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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS     <br> MATEM&Aacute;TICA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A matem&aacute;tica brasileira sob a perspectiva de g&ecirc;nero</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Carolina Araujo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Pesquisadora titular do Instituto Nacional de Matem&aacute;tica Pura e Aplicada (Impa) e membro do Comit&ecirc; para Mulheres em Matem&aacute;tica da Uni&atilde;o Matem&aacute;tica Internacional</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em junho de 2017, a Academia Brasileira de Ci&ecirc;ncias sediou um simp&oacute;sio sobre quest&otilde;es de g&ecirc;nero na pesquisa cient&iacute;fica mundial, baseado em um recente estudo produzido pela Elsevier &#91;1&#93;. De acordo com o estudo, Brasil e Portugal lideram o ranking de participa&ccedil;&atilde;o feminina na produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica dos doze pa&iacute;ses analisados, com cerca de 49% de cientistas mulheres no quinqu&ecirc;nio 2011-2015. Esta estat&iacute;stica, que chega como boa not&iacute;cia para a comunidade cient&iacute;fica brasileira, diz respeito a todas as &aacute;reas do conhecimento. O cen&aacute;rio na &aacute;rea de ci&ecirc;ncias exatas, tecnologia, engenharia e matem&aacute;tica (Cetem) n&atilde;o &eacute; t&atilde;o animador. O mesmo estudo da Elsevier mostra que, no quinqu&ecirc;nio 2011-2015, a participa&ccedil;&atilde;o feminina na pesquisa cient&iacute;fica matem&aacute;tica no Brasil n&atilde;o chega a 25%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&uacute;meros da Capes (Coordena&ccedil;&atilde;o de Aperfei&ccedil;oamento de Pessoal de N&iacute;vel Superior), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico) e MEC (Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o) mostram que menos de 45% dos ingressantes nos cursos de gradua&ccedil;&atilde;o em matem&aacute;tica no Brasil s&atilde;o mulheres, e este percentual vai diminuindo conforme se sobe na carreira cient&iacute;fica &#91;2&#93;. Dentre os bolsistas de produtividade em pesquisa do CNPq em matem&aacute;tica, as mulheres n&atilde;o chegam a 15%. As estat&iacute;sticas do &uacute;ltimo Col&oacute;quio Brasileiro de Matem&aacute;tica - a mais importante reuni&atilde;o cient&iacute;fica da comunidade matem&aacute;tica brasileira, que se realiza bianualmente desde 1957 - confirmam esse cen&aacute;rio: dos 888 participantes da edi&ccedil;&atilde;o de 2017 do col&oacute;quio, 23,5% eram mulheres, enquanto apenas 16,8% das palestras foram proferidas por mulheres. Dentre os 50 pesquisadores do corpo cient&iacute;fico do Instituto Nacional de Matem&aacute;tica Pura e Aplicada (Impa), o mais prestigioso instituto de pesquisa em matem&aacute;tica do Brasil, apenas uma &eacute; mulher.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sub-representa&ccedil;&atilde;o de mulheres na &aacute;rea de Cetem &eacute; um fen&ocirc;meno mundial e preocupante para a ci&ecirc;ncia. A diversidade est&aacute; no cerne da pesquisa e da inova&ccedil;&atilde;o. Estudos mostram que a diversidade de um grupo de pesquisa aumenta a sua efici&ecirc;ncia, trazendo novas perspectivas e ideias, aumentando a criatividade e intelig&ecirc;ncia coletiva do grupo &#91;3&#93;, e g&ecirc;nero &eacute; um componente fundamental da diversidade. &Eacute; importante, portanto, uma reflex&atilde;o sobre a discrep&acirc;ncia de g&ecirc;nero em Cetem, em particular em matem&aacute;tica, suas causas, desafios e poss&iacute;veis iniciativas para diminu&iacute;-la. Com este objetivo, debates e mesas redondas sobre g&ecirc;nero em matem&aacute;tica v&ecirc;m sendo organizados de forma independente em diversas universidades e institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa, trazendo &agrave; comunidade cient&iacute;fica uma discuss&atilde;o que n&atilde;o pode mais esperar. Destacamos em particular o ciclo nacional de debates "Matem&aacute;tica: substantivo feminino - Desafios e perspectivas sobre a quest&atilde;o de g&ecirc;nero" &#91;4&#93; e a organiza&ccedil;&atilde;o do "World Meeting for Women in Mathematics" &#91;5&#93;, que precede o prestigioso Congresso Internacional de Matem&aacute;ticos, a ser realizado em agosto de 2018 no Rio de Janeiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A discrep&acirc;ncia de g&ecirc;nero na matem&aacute;tica brasileira pode ser observada ainda antes do ingresso no ensino superior. A Olimp&iacute;ada Brasileira de Matem&aacute;tica das Escolas P&uacute;blicas (Obmep) &#91;6&#93;, destinada a estudantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino m&eacute;dio, nos fornece dados expressivos. A Obmep teve sua 13ª edi&ccedil;&atilde;o em 2017, com mais de 18 milh&otilde;es de alunos inscritos de mais de 53 mil escolas de todo pa&iacute;s, alcan&ccedil;ando 99,6% dos munic&iacute;pios brasileiros. A tabela abaixo mostra os percentuais de meninas dentre todos os inscritos na 2ª fase da Obmep 2017 e dentre os medalhistas de ouro, prata e bronze, nos 3 n&iacute;veis da competi&ccedil;&atilde;o. No n&iacute;vel 1, competem alunos matriculados no 6º ou 7º ano do ensino fundamental; no n&iacute;vel 2, participam alunos matriculados no 8º ou 9º ano do ensino fundamental; e, no n&iacute;vel 3, alunos matriculados em qualquer ano do ensino m&eacute;dio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v70n1/a10tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os fatores que contribuem para essa discrep&acirc;ncia s&atilde;o v&aacute;rios e complexos, mas estere&oacute;tipos culturais t&ecirc;m um peso forte nessa equa&ccedil;&atilde;o. A sociedade brasileira em geral imp&otilde;e pap&eacute;is sociais bastante distintos a homens e mulheres e tem expectativas muito diferentes com rela&ccedil;&atilde;o a meninos e meninas. Pesquisas demonstram que o estere&oacute;tipo de que homens s&atilde;o melhores do que mulheres em matem&aacute;tica pode por si s&oacute; afetar negativamente o desempenho de meninas e mulheres nesta disciplina &#91;7, 8, 9&#93;. Al&eacute;m disso, vieses inconscientes criam obst&aacute;culos concretos na carreira das mulheres em Cetem. Por exemplo, estudos descrevem o "efeito Matilda": artigos cient&iacute;ficos assinados por mulheres s&atilde;o percebidos como de pior qualidade do que se assinados por homens &#91;10&#93;. A despropor&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero em Cetem refor&ccedil;a ainda mais o estere&oacute;tipo do matem&aacute;tico homem, nos levando a um c&iacute;rculo vicioso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um artigo recente da revista <i>Science</i> &#91;11&#93; mostra que esses estere&oacute;tipos come&ccedil;am a afetar o comportamento de crian&ccedil;as em torno dos 6 anos de idade. Na pesquisa, crian&ccedil;as com idades entre 5 e 7 anos ouviram uma hist&oacute;ria sobre uma pessoa muito inteligente. Em seguida receberam imagens de quatro pessoas - dois homens e duas mulheres - e deveriam dizer qual deles era o protagonista da hist&oacute;ria. Meninos e meninas de 5 anos de idade tendiam a identificar o protagonista como sendo de seu pr&oacute;prio g&ecirc;nero. No entanto, meninas de 6 e 7 anos tinham maior tend&ecirc;ncia a identificar o protagonista como sendo homem. Isso sugere que a percep&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as sobre intelig&ecirc;ncia muda rapidamente e que estere&oacute;tipos de g&ecirc;nero j&aacute; s&atilde;o evidentes aos 6 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quebrar o estere&oacute;tipo de g&ecirc;nero em matem&aacute;tica &eacute; um desafio dif&iacute;cil, que passa por, entre outras iniciativas, dar visibilidade ao trabalho de matem&aacute;ticas talentosas. O programa Pioneiras da Ci&ecirc;ncia no Brasil &#91;12&#93; recupera a hist&oacute;ria e o trabalho das primeiras pesquisadoras brasileiras em diversos campos da ci&ecirc;ncia, incluindo a matem&aacute;tica. Atualmente, h&aacute; muitas cientistas mulheres desenvolvendo pesquisa de ponta em matem&aacute;tica no Brasil. O Congresso Internacional de Matem&aacute;ticos de 2018 vai contar com cerca de 200 palestrantes convidados. Dentre os 13 palestrantes brasileiros, 4 s&atilde;o mulheres (30%).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. <i>Gender in the global research landscape</i>. Elsevier, 2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.elsevier.com/__data/assets/pdf_file/0008/265661/ElsevierGenderReport_final_for-web.pdf" target="_blank">https://www.elsevier.com/__data/assets/pdf_file/0008/265661/ElsevierGenderReport_final_for-web.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Brech, C. "O  'dilema Tostines' das mulheres na matem&aacute;tica", <i>Revista Matem&aacute;tica Universit&aacute;ria</i>, 2017. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.ime.usp.br/~brech/gender/BrechTostines.pdf" target="_blank">https://www.ime.usp.br/&#126;brech/gender/BrechTostines.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Guterl, F. "Diversity in science: why it is essential for excellence". <i>Scientific America</i>, 1º de outubro de 2014. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://www.scientificamerican.com/article/diversity-in-science-why-it-is-essential-for-excellence/" target="_blank">https://www.scientificamerican.com/article/diversity-in-science-why-it-is-essential-for-excellence/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Site do ciclo de debates "Matem&aacute;tica: substantivo feminino": <a href="https://matematicasf.wordpress.com" target="_blank">https://matematicasf.wordpress.com</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Site da World Meeting for Women in Mathematics: <a href="https://www.worldwomeninmaths.org" target="_blank">https://www.worldwomeninmaths.org</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Site oficial da Olimp&iacute;ada Brasileira de Matem&aacute;tica das Escolas P&uacute;blicas: <a href="http://www.obmep.org.br/" target="_blank">http://www.obmep.org.br/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Spencer, S. J.; Steele, C. M.; Quinn, D. M. "Stereotype threat and women's math performance". <i>Journal of Experimental Social Psychology</i>, 35, 4-28, 1999.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Kabe, J. M.;  Mertz, J. E. "Debunking myths about gender and mathematics performance", <i>Notices Amer. Math Soc</i>. 59, nº 1, 10-21, 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Galdi, S.; Cadinu, M.; Tomasetto, C. "The roots of stereotype threat: When automatic associations disrupt girls' math performance". <i>Child Development</i>, 85, 250-263, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Knobloch-Westerwick, S.; Glynn, C. J.; Huge, M. "The Matilda effect in science communication: an experiment on gender bias in publication quality perceptions and collaboration interest". <i>Sci. Commun.</i>, 35, 603-625,  2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Bian, L.; Leslie, S. J.; Cimpian, A. "Gender stereotypes about intellectual ability emerge early and influence children's interests". <i>Science</i>, 355, 6326, 389-391,  2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Site do programa Pioneiras da Ci&ecirc;ncia no Brasil: <a href="http://cnpq.br/pioneiras-da-ciencia-do-brasil" target="_blank">http://cnpq.br/pioneiras-da-ciencia-do-brasil</a></font> ]]></body><back>
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