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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>MUNDO    <br> CIDADES</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p> <font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Brain City: projeto quer transformar Berlim em metr&oacute;pole da ci&ecirc;ncia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Chris Bueno</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">40 institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior, 70 centros de pesquisa, mais de 30 mil cientistas: esses n&uacute;meros impressionantes confirmam a voca&ccedil;&atilde;o de Berlim, capital da Alemanha, para se transformar na capital mundial da ci&ecirc;ncia. Esse &eacute; o objetivo de um projeto da prefeitura da cidade, o Brain City Berlin (em tradu&ccedil;&atilde;o livre, "Berlim, cidade c&eacute;rebro"). V&aacute;rias campanhas t&ecirc;m divulgado os n&uacute;meros acima e outros dados para mostrar um cen&aacute;rio altamente favor&aacute;vel para produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e, assim, atrair cientistas de diversas partes do mundo para desenvolverem suas pesquisas em solo alem&atilde;o. "A campanha Brain City foi projetada para mostrar o panorama cient&iacute;fico altamente diversificado de Berlim e seu ambiente de pesquisa global, de modo a consolidar uma reputa&ccedil;&atilde;o da cidade como um centro de ci&ecirc;ncia aberto, diversificado e de alto n&iacute;vel", explica Nina Mikolaschek, consultora de estrat&eacute;gia internacional da Universidade Humboldt de Berlim.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/cic/v70n2/a07fig01.jpg"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/a07fig01thumb.jpg">    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Clique para ampliar</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos programas da Brain City Berlin &eacute; justamente transformar esses cientistas em divulgadores de ci&ecirc;ncia. "O programa 'Embaixadores da Brain City' &eacute; uma plataforma que visa dar voz e rosto para nossos cientistas, mostrando n&atilde;o apenas as pesquisas que eles est&atilde;o desenvolvendo aqui, mas tamb&eacute;m sua motiva&ccedil;&atilde;o pessoal para viver e trabalhar em Berlim", aponta Mikolaschek. &Eacute; o caso do fil&oacute;sofo norte-americano Jesse Prinz, que estuda o papel da percep&ccedil;&atilde;o, emo&ccedil;&atilde;o e socializa&ccedil;&atilde;o sobre o pensamento e o comportamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> "Eu acredito que Berlim ofere&ccedil;a oportunidades &uacute;nicas para pessoas interessadas em pesquisas multidisciplinares", afirma. Ele est&aacute; desenvolvendo dois projetos: "Works of wonder" ("Obras da imagina&ccedil;&atilde;o") e "The moral self" ("O eu moral").</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nem as crian&ccedil;as ficam de fora do projeto. Na Semana de Ci&ecirc;ncia (Berlin Science Week) deste ano, que acontece de 1 a 10 de novembro, pesquisadores de todo o mundo s&atilde;o convidados a discutir a inova&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica nas mais diversas &aacute;reas e a trazer seus filhos para o evento. E os pequenos t&ecirc;m direito &agrave; programa&ccedil;&atilde;o especial, com experi&ecirc;ncias educacionais voltadas para despertar o interesse das crian&ccedil;as pela ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa n&atilde;o seria a primeira vez que a cidade tem sua imagem "renovada". Antes da Segunda Guerra Mundial, Berlim era um centro industrial. Com a divis&atilde;o causada pela guerra, muitas f&aacute;bricas deixaram a cidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s a reunifica&ccedil;&atilde;o, a capital alem&atilde; passou a atrair um p&uacute;blico diferente, de bo&ecirc;mios e artistas, que transformaram as f&aacute;bricas e armaz&eacute;ns abandonados em est&uacute;dios e ateli&ecirc;s. Hoje, Berlim j&aacute; &eacute; conhecida como um dos mais importantes polos culturais e tem uma das maiores concentra&ccedil;&otilde;es de museus, teatros e galerias de arte do mundo. Ao mesmo tempo, a capital enfrenta v&aacute;rios problemas econ&ocirc;micos: tem uma das maiores taxas de desemprego da Alemanha e uma das maiores d&iacute;vidas tamb&eacute;m, sendo considerada um "dreno" para a economia do pa&iacute;s. Com o projeto Brain City a prefeitura quer mudar esse cen&aacute;rio, mas tamb&eacute;m fortalecer a economia da cidade. Afinal, as institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e ensino s&atilde;o grandes empregadores e os projetos desenvolvidos podem atrair n&atilde;o apenas cientistas, mas tamb&eacute;m investimentos globais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DIVULGA&Ccedil;&Atilde;O CIENT&Iacute;FICA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das a&ccedil;&otilde;es do Brain City Berlin &eacute; oferecer treinamento para jornalistas e cientistas para atuarem como divulgadores - n&atilde;o apenas de seus projetos, mas do programa como um todo. Um exemplo &eacute; o Programa de Jornalistas em Resid&ecirc;ncia, que faz parte do Berlin Science Communication Award, promovido pela Universidade Humboldt e financiado pela Sociedade Alem&atilde; de Amparo &agrave; Pesquisa (DFG), com apoio do Minist&eacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o e Pesquisa da Alemanha (BMBF).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O programa convida jovens divulgadores cient&iacute;ficos de diferentes pa&iacute;ses a experimentar a vida cient&iacute;fica de Berlim por dois meses, acompanhando pesquisadores e se familiarizando com pesquisas realizadas na cidade. Os divulgadores tamb&eacute;m participam da Semana da Ci&ecirc;ncia de Berlim, bem como de v&aacute;rias confer&ecirc;ncias e workshops e de um evento organizado especialmente para eles: o Berlin Science Communication Day, que promove a intera&ccedil;&atilde;o entre divulgadores de v&aacute;rios lugares do mundo para discutir os desafios atuais e as tend&ecirc;ncias da comunica&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica de diferentes perspectivas internacionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A jornalista brasileira N&aacute;dia Pontes participou da primeira turma do Programa de Jornalistas em Resid&ecirc;ncia. Ela trabalhou na reda&ccedil;&atilde;o brasileira do canal alem&atilde;o Deutsche Welle. "A divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica &eacute; essencial para o projeto, que visa justamente promover a ci&ecirc;ncia e a engajar o p&uacute;blico - tanto os cientistas quanto os n&atilde;o cientistas", disse.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"O conceito para o programa Berlin Science Communication Award foi desenvolvido em 2016 e teve sua primeira turma (um programa-piloto) em 2017. Atualmente, o programa est&aacute; sendo finalizado e avaliado, mas, como l&iacute;der do projeto, posso confirmar que j&aacute; ultrapassou nossas expectativas e que existe um grande interesse institucional em dar continuidade a ele", finaliza Mikolaschek.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTERNACIONALIZA&Ccedil;&Atilde;O</b>    <br> Essa internacionaliza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia e o interc&acirc;mbio de cientistas j&aacute; &eacute; vis&iacute;vel em Berlim. Em 2017, a cidade abrigava mais de 36 mil estudantes estrangeiros - cerca de 20% de todos os estudantes em Berlim, de acordo com levantamento da Universidade Humboldt. Isso porque as institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa da capital alem&atilde; desenvolvem muitos projetos cooperativos com universidades parceiras em todo o mundo e v&aacute;rias redes interdisciplinares apoiam o interc&acirc;mbio internacional em pesquisa e ci&ecirc;ncia. Para se ter uma ideia, na USP o porcentual de alunos estrangeiros &eacute; de 2,8%, de acordo com a reitoria da universidade. Em todo o Brasil, calcula-se que essa porcentagem seja de cerca de 0,20%, segundo o Censo da Educa&ccedil;&atilde;o Superior do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o.</font></p>      ]]></body>
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