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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> ARTE E CI&Ecirc;NCIA    <br> APRESENTA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Arte e Ci&ecirc;ncia: uma reconex&atilde;o entre as &aacute;reas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jo&atilde;o Ricardo Aguiar da Silveira</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Coordenador deste N&uacute;cleo Tem&aacute;tico, &eacute; mestre e doutor em educa&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o e difus&atilde;o em bioci&ecirc;ncias e pesquisador visitante na Universidade de Harvard e na Universidade do Texas em Dallas. E-mail: <a href="mailto:silveiraufrj@gmail.com">silveiraufrj@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A separa&ccedil;&atilde;o entre arte e ci&ecirc;ncia &eacute; um fen&ocirc;meno relativamente recente em termos hist&oacute;ricos. Desde o nascimento da filosofia na Gr&eacute;cia, por volta do s&eacute;culo VI a.C., quando o mundo ocidental passou a distinguir a raz&atilde;o do misticismo, at&eacute; o s&eacute;culo XIX, com o advento do positivismo, os conhecimentos cient&iacute;ficos e art&iacute;sticos estiveram intrinsicamente ligados. O breve per&iacute;odo de afastamento, de cerca de 200 anos, parece estar chegando ao fim. Ci&ecirc;ncia, arte, tecnologia e filosofia, ou seja, racioc&iacute;nio l&oacute;gico, criatividade, desenvolvimento de t&eacute;cnicas e capacidade de reflex&atilde;o e abstra&ccedil;&atilde;o fazem mais sentido conectados e s&atilde;o cada vez mais necess&aacute;rios diante de um mundo cada vez mais complexo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Institui&ccedil;&otilde;es de pesquisa e ag&ecirc;ncias de fomento, entre as mais prestigiadas do mundo, t&ecirc;m investido nesse campo. Entre os anos 1996 e 2006, a Welcome Trust investiu cerca de 3 milh&otilde;es de libras em 118 projetos. Os objetivos eram estimular o interesse em ci&ecirc;ncias biom&eacute;dicas, promover a colabora&ccedil;&atilde;o criativa e a interdisciplinaridade entre artes e ci&ecirc;ncias e criar uma massa cr&iacute;tica de artistas interessados em ci&ecirc;ncias biom&eacute;dicas &#91;1&#93;. Desde ent&atilde;o, a ag&ecirc;ncia do Reino Unido continua fomentando esse campo e tem diversificado muito os objetivos. Da mesma forma, a National Academy ofSciences, Engineering, and Medicine dos Estados Unidos fomenta projetos de integra&ccedil;&atilde;o dessas &aacute;reas com verbas espec&iacute;ficas &#91;2&#93; e programas permanentes &#91;3&#93;. Universidades como Harvard, Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Stanford, Universidade da Calif&oacute;rnia em Los Angeles (UCLA), Oxford, Sorbonne, Universidade da Austr&aacute;lia Ocidental s&atilde;o apenas alguns exemplos de institui&ccedil;&otilde;es que t&ecirc;m projetos integrando arte e ci&ecirc;ncia. Al&eacute;m disso, uma s&eacute;rie de centros de pesquisa no mundo tem promovido resid&ecirc;ncias arte-cient&iacute;ficas, isto &eacute;, colocado juntos artistas e cientistas para pensar de maneira criativa sobre diferentes quest&otilde;es - como a pesquisa espacial, nas resid&ecirc;ncias na NASA e em outros centros &#91;4&#93;, ou a estrutura do universo, na resid&ecirc;ncia da Organiza&ccedil;&atilde;o Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN) &#91;5&#93;, e a biologia sint&eacute;tica, como no caso do Instituto Max Planck &#91;6&#93;, na Alemanha.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados dessas intera&ccedil;&otilde;es s&atilde;o diversos: a cria&ccedil;&atilde;o de obras art&iacute;sticas inspiradas pela ci&ecirc;ncia que chegam a museus &iacute;cones da arte contempor&acirc;nea, como o MoMa em Nova York &#91;7&#93;, projetos de extens&atilde;o de engajamento p&uacute;blico &#91;8&#93; e projetos inovadores nas mais diferentes &aacute;reas. Neste caso existem trabalhos que v&atilde;o desde a visualiza&ccedil;&atilde;o de dados at&eacute; a cria&ccedil;&atilde;o de intelig&ecirc;ncia artificial. Da neuroci&ecirc;ncia &agrave; rob&oacute;tica. Da engenharia de tecidos &agrave; &eacute;tica em pesquisas por uma vis&atilde;o n&atilde;o antropoc&ecirc;ntrica. Da cria&ccedil;&atilde;o de novas metodologias at&eacute; o questionamento das abordagens reducionistas do m&eacute;todo cient&iacute;fico. Dada a amplitude da arte e da ci&ecirc;ncia, as poss&iacute;veis intera&ccedil;&otilde;es entre essas &aacute;reas s&atilde;o ilimitadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Al&eacute;m do aprofundamento da rela&ccedil;&atilde;o entre arte e ci&ecirc;ncia em projetos de pesquisa em centros de refer&ecirc;ncia e nas mais diferentes &aacute;reas acad&ecirc;micas, a rela&ccedil;&atilde;o entre esses campos tem sido discutida e cada vez mais aplicada na educa&ccedil;&atilde;o. O movimento STEM (acr&ocirc;nimo em ingl&ecirc;s para <i>science, technology, engineering and mathematic)</i> surgiu nos Estados Unidos na d&eacute;cada de 1990 para identificar qualquer a&ccedil;&atilde;o ou pr&aacute;tica educacional envolvendo as disciplinas de ci&ecirc;ncia, tecnologia, engenharia e/ou matem&aacute;tica. Depois de alguns anos, pesquisadores passam a advogar que a arte deveria ser integrada &agrave;s demais &aacute;reas, dando origem ao movimento STEM to STEAM. O principal argumento da educa&ccedil;&atilde;o STEAM &eacute; promover uma educa&ccedil;&atilde;o sem barreiras entre as disciplinas, que promova a criatividade e a inova&ccedil;&atilde;o. A rede de educadores que abordam essa pr&aacute;tica tem gradativamente se espalhado pelo mundo &#91;9&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, temos um cen&aacute;rio amb&iacute;guo na intera&ccedil;&atilde;o entre arte e ci&ecirc;ncia. Por um lado, ainda h&aacute; um grande desconhecimento do campo, inclusive no meio acad&ecirc;mico. N&atilde;o h&aacute; praticamente nenhum investimento por parte das ag&ecirc;ncias de fomento e a maior parte das institui&ccedil;&otilde;es se limita a promover ou incentivar alguns projetos extensionistas dispersos. Por outro lado, temos pesquisadores que foram trilhando seus pr&oacute;prios caminhos e criando espa&ccedil;os e, com resili&ecirc;ncia, t&ecirc;m participado da amplia&ccedil;&atilde;o desse campo no pa&iacute;s. Neste N&uacute;cleo Tem&aacute;tico s&atilde;o apresentados exemplos de trabalhos feitos no Brasil. A pesquisadora Tania Ara&uacute;jo-Jorge e colaboradores tratam em seu artigo sobre os mais de 30 anos de atividades integrando ci&ecirc;ncia e arte na Fiocruz. O grupo defende essa abordagem no ensino, em todos os n&iacute;veis, para a forma&ccedil;&atilde;o de cientistas e para a forma&ccedil;&atilde;o de cidad&atilde;os. No artigo seguinte, Carla Almeida e colaboradores abordam a&ccedil;&otilde;es de ci&ecirc;ncia e teatro no campo da divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, dando destaque para as iniciativas do Museu Ci&ecirc;ncia e Vida/Funda&ccedil;&atilde;o Cecierj e do Museu da Vida/Fiocruz, ambos no Rio de Janeiro. A partir de uma vis&atilde;o das artes, os pesquisadores Cleomar Rocha e Suzette Venturelli abordam em seu artigo como a arte, a tecnologia e o design podem revolucionar o conceito de cidades inteligentes, envolvendo interatividade, energia, ecologia, mobilidade, arquitetura respons&aacute;vel, sociabilidade e cidadania. Por fim, com a colabora&ccedil;&atilde;o de Roger Malina e Denise Lannes, fa&ccedil;o um retrato do universo acad&ecirc;mico brasileiro que atua nessa &aacute;rea. Resultado de mais de dois anos de pesquisa, o artigo traz uma an&aacute;lise do perfil de pesquisadores que atuam na rela&ccedil;&atilde;o entre arte e ci&ecirc;ncia no pa&iacute;s quanto &agrave; sua forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica, &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o, projetos e produ&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Glinkowski, P.; Bamford, A. <i>Insight and exchange: an evaluation of the Wellcome Trust'sSciart programme.</i> London: Wellcome Trust, 2009.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. <a href="https://www.neh.gov/news/press-release/2016-07-25-0" target="_blank">https://www.neh.gov/news/press-release/2016-07-25-0</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. <a href="http://www.cpnas.org/events/march2016_daser.pdf" target="_blank">http://www.cpnas.org/events/march2016_daser.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. <a href="http://air.seti.org/about-2/about/" target="_blank">http://air.seti.org/about-2/about/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. <a href="http://arts.cern" target="_blank">http://arts.cern</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. <a href="https://www.mpikg.mpg.de/5748813/artist-in-residence-pro-gramm-2017" target="_blank">https://www.mpikg.mpg.de/5748813/artist-in-residence-pro-gramm-2017</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. <a href="https://www.moma.org/collection/works/110251" target="_blank">https://www.moma.org/collection/works/110251</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. <a href="https://www.leonardo.info/laser-talks" target="_blank">https://www.leonardo.info/laser-talks</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. <a href="http://map.stemtosteam.org" target="_blank">http://map.stemtosteam.org</a></font> ]]></body><back>
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