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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGOS    <br> ARTE E CI&Ecirc;NCIA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Arteci&ecirc;ncia: um retrato acad&ecirc;mico brasileiro</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Jo&atilde;o Ricardo Aguiar da Silveira<sup>I</sup>; Roger F. Malina<sup>II</sup>; Denise Lannes<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Mestre e doutor em educa&ccedil;&atilde;o, gest&atilde;o e difus&atilde;o em bioci&ecirc;ncias e pesquisador visitante na Universidade de Harvard e na Universidade do Texas em Dallas. Este artigo foi produzido durante o seu doutorado, quando o autor foi bolsista do CNPq e da Capes. E-mail: <a href="mailto:silveiraufrj@gmail.com">silveiraufrj@gmail.com</a>    <br> <sup>II</sup>Professor honor&aacute;rio de arte e tecnologia na Universidade do Texas em Dallas e editor executivo da revista Leonardo    <br> <sup>III</sup>Pofessora associada do Instituto de Bioqu&iacute;mica M&eacute;dica Leopoldo de Meis, Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBqM/UFRJ)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As defini&ccedil;&otilde;es de arte e ci&ecirc;ncia t&ecirc;m passado por permanentes transforma&ccedil;&otilde;es ao longo da hist&oacute;ria e j&aacute; foram praticamente indistingu&iacute;veis no in&iacute;cio da hist&oacute;ria da filosofia ocidental. Entre aproxima&ccedil;&otilde;es e distanciamentos, o per&iacute;odo do Renascimento marca um dos momentos mais importantes para a uni&atilde;o dessas &aacute;reas no Ocidente atrav&eacute;s de trabalhos como os de Brunelleschi, Pisanello, da Vinci, D&uuml;rer e at&eacute; mesmo Galileu &#91;1&#93;. Nos s&eacute;culos XVI e XVII o racioc&iacute;nio dedutivo de Ren&eacute; Descartes e o m&eacute;todo indutivo de Francis Bacon s&atilde;o marcos para o progresso da ci&ecirc;ncia e tamb&eacute;m para o in&iacute;cio do distanciamento entre ci&ecirc;ncia e arte. No mesmo per&iacute;odo, Isaac Newton, que anteriormente fora adepto do misticismo, religi&atilde;o e alquimia, escreve suas teorias que trazem uma nova compreens&atilde;o do mundo a partir de uma vis&atilde;o matem&aacute;tica e l&oacute;gica &#91;2&#93;. Embora nunca estivessem definitivamente separadas, o &aacute;pice do distanciamento entre as &aacute;reas parece ocorrer no s&eacute;culo XIX, quando, segundo Martins &#91;3, p.4&#93;, o positivismo busca "eliminar o simb&oacute;lico do dom&iacute;nio cient&iacute;fico".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Depois de longo per&iacute;odo de afastamento, h&aacute; uma s&eacute;rie de indica&ccedil;&otilde;es que apontam para uma intensa (re)aproxima&ccedil;&atilde;o entre arte e ci&ecirc;ncia na contemporaneidade. Em diferentes pa&iacute;ses foram criados e consolidados diversos espa&ccedil;os institucionais dedicados &agrave; pesquisa e &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de projetos que integram essas &aacute;reas. Alguns exemplos s&atilde;o: Symbiotica, da Universidade do Oeste da Austr&aacute;lia; Art|Sci Center, da Universidade da Calif&oacute;rnia, Los Angeles (UCLA); Le Laboratoire, da Universidade de Harvard e o The Ars Electronica Center, na &Aacute;ustria. No portal da Leonardo / Sociedade Internacional para as Artes, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (Leonardo/ISAST) &#91;4&#93; est&aacute; dispon&iacute;vel um link o qual fornece informa&ccedil;&otilde;es sobre a ampla e crescente rede de pessoas e institui&ccedil;&otilde;es nessa &aacute;rea ao redor do mundo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A publica&ccedil;&atilde;o <i>Art-Science: an annotated bibliography</i> &#91;5&#93; distingue os 16 trabalhos considerados pontos de partida para compreens&atilde;o do momento de crescimento do campo da arte-ci&ecirc;ncia-tecnologia. Destaca-se, tamb&eacute;m, a produ&ccedil;&atilde;o de livros dedicados ao p&uacute;blico n&atilde;o especializado, tais como <i>Visualizations: the nature book of art and science bibliography</i> &#91;6&#93;, <i>Art and science</i> &#91;7&#93;, <i>Seenl unseen: art, science, and intuition from Leonardo to the Hubble telescope</i> &#91;8&#93;, <i>Artscience: creativity in the post-Google generation</i> &#91;9&#93;, <i>Art and science</i> &#91;10&#93;, <i>Art + science now</i> &#91;11&#93;, <i>Colliding worlds: how cutting-edge science is redefining contemporary art</i> &#91;12&#93;, <i>Reductionism in art and brain science: bridging the two cultures</i> &#91;13&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, na d&eacute;cada de 1990, pesquisadores como Leopoldo de Meis e T&acirc;nia de Ara&uacute;jo-Jorge, da &aacute;rea das ci&ecirc;ncias da vida, aproximaram-se da arte no intuito de agregar subjetividade e criatividade &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica. As produ&ccedil;&otilde;es <i>Ensinando ci&ecirc;ncia com arte: a mitoc&ocirc;ndria em 3 atos, O ciclo de Krebs, A explos&atilde;o do saber</i> &#91;14&#93;; e <i>Ci&ecirc;ncia e arte: encontros e sintonias</i> &#91;15&#93; s&atilde;o marcos representativos da intera&ccedil;&atilde;o ci&ecirc;ncia e arte no pa&iacute;s. Oriundo da &aacute;rea de artes, o ator Carlos Palma criou o projeto Arte e Ci&ecirc;ncia no Palco e, a partir de sua estreia em 1998, apresentou-se ao longo da d&eacute;cada seguinte para mais de 600 mil espectadores com o mesmo objetivo &#91;16&#93;. No mesmo per&iacute;odo, o artista brasileiro Eduardo Kac, j&aacute; com produ&ccedil;&otilde;es integrando arte e tecnologia, ganhou notoriedade ao criar trabalhos art&iacute;sticos com DNA e pela enorme pol&ecirc;mica internacional gerada por sua obra GFP Bunny 2000 &#91;17&#93;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Desde ent&atilde;o, o campo de intera&ccedil;&atilde;o entre arte, ci&ecirc;ncia e tecnologia parece vir ampliando-se no pa&iacute;s, como sugere a cria&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os acad&ecirc;micos dedicados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de trabalhos de integra&ccedil;&atilde;o dessas &aacute;reas. Podemos citar, como exemplos: o Laborat&oacute;rio Arte e TecnoCi&ecirc;ncia, da Universidade de Bras&iacute;lia, fundado pela pesquisadora e artista multim&iacute;dia Diana Domingues; o N&uacute;cleo de Arte e Novos Organismos (Nano) e o Laborat&oacute;rio Anatomia das Paix&otilde;es/Lamae, ambos na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); os laborat&oacute;rios da Rede Media Lab/BR; o Instituto de Pesquisas em Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o, em Sergipe; o Laborat&oacute;rio de Inova&ccedil;&atilde;o de Prototipagem, da Universidade de Fortaleza, e o Laborat&oacute;rio de Po&eacute;ticas Fronteiri&ccedil;as (Lab|Front), da Universidade do Estado de Minas Gerais. Existem tamb&eacute;m grupos h&iacute;bridos, isto &eacute;, dedicados a diferentes &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o, com ou sem um espa&ccedil;o f&iacute;sico espec&iacute;fico, mas que produzem trabalhos de relev&acirc;ncia no campo da arteci&ecirc;ncia, como o Laborat&oacute;rio em Forma&ccedil;&atilde;o, da UFRJ, o Liteb -Laborat&oacute;rio de Inova&ccedil;&otilde;es em Terapias, Ensino e Bioprodutos - IOC, da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Mita - Estudos Multi, Inter e Trans em Artes, da Universidade Federal do Vale do S&atilde;o Francisco e universidades parceiras, entre muitos outros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste artigo fazemos um retrato acad&ecirc;mico do campo da arteci&ecirc;ncia no Brasil a partir da an&aacute;lise do perfil de uma amostra de pesquisadores que atuam nesse campo no pa&iacute;s. Nossas an&aacute;lises s&atilde;o feitas a partir das informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis no curr&iacute;culo Lattes desses pesquisadores sobre forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica, &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o, projetos e produ&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>METODOLOG&Iacute;A DE PESQUISA</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Coleta de dados</i> Encontrar a terminologia correta para se referir a esse campo e para fazer a coleta de dados sobre pesquisadores que atuam na intera&ccedil;&atilde;o arte-ci&ecirc;ncia-tecnologia &eacute; um desafio ainda sem solu&ccedil;&atilde;o definida. Embora j&aacute; existam tentativas para se dar um nome a essa &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o como, por exemplo, artscience, art-science, sciArt, artsci, arteci&ecirc;ncia e cienciaarte, n&atilde;o existe consenso em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; nomenclatura em ingl&ecirc;s ou portugu&ecirc;s. Al&eacute;m disso, existem diversas outras denomina&ccedil;&otilde;es, por exemplo, bioarte, arte-tecnologia e tecnoci&ecirc;ncia, as quais podem fazer parte desse vasto e complexo campo de intera&ccedil;&atilde;o. Por fim, existem ainda alguns movimentos como os Media Labs e o Movimento Maker que podem ou n&atilde;o ser considerados de intera&ccedil;&atilde;o entre arte e ci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por essas raz&otilde;es, neste artigo optamos pelo termo arteci&ecirc;ncia para nos referirmos a esse campo de atua&ccedil;&atilde;o e escolhemos fazer a busca associando os termos arte, ci&ecirc;ncia, tecnologia e bioarte em duas diferentes bases de dados, a saber: (1) diret&oacute;rio dos grupos de pesquisa no Brasil (DGP) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) e (2) Google Search.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A seguir, detalhamos cada etapa da coleta de dados, em suas caracter&iacute;sticas espec&iacute;ficas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Etapa 1: DGP/CNPq</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O diret&oacute;rio dos grupos de pesquisa no Brasil do CNPq, como descrito em seu s&iacute;tio &#91;18&#93;:</font></p>     <blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Constitui-se no invent&aacute;rio dos grupos de pesquisa cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica em atividade no pa&iacute;s e as informa&ccedil;&otilde;es contidas dizem respeito aos recursos humanos constituintes dos grupos (pesquisadores, estudantes e t&eacute;cnicos), &agrave;s linhas de pesquisa em andamento, &agrave;s especialidades do conhecimento, aos setores de aplica&ccedil;&atilde;o envolvidos, &agrave; produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, tecnol&oacute;gica e art&iacute;stica e &agrave;s parcerias estabelecidas entre os grupos e as institui&ccedil;&otilde;es, sobretudo com as empresas do setor produtivo.</font></p> </blockquote>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa etapa, utilizamos os termos de busca "arte e ci&ecirc;ncia", "ci&ecirc;ncia e arte", "arte e tecnologia" e "bioarte", em combina&ccedil;&otilde;es com campos de busca prim&aacute;rios e secund&aacute;rios, totalizando oito coletas detalhadas a seguir:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Primeira coleta - Termo de busca: "arte e ci&ecirc;ncia"; Campos prim&aacute;rios: "todas as palavras" e consulta por "linhas de pesquisa"; Campos secund&aacute;rios: "nome da linha de pesquisa" e "palavra-chave da linha de pesquisa"; Situa&ccedil;&atilde;o: "certificado". Sem filtros de busca.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Segunda coleta - Termo de busca: "arte e ci&ecirc;ncia"; Campos prim&aacute;rios: "todas as palavras" e consulta por "grupo"; Campos secund&aacute;rios: "nome do grupo", "nome da linha de pesquisa" e "palavra-chave da linha de pesquisa"; Situa&ccedil;&atilde;o: "certificado". Sem filtros de busca.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Terceira coleta - Termo de busca: "ci&ecirc;ncia e arte"; Campos prim&aacute;rios: "todas as palavras" e consulta por "linhas de pesquisa"; Campos secund&aacute;rios: "nome da linha de pesquisa" e "palavra-chave da linha de pesquisa"; Situa&ccedil;&atilde;o: "certificado". Sem filtros de busca.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quarta coleta - Termo de busca: "ci&ecirc;ncia e arte"; Campos prim&aacute;rios: "todas as palavras" e consulta por "grupo"; Campos secund&aacute;rios: "nome do grupo", "nome da linha de pesquisa" e "palavra-chave da linha de pesquisa"; Situa&ccedil;&atilde;o: "certificado". Sem filtros de busca.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quinta coleta - Termo de busca: "arte e tecnologia"; Campos prim&aacute;rios: "todas as palavras" e consulta por "linhas de pesquisa"; Campos secund&aacute;rios: "nome da linha de pesquisa" e "palavra-chave da linha de pesquisa"; Situa&ccedil;&atilde;o: "certificado". Sem filtros de busca.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sexta coleta-Termo de busca: "arte e tecnologia"; Campos prim&aacute;rios: "todas as palavras" e consulta por "grupo"; Campos secund&aacute;rios: "nome do grupo", "nome da linha de pesquisa" e "palavra-chave da linha de pesquisa"; Situa&ccedil;&atilde;o: "certificado". Sem filtros de busca.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S&eacute;tima coleta - Termo de busca: "bioarte"; Campos prim&aacute;rios: "todas as palavras" e consulta por "linhas de pesquisa"; Campos secund&aacute;rios: "nome da linha de pesquisa" e "palavra-chave da linha de pesquisa"; Situa&ccedil;&atilde;o: "certificado". Sem filtros de busca.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Oitava coleta: Termo de busca: "bioarte"; Campos prim&aacute;rios: "todas as palavras" e consulta por "grupo"; Campos secund&aacute;rios: "nome do grupo", "nome da linha de pesquisa" e "palavra-chave da linha de pesquisa"; Situa&ccedil;&atilde;o: "certificado". Sem filtros de busca.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As buscas foram realizadas em agosto de 2016 e repetidas em dezembro de 2017. Os dados obtidos na segunda busca, diferentes dos obtidos na primeira, foram adicionados ao corpus da pesquisa, para an&aacute;lise.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para composi&ccedil;&atilde;o do corpus final dessa "Etapa 1", refinamos os dados obtidos nas oito coletas, a partir da an&aacute;lise cruzada do nome completo do grupo de pesquisa, com o nome completo da linha de pesquisa e as informa&ccedil;&otilde;es contidas no curr&iacute;culo Lattes do primeiro l&iacute;der do grupo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: foram inclu&iacute;dos no presente estudo os pesquisadores que tiveram qualquer atua&ccedil;&atilde;o, projeto ou produ&ccedil;&atilde;o que contemplassem a intera&ccedil;&atilde;o entre arte e ci&ecirc;ncia declarada no seu curr&iacute;culo entre os anos de 2012 e 2017.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Crit&eacute;rios de exclus&atilde;o: foram exclu&iacute;dos pesquisadores que, ap&oacute;s an&aacute;lise do curr&iacute;culo Lattes, n&atilde;o declaravam intera&ccedil;&atilde;o entre as &aacute;reas em sua atua&ccedil;&atilde;o, projeto ou produ&ccedil;&atilde;o, embora as palavras "arte" e "ci&ecirc;ncia" estivessem no resultado da busca, como por exemplo: "pesquisa em ci&ecirc;ncias da informa&ccedil;&atilde;o e arte da comunica&ccedil;&atilde;o".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Etapa 2: Google Search</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Realizamos a pesquisa com o motor de busca Google Search, com uso do navegador no modo privado. O primeiro passo consistiu na busca eletr&ocirc;nica utilizando os termos arte, ci&ecirc;ncia e o nome do estado. Por exemplo: arte + ci&ecirc;ncia + "Rio de Janeiro". Esse procedimento foi repetido para cada um dos 26 estados da federa&ccedil;&atilde;o do Brasil e mais o Distrito Federal. A busca foi iniciada com os estados da regi&atilde;o Norte, seguida dos das regi&otilde;es Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Como segundo passo, buscamos pelos termos arte, ci&ecirc;ncia e nome de institui&ccedil;&otilde;es privadas, p&uacute;blicas, universidades, museus, casas de fomento &agrave; cultura, entre outros, existentes no estado em quest&atilde;o. Por exemplo: arte + ci&ecirc;ncia + "Universidade Federal do Rio de Janeiro".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As buscas foram realizadas durante os meses de agosto e setembro de 2016. Posteriormente, utilizando os mesmos crit&eacute;rios, foram executadas novas buscas em mar&ccedil;o de 2017. Nos dois momentos, foram analisados os 20 primeiros s&iacute;tios da internet resultantes da busca no Google Search. Os resultados obtidos na segunda busca diferentes dos obtidos na primeira, foram adicionados ao corpus da pesquisa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para composi&ccedil;&atilde;o do corpus da "etapa 2", da mesma forma, refinamos os dados obtidos nas coletas iniciais, a partir da an&aacute;lise cruzada dos t&iacute;tulos resultantes da busca, com a meta descri&ccedil;&atilde;o do mesmo e as informa&ccedil;&otilde;es contidas nos s&iacute;tios referentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o aos tipos de s&iacute;tios da internet, consideramos todos os resultados da busca: portais de not&iacute;cias, p&aacute;ginas pessoais, p&aacute;ginas profissionais, p&aacute;ginas institucionais, portais de publica&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do acad&ecirc;mico, portais de divulga&ccedil;&atilde;o ou venda e redes sociais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto ao conte&uacute;do dos s&iacute;tios, avaliamos a natureza dos projetos acad&ecirc;micos de qualquer &aacute;rea do conhecimento, projetos art&iacute;sticos de todas as modalidades e eventos em geral, como: congressos, encontros, semin&aacute;rios, mesas-redondas, simp&oacute;sios, pain&eacute;is, confer&ecirc;ncias, jornadas, cursos f&oacute;runs, feiras, exposi&ccedil;&otilde;es e festivais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir desses dados, identificamos os pesquisadores l&iacute;deres.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: foram inclu&iacute;dos no presente estudo os pesquisadores com trabalhos que, no conte&uacute;do do s&iacute;tio da internet analisado, apresentassem alguma forma de intera&ccedil;&atilde;o entre arte e ci&ecirc;ncia, realizados entre os anos de 2012 e 2017.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Crit&eacute;rios de exclus&atilde;o: foram exclu&iacute;dos os pesquisadores cujos trabalhos n&atilde;o apresentavam intera&ccedil;&atilde;o entre as &aacute;reas, embora as palavras "arte" e "ci&ecirc;ncia" estivessem no s&iacute;tio, como por exemplo: "cursos de administra&ccedil;&atilde;o, artes visuais, ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas e ci&ecirc;ncias cont&aacute;beis". Assim como pesquisadores com trabalhos realizados em 2011 ou anteriormente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i><b>Consolida&ccedil;&atilde;o dos dados</b></i> Os dados obtidos e refinados nas etapas 1 e 2 de coleta foram inseridos em planilha do software Excel for Mac 14.7.7. Identificamos 131 pesquisadores, os quais atendiam aos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o das duas etapas de coleta e possu&iacute;am curr&iacute;culo Lattes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As informa&ccedil;&otilde;es extra&iacute;das do curr&iacute;culo Lattes foram: identifica&ccedil;&atilde;o (nome, g&ecirc;nero, texto inicial do curr&iacute;culo, institui&ccedil;&atilde;o e estado da federa&ccedil;&atilde;o em que atua); forma&ccedil;&atilde;o (curso de gradua&ccedil;&atilde;o, grande &aacute;rea do curso de gradua&ccedil;&atilde;o, institui&ccedil;&atilde;o e local do curso de gradua&ccedil;&atilde;o, especializa&ccedil;&atilde;o, &aacute;rea do curso de especializa&ccedil;&atilde;o, mestrado, &aacute;rea do curso de mestrado, local do curso de mestrado, doutorado, &aacute;rea do curso de doutorado, local do curso de doutorado, p&oacute;s-doutorado, &aacute;rea do curso de p&oacute;s-doutorado, institui&ccedil;&atilde;o e local do curso de p&oacute;s-doutorado); atua&ccedil;&atilde;o (linha de pesquisa; grande &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o); projetos (projetos de pesquisa, projetos de desenvolvimento tecnol&oacute;gico, projetos de extens&atilde;o e outros tipos de projetos); produ&ccedil;&otilde;es (produ&ccedil;&atilde;o bibliogr&aacute;fica; produ&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica; produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica cultural).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A &uacute;ltima fase de constru&ccedil;&atilde;o do corpus da pesquisa se deu com o estabelecimento de par&acirc;metros para identificar o grupo de pesquisadores com maior relev&acirc;ncia. Para inclus&atilde;o nesse grupo, os curr&iacute;culos deveriam conter informa&ccedil;&otilde;es referentes &agrave; atua&ccedil;&atilde;o e/ou produ&ccedil;&atilde;o no campo de intera&ccedil;&atilde;o entre arte e ci&ecirc;ncia e/ou arte e tecnologia em pelo menos dois dos seguintes itens: texto inicial do curr&iacute;culo; projetos de pesquisa; projetos de desenvolvimento tecnol&oacute;gico; projetos de extens&atilde;o; outros tipos de projetos; produ&ccedil;&atilde;o bibliogr&aacute;fica; produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica cultural. Foram considerados para an&aacute;lise os projetos e produ&ccedil;&otilde;es entre os anos 2012 e 2017.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ap&oacute;s a an&aacute;lise dos 131 curr&iacute;culos da amostragem, delineamos o grupo de maior relev&acirc;ncia composto por 51 pesquisadores, que foi considerado para as an&aacute;lises a seguir.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Locais de forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o ao local de forma&ccedil;&atilde;o, 100% dos 51 pesquisadores realizaram a gradua&ccedil;&atilde;o no Brasil. Destes, 78,4% a fizeram na regi&atilde;o Sudeste, 11,8% na regi&atilde;o Sul, 5,9% na regi&atilde;o Centro-Oeste e 3,9% na regi&atilde;o Nordeste. Al&eacute;m disso, 29,4% dos mesmos realizaram duas gradua&ccedil;&otilde;es. Os t&iacute;tulos de mestre e doutor tamb&eacute;m foram obtidos majoritariamente no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A grande maioria dos pesquisadores que comp&otilde;em a amostragem, assim como para a gradua&ccedil;&atilde;o, realizou seus cursos de mestrado e doutorado na regi&atilde;o Sudeste (76,5% e 74,5%, respectivamente). A <a href="/img/revistas/cic/v70n2/a13fig01.jpg">Figura 1</a> mostra que as porcentagens, mais discretas em todas as outras regi&otilde;es, tamb&eacute;m v&atilde;o decrescendo da gradua&ccedil;&atilde;o para o doutorado: 7,8% formaram-se mestres na regi&atilde;o Sul, 3,9% na regi&atilde;o Centro-Oeste e 2% na regi&atilde;o Nordeste. Propor&ccedil;&atilde;o semelhante pode ser notada quanto aos locais de obten&ccedil;&atilde;o do t&iacute;tulo de doutor: 5,9% na regi&atilde;o Sul, 2% na regi&atilde;o Centro-Oeste e 2% na regi&atilde;o Nordeste. Apenas 2% e 5,9% desses pesquisadores n&atilde;o cursaram o mestrado e o doutorado, respectivamente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a href="/img/revistas/cic/v70n2/a13fig01.jpg"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/a13fig01thumb.jpg">    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Figura 1 - Clique para ampliar</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nossos resultados sugerem que a regi&atilde;o Sudeste &eacute; um polo de forma&ccedil;&atilde;o em termos de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o para aqueles que atuam no campo da arteci&ecirc;ncia, com destaque para os estados Rio de Janeiro e S&atilde;o Paulo. Este dado &eacute; coerente com os dados do Censo da Educa&ccedil;&atilde;o Superior 2016 &#91;19&#93;, o qual indica que a regi&atilde;o Sudeste concentra 46,8% das institui&ccedil;&otilde;es de ensino superior. Merece destaque o fato de 19,6% desse grupo de pesquisadores terem realizado o doutorado no Curso de Comunica&ccedil;&atilde;o e Semi&oacute;tica da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo (PUC-SP). Outros 11% s&atilde;o de diferentes cursos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Devemos considerar, nesse contexto, que uma porcentagem consider&aacute;vel dos pesquisadores participantes dessa pesquisa realizou o mestrado e/ou o doutorado pleno no exterior (9,8% e 7,8%, respectivamente). Essa forma&ccedil;&atilde;o no exterior deu-se em diferentes institui&ccedil;&otilde;es, a saber: Central School of Art And Design, George Washington University, Universit&eacute; Paris 1 Pantheon-Sorbonne, Universidade Pierre et Marie Curie (Paris VI), University of Plymouth e University of Reading.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre esses pesquisadores analisados, 32 (62,7%) realizaram p&oacute;s-doutorado, sendo 20 (39,2%) no Brasil e 12 (23,5%) no exterior. Todos os p&oacute;s-doutorados no Brasil (n=20) foram realizados na regi&atilde;o Sudeste e Sul, com concentra&ccedil;&atilde;o na primeira, distribu&iacute;dos pelos estados de S&atilde;o Paulo (40%), Rio de Janeiro (30%), Minas Gerais (15%), Rio Grande do Sul (10%) e Santa Catarina (5%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o aos pesquisadores que realizaram seus p&oacute;s-doutora-dos no exterior (n=12), verificamos a preval&ecirc;ncia dos Estados Unidos (33%), seguidos de Fran&ccedil;a e Portugal (18% em ambos) e, em menor porcentagem, B&eacute;lgica, Espanha, Inglaterra e Irlanda (8% em cada um desses pa&iacute;ses). Vale destacar que embora Estados Unidos, Fran&ccedil;a e Portugal sejam o destino de mais de um pesquisador da amostra, em todos os casos as institui&ccedil;&otilde;es frequentadas foram diferentes. S&atilde;o elas: Indiana University, University of California - Los Angeles (UCLA), Universidade de San Diego, University of California System, Universit&eacute; de Paris VIII, Coll&egrave;ge de France, Universidade Aberta de Portugal, Universidade de Aveiro, Universidade de Bruxelas, Universitat Polit&egrave;cnica de Val&egrave;ncia, University of Plymouth e Quen's University of Belfast. Ressalta-se, ainda, que entre os 32 pesquisadores com p&oacute;s-doutorado, 14 (43,7%) completaram dois p&oacute;s-doutorados e cinco (15,6%) completaram tr&ecirc;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Locais de atua&ccedil;&atilde;o profissional</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os 51 pesquisadores da amostra, 66,7% atuam profissionalmente na regi&atilde;o Sudeste, 11,8% na regi&atilde;o Centro-Oeste, 9,8% na regi&atilde;o Sul, 9,8% na regi&atilde;o Nordeste e 2,0% na regi&atilde;o Norte. Em compara&ccedil;&atilde;o com o censo do DGP/CNPq 2016 &#91;20&#93;, nossos resultados sugerem que uma propor&ccedil;&atilde;o menor de pesquisadores do campo da arteci&ecirc;ncia atua nas regi&otilde;es Norte, Nordeste e Sul em rela&ccedil;&atilde;o a pesquisadores de outros campos e &aacute;reas (percentuais inferiores &agrave; metade da amostra do censo supracitado). Por outro lado, parece haver uma pequena preval&ecirc;ncia percentual dos pesquisadores da nossa amostra atuando nas regi&otilde;es Centro-Oeste e Sudeste, quando comparado aos resultados do censo realizado pelo CNPq. Contudo, de uma forma geral, o grupo de pesquisadores que comp&otilde;em nossa amostra segue o padr&atilde;o brasileiro quanto aos locais de atua&ccedil;&atilde;o profissional, com expressiva concentra&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o Sudeste (<a href="/img/revistas/cic/v70n2/a13fig02.jpg">Fig. 2</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a href="/img/revistas/cic/v70n2/a13fig02.jpg"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/a13fig02thumb.jpg">    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Figura 2 - Clique para ampliar</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Comparando os locais da forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e da atua&ccedil;&atilde;o profissional, merece destaque o aumento no n&uacute;mero de pesquisadores atuando nas regi&otilde;es Centro-Oeste e Nordeste e a discreta diminui&ccedil;&atilde;o da concentra&ccedil;&atilde;o dos mesmos na regi&atilde;o Sudeste. Essa migra&ccedil;&atilde;o ocorreu da seguinte forma: dos cinco pesquisadores que atuam na regi&atilde;o Nordeste, um fez o doutorado no Centro-Oeste e quatro no Sudeste. Daqueles que atuam no Centro-Oeste, tr&ecirc;s fizeram o doutorado no Sudeste, dois no exterior e um no Nordeste. O pesquisador que atua na regi&atilde;o Norte fez gradua&ccedil;&atilde;o e mestrado na regi&atilde;o Sudeste e n&atilde;o cursou o doutorado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&Aacute;reas de forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os 51 pesquisadores que comp&otilde;em a amostra se formaram em 37 diferentes cursos de gradua&ccedil;&atilde;o, sendo que 39,2% deles na grande &aacute;rea lingu&iacute;stica, letras e artes (LLA) e 13,7% em ci&ecirc;ncias sociais aplicadas (CSA). As &aacute;reas de ci&ecirc;ncias humanas (CH), ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas (CB) e ci&ecirc;ncias exatas e da terra (CET) representam cada uma 11,8% das gradua&ccedil;&otilde;es cursadas. Engenharias e ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de (CS), por sua vez, representam 5,9% dos cursos (<a href="/img/revistas/cic/v70n2/a13fig03.jpg">Fig. 3</a>a). O agrupamento dos cursos em grandes &aacute;reas seguiu o padr&atilde;o estabelecido na Tabela de &Aacute;reas do Conhecimento do CNPq.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/cic/v70n2/a13fig03.jpg"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/a13fig03thumb.jpg">    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Figura 3 - Clique para ampliar</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As grandes &aacute;reas do mestrado, doutorado e p&oacute;s-doutorado consideradas foram aquelas declaradas em primeira posi&ccedil;&atilde;o em seus curr&iacute;culos Lattes. LLA &eacute; a grande &aacute;rea cursada por 45,1% dos 50 pesquisadores titulados mestres (<a href="/img/revistas/cic/v70n2/a13fig03.jpg">Fig. 3</a>b), com destaque para os cursos de comunica&ccedil;&atilde;o e semi&oacute;tica, representando 13,7% do total, e de artes, cursado por 7,8% deles. As CH s&atilde;o a grande &aacute;rea dos cursos de mestrado de 25,5% dos pesquisadores, sendo que a &aacute;rea de educa&ccedil;&atilde;o representa 17,6% do total. Apenas um pesquisador da amostra fez doutorado direto, n&atilde;o possuindo, portanto, o t&iacute;tulo de mestre.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No doutorado, LLA &eacute; a grande &aacute;rea cursada por 41,2% dos pesquisadores (<a href="/img/revistas/cic/v70n2/a13fig03.jpg">Fig. 3</a>c), sendo que 19,6% do total obtiveram seu t&iacute;tulo no Curso de Comunica&ccedil;&atilde;o e Semi&oacute;tica da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo (PUC-SP). Titularam-se doutores na grande &aacute;rea das CH, 27,5% deles, destacando-se a &aacute;rea de educa&ccedil;&atilde;o com a representatividade de 17,6% do total. Quatro pesquisadores n&atilde;o declararam ter realizado curso de doutorado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Durante a trajet&oacute;ria da gradua&ccedil;&atilde;o ao doutorado, h&aacute; uma clara migra&ccedil;&atilde;o de diversas &aacute;reas do conhecimento para as grandes &aacute;reas da lingu&iacute;stica, letras e artes e das ci&ecirc;ncias humanas, principalmente. Consideramos interessante, tamb&eacute;m, o fato de o percentual das ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas permanecer praticamente inalterado nesse percurso (sempre 11,8%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A concentra&ccedil;&atilde;o em tais &aacute;reas se repete para o p&oacute;s-doutorado, etapa de forma&ccedil;&atilde;o realizada por 32 pesquisadores da amostra: LLA corresponde a 46,9%; CH, 18,8%; CB, 9,4%; CSA, 3,1%; engenharias, 9,4%; CS, 3,1%; CET, 6,3%; e divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica, 3,1% (<a href="/img/revistas/cic/v70n2/a13fig03.jpg">Fig. 3</a>d).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Chama aten&ccedil;&atilde;o o aparecimento da grande &aacute;rea de divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica em apenas um dos resultados. Entretanto, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel concluir se h&aacute; poucos pesquisadores do campo da arteci&ecirc;ncia realizando seus p&oacute;s-doutorados nessa grande &aacute;rea ou se quem trabalha com divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica n&atilde;o declara ser esse o seu campo principal de atua&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>&Aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o profissional</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A identifica&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas de atua&ccedil;&atilde;o profissional da amostra de 51 pesquisadores delineados neste trabalho como os mais relevantes no campo de arteci&ecirc;ncia no Brasil mostrou um quadro bastante interessante e, talvez, surpreendente. Apesar de terem se graduado, obtido os t&iacute;tulos de mestre e/ou doutor e realizado o p&oacute;s-doutorados em diversas &aacute;reas do conhecimento, a atua&ccedil;&atilde;o profissional se concentra em, praticamente, quatro grandes &aacute;reas: lingu&iacute;stica, letras e artes (47,1%); ci&ecirc;ncias humanas (27,5%); ci&ecirc;ncias sociais aplicadas (15,7%) e ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas (7,8%) (<a href="/img/revistas/cic/v70n2/a13fig04.jpg">Fig. 4</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="/img/revistas/cic/v70n2/a13fig04.jpg"><img src="/img/revistas/cic/v70n2/a13fig04thumb.jpg">    <br> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Figura 4 - Clique para ampliar</font></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">LLA &eacute; a grande &aacute;rea que aparece com maior incid&ecirc;ncia desde a gradua&ccedil;&atilde;o at&eacute; a atua&ccedil;&atilde;o profissional. CSA, mesmo com baixa incid&ecirc;ncia na p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o, representa mais de 15% da grande &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o declarada. Ao examinar os curr&iacute;culos dos pesquisadores em CSA, notamos relevantes atividades dos mesmos na &aacute;rea das artes. Considerando a atua&ccedil;&atilde;o na grande &aacute;rea de LLA e a produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica dos que declaram atuar nas CSA, nossos dados sugerem que artes &eacute; a &aacute;rea mais expressiva de atua&ccedil;&atilde;o profissional entre os pesquisadores do campo da arteci&ecirc;ncia no Brasil, de acordo com a amostra analisada. J&aacute; a grande &aacute;rea de CH aparece como segunda de maior preval&ecirc;ncia tanto na p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o como na atua&ccedil;&atilde;o profissional, com predomin&acirc;ncia da &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar de termos utilizado a palavra "tecnologia" como um dos termos de busca dessa pesquisa, nenhum dos pesquisadores da nossa amostra declara atuar na grande &aacute;rea da engenharia. Como as palavras criatividade e inova&ccedil;&atilde;o s&atilde;o muitas vezes associadas &agrave; intera&ccedil;&atilde;o entre arte e ci&ecirc;ncia &#91;21&#93;, imaginamos que h&aacute; um grande potencial de crescimento de atua&ccedil;&atilde;o nesse campo por pesquisadores j&aacute; estabelecidos, assim como por futuros pesquisadores oriundos das engenharias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As mudan&ccedil;as de grande &aacute;rea s&atilde;o ainda mais expressivas se considerada a trajet&oacute;ria da forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica e a atua&ccedil;&atilde;o profissional, do que apenas ao longo da forma&ccedil;&atilde;o. Da gradua&ccedil;&atilde;o at&eacute; a atua&ccedil;&atilde;o profissional, 62,7% dos pesquisadores mudaram de grande &aacute;rea de atua&ccedil;&atilde;o pelo menos uma vez.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sexo dos pesquisadores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dos 51 pesquisadores, 31 (60,8%) s&atilde;o do sexo feminino e 20 (39,2%) do masculino. Contudo, o censo do DGP mostra uma distribui&ccedil;&atilde;o igualit&aacute;ria entre homens e mulheres na rela&ccedil;&atilde;o de l&iacute;deres dos grupos, algo mais pr&oacute;ximo da distribui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, que &eacute; de 51,48% de mulheres e 48,52% de homens, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) &#91;22&#93;. Independente do &iacute;ndice de compara&ccedil;&atilde;o, &eacute; ineg&aacute;vel a import&acirc;ncia da atua&ccedil;&atilde;o das mulheres no campo da arteci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Bolsa de produtividade, texto inicial do curr&iacute;culo Lattes, projetos e produ&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; bolsa de produtividade em pesquisa do CNPq, 17,6% s&atilde;o bolsistas e 82,4% n&atilde;o s&atilde;o. N&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel fazer nenhuma conclus&atilde;o sobre esse resultado e trabalhos futuros devem explorar mais detalhadamente esse aspecto acad&ecirc;mico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram analisados tamb&eacute;m os textos iniciais, projetos e produ&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas dispon&iacute;veis nos curr&iacute;culos Lattes dos 51 pesquisadores. Buscou-se verificar a atua&ccedil;&atilde;o e/ou produ&ccedil;&atilde;o no campo de arteci&ecirc;ncia. Para produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica foram considerados os t&iacute;tulos dos artigos completos publicados em peri&oacute;dicos, livros ou cap&iacute;tulo de livros publicados, resumos publicados e trabalhos completos publicados em anais de congressos. No caso em que os t&iacute;tulos n&atilde;o eram claros quanto ao conte&uacute;do da produ&ccedil;&atilde;o, a mesma era pesquisada nas bases de dados e o resumo e as palavras-chave consideradas para an&aacute;lise.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para projetos e linhas de pesquisa e para projetos de extens&atilde;o, foram analisados os t&iacute;tulos e descri&ccedil;&otilde;es dos mesmos. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica, todas as produ&ccedil;&otilde;es foram consideradas para an&aacute;lise a partir do seu t&iacute;tulo e/ou descri&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Verificamos que 90,2% dos pesquisadores da amostra declaram a(s) &aacute;rea(s) de atua&ccedil;&atilde;o no texto inicial do curr&iacute;culo; 90,2% t&ecirc;m produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica; 76,5% realizam ou realizaram projeto(s) de pesquisa; 64,7% declaram a(s) linha(s) de pesquisa; 56,9% t&ecirc;m alguma produ&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica; 52,9% realizam ou realizaram, no per&iacute;odo considerado, projeto(s) de extens&atilde;o. O fato de o &iacute;ndice da declara&ccedil;&atilde;o de linhas de pesquisas por parte dos pesquisadores ser menor que os &iacute;ndices de declara&ccedil;&atilde;o de projetos de pesquisa e de produ&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica pode indicar que o campo da arteci&ecirc;ncia ainda est&aacute; em processo de consolida&ccedil;&atilde;o no que se refere ao reconhecimento acad&ecirc;mico.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Muitas ideias inovadoras de arteci&ecirc;ncia podem estar sendo concebidas fora das universidades ou centros de pesquisa. No entanto, &eacute; ineg&aacute;vel o papel estrat&eacute;gico das institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas na forma&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica e intelectual da popula&ccedil;&atilde;o. Dessa forma, um retrato acad&ecirc;mico brasileiro da arteci&ecirc;ncia &eacute; essencial para compreens&atilde;o desse campo no pa&iacute;s e para a cria&ccedil;&atilde;o de novas estrat&eacute;gias para o desenvolvimento do mesmo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Embora haja concentra&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica dos pesquisadores em arteci&ecirc;ncia na regi&atilde;o Sudeste, a diversidade de institui&ccedil;&otilde;es de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o pelos quais passaram mostra que ainda n&atilde;o temos no Brasil centros de refer&ecirc;ncia consolidados na forma&ccedil;&atilde;o em arte e ci&ecirc;ncia e/ou arte e tecnologia. A exce&ccedil;&atilde;o parece ser a PUC-SP, que forma um n&uacute;mero expressivo de pesquisadores que atuam nesse campo. Mesmo no exterior, ainda n&atilde;o existe um centro de forma&ccedil;&atilde;o de refer&ecirc;ncia para o grupo. O projeto Curriculum Development in the Arts, Sciences and Humanities &#91;23&#93;, do ArtSciLab, na Universidade do Texas em Dallas, &eacute; uma iniciativa em desenvolvimento que busca servir como refer&ecirc;ncia de curr&iacute;culos e de institui&ccedil;&otilde;es em arte, ci&ecirc;ncias e humanidades espalhadas pelo mundo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O alto &iacute;ndice de mudan&ccedil;a de &aacute;rea ao longo do percurso de forma&ccedil;&atilde;o at&eacute; a atua&ccedil;&atilde;o profissional entre os pesquisadores sugere acentuada heterogeneidade acad&ecirc;mica no campo da arteci&ecirc;ncia. A predomin&acirc;ncia da forma&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o em artes, por sua vez, nos d&aacute; um indicativo importante a respeito do perfil do grupo de atua&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Constatamos ainda uma rela&ccedil;&atilde;o importante de arteci&ecirc;ncia com a educa&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que mais de 15% dos pesquisadores da amostra desse estudo tem p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o e atua&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea. Na contemporaneidade, autores como Gurnon, Voss-Andreae e Stanley &#91;24&#93; e Hawkins &#91;25&#93; produziram trabalhos sobre essa rela&ccedil;&atilde;o pelo prisma do ensino superior e da p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o nos Estados Unidos. Ainda na Am&eacute;rica do Norte, o movimento STEAM (sigla em ingl&ecirc;s para ci&ecirc;ncia, tecnologia, engenharia, artes e matem&aacute;tica) tem ganhado for&ccedil;a e at&eacute; mesmo representa&ccedil;&atilde;o no congresso americano &#91;26&#93;. A Road Island School of Design, que &eacute; uma das refer&ecirc;ncias nessa iniciativa, criou um mapa interativo de institui&ccedil;&otilde;es que apoiam o movimento ao redor no mundo &#91;27&#93;. O STEAM fomenta a criatividade e o empoderamento social dos estudantes atrav&eacute;s de uma aprendizagem sem barreiras entre as disciplinas &#91;28&#93;. No Brasil, o acr&ocirc;nimo STEAM ainda n&atilde;o &eacute; amplamente difundido, mas j&aacute; existem pesquisadores atuando na intera&ccedil;&atilde;o entre educa&ccedil;&atilde;o, ci&ecirc;ncia e arte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As &aacute;reas de ci&ecirc;ncias biol&oacute;gicas, ci&ecirc;ncias da sa&uacute;de, ci&ecirc;ncias exatas e da terra e engenharias apresentaram uma baixa rela&ccedil;&atilde;o com o campo da arteci&ecirc;ncia nessa pesquisa, se comparado com lingu&iacute;stica, letras e artes e ci&ecirc;ncias humanas. Esses dados s&atilde;o surpreendentes devido &agrave; frequente associa&ccedil;&atilde;o entre arte e divulga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e aos mais de 200 espa&ccedil;os de explora&ccedil;&atilde;o de ci&ecirc;ncia e tecnologia pelo p&uacute;blico no Brasil, como museus de hist&oacute;ria natural, planet&aacute;rios e jardins bot&acirc;nicos &#91;29&#93;. Embora o resultado possa ser devido ao escopo desse estudo, os dados sinalizam que h&aacute; espa&ccedil;o para explorar e fomentar a aproxima&ccedil;&atilde;o entre essas grandes &aacute;reas e o campo da arteci&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Diferentes autores t&ecirc;m produzidos trabalhos que argumentam sobre os benef&iacute;cios m&uacute;tuos e os impactos resultantes da colabora&ccedil;&atilde;o entre ci&ecirc;ncia e arte pelos mais variados pontos de vista &#91;30&#93;, &#91;31&#93;, &#91;32&#93;, &#91;33&#93; e &#91;34&#93;. Al&eacute;m disso, h&aacute; evid&ecirc;ncias de que a colabora&ccedil;&atilde;o transdisciplinar pode transformar a pesquisa cient&iacute;fica, a inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica, a pr&aacute;tica art&iacute;stica e a pesquisa acad&ecirc;mica &#91;35&#93;. Em um futuro pr&oacute;ximo, com a crescente dilui&ccedil;&atilde;o das barreiras disciplinares, esse avan&ccedil;o poder&aacute; se refletir em imensur&aacute;veis contribui&ccedil;&otilde;es sociais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>NOTAS E REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Reis, J. C.; Guerra, A.; Braga, M. "Ci&ecirc;ncia e arte: rela&ccedil;&otilde;es improv&aacute;veis?". <i>Hist&oacute;ria, Ci&ecirc;ncias, Sa&uacute;de-Manguinhos,</i> v. 13, p.71-87, 2006. Suplemento.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Bynum, W. <i>Uma breve hist&oacute;ria da ci&ecirc;ncia.</i> L&amp;PM, 2014. 312p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Martins, J. M. L. "Ci&ecirc;ncia, arte e perspectivas para a imagina&ccedil;&atilde;o sociol&oacute;gica". <i>Revista Caf&eacute; com Sociologia,</i> v. 3, n. 3, p. 04-07, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Portal da revista <i>Leonardo</i> (<a href="https://www.leonardo.info/community" target="_blank">https://www.leonardo.info/community</a>)</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Malina, R. F. "Art-Science: an annotated bibliography". <i>Art Journal,</i> v. 75, n. 3, p. 64-69, 2016.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Kemp, M. <i>Visualizations: the nature book of art and science.</i> University of California Press, 2000. 202p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Strosberg, E. <i>Art and science.</i> Abbeville Press, 2001. 245p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Kemp, M. <i>Seen| unseen: art, science, and intuition from Leonardo to the Hubble telescope.</i> Oxford University Press, 2006. 368p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Edwards, D. <i>Artscience: creativity in the post-Google generation.</i> Harvard University Press, 2008. 194p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Ede, S. <i>Art and science.</i> IB Tauris, 2012.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Wilson, S. <i>Art + science</i> now. Thames &amp; Hudson, 2013. 208p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Miller, A. I. <i>Colliding worlds: how cutting-edge science is redefining contemporary art.</i> WW Norton &amp; Company, 2014.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Kandel, E. <i>Reductionism in art and brain science: bridging the two cultures.</i> Columbia University Press, 2016. 240p.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. <i>Ensinando ci&ecirc;ncia com arte: a mitoc&ocirc;ndria em 3 atos, O ciclo de Krebs, A explos&atilde;o do saber.</i> Produ&ccedil;&atilde;o de Leopoldo de Meis, Rio de Janeiro: Instituto de Bioqu&iacute;mica M&eacute;dica/UFRJ, 2002. Formato online. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://pantheon.ufrj.br/handle/11422/2971" target="_blank">http://pantheon.ufrj.br/handle/11422/2971</a>&gt; Acesso em: 07 jan. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Ara&uacute;jo-Jorge, T. C. (Org.) <i>Ci&ecirc;ncia e arte: encontros e sintonias.</i> Senac Rio, 2004. 296p.    </font></p>     ]]></body>
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<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Mapas interativos de institui&ccedil;&otilde;es que apoiam o movimento STEAM ao redor no mundo: <a href="http://map.stemtosteam.org" target="_blank">http://map.stemtosteam.org</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Allina, B. "The development of STEAM educational policy to promote student creativity and social empowerment". <i>Arts Education Policy Review,</i> p. 1-11, 2017.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Brito, F.; Ferreira, J. R.; Massarani, L. <i>Centros e museus de ci&ecirc;ncia do Brasil.</i> Rio de Janeiro: Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Centros e Museu de Ci&ecirc;ncia: UFRJ. FCC. Casa da Ci&ecirc;ncia: FioCruz. Museu da Vida. 2009. 232 p. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://www.cnpq.br/documents/10157/60e5e9d2-c549-4ff8-8569-62ed0798f567" target="_blank">http://www.cnpq.br/documents/10157/60e5e9d2-c549-4ff8-8569-62ed0798f567</a>&gt; Acesso em: 08 jan. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Born, G.; Barry, A. "Art-science: from public understanding to public experiment". <i>Journal of Cultural Economy,</i> v. 3, n. 1, p. 103-119, 2010.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Lightman, A. "A tale of two loves". <i>Nature,</i> v. 434, p. 299-300, mar. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Frazzetto, G. "Different and yet alike". <i>EMBO reports,</i> v. 5, n. 3, p. 233-235, 2004.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. Webster, S. "Art and science collaborations in the United Kingdom". <i>Nature Reviews Immunology,</i> v. 5, p. 965-969, dec. 2005.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">34. Smith, R. A. J.; Coleman, S. K.; Ramashye, P. "Art science collaboration: life in a new light". In: <i>Creativity in science teaching, society of experimental biology. Abstract of Conference Paper,</i> 12-14 Dec 2016, UK, London: Charles Darwin House, 2016. Dispon&iacute;vel em: &lt;<a href="http://west-minsterresearch.wmin.ac.uk/18185/" target="_blank">http://west-minsterresearch.wmin.ac.uk/18185/</a>&gt; Acesso em: 08 jan. 2018.    </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35. Malina, R. F.; Topete, A. G.; Silveira, J. "What is the evidence that art-science-technology collaboration is a good thing?" <i>Leonardo,</i> v. 51, n. 1, p. 0, 2018.    </font></p>      ]]></body><back>
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