-mail: <a href="mailto:evaristo.miranda@embrapa.br">evaristo.miranda@embrapa.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Muitos estudos ecol&oacute;gicos da agricultura brasileira interessam-se apenas pelo impacto ambiental dos sistemas de produ&ccedil;&atilde;o, sem considerar as &aacute;reas n&atilde;o exploradas e mantidas em vegeta&ccedil;&atilde;o nativa pelos produtores rurais, com as quais as &aacute;reas produtivas interagem. Os impactos e intera&ccedil;&otilde;es entre essas duas realidades, &aacute;reas exploradas e preservadas, s&atilde;o permanentes e din&acirc;micos, positivos e negativos. A compreens&atilde;o dos processos ambientais na agricultura n&atilde;o pode prescindir dessa vis&atilde;o de conjunto das &aacute;reas exploradas e preservadas nos im&oacute;veis rurais. Sem essa perspectiva, mais abrangente e totalizante dos im&oacute;veis, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel analisar os fen&ocirc;menos que interessam ao conjunto da agropecu&aacute;ria nacional, nem a dimens&atilde;o territorial de sua organiza&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, agron&ocirc;mica e tecnol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contudo, as an&aacute;lises ainda ser&atilde;o insuficientes quando limitadas a amostras de im&oacute;veis rurais. Tanto as &aacute;reas preservadas como as de uso permanente adquirem outra dimens&atilde;o quando consideradas na escala de paisagem, bacia hidrogr&aacute;fica, regi&atilde;o, bioma, pa&iacute;s e at&eacute; do planeta. Pesquisas multiescalares da dimens&atilde;o territorial da agricultura, do local ao global, representam um grande desafio cient&iacute;fico. Em ecologia, como na f&iacute;sica, a escala cria o fen&ocirc;meno &#91;1&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos da dimens&atilde;o ambiental da agropecu&aacute;ria brasileira, em diversas escalas espaciais e temporais, com base apenas em dados censit&aacute;rios e num&eacute;ricos tamb&eacute;m s&atilde;o insuficientes, em face de tais realidades territoriais. A compreens&atilde;o desses fen&ocirc;menos implica no emprego de novos instrumentos, como o monitoramento orbital e aerotransportado (aeronaves, vants, drones), no uso de sensores cada vez mais sofisticados (multiespectrais, radar, hiperespectrais etc.) e de geotecnologias para ordenar, explorar e publicar, em bases territoriais coerentes, os resultados obtidos &#91;2&#93;. &Eacute; o que diversas equipes, sobretudo em centros regionais e tem&aacute;ticos da Embrapa, v&ecirc;m desenvolvendo nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas e t&ecirc;m como prioridade em seus cen&aacute;rios de futuro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse conjunto crescente de sensores terrestres, a&eacute;reos e orbitais, p&uacute;blicos e privados, para o monitoramento da agricultura, gera um enorme fluxo de dados digitais (petabytes) e exige grandes capacidades computacionais para armazenar, gerir e tratar com confiabilidade essas informa&ccedil;&otilde;es, em tempo adequado (<i>bigdata</i>) &#91;3&#93;. As evolu&ccedil;&otilde;es no emprego desses recursos t&ecirc;m sido constantes no monitoramento do uso e ocupa&ccedil;&atilde;o das terras. Elas n&atilde;o ser&atilde;o objeto de detalhamento neste artigo, mas delas depende boa parte dos resultados aqui apresentados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As an&aacute;lises multiescalares da agricultura consideram desde dimens&otilde;es locais at&eacute; internacionais, dadas as interconex&otilde;es das atividades sociais, econ&ocirc;micas e ambientais. Popula&ccedil;&atilde;o, longevidade, renda e consumo de alimentos crescem em todo o planeta. E trazem, entre outros desafios, o de alimentar e vestir um adicional de mais de dois bilh&otilde;es de pessoas nos pr&oacute;ximos 40 anos. A produ&ccedil;&atilde;o brasileira de alimentos j&aacute; atende &agrave; necessidade b&aacute;sica de alimenta&ccedil;&atilde;o de mais um bilh&atilde;o de pessoas. O pa&iacute;s est&aacute; entre os l&iacute;deres mundiais na produ&ccedil;&atilde;o e/ou exporta&ccedil;&atilde;o de soja, carne bovina, frango, a&ccedil;&uacute;car, caf&eacute;, laranja, milho e outros. A agricultura nacional tamb&eacute;m &eacute; grande produtora de agroenergia (combust&iacute;veis s&oacute;lidos, l&iacute;quidos, gasosos e energ&eacute;ticos) e de fibras vegetais e animais &#91;4&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A lideran&ccedil;a mundial da agricultura do Brasil n&atilde;o &eacute; apenas o resultado de grandes produ&ccedil;&otilde;es e, sim, de sustentabilidade e competitividade, derivadas da incorpora&ccedil;&atilde;o constante de tecnologias modernas e inovadoras, acompanhadas de a&ccedil;&otilde;es de conserva&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais. No mundo globalizado, n&atilde;o basta produzir: &eacute; preciso ser competitivo em pre&ccedil;o e qualidade. N&atilde;o basta aumentar a produtividade: &eacute; preciso incrementar a conserva&ccedil;&atilde;o de solo, &aacute;gua, flora, fauna e reduzir/eliminar a utiliza&ccedil;&atilde;o de insumos agressivos ou impactantes no meio ambiente. &Eacute; preciso tamb&eacute;m definir e manter &aacute;reas destinadas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa e da biodiversidade nos im&oacute;veis rurais. E cabe &agrave; pesquisa e ao planejamento avaliar esses processos e resultados em escalas regional, nacional e internacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse esfor&ccedil;o de intelig&ecirc;ncia territorial tem sido poss&iacute;vel, no Brasil, com inova&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas pr&oacute;prias e adequadas para as condi&ccedil;&otilde;es nacionais. As an&aacute;lises territoriais decorrentes trazem uma vis&atilde;o complementar da magnitude do componente ecol&oacute;gico e ambiental caracter&iacute;stico da agropecu&aacute;ria brasileira, nem sempre conhecido &#91;5&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A COMPLEXIDADE DO ESPA&Ccedil;O RURAL</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Talvez a primeira imagem ou percep&ccedil;&atilde;o que se tenha do monitoramento por sat&eacute;lites da agropecu&aacute;ria nacional &eacute; sua enorme diversidade. Ela &eacute; o resultado de rela&ccedil;&otilde;es sociais complexas e hist&oacute;ricas, entre os homens, atrav&eacute;s da natureza. A agricultura brasileira &eacute; plural. Constitu&iacute;da de muitas agriculturas, diferenciadas entre si por processos hist&oacute;ricos, localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, sistemas de produ&ccedil;&atilde;o, condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas, ambientais e agr&aacute;rias, origens e tradi&ccedil;&otilde;es dos produtores rurais, ela n&atilde;o admite generaliza&ccedil;&otilde;es, nem socioecon&ocirc;micas, nem tecnol&oacute;gica e ambiental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em todo o pa&iacute;s, duas realidades espaciais coexistem nos im&oacute;veis rurais, com situa&ccedil;&otilde;es intermedi&aacute;rias e cambiantes: as &aacute;reas exploradas, onde em geral houve a erradica&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o original pelos sistemas agrossilvopastoris, e as &aacute;reas n&atilde;o exploradas, onde a vegeta&ccedil;&atilde;o nativa &eacute; mantida em diversos graus de conserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o situa&ccedil;&otilde;es inconfund&iacute;veis e insepar&aacute;veis no meio rural brasileiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No caso das &aacute;reas n&atilde;o exploradas, boa parte &eacute; o resultado da consci&ecirc;ncia ambiental dos produtores rurais, de seus sistemas de produ&ccedil;&atilde;o, constru&iacute;dos historicamente de forma adequada aos diversos biomas e ecossistemas do pa&iacute;s, desde o in&iacute;cio do povoamento portugu&ecirc;s, ao contr&aacute;rio do que muitos pensam por ignor&acirc;ncia hist&oacute;rica &#91;6&#93;. Hoje, parte das &aacute;reas destinadas &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa tamb&eacute;m &eacute; exigida pela legisla&ccedil;&atilde;o ambiental, pelo C&oacute;digo Florestal Brasileiro &#91;7&#93;. Esse conjunto de &aacute;reas destinadas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa nos im&oacute;veis rurais representa um enorme desafio de gest&atilde;o territorial e um custo consider&aacute;vel para os produtores rurais em termos de capital imobilizado e de gastos com a sua manuten&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas &aacute;reas exploradas, assiste-se, h&aacute; d&eacute;cadas e em todo o pa&iacute;s, a uma grande evolu&ccedil;&atilde;o nos sistemas de explora&ccedil;&atilde;o e produ&ccedil;&atilde;o, marcados pela intensifica&ccedil;&atilde;o (ganhos de produtividade no trabalho, nos insumos e na &aacute;rea) e pela busca da competitividade e rentabilidade. Os sistemas de produ&ccedil;&atilde;o intensificados buscam ser cada vez mais integrados, verticalizados, amigos da biodiversidade, sustent&aacute;veis, eficientes e diversificados. Eles contribuem de forma positiva na preserva&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa e da biodiversidade, na manuten&ccedil;&atilde;o da qualidade das &aacute;guas e na prote&ccedil;&atilde;o dos solos, como se ver&aacute; a seguir. E s&atilde;o convergentes em seus impactos ambientais positivos e sinergias, viabilizando at&eacute; tr&ecirc;s cultivos no mesmo local e ano, adquirindo dimens&otilde;es de sustentabilidade sem precedentes na &uacute;ltima d&eacute;cada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esses dois universos constitutivos da agropecu&aacute;ria nacional ser&atilde;o percorridos a seguir, de forma sint&eacute;tica, com &ecirc;nfase em suas dimens&otilde;es ambientais, de forma sucessiva, por uma quest&atilde;o de clareza de exposi&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&Aacute;REAS DESTINADAS &Agrave; EXPLORA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sistemas de produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria pr&oacute;ximos do Neol&iacute;tico, sobretudo em determinados locais da Amaz&ocirc;nia e do semi&aacute;rido nordestino, ainda coexistem com os processos de urbaniza&ccedil;&atilde;o, de generaliza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o e com a chamada moderniza&ccedil;&atilde;o ampliada da agricultura ocorrida nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas &#91;8&#93;. Dada a pluralidade da agricultura nacional, n&atilde;o &eacute; simples destacar os elementos essenciais de seus desdobramentos ambientais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o se tratam de epifen&ocirc;menos. Dessas inova&ccedil;&otilde;es, de grande dimens&atilde;o territorial, resultam ganhos significativos para a prote&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais e a melhoria da qualidade dos alimentos e das condi&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o. Apenas a t&iacute;tulo de clareza de exposi&ccedil;&atilde;o, apresenta-se a seguir um resumo de uma s&eacute;rie de t&eacute;cnicas, tecnologias e sistemas de produ&ccedil;&atilde;o, inovadores e promotores da sustentabilidade, praticados em grande escala territorial pela agricultura brasileira.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Plantio direto na palha, sem ara&ccedil;&atilde;o da terra</b> - O pa&iacute;s produz cereais, leguminosas, oleaginosas e algod&atilde;o sem arar a terra. S&atilde;o quase 40 milh&otilde;es de hectares cultivados pelo sistema de "plantio direto na palha", gra&ccedil;as ao desenvolvimento de m&aacute;quinas apropriadas e insumos adequados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de CO2 e no uso de diesel</b> - O plantio direto na palha evita gradagem e ara&ccedil;&atilde;o. Ele preserva os solos ao n&atilde;o moviment&aacute;-los e ao favorecer a manuten&ccedil;&atilde;o de sua cobertura com palha e mat&eacute;ria org&acirc;nica. E traz uma enorme economia de combust&iacute;vel. Sem a ara&ccedil;&atilde;o, a redu&ccedil;&atilde;o &eacute; da ordem de 40% nas emiss&otilde;es de CO2.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conserva&ccedil;&atilde;o de solos e &aacute;gua</b> - Por n&atilde;o movimentar, nem pulverizar a terra, o plantio direto facilita a infiltra&ccedil;&atilde;o das &aacute;guas de chuva e reduz a eros&atilde;o, uma das principais raz&otilde;es da cria&ccedil;&atilde;o dessa tecnologia. Muitos agroqu&iacute;micos, pouco sol&uacute;veis em &aacute;gua, chegavam aos rios e aos reservat&oacute;rios junto com a terra, carreada pelas chuvas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Gest&atilde;o da fertilidade dos solos</b> - O Brasil &eacute; o quarto mercado consumidor de fertilizantes do planeta (35 milh&otilde;es de ton/ano), com 6% do consumo mundial, atr&aacute;s da China (33%), &Iacute;ndia (17%) e EUA (12%). Inova&ccedil;&otilde;es da pesquisa favorecem cada vez mais os processos de fixa&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica de nitrog&ecirc;nio no solo e sua remineraliza&ccedil;&atilde;o com o uso de p&oacute; de rochas. Rota&ccedil;&atilde;o de cultivos, integra&ccedil;&atilde;o lavoura-pecu&aacute;ria-floresta, gest&atilde;o da palha e mat&eacute;ria org&acirc;nica (adubos verdes) s&atilde;o cada vez mais vi&aacute;veis e eficientes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Benef&iacute;cios ambientais dos OGMs</b> - A pesquisa p&uacute;blica e privada em gen&eacute;tica e biotecnologia desenvolve novas variedades de organismos geneticamente modificados (OGMs) voltadas para a melhor adequa&ccedil;&atilde;o dos cultivos &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es ambientais (baixa fertilidade, seca, ataques de pragas) e &agrave; melhor qualidade nutricional e funcional dos alimentos. O Brasil cultivou 49,1 milh&otilde;es de hectares com culturas transg&ecirc;nicas na safra 2016/2017, o maior incremento em &aacute;rea plantada no mundo. A agricultura brasileira fica atr&aacute;s apenas dos Estados Unidos (70,9 milh&otilde;es de ha) no ranking mundial. Estima-se que s&oacute; a redu&ccedil;&atilde;o nos tratamentos com defensivos, promovida pelos OGMs (menos passagens para pulveriza&ccedil;&atilde;o, menor uso de combust&iacute;vel e produtos fitossanit&aacute;rios), resulta no abatimento anual da emiss&atilde;o de 6,3 bilh&otilde;es de quilos de CO2, o equivalente &agrave; remo&ccedil;&atilde;o de 2,8 milh&otilde;es de carros de circula&ccedil;&atilde;o durante um ano &#91;9&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Carne carbono neutro</b> - O melhoramento gen&eacute;tico de animais adaptados &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es tropicais e ambientais dos biomas tem longa tradi&ccedil;&atilde;o no Brasil. Toda uma linha de produtos e t&eacute;cnicas contempla aleitamento, recria, engorda e reprodu&ccedil;&atilde;o; estimula a flora do r&uacute;men; melhora o aproveitamento da pastagem pelo animal; reduz a idade de abate; aumenta a natalidade e diminui a quantidade de carbono e metano emitida na produ&ccedil;&atilde;o de carne. Em &aacute;reas de pastagens nativas (cerrados, caatinga, pampa e campos de altitude), o rebanho contribui na conserva&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o, coabita com a biodiversidade natural e explora uma fra&ccedil;&atilde;o &iacute;nfima do carbono retirado anualmente pela vegeta&ccedil;&atilde;o da atmosfera.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ILPF e a COP 21</b> - O pa&iacute;s do <i>boi verde</i>, do boi de pasto, ampliou a recupera&ccedil;&atilde;o de pastagens e solos pelo sistema de integra&ccedil;&atilde;o lavoura-pecu&aacute;ria-floresta (ILPF) com manejo, aduba&ccedil;&atilde;o, sombreamento e outras t&eacute;cnicas, que tamb&eacute;m favorecem o bem-estar animal. Com esse esfor&ccedil;o dos produtores rurais j&aacute; foi atingida a meta de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es de gases de efeito estufa, assumida pelo Brasil na COP 21 em Paris para 2030: o sequestro de 35 bilh&otilde;es de toneladas de di&oacute;xido de carbono equivalente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tratamento e reciclagem de res&iacute;duos dos insumos agr&iacute;colas</b> - No Brasil, os agricultores devolvem - de forma adequada - mais de 90% das embalagens de agroqu&iacute;micos utilizados, <i>um recorde mundial</i>. Podem ser encaminhadas para reciclagem 95% das embalagens colocadas no mercado, desde que tenham sido corretamente lavadas no momento de uso do produto no campo. As embalagens n&atilde;o lav&aacute;veis (5% do total) ou n&atilde;o devidamente lavadas s&atilde;o encaminhadas a incineradores credenciados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Florestas poupadas pela intensifica&ccedil;&atilde;o da agricultura</b> - Em 1972, a safra de gr&atilde;os foi de 30 milh&otilde;es de toneladas para uma &aacute;rea plantada de 28 milh&otilde;es de ha. Em 2016, a produ&ccedil;&atilde;o ultrapassou 210 milh&otilde;es de toneladas para uma &aacute;rea de 50 milh&otilde;es de ha. A &aacute;rea cultivada cresceu 80% e a produ&ccedil;&atilde;o mais de 500%. Esse crescimento "vertical" da produ&ccedil;&atilde;o evitou o desmatamento de mais de 100 milh&otilde;es de ha de florestas e cerrados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>AS &Aacute;REAS DESTINADAS &Agrave; PRESERVA&Ccedil;&Atilde;O AMBIENTAL</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> At&eacute; 2014, os &uacute;nicos n&uacute;meros sobre &aacute;reas destinadas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa nos im&oacute;veis rurais eram os provenientes do censo agropecu&aacute;rio, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica). Mas algumas quest&otilde;es permaneciam em aberto, tais como: qual a &aacute;rea de vegeta&ccedil;&atilde;o preservada no interior dos im&oacute;veis rurais? Quanto da &aacute;rea agr&iacute;cola do Brasil est&aacute; destinado &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o ambiental? Seria poss&iacute;vel mapear e quantificar esse fen&ocirc;meno em escalas sucessivas: im&oacute;veis rurais, munic&iacute;pios, microrregi&otilde;es, estados, regi&otilde;es e pa&iacute;s? Existiriam padr&otilde;es de reparti&ccedil;&atilde;o territorial das &aacute;reas destinadas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nos im&oacute;veis rurais brasileiros?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A possibilidade do conhecimento atualizado das &aacute;reas efetivamente utilizadas e preservadas pela agricultura nos im&oacute;veis rurais teve um avan&ccedil;o significativo com o advento do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Ele &eacute; um dos frutos relevantes do novo C&oacute;digo Florestal, a Lei 12.651, de 25 de maio de 2012.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cadastro Ambiental Rural</b> - O CAR &eacute; um registro eletr&ocirc;nico, obrigat&oacute;rio para todos os im&oacute;veis rurais, e constituiu um relevante instrumento do planejamento agr&iacute;cola, ambiental e econ&ocirc;mico. At&eacute; 31 de dezembro de 2016, mais de 3,92 milh&otilde;es de im&oacute;veis rurais, totalizando 399.233.861 hectares, estavam inseridos no Sistema Nacional de Cadastro Ambiental Rural (Sicar). At&eacute; 30 de abril de 2017, 4.104.247 de im&oacute;veis rurais, totalizando 407.999.690 hectares, estavam inscritos no sistema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cada produtor rural, ao cadastrar seu im&oacute;vel, preenche uma s&eacute;rie de fichas, mapeia o uso e a ocupa&ccedil;&atilde;o das terras em seu im&oacute;vel, com base em imagem de sat&eacute;lite de alta resolu&ccedil;&atilde;o. Assim, al&eacute;m de dados alfanum&eacute;ricos, o CAR re&uacute;ne informa&ccedil;&otilde;es em base cartogr&aacute;fica, como o per&iacute;metro do im&oacute;vel e, no seu interior, o mapeamento de: &aacute;reas ocupadas, de preserva&ccedil;&atilde;o permanente (APP), reserva legal, servid&otilde;es, constru&ccedil;&otilde;es, de interesse social, de utilidade p&uacute;blica etc. S&atilde;o 18 categorias de uso e ocupa&ccedil;&atilde;o das terras geocodificadas em cada im&oacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Integra&ccedil;&atilde;o dos dados do CAR</b> - No in&iacute;cio de 2017, o Grupo de Intelig&ecirc;ncia Territorial Estrat&eacute;gica (Gite) da Embrapa Monitoramento por Sat&eacute;lite integrou ao seu Sistema de Intelig&ecirc;ncia Territorial Estrat&eacute;gica, em Campinas, os dados geocodificados completos e dispon&iacute;veis do Cadastro Ambiental Rural no Sicar &#91;10&#93;. Com esse enorme banco de dados, pela primeira vez, abriu-se a perspectiva de qualificar e quantificar as &aacute;reas de vegeta&ccedil;&atilde;o preservadas nos im&oacute;veis rurais com base em mapas, delimitados sobre imagens de sat&eacute;lite com 5 m de resolu&ccedil;&atilde;o espacial. E n&atilde;o apenas em declara&ccedil;&otilde;es de produtores transcritas em question&aacute;rios, como ocorre nos censos do IBGE. Em cada registro do CAR, al&eacute;m do per&iacute;metro, o agricultor delimitou cartograficamente: remanescentes de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa, &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o permanente, de uso restrito, consolidadas e reserva legal, conforme determina o C&oacute;digo Florestal &#91;7&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ades&atilde;o ao CAR</b> - Quantos im&oacute;veis rurais deveriam se cadastrar no CAR? O censo do IBGE de 2006 registrou 5.175.636 estabelecimentos agr&iacute;colas no Brasil. At&eacute; o final de 2016, um total de 3.923.689 im&oacute;veis rurais estava cadastrado no Sicar, 75,8% do esperado, tendo o censo de 2006 como a base comparativa. As 1.251.947 unidades ainda n&atilde;o cadastradas estavam localizadas essencialmente no Nordeste &#91;11&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tratamento dos dados do CAR</b> - O enorme e complexo conjunto de dados geocodificados do CAR colocou desafios in&eacute;ditos. Um deles foi de ordem metodol&oacute;gica, pois nunca dados dessa natureza estiveram dispon&iacute;veis e n&atilde;o existiam m&eacute;todos e procedimentos de tratamento de informa&ccedil;&atilde;o consagrados e validados a serem aplicados neste caso. A equipe totalizou, a partir dos dados cartogr&aacute;ficos, as &aacute;reas de preserva&ccedil;&atilde;o permanente, as reservas legais e os remanescentes de vegeta&ccedil;&atilde;o excedentes declarados em cada im&oacute;vel e retirou sobreposi&ccedil;&otilde;es intra e inter cadastros. Os m&eacute;todos empregados (geoprocessamento e procedimentos estat&iacute;stico-matem&aacute;ticos), bem como os resultados num&eacute;ricos e cartogr&aacute;ficos para cada microrregi&atilde;o, estado, regi&atilde;o e pa&iacute;s, est&atilde;o dispon&iacute;veis no <i>site</i> do Gite.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Principais resultados</b> - Os resultados ainda n&atilde;o est&atilde;o completos. At&eacute; maio de 2017, em que pese a exist&ecirc;ncia de 37.608 agricultores cadastrados no CAR estadual do Mato Grosso do Sul e 40.828 agricultores cadastrados no CAR estadual do Esp&iacute;rito Santo, seus dados n&atilde;o estavam dispon&iacute;veis no Sicar. Nesse sentido, o valor absoluto das &aacute;reas de vegeta&ccedil;&atilde;o preservada nos im&oacute;veis em todo o pa&iacute;s segue subestimado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados j&aacute; obtidos mostram uma significativa e subestimada participa&ccedil;&atilde;o da agricultura na preserva&ccedil;&atilde;o do meio ambiente. No final de 2016, um total medido e estimado de 176.806.937 hectares estava destinado &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa pelos agricultores nos im&oacute;veis rurais, <i>o que equivale a 20,5% do territ&oacute;rio nacional</i> (ou 22% quando excetuadas as &aacute;reas dos estados Mato Grosso do Sul e do Esp&iacute;rito Santo, cujos dados ainda n&atilde;o foram integrados ao Sicar). O total das &aacute;reas destinadas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa representa 47,7% da &aacute;rea total dos im&oacute;veis cadastrados no Sicar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A unifica&ccedil;&atilde;o cartogr&aacute;fica homog&ecirc;nea de todas as &aacute;reas de vegeta&ccedil;&atilde;o preservadas no interior dos im&oacute;veis rurais e cadastradas no Sicar at&eacute; dezembro de 2016 pode ser observada na <a href="/img/revistas/cic/v69n4/a13fig01.jpg">Figura 1</a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/cic/v69n4/a13fig01.jpg"><img src="/img/revistas/cic/v69n4/a13thumbfig01.jpg">    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Figura 1 - Clique para ampliar</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A equipe do Gite tamb&eacute;m mapeou e calculou as &aacute;reas preservadas pelos im&oacute;veis rurais para os estados e em cada uma das 558 microrregi&otilde;es homog&ecirc;neas do Brasil. O detalhamento das &aacute;reas preservadas mapeadas e medidas em cada microrregi&atilde;o e em cada um dos 25 estados tamb&eacute;m est&aacute; dispon&iacute;vel para consulta em tabelas espec&iacute;ficas, estado por estado, no site do projeto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os valores obtidos diferem bastante entre as regi&otilde;es do pa&iacute;s. Um resumo &eacute; dado a seguir, comparando as &aacute;reas destinadas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa com as &aacute;reas protegidas em unidades de conserva&ccedil;&atilde;o e terras ind&iacute;genas, segundo os dados oficiais do Minist&eacute;rio de Meio Ambiente e da Funai (Funda&ccedil;&atilde;o Nacional do &Iacute;ndio).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Sul, as unidades de conserva&ccedil;&atilde;o e terras ind&iacute;genas protegem 2% da regi&atilde;o. Nos im&oacute;veis rurais, os produtores preservam o equivalente a 17% da regi&atilde;o, oito vezes mais. E dentro da &aacute;rea cadastrada, os produtores preservam 26% das terras, n&uacute;mero superior &agrave; exig&ecirc;ncia do C&oacute;digo Florestal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Sudeste, ainda sem os dados do Esp&iacute;rito Santo, os produtores preservam em seus im&oacute;veis 17% da regi&atilde;o em vegeta&ccedil;&atilde;o nativa contra 4% em &aacute;reas protegidas. Na &aacute;rea rural, eles preservam 29% de suas terras, n&uacute;mero tamb&eacute;m superior &agrave; exig&ecirc;ncia da legisla&ccedil;&atilde;o ambiental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Centro-Oeste, sem os dados do Mato Grosso do Sul, os produtores preservam em seus im&oacute;veis 33% da regi&atilde;o, contra 14% em &aacute;reas protegidas. Isso corresponde a 49% de suas terras, praticamente a metade, n&uacute;mero bem superior &agrave; demanda do C&oacute;digo Florestal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Norte, no Tocantins, a agricultura preserva o dobro da &aacute;rea total das unidades de conserva&ccedil;&atilde;o e terras ind&iacute;genas: 20% contra 10%. Nos im&oacute;veis, os produtores apresentam uma taxa de preserva&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa de 56%. Esse &eacute; o &uacute;nico estado da regi&atilde;o n&atilde;o inserido integralmente no bioma Amaz&ocirc;nia. Nos estados amaz&ocirc;nicos, a prote&ccedil;&atilde;o ambiental &eacute; muito abrangente: 71% do Amap&aacute;, 53% do Amazonas e 50% do Par&aacute;, al&eacute;m de amplos territ&oacute;rios recobertos por floresta tropical em terras devolutas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Nordeste, ainda faltam muitas &aacute;reas cadastr&aacute;veis, mas para indicar o papel dos agricultores na preserva&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o, os dados dispon&iacute;veis j&aacute; bastam. Na maioria dos estados nordestinos, os produtores preservam mais de 50% da &aacute;rea de seus im&oacute;veis, quando a exig&ecirc;ncia &eacute; de 20% (salvo em parte do Maranh&atilde;o). A &aacute;rea preservada pela pequena parcela de agricultores cadastrados no CAR (34%) at&eacute; 2016, j&aacute; representava cerca de 20% da regi&atilde;o, enquanto as &aacute;reas protegidas conservam menos de 10%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O panorama &eacute; o mesmo em todas as regi&otilde;es do Brasil. <i>Quando considerados em seu conjunto, os produtores rurais preservam em vegeta&ccedil;&atilde;o nativa uma parcela sempre superior &agrave; exigida pelo C&oacute;digo Florestal nos im&oacute;veis,</i> que &eacute; de no m&iacute;nimo 20%, em grande parte do Sul, Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste. Isso mesmo sem considerar o direito de milh&otilde;es de produtores a possu&iacute;rem percentuais menores de &aacute;reas de vegeta&ccedil;&atilde;o preservadas por terem desmatado em conformidade com a legisla&ccedil;&atilde;o do tempo em que ocorreu essa convers&atilde;o (artigo 68 do C&oacute;digo Florestal), ou porque o tamanho reduzido de seus im&oacute;veis (abaixo de quatro m&oacute;dulos fiscais) permite tal situa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As an&aacute;lises dos dados do CAR ainda ser&atilde;o objeto de atualiza&ccedil;&otilde;es, pois devem sofrer algumas mudan&ccedil;as. Al&eacute;m da futura incorpora&ccedil;&atilde;o dos dados do Esp&iacute;rito Santo e do Mato Grosso do Sul, um residual de agricultores, sobretudo pequenos, ainda est&aacute; se cadastrando e os n&uacute;meros ter&atilde;o pequenas altera&ccedil;&otilde;es at&eacute; o final deste ano, quando termina o prazo do cadastramento. Em breve, os Programas de Regulariza&ccedil;&atilde;o Ambiental (PRA) suceder&atilde;o o CAR. Sua aplica&ccedil;&atilde;o progressiva tamb&eacute;m trar&aacute; mais um aumento no valor das &aacute;reas destinadas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa no meio rural.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONCLUS&Otilde;ES</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A compreens&atilde;o das quest&otilde;es ambientais na agricultura n&atilde;o pode prescindir de uma vis&atilde;o integrada do conjunto das &aacute;reas exploradas e preservadas nos im&oacute;veis rurais brasileiros, no seu entorno e fora deles (unidades de conserva&ccedil;&atilde;o, terras ind&iacute;genas ou terras devolutas). Trabalhos de intelig&ecirc;ncia e gest&atilde;o territorial do Gite da Embrapa indicam o papel decisivo e inigual&aacute;vel da agropecu&aacute;ria brasileira na preserva&ccedil;&atilde;o ambiental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas &aacute;reas exploradas, os ganhos ambientais, dentro e fora dos im&oacute;veis rurais, cresceram muito gra&ccedil;as &agrave;s inova&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas que acompanham a moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura. A pesquisa agropecu&aacute;ria, p&uacute;blica e privada, desenvolveu um conjunto de t&eacute;cnicas e tecnologias inovadoras voltadas para a busca da sustentabilidade e da competitividade, conceitos que s&atilde;o cada vez mais sin&ocirc;nimos face &agrave;s exig&ecirc;ncias do mercado consumidor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre elas, destacam-se: reciclagem de res&iacute;duos, fixa&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica de nitrog&ecirc;nio, sistemas de plantio direto, controle integrado de pragas e doen&ccedil;as, esp&eacute;cies geneticamente modificadas, sistemas alternativos de produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica, integra&ccedil;&atilde;o lavoura-pecu&aacute;ria-floresta, novas t&eacute;cnicas de irriga&ccedil;&atilde;o, recupera&ccedil;&atilde;o de pastagens degradadas, agroenergia, manejo de florestas e da biodiversidade e a gest&atilde;o territorial geocodificada e informatizada de todas as dimens&otilde;es dos im&oacute;veis rurais, adotados em ampla escala, total ou parcialmente, em diversos biomas e por agricultores em situa&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas muito diferenciadas, num processo irrevers&iacute;vel de ganhos em produtividade &#91;12&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa, qual agricultura no mundo dedica tanta &aacute;rea de seu territ&oacute;rio &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o ou exige uma contribui&ccedil;&atilde;o, nesse sentido, da magnitude da exigida dos agricultores brasileiros? <i>N&atilde;o h&aacute; no Brasil nenhuma categoria profissional que preserve tanto o meio ambiente como os agricultores.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">E n&atilde;o h&aacute; nenhuma institui&ccedil;&atilde;o, secretaria, &oacute;rg&atilde;o federal ou estadual, empresa privada ou organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental, salvo na Amaz&ocirc;nia, que preserve tantas &aacute;reas de vegeta&ccedil;&atilde;o nativa como os produtores rurais: 20,5% do Brasil, contra 13% de todas as unidades de conserva&ccedil;&atilde;o juntas, ainda sem integrar os dados do Mato Grosso do Sul e do Esp&iacute;rito Santo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em m&eacute;dia, a &aacute;rea de vegeta&ccedil;&atilde;o preservada nos im&oacute;veis rurais cadastrados no Sicar, at&eacute; dezembro de 2016, correspondia a 47,7% de sua &aacute;rea total. Na m&eacute;dia, os agricultores brasileiros exploram cerca de metade da &aacute;rea de seus im&oacute;veis rurais. <i>As lavouras e florestas plantadas ocupam apenas 9% do territ&oacute;rio nacional.</i> Metade do que j&aacute; est&aacute; destinado &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o nos im&oacute;veis rurais, como atestam os dados do CAR.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o surpreende que o Brasil seja considerado no mundo uma pot&ecirc;ncia agr&iacute;cola e ambiental: o total das &aacute;reas destinadas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa em unidades de conserva&ccedil;&atilde;o e terras ind&iacute;genas (2.471 unidades e territ&oacute;rios), terras devolutas e im&oacute;veis rurais representam hoje mais de 66% do territ&oacute;rio nacional (<a href="/img/revistas/cic/v69n4/a13fig02.jpg">Figura 2</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/cic/v69n4/a13fig02.jpg"><img src="/img/revistas/cic/v69n4/a13thumbfig02.jpg">    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Figura 2 - Clique para ampliar</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estado e a natureza da vegeta&ccedil;&atilde;o preservada nos im&oacute;veis rurais s&atilde;o muito variados em fun&ccedil;&atilde;o dos biomas em que se encontram e de seu hist&oacute;rico de ocupa&ccedil;&atilde;o, uso e/ou recomposi&ccedil;&atilde;o. Alguns remanescentes ainda apresentam processos fitodin&acirc;micos de reconstitui&ccedil;&atilde;o, com ou sem a interven&ccedil;&atilde;o dos produtores. Outros expressam situa&ccedil;&otilde;es de equil&iacute;brios ecol&oacute;gicos metaest&aacute;veis no contexto territorial em que se inserem. Impedir a regress&atilde;o ou a degrada&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa nos im&oacute;veis rurais por fen&ocirc;menos naturais (inc&ecirc;ndios, presen&ccedil;a de esp&eacute;cies invasoras) ou antr&oacute;picos (retirada de esp&eacute;cies, queimadas, uso indevido das &aacute;reas) &eacute; um grande desafio t&eacute;cnico e financeiro colocado aos produtores rurais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A gest&atilde;o dessas &aacute;reas dedicadas &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o pede um planejamento de longo prazo, investimentos financeiros de grande magnitude e um escopo de regras e processos de gest&atilde;o que ainda n&atilde;o foram definidos, nem s&atilde;o legalmente autorizados (intervir em APP, por exemplo). Tudo isso &eacute; fundamental para que essas &aacute;reas de vegeta&ccedil;&atilde;o preservada nos im&oacute;veis rurais e que recobrem mais de 176 milh&otilde;es de hectares, possam cumprir integralmente seu papel na sustentabilidade rural. N&atilde;o basta abandon&aacute;-las sem uso. &Eacute; preciso geri-las com tecnologias e recursos financeiros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Valora&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, custo de manuten&ccedil;&atilde;o e pagamento de servi&ccedil;os ambientais s&atilde;o tr&ecirc;s temas relevantes a serem associados com a gest&atilde;o futura dessas &aacute;reas de vegeta&ccedil;&atilde;o preservada. Esse enorme esfor&ccedil;o de preserva&ccedil;&atilde;o da vegeta&ccedil;&atilde;o nativa nos im&oacute;veis rurais beneficia toda a na&ccedil;&atilde;o. O custo decorrente de imobilizar e manter essas &aacute;reas recai apenas sobre o produtor, sem contrapartida da sociedade, principalmente dos consumidores urbanos. Destes, os produtores esperam o justo reconhecimento, menos demoniza&ccedil;&atilde;o de suas atividades e mais conhecimento de suas realidades e de sua contribui&ccedil;&atilde;o ao meio ambiente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS BIBLIOGR&Aacute;FICAS E FONTES</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Forman, R. T. T.; Godron, M. <i>Landscape ecology</i>. Wiley, 1986.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Gatrell, J. D.; Jensen, R. R (eds). <i>Planning and socioeconomic applications, geotechnologies and the environment</i>. Springer Science, 2009.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Opengeospacial. "Big processing of geospatial data", 2003. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.opengeospatial.org/blog/1866" target="_blank">http://www.opengeospatial.org/blog/1866</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Miranda, E. 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Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm" target="_blank">http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12651.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Buainain, A. M.; Alves, E.; Silveira, J. M. da; Navarro, Z. (org.). <i>O mundo rural no Brasil do s&eacute;culo 21: a forma&ccedil;&atilde;o de um novo padr&atilde;o agr&aacute;rio e agr&iacute;cola</i>. Bras&iacute;lia, DF: Embrapa, 2014. 1182 p. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www3.eco.unicamp.br/nea/images/arquivos/O_MUNDO_RURAL_2014.pdf" target="_blank">https://www3.eco.unicamp.br/nea/images/arquivos/O_MUNDO_RURAL_2014.pdf</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Gravina, M.. "Os benef&iacute;cios dos transg&ecirc;nicos. Contribui&ccedil;&otilde;es para o meio ambiente". <i>Agroanalysis</i>, 2010. 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Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.agroanalysis.com.br/4/2017/conteudo-especial/faesp-agropecuaria-no-estado-de-sao-paulo" target="_blank">http://www.agroanalysis.com.br/4/2017/conteudo-especial/faesp-agropecuaria-no-estado-de-sao-paulo</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Alves E. "O que significam as medidas de produtividade da agricultura?". <i>Revista de Economia e Agroneg&oacute;cio</i>, 8, 3, 2010. Dispon&iacute;vel em:<a href=" http://www.revistarea.ufv.br/index.php/rea/article/view/172" target="_blank">http://www.revistarea.ufv.br/index.php/rea/article/view/172</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Embrapa/CNPM. Miranda, E. E. de; Carvalho, C. A. de; Oshiro, O. T.; Martinho, P. R. R. <i>Agricultura e preserva&ccedil;&atilde;o ambiental no Brasil: primeira an&aacute;lise do Cadastro Ambiental Rural</i>, Campinas, 2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.cnpm.embrapa.br/projetos/car/" target="_blank">https://www.cnpm.embrapa.br/projetos/car/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. IBGE. Censo 2006. Conceitua&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas divulgadas. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/agropecuaria/censoagro/1995_1996/conceitos.shtm" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/agropecuaria/censoagro/1995_1996/conceitos.shtm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Plangis - Plano de Gerenciamento Integrado da Sub-Bacia do Rio Salitre, UFBA, 2003 <i>in </i><a href="http://www.grh.ufba.br/download/Rel%20Final%20Salitre-%20Res%20Executivo%20-%2025-02-2003.pdf" target="_blank">http://www.grh.ufba.br/download/Rel%20Final%20Salitre-%20Res%20Executivo%20-%2025-02-2003.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. SFB - Servi&ccedil;o Florestal Brasileiro. <i>N&uacute;meros do Cadastro Ambiental Rural.</i> Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.florestal.gov.br/numeros-do-car" target="_blank">http://www.florestal.gov.br/numeros-do-car</a></font> ]]></body><back>
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