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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[CienciArte© no Instituto Oswaldo Cruz: 30 anos de experiências na construção de um conceito interdisciplinar]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> ARTE E CI&Ecirc;NCIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CienciArte<sup>&#169;</sup> no Instituto Oswaldo Cruz: 30 anos de experi&ecirc;ncias na constru&ccedil;&atilde;o de um conceito interdisciplinar</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tania C. de Ara&uacute;jo-Jorge<sup>I</sup>; Anunciata Sawada<sup>II</sup>; Rita C. M. Rocha<sup>III</sup>; Sandra M.G. Azevedo<sup>IV</sup>; Josina M. Ribeiro<sup>V</sup>; Marcus V. C. Matraca<sup>VI</sup>; Cristina A. X. Borges<sup>VII</sup>; Sheila S. Assis<sup>VIII</sup>; Danielle B. Fortuna<sup>IX</sup>; Marcelo D.M. Barros<sup>X</sup>; Marcelo O. Mendes<sup>XI</sup>; Luciana R. Garzoni<sup>XII</sup>; Lucia de la Rocque<sup>XIII</sup>; Rosane M.S. Meirelles<sup>XIV</sup>; Valeria S. Trajano<sup>XV</sup>; Paulo R. Vasconcellos-Silva<sup>XVI</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>M&eacute;dica, pesquisadora titular em sa&uacute;de p&uacute;blica da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (Fiocruz), ex-diretora do Instituto Oswaldo Cruz (2005-2013) e coordenadora dos programas de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o stricto sensu da &aacute;rea de ensino da Capes e membro do seu conselho t&eacute;cnico-cient&iacute;fico (2013-2018). Fundadora da linha e dos cursos de CienciArte na Fiocruz e idealizadora do Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ensino em Bioci&ecirc;ncias e Sa&uacute;de da Fiocruz    <br> <sup>II</sup>Muse&oacute;loga da Fiocruz e atualmente doutoranda em CienciArte no Liteb-IOC.Fiocruz    <br> <sup>III</sup>Jornalista da Fiocruz e atualmente doutoranda em CienciArte no Liteb-IOC.Fiocruz    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>IV</sup>Bi&oacute;loga, professora da rede estadual de ensino na cidade de Miracema, RJ, e atualmente doutoranda em CienciArte no Liteb-IOC. Fiocruz    <br> <sup>V</sup>Cientista social, docente no Instituto Federal de Educa&ccedil;&atilde;o, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Acre em Rio Branco e egressa da Fiocruz na linha de CienciArte no Ensino, idealizadora de oficinas dial&oacute;gicas em sa&uacute;de, ambiente e trabalho    <br> <sup>VI</sup>Cientista social, palha&ccedil;o e m&uacute;sico, docente na Universidade Federal do Sul da Bahia em Teixeira de Freitas, campus Paulo Freire. &Eacute; egresso da Fiocruz na linha de CienciArte no Ensino, idealizador do projeto PalhaSUS e do conceito da dialogia do riso    <br> <sup>VII</sup>Cientista social e egressa da Fiocruz na linha de CienciArte no Ensino e p&oacute;s-doutoranda no Liteb-IOC    <br> <sup>VIII</sup>Bi&oacute;loga, egressa da Fiocruz na linha de CienciArte no Ensino e p&oacute;s-doutoranda no Liteb-IOC trabalhando com o Programa Sa&uacute;de na Escola    <br> <sup>IX</sup>Bi&oacute;loga e egressa da Fiocruz na linha de CienciArte no Ensino, em oficinas dial&oacute;gicas de quadrinhos e fanzines    <br> <sup>X</sup>Bi&oacute;logo e egresso da Fiocruz na linha de CienciArte no Ensino. Docente do Departamento de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas na PUC-Minas, docente na Faculdade de Educa&ccedil;&atilde;o da Universidade do Estado de Minas Gerais e professor colaborador da P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ensino em Bioci&ecirc;ncias e Sa&uacute;de do Instituto Oswaldo Cruz, lecionando, desde 2014, a disciplina Ci&ecirc;ncia e Arte III    <br> <sup>XI</sup>Arte-educador, servidor t&eacute;cnico administrativo do Liteb-IOC e mestrando na linha de CienciArte    <br> <sup>XII</sup>Bi&oacute;loga e pesquisadora da Fiocruz na linha de CienciArte no Ensino, especialmente para o controle da dengue e outras arboviroses    <br> <sup>XIII</sup> Bi&oacute;loga e tecnologista da Fiocruz na linha de CienciArte no Ensino, com foco em fic&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, literatura e g&ecirc;nero    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <sup>XIV</sup>Bi&oacute;loga e professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, docente da P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ensino em Bioci&ecirc;ncias e Sa&uacute;de do Instituto Oswaldo Cruz. Oficinas de bioarte e de educa&ccedil;&atilde;o ambiental s&atilde;o sua especialidade    <br> <sup>XV</sup>Bi&oacute;loga e tecnologista do Liteb-Fiocruz na linha de CienciArte no Ensino, coordenadora da P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o lato sensu em Ci&ecirc;ncia, Arte e Cultura na Sa&uacute;de, orientadora de monografias, disserta&ccedil;&otilde;es e teses em CienciArte    <br> <sup>XVI</sup>M&eacute;dico e artista pl&aacute;stico, doutor em sa&uacute;de p&uacute;blica e pesquisador colaborador no grupo de CienciArte do Liteb, orientador de teses e disserta&ccedil;&otilde;es em ensino em bioci&ecirc;ncias e sa&uacute;de da Fiocruz</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A linha de pesquisa em CienciArte, denomina&ccedil;&atilde;o que evoluiu numa trajet&oacute;ria de 30 anos de atividades unindo ci&ecirc;ncia e arte, vem sendo desenvolvida no Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz desde 2000. Ela testemunha a uni&atilde;o de duas culturas, a fim de que ambas possam partilhar e contribuir com elementos essenciais ao ensino e &agrave; educa&ccedil;&atilde;o. Suas atividades assumem o pressuposto de que a associa&ccedil;&atilde;o da arte &agrave; educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica possibilita ao ser humano desenvolver novas intui&ccedil;&otilde;es e compreens&otilde;es atrav&eacute;s da incorpora&ccedil;&atilde;o do processo art&iacute;stico a outros processos investigativos, construindo um discurso sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre arte, ci&ecirc;ncia, atividades humanas e t&oacute;picos relacionados a atividades multidisciplinares e multiculturais. Neste texto descrevemos a trajet&oacute;ria hist&oacute;rica da linha de pesquisa, a disciplina que dela derivou, incluindo rela&ccedil;&otilde;es entre conte&uacute;dos, refer&ecirc;ncias e atividades diversas desenvolvidas. Essas abordagens atenderam aos mais diversos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o vinculados aos campos de atividade profissional de um ou mais componentes do grupo de estudos e pr&aacute;ticas. Versaram sobre temas em ci&ecirc;ncia, sa&uacute;de e arte evidenciando a aplica&ccedil;&atilde;o do paradigma CienciArte e expressando a apropria&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do debatido ao longo dos anos. Uma figura s&iacute;ntese com a linha do tempo dessas a&ccedil;&otilde;es mostra seus principais fatos. Entremeamos o texto com quatro "interl&uacute;dios" referentes a propostas que trabalhamos nos processos educacionais que conduzimos com CienciArte: (i) o manifesto CienciArte, (ii) as treze categorias cognitivas propostas pelo casal Root-Bernstein no livro <i>Centelhas de g&ecirc;nios,</i> (iii) a letra da m&uacute;sica <i>A ci&ecirc;ncia em si,</i> de Gilberto Gil e Arnaldo Antunes, e (iv) a modelagem 5D com metaforma&ccedil;&atilde;o, de Tod Siler. Destacamos os referenciais te&oacute;ricos que embasam a proposta, muito calcada na pr&aacute;tica freireana de oficinas dial&oacute;gicas. Temos convic&ccedil;&atilde;o de que a linha de pesquisa atinge seus objetivos promovendo o di&aacute;logo entre a ci&ecirc;ncia e a arte, refor&ccedil;ando o conceito "ArtScience", ou, em portugu&ecirc;s, "CienciArte".</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>PREL&Uacute;DIO: O CONTEXTO</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este trabalho &eacute; realizado no Laborat&oacute;rio de Inova&ccedil;&otilde;es em Terapias, Ensino e Bioprodutos (Liteb) do Instituto Oswaldo Cruz-Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (IOC-Fiocruz), Rio de Janeiro. O Liteb &eacute; um laborat&oacute;rio interdisciplinar com tr&ecirc;s grupos centrais de pesquisa, nos temas que lhe nomeiam. Nos estudos em terapias, as biologias celular e molecular e a imunoparasitologia s&atilde;o as principais ci&ecirc;ncias experimentais envolvidas, para pesquisas sobre mecanismos fisiopatol&oacute;gicos e terap&ecirc;uticos. Os estudos em ensino s&atilde;o focados em metodologias investigativas em bioci&ecirc;ncias e artes, promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e desenvolvimento de produtos educacionais diversos para ensino em diversos n&iacute;veis. Os estudos em bioprodutos trabalham disciplinas como bacteriologia, qu&iacute;mica, gen&eacute;tica e ecologia, entre outros. Fazemos aqui uma s&iacute;ntese que relata os 30 anos da linha de CienciArte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em setembro de 2017, fomos convidados para fazer uma palestra no "VII Workshop Paranaense de Arte-Ci&ecirc;ncia: di&aacute;logos e interfaces - as rela&ccedil;&otilde;es entre os saberes interdisciplinares e a complexidade". As reflex&otilde;es neste texto foram elaboradas para aquela ocasi&atilde;o, e iniciaram com uma compara&ccedil;&atilde;o da iniciativa dos colegas paranaenses com a nossa experi&ecirc;ncia de organiza&ccedil;&atilde;o de simp&oacute;sios de ci&ecirc;ncia, arte e cidadania.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde 2002, o grupo de estudos e pr&aacute;ticas em CienciArte do Laborat&oacute;rio de Inova&ccedil;&otilde;es em Terapias, Ensino e Bioprodutos do Instituto Oswaldo Cruz-Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, vem organizando bienalmente o evento Ci&ecirc;ncia, Arte e Cidadania (Fig. 1), em coopera&ccedil;&atilde;o com os grupos da Rede Nacional Leopoldo de Meis de Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia, (hoje sob a coordena&ccedil;&atilde;o de Viviam Rumjanek, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ) do Espa&ccedil;o Ci&ecirc;ncia Viva e do Projeto Portinari. A organiza&ccedil;&atilde;o dos simp&oacute;sios &eacute; uma vertente essencial do trabalho do grupo CienciArte. Eles se tornaram um ponto focal para a constru&ccedil;&atilde;o gradual de uma rede de cientistas e artistas, todos educadores. Em suas nove edi&ccedil;&otilde;es verificamos uma grande rede de pessoas e institui&ccedil;&otilde;es, expressando-se atrav&eacute;s das palestras, oficinas, espet&aacute;culos, v&iacute;deos e p&ocirc;steres.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; interessante ver o desenvolvimento em paralelo dos workshops paranaenses. Nossos colegas tamb&eacute;m estavam organizando eventos que articulavam as duas &aacute;reas e o de 2017 j&aacute; era a s&eacute;tima edi&ccedil;&atilde;o. O grupo partia do olhar da arte, arte-ci&ecirc;ncia, enquanto os simp&oacute;sios que n&oacute;s organizamos na Fiocruz partem do nosso lugar de fala, a ci&ecirc;ncia, e por isso tem sido ci&ecirc;ncia-arte. E uma ci&ecirc;ncia muito marcada pela hist&oacute;ria que nos traz a pr&oacute;pria trajet&oacute;ria do Instituto Oswaldo Cruz, moldado por seu criador num castelo em estilo neomourisco que &eacute; pura arte. Luiz Fernando Ferreira refere que Oswaldo sonhou um castelo de mil e uma noites para abrigar uma escola de medicina experimental &#91;2&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse caminho, unimos os termos ci&ecirc;ncia e arte para a cria&ccedil;&atilde;o de um novo conceito, ou um novo campo: CienciArte. Mas o que &eacute; esse novo campo, CienciArte &#91;3&#93;, com palavras aglutinadas, e n&atilde;o mais colocadas lado a lado, com conjun&ccedil;&otilde;es ou preposi&ccedil;&otilde;es entre elas? J&aacute; existe esse campo interdisciplinar, transdisciplinar? Podemos iniciar repensando como surgiram outros campos interdisciplinares, como a biomedicina, a astrof&iacute;sica, a bioqu&iacute;mica, a f&iacute;sico-qu&iacute;mica, a bioengenharia, a mecatr&ocirc;nica, ou mesmo a arte-educa&ccedil;&atilde;o, algumas ainda guardando seus conectores. Todas come&ccedil;aram com a disponibiliza&ccedil;&atilde;o dos conceitos, m&eacute;todos e pr&aacute;ticas de um campo para o desenvolvimento do outro. Nesse encontro, nenhum dos campos perde sua especificidade, mas ao tratar de temas de interesse comum sob duas ou mais perspectivas diferentes, ambas se enriquecem e contribuem para inovar em solu&ccedil;&otilde;es para o tema instigante que as uniu. Portanto, o nascer de um novo campo interdisciplinar n&atilde;o extermina os anteriores, mas abre uma nova via, uma nova perspectiva. E &eacute; assim que pensamos na perspectiva de que estamos vivendo atualmente a emerg&ecirc;ncia deste novo campo, a CienciArte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Parece um racioc&iacute;nio simples, mas n&atilde;o &eacute;. Tanto que, apesar de j&aacute; termos estruturado a linha de pesquisa em "ci&ecirc;ncia e arte" em nosso laborat&oacute;rio desde 1998, e desde 2000 em nosso programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, foi apenas depois de 2011 que nos colocamos de fato na defesa desse conceito interdisciplinar e por vezes transdisciplinar, ao ler o Manifesto ArtScience<sup>&reg;</sup>, lan&ccedil;ado por pesquisadores americanos na revista <i>Leonardo</i> &#91;4&#93;. Apresentamos o Manifesto a nossos estudantes desde o in&iacute;cio de nosso curso de ci&ecirc;ncia e arte (ainda com os termos separados, em fase de transi&ccedil;&atilde;o para os termos fundidos). Ao conversar com um dos autores, Todd Siler, sobre como traduzir o t&iacute;tulo (ArtScience<sup>&reg;</sup>), se para ArteCi&ecirc;ncia ou para CienciArte, ele nos deixou absolutamente &agrave; vontade para a op&ccedil;&atilde;o que quis&eacute;ssemos. Portanto, a depender do lugar de onde voc&ecirc; se apoia para desenvolver esse campo, pode cham&aacute;-lo de CienciArte ou de ArteCiencia. Optamos por CienciArte<sup>&#169;</sup>, e tamb&eacute;m registramos a marca para que seus desdobramentos possam ser adequadamente protegidos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTERL&Uacute;DIO 1: O MANIFESTO CIENCIARTE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde que validamos coletivamente a tradu&ccedil;&atilde;o do Manifesto ArtScience &#91;4&#93;, n&atilde;o perdemos oportunidade de reapresent&aacute;-lo, revelador que &eacute; do que n&oacute;s mesmos experimentamos em nossa trajet&oacute;ria do laborat&oacute;rio. Fa&ccedil;amos uma pausa para um interl&uacute;dio com a leitura do manifesto traduzido:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>1) Tudo pode ser compreendido atrav&eacute;s da arte, mas esse entendimento &eacute; incompleto.</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>2) Tudo pode ser compreendido atrav&eacute;s da ci&ecirc;ncia, mas esse entendimento &eacute; incompleto.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>3) CienciArte nos permite alcan&ccedil;ar uma compreens&atilde;o mais completa e universal das coisas.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>4) CienciArte envolve a compreens&atilde;o da experi&ecirc;ncia humana da natureza pela s&iacute;ntese dos modos art&iacute;stico e cient&iacute;fico de investiga&ccedil;&atilde;o e express&atilde;o.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>5) CienciArte funde a compreens&atilde;o subjetiva, sensorial, emocional e pessoal com a compreens&atilde;o objetiva, anal&iacute;tica, racional ep&uacute;blica.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>6) CienciArte incorpora a converg&ecirc;ncia de processos e habilidades art&iacute;stica e cient&iacute;fica, e n&atilde;o a converg&ecirc;ncia de seus produtos.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>7) CienciArte n&atilde;o &eacute; arte + ci&ecirc;ncia ou arte-e-ci&ecirc;ncia ou arte/ci&ecirc;ncia, nos quais os componentes ret&ecirc;m suas distin&ccedil;&otilde;es e compartimentaliza&ccedil;&atilde;o disciplinares.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>8) CienciArte transcende e integra todas as disciplinas ou formas de conhecimento.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>9) Aquele que pratica CienciArte &eacute; simultaneamente um artista e um cientista; e uma pessoa que produz coisas que s&atilde;o tanto art&iacute;sticas quanto cient&iacute;ficas simultaneamente.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>10) Todo grande avan&ccedil;o art&iacute;stico, impacto tecnol&oacute;gico, descoberta cient&iacute;fica e inova&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, desde o in&iacute;cio da civiliza&ccedil;&atilde;o, resultou de um processo de CienciArte.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>11) Todo grande inventor e inovador na hist&oacute;ria foi um praticante de CienciArte.</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>12) Devemos ensinar arte, ci&ecirc;ncia, tecnologia, engenharia e matem&aacute;tica como disciplinas integradas, n&atilde;o separadamente.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>13) Devemos criar curr&iacute;culos baseados na hist&oacute;ria, na filosofia e na pr&aacute;tica de CienciArte, usando as melhores pr&aacute;ticas da aprendizagem experimental.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>14) A vis&atilde;o de CienciArte &eacute; a re-humaniza&ccedil;&atilde;o de todo o conhecimento.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>15) A miss&atilde;o de CienciArte &eacute; a reintegra&ccedil;&atilde;o de todo o conhecimento.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>16) O objetivo de CienciArte &eacute; cultivar o novo renascimento.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assinaram: Bob Root-Bernstein, Todd Siler, Adam Brown, Kenneth Snelson Traduziram: Tania Ara&uacute;jo-Jorge, Anunciata Sawada e Josina Ribeiro</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/cic/v70n2/a10fig01.jpg"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/a10fig01thumb.jpg">    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Figura 1 - Clique para ampliar</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CANTATA 1: 35 ANOS DE EXPERI&Ecirc;NCIAS EM CIENCIARTE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A <a href="/img/revistas/cic/v70n2/a10fig02.jpg">Figura 2</a> mostra uma linha do tempo com os principais fatos que marcaram nossa trajet&oacute;ria. J&aacute; t&iacute;nhamos viv&ecirc;ncia desde a d&eacute;cada de 1970 com visitas a museus de ci&ecirc;ncia que articulam ci&ecirc;ncia e arte, tais como o Deutsches Museum, em Munique, onde as salas que reproduziam ambientes de antigos laborat&oacute;rios de qu&iacute;mica davam acesso a outra sala, agora de artes e m&uacute;sica com diversos acervos destes campos &#91;5&#93;. O Exploratorium de S&atilde;o Francisco, museu de ci&ecirc;ncia, arte e percep&ccedil;&atilde;o humana, integrava ci&ecirc;ncia e arte. Como dizia seu fundador, Frank Oppenheimer: "A arte no Exploratorium est&aacute; misturada com a ci&ecirc;ncia como parte da pedagogia geral". Tamb&eacute;m &eacute; de Oppenheimer a afirma&ccedil;&atilde;o: "Tanto a arte como a ci&ecirc;ncia s&atilde;o necess&aacute;rias para o completo entendimento da natureza e de seus efeitos nas pessoas". Mas foi de fato com o trabalho de populariza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia realizado junto com o Espa&ccedil;o Ci&ecirc;ncia Viva que a parceria ci&ecirc;ncia-arte se estreitou &#91;6&#93;, particularmente no bojo da intera&ccedil;&atilde;o com o grupo de teatro T&aacute; na Rua &#91;7&#93;.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/cic/v70n2/a10fig02.jpg"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/a10fig02thumb.jpg">    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Figura 2 - Clique para ampliar</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Exploremos um pouco as imagens selecionadas para os marcos da <a href="/img/revistas/cic/v70n2/a10fig02.jpg">Figura 2</a>:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1982.</b> Ci&ecirc;ncia e arte se fundem em atividades de rua para populariza&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia no Rio de Janeiro, nas parcerias do Espa&ccedil;o Ci&ecirc;ncia Viva com muitas institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas, incluindo a Fiocruz. E uma fort&iacute;ssima intera&ccedil;&atilde;o se iniciou com o grupo teatral T&aacute; na Rua, dirigido por Amir Haddad.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1986.</b> A atividade "Domingo de Arte e Ci&ecirc;ncia" foi a primeira que recebeu o p&uacute;blico no p&aacute;tio em torno do castelo de Manguinhos para atividades de arte e de ci&ecirc;ncia, numa parceria do Espa&ccedil;o Ci&ecirc;ncia Viva, do Museu de Arte Moderna e da Fiocruz.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1994.</b> Trabalhos de conclus&atilde;o da disciplina "Alfabetiza&ccedil;&atilde;o e populariza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica", ministrada para alunos da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o do IOC, j&aacute; misturam ci&ecirc;ncia e arte.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>1998.</b> Primeira tese de doutorado do nosso grupo de pesquisa que envolveu ci&ecirc;ncia e arte, em oficinas de qu&iacute;mica e arte &#91;8&#93;: experimentos de corros&atilde;o sobre telas e a modelagem de uma c&eacute;lula gigante, apresentada no museu Espa&ccedil;o Ci&ecirc;ncia Viva e posteriormente no Museu da Vida da Fiocruz</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2000.</b> Primeira edi&ccedil;&atilde;o do curso "Ci&ecirc;ncia e Arte I" (45h), oferecido anualmente desde ent&atilde;o. O tema dessa edi&ccedil;&atilde;o foi Ci&ecirc;ncia e Teatro, com um professor visitante da Universidade de Bourgogne, Fran&ccedil;a, Daniel Raichvarg, e que marcou o come&ccedil;o da parceria com o Museu da Vida, da Fiocruz. As 10 primeiras edi&ccedil;&otilde;es foram estudadas em &#91;9&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2002.</b> Primeiro Simp&oacute;sio "Ci&ecirc;ncia, Arte e Cidadania", organizado bienalmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2004.</b> Primeiro livro publicado: <i>Ci&ecirc;ncia e arte - encontros e sintonias </i>(Ed. Senac-Rio).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2004.</b> In&iacute;cio dos cursos de mestrado e doutorado em ensino em bioci&ecirc;ncias e sa&uacute;de, incluindo uma linha de pesquisa espec&iacute;fica intitulada "Ci&ecirc;ncia e Arte", a primeira numa p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o no Brasil. Assim come&ccedil;a uma forma&ccedil;&atilde;o intensiva de pessoas em ci&ecirc;ncia e arte em nosso grupo, sob a orienta&ccedil;&atilde;o de diversos doutores que se envolveram com essa linha.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2010.</b> In&iacute;cio do curso de especializa&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncia, arte e cultura na sa&uacute;de no IOC.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2010.</b> Organiza&ccedil;&atilde;o do grupo de pesquisa CASA - Ci&ecirc;ncia, Arte, Sa&uacute;de e Alegria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2012.</b> In&iacute;cio das Expedi&ccedil;&otilde;es Fiocruz por um Brasil sem Mis&eacute;ria, no interior de Pernambuco e posteriormente no Acre, Cear&aacute; e Rio de Janeiro, levando e engajando ci&ecirc;ncia e arte na luta para a redu&ccedil;&atilde;o da pobreza. Uso intensivo do Manifesto CienciArte traduzido, em cursos de 7 a 15 dias em localidades de baixo poder aquisitivo no interior do Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>2016.</b> In&iacute;cio do projeto de extens&atilde;o CienciArte na Estrada, mantendo o esp&iacute;rito das expedi&ccedil;&otilde;es, mas realizando atividades mais pontuais, de tr&ecirc;s horas em um dia ou mais, segundo as possibilidades de cada local, majoritariamente vinculando-se a escolas e organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Revisitando essa trajet&oacute;ria, nos perguntamos: o que poderia ter acontecido com o Rio de Janeiro se, na d&eacute;cada de 1980, a experi&ecirc;ncia pontual de ocupa&ccedil;&atilde;o de comunidades com ci&ecirc;ncia e arte iniciada com atividades do Espa&ccedil;o Ci&ecirc;ncia Viva tivesse se expandido para todas as comunidades da cidade? Est&aacute;vamos ent&atilde;o vivendo uma experi&ecirc;ncia de inclus&atilde;o e inova&ccedil;&atilde;o, mas ainda sem a pol&iacute;tica p&uacute;blica para expandi-la, posto que apenas na d&eacute;cada seguinte a divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica iniciou a ocupa&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os de fomento e expans&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTERL&Uacute;DIO 2: CATEGORIAS COGNITIVAS PRATICADAS PARA PROMOVER A CRIATIVIDADE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Em 2000 iniciamos os cursos anuais de ci&ecirc;ncia e arte, que se tornaram objeto de pesquisa de mestrado no Programa em Ensino em Bioci&ecirc;ncias e Sa&uacute;de (linha de pesquisa Ci&ecirc;ncia e Arte) &#91;9&#93;. Inicialmente concebidos para promover encontros entre artistas e cientistas que praticavam os dois campos, profissional ou amadoristicamente, aos poucos foram ganhando uma base te&oacute;rica e referencial que envolveu campos da filosofia, da psicologia e da educa&ccedil;&atilde;o. O livro <i>Centelhas de g&ecirc;nios</i> &#91;10&#93;, publicado em sua primeira vers&atilde;o em ingl&ecirc;s em 1999 e em portugu&ecirc;s dois anos depois, caiu como uma luva no esp&iacute;rito do curso, pois sistematizava treze categorias cognitivas presentes no processo criativo de dezenas de artistas e cientistas. Os autores, o casal Robert e Mich&egrave;le Root-Bernstein, denominaram essas categorias de "ferramentas para o desenvolvimento da capacidade criadora" e nos cursos, desde ent&atilde;o, temos elaborado exerc&iacute;cios de promo&ccedil;&atilde;o da criatividade, utilizando tamb&eacute;m as categorias como crit&eacute;rios para avalia&ccedil;&atilde;o de trabalhos apresentados pelos alunos no transcorrer no curso &#91;7&#93;. Estas s&atilde;o as categorias:</font></p>     <blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. observar e registrar</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. evocar imagens</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. abstrair</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. reconhecer padr&otilde;es</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. formar padr&otilde;es</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. estabelecer analogias</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. pensar com o corpo</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. ter empatia</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. pensar de modo dimensional</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. modelar</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. brincar</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. transformar</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. sintetizar</font></p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CANTATA 2: PESQUISA, ENSINO E EXTENS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nessa trajet&oacute;ria de mais de 30 anos, passamos a nos caracterizar como uma equipe integrada, um grupo de pesquisa formado por cientistas brasileiros, artistas, educadores e amantes da abordagem CienciArte, que trabalham juntos para desenvolver estrat&eacute;gias para a educa&ccedil;&atilde;o e o ensino formal e n&atilde;o formal. Nesse sentido, destacamos os seguintes projetos de pesquisa que vieram dando seus frutos, em atividades, forma&ccedil;&atilde;o de pessoas e publica&ccedil;&otilde;es: (1) oficinas de CienciArte; (2) simp&oacute;sios bienais; (3) cursos: mestrado, doutorado, especializa&ccedil;&atilde;o, cursos curtos extens&atilde;o/cursos populares; (4) materiais educacionais; (5) jogos, brinquedos e m&uacute;sica; (6) performances em CienciArte. Isso significa que em cada um desses projetos engajamos estudantes de especializa&ccedil;&atilde;o, mestrado, doutorado e p&oacute;s-doutorado para que as atividades se desenvolvam em conjunto na pesquisa e ensino. Levamos a s&eacute;rio a defini&ccedil;&atilde;o de Carlos Chagas Filho: "Aqui se ensina porque se pesquisa". Mais de 50 teses de doutorado, disserta&ccedil;&otilde;es de mestrado e monografias de especializa&ccedil;&atilde;o foram desenvolvidas nesses projetos e est&atilde;o atualmente sendo reunidas numa plataforma de acesso eletr&ocirc;nico que visa concentrar toda essa produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao criar a linha de pesquisa CienciArte<sup>&#169;</sup>, desenvolvemos atividades e oficinas para ensino em ci&ecirc;ncias e sa&uacute;de usando linguagens e abordagens advindas das artes, como: cinema e literatura; teatro e cenografia; m&uacute;sica, par&oacute;dia, poesia e cordel; palha&ccedil;aria e dan&ccedil;a; quadrinhos e desenho; artes visuais e eletr&ocirc;nicas; pintura e escultura; jogos eletr&ocirc;nicos e de tabuleiro; artesanato, croch&ecirc; e patchwork.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Algumas pr&aacute;ticas ficaram muito consolidadas, particularmente as Oficinas Dial&oacute;gicas com CienciArte. Hoje temos um portf&oacute;lio de oficinas de nossa equipe e de parceiros que aplicamos nos nossos cursos de ci&ecirc;ncia e arte na Fiocruz, nas expedi&ccedil;&otilde;es do projeto CienciArte na estrada e tamb&eacute;m em simp&oacute;sios e eventos diversos. Alguns t&iacute;tulos deste portf&oacute;lio s&atilde;o: Promo&ccedil;&atilde;o da Criatividade I, II e III; Modelagem 5D; Brincar e sa&uacute;de; Poesia, prosa e ci&ecirc;ncia; Ci&ecirc;ncia em quadrinhos; Jogos: brincar e ci&ecirc;ncia; Lixo: o desafio; Fazendo um telejornal; Miradas caleidosc&oacute;picas; EcoArte; M&uacute;sica no Ensino I, II, III, IV, V, VI e VII; Cordel, ensino e sa&uacute;de; BioArte; Origami; Exercitando o olhar; Espa&ccedil;o, cria&ccedil;&atilde;o e alegria; Filosofia com pipoca; Galileu Galilei; Cabaret Pasteur; Viv&ecirc;ncias teatrais; Sa&uacute;de, alegria e palha&ccedil;adas; Teatro e sa&uacute;de; Qu&iacute;mica e arte: tintas e misturas; Portinari arte e ci&ecirc;ncia; Fic&ccedil;&atilde;o e ci&ecirc;ncia; V&iacute;deo, arte e ci&ecirc;ncia; Fotografia em lata; Biodiversidarte; Imagem em movimento/stop motion.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os simp&oacute;sios (Fig. 1) foram nossa primeira iniciativa de abertura para a sociedade e de ruptura dos muros da Fiocruz, fortalecendo o componente de extens&atilde;o de nossas atividades. Mas nessa perspectiva da extens&atilde;o, acreditamos ter alcan&ccedil;ado a maior profundidade com os cursos e oficinas Falamos de Chagas com CienciArte, Falamos de Zika com CienciArte e Falamos de <i>Aedes</i> com CienciArte. Dirigidos a pacientes ou a pessoas afetadas direta ou indiretamente por situa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de/doen&ccedil;a com as quais trabalhamos, especialmente doen&ccedil;as negligenciadas, eles foram inspirados nas atividades do grupo argentino parceiro, intitulado Hablamos de Chagas &#91;11&#93;. A ideia &eacute; oferecer oficinas de CienciArte a portadores e familiares de um determinado agravo, como a doen&ccedil;a de Chagas e a febre Zika, ou a populares de &aacute;reas vulner&aacute;veis a doen&ccedil;as negligenciadas. E, assim, oferecer oportunidades de di&aacute;logos criativos sobre os temas e desenvolver a imagina&ccedil;&atilde;o e o engajamento dos participantes em atividades de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, e formar agentes populares de sa&uacute;de e vigil&acirc;ncia ambiental. Para tornar o tema ainda mais complexo, podemos considerar os cursos como uma tecnologia social educacional, no conceito formulado pela Rede de Tecnologia Social (2013): "Tecnologia social compreende produtos, t&eacute;cnicas e/ou metodologias reaplic&aacute;veis, desenvolvidas na intera&ccedil;&atilde;o com a comunidade e que represente efetivas solu&ccedil;&otilde;es de transforma&ccedil;&atilde;o social". Por isso nossos cursos deixam sementes plantadas que se desenvolvem segundo novas condi&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTERL&Uacute;DIO 3: A CI&Ecirc;NCIA EM SI</b></font></p>     <blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Se toda coincid&ecirc;ncia     <br> Tende a que se entenda    <br> E toda lenda    <br> Quer chegar aqui     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> A ci&ecirc;ncia n&atilde;o se aprende    <br> A ci&ecirc;ncia apreende     <br> A ci&ecirc;ncia em si     <br> Se toda estrela cadente    <br> Cai pra fazer sentido    <br> E todo mito     <br> Quer ter carne aqui</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i> A ci&ecirc;ncia n&atilde;o se ensina     <br> A ci&ecirc;ncia insemina    <br> A ci&ecirc;ncia em si     ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Se o que se pode ver, ouvir, pegar, medir, pesar     <br> Do avi&atilde;o a jato ao jaboti     <br> Desperta o que ainda n&atilde;o, n&atilde;o se p&ocirc;de pensar    <br> Do sono eterno ao eterno devir    <br> Como a &oacute;rbita da terra abra&ccedil;a o v&aacute;cuo devagar     <br> Para alcan&ccedil;ar o que j&aacute; estava aqui    <br> Se a cren&ccedil;a quer se materializar     <br> Tanto quanto a experi&ecirc;ncia quer se abstrair </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>A ci&ecirc;ncia n&atilde;o avan&ccedil;a    <br> A ci&ecirc;ncia alcan&ccedil;a    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> A ci&ecirc;ncia em si </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(Gilberto Gil e Arnaldo Antunes)</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos cursos de CienciArte realizamos ao menos uma oficina de m&uacute;sica e ensino, e a mais frequente &eacute; a que introduz a m&uacute;sica e a letra de "A ci&ecirc;ncia em si" &#91;12&#93;, de Gilberto Gil e Arnaldo Antunes no disco <i>Quanta,</i> com o qual Gil ganhou um Grammy em 1995. Apesar de sua beleza e da premia&ccedil;&atilde;o do disco, menos de 5% das pessoas que j&aacute; frequentaram nossas oficinas conheciam a m&uacute;sica antes de a apresentarmos. E mais de 95% consideraram seu conte&uacute;do muito poderoso para trabalhar os conceitos de ci&ecirc;ncia, verdades e mitos, experimentos, abstra&ccedil;&otilde;es, e sobretudo de ensino de ci&ecirc;ncia. Essa e as demais oficinas de m&uacute;sica j&aacute; desenvolvidas pela nossa equipe foram analisadas em &#91;13&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segundo o antrop&oacute;logo e educador Carlos Rodrigues Brand&atilde;o, "todo ser humano &eacute; em si mesmo e por si mesmo uma fonte original e insubstitu&iacute;vel de saber" &#91;14&#93;. De certa forma, tamb&eacute;m h&aacute; na arte a representa&ccedil;&atilde;o de um conhecedor/conhecido que se constitui nos processos de produ&ccedil;&atilde;o coletiva desse saber. Cada pessoa, assim como cada obra de arte, &eacute; uma fonte original e &uacute;nica de uma forma pr&oacute;pria de perceber que encerra um valor em si - por representar representa&ccedil;&otilde;es, por apresentar experi&ecirc;ncia individual para partilha na exist&ecirc;ncia social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A atividade art&iacute;stica nos abre um dos caminhos mais penetrantes de introdu&ccedil;&atilde;o ao ser que, segundo Konrad Fiedler &#91;15&#93;, consiste em penetrar como viv&ecirc;ncia a peculiar consci&ecirc;ncia do mundo que nasce das obras do artista. Argan prossegue nessa ideia ao afirmar que a arte n&atilde;o &eacute; "mero &ecirc;xtase m&iacute;stico (...), mas uma percep&ccedil;&atilde;o clara e eficaz das coisas, um modo mais l&uacute;cido de estar no mundo" &#91;16&#93;. Assim, de certa forma, um dos pap&eacute;is da arte na educa&ccedil;&atilde;o seria o de revela&ccedil;&atilde;o e den&uacute;ncia de iniquidades no provimento das refer&ecirc;ncias dial&oacute;gicas. Nesse caminho de aprendizagem torna-se imperativa outra via de "perceber-se no outro", o que implica a necessidade de escuta e o direito de todos a colocar a sua palavra, ao enunciar de si, &agrave; express&atilde;o de um seu lugar no mundo. Al&eacute;m da sua &oacute;bvia dimens&atilde;o est&eacute;tica, a arte evidencia a mis&eacute;ria de intersubjetividade na percep&ccedil;&atilde;o das plasticidades ideol&oacute;gicas dissonantes ao redor. A pobreza do "outro" no processo de tornar-se pessoa em contraste com a falsa perspectiva de "pobreza inerente" de aspira&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SONATA: PROCURANDO CONSTRUIR UM ALICERCE PARA FUNDAMENTAR O QUE PROPOMOS NUM REFERENCIAL TE&Oacute;RICO ADEQUADO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Podemos definir CienciArte? Santaella &#91;17&#93; nos ensina que "quando uma coisa se apresenta em estado nascente, ela costuma ser fr&aacute;gil e delicada, campo aberto a muitas possibilidades ainda n&atilde;o inteiramente consumadas e consumidas". Assim &eacute; CienciaArte. Um campo em constru&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o formatado e que foge ao aspecto r&iacute;gido e disciplinar. Os conhecimentos produzidos nos campos da ci&ecirc;ncia e da arte s&atilde;o inter e/ou transdisciplinares por natureza. Pensar os problemas nessa interface implica na necessidade de articular diferentes disciplinas, saberes, pr&aacute;ticas, campos te&oacute;ricos e procedimentos t&eacute;cnicos. A grande dificuldade &eacute; promover esse di&aacute;logo sem abrir m&atilde;o da cientificidade, do rigor e da objetividade, e por outro lado, assegurando o espa&ccedil;o &agrave; subjetividade, &agrave; intui&ccedil;&atilde;o e &agrave; emo&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nossas atividades visam promover o acesso &agrave; troca de experi&ecirc;ncia aos que est&atilde;o articulando ci&ecirc;ncia e arte, ampliando o di&aacute;logo entre artistas e cientistas, pontuando os processos criativos em cada um desses campos e, principalmente, contribuindo para a forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais de ensino e/ou sa&uacute;de e pesquisadores em bioci&ecirc;ncias. Trata-se de uma iniciativa inovadora, sem precedentes na Fiocruz, com poucas refer&ecirc;ncias na literatura acad&ecirc;mica ou experi&ecirc;ncias compar&aacute;veis em outras institui&ccedil;&otilde;es de ensino do mesmo porte &#91;18&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A articula&ccedil;&atilde;o entre ci&ecirc;ncia e arte, especialmente no ensino, &eacute; uma quest&atilde;o complexa que implica em transitar por diferentes &aacute;reas do conhecimento, sempre correndo o risco de produzir generaliza&ccedil;&otilde;es e vis&otilde;es superficiais de cada um desses campos. A maior dificuldade &eacute; respeitar a especificidade de cada campo sem empobrec&ecirc;-lo. Assim, se faz necess&aacute;ria uma intera&ccedil;&atilde;o e um di&aacute;logo criativo entre os dois campos, recuperando a no&ccedil;&atilde;o de inser&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia e arte como parte da cultura. A uniformiza&ccedil;&atilde;o do conhecimento realizada pelas ci&ecirc;ncias modernas produziu um conjunto de saberes aut&ocirc;nomos, especializados e que, em geral, n&atilde;o dialogam entre si.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para que a ci&ecirc;ncia aconte&ccedil;a, muitas vezes o acaso e a criatividade fazem com que os m&eacute;todos tradicionais sejam superados. Para Boaventura de Souza Santos, o m&eacute;todo cient&iacute;fico assenta na redu&ccedil;&atilde;o da complexidade &#91;19&#93;. Ainda segundo Santos,</font></p>     <blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"A ci&ecirc;ncia moderna n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica explica&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel da realidade e n&atilde;o h&aacute; sequer qualquer raz&atilde;o cient&iacute;fica para consider&aacute;-la melhor que as explica&ccedil;&otilde;es alternativas da metaf&iacute;sica, da astrologia, da religi&atilde;o, da arte ou da poesia. A raz&atilde;o porque privilegiamos hoje uma forma de conhecimento que assente na previs&atilde;o e no conte&uacute;do dos fen&ocirc;menos nada tem de cient&iacute;fico. &Eacute; um ju&iacute;zo de valor..."</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para Marilena Chau&iacute;, "o modelo tradicional de ci&ecirc;ncia n&atilde;o consegue analisar totalmente as rela&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis entre a arte e a ci&ecirc;ncia" &#91;20&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A rela&ccedil;&atilde;o ci&ecirc;ncia-arte est&aacute; (ainda) em processo (permanente) de constru&ccedil;&atilde;o. Ao trocarmos experi&ecirc;ncias, todos t&ecirc;m a ganhar, podem aprender uns com os outros, compartilhando ideias e identificando interlocutores. O que nos move &eacute; a possibilidade de desenvolver ferramentas que facilitem o trabalho pedag&oacute;gico dos nossos alunos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ALEGRO: A DIALOGIA DO RISO E SUA INTERFACE COM A CIENCIARTE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No tr&acirc;nsito entre pr&aacute;tica e teoria, nasce a "dialogia do riso" &#91;21&#93;, um conceito baseado na interface da educa&ccedil;&atilde;o popular em sa&uacute;de e CienciArte, tendo como premissa a forma&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculos e a promo&ccedil;&atilde;o da alegria, ao inv&eacute;s das restri&ccedil;&otilde;es, obriga&ccedil;&otilde;es ou prescri&ccedil;&otilde;es. A pr&aacute;tica dial&oacute;gica, fortalecida por Paulo Freire &#91;22, 23&#93;, s&oacute; encontrar&aacute; adequada express&atilde;o em uma pedagogia na qual o oprimido tenha condi&ccedil;&otilde;es de, reflexivamente, descobrir-se e conquistar-se com alegria, como sujeito de sua pr&oacute;pria destina&ccedil;&atilde;o cultural e hist&oacute;rica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mikhail Bakhtin &#91;24&#93; defende que a comunica&ccedil;&atilde;o s&oacute; existe na reciprocidade do di&aacute;logo, sendo fator fundamental na produ&ccedil;&atilde;o comunicativa, ou seja, s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel com pr&aacute;tica. Em primeiro lugar est&aacute; a linguagem direta, a linguagem pat&eacute;tica, a linguagem no sentido pr&oacute;prio, aquela que &eacute; utilizada sem distanciamento, sem refra&ccedil;&atilde;o, sem consci&ecirc;ncia lingu&iacute;stica expl&iacute;cita, utilizada por figuras s&oacute;lidas como os buf&otilde;es e palha&ccedil;os. Para Bakhtin, a dialogia ocorre quando a intera&ccedil;&atilde;o entre os sujeitos favorece a constru&ccedil;&atilde;o coletiva do saber, construindo horizontalmente as rela&ccedil;&otilde;es sociais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O di&aacute;logo e o riso s&atilde;o recursos utilizados para potencializar a promo&ccedil;&atilde;o de encontros baseados na alegria humana. Nesta perspectiva, em nossas investiga&ccedil;&otilde;es adotamos a arte da palha&ccedil;aria &#91;25&#93; como uma das diversas metodologias que a dialogia do riso pode agregar. Em nossa pesquisa com moradores em situa&ccedil;&atilde;o de rua &#91;26&#93;, bem como na gest&atilde;o participativa &#91;27&#93;, constatamos que o riso &eacute; um fen&ocirc;meno universal, tem uma pot&ecirc;ncia agregadora condicionada a v&aacute;rios aspectos como a cultura, a hist&oacute;ria, a ludicidade e a sa&uacute;de. A figura do palha&ccedil;o mobiliza um turbilh&atilde;o de emo&ccedil;&otilde;es, buscando promover encontros e "paix&otilde;es alegres", como nos diz Baruch Espinosa &#91;28&#93;. Sendo assim, o brincar &eacute; pot&ecirc;ncia agregadora que fomenta conhecimentos, criatividade e encontros &#91;29&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como j&aacute; citamos, Robert e Mich&egrave;le Root-Bernstein &#91;10&#93; prop&otilde;em treze categorias para o desenvolvimento do processo criativo entre cientistas/artistas e/ou artista/cientista. Destacamos a d&eacute;cima primeira, o brincar, que &eacute; estruturante para a dialogia do riso. Para Winnicot &#91;29&#93;, &eacute; no brincar que o indiv&iacute;duo, crian&ccedil;a ou adulto pode ser criativo e utilizar sua personalidade integral - e &eacute; somente sendo criativo que o indiv&iacute;duo descobre o eu.  O universo do brincar como instrumental educativo exerce papel fundamental n&atilde;o s&oacute; no processo de aprendizagem, mas na rela&ccedil;&atilde;o do cidad&atilde;o com o seu meio social. Fundimos a CienciArte na arte da palha&ccedil;aria, constatando que a figura do palha&ccedil;o como divulgador e promotor de conhecimento cient&iacute;fico pode se tornar de grande relev&acirc;ncia no atual momento hist&oacute;rico. A arte da palha&ccedil;aria &eacute; uma tecnologia social com forte potencial pedag&oacute;gico e dial&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, utilizamos a dialogia do riso no projeto de extens&atilde;o Sa&uacute;de, Alegria e Palha&ccedil;aria (SAP), que vem sendo desenvolvido desde 2016 na Universidade Federal do Sul da Bahia, com &ecirc;nfase para a autonomia universit&aacute;ria, corresponsabilidade social e institucional, plena liberdade de cria&ccedil;&atilde;o, pesquisa, extens&atilde;o e ensino-aprendizagem, num ambiente de colabora&ccedil;&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, brincadeiras, alegria, solidariedade e arte.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ADAGIO: A PEDAGOGIA DA AUTONOMIA DE PAULO FREIRE COMPLETA O REFERENCIAL TE&Oacute;RICO DA CIENCIARTE</b></font></p>     <blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"A <i>alegria n&atilde;o chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender n&atilde;o pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria</i>" &#91;23, p. 139&#93;.</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas oficinas de CienciArte adotamos o di&aacute;logo como uma "exig&ecirc;ncia existencial", a partir da qual "se solidarizam o refletir e o agir de sujeitos endere&ccedil;ados ao mundo a ser transformado e humanizado" &#91;22, p. 108-109&#93;. Assim, nosso trabalho &eacute; todo perpassado pela filosofia de Paulo Freire &#91;22, 23&#93; segundo a qual educar implica reflex&atilde;o dial&oacute;gica sobre a pr&aacute;tica e, nestes termos, a verdadeira liberdade do educador est&aacute; em perguntar, inclusive, sobre o conte&uacute;do do di&aacute;logo, e n&atilde;o apenas em cumprir um programa que &eacute; normalmente pr&eacute;via e/ou solitariamente elaborado, sem o menor conhecimento da realidade dos sujeitos. Nos cursos adotamos a integra&ccedil;&atilde;o dos saberes dos participantes com os dos ministrantes, assegurando continuidade entre as atividades presenciais e outras que s&atilde;o realizadas pelos discentes em seus locais de trabalho, estudo ou moradia. Desse modo, essa a&ccedil;&atilde;o est&aacute; fundamentada na pedagogia da altern&acirc;ncia, de Paulo Freire.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O di&aacute;logo da ci&ecirc;ncia com a arte, refor&ccedil;ando o conceito CienciArte fundamenta-se nas propostas de Paulo Freire, para quem "&#91;...&#93; um educador tem que ser sens&iacute;vel, o educador tem que ser um esteta, tem que ter gosto. A educa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma obra de arte &#91;...&#93;." Como Freire, tamb&eacute;m partimos do pressuposto de que "ensinar n&atilde;o &eacute; transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua pr&oacute;pria produ&ccedil;&atilde;o ou a sua constru&ccedil;&atilde;o" &#91;23, p. 47&#93;. N&atilde;o tratamos apenas de criar novas metodologias de ensino, mas de "reeducar a sensibilidade pedag&oacute;gica para captar o oprimido como sujeito de sua educa&ccedil;&atilde;o, e constru&ccedil;&atilde;o de saberes, conhecimento, valores e cultura" &#91;23, p. 27&#93;. Assim, consideramos que, &agrave; semelhan&ccedil;a do que fez Paulo Freire, &eacute; necess&aacute;ria a manuten&ccedil;&atilde;o do olhar atento aos sujeitos pedag&oacute;gicos, aos seus movimentos e a suas pr&aacute;ticas de liberdade &#91;23&#93;. Portanto, neste ponto de nosso artigo cabe uma pausa para reler com o tempo necess&aacute;rio para refletir sobre cada uma dessas afirmativas que constituem o corpo da pedagogia freireana, que complementa e embasa fortemente as atividades educacionais com CienciArte. Sem nenhuma pretens&atilde;o de aprofundamentos, pelo espa&ccedil;o restrito, n&atilde;o podemos falar de CienciArte sem citar as exig&ecirc;ncias de valores e postura docente necess&aacute;ria para quem busca ensinar com CienciArte:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">I) N&atilde;o h&aacute; doc&ecirc;ncia sem disc&ecirc;ncia</font></p>     <blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige rigorosidade met&oacute;dica</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige pesquisa</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige respeito aos saberes dos educandos</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige criticidade</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige est&eacute;tica e &eacute;tica</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige corporifica&ccedil;&atilde;o das palavras pelo exemplo</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige risco, aceita&ccedil;&atilde;o do novo e rejei&ccedil;&atilde;o &agrave; discrimina&ccedil;&atilde;o</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige reflex&atilde;o cr&iacute;tica sobre a pr&aacute;tica</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige o reconhecimento e a assun&ccedil;&atilde;o da identidade cultural</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">II) Ensinar n&atilde;o &eacute; transferir conhecimento</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige consci&ecirc;ncia do inacabado</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige o reconhecimento de ser condicionado</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige respeito &agrave; autonomia do ser do educando</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige bom senso</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige humildade, toler&acirc;ncia e luta em defesa dos direitos dos educadores</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige apreens&atilde;o da realidade</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige alegria e esperan&ccedil;a</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige a convic&ccedil;&atilde;o de que a mudan&ccedil;a &eacute; poss&iacute;vel</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige curiosidade</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">III) Ensinar &eacute; uma especificidade humana</font></p>     <blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige seguran&ccedil;a, compet&ecirc;ncia profissional e generosidade</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige comprometimento</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige compreender que a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma forma de interven&ccedil;&atilde;o no mundo</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige liberdade &agrave; autoridade</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige tomada consciente de decis&otilde;es</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige saber escutar</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige reconhecer que a educa&ccedil;&atilde;o &eacute; ideol&oacute;gica</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige disponibilidade para o di&aacute;logo</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/quad01.jpg"> Ensinar exige querer bem aos educandos</font></p> </blockquote>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTERL&Uacute;DIO 4: MODELAGEM 5D COM METAFORMA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma das propostas mais inovadoras que temos aplicado em nossas oficinas &eacute; a modelagem 5D com metaforma&ccedil;&atilde;o <i>(metaphorming,</i> em ingl&ecirc;s). Desenvolvida por Siler em seu livro <i>Pense como um g&ecirc;nio </i>&#91;30&#93;, a proposta combina instrumentos baseados na arte e na ci&ecirc;ncia sob a forma de modelos 5D, aplicados a atos criativos de inova&ccedil;&atilde;o, sempre a partir de uma pergunta mobilizadora. Siler considera como 5D tais modelos simb&oacute;licos porque incorporam as tr&ecirc;s dimens&otilde;es tradicionais de altura, largura e profundidade, a quarta dimens&atilde;o com perspectivas de tempo e movimento, e uma quinta dimens&atilde;o envolvendo todas as formas de simbolismo, todas as linguagens simb&oacute;licas, tais como palavras, imagens, objetos, n&uacute;meros, sinais, hist&oacute;rias, alegorias, trocadilhos, met&aacute;foras visuais, analogias f&iacute;sicas, s&iacute;miles e outros dispositivos que usamos para nos expressar e nos comunicar. Fazendo verdadeiras esculturas de ideias a partir de uma pergunta mobilizadora, podemos dar in&iacute;cio a uma roda dial&oacute;gica freireana da mais alta qualidade, como temos observado em diferentes cursos. O tema merece um desenvolvimento mais abrangente e aqui &eacute; mencionado apenas com o intuito de ser registrado no &acirc;mbito geral das teorias e pr&aacute;ticas com CienciArte.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>POSL&Uacute;DIO &#91;31&#93;: PROPOSTA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Nada melhor do que a fala dos participantes dos cursos de ci&ecirc;ncia e arte &#91;9&#93; para introduzir sua avalia&ccedil;&atilde;o:</font></p>     <blockquote>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">"Todo o curso foi muito rico para mim, eu realmente o buscava"    <br> "Tive a sensa&ccedil;&atilde;o de estar sendo 'iniciada' na arte"    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> "Gostei da aula que nos instigou a identificar padr&otilde;es, a ver e     <br> ouvir, usar outros sentidos, expressar percep&ccedil;&otilde;es"    <br> "Adorei aulas com professores/cientistas/artistas     <br> trazendo suas experi&ecirc;ncias"    <br> "Descobri o que eu realmente queria pesquisar"    <br> "Mudou totalmente a minha vis&atilde;o de processo educativo"    <br> "Pude reproduzir e adaptar essa disciplina a outras     <br> oficinas que ministrei"    <br> "Passei a utilizar as din&acirc;micas de grupo em algumas aulas,    <br> principalmente antes da prova, para reduzir a tens&atilde;o dos alunos"    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> "Acredito nessa fus&atilde;o e, mais que isso, consigo atrair    <br> a aten&ccedil;&atilde;o dos alunos assim"    <br> "Ampliei o repert&oacute;rio de teorias e experi&ecirc;ncias,     <br> conheci novos autores, metodologias"    <br> "Revi a minha forma de avaliar o aluno, busquei utilizar mais     <br> instrumentos de avalia&ccedil;&atilde;o incorporando atividades     <br> que pudessem aliar ci&ecirc;ncia e arte"</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atrav&eacute;s da educa&ccedil;&atilde;o do olhar, da percep&ccedil;&atilde;o, da sensibilidade e da criatividade pretendemos estimular a inova&ccedil;&atilde;o em ci&ecirc;ncia e sa&uacute;de, no processo de forma&ccedil;&atilde;o de cientistas e educadores. Partimos dos ensinamentos de Paulo Freire, que compreendia a import&acirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o de m&uacute;tua potencializa&ccedil;&atilde;o entre a palavra e a imagem, situando a arte e a est&eacute;tica como dimens&otilde;es humanas essenciais ao processo de constru&ccedil;&atilde;o de linguagens e tem&aacute;ticas &uacute;teis &agrave; alfabetiza&ccedil;&atilde;o e ao tornar-se pessoa. A problematiza&ccedil;&atilde;o sobre vis&otilde;es divergentes de mundo - sejam estas representadas em telas, can&ccedil;&otilde;es, lendas e at&eacute; pelas hist&oacute;rias contadas &agrave; beira do sono - antecede o ler, o escrever e o contar. Cada obra evidencia sua transcend&ecirc;ncia tamb&eacute;m pela possibilidade de m&uacute;ltiplas percep&ccedil;&otilde;es e interpreta&ccedil;&otilde;es. Educar a imagina&ccedil;&atilde;o &eacute; o que faz CienciArte, refor&ccedil;ando o pensamento do cientista social Florestan Fernandes: "A grandeza de uma pessoa se define por sua imagina&ccedil;&atilde;o. E sem uma educa&ccedil;&atilde;o de primeira qualidade, a imagina&ccedil;&atilde;o &eacute; pobre e incapaz de dar a ela instrumentos para transformar o mundo" (F. Fernandes, pronunciamento na C&acirc;mara dos Deputados, 02/12/92).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido, a proposta que defendemos &eacute; a introdu&ccedil;&atilde;o de CienciArte no ensino, em todos os n&iacute;veis, para a forma&ccedil;&atilde;o de cientistas e para a forma&ccedil;&atilde;o de cidad&atilde;os. Esses "outros sujeitos" desafiam a elabora&ccedil;&atilde;o de "outras pedagogias", em que se rompa com os silenciamentos, com invisibilidade e onde se reconhe&ccedil;a a legitimidade dos trabalhadores enquanto agentes de sua pr&oacute;pria a&ccedil;&atilde;o educativa &#91;32&#93;. A proposta de conciliar arte e ci&ecirc;ncia vai ao encontro da necessidade de buscar novos rumos para a educa&ccedil;&atilde;o, a partir da cria&ccedil;&atilde;o de instrumentos te&oacute;ricos e estrat&eacute;gias pedag&oacute;gicas que facilitem e potencializem o ensino/aprendizagem. A aproxima&ccedil;&atilde;o com o campo da arte parece ser uma boa alternativa, pois ela amplia a criatividade e a percep&ccedil;&atilde;o e enriquece a educa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atribui-se a Leonardo da Vinci o conselho apropriado para encerrar estas reflex&otilde;es: "para uma mente completa, estude a arte da ci&ecirc;ncia, estude a ci&ecirc;ncia da arte. Aprenda a enxergar. Perceba que tudo se conecta a tudo.".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Que o leitor n&atilde;o se espante: somos mesmo v&aacute;rios autores neste texto, pois somos v&aacute;rios autores na constru&ccedil;&atilde;o do campo de CienciArte no Liteb-IOC.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Ferreira, L. F. "Gon&ccedil;alves Cruz (1872 - 1917)", <i>Cad. Sa&uacute;de P&uacute;blica</i> 3(4): 507-517. 1987. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X1987000400014" target="_blank">http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X1987000400014</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Sawada, A. C. M. B.; Ferreira, F. R.; Ara&uacute;jo-Jorge, T. C. "CienciArte ou ci&ecirc;ncia e arte? Refletindo sobre uma conex&atilde;o essencial", <i>Educ. Artes Incl. </i>13(3):158-177. 2017. <a href="http://dx.doi.org/10.5965/1984317813032017158" target="_blank">http://dx.doi.org/10.5965/1984317813032017158</a>.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Root-Bernstein, R.; Siler, T.; Brown, A.; Snelson, K. "ArtScience: integrative collaboration to create a sustainable future". In: <i>Leonardo,</i> 44 (3), p. 192, Cambridge: MIT Press, 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Ara&uacute;jo-Jorge, T. C. "Ci&ecirc;ncia e arte: caminhos para inova&ccedil;&atilde;o e criatividade". In: Ara&uacute;jo-Jorge, T. C. (org.), <i>Ci&ecirc;ncia e arte: encontros e sintonias.</i> 1ed. Rio de Janeiro: Editora Senac Rio, 2004, v. 1, p. 22-46.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Kurtenbach, E.; Persechini, P. M.; Coutinho-Silva, R. "Espa&ccedil;o Ci&ecirc;ncia Viva: ci&ecirc;ncia e arte desde 1982". In: Ara&uacute;jo-Jorge T. C. (orgj, <i>Ci&ecirc;ncia e arte: encontros e sintonias.</i> 1ed. Rio de Janeiro: Editora Senac Rio, 2004, v. 1, p. 146-153.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Mafra, L.; Black, R. "A intera&ccedil;&atilde;o dos artistas do grupo T&aacute; na Rua com os cientistas do Espa&ccedil;o Ci&ecirc;ncia Viva". In: Ara&uacute;jo-Jorge T. C. (org.), <i>Ci&ecirc;ncia e arte: encontros e sintonias.</i> 1ed. Rio de Janeiro: Editora Senac Rio, 2004, v. 1, p. 208-213.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Aguiar, L. E. V. "Qu&iacute;mica e arte: motivar para educar". In: Ara&uacute;jo-Jorge T. C. (org.). In: Ara&uacute;jo-Jorge T. C. (org.), <i>Ci&ecirc;ncia e arte: encontros e sintonias.</i> 1ed. Rio de Janeiro: Editora Senac Rio, 2004, v. 1, p. 180-191.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Sawada, A. C. M. B. "A disciplina de ci&ecirc;ncia e arte no IOC e a criatividade dos egressos atrav&eacute;s de seus trabalhos finais". Disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Root-Bernstein, R.; Root-Bernstein, M. <i>Centelhas de g&ecirc;nios: como pensam as pessoas mais criativas do mundo.</i> S&atilde;o Paulo: Nobel, 2001.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Sanmartino M. "Chagas: Arte y Ciencia. Notas de un recorrido en construcci&oacute;n para abordar un problema complejo". <i>Rev. Iberoamericana de Arritmolog&iacute;a</i> 1(2): 261-268. 2011. DOI: 10.5031/v1i2.RIA10169.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Gil, G.; Antunes, A. <i>A ci&ecirc;ncia em si.</i> <sup>&#169;</sup>Gege Produ&ccedil;&otilde;es Ciclope-Warner/Chappell Ed. Musicais Ltda.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Barros, M. D. M. "O uso da m&uacute;sica popular brasileira como estrat&eacute;gia para o ensino de ci&ecirc;ncias". Tese de doutorado, Fiocruz, 2013.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Pereira, B. M. "Carlos Rodrigues Brand&atilde;o: forma&ccedil;&atilde;o, multilinguagens e pluriolhares de um educador popular e antrop&oacute;logo do mundo rural", <i>Hist&oacute;ria Oral,</i> 20(1):55-75. 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Fiedler, K. <i>De la esencia del arte.</i> Buenos Ayres: Nueva Visi&oacute;n, 1953.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Argan, G. C. <i>Walter Gropius y el Bauhaus.</i> Buenos Ayres, 1957.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Santaella, L. <i>O que &eacute; semi&oacute;tica,</i> Editora Brasiliense, 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. De La Rocque, L.; Meirelles, R. M. S.; Figueira-Oliveira D.; Grossman E.; Campos, M. V.; Kamel, C.; Ara&uacute;jo-Jorge, T. C. "Vanguarda em pesquisa e ensino em ci&ecirc;ncia e arte: uma experi&ecirc;ncia do Instituto Oswaldo Cruz". In: Actas, X Reuni&oacute;n de la Red de Popularizaci&oacute;n de la Ciencia y la Tecnolog&iacute;a en Am&eacute;rica Latina y el Caribe (RED POP - Unesco) y IV Taller "Ciencia, Comunicaci&oacute;n y Sociedad", San Jos&eacute;, Costa Rica, 9 al 11 de mayo, 2007.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Santos, B. de S. <i>Um discurso sobre as ci&ecirc;ncias.</i> S&atilde;o Paulo: Cortez, 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Chau&iacute;, M. <i>Convite &agrave; filosofia.</i> S&atilde;o Paulo: &Aacute;tica, 2004.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Matraca, M. V. C.; Ara&uacute;jo-Jorge T. C., Wimmer, G. "A dialogia do riso: um novo conceito que introduz alegria para promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, apoiando-se no di&aacute;logo, no riso, na alegria e na arte da palha&ccedil;aria". <i>Cienc Saude Colet.</i> 2011; 16(10):4127-38.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Freire, P. <i>Pedagogia do oprimido: saberes necess&aacute;rios a pr&aacute;tica educativa.</i> 50ª ed., Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Freire, P. <i>Pedagogia da autonomia: saberes necess&aacute;rios &agrave; pr&aacute;tica educativa.</i> S&atilde;o Paulo: Paz e Terra, 2011.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Bakhtin, M. <i>Est&eacute;tica da cria&ccedil;&atilde;o verbal.</i> 2a ed., Tradu&ccedil;&atilde;o M. E. G. Pereira. S&atilde;o Paulo: Martins Fontes; 1997.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Campos, M. V. "Alegria para sa&uacute;de: arte da palha&ccedil;aria como proposta de tecnologia social para o sistema &uacute;nico de sa&uacute;de" &#91;tese&#93;. Rio de Janeiro (RJ): Instituto Oswaldo Cruz; 2009.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26.Matraca, M. V. C.; Ara&uacute;jo-Jorge, T. C.; Wimmer, G. "A dialogia do riso e a gest&atilde;o participativa", In: <i>Rede de pesquisa em Manguinhos: sociedade, gestores e pesquisadores em conex&atilde;o com o SUS.</i> Org. Isabela Soares Santos, Roberta Argento Goldstein - 1 ed - S&atilde;o Paulo: Hucitec, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Matraca, M. V. C.; Ara&uacute;jo-Jorge, T. C.; Wimmer, G. "O palhasus e a sa&uacute;de em movimentos nas ruas". <i>Interface Comuni&ccedil;&atilde;o Educa&ccedil;&atilde;o,</i> 2014, 18, Supl 2:1529-1536.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Espinosa, B. <i>&Eacute;tica III - Da origem e da natureza das afec&ccedil;&otilde;es.</i> S&atilde;o Paulo, Abril Cultural, 1972.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Winnicott, D. W. <i>O brincar e a realidade.</i> Rio de Janeiro: Ed. Imago,1975.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Siler, T. <i>Pense como um g&ecirc;nio.</i> Ediouro, 1999.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Tomamos a liberdade para tratar este texto como uma obra de arte, usando a met&aacute;fora musical. Prel&uacute;dio, para abrir; interl&uacute;dio, para introduzir novos temas conectores entre as v&aacute;rias partes; cantata, para definir partes cantadas em conjunto pela equipe, como num belo coral de vozes; sonata, para introduzir trechos mais referentes &agrave;s teses e disserta&ccedil;&otilde;es de determinados coautores; alegro, para introduzir a dialogia do riso; ad&aacute;gio, para introduzir uma pausa reflexiva mais demorada e referencial, e posl&uacute;dio, para apresentar nossa proposta e nossas considera&ccedil;&otilde;es finais.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Arroyo, M. G. <i>Outros sujeitos, outras pedagogias.</i> Petr&oacute;polis: Vozes; 2012.    </font></p>      ]]></body><back>
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