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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> ARTE E CI&Ecirc;NCIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Engenhando nosso futuro: arte e sociedade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cleomar Rocha<sup>I</sup>; Suzete Venturelli<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Professor associado na Universidade Federal de Goi&aacute;s. Coordenador do Media Lab / BR e pesquisador produtividade do CNPq    <br> <sup>II</sup>Professora titular na Universidade de Bras&iacute;lia. Coordenadora do Media Lab / UnB e pesquisadora produtividade do CNPq</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CIDADE INTELIGENTE</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os conceitos e os avan&ccedil;os em torno de "cidade inteligente" se concentram basicamente nos benef&iacute;cios envolvendo a interatividade, energia, ecologia, mobilidade, arquitetura respons&aacute;vel, sociabilidade e cidadania. Uma das defini&ccedil;&otilde;es da cidade inteligente &eacute;, tamb&eacute;m, "cidade que depende das TICs para obter gest&atilde;o mais eficiente". Entretanto, por tr&aacute;s desse conceito encontra-se a cidade, a metr&oacute;pole como um ecossistema baseado em fluxos digitais de informa&ccedil;&atilde;o e, mais amplamente, na criatividade digital em prol da qualidade de vida. Atualmente, 50% da popula&ccedil;&atilde;o mundial vive nas cidades. Em 2050, essa porcentagem aumentar&aacute; para 70%. Cresce igualmente a import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o da arte nesse processo de urbaniza&ccedil;&atilde;o. A arte sempre foi parte integrante da cidade desde sua origem e acompanha os processos sociais, acelerados desde o in&iacute;cio deste s&eacute;culo. Este texto apresenta projetos desenvolvidos pelos laborat&oacute;rios Media Lab em Goi&acirc;nia e Bras&iacute;lia, de interven&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas que pensam a cidade. Nesse sentido, importa pensar a cidade como ambiente de socializa&ccedil;&atilde;o, em que &eacute;tica e est&eacute;tica n&atilde;o apenas podem, mas essencialmente participam do conceito de cidades inteligentes, ao se vincularem, pelas possibilidades de intera&ccedil;&otilde;es sociais, &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es humanas e valoriza&ccedil;&atilde;o do meio ambiente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda que a tem&aacute;tica de cidades inteligentes esteja fortemente ligada &agrave;s tecnologias e &agrave; internet, como se verifica em autores como Castells &#91;1&#93; e L&eacute;vy &#91;2&#93;, ao definirem um futuro para a sociedade, h&aacute; de se considerar alguns outros aspectos, como sustentabilidade &#91;3&#93;, ecologia e uma profunda mudan&ccedil;a nos meios industriais &#91;4&#93; e comerciais. Essas concep&ccedil;&otilde;es criam um novo mapa das cidades, constru&iacute;do a partir de sua relev&acirc;ncia na concep&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o do futuro &#91;5&#93;. A cidade inteligente &eacute;, sem d&uacute;vida, digital &#91;6&#93;, mas n&atilde;o apenas isso. H&aacute; de se vislumbrar valores constru&iacute;dos sobre princ&iacute;pios da sensibilidade, das po&eacute;ticas e est&eacute;ticas, tra&ccedil;os definidores da condi&ccedil;&atilde;o humana.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DE POLIS E MEGAL&Oacute;POLiS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> A migra&ccedil;&atilde;o populacional da zona rural para os centros urbanos &eacute; not&oacute;ria, com maior desenvolvimento no s&eacute;culo XX &#91;7&#93;, que concentrou tamb&eacute;m a migra&ccedil;&atilde;o de habitantes de cidades menores para os grandes centros. A ideia de megal&oacute;pole (do grego M<font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#949;&#947;&#940;&#955;&#951;</font> (<i>Meg&aacute;li</i>) - grande e - <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#969;&oacute;&#955;l&#962;</font> <i>(p&oacute;lis)</i> - cidade) vem da&iacute;, designando regi&otilde;es metropolitanas com mais de 10 milh&otilde;es de habitantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A densidade demogr&aacute;fica, que se deve ao aumento populacional e ao desenvolvimento cient&iacute;fico e tecnol&oacute;gico, tamb&eacute;m deve seu legado &agrave; crescente oferta de emprego em &aacute;reas de franco desenvolvimento nas cidades, inclusive para manuten&ccedil;&atilde;o das pr&oacute;prias cidades, e da redu&ccedil;&atilde;o dos postos de trabalho nas &aacute;reas rurais, pela tecnologiza&ccedil;&atilde;o do setor, passando a depender mais de aparatos tecnol&oacute;gicos que de trabalhadores bra&ccedil;ais. O fruto dessa aglomera&ccedil;&atilde;o &#91;8&#93; &eacute; experimentado por gargalos enfrentados pelas cidades, nos diversos campos, com maior evid&ecirc;ncia para a mobilidade, a sa&uacute;de, o meio ambiente, a educa&ccedil;&atilde;o, a seguran&ccedil;a, a infraestrutura em geral, a cultura e o lazer.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diferentemente do que pensam alguns, uma cidade n&atilde;o &eacute; caracterizada por um conjunto de ruas e avenidas com suas casas e edif&iacute;cios. Uma cidade &eacute; mais um espa&ccedil;o de exerc&iacute;cio de cidadania, efetivado por seus cidad&atilde;os. A intr&iacute;nseca rela&ccedil;&atilde;o entre cidade, cidad&atilde;o e cidadania justifica o mesmo radical, na forma&ccedil;&atilde;o das palavras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">E se a presen&ccedil;a do cidad&atilde;o caracteriza o que denominamos de cidade, esta deve possuir os qualificadores para se tornar o espa&ccedil;o &oacute;timo para a vida social, o que inclui a arte, como atributo humano para se alcan&ccedil;ar a plenitude, a transcend&ecirc;ncia. De modo complementar ao que ocorre no reino <i>Animalia,</i> em que a vida se completa na reprodu&ccedil;&atilde;o como estrat&eacute;gia de continuidade dos genes, no humano a busca pela transcend&ecirc;ncia nos distingue, fazendo a sensibilidade e a cogni&ccedil;&atilde;o sobrepujarem a carga gen&eacute;tica, em uma contribui&ccedil;&atilde;o social maior. &Eacute; nessa condi&ccedil;&atilde;o que o l&oacute;cus social impera.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A cidade, como espa&ccedil;o &oacute;timo de sociabilidade &#91;9&#93;, passa a representar um organismo social vivo, com todas as caracter&iacute;sticas que a sociedade mant&eacute;m. A arte, nesse meio, se coaduna com a ci&ecirc;ncia e a tecnologia, criando um contexto social f&eacute;rtil para o pleno exerc&iacute;cio da vida da esp&eacute;cie. Essa condi&ccedil;&atilde;o responde o porqu&ecirc; do surgimento das megal&oacute;polis, v&oacute;rtices da vida social contempor&acirc;nea.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DE LABORAT&Oacute;RIOS MULTIDISCIPLINARES&#91;10&#93;</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma visada diacr&ocirc;nica da hist&oacute;ria da civiliza&ccedil;&atilde;o revela que a especializa&ccedil;&atilde;o, e mesmo o distanciamento entre arte e ci&ecirc;ncia, &eacute; advento recente. Fruto de um adensamento epistemol&oacute;gico que gera milhares de informa&ccedil;&otilde;es, a especializa&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de conhecimento corroboram para o crescente volume de detalhamento, tornando o ser humano incapaz de reter tanta informa&ccedil;&atilde;o, como ocorria at&eacute; o renascimento, &uacute;ltimo movimento que pregava o holismo intelectual como uma perspectiva epist&ecirc;mica &#91;11&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A tecnologia, filha pr&oacute;diga da ci&ecirc;ncia, faz ressurgir o ide&aacute;rio renascentista, tornando-se elo para os diversos interesses humanos. N&atilde;o por acaso, o encontro entre arte e tecnologia fez reunir artistas e cientistas, com contamina&ccedil;&otilde;es de suas &aacute;reas de interesse, derivando da&iacute; as perspectivas de conhecimento e articula&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas. Das imbrica&ccedil;&otilde;es surgidas, um novo modelo de laborat&oacute;rio talvez seja o mais instigante: os laborat&oacute;rios multiusu&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No mundo inteiro, esse tipo de laborat&oacute;rio busca contribuir para din&acirc;micas interdisciplinares, ao se abrir para equipes multidisciplinares. O Media Lab do MIT &#91;12&#93; (Massachusetts Institute of Technology), por exemplo, concentra pesquisadores e pesquisas de v&aacute;rias &aacute;reas de conhecimento, em pr&aacute;ticas interdisciplinares. O ZKM &#91;13&#93; (Zentrum f&uuml;r Kunst und Medien), da Alemanha, de igual modo articula interesses de pesquisadores de v&aacute;rias partes do mundo, em propostas interdisciplinares que orbitam a arte e a tecnologia. Ainda que tenham v&aacute;rios nomes e focos, o lugar de pretensa neutralidade da m&iacute;dia e tecnologia tem vigorado como nomina&ccedil;&atilde;o usual, tendo na arte o elemento articulador para as equipes, dada a vincula&ccedil;&atilde;o dela com a experimenta&ccedil;&atilde;o do novo e sua liberdade de express&atilde;o, tornando-se campo aberto para prospec&ccedil;&otilde;es de criatividade e inova&ccedil;&atilde;o &#91;14&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, os Media Labs - laborat&oacute;rios de m&iacute;dia - fazem escola, adotando uma estrutura f&iacute;sica e organizacional flex&iacute;vel, capaz de abarcar interesses diversos e, mais relevante ainda, testar solu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas que nascem de mentes inventivas e partem para contextos sociais, na forma de interven&ccedil;&otilde;es art&iacute;sticas, repousando em aplica&ccedil;&otilde;es mercadologicamente relevantes - ainda que a explora&ccedil;&atilde;o comercial n&atilde;o tenha o peso capitalista de fazer surgir novos milion&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O modelo foi baseado no Media Lab do MIT, ganhando tons diferenciados em outros pa&iacute;ses, principalmente naqueles em que a arte tornou-se o carro-chefe da cria&ccedil;&atilde;o, como o Media Lab Prado &#91;15&#93; e o Media Lab / BR &#91;16&#93;. Em terras tupiniquins, a Universidade Federal de Goi&aacute;s (UFG) foi pioneira ao adotar o nome e caracterizar o laborat&oacute;rio como espa&ccedil;o multiusu&aacute;rio. O Media Lab / UFG &#91;17&#93; foi idealizado em 2008, tendo sido formalmente constitu&iacute;do como laborat&oacute;rio multiusu&aacute;rio em 2009, pelo professor Cleomar Rocha. Em 2015, a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Par&aacute; (Unifesspa) criou seu Media Lab &#91;18&#93; aos moldes do Media Lab / UFG, tendo o professor Te&oacute;filo Augusto como mentor. Os dois laborat&oacute;rios se vincularam formando o Media Lab / BR. Em 2016, o Media Lab / UnB &#91;19&#93;, da Universidade de Bras&iacute;lia (UnB), que at&eacute; ent&atilde;o respondia pelo nome de Midialab, juntou-se ao Media Lab / BR, assumindo a identidade visual e administrativa do grupo, com pr&aacute;ticas multiusu&aacute;rio e multidisciplinar, sob o comando da professora Suzete Venturelli. Os tr&ecirc;s laborat&oacute;rios passaram a compartilhar o mesmo ide&aacute;rio e a mesma base visual e a articular v&aacute;rias de suas atividades e programas. As atividades colaborativas e experimentais formam o percurso que conduz &agrave; inova&ccedil;&atilde;o, nesses laborat&oacute;rios, como nos lembra Fonseca:</font></p>     <blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">(Os laborat&oacute;rios) nos situam necessariamente em din&acirc;micas de produ&ccedil;&atilde;o coletiva e inovadora da realidade, mais do que nas l&oacute;gicas de registro e an&aacute;lise em si. O laborat&oacute;rio, portanto, remete ao design, &agrave; experimenta&ccedil;&atilde;o e &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o" &#91;20, p. 61&#93;.</font></p> </blockquote>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Media Lab / BR &eacute; tido como refer&ecirc;ncia internacional &#91;21&#93; de articula&ccedil;&atilde;o em pesquisa e produ&ccedil;&atilde;o de inova&ccedil;&atilde;o, com forte acento na produ&ccedil;&atilde;o de arte e design, n&atilde;o se desvinculando dos contextos urbanos em que atuam.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTE, DESIGN E TECNOLOG&Iacute;A NO CONTEXTO URBANO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> Os Media Labs, como um todo e em todo o mundo, se vinculam ao contexto urbano em que est&atilde;o instalados, tendo prof&iacute;cua articula&ccedil;&atilde;o com os atores e atividades locais, al&eacute;m de v&iacute;nculos e abrang&ecirc;ncia internacional. O Media Lab Prado, Helsinki &#91;22&#93;, MIT, dentre outros, s&atilde;o respons&aacute;veis por ativar circuitos comerciais e art&iacute;sticos, com elabora&ccedil;&atilde;o inventiva e inovativa em seus contextos de atua&ccedil;&atilde;o, apresentando resultados em exposi&ccedil;&otilde;es, feiras e eventos, reverberando suas a&ccedil;&otilde;es internacionalmente. A seguir citamos alguns trabalhos realizados em colabora&ccedil;&atilde;o nos Media Labs da UnB e da UFG.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Wikinarua</b> Wikinarua &#91;23&#93; &eacute; uma rede social que compreende conex&atilde;o entre redes a partir da utiliza&ccedil;&atilde;o de dispositivos m&oacute;veis, como celulares, com tecnologia de realidade urbana aumentada (RUA) - software criado para que cada indiv&iacute;duo, localizado em qualquer parte do Brasil, incluindo os de comunidades isoladas como quilombolas, ind&iacute;genas ou outras, possa modificar e intervir no seu contexto urbano e/ou meio ambiente, por meio da arte com imagens, sons, anima&ccedil;&otilde;es e textos. Essa rede apresenta como forma de interativismo a constru&ccedil;&atilde;o de uma cartografia colaborativa, na qual s&atilde;o apresentadas as imagens, v&iacute;deos e outras informa&ccedil;&otilde;es inseridas por seus membros. A rede social &eacute; composta por quatro servi&ccedil;os principais: i) cartografia colaborativa com <i>blogmaps</i>; ii) ciber-r&aacute;dio e ciberstreamtv; iii) software para dispositivo m&oacute;vel, denominado de realidade urbana aumentada (RUA); e iv) enciclop&eacute;dia (wiki) e um gamearte para dispositivo m&oacute;vel denominado Cyber Ton Ton, em realidade aumentada. Al&eacute;m dos servi&ccedil;os principais, que visam a inclus&atilde;o social pela arte, o Wikinarua cont&eacute;m os 12 prot&oacute;tipos desenvolvidos com apoio do pr&ecirc;mio XPTA.LAB 2009, do Minist&eacute;rio da Cultura / Cinemateca do Estado de S&atilde;o Paulo. Na economia criativa, a rede busca a inclus&atilde;o social, a sustentabilidade e a inova&ccedil;&atilde;o na diversidade cultural brasileira.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por defini&ccedil;&atilde;o, uma rede social &eacute; um conjunto de entidades sociais com indiv&iacute;duos ou organismos sociais conectados por rela&ccedil;&otilde;es criadas a partir de intera&ccedil;&otilde;es sociais. Com o advento da Web 2.0, novas possibilidades surgiram e o mais importante nessa proposta &eacute; que o usu&aacute;rio participa da sua constru&ccedil;&atilde;o, com novos conte&uacute;dos que levar&atilde;o &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de novos grupos. A cria&ccedil;&atilde;o do Wikinarua demonstra o valor dado &agrave; mobilidade em conex&atilde;o como principal fator na constitui&ccedil;&atilde;o do sujeito da atualidade, que vive seu tempo. Aqui se valida a perspectiva de Paul Milgran do <i>continuum</i> da virtualidade ampliada (VA) e da realidade aumentada (RA), pelo potencial do virtual digital de se incrustar no f&iacute;sico e propiciar a&ccedil;&otilde;es humanas, atingindo, respectivamente, os extremos de experi&ecirc;ncias virtuais pela evas&atilde;o do mundo f&iacute;sico e o retorno &agrave; fisicalidade no ambiente aumentado virtualmente. &Eacute; a realidade aumentada, misturada. A coexist&ecirc;ncia no digital e f&iacute;sico da RA, realidade misturada (RM), realidade diminu&iacute;da (RD) off-line ou on-line resultante de interfaces locativas, tecnologias sencientes e pervasivas e computa&ccedil;&atilde;o ub&iacute;qua em dispositivos <i>handless</i> e interfaces m&oacute;veis caracterizam a exist&ecirc;ncia c&iacute;brida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Projeto expogr&aacute;fico - Museu Casa de Cora Coralina </b>J&aacute; o projeto expogr&aacute;fico para o Museu Casa de Cora Coralina &#91;24&#93; foi concebido e realizado pela equipe do Media Lab / UFG, a partir de um convite do museu. Para tal, partiu-se de um conceito de poetizar a casa, devolvendo a ela os versos de sua ilustre moradora. A utiliza&ccedil;&atilde;o da poesia coralina como elementos da casa teve como principal objetivo a mudan&ccedil;a da experi&ecirc;ncia do visitante, que passa a encontrar os poemas, apresentados singularmente, com aux&iacute;lio de tecnologia. A cozinha, por exemplo, ganhou versos no vapor que sai das panelas, revelando que h&aacute; poesia no ar. Na bica, al&eacute;m da &aacute;gua fresca, correm versos, que banham a cidade da velha casa da ponte. Na parede do quarto de escrita, feita de barro, os versos bailam e se dissolvem na estrutura da casa. E assim se faz o tri&acirc;ngulo da vida: com versos na &aacute;gua, no ar e na terra. A equipe multidisciplinar respons&aacute;vel pelo projeto foi composta por m&uacute;sicos, cientistas da computa&ccedil;&atilde;o, engenheiros, artistas visuais, designers, historiadores e literatos, com a disposi&ccedil;&atilde;o de mudar a experi&ecirc;ncia do trabalho em um laborat&oacute;rio multiusu&aacute;rio, e a experi&ecirc;ncia de se deparar com o trabalho resultante desse primeiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O projeto expogr&aacute;fico resultou em um aumento de 38% no n&uacute;mero de visitantes, al&eacute;m de conseguir m&iacute;dia espont&acirc;nea em jornais, TVs e revistas. Patrocinado pela Caixa Econ&ocirc;mica Federal, a partir de edital, o projeto foi contemplado novamente na edi&ccedil;&atilde;o seguinte do edital, com novas a&ccedil;&otilde;es, agora sonoras, para o museu. O &ecirc;xito do projeto pode ser verificado no impacto gerado, seja de p&uacute;blico, seja de engajamento de uma equipe multidisciplinar trabalhando em prol de um objetivo complexo, com v&aacute;rios saberes, sabores e signos envolvidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Cinelab</b> O projeto Cinelab, realizado pela equipe do Media Lab / UFG, explora o universo das grandes proje&ccedil;&otilde;es em espa&ccedil;os abertos. Videomapping, curtas e longas metragens, o conte&uacute;do projetado se articula com os locais em que ocorrem a proje&ccedil;&atilde;o, bem como ao p&uacute;blico. Desde produ&ccedil;&otilde;es audiovisuais do pr&oacute;prio laborat&oacute;rio e seus parceiros, at&eacute; efeitos espec&iacute;ficos baseados em mapeamento videogr&aacute;fico, a t&ocirc;nica do projeto &eacute; explorar os espa&ccedil;os urbanos a partir de imagens din&acirc;micas. Com efeito, em algumas edi&ccedil;&otilde;es &eacute; poss&iacute;vel notar constru&ccedil;&otilde;es mais elaboradas, como as proje&ccedil;&otilde;es de olhos e boca em est&aacute;tuas, na cidade de Goi&aacute;s, fazendo com que as pr&oacute;prias est&aacute;tuas contassem as proezas e agruras das personalidades que elas representam. Esse experimento, realizado durante o Festival Internacional de Cinema e V&iacute;deo Ambiental, edi&ccedil;&atilde;o 2016, comp&ocirc;s a programa&ccedil;&atilde;o oficial do evento, e foi resultado de um workshop conduzido por Cleomar Rocha.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em outra edi&ccedil;&atilde;o, realizada em Goi&acirc;nia, tamb&eacute;m em 2016, uma imagem de Pedro Ludovico foi apresentada na forma de videomapping. Na imagem, o fundador da capital goiana aparece em uma janela, olha o ambiente externo e volta a entrar na sala. A imagem foi projetada em um edif&iacute;cio antigo do centro da cidade, em um evento chamado Cinema na Cal&ccedil;ada. O resultado da proje&ccedil;&atilde;o se assemelhava, poeticamente, a um t&uacute;nel do tempo, em que Pedro Ludovico retorna &agrave; cidade que criou para olh&aacute;-la pela janela. Tempo e espa&ccedil;o formaram o fio condutor da interven&ccedil;&atilde;o, que usou a tecnologia como condi&ccedil;&atilde;o operacional do trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ciurbi</b> O projeto Ciber Interven&ccedil;&atilde;o Urbana Interativa (Ciurbi) &#91;25&#93;, do Media Lab / UnB, visou a produ&ccedil;&atilde;o no contexto da arte ativista em forma de a&ccedil;&otilde;es, buscando diminuir as diferen&ccedil;as sociais. Foi contemplado pelo edital Conex&atilde;o Artes Visuais, de 2010, quando recebeu o patroc&iacute;nio da Petrobr&aacute;s realizado pela Funarte. Como citado no livro <i>Arte computacional</i> &#91;26&#93;, a proposta se caracteriza como arte p&uacute;blica, que se apropria do espa&ccedil;o urbano, com proje&ccedil;&otilde;es interativas sobre a arquitetura. O grafite acontece com a participa&ccedil;&atilde;o de membros da rede social Twitter, ao digitarem no in&iacute;cio ou no final de seus coment&aacute;rios a palavra @ciurbi. O texto ent&atilde;o &eacute; convertido em part&iacute;culas animadas e sonoras que s&atilde;o projetadas em tempo real. Cada palavra &eacute; visualizada, e o p&uacute;blico presente pode interagir enviando seu tweet pelo celular, inclusive no local onde ocorre o Ciurbi. O grafite interativo &eacute; formado por palavras coloridas animadas e sons, como part&iacute;culas que se dissolvem no ar. A proposta interv&eacute;m no espa&ccedil;o urbano numa antiga pr&aacute;tica de apropria&ccedil;&atilde;o da cidade, por ativistas pol&iacute;ticos e art&iacute;sticos, que ocorreu em diferentes &eacute;pocas, culturas e sociedades. O diferencial nesse trabalho est&aacute; na busca da intersec&ccedil;&atilde;o entre arte, ci&ecirc;ncia e tecnologia, bem como na transversalidade com a performance, assim como no estabelecimento de di&aacute;logo entre o grafite e a arquitetura. V&aacute;rios Ciurbis, como costumamos denominar as a&ccedil;&otilde;es, j&aacute; foram realizadas em cidades do Distrito Federal, como Bras&iacute;lia (na Universidade de Bras&iacute;lia, no Teatro Nacional e no Museu Nacional (<a href="#fig2">Figura 2</a>), Taguatinga e Ceil&acirc;ndia, cidades do entorno. Outras ciberinterven&ccedil;&otilde;es aconteceram em Santa Maria (RS), na Universidade Federal de Santa Maria, e na cidade de Aixen-Provence, na Fran&ccedil;a, especialmente realizada com a comunidade da &Eacute;cole Sup&eacute;rieure d'Art.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/a12fig01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/a12fig02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Tijolo Esperto</b> Outra obra, intitulada Tijolo Esperto &#91;27&#93;, realizada no Media Lab / UnB, &eacute; o resultado de uma pesquisa premiada pelo edital Arte Cibern&eacute;tica do Ita&uacute; Cultural em 2009. Consiste numa parede interativa constru&iacute;da a partir da ideia de aplica&ccedil;&atilde;o de algoritmos gen&eacute;ticos numa matriz luminosa de tijolos interativos, que funciona por um sistema constitu&iacute;do por LEDs <i>(light-emitting diodes),</i> diodos emissores de luz que, quando energizados positivamente, emitem luz vis&iacute;vel, atrav&eacute;s da qual imagens e anima&ccedil;&otilde;es podem ser visualizadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse projeto ilustra a preocupa&ccedil;&atilde;o da equipe de estudantes e professores em explorar inst&acirc;ncias do habitat interativo por meio da pr&aacute;tica da experimenta&ccedil;&atilde;o dos meios digitais no ambiente constru&iacute;do, unindo vida artificial e vida de carbono. A proposta adequa-se &agrave;s iniciativas de integrar as experi&ecirc;ncias art&iacute;sticas nos espa&ccedil;os urbanos. As pe&ccedil;as dos tijolos criados poder&atilde;o servir como material interativo na constru&ccedil;&atilde;o de outros espa&ccedil;os arquitet&ocirc;nicos, reconfigurando a no&ccedil;&atilde;o de parede, superf&iacute;cie e suporte. A possibilidade de reordenar os tijolos em tamanhos e formas variadas torna o projeto aberto a m&uacute;ltiplas composi&ccedil;&otilde;es. Poeticamente, o projeto integra-se no campo de uma arte inserida no espa&ccedil;o que a cerca, preocupado com o meio ambiente. A proposta po&eacute;tica tamb&eacute;m se concentra na produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento acerca dos processos interativos que contribuem para o desenvolvimento de softwares e hardwares livres, como linguagem e meio art&iacute;sticos. Essa produ&ccedil;&atilde;o contribui para a cria&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os f&iacute;sicos, art&iacute;sticos, habit&aacute;veis, oferecendo uma realidade conectada entre sistemas naturais e artificiais. Tijolo Esperto possibilita entender as atribui&ccedil;&otilde;es e qualifica&ccedil;&otilde;es de arquitetos, designers e artistas em projetos que exigem uma aproxima&ccedil;&atilde;o transdisciplinar, envolvendo parcerias com outros campos - em particular com a engenharia mecatr&ocirc;nica, a ci&ecirc;ncia da computa&ccedil;&atilde;o e as artes -, procurando estabelecer rela&ccedil;&otilde;es que explorem novas demandas e ferramentas para a arte computacional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O t&oacute;pico principal do projeto foi trabalhar com o desenvolvimento de objetos inteligentes que possam ser programados de acordo com um algoritmo espec&iacute;fico, que permite a intera&ccedil;&atilde;o. O objetivo consistiu na concep&ccedil;&atilde;o de um tijolo transl&uacute;cido, no qual as superf&iacute;cies s&atilde;o cobertas internamente por uma matriz de LEDs.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cada tijolo se comunica com os demais tijolos dispostos, formando uma parede sist&ecirc;mica capaz de exibir imagens maiores e mais complexas, por meio da intercomunica&ccedil;&atilde;o dos v&aacute;rios tijolos e da intera&ccedil;&atilde;o com o p&uacute;blico. Tijolo Esperto n&atilde;o se apropria de um espa&ccedil;o j&aacute; existente da arquitetura, mas comporta-se como uma arquitetura tecnol&oacute;gica, um objeto interativo art&iacute;stico que cont&eacute;m, ao mesmo tempo, suporte e superf&iacute;cie. Dessa forma, ele permite tanto a constru&ccedil;&atilde;o de objetos art&iacute;sticos interativos quanto a constru&ccedil;&atilde;o de objetos arquitet&ocirc;nicos, pela conex&atilde;o entre os tijolos e a cria&ccedil;&atilde;o de imagens pela presen&ccedil;a do p&uacute;blico interator.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Geopartitura</b> O projeto <i>Geopartitura</i> &#91;28&#93; envolve a escrita musical, tendo como refer&ecirc;ncia a arte computacional e a m&uacute;sica eletroac&uacute;stica, assim como a interatividade recorre &agrave; m&iacute;dia locativa e m&oacute;vel para a cria&ccedil;&atilde;o coletiva georreferenciada de um concerto computacional, envolvendo inclusive a visualiza&ccedil;&atilde;o espa&ccedil;o-temporal da partitura e dos sons individuais, editados em tempo real em forma de cordas sonoras que vibram ao detectar a aproxima&ccedil;&atilde;o dos dispositivos m&oacute;veis, como celulares. A interatividade e a participa&ccedil;&atilde;o criativa ocorreram em espa&ccedil;os p&uacute;blicos, como ciberinterven&ccedil;&atilde;o urbana e tecnoperformance.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O projeto apontou para quest&otilde;es emergentes envolvendo m&uacute;sica, geografia e dispositivos m&oacute;veis para permitir a cria&ccedil;&atilde;o coletiva georre-ferenciada de um concerto multim&iacute;dia em tempo real. O sistema formado por software e dispositivos m&oacute;veis permitiu a apresenta&ccedil;&atilde;o de um concerto multim&iacute;dia cuja composi&ccedil;&atilde;o foi realizada ao vivo e em tempo real, por pessoas conectadas ao sistema pelos seus celulares (<a href="#fig3">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/a12fig03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O projeto teve como refer&ecirc;ncia as ideias das marca&ccedil;&otilde;es sonoras, oriundas da m&uacute;sica eletroac&uacute;stica e da m&uacute;sica computacional, que historicamente romperam as fronteiras da m&uacute;sica tradicional para buscar a interatividade pela participa&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico. Geo-partitura teve como objetivo proporcionar a execu&ccedil;&atilde;o de um concerto em tempo real coletivo, com m&uacute;sica e imagem interagindo simultaneamente com pessoas portadoras de celulares que fossem detectadas pelo sistema por meio de Bluetooth, especifica&ccedil;&atilde;o industrial para &aacute;reas de redes pessoais sem fio <i>(wirelesspersonal area networks</i> - PANs). O Bluetooth prov&ecirc; uma maneira de conectar e trocar informa&ccedil;&otilde;es entre dispositivos como telefones celulares, notebooks, computadores, impressoras, c&acirc;meras digitais e consoles de videogames digitais por meio de uma frequ&ecirc;ncia de r&aacute;dio de curto alcance globalmente n&atilde;o licenciada e segura. As especifica&ccedil;&otilde;es do Bluetooth foram desenvolvidas e licenciadas pelo Bluetooth Special Interest Group. Outro aspecto importante do sistema &eacute; que os celulares devem conter <i>global positioning system</i> (GPS), ou, em portugu&ecirc;s, sistema global de posicionamento. Esse &eacute; o principal sistema de localiza&ccedil;&atilde;o e navega&ccedil;&atilde;o utilizado atualmente no mundo, baseado em um sistema de 24 sat&eacute;lites estadunidenses, que conseguem observar todos os pontos do planeta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por meio do sistema, o interagente visualiza, em forma de proje&ccedil;&atilde;o no espa&ccedil;o urbano, uma cartografia que surge a partir das conex&otilde;es de todos os indiv&iacute;duos detectados pelo sistema em tempo real. Essas cordas produzem sons quando tocadas. Poeticamente, Geopartitura est&aacute; relacionado &agrave; exist&ecirc;ncia de um ritmo no universo do conhecimento que conduz a m&uacute;sica e a imagem em suas diferentes formas de manifesta&ccedil;&atilde;o. A palavra "geopartitura" tem origem na jun&ccedil;&atilde;o das palavras geografia e partitura. A geografia &eacute; a ci&ecirc;ncia que estuda o espa&ccedil;o, ou seja, busca o significado dos lugares; sendo assim, contribui significativamente com a sociedade na reorganiza&ccedil;&atilde;o de seus espa&ccedil;os e de suas formas de intera&ccedil;&atilde;o com o ambiente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estar no mundo, por si s&oacute;, estabelece o v&iacute;nculo necess&aacute;rio para que o fazer po&eacute;tico se vincule ao lugar como estrat&eacute;gia de encantamento social. As interven&ccedil;&otilde;es urbanas, ao extrapolarem os locais <i>in situ</i>, aqueles destinados estritamente &agrave; produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, converte a pr&oacute;pria cidade, seus pr&eacute;dios, museus e ruas em espa&ccedil;os para a arte. O questionamento de a arte caber em uma &uacute;nica condi&ccedil;&atilde;o espacial &eacute; a base para a explora&ccedil;&atilde;o dos espa&ccedil;os <i>ex situ,</i> ao tempo em que identifica o humano, e n&atilde;o espa&ccedil;os f&iacute;sicos, como os destinat&aacute;rios das a&ccedil;&otilde;es e objetos est&eacute;ticos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Partindo desse princ&iacute;pio, de que o lugar da arte &eacute; o lugar do humano, abrem-se as perspectivas de apresenta&ccedil;&atilde;o e frui&ccedil;&atilde;o art&iacute;sticas. De outro modo, ao identificar que as cidades s&atilde;o a base da sociedade contempor&acirc;nea, n&atilde;o haver&aacute; de ter espa&ccedil;o melhor que elas para introduzir o pulsar da arte, que tem seu cora&ccedil;&atilde;o nos objetos est&eacute;ticos, nas suas veias espalhadas pelas v&aacute;rias mentes que formam o c&iacute;rculo m&aacute;gico e transcendente do fazer po&eacute;tico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As cidades encerram espa&ccedil;os do conv&iacute;vio e da cultura, ambientes ideais para a prolifera&ccedil;&atilde;o e o cultivo da urbanidade e da civilidade, cujo modelo &eacute; forjado, tamb&eacute;m, pela arte. Nesse sentido, n&atilde;o h&aacute; de se restringir a discuss&atilde;o de cidades inteligentes ao &acirc;mbito tecnol&oacute;gico, que n&atilde;o responde, isoladamente, pelas premissas de intelig&ecirc;ncia instalada nas cidades. O primeiro passo para se construir uma cidade inteligente, e o maior deles, &eacute; desenvolver pessoas inteligentes, sens&iacute;veis &agrave; pr&oacute;pria condi&ccedil;&atilde;o de uso da tecnologia e &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de pertencimento, constru&iacute;da pela est&eacute;tica, de uma comunidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Castells, M. <i>A gal&aacute;xia da internet: reflex&otilde;es sobre a internet, neg&oacute;cios e a sociedade.</i> Traduzido por Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. L&eacute;vy, P. <i>Ciberdemocracia.</i> Tradu&ccedil;&atilde;o de Alexandre Em&iacute;lio. Lisboa: Instituto Piaget, 2002.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Elsa, E.; Nuno, V. L.; Timasz, J. <i>Smart sustainable cities reconnaissance study.</i> United Nations University - UNU-EGOV, 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Rifkon, J. <i>A Terceira Revolu&ccedil;&atilde;o Industrial - Como o poder lateral est&aacute; transformando a energia, a economia e o mundo.</i> S&atilde;o Paulo: M. Books do Brasil, 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. European Union. <i>Mapping Smart Cities in the EU.</i> Policy Department: Economic and Scientific Policy. 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Van, B. B. "Digital cities and transferability of results". In: <i>Proceedings of the 4th EDC Conference on Digital Cities,</i> Salzburg, october 29 &amp; 30 1998, pp. 61-70.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. ONU News. "Popula&ccedil;&atilde;o mundial atingiu 7,6 bilh&otilde;es de habitantes".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dispon&iacute;vel via URL &lt;<a href="http://www.unmultimedia.org/radio/portugue-se/2017/06/populacao-mundial-atingiu-76-bilhoes-de-habitantes/#.WnSHqK6nFQI" target="_blank">http://www.unmultimedia.org/radio/portugue-se/2017/06/populacao-mundial-atingiu-76-bilhoes-de-habitantes/#.WnSHqK6nFQI</a>&gt;. Acesso em 20.jan.2018.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Segundo estudos do IBGE, a popula&ccedil;&atilde;o brasileira vivendo em cidades cresce visivelmente, de acordo com medi&ccedil;&otilde;es realizadas de 1991 a 2010. Fonte: IBGE &lt;<a href="https://mapas.ibge.gov.br/tematicos/demografia" target="_blank">https://mapas.ibge.gov.br/tematicos/demografia</a>&gt;    .</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Arist&oacute;teles. <i>A pol&iacute;tica.</i> Rio de Janeiro: Martins Fontes, 2006. (Cole&ccedil;&atilde;o Cl&aacute;ssicos da Filosofia. Edi&ccedil;&atilde;o 3).    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Os Media Labs re&uacute;nem equipes multidisciplinares, em pesquisas inter-disciplinares e metodologias transdisciplinares.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Davis, J. "Pesquisador do MIT defende fim da barreira entre arte e ci&ecirc;ncia". <i>Folha de S.Paulo.</i> Dispon&iacute;vel via URL &lt;<a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2018/02/pesquisador-do-mit-defende-fim-da-barreira-entre-arte-e-ciencia.shtml" target="_blank">https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2018/02/pesquisador-do-mit-defende-fim-da-barreira-entre-arte-e-ciencia.shtml</a>&gt;. Acesso em 02.fev.2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. <a href="https://www.media.mit.edu/" target="_blank">https://www.media.mit.edu/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. <a href="https://zkm.de" target="_blank">zkm.de</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. V&aacute;rios desses laborat&oacute;rios publicam suas produ&ccedil;&otilde;es. O Media Lab MIT disponibiliza algumas de suas publica&ccedil;&otilde;es pela internet &lt;<a href="https://www.media.mit.edu/search/?filter=publication" target="_blank">https://www.media.mit.edu/search/?filter=publication</a>&gt;, al&eacute;m de publicar pela <i>The MIT Press.</i> O Media Lab / UFG disponibiliza suas publica&ccedil;&otilde;es online pelo site e tamb&eacute;m em endere&ccedil;o espec&iacute;fico &lt;<a href="https://producao.ciar.ufg.br/ebooks/invencoes/" target="_blank">https://producao.ciar.ufg.br/ebooks/invencoes/</a>&gt;. O ZKM tamb&eacute;m possui linha editorial pr&oacute;pria &lt;<a href="https://zkm.de/en/publications" target="_blank">https://zkm.de/en/publications</a>&gt;, para citar alguns.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. <a href="http://medialab-prado.es/" target="_blank">http://medialab-prado.es/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. <a href="http://medialabbrasil.com/" target="_blank">http://medialabbrasil.com/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. <a href="https://www.medialab.ufg.br/" target="_blank">https://www.medialab.ufg.br/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. <a href="https://medialab.unifesspa.edu.br/" target="_blank">https://medialab.unifesspa.edu.br/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. <a href="https://www.medialab.ufg.br/pZ18689-media-lab-unb" target="_blank">https://www.medialab.ufg.br/pZ18689-media-lab-unb</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Fonseca, A. "Laboratorios sociales y ciudadanos". In: <i>labSurlab + Co--operaciones.</i> Medel&iacute;n: Co-operaciones, 2012.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. A afirma&ccedil;&atilde;o &eacute; do jornal <i>Di&aacute;rio da Manh&atilde;,</i> edi&ccedil;&atilde;o de 25/out/2016. &lt;<a href="http://impresso.dm.com.br/edicao/20161025/pagina/1" target="_blank">http://impresso.dm.com.br/edicao/20161025/pagina/1</a>&gt;. Acesso em 25.out.2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. <a href="https://medialab.aalto.fi/" target="_blank">https://medialab.aalto.fi/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. O sistema foi implementado pelas Universidade de Bras&iacute;lia, Universidade Federal de Goi&aacute;s e Universidade Federal do Piau&iacute;, em 2010. Pr&ecirc;mio Edital XPTA; LAB 2009, do Minist&eacute;rio de Cultura e da Sociedade dos Amigos da Cinemateca de S&atilde;o Paulo. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://wikinarua.com" target="_blank">wikinarua.com</a>. Acesso em 10 de fev. 2018.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Participam deste trabalho Cleomar Rocha (coordenador e respons&aacute;vel pela concep&ccedil;&atilde;o dos projetos), Hugo Nascimento, Ravi Passos, Lina Lopes, Luma Oliveira, Mateus Sperandio, Hugo Camargo, Renato Mesquita, Kaiky Fernandez, Evandro P. Braga e Wilder Fioramonte.</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Autores: Claudia Loch, Felipe Modesto, Francisco de Paula Barretto, Ronaldo Ribeiro da Silva, Renato Perotto, Suzete Venturelli e Victor Valentim. Apoio: Camille Venturelli Pic. Dispon&iacute;vel em: <a href="https://ciurbi.wordpress.com/" target="_blank">https://ciurbi.wordpress.com/</a>. Acesso em 14 de fev. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Venturelli, S. <i>Arte computacional.</i> Bras&iacute;lia: EDUNB, 2017.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Coordena&ccedil;&atilde;o: Suzete Venturelli, equipe: Breno Rocha, Tiago Coelho e Bruno Ribeiro, 2009.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Realizado de 2011 a 2013, Media Lab / UnB, com a participa&ccedil;&atilde;o de Suzete Venturelli, Francisco de Paula Barretto, Claudia Loch, Ana Lemos, Juliana Hil&aacute;rio, Camille Venturelli Pic, Bruno Ribeiro, Victor Valentim, Hudson Bomfim, entre outros. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="https://geo-partitura.wordpress.com/" target="_blank">https://geo-partitura.wordpress.com/</a>&gt;. Acesso em: 4 abr. 2016.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Rocha, C. <i>Pontes, janelas e peles: cultura, po&eacute;ticas e perspectivas das interfaces computacionais.</i> 2ª ed. Goi&acirc;nia: Funape/Media Lab/Ciar/ UFG, 2017. (Cole&ccedil;&atilde;o Inven&ccedil;&otilde;es).    </font></p>      ]]></body><back>
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