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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>BRASIL    <br> COMUNICA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><i>Fake news:</i> arma potente na batalha de narrativas das elei&ccedil;&otilde;es 2018</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Raquel de Q. Almeida</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/a04fig01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A polariza&ccedil;&atilde;o partid&aacute;ria registrada nas elei&ccedil;&otilde;es brasileiras de 2014 vai ceder lugar, no pleito de 2018, a uma forte batalha de narrativas envolvendo um potente ator: a engrenagem de produ&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias falsas ou, em ingl&ecirc;s, <i>fake news.</i> Criados e distribu&iacute;dos de forma capilar e com a velocidade do ambiente digital, esses boatos e mentiras podem influenciar eleitores e t&ecirc;m sido alvo de v&aacute;rias mobiliza&ccedil;&otilde;es para tentar minimizar seus efeitos nas elei&ccedil;&otilde;es de outubro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No combate &agrave;s <i>fake news</i> h&aacute; desde a&ccedil;&otilde;es de ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o, que buscam ampliar a credibilidade da imprensa e investir no letramento midi&aacute;tico de leitores e usu&aacute;rios das redes sociais, a defensores de projetos que preveem a tipifica&ccedil;&atilde;o criminal de quem gera e reproduz esses boatos, e at&eacute; parcerias firmadas entre as empresas donas das plataformas digitais usadas na dissemina&ccedil;&atilde;o desse conte&uacute;do (Google, Facebook, Twitter, WhatsApp) e ag&ecirc;ncias de checagem de dados e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Juntamente com a Pol&iacute;cia Federal e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal, o TSE criou um grupo de intelig&ecirc;ncia para estudar poss&iacute;veis formas de atua&ccedil;&atilde;o. De norte a sul h&aacute; especialistas em comunica&ccedil;&atilde;o, em direito e em prote&ccedil;&atilde;o de dados pesquisando e debatendo o tema, mas n&atilde;o h&aacute; consenso sobre que mecanismos ser&atilde;o de fato eficazes no combate &agrave;s <i>fake news</i> durante a campanha eleitoral deste ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A viraliza&ccedil;&atilde;o de boatos difamat&oacute;rios relacionados &agrave; vida pessoal da vereadora Marielle Franco, assassinada brutalmente no Rio de Janeiro, em mar&ccedil;o, serve de ensaio para entendermos o que est&aacute; por vir, assim como pode dar pistas para solu&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis. Menos de 48 horas ap&oacute;s o crime, foram publicados nas redes sociais boatos sobre suposto envolvimento da vereadora com traficantes. Estudo da Diretoria de An&aacute;lise de Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas (FGV DAPP) mostrou que a repercuss&atilde;o do caso motivou 2,1 milh&otilde;es de posts na plataforma social Twitter e que a viraliza&ccedil;&atilde;o do factoide ganhou velocidade a partir de um &uacute;nico post de um deputado. Os conte&uacute;dos difamat&oacute;rios avan&ccedil;aram no territ&oacute;rio digital por cerca de 24 horas at&eacute; que uma nova onda de tuites, dessa vez desmentindo a rela&ccedil;&atilde;o da vereadora com o tr&aacute;fico, conseguiu deter a propaga&ccedil;&atilde;o das not&iacute;cias falsas e sedimentou o tom do debate na busca dos respons&aacute;veis pelo crime. O estudo mostrou ainda que, no per&iacute;odo analisado de 14 a 18 de mar&ccedil;o, o grupo que difundiu as respostas contra not&iacute;cias falsas naquela rede social foi majorit&aacute;rio: 73% do total.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o diretor da FGV DAPP, Marco Aurelio Ruediger, a an&aacute;lise dos dados revela um rompimento da "polariza&ccedil;&atilde;o muito tradicional da sociedade brasileira vista desde 2014" e pode constituir um caminho para as campanhas eleitorais de 2018. "A divis&atilde;o dos partidos foi superada e a polariza&ccedil;&atilde;o perdeu terreno.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Isso aponta que, talvez, uma das chaves para o sucesso eleitoral de propostas em 2018 n&atilde;o seja a insist&ecirc;ncia na polariza&ccedil;&atilde;o dos campos, mas sim a discuss&atilde;o de temas transversais &agrave; sociedade brasileira, focada em valores. Parte do centro conservador n&atilde;o compra a 'agenda' mais radicalizada de um setor da direita", destaca Ruediger.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>VERDADES E MENTIRAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O rastro das not&iacute;cias falsas sobre o crime tamb&eacute;m foi analisado pelo Laborat&oacute;rio de Estudos sobre Imagem e Cibercultura (Labic) da Universidade Federal do Esp&iacute;rito Santo (UFES). O levantamento apontou como principal link compartilhado nas redes sociais, especialmente no Facebook, o de um site (<a href="https://ceticismopolitico.com/" target="_blank">ceticismopolitico.com</a>) que criou a not&iacute;cia falsa usando como base uma reportagem do jornal <i>Folha de S. Paulo.</i> O jornal citava o que havia sido escrito por uma desembargadora na rede social a partir de boatos recebidos em mensagens no WhatsApp e informava que um grupo de advogados havia se mobilizado para que o Conselho Nacional de Justi&ccedil;a (CNJ) se pronunciasse sobre o caso. Os respons&aacute;veis pelo site, no entanto, modificaram o texto original e distribu&iacute;ram a not&iacute;cia falsa com o t&iacute;tulo: "Desembargadora quebra narrativa do PSOL e diz que Marielle se envolvia com bandidos e &eacute; 'cad&aacute;ver comum'".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para o coordenador do Labic e professor da UFES, F&aacute;bio Gouveia, esse formato usado para gerar e disseminar a informa&ccedil;&atilde;o falsa a partir de uma reportagem verdadeira &eacute; um bom exemplo da complexidade e sofistica&ccedil;&atilde;o existente hoje nessa engrenagem de produ&ccedil;&atilde;o de factoides, que tamb&eacute;m avan&ccedil;a num ambiente onde os ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o est&atilde;o fragilizados. "Num ambiente onde a imprensa est&aacute; fragilizada e onde cada usu&aacute;rio de rede social &eacute; um disseminador de informa&ccedil;&otilde;es vemos outras fontes, mesmo que desconhecidas, ganharem relev&acirc;ncia. Estamos num ambiente muito mais complexo do que o de 2014, quando o grande alavancador de dissemina&ccedil;&atilde;o de boatos foram sistemas automatizados, os <i>bots</i> (conhecido como <i>internet bot</i> ou <i>web robot), </i>que republicavam conte&uacute;do em grande velocidade, e perfis falsos de usu&aacute;rios, usados para comentar e gerar intera&ccedil;&atilde;o nas redes", alertou Gouveia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/a04fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O pesquisador destaca como um elemento que trar&aacute; ainda mais riscos para as elei&ccedil;&otilde;es de outubro o fato de a legisla&ccedil;&atilde;o eleitoral permitir, este ano, que as campanhas de candidatos comprem alcance digital nas redes sociais, especialmente diante do desequil&iacute;brio econ&ocirc;mico existente entre as candidaturas. "Essa decis&atilde;o aumentar&aacute; a dificuldade no combate &agrave; dissemina&ccedil;&atilde;o desses boatos no ambiente digital".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O papel das empresas de tecnologia nesse enredo tamb&eacute;m tem sido bastante discutido, especialmente depois da descoberta de esquema de acesso a dados privados de 50 milh&otilde;es de usu&aacute;rios do Facebook para direcionar propaganda pol&iacute;tica pela empresa Cambridge Analytica, que atuou na campanha do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a consequente abertura de processos judiciais contra a plataforma social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os especialistas no tema lembram que o uso de not&iacute;cias falsas para influenciar processos eleitorais sempre existiu. O que agravou a situa&ccedil;&atilde;o, em um cen&aacute;rio de preval&ecirc;ncia de tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o digitais, foram a minera&ccedil;&atilde;o de dados dos usu&aacute;rios a partir de sua navega&ccedil;&atilde;o no ambiente digital e a possibilidade de viraliza&ccedil;&atilde;o pelos algoritmos das redes sociais. "As empresas por tr&aacute;s dessas plataformas j&aacute; entenderam que tamb&eacute;m s&atilde;o respons&aacute;veis nesse ambiente, porque seus algoritmos de exibi&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do condicionam o fluxo de consumo de informa&ccedil;&atilde;o e geram uma influ&ecirc;ncia direta na opini&atilde;o p&uacute;blica. A plataforma n&atilde;o &eacute; neutra. E, por isso, as empresas t&ecirc;m investido em projetos de jornalismo para atuar nessa guerra contra as not&iacute;cias falsas", destaca Francisco Belda, coordenador do Projeto Credibilidade e professor do Departamento de Comunica&ccedil;&atilde;o Social da Universidade Estadual Paulista (Unesp).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CHECAGEM E LETRAMENTO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O projeto &eacute; o cap&iacute;tulo brasileiro do Trust Project, cons&oacute;rcio formado por 70 ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o e institui&ccedil;&otilde;es internacionais que investigam como o jornalismo pode ampliar sua credibilidade aplicando boas pr&aacute;ticas e solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas que forne&ccedil;am maior visibilidade para suas not&iacute;cias na internet. A iniciativa conta com recursos financeiros do Google e no Brasil re&uacute;ne 17 entidades, entre jornais, revistas, ag&ecirc;ncias de checagem e a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma outra frente que tem sido estudada no Brasil &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de uma coaliz&atilde;o de ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o para atua&ccedil;&atilde;o conjunta nas elei&ccedil;&otilde;es 2018, a exemplo do mutir&atilde;o que foi realizado nas &uacute;ltimas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais na Fran&ccedil;a. L&aacute;, o projeto CrossCheck, liderado pelo First Draft News, reuniu 37 ve&iacute;culos nacionais e internacionais que, durante dez semanas, produziram 150 reportagens relacionadas &agrave; campanha eleitoral. O conte&uacute;do checado inclu&iacute;a textos, imagens e v&iacute;deos publicados na internet e, diante de uma informa&ccedil;&atilde;o falsa ou manipulada que ganhasse ampla viraliza&ccedil;&atilde;o, o grupo emitia um desmentido que era publicado por todos os ve&iacute;culos associados, aumentando o alcance da informa&ccedil;&atilde;o checada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No campo jur&iacute;dico e legislativo, a discuss&atilde;o sobre a criminaliza&ccedil;&atilde;o e san&ccedil;&otilde;es para quem cria ou divulga not&iacute;cia falsa tamb&eacute;m tem gerado pol&ecirc;mica. O c&oacute;digo eleitoral j&aacute; prev&ecirc; deten&ccedil;&atilde;o de dois meses a um ano para quem dissemina informa&ccedil;&otilde;es falsas. No Congresso Nacional h&aacute; pelo menos oito projetos para combater as <i>fake news</i> sendo analisados, e em mar&ccedil;o foi criada uma comiss&atilde;o no Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social para analisar e prestar consultoria para essas tramita&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A jornalista &Acirc;ngela Pimenta, presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor) e tamb&eacute;m coordenadora do Projeto Credibilidade, lembra, no entanto, que a not&iacute;cia falsa tem muitas nuances. Pode partir da manipula&ccedil;&atilde;o de uma imagem, da retirada de uma informa&ccedil;&atilde;o de determinado contexto ou at&eacute; mesmo de um meme ou s&aacute;tira n&atilde;o indicados claramente como tal. Por isso, ela defende o uso de mecanismos mais eficazes de checagem de informa&ccedil;&atilde;o, a "checagem exaustiva" e um letramento midi&aacute;tico dos consumidores de informa&ccedil;&atilde;o. "Precisamos ensinar as pessoas a consumirem informa&ccedil;&atilde;o. O p&uacute;blico tem direito a saber o que consome, como numa dieta nutricional. S&oacute; que em vez de alimentos, vai se informar sobre como not&iacute;cias s&atilde;o produzidas".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ela alerta tamb&eacute;m para o fato de que leis que tentem punir a desinforma&ccedil;&atilde;o podem banalizar a figura legal da remo&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do, al&eacute;m de abrir caminho para preju&iacute;zos &agrave; liberdade de express&atilde;o. "Tipificar criminalmente a mentira e suas v&aacute;rias faces &eacute; uma tarefa complexa e arriscada", afirmou. Neste cen&aacute;rio movedi&ccedil;o, o &uacute;nico consenso &eacute; que o melhor caminho para garantir um ambiente com menos interfer&ecirc;ncia de conte&uacute;dos falsos e difamat&oacute;rios nas elei&ccedil;&otilde;es de 2018 passa por uma combina&ccedil;&atilde;o de metodologias e tecnologias reunindo todos esses atores: ve&iacute;culos da imprensa, ag&ecirc;ncias de checagem de dados, pesquisadores, especialistas em comunica&ccedil;&atilde;o digital e empresas detentoras das plataformas sociais.</font></p>      ]]></body>
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